Arquivo para dezembro, 2010

Na Gandaia com Leyla & Petter

Posted in Bebidas, Nossa Arte with tags on dezembro 26, 2010 by canibuk

Garotada, Leyla e eu estamos nos mandando de férias, duas semanas de bebedeiras, amor, mais bebedeiras e mais amor. Durante este tempo todo o Blog Canibuk vai ficar de férias e lá pelo dia 15 de janeiro (talvez uns dias antes, talvez uns dias depois) a gente retorna com novos posts e dicas de arte cafajeste, quadrinhos putaneiros e músicas cools.

Blog tá com 4 meses de vida, 200 posts, 25 mil visitas, nada mal para um blog que começamos a fazer somente pelo prazer de criar mais alguma coisa juntos. No novo ano tentaremos nos dedicar ainda mais ao blog, deixem suas observações sobre o blog (nos comentários deste post), prometemos que continuaremos tarados, metendo o pau nos religiosos, políticos e demais filhos da puta e divulgando toda arte podreira que a gente achar que merece ser divulgada!!!

Agora vou me embebedar de Leyla e Leyla se embriagará de Petter e até a volta, pervertidos!!!

Resgate ARGHHH

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , , , , , on dezembro 25, 2010 by canibuk

Resgatando hoje algumas HQs de duas páginas que editei no fanzine “Arghhh” nos anos 90. Divirtam-se!!!

“Natureza Morta” foi um poema do E.B. Toniolli (que foi co-roteirista na série “Criaturas Hediondas” que filmei entre 1993 e 1994) que o Edgar S. Franco quadrinizou. Originalmente publicado no “Arghhh” número 3.

“Carninha no Dente” é uma HQ elaborada pelo Luciano Irrthum (quem mais colaborou no zine). Foi originalmente publicada no “Arghhh” número 13.

“Diga me Doctor…” é uma HQ do espanhol Kenneth Figuerola feita pro “Arghhh”. Foi publicada originalmente no “Arghhh” número 25.

“Gore Dog” foi uma personagem criada pelo Rodrigo Gagliardi especialmente pro zine, foi publicado originalmente no “Arghhh” número 26.

Poema da Loucura

Posted in Nossa Arte with tags , , on dezembro 25, 2010 by canibuk

Ordenando o caos sem limitar em que gavetas ordenarei a ordem do caos.

 Caminhando num sonho alheio e tomando-o para mim como se fosse meu.

  Ruminando alto alguns ruídos abandonados por seus donos numa festança.

   Examinando dentões bem escovados com uma linda lupa des-moral-izante.

.

Buscando uma definição para o sentimento que tomou de assalto minha mente

 Inspirado pela insatisfação de pertencer aos passantes pensantes besuntados na

  Atmosfera queimante de corpos poéticos atirados na re-entrada do planeta azul.

 .

Vou ficar bebendo até cair

vomitando um poema só meu

e mais ninguém terá nada haver

comigo neste momento de

revelações angustiadas

bem pessoais.

 .

Estou bem,

 Sinceramente falando, bem mal,

  Pessoalmente vociferando sobre um profundo desejo de

   Aniquilar estes sentimentos de amor de modo definitivo,

    Nostalgicamente pensando em viajar

     Todos os segundos que me restam

      Aqui na bola azul das

       Diferenças sociais que nunca

        Alarmaram ninguém pois que ninguém se importa com ninguém.

 .

Corpo remendado mendigando

Ósculos, pequeninos ou longos e

Molhados, tanto faz, já

Iriam me fazer

Gozar igual

Ontem.

poesia de Petter Baiestorf (junho de 2004).

 

Mitologia Cristã Ensina Mentiras

Posted in Anarquismo, Fanzines, Ilustração with tags , , on dezembro 24, 2010 by canibuk

O cristão é um ser engraçado por natureza: acredita em mentiras a vida toda, cria seres imaginários estilo Papai Noel e engana suas crianças fazendo-os acreditar que estão numa bolha cor-de-rosa protegidas do “mal”; pode pecar a vontade que depois, pagando o dízimo, é absolvido por um padre pedófilo que está de olhos em suas crianças e pode sair por aí pecando novamente. Ou seja, inventam mentiras que se tornam suas verdade absolutas (como a mitologia da bíblia que ele consideram um livro sagrado).

Hoje é o dia da mentira cristã, noite que um velho vestido de vermelho leva brinquedos/presentes para todas as crianças do mundo cristão (presentes esses que são deixados para as crianças quando as mesmas estão dormindo para não descobrir a mentira). Engraçado é ver latinos (que vivem num calor tropical) imitando essa mitologia que nasceu na Alemanha (essa que é conhecida pelos cristão, já que o bom velinho teve sua inspiração retirada diretamente do bispo Nicolau, um bom samaritano que viveu na Turquia em 280 d.C. onde costumava ajudar os necessitados depositando saquinhos de moedas em suas chaminés).

Prá comemorar essa data tola, deixo aqui a ilustração que o RPC fez para o fanzine “Arghhh” em um dos natais dos anos 90.

Slave Clones

Posted in Arte Erótica, Quadrinhos, Uncategorized with tags , , on dezembro 24, 2010 by canibuk

Segue uma HQ de putaria prá marcar essa data cristã idiota.

Fruto

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , on dezembro 23, 2010 by canibuk

“Fruto” é uma HQ gore do Luciano Irrthum que publiquei pela primeira vez no fanzine “Arghhh” número 10. Segue resgate desta HQ…

Post-Scriptum

Posted in Arte e Cultura, Literatura with tags , , , on dezembro 23, 2010 by canibuk

Van Gogh não morreu por causa de uma definida condição delirante, mas por ter chegado a ser corporalmente o campo de batalha de um problema, em torno do qual se debate, desde as origens, o espírito inócuo desta humanidade, e do predomínio da carne sobre o espírito, ou do corpo sobre a carne, ou do espírito sobre um e outro.

E onde está neste delírio o lugar do eu humano?

Van Gogh procurou o seu durante toda a sua vida, com energia e determinação excepcionais.

E não se suicidou em um ataque de loucura, pela angústia; ao contrário, acabava de encontra-lo, e de descobrir o que era e quem era ele mesmo, quando a consciência geral da sociedade, para castiga-lo, por ter rompido as amarras, o suicidou.

E isto aconteceu a Van Gogh, como aconteceu habitualmente, por motivo de uma bacanal, de uma missa, de uma absolvição, ou de qualquer outro ritual de consagração, de possessão, de sucubação ou de incubação.

Assim, introduziu-se no seu corpo esta sociedade absolvido, consagrada, santificada e possuída, apagou nele a consciência sobrenatural que acabava de adquirir, como uma inundação de corvos negros nas fibras de sua árvore interna, submergiu-o numa última onda, e, tomando seu lugar, o matou.

Pois está na lógica anatômica do homem moderno, não ter podidojamais nem pensar em viver, senão como possuído.

escrito por Antonin Artaud, parte do livro “Van Gogh – O Suicidado Pela Sociedade” (editora Achiamé).