Arquivo para dezembro, 2010

Resgate ARGHHH

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , , , , , on dezembro 25, 2010 by canibuk

Resgatando hoje algumas HQs de duas páginas que editei no fanzine “Arghhh” nos anos 90. Divirtam-se!!!

“Natureza Morta” foi um poema do E.B. Toniolli (que foi co-roteirista na série “Criaturas Hediondas” que filmei entre 1993 e 1994) que o Edgar S. Franco quadrinizou. Originalmente publicado no “Arghhh” número 3.

“Carninha no Dente” é uma HQ elaborada pelo Luciano Irrthum (quem mais colaborou no zine). Foi originalmente publicada no “Arghhh” número 13.

“Diga me Doctor…” é uma HQ do espanhol Kenneth Figuerola feita pro “Arghhh”. Foi publicada originalmente no “Arghhh” número 25.

“Gore Dog” foi uma personagem criada pelo Rodrigo Gagliardi especialmente pro zine, foi publicado originalmente no “Arghhh” número 26.

Poema da Loucura

Posted in Nossa Arte with tags , , on dezembro 25, 2010 by canibuk

Ordenando o caos sem limitar em que gavetas ordenarei a ordem do caos.

 Caminhando num sonho alheio e tomando-o para mim como se fosse meu.

  Ruminando alto alguns ruídos abandonados por seus donos numa festança.

   Examinando dentões bem escovados com uma linda lupa des-moral-izante.

.

Buscando uma definição para o sentimento que tomou de assalto minha mente

 Inspirado pela insatisfação de pertencer aos passantes pensantes besuntados na

  Atmosfera queimante de corpos poéticos atirados na re-entrada do planeta azul.

 .

Vou ficar bebendo até cair

vomitando um poema só meu

e mais ninguém terá nada haver

comigo neste momento de

revelações angustiadas

bem pessoais.

 .

Estou bem,

 Sinceramente falando, bem mal,

  Pessoalmente vociferando sobre um profundo desejo de

   Aniquilar estes sentimentos de amor de modo definitivo,

    Nostalgicamente pensando em viajar

     Todos os segundos que me restam

      Aqui na bola azul das

       Diferenças sociais que nunca

        Alarmaram ninguém pois que ninguém se importa com ninguém.

 .

Corpo remendado mendigando

Ósculos, pequeninos ou longos e

Molhados, tanto faz, já

Iriam me fazer

Gozar igual

Ontem.

poesia de Petter Baiestorf (junho de 2004).

 

Mitologia Cristã Ensina Mentiras

Posted in Anarquismo, Fanzines, Ilustração with tags , , on dezembro 24, 2010 by canibuk

O cristão é um ser engraçado por natureza: acredita em mentiras a vida toda, cria seres imaginários estilo Papai Noel e engana suas crianças fazendo-os acreditar que estão numa bolha cor-de-rosa protegidas do “mal”; pode pecar a vontade que depois, pagando o dízimo, é absolvido por um padre pedófilo que está de olhos em suas crianças e pode sair por aí pecando novamente. Ou seja, inventam mentiras que se tornam suas verdade absolutas (como a mitologia da bíblia que ele consideram um livro sagrado).

Hoje é o dia da mentira cristã, noite que um velho vestido de vermelho leva brinquedos/presentes para todas as crianças do mundo cristão (presentes esses que são deixados para as crianças quando as mesmas estão dormindo para não descobrir a mentira). Engraçado é ver latinos (que vivem num calor tropical) imitando essa mitologia que nasceu na Alemanha (essa que é conhecida pelos cristão, já que o bom velinho teve sua inspiração retirada diretamente do bispo Nicolau, um bom samaritano que viveu na Turquia em 280 d.C. onde costumava ajudar os necessitados depositando saquinhos de moedas em suas chaminés).

Prá comemorar essa data tola, deixo aqui a ilustração que o RPC fez para o fanzine “Arghhh” em um dos natais dos anos 90.

Slave Clones

Posted in Arte Erótica, Quadrinhos, Uncategorized with tags , , on dezembro 24, 2010 by canibuk

Segue uma HQ de putaria prá marcar essa data cristã idiota.

Fruto

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , on dezembro 23, 2010 by canibuk

“Fruto” é uma HQ gore do Luciano Irrthum que publiquei pela primeira vez no fanzine “Arghhh” número 10. Segue resgate desta HQ…

Post-Scriptum

Posted in Arte e Cultura, Literatura with tags , , , on dezembro 23, 2010 by canibuk

Van Gogh não morreu por causa de uma definida condição delirante, mas por ter chegado a ser corporalmente o campo de batalha de um problema, em torno do qual se debate, desde as origens, o espírito inócuo desta humanidade, e do predomínio da carne sobre o espírito, ou do corpo sobre a carne, ou do espírito sobre um e outro.

E onde está neste delírio o lugar do eu humano?

Van Gogh procurou o seu durante toda a sua vida, com energia e determinação excepcionais.

E não se suicidou em um ataque de loucura, pela angústia; ao contrário, acabava de encontra-lo, e de descobrir o que era e quem era ele mesmo, quando a consciência geral da sociedade, para castiga-lo, por ter rompido as amarras, o suicidou.

E isto aconteceu a Van Gogh, como aconteceu habitualmente, por motivo de uma bacanal, de uma missa, de uma absolvição, ou de qualquer outro ritual de consagração, de possessão, de sucubação ou de incubação.

Assim, introduziu-se no seu corpo esta sociedade absolvido, consagrada, santificada e possuída, apagou nele a consciência sobrenatural que acabava de adquirir, como uma inundação de corvos negros nas fibras de sua árvore interna, submergiu-o numa última onda, e, tomando seu lugar, o matou.

Pois está na lógica anatômica do homem moderno, não ter podidojamais nem pensar em viver, senão como possuído.

escrito por Antonin Artaud, parte do livro “Van Gogh – O Suicidado Pela Sociedade” (editora Achiamé).

6 HQs de uma Página

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , , , , , , on dezembro 22, 2010 by canibuk

Infusões de Ypióca com Abacaxi

Posted in Bebidas on dezembro 22, 2010 by canibuk

Ypióca com Nectarina

Mês de dezembro resolvi fazer umas infusões de cachaça porque é o mês que eu bebo mais doses de tudo. Tava tentando achar jaboticabas (que na cachaça sei que ficam saborosas) mas não consegui encontrar em nenhuma das fruteiras que visitei. Resolvi fazer de abacaxi e de Nectarina e ambas ficaram uma delícia. Segue a receita de abacaxi (mas rola fazer do mesmo modo com qualquer outra fruta):

1 garrafa de Ypióca (prata);

1 abacaxi;

5 colheres (bem cheias) de açucar.

Modo de preparo

Corte o abacaxi em pedaços e coloque dentro de um vidro para na seqüência colocar a cachaça e o açucar e deixar entre 15 à 25 dias esquecido num canto. Depois abra o vidro, passe a bebida para uma garrafa e se divirta com bebedeiras bem docinhas!!!

Fácil demais e muito saboroso!!!

Ypióca com abacaxi esperando por mim.

Louis Prima, just a gigolo!

Posted in Música with tags , , , , on dezembro 22, 2010 by canibuk

Louis Prima nasceu em New Orleans numa família de músicos. Influênciado por Louis Armstrong (particularmente sua voz rouca e scats), tocou trompete com Irving Fazola, mudou-se para New York em 1934 onde fez muito sucesso com a música “Sing Sing Sing”. Logo em seguida se mudou para Los Angeles para comandar a boate Famous Door, onde cantava com Keely Smith que se tornou sua quarta esposa. No cinema, apareceu em filmes de Bing Crosby e dublou o orangotango Rei Louie no filme “Mogli, O Menino Lobo” da Disney.

Quem quiser conhecer o som dele e se divertir, clique aqui:

http://www.mediafire.com/?hm0qf15ufzn

Segue alguns vídeo dele no youtube que são ótimos.

Utopias Piratas

Posted in Anarquismo, Literatura with tags , , on dezembro 21, 2010 by canibuk

Os piratas e corsários do século XVIII montaram uma “rede de informações” que se estendia sobre o globo. Mesmo sendo primitiva e voltada basicamente para negócios cruéis, a rede funcionava de forma admirável. Era formada por ilhas, esconderijos remotos onde os navios podiam ser abastecidos com água e comida e os resultados das pilhagens eram trocados por artigos de luxo e de necessidade. Algumas dessas ilhas hospedavam “comunidades intencionais”, mini-sociedades que conscientemente viviam fora da lei e estavam determinadas a continuar assim, ainda que por uma temporada curta, mas alegre.

Há alguns anos, vasculhei uma grande quantidade de fontes secundárias sobre pirataria esperando encontrar algum estudo sobre esses enclaves – mas parecia que nenhum historiador ainda os havia considerado merecedores de análises. (William Burroughs mencionou o assunto, assim como o anarquista britânico Larry Law – mas nenhuma pesquisa sistemática foi levada adiante.) Fui então em busca das fontes primárias e construí minha própria teoria, da qual discutiremos alguns aspectos neste ensaio. Eu chamei esses assentamentos de “Utopias Piratas” (livro já lançado no Brasil pela editora Conrad).

Recentemente, Bruce Sterling, um dos principais expoentes da ficção científica cyberpunk, publicou um romance ambientado num futuro próximo e tendo como base o pressuposto de que a decadência dos sistemas políticos vai gerar uma proliferação de experiências comunitárias descentralizadas: corporações gigantescas mantidas por seus funcionários, enclaves independentes dedicados à “pirataria de dados”, enclaves verdes e social-democratas, enclaves de Trabalho-Zero, zonas anarquistas liberadas, etc. A economia de informação que sustenta esta diversidade é chamada de Rede. Os enclaves (e o título do livro) são “Ilhas na Rede” (no Brasil foi lançado pela editora Aleph e se chama “Piratas de Dados”).

Os Assassins medievais fundaram um “Estado” que consistia de uma rede de remotos castelos em vales montanhosos, separados entre si por milhares de quilômetros, estrategicamente invulneráveis a qualquer invasão, conectados por um fluxo de informações conduzidas por agentes secretos, em guerra como todos os governos e dedicado apenas ao saber. A tecnologia moderna, culminando no satélite espião, reduz esse tipo de autonomia a um sonho romântico. Chega de ilhas piratas! No futuro, essa mesma tecnologia – livre de todo controle político – pode tornar possível um mundo inteiro de zonas autônomas. Mas, por enquanto, o conceito continua sendo apenas ficção científica – pura especulação.

Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a emoção condenam tal suposição. A razão diz que o indivíduo não pode lutar por aquilo que não conhece. E o coração revolta-se diante de um universo tão cruel a ponto de cometer tais injustiças justamente com a nossa, dentre todas as gerações da humanidade.

Dizer “só serei livre quando todos os seres humanos (ou todas as criaturas sensíveis) forem livres”, é simplesmente enfurnar-se numa espécie de estupor de nirvana, abdicar da nossa própria humanidade, definirmo-nos como fracassados.

Acredito que, dando conseqüência ao que aprendemos com histórias sobre “ilhas na rede”, tanto do passado quanto do futuro, possamos coletar evidências suficientes para sugerir que um certo tipo de “enclave livre”  não é apenas possível nos dias de hoje, mas é também real. Toda minha pesquisa e minhas especulações cristalizaram-se em torno do conceito de Zona Autônoma Temporária (…)

introdução ao livro “TAZ – Zona AutônomaTemporária” de Hakim Bey (disponível no Brasil em edição pela Conrad Editora). Recomendo também a leitura do livro “Utopias Piratas” já que ambos se completam.

(tenho um sítio onde fundamos, em 2003, uma zona autônoma temporária aqui no Brasil).