Arquivo de pornô brasileiro anos 80

A Quinta Dimensão do Sexo

Posted in Cinema with tags , , , , on julho 19, 2011 by canibuk

“A Quinta Dimensão do Sexo” (1984/91 minutos) de José Mojica Marins, com: Márcio Prado, João Francisco, Zilda Mayo, Débora Muniz, Mario Lima e José Mojica Marins.

Dois universitários metidos a ciêntistas começam a pesquisar uma droga contra impotência sexual, já que ambos são um fracasso na cama com as mulheres. No meio das experiências eles descobrem uma espécie de viagra ultra-potente (Mojica previu o viagra) e transam com todas as vagabundas (e até algumas meninas de família) que encontram e se tornam tarados por sexo animalesco, até que pinta um clima durante uma transa à três e os dois descobrem que são gays.

As situações vividas pelas personagens são inacreditáveis, a probreza cênica, amadorismo dos atores, má vontade na direção do Mojica, trilha sonora equivocada, tudo colaborou para a criação de um clássico do anti-erotismo made in Boca do Lixo dos anos 80. Mojica se supera a cada fotograma em número de cenas absurdas/ridículas onde nada combina com nada e o improvisso corre solto. Reparem na macabra seqüência onde os dois boiolas impotentes preparam um omelete e, na edição, essa cena é alternada com uma garota que foge deles apavorada de… NADA!!! Ou nos diálogos surreais onde os gays dizem frases retiradas de livros de filósofos clássicos. Melhor impossível!!! E em meio a metralhadora de deboche do Mojica o filme é levado à um trágico final idêntico ao fim de “Thelma & Louise” (Mr. Ridley Scott copiando Mojica, provavelmente não, mas prefiro espalhar por aí que sim).

Curiosidade: Em 1998 escrevi/produzi/dirigi o longa “Gore Gore Gays” livremente inspirado neste “A Quinta Dimensão do Sexo”, misturando ao universo de HG Lewis de filmes como “Gore Gore Girls”. Meu filme não foi um sucesso mas continua com sua exibição proibida em tudo que é lugar.

Segue um pedacinho do filme que achei no youtube:

Rajá de Aragão

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , on junho 14, 2011 by canibuk

Com seu jeitão de cachaceiro intelectual, Rajá é um dos mais importantes roteiristas de filmes populares surgido no Brasil. Nascido em 1938 com o nome de batismo de Ido Oraídes Dias da Costa, já aos 16 anos se tornou mochileiro. Na Argentina trabalhou como dublê nos filmes de Hugo Fregonese, chegando à Boca do Lixo por volta de 1970. Ajudou a escrever o roteiro, em parceria com Mazzaropi e Marcos Rey, “O Grande Xerife” de Pio Zamuner. Em seguida roteirizou em poucos dias dois W.I.P., “Presídio de Mulheres Violentadas” e “Internato de Meninas Virgens”, que o produtor A.P. Galante realizou em parceria com o diretor Osvaldo Oliveira e ainda escreveu “Escola Penal de Meninas Violentadas”, primeiro filme dirigido pelo ótimo diretor de fotografia Antônio “Tony Mel” Meliande. Trabalhou e aprendeu muito comTony Vieira, uma lenda do cinema independente brasileiro, guru de vários cineastas, como Afonso Brazza. Após fazer uma adaptação do romance “O Sertanejo” de José de Alencar (uma versão faroeste chamada “Paixão de Sertanejo”, dirigida por Pio Zamuner), o próprio Rajá de Aragão dirige dois filmes convencionais, “O Dia das Profissionais” e “O Cangaceiro do Diabo”, este último creditado à Tião Valadares, e os pornôs “Hospital da Corrupção e dos Prazeres” (que é hilário) e “Gloriosas Trepadas”, uma remontagem de velhos filmes da Danek Produções realizada por Hércules Barbosa e creditada a direção à Rajá de Aragão.

Filmografia como Diretor:

O Dia das Profissionais (1976), Hospital da Corrupção e dos Prazeres (1985) e “Jeitinho à Brasileira” (1988).

Filmografia Selecionada como Roteirista

Kung Fu Contra as Bonecas (1975), Pintando o Sexo (1976), As Amantes de um Canalha (1977), O Matador Sexual (1979), O Último Cão de Guerra (1979), Liliam, a Suja (1981), Karina, Objeto de Prazer (1981) e Tônico do Sexo (1985).

Trailers:

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 76 outros seguidores