Arquivo para abril, 2011

Photothéque de Shuji Terayama

Posted in Arte Erótica, Fetiche, Fotografia with tags , , , , , , , , on abril 30, 2011 by canibuk

Terayama é um poeta vanguardista, dramaturgo, escritor, fotografo e cineasta japonês. Em 1967 formou o grupo de teatro Sajiki Tenjo que encenava peças polêmicas que abordavam temas sociais. Entre seus filmes destaco o clássico surrealista “Den-en ni Shisu” (“Pastoral”, 1974), o qual deixo o trailer:

Segue algumas fotografias de Terayama, um artista que merece ser descoberto aqui no Brasil. Em breve faço uma resenha de seus filmes.

Guarú Fantástico

Posted in Arte e Cultura with tags , , , , , , , on abril 29, 2011 by canibuk

Pessoal que mora pertinho de Guarulhos se liga que amanhã, dia 30 de abril, às 16 horas da tarde começa o Guarú Fantástico organizado pelo ator/diretor Rubens Mello. A mostra de filmes independentes com temática fantástica rola no Auditório do Sindicato dos Bancários, rua Paulo Lenk número 128.

Com o intuito de fomentar e incluir a cidade de Guarulhos/SP na esfera do cinema nacional e internacional, o ex-bancário, ator (Rubens foi um dos seguidores de Zé do Caixão no “Encarnação do Demônio” e tá fantástico no papel de um travesti no curta “Ivan” de Fernando Rick), cantor e diretor Rubens Mello criou o projeto Guarú Fantástico, com exibição de curtas e filmes para divulgação e descoberta de novos talentos nos quesitos direção e produção cinematográfica. No evento, o cineasta José Mojica Marins será homenageado pelo conjunto de sua obra.

“Esta 1ª mostra, depois de tantos entraves, esta sendo possivel pelo apoio que recebi da direção do sindicato dos bancários, Zinho Silva e do Zé Luiz” – esclarece Mello.

Programação do Guarú Fantástico:

16 horas – Abertura.

Pólvora Negra (teaser do longa-metragem de Kapel Furman)

O Livro de Jó (de Renato Rodrigues)

Fale Comigo (de Audrey Martiliano)

A Origem do Ruído (de Tiago Gerbasi)

Kit Terror (de Rafael Aguiar)

Pílulas de Adrenalina – Destino (de Liz Vamp)

O Último dia (de Élder Fraga)

Ninguém deve Morrer (de Petter Baiestorf)

Não Servimos Zumbis (de Antonio Matos)

Gato (de Joel Caetano )

Na Privacidade do Numero Ímpar (de Leo Grego)

Pílulas de Adrenalina – Bodas de Prata (de Liz Vamp)

O Diabo de Lost Creek (The Devil At Lost Creek, de Raymond Castille)

A Carne (de Dimitri Kozma)

O Assassinato da Mulher Mental (de Joel Caetano)

Ivan (teaser do curta de Fernando Rick)

O Colecionador (de Dimitri Kozma)

Pílulas de Adrenalina – Obituário (de Liz Vamp)

Depois da exibição destes filmes o público presente escolherá os vencedores que levarão prêmios, e festa seguirá com:

A História de Lia (de Rubens Mello) + Palestra sobre o filme pelo cineasta André Okuma.

Entrega de prêmio à José Mojica Marins ( Zé do Caixão)

Encarnação do Demônio (de José Mojica Marins)

Acústico Musical com a atriz e cantora Mari Moi

Maiores informações com o organizador Rubens Mello via fone (11) 7403-2797.

Projeto Páscoa Sarnenta 2: Observações de um Gaúcho Necrófilo

Posted in Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , on abril 29, 2011 by canibuk

Nos últimos dias, estive afastado do blog (Nota do Canibuk: Do blog Filmes Para Doidos) por estar envolvido em dois eventos únicos: a Mostra Cinema de Bordas promovida pelo Itaú Cultural, que chegou à sua terceira edição, e “Páscoa Sarnenta”, um projeto conjunto com a lenda do cinema independente brasileiro Petter Baiestorf.

Algumas considerações sobre ambos, pois sempre acho que vale a pena dividir pequenos fragmentos de memórias cinematográficas com leitores de um blog sobre cinema…

Felipe Guerra & Baiestorf.

1. Cinema de Bordas
Infelizmente, neste ano não pude acompanhar o Cinema de Bordas todos os dias por causa deste projeto com o Baiestorf. Mesmo assim, o evento no Itaú Cultural proporcionou uma daquelas raras oportunidades de reencontrar velhos amigos e fazer novos.

Estiveram presentes realizadores como Rodrigo Aragão, Joel Caetano, Sandro Debiazzi, Rodrigo Brandão e o próprio Baiestorf, mas quem roubou a cena foram duas lendas vivas do cinema underground nacional: Manoel Loreno, conhecido como Seu Manoelzinho, e Aldenir Coty, ninguém mais ninguém menos que o Rambú da Amazônia!!!

Seu Manoelzinho é a própria encarnação do chamado “Cinema de Bordas”, e realizou filmes ingênuos e muito divertidos feitos em VHS, com roteiros improvisados (o realizador é analfabeto), situações sem pé nem cabeça e uma montagem que beira o surreal.

Ver aquele sujeito humilde e desajeitado, lavrador e faxineiro de cinema em Mantenópolis (interior do Espírito Santo), apenas confirmou a famosa frase de Werner Herzog que adoro citar em benefício próprio: “O cinema não é uma arte de eruditos, mas de analfabetos”.

Também me deu a certeza de que esses estudantes de cinema de hoje são tudo uns chorões, porque se um analfabeto de Mantenópolis consegue pegar uma câmera e fazer 20 longas-metragens, e eles não conseguem nem ao menos terminar seus curtas, é porque alguma coisa está MUITO errada…

Fiz questão de tirar foto e comprar DVDs com filmes de Seu Manoelzinho, entre eles o clássico western “O Homem Sem Lei”, que tem cenários mostrando apenas a fachada de estabelecimentos como delegacia e saloon, e tiroteios filmados através de bombinhas acesas diretamente no cano dos “revólveres”!!!

Também dei um furo ao pedir autógrafos nos DVDs sem lembrar que o célebre Loreno não é versado no dom da escrita: mesmo assim, o esforçado realizador fez dois garranchos completamente diferentes em cada caixinha!

Já Rambú roubou a cena quando apareceu no Itaú Cultural vestido com calça militar, chinelos-de-dedo e faixa vermelha amarrada na testa, como manda o figurino de seu personagem calcado no Rambo de Stallone.

Percebi que Coty realmente acredita ser uma espécie de sósia do famoso Sylvester, tanto que na Mostra estava exibindo sua nova produção, “Roquí – O Boxeador da Amazônia”, um curta hilário que já está no YouTube.

Bastante assediado e exigido para fotografias, o astro amazonense já revelou que deverá estrelar também uma versão genérica de “Stallone Cobra” – que, pela lógica dos títulos anteriores, deverá se chamar “Cobrá da Amazônia” (já deixo a sugestão)! Vai ser engraçado vê-lo com óculos espelhados e falando “Você é um cocô” com sotaque de Manaus…

Na quinta-feira, 21, teve a exibição conjunta de meu curta “Extrema Unção” e do filme do Baiestorf “O Doce Avanço da Faca”, que teve alguns cortes nas cenas de sacanagem exigidos pelos organizadores.

Eu já tinha visto o filme do Petter e não me importei com a retirada do sexo gratuito, mas foi uma pena eliminarem a bela história em quadrinhos exibida no começo do curta e até O FINAL da obra, mutilando completamente a obra do realizador! (Nota de Canibuk: Eu, Baiestorf, concordei com os cortes e assumo a responsabilidade por estes cortes, chega deste assunto!)

Depois da exibição, rolou um bate-papo meu e do Baiestorf com o moderador Lúcio Reis. Já fiz um lance parecido no Fantaspoa alguns anos atrás e sabia que o Petter fala sem parar, então fiquei servindo de escada para ele e fizemos inúmeras piadinhas que levaram o público às gargalhadas. Parecia até show de stand-up comedy, só que sentados.

Lucio Reis, Guerra & Baiestorf.

O mais surpreendente foi a presença de dois estudantes de cinema que fizeram perguntas. Pensei que eles iriam nos detonar, pois isso é bem do feitio desse tipo de estudante, mas eles na verdade elogiaram nossa iniciativa de “fazer por conta” e reclamaram da faculdade, que não lhes dá a liberdade de fazer o mesmo.

Aí eu e o Petter aproveitamos para dar nosso pitacos sobre o tema, em trecho que foi filmado pelo amigo Fritz e você pode ver no vídeo abaixo.

Infelizmente, não pude ver a estreia do média-metragem “O Tormento de Mathias”, de Sandro Debiazzi, onde apareci como ator ao lado do Joel Caetano e outras feras (ô loco, bicho!). Queria ver a reação do público ao filme e à minha interpretação tenebrosa, mas naquele momento eu já estava a caminho de Palmitos, interior de Santa Catarina, para filmar com o Baiestorf.

2. Páscoa Sarnenta
Logo após o bate-papo no Cinema de Bordas, tivemos uma reunião sobre um possível projeto cinematográfico conjunto que juntará, no mesmo filme, eu, Rodrigo Aragão, Baiestorf e Joel Caetano. Não vou dar detalhes enquanto isso não sai do papel, mas a reunião deixou todo mundo otimista.

Petter então lembrou que precisávamos pegar o avião para Santa Catarina bem cedinho no dia seguinte, e pediu para voltarmos cedo para casa – porque ele ia dormir num colchão na minha sala, para chegarmos mais rápido ao aeroporto.

Claro que na prática não foi bem assim: acabamos a noite num bar na Augusta onde ficamos bebendo até quase cinco da manhã, entre risadas e doideiras como o telefonema em que Fernando Rick supostamente falou comigo e eu estava em casa, embora eu estivesse no bar e nunca tenha recebido nenhuma ligação dele!!!

No dia seguinte, mortos de sono e de cansaço, finalmente pegamos o avião para Chapecó e o puto do Baiestorf aproveitou para explorar meu medo de voar: sentado na porta de emergência da aeronave, ficava ameaçando abrir aquela merda durante todo o voo!

Chegamos em Chapecó sem maiores problemas (apesar das sacanagens do Petter) e pegamos carona com Carli Bortolanza para Palmitos, onde parte da equipe do Baiestorf já esperava para o início do Projeto Páscoa Sarnenta.

Vou explicar rapidamente o que foi esse negócio: há alguns meses, fuçando no YouTube, descobri o trailer de um documentário chamado “Lado B – Como Fazer um Longa Sem Grana no Brasil”, de Marcelo Galvão.

O título é chamativo e a sinopse diz: “Longe das verbas milionárias, o filme revela as dificuldades enfrentadas por quem não dispõe de recursos para realizar um projeto”.

Confesso que a primeira coisa que pensei foi: “Ué, por que não me entrevistaram para esse negócio?”. Afinal, fiz um curta de 40 reais ano passado. Aí vi o trailer de “Lado B” e descobri que eles usaram depoimentos de cineastas como Fernando Meirelles e Ugo Giorgetti, choramingando por terem feito curtas com APENAS 90 mil reais.

Fiquei tão puto que resolvi realizar um verdadeiro documentário sobre “como fazer cinema sem grana no Brasil”, e entrei em contato com o Baiestorf sugerindo que ele filmasse um curta-metragem de baixíssimo orçamento num final de semana enquanto eu acompanhava os bastidores, estilo “Popatopolis”, em que Clay Westervelt acompanhou Jim Wynorski enquanto ele fazia um filme em três dias.

O Petter gostou da ideia, mas, como ele é um sem noção, resolveu fazer não um, mas QUATRO curtas nos três dias do feriadão de Páscoa: “Pampa’Migo”, uma espécie de western sangrento; “O Monstro Espacial”, com efeitos e monstrinhos elaborados por Rodrigo Aragão; “Filme Político Número Um”, um curta experimental com pintos e pererecas em close, e finalmente seu próprio documentário sobre o documentário que eu estava filmando!

Teste de Efeitos: Vermes Espaciais com design de Rodrigo Aragão.

Enfim, nos acomodamos no sítio da família Baiestorf, em Palmitos, para engraçadíssimos três dias sobre os quais não vou dar muitos detalhes, mas que vão render um filme divertidíssimo sobre os bastidores da produção independente nacional.

Conheci gente que só conhecia de nome e de fama, como a nova estrela das produções de Petter, Gisele Ferran, e a lenda viva Jorge Timm, entre outros. Dividi uma cama de casal com Gurcius Gewdner, responsável por algumas das maiores gargalhadas dos três dias de filmagem, principalmente por tentar censurar o documentário após emitir opiniões polêmicas sobre pessoas conhecidas e ex-namoradas.

E, finalmente, descobri que há um ano estou acreditando numa mentira contada pelo Petter, de que o seu diretor de fotografia, o australiano Daniel Yencken, havia sido um dos atores-mirins de “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão”, algo que o Baiestorf me contou ainda em 2010 e que o próprio Daniel fez questão de negar – e eu que estava até pensando em entrevistá-lo sobre suas experiências com Mel Gibson e George Miller!

No fim, Baiestorf conseguiu concluir apenas dois dos curtas planejados, “Pampa’Migo” e “Filme Político”, em virtude da chuva que estragou um dia inteiro de filmagens.

Participei como figurante em “Pampa’Migo”, interpretando um personagem batizado “Cagão”, que posteriormente também deveria aparecer numa espécie de suruba entre sangue e tripas no curta não-filmado “O Monstro Espacial” – mas não foi dessa vez que protagonizei uma cena erótica no cinema, para a sorte dos espectadores!

Teste de figurino do Monstro Espacial (Elio Copini).

Depois, fiquei duas noites hospedado na casa do Baiestorf com o Gurcius até a longa viagem de volta, de ônibus, para o Rio Grande do Sul, onde estou nesse momento para os festejos do Dia das Mães. Vimos muitos filmes entre risadas e cervejas.

Achei que o Petter iria me bombardear com filmes tipo “Nekromantik”, mas, para minha total surpresa, passamos esses dias vendo ingênuos filmes de praia estrelados por Frankie Avalon e Annette Funicello, e rindo como completos imbecis!

Também teve uma hilária, mas hilária mesmo, sessão de “Invasão USA”, do Chuck Norris, que se transformou numa comédia involuntária total diante dos comentários meus, do Gurcius e do Petter. E vimos “O Espantalho Assassino”, do Seu Manoelzinho, numa experiência verdadeiramente mágica.

Despedi-me de Palmitos e de sua fauna de pessoas excêntricas (sem dúvidas, a verdadeira Twin Peaks brasileira) e embarquei para o RS na manhã de terça-feira.

3. Sobre viagens longas e leituras
Para voltar para casa, eu teria que utilizar três meios de transporte: ônibus de Palmitos a Chapecó, então esperar quatro horas até o ônibus de Chapecó para Porto Alegre, e então pegar uma carona com uma amiga de volta a Carlos Barbosa.

Como eu sou hiperativo, sabia que jamais iria aguentar essa maratona toda de viagens, até porque só a ida de Chapecó a Porto Alegre duraria quase 15 HORAS! Desesperado e sem companhia para conversar, resolvi comprar um livro na esperança de que ler no ônibus me desse sono e eu dormisse parte da viagem – porque, acreditem ou não, eu não consigo dormir no ônibus, nem numa viagem de 15 horas!

Foi aí que descobri que o confinamento em um ambiente sem outras opções (como cinema e internet) e sem possibilidade de fuga permite que você leia muito e sem parar. A edição de bolso de “A Hora do Vampiro”, de Stephen King (livro cuja leitura eu estava adiando há décadas), foi devorada em cerca de oito horas, e estamos falando de um livro de 580 páginas!

Aí lembrei da semana que passei internado no hospital com intoxicação alimentar e, sem poder sair da cama, tinha que escolher entre ler ou ver o Programa do Ratinho na TV. Naquela semana, li um livro por dia.

Todos sabem que não gosto de aviões, mas gosto menos ainda de perder tempo. Porém a viagem de Santa Catarina ao RS me fez perceber que longas viagens de ônibus são uma excelente oportunidade para ler sem parar e sem ser interrompido por coisas como a internet.

Tanto que vou fazer a experiência de voltar a São Paulo de ônibus, com vários livros na mochila, para ver se consigo colocar a leitura em dia!

Observações de Felipe Guerra sobre o Projeto Páscoa Sarnenta, publicada originalmente no seu blog FILMES PARA DOIDOS: http://filmesparadoidos.blogspot.com/

Camisetas Maravilhosas da Bulhorgia

Posted in Camisetas with tags , , , on abril 28, 2011 by canibuk

Já fazem vários anos que o Gurcius Gewdner está vestindo o povo underground com lindas camisetas de filmes desconhecidos geniais (ou até com camisetas de filmes conhecidos, mas com cartazes alternativos). Acabei de comprar mais 3 destas camisetas (“El Topo”, “Marihuana” e “Antropophagus”) e deixo aqui a recomendação para aqueles que se preocupam em bem se vestir. São mais de 100 estampas em diversas cores, deixo aqui as estampas que mais gosto, mas quem tem orkut pode acessar o perfil de Gurcius Gewdner e olhar todas disponíveis (link direto pro álbum com as estampas das camisetas: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=10326859054479899393&aid=1243973770). Cada uma custa R$ 30,00 + despesas de correio e podem ser pedidas pelo e-mail: bulhorgia@hotmail.com

Projeto Páscoa Sarnenta: Eu Falhei!!!!!!!!!!

Posted in Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , on abril 27, 2011 by canibuk

Acabei de voltar das filmagens do “Projeto Páscoa Sarnenta” onde havia planejado fazer 4 filmes em 3 noites e 2 dias, sendo tudo registrado pela câmera do Felipe Guerra (diretor de “Canibais & Solidão”, “Mistério na Colônia”, entre outros). Os 4 filmes que escrevi foram: “O Monstro Espacial” (que teria a estética do Cinema Marginal misturada à estética dos filmes de Sci-Fi dos anos 50 com gore festivo a la anos 80),”Filme Político Número Um” (experimentalismo radical sobre políticos brasileiros), “Pampa’Migo” (um lapso de tempo na vida de criaturas amarguradas que se encontram num feijoada western) e “Como não Filmar um Filme Independente sem Orçamento” (documentário sobre o documentário que Felipe Guerra estaria fazendo).

EU FALHEI

Começamos a filmar na noite da sexta-feira santa (após retornar do Cinema de Bordas 3 que estava rolando em São Paulo, onde Felipe Guerra e eu participamos de um debate com o Lúcio Reis) com o “Pampa’Migo”, filmamos a primeira seqüência (umas 4 horas de trabalhos prá deixar ela lindona, trampar com tempo é outra coisa) e fomos dormir porque todos estavam cansados demais. Botei despertador prás 07 horas da manhã e assim que despertou para mais um dia lindo de trabalhos (iríamos filmar “O Monstro Espacial” neste dia de sábado), lá fora no céu, se armou uma tempestade com ventos malignos e desceu água o dia todo. Vendo que a chuva não iria dar trégua, chamei o Daniel Australiano (Yencken), nosso diretor de fotografia, e fomos para o porão da casa onde a equipe estava abrigada e começamos a preparar o cenário para as filmagens do “Filme Político Número Um”, depois de pintarmos uma parede de branco, chamados Coffin Souza e Gisele Ferran (atores deste curta) e filmamos rapidão.

Lá pelas 16 horas do sábado, a chuva continuava na forma de uma garoa fininha só prá atrapalhar. Adriano Trindade me passou a idéia de colocarmos lonas sobre o cenário das filmagens de “Pampa’Migo” prá terminarmos as filmagens na noite que se aproximava. Lá fomos na chuva eu, Coffin Souza e Adriano, começamos armar lonas e o vento aumentou (mas com a chuva parando de cair), foi a deixa prá sacar que a chuva já era e teríamos noite calma de filmagens, como de fato aconteceu. Como para terminar o “Pampa’Migo” ainda faltava filmar 7 seqüências, resolvemos começar assim que a luz ficou boa e, 12 horas depois, lá pelas 06:30 do domingo, com todos exaustos, mal humorados e zumbis (por sono) conseguimos finalizar as filmagens do “Pampa’Migo” (mas para conseguir isso tirei fora uma seqüência de dança, um casal iria dançar tango e resumi a última seqüência).

Usamos metade do dia do domingo prá dormir um pouco. Sei que foi uma atitude de vagabundos dormir toda a manhã de domingo tendo ainda “O Monstro Espacial” para filmar, mas já deitei sabendo que não iria conseguir realizar o projeto todo, já deitei sabendo que tinha falhado!!!!!

Segue algumas fotinhos (de Daniel Yencken) da produção que agora deixa de se chamar “Páscoa Sarnenta” para virar 2 curtas independentes: “Pampa’Migo” (que foi uma experiência prá usar luzes e filmar takes de um modo que eu não costumava filmar por ser sempre o diretor de fotografia de meus filmes, adorei dirigir sem precisar estar na filmadora) e “Filme Político Número Um” (que ficou exatamente como imaginei e vai dar o que falar, tenho certeza disso!).

Quem ficou interessado em ver como foram caóticas essas filmagens, aguarde para o segundo semestre de 2011 o lançamento do documentário do Felipe Guerra.

Lust, Cutting, Blood!

Posted in Arte e Cultura, Body Modification, Fetiche with tags , , , , on abril 21, 2011 by canibuk

Dias atrás fiz minha primeira scar tattoo, como sempre tive muito tesão por cortes, sangue e cicatrizes não foi difícil encarar o bisturi na coxa, onde fiz o símbolo da censura “XXX”. Todo o processo durante a scarificação é tranquilíssimo e a dor é tão suportável quanto numa tattoo comum (pelo menos pra mim foi), confesso que o depois é mais dolorido,  sobretudo na hora de lavar a scar, ali se acumula toda a dor que o cara não sentiu durante os cortes,  mas passa e o resultado final é mais uma arte linda na pele.

Sinto que não vou parar por aqui, pela coxa, ahahahaha. Pain and Pleasure!!!

Algo sobre Escarificação:

A Escarificação/scarification é uma técnica de modificação corporal que consiste em fazer cicatrizes no corpo com láminas cortantes. O processo da escarificação envolve cortar uma imagem na pele e propositalmente irritar a ferida pra assim o tecido epitelial crescer de forma onde a cicatrização ocorra sem alterar o desenho feito.

Atualmente, a escarificação vem, aos poucos, ganhando espaço no cenário da Body Art e jamais deve ser feita em casa.

A técnica mais comum nos estúdios é a chamada “Cutting” que nada mais é que cortar a pele com uma lâmina até certa profundidade dando continuação com a técnica “Skin Removal” que é a remoção de certas áreas da pele para deixar desenho escolhido mais detalhado.

Fonte: exoticlic.com

Sexy Illustrations!

Posted in Anarquismo, Buk & Baiestorf with tags , , , , , , on abril 20, 2011 by canibuk

Hummmmmmmmmmmmmmm… Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa… Hummm, Sexo: a melhor e mais eficaz forma de você protestar contra o mundo!!! Não pague impostos, não ao consumismo, fique em casa com sua namorada (ou namorado) fazendo sexo, fazendo amor gostoso e de graça. Diga não ao governo com uma gostosa gozada! Diga não aos poderosos dando e recebendo prazer! Sexo!!! Sexo!!! Sexo!!! Sexo com amor e sem pagar impostos!!!

Segue algumas imagens lindas para vocês se empolgarem!!! Protestem!!! Protestem muito neste feriadão e lembrem-se: Consumir somente amor sem impostos!!!

(Petter & Leyla)