Velvet, Nico, Lou…

Sei de pessoas que não aguentam ouvir certas músicas do Velvet Underground porque eu tenho uma neurose/paranóia/esquizofrenia de ficar repetindo mil vezes um mesmo tudo quando chego em um certo ponto de embriaguez e, tempinhos atrás, numa noite de bebedeira na casa do Erivaldo, fiz isso com umas músicas do Velvet e enchi o saco do Petter e outros amigos.  Bem, o tempo cura (eles, não eu).


O fato é que Velvet Underground é uma das bandas que mais curto. Tenho muita preguiça de ouvir algumas bandas novas que são escancaradamente influenciadas por ela, sei que eu devia abrir mais a cabeça e esse bla bla bla todo, mas, até aqui, não sinto falta de ir atrás das atualidades musicais que por aí surgem.

O Velvet Underground (esse também é quase o nome de um dos filmes que mais gosto na vida, “Velvet Goldmine“, que, a propósito, é inspirado no Bowie, Iggy Pop e no próprio Lou Reed, mas falamos desse filme mais detalhadamente num post futuro), nasceu em 1964 quando Lou Reed insistiu em mostrar umas músicas – aquelas músicas bem Lou Reed, letras que abordam os meus temas preferidos sempre, pra filmes, livros e vida, só pra constar- ao músico John Cale. Lou escreve sobre  morte, prostituição, heroína, vícios, decadência e o que há de mais sombrio em todas as etapas da vida do ser humano. Não preciso falar dos vícios dele . As letras do Lou falam por si só e são um puta chamado ao underground dos undergrounds… uma voltinha pela barra pesada, baby.  Foi a partir dessa parceria que  o Velvet surgiu e encantou o pintor e cineasta Andy Warhol (esse é outro que ainda vai aparecer  muito aqui pelo blog) que empresariou a banda junto com o, também cineasta, Paul Morissey. Depois disso, Andy propôs à banda que Nico fosse vocalista,  eles aceitaram  e disso nasceu o disco “The Velvet Underground And Nico” (aquele que tem o bananão do Andy Warhol estampado na capa). Duplos sentidos à parte, esse disco de 1967 (e o único com a participação de Nico na banda), foi um dos mais importantes da história da música,  influenciou e continua influenciando artistas e diversos estilos musicais. Depois da bela realização, Nico – o nome Nico foi uma invenção de Andy, muda as letras ali e vai achar a palavra Icon. É, um anagrama que deu muito certo. Seu nome verdadeiro é Christa Päffgen. A alemã era modelo, atriz, cantora e compositora e antes do Velvet já tinha gravado um single com o guitarrista dos Rolling Stones, Brian Jones – seguiu carreira solo e teve álbuns produzidos pelo ex-parceiro de banda, Joh Cale. A esquisita, porém linda demais, colecionou amantes, Lou Reed, Iggy Pop, Alain Delon, Jim Morrison, são algumas das paixões confessadas pela própria… Nico foi, por mais de 15 anos, viciada em heroína e morreu em 1988 depois de bater a cabeça numa queda de bicicleta e sofrer um derrame cerebral.

Lou Reed influenciou caras que admiro desde sempre e que morrerei admirando, ouvindo e indicando, caras como David Bowie, por exemplo. E continua por aí, tão decadente quanto os influenciados, fazendo experimentações que nem sempre são bem aceitas e compreendidas, dando cano nos fãs e cobrando muitos dinheiros num show pra cantar apenas uma música experimental que deixa todo mundo se perguntando “what the fuck???” no final.

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A banda é genial, as letras do Lou são inspiradoras e intrigantes, a Nico é magnética e tem uma voz que te deixa suspenso no ar. Oh, like heroin…

Então, como sou uma nice nice girl, vou disponibilizar aqui um link pra quem não conhece o disco “The Velvet Underground And Nico”.  É, esse mesmo do bananão do Warhol!

The Velvet Underground And Nico

-Esse post foi escrito à base de martini (com três azeitonas, sempre!) e ao som de “After Hours”.

6 Respostas to “Velvet, Nico, Lou…”

  1. If you close the door… Muitas viagens ao som deste disco, o clássico, o da banana, mas também dos outros. Quem não gosta, bom amigo não é!

  2. Um excelente disco, realmente! E a Nico… Hummm a Nico é DIVINA!!! hahaha

  3. Meu velvet é tudo de bom, é umas das três bandas que escuto todo santo dia e não me canso!

  4. É simplesmente o melhor album já gravado neste planeta!!! Só isso.

  5. […] Glitter” de Dave Thompson, recém lançado e que conta “como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop foram ao inferno e salvaram o Rock’n'Roll”. Como um grande fã do filme […]

  6. […] inacreditavelmente hilárias). “Dangerous Glitter” conta a história de “quando Lou Reed e Iggy Pop se encontraram pela primeira vez com David Bowie no final de 1971, (quando) Bowie era […]

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