Tony Vieira: The Tropical Cowboy

Tony Vieira (1938/1990) foi trapezista de circo, baleiro, locutor de rádio, até que o mineiro Mauri de Oliveira Queiróz, seu nome real, começou a trabalhar como funcionário de uma TV de Belo Horizonte e cursou o teatro universitário. Mudou-se para São Paulo onde teve sua chance como ator em um seriado onde vivia um motorista de táxi e pontas em novelas. No cinema começou em dramas de seu amigo Edward Freund (que foi seu mentor e o ensinou muito em técnicas cinematográficas). Foi assistente do famoso caipira Mazzaropi e descobriu sua vocação para papéis de durão em aventuras rurais como “Panca de Valente” (1968), “Corisco, O Diabo Loiro” (1969) e “Uma Pistola Para Djeca” (1969). Foi galã de pornochanchadas, mas foram seus papéis de cowboy-nacional que o marcaram. Passou a produzir,  dirigir e atuar em faroestes e policiais vagabundos com apelo erótico, violência e cenas de ação. Durante quase 10 anos, disputou com David Cardoso a coroa de “machão da Boca do Lixo”. Criou um tipo de herói solitário e implacável, aproveitando seus dotes físicos circences e sua cara de malvado. Fazia par romântico com a gostosa Claudete Joubert e passou a produzir outros diretores como Wilson Rodrigues (“Liberdade Sexual”, 1979; “A Dama do Sexo”, 1979; “As Taras de uma Mulher Casada”, 1981). Realizou algumas co-produções com o Paraguai (lugar onde seus filmes faziam muito sucesso) como “O Último Cão de Guerra” (1979) em que vivia um mercenário contratado por um milionário para resgatar sua filha presa numa espécie de campo de concentração de traficantes paraguaios. Um de seus colaboradores, Afonso Brazza, tornou-se seu principal discípulo e retomou seu estilo de heroísmo, assumindo inclusive sua ex-namorada Claudete Joubert. No meio dos anos de 1980, Tony Vieira precisou dedicar-se aos pornôs que assinava com seu nome verdadeiro, Mauri Queiróz. Em 1987 tentou retomar seus filmes de ação com “Calibre 12”, que fracassou principalmente por causa da (má) distribuição. Morreu, com cancêr, sem dinheiro e praticamente esquecido por seu público… Típico final para um herói solitário nacional.

Filmografia Selecionada:

1972- Gringo, O Último Matador; 1973- Sob o Domínio do Sexo; 1974- Desejo Proibido; 1974- O Exorcista de Mulheres; 1975- A Filha do Padre, 1975- Os Pilantras da Noite; 1976- Traídas pelo Desejo; 1976- Torturadas pelo Sexo; 1977- As Amantes de um Canalha; 1978- Os Violentadores; 1978- Os Depravados; 1979- O Matador Sexual; 1979- O Último Cão de Guerra; 1980- Tortura Cruel; 1981- Condenada por um Desejo; 1982- Neurose Sexual; 1983- Corrupção de Menores, 1987- Calibre 12.

pesquisa de Coffin Souza para o zine “Brazilian Trash Cinema” número 3.

2 Respostas to “Tony Vieira: The Tropical Cowboy”

  1. Prefiro muito mais os filmes desse cara do que essas tralhas atuais do Cinema Nacional

  2. Apenas saudades, que tempo bom, ia pros cinemas assistir todos esses filmes, como faço pra comprar esses filme? meu email é esse: rauzertv@hotmail.com. Obrigado!

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