Arquivo para janeiro, 2011

Bebida dos ganha-dores.

Posted in Nossa Arte with tags , on janeiro 31, 2011 by canibuk

O café escorre pelos caminhos, trazendo junto minhas doses alcoólicas de antes, cartas velhas que nunca mandei, as bitucas de cigarro que carregou dos cantos do meu quarto, certa obsessão, certo desespero, certa solidão, noites sem dormir. Mergulhei lá dentro pra me encontrar com essas coisas e só achei uma privada cheia de sangue que eu mesma segurava sei lá pra quê. Joguei num liquidificador e de lá de dentro saiu um suco de tecidos ensaguentados, escuro, feio, mas seguro. Bebi, viajei e me salvei.

Leyla Buk (poeminha de 2009).

Histórias em Quadrinhos 1

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , , , on janeiro 31, 2011 by canibuk

Segue algumas histórias em quadrinhos que acho bem hilárias de duas páginas cada.

“Sou um PoRa” de Luciano Irrthum originalmente publicada no “Arghhh” número 27.

“Era Uma Vez” de Henry Jaepelt, originalmente publicado no “Arghhh” número 17.

“Partes” de Edgar S. Franco originalmente publicada no “Arghhh” número 5.

Ichiriduka

Posted in Bizarro, Fetiche, Ilustração with tags , , , on janeiro 30, 2011 by canibuk

Ichiriduka é um artista japonês conhecido por sua arte extrema e altamente sádica.  As ilustrações em 3D são fortes e hiper realistas, alguns associam seu trabalho ao filme japonês Batoru Rowaiaru (Batalha Real) de Kinji Fukasaku.


Batman Dead End

Posted in Fan Film with tags , , on janeiro 29, 2011 by canibuk

“Batman Dead End” (2003, 8 min.) de Sandy Collora é um dos melhores e, talvez, o mais famoso Fan Films já produzido na história do cinema. Não sou fã de super-heróis (heróis sempre são marionetes do sistema criados para manter os jovens ordeiros e calmos, super heróis como Super Homem ou Batman são as fadinhas dos adolescentes e adultos dos dias de hoje), mas confesso que achei este curta-metragem empolgante e com um aproveitamento fantástico dos poucos recursos da produção. Sandy Collora, o diretor, começou trabalhando no cinema com 17 anos para o Stan Winston Studios e foi assistente em filmes como “Leviathan” e “Alien Nation”, em 2009 dirigiu o longa-metragem “Hunter Prey”. Filmografia dele como diretor é composta de 5 filmes: “Solomon Bernstein’s Bathroom” (2000), “Archangel” (2002), “Batman Dead End” (2003), “World’s Finest” (2004) e “Hunter Prey” (2009).

Segue link do “Batman Dead End” no youtube, devidamente legendado em português:

Noites Tropicais

Posted in Literatura, Música with tags , , , , , , , , on janeiro 29, 2011 by canibuk

“Noites Tropicais” (480 páginas, ed. Ponto de Leitura) de Nelson Motta.

O jornalista (e também compositor, produtor, diretor artístico e crítico musical, um verdadeiro multi-funcional) Nelson Motta acompanhou intensamente vários momentos da música brasileira e conta várias histórias envolvendo os grandes nomes da Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicalismo, MPB, Discoteca e Rock brasileiros durante o período de 1958 à 1992. Motta conta sobre o surgimento de cada um destes estilos musicais, passando pelos grandes festivais, a ditadura, histórias de bastidores, quem comeu quem até a decadência da música popular brasileira pós os anos 80 em uma narrativa ágil e com muitos momentos hilários, como, só prá citar um deles, quando Tim Maia voltou da gringolândia com ácido de presente para todo mundo que trabalhava na gravadora Philips. O único ponto negativo é ter que aguentar Motta chamando a cada 10 linhas gente como João Gilberto, Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso ou Gilberto Gil de gênios (tá certo que não sou chegado no estilo de som que esses caras faziam/fazem, acho que foram importantes durante um ou dois anos em suas respectivas épocas, mas depois acomodaram e não inovaram na sua arte, à exemplo de gringos como Bob Dylan, a turminha dos The Beatles em suas respectivas carreiras solo e muitos outros que ficaram parados no tempo e espaço). Mas o livro é obrigatório como parte da História cultural recente brasileira.

Kegadoru

Posted in Arte Erótica, Fetiche with tags , , , , , , on janeiro 28, 2011 by canibuk

Em breve a Leyla vai começar a pintar uma série de quadros inspirados nos mais estranhos fetiches japoneses, tanto ela quanto eu adoramos as putarias extremas pensadas/criadas na terra do povo mais tarado do planeta.

Kegadoru é a arte onde mulheres e homens são enfaixados imitando corpos lesionados, ficou extremamente popular no Japão entre os freqüentadores de Harajuku nos anos 90 onde sempre era possível encontrar os adeptos do Kegadoru (nome que vem da palavra aglutinada Kega (lesão) e Idoru (ídolo), que em português fica algo como “ídolo lesionado”) usando tapa-olhos, gazes nas pernas, braços e cabeças, criando um fetiche inusitado e altamente erótico. Apesar de ter ficado popular entre os jovens somente nos anos 90, alguns cineastas da Nikkatsu, como o genial anarquista Koji Wakamatsu, já usavam elementos do Kegadoru nos seus filmes em plena década dos anos 60 e 70 do século passado. O fotográfo francês Romain Slocombe possui vários trabalhos exaltando o fetiche.

Miojo a la Boo Boo

Posted in Culinária Vegetariana with tags , , on janeiro 28, 2011 by canibuk

Hoje eu estava na correria o dia todo e acabei preparando pro almoço este prato extremamente rápido de fazer que fica uma delícia!

Ingredientes:

– Um pacote de Miojo,

– Uma Cenoura,

– Pimentão Amarelo,

– Pimentão Vermelho,

– Pimentão Verde,

– Uma cebola média,

– Vagens,

– Azeite de Oliva,

– Molho de Shoyo Kitano,

– Alcaparras,

– Sal.

Modo de Preparo:

Cozinhe a vagem numa panela em pequenos pedaços e deixe-a de lado.

Pique os legumes. Coloque um filete de azeite de oliva numa panela, jogue as alcaparras e logo na seqüência os legumes picados (gosto de colocar primeiro os pimentões com a cenoura, depois a cebola e por último a vagem e uma pitadinha de sal). Deixe refogar um pouco e coloque o molho Shoyo a vontade e deixe cozinhar por uns três minutos. Ao mesmo tempo cozinhe o Miojo sem tempero algum (no mínimo uma pitadinha de sal à gosto). Misture o Miojo ao molho de legumes refogado e encha a cara de vinho para acompanhar.