Liquid Sky

“Liquid Sky” (1983, 114 min.) de Slava Tsukerman.

Liquid Sky (que na gíria de New York dos anos 80 significava heroína) é um filme de Sci-Fi que traduz perfeitamente o clima/estado de espírito dos novaiorquinos do final dos anos 70/início dos anos 80. No filme acompanhamos uma nave alienígena (de proporções diminutas, contrariando as recentes produções do gênero que tendem à exagerar no tamanho de tudo) chegando ao Planeta Terra e se instalando na cobertura de uma modelo (Anne Carlisle, que também faz o papel de Jimmy) e sua namorada cantora de vanguarda nas horas vagas e traficante em tempo íntegral (Paula E. Sheppard). O alien (uma espécie de célula-molusco) é viciado numa substância que o cérebro produz durante o orgasmo e se assemelha à heroína.

“Liquid Sky” foi produzido em 1982 com orçamento mínimo de 500 mil dólares (500 mil, no bilionário mundo do cinema, é quase nada), virou um cult-movie logo após seu lançamento e, em cidades como New York, Boston e Washington DC, ficou em cartaz (em alguns cinemas) durante mais de 3 anos arrecadando mais de Hum milhão de dólares em cada uma das cidades citadas. “Liquid Sky” é fruto da mente de Slava Tsukerman que antes fazia documentários para TVs da antiga URSS e de Israel. Em 1987, Anne Carlisle, co-autora do roteiro (junto de Tsukerman e sua esposa Nina Kerova), escreveu um romance baseado no filme com o mesmo título. A trilha sonora do filme é fantástica, foi composta por Slava Tsukerman, Clive Smith e Branda Hutchinson usando o Fairlight CMI, o primeiro sampler/sintetizador digital. Robert Field (produtor executivo do filme) e Slava Tsukerman roubaram os direitos da trilha sonora de Smith e Hutchinson que nunca receberam qualquer pagamento de royalties (o único pagamento que receberam foi algo em torno de 5 mil dólares após terem processado a dupla de picaretas Field-Tsukerman). E já que ninguém paga ninguém mesmo, estamos disponibilizando a trilha sonora aqui:

http://rabidhummingbird.blogspot.com/2008/06/liquid-sky-ost.html

No Brasil, “Liquid Sky” foi lançado ainda nos anos 80 em VHS pela extinta Videocast e, agora, em DVD pela Cult Classic.

Uma resposta to “Liquid Sky”

  1. […] canções pós-punk (sintetizadores já criaram ótimas trilhas de filmes, como do genial “Liquid Sky“) com letras de portesto, Tony começou a circular por bares de Porto Alegre com seu curioso […]

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