O Golem

Nos antigos textos hebraicos encontram-se muitas das lendas omitidas na bíblia, a lenda do Golem é uma delas (aliás, a lenda de Adão surgindo da argila é uma variação, os escritores da bíblia careciam de imaginação, mas nem dá prá culpar eles, “Golem” também foi inspiração para outros seres criados artificialmente como o “homunculus” na literatura alquimista ou o moderno Frankenstein da escritora Mary Shelley).

Na idade média alguns “sábios” hebreus entediados começaram a procurar as palavras usadas por Deus para dar vida à um boneco de barro. A seita dos Hasidim, no século XII (uma das épocas de maior ignorância da história da humanidade), elaborou 221 combinações diferentes com as letras do alfabeto (esses charlatães eram conhecidos pela alcunha de “Baal Shem”, que significa “o Senhor do Nome”), e, de posse dessa palavra mágica com o poder de dar a vida, estavam convencidos de criar um Golem.

Já no Renascimento, o método usado para dar a vida ao Golem era escrever no seu peito (ou testa) a palavra “Emeth” (que significa “Verdade”) e para destrui-lo/desliga-lo, tirava-se o “E” da palavra “emeth” (ficava “meth” que significava “Morte”).

No cinema vários tipos de Golem apareceram de vez em quando, segue listinha de títulos que merecem uma conferida: “Der Golem” (1915) de Paul Wegener e Henrik Galeen, “Der Golem und Die Tänzerin” (1917) de Paul Wegener e Rochus Gliese, o clássico “Der Golem – Wie er in die Welt Kam” (1920) de Paul Wegener e Carl Boese, “Le Golem” (1936) de Julien Duvivier, “Císaruv Pekar – Pekaruv Císar” (“The Emperor and the Golem”, 1953) de Martin Fric, “It!” (1967) de Herbert J. Leder, “The Golem” (1995) de Lewis Schoenbrun, “Le Golem de Montréal” (2004) de Isabelle Hayeur e “Shadow of Eons” (2004) de Zahos Samoladas.

Segue um sample do clássico “O Golem” (1920):

Aqui no Brasil, nos anos 90 o professor e desenhista Márcio Salerno realizou uma quadrinização da lenda “Golem” que foi editada em formato fanzine por mim pela série “Clássicos Canibal”. Segue a quadrinização:

Uma resposta para “O Golem”

  1. Márcio Salerno Says:

    Obrigado, amigo, embora eu não seja professr, mas jornalista e tradutor (além de artista plástico e escritor). Aliás, há tempos que eu não via nada sobre esse trabalho, que fiz há quase 20 anos. Abração!

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