Tesão no Velório

Ella, minha garota, terminava de bebericar sua quinta caipirinha em menos de uma hora, já estava ficando bêbada quando levantei para pegar mais uma cerveja na velha geladeira com a lataria carcomida pela ferrugem. Olhei para ela dizendo:

“A gente poderia achar um velório, o que tu acha?”

Ella sorriu.

“Porra, simmmm! Mas temos que achar um destes velórios onde fique rolando bebidas na madrugada, aquele lance de beber ao morto, saca?”

“Isso gata, tava pensando bem num destes velórios, com bebidas de graça!”

Ella foi ao banheiro se arrumar. E eu, bem, eu virei a latinha de cerveja inteira goela abaixo, ficando um pouco mais grogue.

Era quase uma da madrugada quando chegamos na capela católica que era um lugar “tiro & queda”, sempre rolava algum velório ali. Fomos entrando entre um e outro tropeço na porra de uma escadinha que dava acesso ao local onde havia um caixão contendo uma jovem de mais ou menos uns 27 anos. A menina morta tinha sua palidez de cadáver avacalhada por uma enorme cicatriz que lhe atravessava todo o rosto, desfigurando-a, dando uma espécie de bizarra felicidade à sua face. Ninguém chorava. Uns poucos gatos pingados, não mais que seis pessoas, estavam distantes do caixão rindo de alguma piadinha idiota. O cadáver da menina morta não sorria. Ella e eu também não estávamos sorrindo porque com uma rápida passada de olhos pelo ambiente, constatei que não havia bebidas no velório. Ninguém estava bebendo ao cadáver. Ninguém nem fumava ao cadáver. Porra de gentalha sem espírito de festa.

Olhei para Ella que parecia desapontada e falei resmungando:

“Que caralho, não dá prá acreditar que nos velórios de hoje em dia ninguém mais bebe ao morto!”

Ella, sempre mais calma do que eu, falou apontando para uma porta que estava fechada e que provavelmente daria acesso à cozinha da capela:

“Aposto que tem vinho ali!”

Discretamente, fomos até a porta e entramos sem que nenhum dos vivos percebesse. Era sim a cozinha da capela e num armário, ao lado do fogão à gás, havia algumas garrafas de vinho. Seria o vinho do Padre? Melhor ainda se fosse o vinho do Padre, é sempre ótimo roubar algo de um Padre pedófilo filho da puta. Ou algo assim!

Ella abriu sua bolsa e pegou nosso saca-rolha, que também é abridor de garrafas de cerveja, e plop, garrafa aberta, garganta molhada, felicidade na mente. Enquanto Ella bebia grandes goles do vinho, puxei seus peitos para fora de sua camiseta e comecei a lamber seus mamilos pontudos que logo ficaram durinhos. Meti a mão por baixo de sua saia e meus dedos encontraram sua bucetinha, sem calcinha, completamente molhada. Ella estava com tesão. Peguei a garrafa de vinho e bebi. Ella abriu meu zíper e agarrou meu pau, que começava a endurecer, com fome de porra. Com a boca Ella me chupava com violência, metendo ele todo na garganta. O vinho era uma merda, mas o boquete de Ella fazia-o ficar divino. Depois de alguns minutos me estuprando com sua boca maravilhosa, Ella parou de me chupar e levantou colocando meu pau de volta para dentro das calças.

“Amor, está quieto demais aqui, não escuto mais as risadinhas daquele pessoal!”

Porra, verdade, a capela toda estava mergulhada num silêncio mortal. Abrimos a porta da cozinha da capela e espiamos para fora. Tudo era silêncio. Na capela somente o caixão daquela jovem com a imensa cicatriz no rosto sorrindo para nós. Como ela teria adquirido aquela cicatriz? Provavelmente em algum acidente de carro, mas gosto de pensar que a menina tenha sido estuprada pelo Bispo da região e que ele tenha marcado o rosto dela com seu facão santo.

Enquanto fiquei nesses devaneios sexuais imaginando a defunta numa orgia de sangue e porra com o Bispo, Ella, que sempre foi mais prática do que este que vos escreve, apareceu com mais uma garrafa de vinho surrupiada do armário da cozinha da capela. Santo armário da cozinha da capela, porra, era melhor que Cristo na mágica de fazer surgir vinho do nada. Bebi vários goles bem generosos e coloquei meu pau prá fora das calças novamente, escorando minha bunda contra o caixão da jovem defunta. Ella ajoelhou diante do meu pau e voltou a engolir ele inteiro, dando uma piscadinha cúmplice para mim com seu olho esquerdo. Ella e eu sempre que temos oportunidade ficamos com joguinhos sexuais em lugares públicos ou inusitados.

“Morde meu saco!” falei sentindo a glande do pau entrando pela garganta dela.

Então Ella colocou minhas bolas na boca e mordeu. Porra, adoro quando ela morde meu saco, mas acho que todos os caras com saco adoram isso. Posso estar enganado, lógico, nesta onda de puritanismo deste início de século, está cheio de Mané que só gosta de trepar no escuro, estilo papai-mamãe. São doentes.

Ella se levantou, pegou a garrafa de vinho e se virou de costas para mim. Meti meu pau duro na buceta dela e comecei uma série de estocadas fortes, penetrando-a fundo enquanto segurava na sua cintura, controlando nossos movimentos. Ella rebolava animada no meu pau. Minha bunda ficava batendo contra o caixão da jovem defunta que balançava a cada metida que eu dava na buceta de Ella. Depois de alguns minutos, já todo suado, comecei a ficar cada vez mais ofegante. Estava quase gozando na buceta quando Ella falou:

“Me diz quando tu vai gozar que quero beber tua porra!”

“Eu já vou gozar!”

Ella tirou meu pau de dentro de sua buceta e bruscamente se virou para receber minha porra em sua boquinha. Exatamente nesta ação que deixei o peso do meu corpo contra o caixão e caí, com caixão e tudo, gozando quente e grosso, urrando de prazer. Bati com a cabeça no chão, louco de tesão, ejaculando uma quantidade absurda de porra. Boa parte de minha porra caiu exatamente no rosto da menina morta, deixando a cicatriz dela toda esporrada.

Ella ria descontrolada tentando dizer:

“Você se machucou gato?”

Levantei com meu pau melecado e um galo na cabeça. Ella ainda deu uma lambidinha na cabeça do meu pau prá limpar a porra que ficou por ali. Comecei a rir descontrolado também ao ver o rosto do cadáver cheio de porra.

“É melhor a gente cair fora gato!”

E saímos dali por uma janela que havia na cozinha da capela onde os velórios católicos da cidade eram realizados. Antes de voltarmos para nossa casa passamos por um posto de gasolina onde pegamos mais vinho, a noitada ainda estava longe de acabar. Depois do posto de gasolina nosso pileque ficou tão grande que simplesmente, tanto Ella quanto eu, não lembramos de porra nenhuma. Acordamos em casa, depois do meio-dia.

Acendi um cigarro enquanto esperava o café passar e Ella foi pegar o jornal que trazia em sua capa a bombástica notícia de uma garota que havia sido molestada e assassinada com uma facada no rosto pelo Bispo católico e havia ressuscitado durante seu velório na capela católica na madrugada. EXTRA, EXTRA, MILAGRE NA CAPELA SÃO PEDRO. Os religiosos atribuíam o milagre ao Jesus Cristo que teria recompensado a garota devolvendo-lhe a vida pelos maus tratos que sofreu do Sr. Seu Bispo, um agente de Satanás infiltrado entre os católicos puros de coração, e, continuava a matéria do jornal,  já se apressavam em querer torná-la a mais nova santa de sua igreja.

Ella e eu tivemos novo ataque de riso, não tão forte quanto o da madrugada porque nossas cabeças estavam pesadas demais por conta da ressaca. Caralho, minha santa porra ao serviço da Igreja, não é demais?

 Escrito por Petter Baiestorf com ilustrações de Leyla Buk.

8 Respostas para “Tesão no Velório”

  1. Esse conto merece uma adaptação cinematográfica

  2. Esse texto me fez refletir sobre os atuais velórios onde ninguém mais empina o goró para honrar o cadáver.
    Lembro-me que certa feita eu também frequentei um velório só para degustar de cervejas e demais congêneres, porém ao chegar no referido local, aferi que as pessoas ali apenas consumiam Toddy sabor morango e falavam unicamente em física quântica.

    A princípio pensei que o morto ali era um cientista ou algo assim. Mas não, ele era pintor de roda-pé e nas horas vagas consertava canetas Bic 4 cores.

    Depois disso não pretendo mais ir em velórios, nem mesmo no meu.

  3. Muito bommmm

    adoreei rs

  4. meu sem comentarios muito bom…seria melhor se fosse verdade pq transar no velorio dos outros pode ser milagroso kkkkkkkk

  5. Super excitante, tanto o texto quanto as ilustrações.

  6. excitantes ilustrações, mt boas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: