Poema da Loucura

Ordenando o caos sem limitar em que gavetas ordenarei a ordem do caos.

 Caminhando num sonho alheio e tomando-o para mim como se fosse meu.

  Ruminando alto alguns ruídos abandonados por seus donos numa festança.

   Examinando dentões bem escovados com uma linda lupa des-moral-izante.

.

Buscando uma definição para o sentimento que tomou de assalto minha mente

 Inspirado pela insatisfação de pertencer aos passantes pensantes besuntados na

  Atmosfera queimante de corpos poéticos atirados na re-entrada do planeta azul.

 .

Vou ficar bebendo até cair

vomitando um poema só meu

e mais ninguém terá nada haver

comigo neste momento de

revelações angustiadas

bem pessoais.

 .

Estou bem,

 Sinceramente falando, bem mal,

  Pessoalmente vociferando sobre um profundo desejo de

   Aniquilar estes sentimentos de amor de modo definitivo,

    Nostalgicamente pensando em viajar

     Todos os segundos que me restam

      Aqui na bola azul das

       Diferenças sociais que nunca

        Alarmaram ninguém pois que ninguém se importa com ninguém.

 .

Corpo remendado mendigando

Ósculos, pequeninos ou longos e

Molhados, tanto faz, já

Iriam me fazer

Gozar igual

Ontem.

poesia de Petter Baiestorf (junho de 2004).

 

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