Rock Rocket: Shark Attack

Alan Feres me deu toque que o vídeo-clip para a música “Shark Attack”, de sua banda Rock Rocket, feito para divulgação do filme “Pólvora Negra” (2011) de Kapel Furman, vai ser lançado dia 10 de setembro na casa noturna Inferno Club (rua Augusta 501, Consolação, São Paulo). Este clip foi montado com cenas do longa “Pólvora Negra”, com edição de Armando Fonseca e André Z. Pagnossim (que também dirige uns filmes ótimos), direção de fotografia de André Sigwalt e direção do Kapel. A banda Rock Rocket conta com Noel Rouco (guitarra), Jun Santos (baixo), Alan Ferres (bateria) e Manoel Trindade (bongô) e a música “Shark Attack” tem um puta climão. O vídeo-clip já está no youtube, confira você mesmo!

“Pólvora Negra” é um longa-metragem dirigido pelo maquiador gore Kapel Furman, foi lançado no FantasPoa 2011 onde Leyla e eu tivemos o prazer de conferi-lo no cinema. A história do longa gira em torno de um pistoleiro que, após uma fantástica cena de abertura que mostra uma desavença do anti-herói com um poderoso da região, volta à sua cidadezinha de interior paulista para acerto de contas sangrento. As maquiagens estão ótimas, o elenco, que conta com o hilário Ken Kaneko e Suzana Alves (aquela menina que nos anos 90 ficou conhecida como uma dominadora fake de um programa horrível da TV), está fantástico e o ritmo do filme é do jeitinho que eu gosto, com direito a cenas de ação quase impossíveis, explosões, perseguições, personagens caricatas e um senso de humor com timing perfeito. Voltarei a escrever sobre o longa “Pólvora Negra” assim que eu conseguir assisti-lo por uma segunda vez, mas fica aqui a dica de um filmaço, Kapel realizou um grande trabalho.

9 Respostas to “Rock Rocket: Shark Attack”

  1. Fabrício Says:

    Pelo jeito parece ser mais uma dessas gororobas intragáveis que imitam aqueles filmes insuportáveis do Robert Rodriguez.
    Só irei assistir a essa aberração se eu souber que a Suzana Alves aparece pelada. (Sim, sou um onanista incorrigível).

    • Assiste o filme rapaz, se tu não gostar pode avacalhar! Mas veja o filme antes, mania que pessoal tem de reclamar sem assistir me dá nos nervos!
      Cinema brasileiro finalmente está redescobrindo o cinema de gênero com filmes como o “Pólvora Negra” e “A Noite do Chupacabras”.
      Baiestorf.

      • Pô Fabricio, assiste primeiro dai se não gostar tem todo direito de falar o que quiser, mas é sacanagem julgar sem ter visto o negócio. Mas, se por imitar você quer dizer ter como referência o Walter Hill, George miller, Yoshiaki Kawajiri, Toyoo Ashida,
        John carpenter, Sergio leone, Garth ennis dai sim, com certeza. São só as mesmas referências que quando misturadas acabam resultando em produtos que se identificam, todos eles tem como base o John Ford, por exemplo. (mas que fique claro que não estou comparando nada com nada, só estou citando a estética que me estruturou em termos da narrativa visual).
        Falar aberração sem ter visto qualquer coisa é ser bem preconceituoso, e julgar um filme pela quantidade de mulher pelada, bom, dai te indico o http://www.xnxx.com, eles já tiveram o trabalho de selecionar só a parte pornôs dos filmes pornos.

  2. Ah baiestorf, não me vem com essa agora, de que o cinema brasileiro está redescobrindo o cinema de gênero, que, pessoalmente, sempre vi como uma merda conservadora que alguns insistem em cultuar. Obviamente, existem inúmeras e boas exceções (como “O Invasor”, do Beto Brant), mas que são simples exceções.
    Existem os filmes espontâneos de gênero e os que tentam ser de gênero. Os que tentam ser, acabam caindo numa fórmula forçada, estereotipada e manjada (como você citou, “cenas de ação quase impossíveis, explosões, perseguições (…)”). Ao porcurarmos por essa “fórmula”, talvez saia mais barato alugar um longa hollywoodiano como “Busca Implacável”, ou até mesmo, esperar que ele passe na Tela Quente, da Globo (se já não passou), pois tal filme traz todos os requesitos que você citou, e melhor, sem a premissa de ser revival ou “estiloso”.
    Mas com certeza, “Pólvora Negra” é melhor do que qualquer masturbação cinematográfica que diz ser subversiva, autoral e vanguardista. O que “não” pode ocorrer é a glamurização do cinema de gênero no Brasil, pois aí, vamos sair por aí elogiando e cultuando incontrolavelmente filmes como “Segurança Nacional”.

    Abs.
    Rogério

    • Mas aí que tá, cara vê um filme como o “Busca Implacável” (já vi ele, tÕ falando com conhecimento) e é um grande pé no saco, mas o “Pólvora Negra” é um grande filme!
      No “Pólvora Negra” a única coisa que eu tiraria é essa atrizinha que fazia a tiazinha, acho essa menina um pé no saco!
      “Segurança Nacional” não vi ainda, pretendo ver assim que DVD dele estiver a venda por 12.90, que aí vou comprar um prá minha coleção e ver qual que é do filme (mas todo mundo me falou que é uma bomba completa).
      Discutir cinema brasileiro é sempre uma grande dor de cabeça, muitas opiniões pré-formadas. Tento ver todos e divulgo, principalmente, produções feitas de forma independente (não é o caso do “Pólvora Negra”, que contou com grana de editais). E, falo exclusivamente tendo meu gosto pessoal em mente, geralmente gosto de quase todos esses filmes nacionais (salvo excessões como produções da Globo, etc…

      Mas tu me deu idéia prá elaborar um post sobre o cinema brasileiro atual, sou um dos principais defensores de que o cinema brasileiro precisa ser feito com dinheiro privado e não público!

      Voltaremos a este assunto assim que for possível!
      Baiestorf.

      • como observação, o “Pólvora Negra” não foi feito com grana de editais, foi grana privada da compra dos direitos de distribuição (que ainda assim é bem pouca grana) mas que possibilitou uma coisa que me orgulho muito que foi de poder pagar todo mundo de uma forma ou de outra, e escolhi rodar como em um socialismo cinematografico onde todos ganharam igual. Os logos presentes na abertura se referem a um absurdo da nossa administração cultural nacional onde o governo representado pela Ancine obriga um filme a colocar os logos da Ancine para se distribuido comercialmente (pelo CPB).
        No entanto, o filme ganhou um edital de finalização sim, mas após já ser rodado. O edital serviu mais para ilustrar a aceitação de uma classe cinematografica que até antes menosprezava tal estilo de cinema; e possibilitou ter uma finalização com mixagem de som que cumpre os padrões de uma sala de cinema comercial.

    • Opa Rogério,

      Acho que o que o Baistorf esta se referindo não é que o cinema brasileiro esta redescobrindo o cinema de gênero, mas sim que o dano causado pelo cinema novo de desconsiderar qualquer outro tipo de cinema como cinema por sí só esta passando. O cinema que foge da formula “favela, ditadura e cuica” esta conseguindo cada vez mais espaço para ser feito e distribuido, ao contrário de meros dez anos atrás. Não é a toa que Encarnação do Demônio – bom ou não- levou 30 anos para ser feito, mas foi feito com um orçamento razoável e conseguiu distribuição internacional. mas isso só em 2006. Claro que em meio a isso fica difícil separar o que é bom do que é ruim, mas o fato de esta produção estar presente já quer dizer muita coisa e abre espaço para muita coisa, como por exemplo o Canal Brasil comprar para exibir o Mangue Negro, ou, no caso do “Pólvora Negra” ser aceito como uma possibilidade de distribuição. Não é ninguém seguindo uma fórmula, mesmo porque isso não quer dizer nada e o próprio cinema americano vem tentando achar essa “fórmula” faz tempo.
      Pessoalmente não tentei seguir fórmula ou copiar nada, só tentei sinceramente colocar na tela o que eu senti que seria legal de se contar, nada foi premeditado pensando em sucesso e bilheteria, principalmente porque trabalho a bastante tempo com cinema para saber que se preocupar com isso é besteira grande, a gente só tem que se manter sincero e não confundir cinema de gênero com cinema generico, do mesmo jeito que não se deve achar que cinema brasileiro é um gênero.
      O fato para mim é que cinema é veículo de massa e só faz sentido dessa forma, mesmo que eu tenha feito um cinema com minhas referencias estéticas e tal eu não fiz ele para mim, fiz para tentar que o máximo de pessoas conseguissem assistir, e para isso sim, as coisas estão ficando mais faceis.

  3. Estranhei a frase: “do jeitinho que eu gosto, com direito a cenas de ação quase impossíveis, explosões, perseguições…”. Tsss, meio contraditório hehe

    • Rako,
      O que há de contraditório na minha frase: “do jeitinho que eu gosto, com direito a cenas de ação quase impossíveis, explosões, perseguições…”. Não vejo nada de contraditório nesta frase!!!
      Eu gosto de filmes como o “Pólvora Negra”, tu acha que não é possível eu gostar de filme assim?

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