O Bucetão Carnívoro

Estou fazendo a barba. Hoje resolvi deixar o bigode. Vamos ver como vai ficar. Vamos ver se minha noiva gosta. Só espero não ficar parecido com algum policial veado de seriado americano. Também, se minha noiva não gostar que se foda. Ela não vai poder dizer nada. Minha noiva é aquela coisa amorfa sobre a cama, amarrada, imobilizada. Para os padrões normais ela é bizarra. Freak! Mas quem sou eu prá reclamar. Até conseguiria algo melhor, mas não há graça nenhuma em algo “melhor”. Na verdade, o que gosto mesmo nela é seus olhos verdes alojados em seus joelhos, combinam com sua buceta cheia de dentes pontiagudos. E eu sempre fico de pau duro em pensar nos dentes pontiagudos dela, freaks sempre me excitaram!

Vou até perto dela e dou aquele beijo de língua melequento. Gosto de sexo melequento. Minha noiva estremece de tesão, mija gozo, me molha a cara! Faço fist fucking com a Bizarrenta (vou chamá-la assim por motivos de afeição ) e introduzo meu braço até o cotovelo. Ela morde e arranca meu braço. O sangue respinga sobre o lençol amarelo com florzinhas murchas. Ela mastiga minha carne. Gargalho! Alguns meses atrás descobri, por acaso, que sou um sado masoquista de última geração. Um maldito mutante masoquista extremado, que se diverte muito com a dor. Dor! Dor, minha eterna companheira. Meu sangue se misturou aos líquidos vaginais de minha vagabunda deformada. Gozei nas calças. Essa maldita ejaculação precoce ainda irá me tirar do sério. Quero mais! Meto meu pé, com coturno e tudo, dentro da bucetona dentada. Dor, maravilhosa dor. Minha perna é arrancada. Grito gargalhadas. Vomito felicidade. Bizarrenta arrota. Sinto o cheiro podre de sua eructação de gases pela boca. Mordo seu peitinho. Como ela não possui cabeça, seu corpo termina no peito, por isso ela come pela buceta e enxerga pelos joelhos. Saiu do ventre da mãe toda errada. E como diria um maldito como eu, pros diabos com esses probleminhas. O importante é que nos completamos.

Deixo seu peitinho de lado e agora vou fazê-la gozar. Meto minha cabeça dentro da buceta para realizar algo que batizei de head fucking. Fico enfiando e tirando, enfiando e tirando, enfiando e tirando minha cabeça da buceta em ritmo alucinante. Ela goza. Vejo suas entranhas se contorcerem de prazer. Sou o único cara que já viu com seus próprios olhos uma mulher gozando por dentro. Seu interior geme gostoso. Líquidos transbordam das paredes de carne lubrificadas. Ouço meu pescoço estralar. Meus olhos saltam para fora de suas cavidades, grudando ambos, de forma engraçada, na parede vaginal melecada. Tudo fica escuro. Silencioso. Silêncio silencioso, absoluto, grandioso. Silêncio de cor negra, de espaço infinito sem nada, sem ruídos consoladores, sem barulhos contagiantes. Silêncio, apenas silêncio, negro, espaçoso, frio, angustiante do gênero um segundo é a definição da eternidade. Silêncio negro capaz de reinar pela eternidade de um segundo. Silêncio silencioso.

Caio ao lado da cama. Meu braço começa a crescer no lugar daquele arrancado. Minha nova perna cresce no lugar daquela devorada e finalmente uma nova cabeça nasce no local da já mastigada por minha noivinha freak. Sinto-me completo. Foi uma de nossas transas mais quente. Vou até ela e abraço-a. Fumamos um cigarro. Ela arrota. Estamos satisfeitos.

escrito por Petter Baiestorf, 1999.

ilustração de Uzi Uschi para o conto "O Bucetão Carnívoro" (1999).

2 Respostas para “O Bucetão Carnívoro”

  1. Perdi a vontade de ver a minha hj… rsrsrs

  2. Carlos Henrique Schmidt Says:

    Hahahahahahahaa. Que transa pirada…..

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: