Arquivo para junho, 2011

Katsumi

Posted in Arte Erótica with tags , , , , , on junho 20, 2011 by canibuk

Ao contrário do que muitos pensam, Katsumi é filha de um vietnamita com uma francesa, nascida na cidade de Lyon, França, em 09 de abril de 1979. Entrou na indústria de filmes adultos em 2002, já tendo trabalhado com quase todos os grandes (isso não é um trocadilho) do pornô, como Mario Saliere, Vivid, Privatte, Acid Rain, Rocco Siffredy, Buttman e muitas outras.

Katsumi é um nome comum dado no Japão para ambos os sexos, mas nossa Katsumi foi proibida de usa-lo por um juiz francês em janeiro de 2007 depois que uma mulher chamada Maria Katsumi entrou com processo contra ela pela semelhança dos nomes, típica perseguição da justiça nazi-francesa (sim, isso é uma provocação contra a extrema direita francesa) em sua cruzada anti-pornografia. Katsumi é constantemente multada por usar o nome mas continua usando-o. Grande garota!!!!

O site oficial da Katsumi é ótimo:

http://www.clubkatsuni.com/

Segue umas fotinhos com essa delícia dos filmes adultos, não consegui nenhuma foto bacana da famosa performance dela engolindo membros masculinos, mas comprem seus filmes e se deliciem!!!

Let’s Secret Coffee Shop

Posted in Arte Erótica, Quadrinhos with tags , , , , , , on junho 19, 2011 by canibuk

Com a Corda no Pescoço

Posted in Literatura with tags , , , , on junho 18, 2011 by canibuk

muitas vezes enquanto dirijo pela auto-estrada tenho vontade

de botar minha cabeça no volante e fechar os

olhos, ou no supermercado enquanto a garota está

somando as compras súbito sinto vontade de pegá-la e

rasgar seu vestido para poder ver seus

peitos, e

muitas vezes quando acordo de manhã não tenho vontade

de levantar e me vestir

fazer o que tem que ser feito, em vez disso tenho vontade

de ficar na cama  por 3 ou 4 dias e noites

ou

muitas vezes quando paro no sinal vermelho

e não há outros carros por perto me vem esse

impulso de furar o sinal

e então quando me vem esse pensamento me pergunto por que

é que

ainda me deixam dirigir meu carro?

não parece correto que me permitam virar e

parar e dar partida e acelerar como aquela

velha senhora de chapéu azul num Ford verde

que eu vi algumas horas atrás quando ultrapassei

numa colina íngreme.

ou às vezes durante a noite eu acordo e sento

e olho fixamente para fora da janela pra dentro da

noite mas entretanto posso sentir minha perplexidade

sentada ao meu lado, amontoada como uma pilha

de pneus velhos.

e às vezes quando estou copulando

penso, o que estou fazendo copulando?

sou continuamente assombrado por ter que realizar todas

as coisas ordinárias, as pequenas coisas que a maioria das pessoas pode

fazer com tanta facilidade.

fico aqui sentado à meia-noite e nove e quero

acender este cigarro e fico pegando as mesmas

5 ou 6 caixas de fósforo vazias, abrindo-as e fitando

o vazio dentro delas. outra pessoa teria um isqueiro,

outra pessoa estaria dormindo tranqüilamente, em vez disso

eu lembro de repente de uma doida com quem vivi

por 3 anos e que podia fazer todas as pequenas coisas com facilidade,

sem ao menos pensar, sem embaraço, e provavelmente ela ainda

pode.

Estranha: Um Curta-Metragem de Baixo-Orçamento e Alta Criatividade

Posted in Vídeo Independente with tags , , , , , , , on junho 17, 2011 by canibuk

“Estranha” (2011, 12 minutos) de Joel Caetano. Com: Mariana Zani, Kika de Oliveira e Walderrama dos Santos.

“Estranha” começa com duas mulheres se conhecendo na cozinha de uma casa enquanto esperam por um homem. A Primeira mulher (Mariana Zani) é a namorada do homem esperado (Walderrama dos Santos) e fala com uma alegria contagiante sobre seus planos de ter um filho e o quanto se sente feliz com aquele homem ao seu lado. A segunda mulher (Kika de Oliveira), a irmã do homem esperado que parece sempre nervosa e estranha, desaprova todos os planos do jovem casal com seu olhar de indignação a cada nova frase que escuta.

É assim que Joel Caetano inicia seu curta “Estranha”, estrelado por Mariana, sua esposa (na vida real) e parceira de longa data nas produções, e pelos atores Kika de Oliveira e Walderrama dos Santos, que formavam o casal de apaixonados em luta contra zumbis no cult “Mangue Negro” (2008) de Rodrigo Aragão (Aliás, Joel Caetano, Kika e Walderrama foram meus colegas de elenco na super-produção independente “A Noite do Chupacabras” (2011), novo filme de Rodrigo Aragão que estréia dia 01 de julho em Porto Alegre/RS na abertura do FantasPoa). Neste curta “Estranha”, Joel conseguiu construir um filmaço de suspense-gore que tem sua força na simplicidade do roteiro e nas boas interpretações do elenco, principalmente de Mariana e Kika que dão veracidade às suas personagens. O clima conseguido por Joel neste curta me lembrou o fantástico filme francês “L’Intérieur” (“A Invasora”, 2007) de Alexandre Bustillo e Julien Maury. O cinema independente brasileiro estava precisando de um filmaço neste estilo e agora temos!

Falar mais da trama (além da breve descrição no primeiro parágrafo) é desnecessário. Esposa e irmã, ambas estranhas (cada uma ao seu modo), esperam pelo homem (que é um cafajeste total, Joel revela em uma ceninha rápida, mas importante prá história, que ele está num motel comendo outra menina enquanto as duas esperam por ele). E durante a espera nós, espectadores, vamos tendo importantes revelações que acabam em violência explícita delirante muito bem executada e captada pelas lentes de Joel. As maquiagens do filme estão sangrentas (a face arrancada de uma das atrizes é soberba), a iluminação correta e a edição extremamente dinãmica e bem realizada. Tudo isso torna este curta do Joel, produzido praticamente sem grana alguma, um filme referência para jovens cineastas que acham que um filme barato não pode ser sério. Aliás, os cineastas independentes estão com tudo neste ano de 2011, já pude conferir três grandes obras geradas neste primeiro semestre do ano: O longa “A Noite do Chupacabras” (de Rodrigo aragão), “Ivan” (de Fernando Rick) e “Estranha” (de Joel Caetano). E confesso aqui que estou ansioso pelo longa “Viatti Arrabbiati” que Gurcius Gewdner deverá lançar no segundo semestre deste ano.

Joel Caetano começou fazendo filmes na faculdade em 2001. O primeiro filme dele que me chamou atenção foi o divertido “Minha Esposa é um Zumbi” (2006) e desde então tento acompanhar a carreira dele (e como o Brasil do cinema independente é maravilhoso, acabei conhecendo o Joel Caetano nos sets do longa “A Noite do Chupacabras” onde pude constatar o profissionalismo com que ele encara o mundo do cinema, gosto de trabalhar com gente assim, que respira cinema e torna o cinema a coisa mais importante de suas vidas). Em 2009 Joel lançou o premiadíssimo curta-metragem “O Gato” que também recomendo à todos uma conferida!

“Estranha”, por enquanto, segue inédito em DVD  (mas já está rolando em alguns festivais, já foi exibido em São Paulo na terceira edição da Mostra de Cinema de Bordas). Gaúchos da Capital poderão apreciá-lo dia 02 de julho, às 17 horas, na sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro). Joel Caetano está preparando um box com todos seus filmes que será um lançamento imperdível!!!

Aguardo ansioso pela próxima produção de Joel Caetano, não percam este diretor de vista!!!

School for Submission (parte 2)

Posted in Arte Erótica, Quadrinhos with tags , , , , , , , , on junho 16, 2011 by canibuk

Dando seqüência na postagem da HQ de John Gallagher, para ler a primeira parte clique aqui:

https://canibuk.wordpress.com/2011/05/31/school-for-submission-parte-1/

Valentina Rosselli

Posted in Arte e Cultura, Arte Erótica, Cinema, Fetiche, Ilustração, Quadrinhos with tags , , , , , , , on junho 15, 2011 by canibuk

A minha maneira de contar histórias é tão diferente da tradicional -convenientemente, confesso- que os jovens artistas procuram outros modelos.  Não tenho nenhum interesse de servir como modelo. Meu universo é realmente só meu.” Guido Crepax.

Ao se falar de personagens femininas dos quadrinhos logo vem a mente as super heroínas e antiheroínas como Mulher Maravilha,  Mulher Gato e Arlequina, mas, nos anos 60, surgia umas das mais sexys e inspiradoras personagens do universo das HQs. Guido Crepax deu vida à Valentina Rosselli, uma personagem que começou como coadjuvante numa série de ficção na revista Linus (revista que inventou o gênero de quadrinhos adultos) e logo se tornou protagonista ganhando grande destaque na Itália e no mundo, virando a mais importante personagem dos quadrinhos eróticos de todos os tempos.  Com traços limpos, em preto e branco e riqueza nos detalhes, Valentina tem formas únicas e curvas encantadoras, uma criação recheada de charme e estilo. O fetiche é um tema frequente nas histórias, Valentina é  uma fetichista e sempre expressa isso em seus desejos e sonhos (muitas vezes pesadelos) e fora deles o toque SM fica por conta das torturas que sofre dos vilões. Com uma personalidade livre e indiferente à moral imposta pela sociedade, poderia ser considerada um símbolo da liberação feminina na década de 60, pois estava sempre à frente das mulheres de sua época, era uma fotógrafa independente, culta e liberal para aqueles padrões.

Valentina é mulher por inteiro. Agrada e se gosta, gosta de seu corpo e de sua nudez. Aliás, eu diria que, nos meus quadrinhos, quem mais faz um papelão são os homens: eu sempre fui feminista, e não é por acaso que Valentina tem uma profissão, a fotografia, que na época era exclusivamente masculina. Enfim, não lhe dei o papel costumeiro das heroínas dos quadrinhos, tipo Dale Arden ou Diana Palmer, sexy e fatais, mas que depois acabam na cozinha, lavando louça”, diz Crepax sobre a personagem.

Valentina é uma mulher corajosa que não tem medo de asusmir o que gosta ou de satisfazer seus desejos e vontades, virou símbolo de luxúria, mas ela é mais que isso, é uma mulher real, com crises de alegria e  tristeza, tédio, fantasias,  mazelas e consciência de seu corpo, sexualidade, desejos ocultos ou não e da realidade em que vive. Não tem como não se identificar. Virou  ícone de inteligência e lúxuria, seduzindo homens e mulheres com seu estilo, classe e beleza.  Com histórias surreais, aventuras extravagantes, bissexualidade e violência sexual, Valentina vai evoluindo (tanto quanto o traço do seu criador. A evolução nos traços do Crepax é notória, assim como todos os experimentos feitos ao longo do tempo, mas falo mais sobre o Crepax em outro post), sem vergonha ou inibição em  histórias que trazem elementos deliciosos como chicotes e máscaras, seios durinhos, bundas redondinhas, pênis ereto e êxtase sexual, tudo carregado de aventuras surreais cheias de imaginação e sensualidade. Uma obra fabulosa partida da mente de um gênio.

Valentina defende a emancipação das mulheres em todos os sentidos.“, diz Crepax.

Por todos estes motivos ela é minha personagem de HQ preferida.

Baba Yaga é um  filme de 1973, dirigido por Corrado Farina e é baseado numa das histórias do Guido Crepax onde Valentina é protagonista.

Rajá de Aragão

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , on junho 14, 2011 by canibuk

Com seu jeitão de cachaceiro intelectual, Rajá é um dos mais importantes roteiristas de filmes populares surgido no Brasil. Nascido em 1938 com o nome de batismo de Ido Oraídes Dias da Costa, já aos 16 anos se tornou mochileiro. Na Argentina trabalhou como dublê nos filmes de Hugo Fregonese, chegando à Boca do Lixo por volta de 1970. Ajudou a escrever o roteiro, em parceria com Mazzaropi e Marcos Rey, “O Grande Xerife” de Pio Zamuner. Em seguida roteirizou em poucos dias dois W.I.P., “Presídio de Mulheres Violentadas” e “Internato de Meninas Virgens”, que o produtor A.P. Galante realizou em parceria com o diretor Osvaldo Oliveira e ainda escreveu “Escola Penal de Meninas Violentadas”, primeiro filme dirigido pelo ótimo diretor de fotografia Antônio “Tony Mel” Meliande. Trabalhou e aprendeu muito comTony Vieira, uma lenda do cinema independente brasileiro, guru de vários cineastas, como Afonso Brazza. Após fazer uma adaptação do romance “O Sertanejo” de José de Alencar (uma versão faroeste chamada “Paixão de Sertanejo”, dirigida por Pio Zamuner), o próprio Rajá de Aragão dirige dois filmes convencionais, “O Dia das Profissionais” e “O Cangaceiro do Diabo”, este último creditado à Tião Valadares, e os pornôs “Hospital da Corrupção e dos Prazeres” (que é hilário) e “Gloriosas Trepadas”, uma remontagem de velhos filmes da Danek Produções realizada por Hércules Barbosa e creditada a direção à Rajá de Aragão.

Filmografia como Diretor:

O Dia das Profissionais (1976), Hospital da Corrupção e dos Prazeres (1985) e “Jeitinho à Brasileira” (1988).

Filmografia Selecionada como Roteirista

Kung Fu Contra as Bonecas (1975), Pintando o Sexo (1976), As Amantes de um Canalha (1977), O Matador Sexual (1979), O Último Cão de Guerra (1979), Liliam, a Suja (1981), Karina, Objeto de Prazer (1981) e Tônico do Sexo (1985).

Trailers:

Enlouquecendo com as Deliciosas Lambidas nas Dobras do Saco Cerebral

Posted in Buk & Baiestorf with tags , , , , , , , , , , on junho 13, 2011 by canibuk

Era sete da noite. Ou sete da manhã. Ou meio-dia. Minha cabeça rodava, pulsava, dançava, pileque desgraçado, mais de 24 horas bebendo pinga, cerveja, vodka, tequila, chopp, vinho sem parar. E parar prá que? A bebida molhava minha garganta e ativava a imaginação, me ajudava no processo de criação de minhas obras. Fodia o corpo, mas alimentava o cérebro. Bem, tanto faz como tanto fez para alguém que acorda com a cabeça pulsando, maçã do rosto grudada no vômito de um desconhecido. Latinhas de cerveja, garrafas de vinho, tequila, vodka, pinga se misturavam acumuladas espalhadas pelo chão do quarto. Um quarto. Como porra fui parar nesta porra de quarto. Levanto. Meu rosto se solta do vômito seco fazendo um barulho engraçado, barulho de sonhos adiados. Sento-me no chão, pego várias latinhas de cerveja na mão e uma a uma estão vazias. Avisto dois dedos de pinga numa garrafa caída e me arrasto de quatro até ela. Bebo tudo de único gole. Melhor cirrose do que tremedeiras. Garganta arde enquanto meus olhos avistam uma garota nua, amarrada, num canto do quarto. Minha escrava sexual? Talvez, talvez!!! Levanto-me. Aquela garota nua amordaçada, indefesa, me enche de tesão. Caminho até ela e paro pertinho. Seu rosto na altura do meu pau. Seguro a cabeça dela e encosto contra meu pau sob a calça jeans com respingos de vômito. Teria ela vomitado em mim na noite anterior? Enigmas alçando vôo em minha pulsante cabeça. A garota me olha nos olhos, nervosa. Sente o calor do meu pau contra seu rosto. Sente o cheiro do meu pau. A corda que passa entre os lábios de sua buceta fica molhadinha, os líquidos da garota escorrem por suas pernas gostosas. Tesão!!! Preciso de um gole de pinga. Sempre preciso! Meu pau cresce, meu pau se contorce, meu pau incha, infla. Os lábios da garota beijam meu pau sob a calça. Meto a mão dentro das calças e tiro meu pau prá fora, bate contra o rosto da garota imobilizada que olha prá ele apavorada. Meu pau é duas serpentes taradas sedentas pela buceta molhadinha da garota. Meu pau tornado duas serpentes taradas arrancam a mordaça da escrava sexual e uma das cabeças penetra-lhe a boca, se enfiando molhada até na garganta dela num frenético vai e vem. Lágrimas. A segunda cabeça cheira a bucetinha molhada, afasta a corda e entra sem cuidados na buceta lubrificada. Minha cabeça não compreende muito bem o que acontece mas o prazer das estocadas é tanto que pego outra garrafa com alguns dedos de pinga e bebo generosos goles. Minhas duas cabeças de serpente taradas estupravam a boca-buceta da garota. O cheiro do sexo me deixa cada vez mais tarado. Demente-tarado. Tiro a cabeça de serpente da boca da garota e dou cuspidinha-ejaculada de porra no rosto dela e minha serpente libidinosa desliza até na bunda gostosa da escrava e lambe seu cuzinho cheiroso. Ela goza com minhas lambidinhas anais. A segunda serpente mete cada vez mais rápida na bucetinha enquanto a primeira serpente abre caminho pelo cu da menina, penetrando-lhe duplamente de maneira alucinada as entranhas saborosas da garota imobilizada. Bebo mais pinga sentindo prazer intenso. Físico e mental. Jogo a garrafa vazia contra a parede e com minhas mãos livres posso começar a beliscar os mamilos daqueles peitos redondinhos dela. Cada vez mais ofegante sinto que vou gozar, meu pau melecado tornado duas serpentes procura a boca-rosto da escrava e gozo litros de porra quente, lambuzando a garota que goza de prazer ao receber o esperma contra seu rosto, bebericando generosos goles do meu líquido carregado de amor etílico. Prazer! Prazer intenso!!!

Texto de Petter Baiestorf.

Ilustração de Leyla Buk.

Drive-In Massacre

Posted in Cinema with tags , , , , on junho 11, 2011 by canibuk

“Drive-In Massacre” (1976, 74 min.) de Stu Segall. Com elenco imperdível de adoráveis desconhecidos canastrões!

Tenho uma teoria: Qualquer filme que tenha como cenário um Drive-In é um filmaço (como “American Drive-In” ou “Bikini Drive-In”, só prá ilustrar a teoria) e este “Drive-In Massacre”, produção independente de 1976, com sua história besta de um assassino fazendo a festa num Drive-In, não foge a regra!

O roteiro amador deste filme é extremamente ruim, mas vale a pena conhece-lo e se divertir com atuações pavorosas, efeitos especiais vagabundos (“The Duke of Disguise”), fotografia feita com “o que se tinha na mão”, edição amarrada e tudo mais que tanto amamos. Mas fica o aviso aqui, este filme é realmente muito ruim, quando vi ele inteiro no youtube resolvi deixar a dica aqui, boa diversão!!! (indicado somente ao pessoal que não leva o cinema a sério). Clássico da Bagaceirada!!!

Segue link dele inteiro no youtube:

Master Class com Lloyd Kaufman da Troma

Posted in Cinema with tags , , , , , on junho 10, 2011 by canibuk

Eu & Lloyd Kaufman

No último dia 04 de junho aconteceu no Cine Olido uma aula de cinema com o Lloyd Kaufman, presidente da Troma (empresa de cinema independente) onde ele falou com um público de 185 pessoas fanáticas pela Troma, por cerca de mais de 5 horas (nunca vi público tão quietinho e atencioso quanto aquele).

Lloyd explicando como fazer filmes...

Lloyd é extremamente humilde, divertido e direto em tudo que quer dizer. Começou a aula zuando que havia ali no recinto 3 tipos de público: 1) produtores interessados em aprender mais sobre a produção independente; 2) fãs dos filmes da Troma e; 3) pessoas (como amigos e namoradas) arrastados por pessoas que queriam produzir filmes e/ou eram fãs dos filmes da Troma.

eu com a esposa do Lloyd e ele...

Sua Master Class (uma aula teorica sobre como fazer filmes independentes) passa por todos os aspectos de uma produção, começa abordando roteiro, captação de recursos (com ótimas dicas de como conseguir grana), a importância de uma pré-produção bem realizada (para evitar problemas na hora de filmar), seleção do elenco ideal para seu filme, sua equipe-técnica escrava, pesquisa de locação e a importância dos ensaios que é quando ele decide se muda ou não algo na produção. Na seqüência o criador do Toxie fala das suas 3 regras numa produção (entre elas a mais importante de todas: a segurança de todos os membros da equipe), os problemas mais comuns numa produção onde a maioria está trabalhando de graça e sobre efeitos (onde ele exibiu um hilário vídeo sobre Chroma Key que o público curtiu demais), escolha da trilha sonora e a edição e pós-produção.

almoço com o Lloyd Kaufman um dia antes da Master Class...

O ponto mais interessante (pelo menos para mim) veio a seguir, quando Lloyd Kaufman abordou sobre a distribuição independente que, para nós brasileiros, talvez seja a maior falha do emergente mercado de filmes independentes. Foi bom constatar que a maioria das dicas que Lloyd passou eu já venho a anos testando/experimentando com a minha Canibal Filmes (que completará 20 anos de atividades agora em 2012). O Brasil ainda carece de um mercado cinematográfico sério, mas vejo que estamos criando os veículos necessários para a criação deste mercado aos poucos e com muito trabalho ainda pela frente, cinco anos atrás as coisas aqui eram muito mais desesperadoras.

Lloyd Kaufman autografando DVDs prá garotada presente...

Fica aqui meu agradecimento ao Fernando Rick e toda a Black Vomit Filmes pela oportunidade de aprender com o Lloyd Kaufman, foi uma puta aula linda demais (e ainda tive a oportunidade de pedir pro Lloyd autografar a capinha da minha fita VHS do filme “Stuck on You!”, primeiro filme dele que eu vi quando ainda era adolescente).

E logo após sua aula, Lloyd Kaufman ainda encontrou tempo para uma saudável confraternização com seus fãs mais atléticos (no almoço do dia anterior Lloyd disse ser um grande fã do cinema gay brasileiro, como a obra dos diretores Fernando Meirelles e Walter Salles).

Lloyd e Gabriel in love!!!

Lloyd Kaufman, como todo bom produtor independente, trouxe junto vários filmes, cartazes e lixos diversos prá vender pros fãs (acreditem, é deste modo que um produtor independente consegue muita grana, por exemplo, eu não podia gastar neste mês prá ir prá São Paulo participar da Master Class, então peguei e fiz uma pré-venda de meus filmes entre pessoal do facebook e vendi prá mais de 300 reais em filmes, ou seja, meus filmes vagabundos que me permitiram o luxo de assistir a Master Class e ainda comprar esses dois filmes comentados abaixo):

“Bugged!” (1997, 82 min.) de Ronald K. Armstrong. Produção executiva de Lloyd Kaufman & Michael Herz.

Como todo bom filme bagaceiro, “Bugged!” promete mais do que pode cumprir. Aqui vemos cientistas canastrões que criam uns insetos repulsivos e, lógico, escapam do controle e atacam a casa da sexy dona de casa Divine (Priscilla K. Basque) e o exterminador de insetos é chamado. Os efeitos são deliciosamente toscos, a edição dá um ritmo irregular ao filme, as atuações são pavorosas mas, acredite, o filme é uma grande diversão!!! Blaxploitation misturado com horror sci-fi produzido sem dinheiro é sempre sinônimo de diversão, ou somente eu gosto destas tralhas?

“Backroad Diner” (1999, 89 min.) de Winston I. Dunlop II. Distribuido pela Troma.

Um blaxploitation produzido praticamente sem grana alguma, uma espécie de mistura dos filmes do Spike Lee (mas sem talento nenhum) com o filme “Def By Temptation” (1990) de James Bond III. Grupo de amigos negros encontram o racismo pelas mãos de caipiras brancos. É uma tentativa de fazer um drama racial tenso e violento, mas nada aqui funciona direito por conta das atuações amadoras. Mas mesmo cheio de falhas é uma grande diversão, recomendo!!!

http://rstvideo.com/trailer/backroad-diner/

E abaixo matéria que a TV Cultura fez com Lloyd Kaufman no centro de São Paulo (participação especial de Fernando Rick no papel de Toxie Avenger):