Arquivo para agosto, 2011

O Bucetão Carnívoro

Posted in Literatura, Nossa Arte with tags , , , , on agosto 20, 2011 by canibuk

Estou fazendo a barba. Hoje resolvi deixar o bigode. Vamos ver como vai ficar. Vamos ver se minha noiva gosta. Só espero não ficar parecido com algum policial veado de seriado americano. Também, se minha noiva não gostar que se foda. Ela não vai poder dizer nada. Minha noiva é aquela coisa amorfa sobre a cama, amarrada, imobilizada. Para os padrões normais ela é bizarra. Freak! Mas quem sou eu prá reclamar. Até conseguiria algo melhor, mas não há graça nenhuma em algo “melhor”. Na verdade, o que gosto mesmo nela é seus olhos verdes alojados em seus joelhos, combinam com sua buceta cheia de dentes pontiagudos. E eu sempre fico de pau duro em pensar nos dentes pontiagudos dela, freaks sempre me excitaram!

Vou até perto dela e dou aquele beijo de língua melequento. Gosto de sexo melequento. Minha noiva estremece de tesão, mija gozo, me molha a cara! Faço fist fucking com a Bizarrenta (vou chamá-la assim por motivos de afeição ) e introduzo meu braço até o cotovelo. Ela morde e arranca meu braço. O sangue respinga sobre o lençol amarelo com florzinhas murchas. Ela mastiga minha carne. Gargalho! Alguns meses atrás descobri, por acaso, que sou um sado masoquista de última geração. Um maldito mutante masoquista extremado, que se diverte muito com a dor. Dor! Dor, minha eterna companheira. Meu sangue se misturou aos líquidos vaginais de minha vagabunda deformada. Gozei nas calças. Essa maldita ejaculação precoce ainda irá me tirar do sério. Quero mais! Meto meu pé, com coturno e tudo, dentro da bucetona dentada. Dor, maravilhosa dor. Minha perna é arrancada. Grito gargalhadas. Vomito felicidade. Bizarrenta arrota. Sinto o cheiro podre de sua eructação de gases pela boca. Mordo seu peitinho. Como ela não possui cabeça, seu corpo termina no peito, por isso ela come pela buceta e enxerga pelos joelhos. Saiu do ventre da mãe toda errada. E como diria um maldito como eu, pros diabos com esses probleminhas. O importante é que nos completamos.

Deixo seu peitinho de lado e agora vou fazê-la gozar. Meto minha cabeça dentro da buceta para realizar algo que batizei de head fucking. Fico enfiando e tirando, enfiando e tirando, enfiando e tirando minha cabeça da buceta em ritmo alucinante. Ela goza. Vejo suas entranhas se contorcerem de prazer. Sou o único cara que já viu com seus próprios olhos uma mulher gozando por dentro. Seu interior geme gostoso. Líquidos transbordam das paredes de carne lubrificadas. Ouço meu pescoço estralar. Meus olhos saltam para fora de suas cavidades, grudando ambos, de forma engraçada, na parede vaginal melecada. Tudo fica escuro. Silencioso. Silêncio silencioso, absoluto, grandioso. Silêncio de cor negra, de espaço infinito sem nada, sem ruídos consoladores, sem barulhos contagiantes. Silêncio, apenas silêncio, negro, espaçoso, frio, angustiante do gênero um segundo é a definição da eternidade. Silêncio negro capaz de reinar pela eternidade de um segundo. Silêncio silencioso.

Caio ao lado da cama. Meu braço começa a crescer no lugar daquele arrancado. Minha nova perna cresce no lugar daquela devorada e finalmente uma nova cabeça nasce no local da já mastigada por minha noivinha freak. Sinto-me completo. Foi uma de nossas transas mais quente. Vou até ela e abraço-a. Fumamos um cigarro. Ela arrota. Estamos satisfeitos.

escrito por Petter Baiestorf, 1999.

ilustração de Uzi Uschi para o conto "O Bucetão Carnívoro" (1999).

Entrevista com Walter Schilke

Posted in Entrevista with tags , , , , on agosto 19, 2011 by canibuk

Em 1992, quando resolvi filmar meu primeiro longa-metragem, “Lixo Cerebral vindo de outro Espaço”, eu não fazia a mínima idéia de como fazer um filme, era novo demais, só tinha energia de sobra prá tentar fazer. Walter Schilke era um senhor que residia na minha cidade que tinha trabalhado em vários filmes profissionais do cinema brasileiro e fui, com minha pequena equipe de amadores sem noção, perguntar algumas coisinhas. Schilke virou uma espécie de “consultor técnico” prá gente, o que evitou algumas burradas que íamos fazer.

Tempo depois o ator E.B. Toniolli (que trabalhava num jornal) entrevistou o Walter Schilke para o fanzine “Brazilian Trash Cinema” (que Coffin Souza e eu editávamos).

Schilke faleceu em 2009 (mesmo ano que, alguns meses depois, meu pai faleceu, desfalcando a Canibal Filmes de dois ajudantes importantes).

eu com Walter Schilke e nossa amiga Iara em 2008.

Segue a entrevista que o Toniolli realizou com o Schilke lá por 1995:

E.B. Toniolli: Como foi seu ingresso no cinema?

Walter Schilke: Foi por acaso. Passeava por Copacabana (Rio de Janeiro) quando alguém me abordou, perguntando se gostaria de participar de um filme. Recém chegado do interior, jovem, inexperiente, fiquei desconfiado. Depois vi que era em meu tipo físico que estava interessado, pois o filme era alemão. Comecei fazendo uma ponta em “Os Carrascos Estão Entre Nós” (1968) de Adolpho Chadler.

Toniolli: Como era trabalhar, fazer cinema, naquela época?

Schilke: Bom. Muito bom. O cinema resurgindo para uma nova fase. Havia passado o momento da Atlântida com suas chanchadas, que não restou dúvidas, foi uma época romântica e ingênua do cinema nacional. O cinema modernizava-se, acompanhando a revolução social dos anos de 1960, quando valores eram revistos. Depois dos Beatles nada ficaria igual. Época dos cabeludos, dos hippies, do novo. E o cinema acompanhava tudo isto tornando-se mais intelectualizado, nãosendo apenas um veículo de divertimento como também de informação e cultura. Sirgiam os grandes cineastas brasileiros. Era uma verdadeira febre de realizações que parecia não ter fim, isso até o final da década de 1970.

Toniolli: E você, como se sentia participando de um momento tão decisivo dentro da cultura cinematográfica brasileira?

Schilke: Entusiasmado. Tanto quando a força da juventude nos faz sentir quando começamos a descobrir nosso próprio potencial. E o resultado veio em satisfação pessoal e financeira. Eu, praticamente analfabeto, contribuindo de maneira tão efetiva no desenvolvimento de uma arte maior, de um poder de penetração enorme, projetando nossos valores culturais aqui e no exterior.

Toniolli: De quantos filmes participou?

Schilke: Mais de 50. “A Dama da Lotação”, “Bar Esperança”, “Gaijin” e tantos outros.

Toniolli: Qual o filme que lhe deu maior satisfação?

Schilke: Todos me deram retorno e contribuiram prá crescer profissionalmente, mas a filmagem de “Gaijin” foi um marco pela dificuldade. Não havia verba e entrou somente o idealismo de todos, aquilo de fazer pelo prazer de vencer os desafios.

Toniolli: Qual seu melhor desempenho como ator ou diretor de produção?

Schilke: Como diretor de produção foi uma experiência fantástica, dei vazão a minha criatividade e relacionei-me com todas as camadas sociais, adquirindo um incrível conhecimento de tudo. Intelectualizei-me, sem leituras, na prática, levando bordoadas numa luta árdua, pois trabalhavamos até a exaustão, as vezes, muitas vezes, não se tinha tempo nem de dormir, imagine comer!!!

Toniolli: Como de uma pequena participação como ator chegou a diretor de produção?

Schilke: Numa filmagem o diretor executivo descabelava-se porque precisava de certos objetos antigos para uma determinada cena e não conseguiam. Eu que a tudo assistia disse:

“Eu consigo!”

“Você?”

“Sim!”

“Se me trouxer…” e me deu uma lista enorme, “… tudo isto dentro de 3 dias o lugar de assistente de produção é seu. Ganhará o dobro e terá outras vantagens!”

“É prá já!”. Não descansei um minuto. Na manhã seguinte estava tudo no set de filmagem. O diretor ficou perplexo. No final da filmagem já era o titular diretor de produção.

Toniolli: Como explica abandonar o cinema e vir para o campo?

Schilke: É outro tipo de realização. O contato com a natureza nos purifica e liberta nosso ego e assim viver e criar torna-se mais fácil. E nos livramos da poluição, assaltos e tudo mais que os grandes centros nos dão!

Filmografia básica de Schilke como diretor de produção:

1971- Prá quem Fica, Tchau (Reginaldo Farias);

1972- O Judoca (Marcelo Mota);

1973- Banana Mecânica (Braz Chediak);

1974- Ainda Agarro está Vizinha (Pedro Rovai);

1975- Costinha, o Rei da Selva (Alcindo Diniz);

1977- A Dama da Lotação (Neville D’Almeida);

1978- A Batalha dos Guararapes (Paulo Thiago);

1978- Tudo Bem (Arnaldo Jabor);

1980- Os Sete Gatinhos (Neville D’Almeida);

1982- Rio Babilônia (Neville D’Almeida);

1982- Gaijin (Tizuka Yamasaki);

1983- Paraíba Mulher Macho (Tizuka Yamazaki);

1985- Bar Esperança (Hugo Carvana);

2005- Gaijin 2 (Tizuka Yamazaki).

Tony Vieira: The Tropical Cowboy

Posted in Cinema with tags , , , on agosto 18, 2011 by canibuk

Tony Vieira (1938/1990) foi trapezista de circo, baleiro, locutor de rádio, até que o mineiro Mauri de Oliveira Queiróz, seu nome real, começou a trabalhar como funcionário de uma TV de Belo Horizonte e cursou o teatro universitário. Mudou-se para São Paulo onde teve sua chance como ator em um seriado onde vivia um motorista de táxi e pontas em novelas. No cinema começou em dramas de seu amigo Edward Freund (que foi seu mentor e o ensinou muito em técnicas cinematográficas). Foi assistente do famoso caipira Mazzaropi e descobriu sua vocação para papéis de durão em aventuras rurais como “Panca de Valente” (1968), “Corisco, O Diabo Loiro” (1969) e “Uma Pistola Para Djeca” (1969). Foi galã de pornochanchadas, mas foram seus papéis de cowboy-nacional que o marcaram. Passou a produzir,  dirigir e atuar em faroestes e policiais vagabundos com apelo erótico, violência e cenas de ação. Durante quase 10 anos, disputou com David Cardoso a coroa de “machão da Boca do Lixo”. Criou um tipo de herói solitário e implacável, aproveitando seus dotes físicos circences e sua cara de malvado. Fazia par romântico com a gostosa Claudete Joubert e passou a produzir outros diretores como Wilson Rodrigues (“Liberdade Sexual”, 1979; “A Dama do Sexo”, 1979; “As Taras de uma Mulher Casada”, 1981). Realizou algumas co-produções com o Paraguai (lugar onde seus filmes faziam muito sucesso) como “O Último Cão de Guerra” (1979) em que vivia um mercenário contratado por um milionário para resgatar sua filha presa numa espécie de campo de concentração de traficantes paraguaios. Um de seus colaboradores, Afonso Brazza, tornou-se seu principal discípulo e retomou seu estilo de heroísmo, assumindo inclusive sua ex-namorada Claudete Joubert. No meio dos anos de 1980, Tony Vieira precisou dedicar-se aos pornôs que assinava com seu nome verdadeiro, Mauri Queiróz. Em 1987 tentou retomar seus filmes de ação com “Calibre 12”, que fracassou principalmente por causa da (má) distribuição. Morreu, com cancêr, sem dinheiro e praticamente esquecido por seu público… Típico final para um herói solitário nacional.

Filmografia Selecionada:

1972- Gringo, O Último Matador; 1973- Sob o Domínio do Sexo; 1974- Desejo Proibido; 1974- O Exorcista de Mulheres; 1975- A Filha do Padre, 1975- Os Pilantras da Noite; 1976- Traídas pelo Desejo; 1976- Torturadas pelo Sexo; 1977- As Amantes de um Canalha; 1978- Os Violentadores; 1978- Os Depravados; 1979- O Matador Sexual; 1979- O Último Cão de Guerra; 1980- Tortura Cruel; 1981- Condenada por um Desejo; 1982- Neurose Sexual; 1983- Corrupção de Menores, 1987- Calibre 12.

pesquisa de Coffin Souza para o zine “Brazilian Trash Cinema” número 3.

The Day of the Bukowski: Toulouse

Posted in Literatura with tags , , , on agosto 16, 2011 by canibuk

16.08.2011 – Hoje é aniversário do padrinho do Canibuk, Charles Bukowski, que se estivesse vivo estaria completando 91 anos de pileques bem vividos!!!

15.08.2011 – Tanto Leyla Buk, quanto eu, temos adoração pela literatura do velho safado, aliás, Bukowski foi um dos grandes responsáveis pela gente se conhecer melhor e estarmos juntos (ontem fez 3 anos que estamos grudados um no outro) e sempre que possível estaremos publicando poesias dele. O Velho Safado é demais!!!

Segue um poema dele que adoramos:

.

Toulouse

ele teve um acidente quando criança

e tiveram que operar suas pernas

e quando terminaram

suas pernas cresceram apenas cerca da metade do tamanho

que elas deveriam ter

e foi desse jeito que ele se tornou

homem.

naquelas pernas bem curtas

ele circulava pelos cafés de Paris

e desenhava dançarinas

e as garotas nos bordéis

e bebia demais

(é estranho como a maioria daqueles

que criam bem parecem ter alguma triste

enfermidade)

ele se sustentava da venda de suas pinturas

e de empréstimos de sua família

e conseguiu algum sucesso

quando surgiu aquela linda

e terrível puta

e ele pintou ela como nunca antes pintara

e acabaram se encolvendo

pernas curtas e tudo.

ela, é claro, dificilmente era fiel,

e uma noite, ao defender sua

infidelidade

ela zombou dele e de suas pernas.

aquilo acabou com o romance.

ele abriu o bico do gás

depois fechou para

que pudesse terminar outro quadro.

.

ele sempre foi um pequeno cavalheiro.

usava um terno limpo e

gostava de usar uma cartola

enquanto desenhava a turbulenta vida noturna

ao redor dele,

fazendo isso melhor do que qualquer um antes,

atravessando as dificuldades,

de alguma forma conseguindo fazê-lo de forma precisa e vívida e

limpa

ao desenhar as putas e

dançarinas

que nunca seriam dele,

e finalmente uma noite

ele terminou seu último

desenho e então

rolando bêbado por uma escada íngreme e

escura

sacudindo as pequenas pernas

se tornou permanentemente envolvido com aquela

outra

derradeira e terrível e bela

puta.

escrito por Charles Bukowski, do livro “Tempo de Vôo para Lugar Algum” (Spectro Editora).

Tesão no Velório

Posted in Buk & Baiestorf, Nossa Arte with tags , , , , , , on agosto 15, 2011 by canibuk

Ella, minha garota, terminava de bebericar sua quinta caipirinha em menos de uma hora, já estava ficando bêbada quando levantei para pegar mais uma cerveja na velha geladeira com a lataria carcomida pela ferrugem. Olhei para ela dizendo:

“A gente poderia achar um velório, o que tu acha?”

Ella sorriu.

“Porra, simmmm! Mas temos que achar um destes velórios onde fique rolando bebidas na madrugada, aquele lance de beber ao morto, saca?”

“Isso gata, tava pensando bem num destes velórios, com bebidas de graça!”

Ella foi ao banheiro se arrumar. E eu, bem, eu virei a latinha de cerveja inteira goela abaixo, ficando um pouco mais grogue.

Era quase uma da madrugada quando chegamos na capela católica que era um lugar “tiro & queda”, sempre rolava algum velório ali. Fomos entrando entre um e outro tropeço na porra de uma escadinha que dava acesso ao local onde havia um caixão contendo uma jovem de mais ou menos uns 27 anos. A menina morta tinha sua palidez de cadáver avacalhada por uma enorme cicatriz que lhe atravessava todo o rosto, desfigurando-a, dando uma espécie de bizarra felicidade à sua face. Ninguém chorava. Uns poucos gatos pingados, não mais que seis pessoas, estavam distantes do caixão rindo de alguma piadinha idiota. O cadáver da menina morta não sorria. Ella e eu também não estávamos sorrindo porque com uma rápida passada de olhos pelo ambiente, constatei que não havia bebidas no velório. Ninguém estava bebendo ao cadáver. Ninguém nem fumava ao cadáver. Porra de gentalha sem espírito de festa.

Olhei para Ella que parecia desapontada e falei resmungando:

“Que caralho, não dá prá acreditar que nos velórios de hoje em dia ninguém mais bebe ao morto!”

Ella, sempre mais calma do que eu, falou apontando para uma porta que estava fechada e que provavelmente daria acesso à cozinha da capela:

“Aposto que tem vinho ali!”

Discretamente, fomos até a porta e entramos sem que nenhum dos vivos percebesse. Era sim a cozinha da capela e num armário, ao lado do fogão à gás, havia algumas garrafas de vinho. Seria o vinho do Padre? Melhor ainda se fosse o vinho do Padre, é sempre ótimo roubar algo de um Padre pedófilo filho da puta. Ou algo assim!

Ella abriu sua bolsa e pegou nosso saca-rolha, que também é abridor de garrafas de cerveja, e plop, garrafa aberta, garganta molhada, felicidade na mente. Enquanto Ella bebia grandes goles do vinho, puxei seus peitos para fora de sua camiseta e comecei a lamber seus mamilos pontudos que logo ficaram durinhos. Meti a mão por baixo de sua saia e meus dedos encontraram sua bucetinha, sem calcinha, completamente molhada. Ella estava com tesão. Peguei a garrafa de vinho e bebi. Ella abriu meu zíper e agarrou meu pau, que começava a endurecer, com fome de porra. Com a boca Ella me chupava com violência, metendo ele todo na garganta. O vinho era uma merda, mas o boquete de Ella fazia-o ficar divino. Depois de alguns minutos me estuprando com sua boca maravilhosa, Ella parou de me chupar e levantou colocando meu pau de volta para dentro das calças.

“Amor, está quieto demais aqui, não escuto mais as risadinhas daquele pessoal!”

Porra, verdade, a capela toda estava mergulhada num silêncio mortal. Abrimos a porta da cozinha da capela e espiamos para fora. Tudo era silêncio. Na capela somente o caixão daquela jovem com a imensa cicatriz no rosto sorrindo para nós. Como ela teria adquirido aquela cicatriz? Provavelmente em algum acidente de carro, mas gosto de pensar que a menina tenha sido estuprada pelo Bispo da região e que ele tenha marcado o rosto dela com seu facão santo.

Enquanto fiquei nesses devaneios sexuais imaginando a defunta numa orgia de sangue e porra com o Bispo, Ella, que sempre foi mais prática do que este que vos escreve, apareceu com mais uma garrafa de vinho surrupiada do armário da cozinha da capela. Santo armário da cozinha da capela, porra, era melhor que Cristo na mágica de fazer surgir vinho do nada. Bebi vários goles bem generosos e coloquei meu pau prá fora das calças novamente, escorando minha bunda contra o caixão da jovem defunta. Ella ajoelhou diante do meu pau e voltou a engolir ele inteiro, dando uma piscadinha cúmplice para mim com seu olho esquerdo. Ella e eu sempre que temos oportunidade ficamos com joguinhos sexuais em lugares públicos ou inusitados.

“Morde meu saco!” falei sentindo a glande do pau entrando pela garganta dela.

Então Ella colocou minhas bolas na boca e mordeu. Porra, adoro quando ela morde meu saco, mas acho que todos os caras com saco adoram isso. Posso estar enganado, lógico, nesta onda de puritanismo deste início de século, está cheio de Mané que só gosta de trepar no escuro, estilo papai-mamãe. São doentes.

Ella se levantou, pegou a garrafa de vinho e se virou de costas para mim. Meti meu pau duro na buceta dela e comecei uma série de estocadas fortes, penetrando-a fundo enquanto segurava na sua cintura, controlando nossos movimentos. Ella rebolava animada no meu pau. Minha bunda ficava batendo contra o caixão da jovem defunta que balançava a cada metida que eu dava na buceta de Ella. Depois de alguns minutos, já todo suado, comecei a ficar cada vez mais ofegante. Estava quase gozando na buceta quando Ella falou:

“Me diz quando tu vai gozar que quero beber tua porra!”

“Eu já vou gozar!”

Ella tirou meu pau de dentro de sua buceta e bruscamente se virou para receber minha porra em sua boquinha. Exatamente nesta ação que deixei o peso do meu corpo contra o caixão e caí, com caixão e tudo, gozando quente e grosso, urrando de prazer. Bati com a cabeça no chão, louco de tesão, ejaculando uma quantidade absurda de porra. Boa parte de minha porra caiu exatamente no rosto da menina morta, deixando a cicatriz dela toda esporrada.

Ella ria descontrolada tentando dizer:

“Você se machucou gato?”

Levantei com meu pau melecado e um galo na cabeça. Ella ainda deu uma lambidinha na cabeça do meu pau prá limpar a porra que ficou por ali. Comecei a rir descontrolado também ao ver o rosto do cadáver cheio de porra.

“É melhor a gente cair fora gato!”

E saímos dali por uma janela que havia na cozinha da capela onde os velórios católicos da cidade eram realizados. Antes de voltarmos para nossa casa passamos por um posto de gasolina onde pegamos mais vinho, a noitada ainda estava longe de acabar. Depois do posto de gasolina nosso pileque ficou tão grande que simplesmente, tanto Ella quanto eu, não lembramos de porra nenhuma. Acordamos em casa, depois do meio-dia.

Acendi um cigarro enquanto esperava o café passar e Ella foi pegar o jornal que trazia em sua capa a bombástica notícia de uma garota que havia sido molestada e assassinada com uma facada no rosto pelo Bispo católico e havia ressuscitado durante seu velório na capela católica na madrugada. EXTRA, EXTRA, MILAGRE NA CAPELA SÃO PEDRO. Os religiosos atribuíam o milagre ao Jesus Cristo que teria recompensado a garota devolvendo-lhe a vida pelos maus tratos que sofreu do Sr. Seu Bispo, um agente de Satanás infiltrado entre os católicos puros de coração, e, continuava a matéria do jornal,  já se apressavam em querer torná-la a mais nova santa de sua igreja.

Ella e eu tivemos novo ataque de riso, não tão forte quanto o da madrugada porque nossas cabeças estavam pesadas demais por conta da ressaca. Caralho, minha santa porra ao serviço da Igreja, não é demais?

 Escrito por Petter Baiestorf com ilustrações de Leyla Buk.

Sahara Rock’n’Roll

Posted in Música with tags , , , , , on agosto 13, 2011 by canibuk

Pouquíssimas pessoas aqui no ocidente imaginam que na região aos arredores do deserto do Sahara existam diversos grupos de rock’n’roll  criando e divulgando música de protesto como não se via desde os anos 60 do século passado. Como sou um eterno pesquisador de cultura não convencional e estou sempre em busca de coisas diferentes (principalmente em música e cinema), acabei achando alguns grupos musicais (não dá prá chamar de bandas porque não é exatamente uma banda, nos moldes ocidentais) que apresento aqui aos leitores do Canibuk. Quem curtiu o que viu aqui, continue a pesquisa por conta própria e tenha ótimas surpresas. Este post é somente uma introdução-dica aos trabalhos de alguns destes grupos que foram lançados aqui no ocidente pela Sublime Frequencies, um coletivo de pesquisadores de música folk, baseado em Seattle, USA.

Group Inerane:

Liderado pelo guitarrista Bibi Ahmed, são o som da revolução Tuareg, usando seu som para comunicar idéias e protestos. O grupo foi criado nos campos de refugiados da Líbia e resgata a rica tradição da guitarra Tamachek para as novas gerações.

Group Bombino:

É um grupo musical de Agadez, Níger, liderado pelo Tuareg Omara Moctar e incluí alguns membros do Grupo Inerame na sua formação. As letras do grupo são, geralmente, canções de protesto sobre rebeliões do povo Tuareg contra os governos de Níger e Mali.

Group Doueh:

Doueh, que pronuncia-se “Doo-Way”, é o líder do Group Doueh e se diz influenciado por Jimi Hendrix e James Brown. Sua esposa Halima e seu amigo Bashiri são os vocalistas e suas letras são poesias cantadas na língua Hassania com uma guitarra distorcida que não se ouvia desde os tempos de Hendrix.

Tinariwen:

A banda foi formada nos campos de refugiados da Líbia, mas retornou ao Mali durante um cessar-fogo na década de 1990. Tinariwen é composto por um bando de músicos Tuareg do deserto do Sahara, região norte de Mali. Sua popularidade cresceu internacionalmente com o lançamento do disco “Aman Iman”, em 2007. O fundador do grupo, Ibrahim Ag Alhabid, quando ainda criança, assistiu um filme do gênero western onde um cowboy tocava guitarra e resolveu construir sua própria guitarra de lata e fios de freio de bicicleta.

Shunga e alguns fetiches.

Posted in Arte e Cultura, Arte Erótica, Fetiche with tags , , , , , , , , , , on agosto 12, 2011 by canibuk

Um dos mais lindos estilos da arte erótica japonesa, Shunga foi criado por grandes artistas do Japão e se tornou popular entre ricos, pobres, jovens e velhos e tinha como função o estímulo visual, sendo também utilizado pra educação de jovens sobre sexo e manual de instruções para recém-casados, com ilustrações que variavam entre sensuais até a mais pura pornografia.  A visão ocidental sempre foi preconceituosa com relação ao que vem do oriente, qualquer fetiche, qualquer coisa que esboce um sexo diferente do que conhecemos  por “normal” por aqui, logo tachamos de bizarro, de maluco, de nojento e inaceitável e foi com essa visão, depois da introdução da cultura ocidental na oriental, que o Shunga foi censurado e passou muito tempo no esquecimento, só a partir dos anos 80 voltou a ser tema de estudos e pesquisas, mas até hoje sofre preconceitos por fugir dos padrões que as relações ocidentais estabelecem. Não pode mostrar buceta, cu  nem pau, sexo diferente e com posições que fujam do corriqueiro? Menos. Isso ofende as pessoas! Engraçado ver como isso tudo aconteceu há muitos anos, mas é assim ainda hoje, a mentalidade das pessoas não evoluiu, a censura continua por aí por coisas tão bobas quanto uma arte linda como o Shunga.

O Shunga traz temas frequentes nas gravuras e segue abaixo alguns dos fetiches mais comuns nessa arte.

Vesturário – No japão a nudez não é tão sexualizada como aqui. Então é frequente no Shunga o casal está  vestido e apenas com os orgãos genitais à mostra.

Exibicionismo – É comum representarem atos sexuais em locais públicos, com algum despercebido ao fundo ou não.

Sexo despercebido – Muitas vezes retratam a relação sexual onde a mulher está distraída e não presta atenção ao ato.

Bondage – Mulheres amarradas e em cativeiros.

Voyeurismo – Algum cusioso aparece pra espiar algumas vezes, hehehe.

Tentáculos – Um dos grandes fetiches japoneses até hoje.

Essa imagem é do artista Katsushika Hokusai e, segundo minhas pesquisas por aqui, é a primeira imagem erótica com tentáculos, muito famosa e copiada até hoje.

Estranha Parada

Posted in Quadrinhos with tags , , , , , , on agosto 11, 2011 by canibuk

Em junho de 1981 saiu a revista “Almanaque Sobrenatural” número 4, da editora Vecchi, que em suas páginas trazia uma HQ escrita por Lobo e desenhada pelo Bonini que se chamava “Estranha Parada”. Na época que essa revista saiu nas bancas eu tinha 7 anos incompletos (faço aniversário em novembro, então tinha uns 6 anos e alguns meses), mas meu pai comprou ela prá mim porque eu já esboçava minha preferência por arte e não esportes ou religião. Tenho até hoje na memória que fiquei fascinado com a HQ “Estranha Parada”, foi a primeira vez que vi referências ao sexo não convencional. Aquela cobra rastejando em direção ao paraíso, com a mulher amarrada no chão, suas pernas abertas e a calça abaixada, me deixou com tesão na época (apesar de que, com quase 7 anos, eu não sabia o que era tesão) e a idéia de cangaceiros esqueletos causou grande impressão em mim. Com meus quase 7 anos de idade, percebi que era possível misturar tudo e criar algo novo, o que só me causou problemas nos colégios nos meus anos seguintes, mas isso é coisa prá outro devaneio nostálgico que terei em outra oportunidade.

Posto aqui a HQ “Estranha Parada”, hoje em dia ela se tornou uma peça bem inocente e bobinha, mas gosto de pensar que essa idéia/argumento do roteirista Lobo poderia servir de ponto de partida para um filme sobre cangaceiros fantásticos, com uma pegada de horror gore erótico, personagens insanos, diálogos sarcásticos e tudo mais que deixa um filme virar uma boa e saudável diversão.

Sangue, esperma, revolta e excrementos.

Posted in Bebidas, Bizarro, canibalismo, Música with tags , , , , , , , , on agosto 10, 2011 by canibuk

Se não existisse algo como rock ‘n roll, Cristo, eu seria, não sei, um Serial Killer, sabe? Alguma coisa… eu tenho toda essa raiva dentro de mim. Vou lhe dizer, minha música sempre soou dessa maneira. Eu não estava a espera de uma moda ou tendência, eu fazia por conta própria.

Depois de passar a madrugada toda ouvindo no Repeat o álbum “Freaks, Faggots, Drunks & Junkies” do GG Allin. tinha que postar qualquer coisa aqui desse podrão, coisa que já queria ter feito tem um tempo, mas sempre fui adiando.

GG Allin tinha pais religiosos e recebeu o nome de Jesus Christ Allin ao nascer no dia 29 de agosto de 1959 (em agosto só nasce gente foda e doida, não? ahahaha), nome que foi mudado por sua mãe logo antes dele entrar na escola. Ela achou que  o nome não combinava muito com a personalidade do filho. Mais tarde o mundo veria.

GG  teve várias bandas punk e acho que a palavra que define bem o cara artisticamente e pessoalmente é CAOS! Os shows eram famosos porque GG exagerava nas bizarrices, cagando no palco e comendo a merda, enfiando microfone no próprio cu, se cortando com cacos de vidro, batendo punheta e daí pra mais. O shows começaram a terminar sempre do mesmo jeito, com a polícia invadindo  e o  levando  preso.  O cara foi banido de praticamente todo o lugar onde tocou. GG era aquele tipo de pessoa que fugia completamente daquilo que a sociedade chama de convencional e, claro, começou a ser perseguido por isso, era perigoso, ia contra o que era pregado como moral e bons costumes. Era o mal exemplo ou “uma celebridade por todos os motivos errados”, como dizia seu boletim da condicional .

“São as pessoas do poder tentando delimitar e cercear, dizendo “ok, isso é aceitável, mas isto não é” e eu sou o que não é aceitável, porque eu não estou em uma grande gravadora. Em outras palavras estão dizendo o que é o underground. Eu sou o verdadeiro undergorund, e eles sabem, mas não querem que você saiba sobre mim, então eles estabelecem o limite. Eles dizem”qualquer coisa pior que isso é ilegal”, então ninguém irá olhar além, mas lá estou eu, eu sou o que está além do aceitável.”

Sua música não fugia do que ele era, uma guerra contra os valores sociais.  Letras depravadas e agressivas, com sangue, sexo,  violência e porrada.

Todos os discos são diferentes, cada um é um retrato do que eu vivia no momento. Eu sempre acho que o último é sempre o melhor.  “Freaks, Faggots, Drunks and Junkies ” ainda é maravilhoso.  Eu estava enlouquecendo na época, tinha gente querendo me matar. Eu estava mandando cartas desaforadas pra todo mundo que eu conhecia na época, xingando todo mundo. “Eat My Fuck” era jóia. A versão original acho que lancei 1500 cópias e fiz as capas eu mesmo durante um dia inteiro.  Eu comprei capas totalmente brancas e aí fiz o contorno do meu pau em cada uma delas com um pincel atômico, depois desenhei o esperma sendo ejaculado. A garota que eu estava na época ficou me fazendo sexo oral o dia todo, aí pude mantê-lo sempre no mesmo tamanho.  Mas isso já faz muito tempo, meu lance agora é muito mais político“.

O cara fazia o que queria e não se arrependia disso, propagava suas idéias e vontades e, claro, pagava as consequências, coisa que qualquer um que decide viver por sua própria conta e cabeça acaba passando em maior ou menor escala, seja sofrendo censura, preconceito, sendo ignorado ou chamado e tratado como louco e ameaça. Você pode mudar e  se moldar todo ou continuar sendo você mesmo, cagando,  jogando a merda no planeta e ficando de cara dura e erguida pra receber os respingos que voltam!

GG Allin morreu de uma overdose de heroína em junho de 1993.

O que você quer que o cidadão comum saiba sobre você?

Que eu estou falando sério. Que eu irei preso, que eu vou morrer pelo que acredito. Mas não sei se eles vão entender. Tire toda a merda do Rock ‘n roll e o que sobra sou eu.  Não preciso de mais ninguém, não tenho influências, não tenho heróis, é só eu mesmo. Eu vou mais além, acho que tenho feito tudo o que me propus a fazer. Faço o que quero. Quantas pessoas podem dizer o mesmo?

O Carro e a Liberdade Burguesa

Posted in Anarquismo, Anti-Carros with tags , , , , , , , on agosto 9, 2011 by canibuk

Crossland, o grande político trabalhista dos anos 1950, que viu no acordo pós-guerra o advento do socialismo, disse uma vez: “Por trás de um voto, um homem: de um homem, um carro!”. Claramente, para os ideólogos do pós-guerra, de Crossland a Thatcher, o carro é a epítome da liberdade e da democracia, e nós certamente concordaríamos!

Para o indivíduo, a posse de um carro oferece um salto para a liberdade e a oportunidade. A liberdade para ir aonde e quando quiser. Uma liberdade impensável para as pessoas das primeiras gerações da classe trabalhadora. Certamente, para o homem, aprender a dirigir é a principal ruptura com as restrições sufocantes da família e o primeiro passo para chegar à idade adulta.

Contudo, esse aumento da liberdade individual serve para reduzir a liberdade de todos os demais. Outros motoristas de carros passam a enfrentar muito mais congestionamentos e atrasos. Os pedestres acabam ficando mais limitados pelo medo de morrer ou de ferir-se gravemente por um carro, enquanto as pessoas sofrem com mais barulho do tráfego e muito mais poluição.

A liberdade de movimento oferecida pelo carro torna-se cada vez mais uma liberdade formal, uma representação da liberdade, assim como todos os lugares se tornam os mesmos tão logo sejam asfaltados e poluídos para se tornarem caminhos para o carro. À medida que o carro se torna a norma, a sua própria liberdade transforma-se numa necessidade, uma vez que atos mundanos, como fazer compras, tornam-se impossíveis sem acesso a um carro. Já é o caso em Los Angeles, Londres ou São Paulo, com o crescimento de megalojas fora da cidade.

Por delinear-nos como cidadãos consumidores, a liberdade do carro, como todas as liberdades burguesas, nos joga em uma guerra de todos contra todos, em que os outros motoristas aparecem meramente como obstáculos e limitações ao nosso próprio direito inalienável de movimento. Esse direito inalienável de movimento, conseqüentemente, implica o dever de obedecer ao código rodoviário e às leis de trânsito, que, por sua vez, são reforçados e garantidos pelo Estado. Policiando as estradas e se comprometendo a continuamente fornecer mais espaço para elas, o Estado assegura a liberdade burguesa de movimento.

Contudo, como o volume de tráfego cresce a uma taxa mais rápida do que a construção de estradas, o carro não tem aonde ir (exceto para levar o seu proprietário ao trabalho), mas tem algo importante a dizer. O carro há muito tempo tem se tornado menos um meio de transporte e cada vez mais um meio de identidade. Reduzindo a possibilidade de uma comunicação direta, o carro deve dizer o que somos por nós. Quer sejamos um ascendente social ou um ecologista consciente, o carro diz tudo.

Apesar da ofensiva da classe trabalhadora dos anos 1960 e 1970, que levou o modo fordista de acumulação à crise e forçou uma maior reestruturação do capital, a contínua centralidade do carro não foi afetada. Certamente, a luta associada das mulheres e da juventude contra a antiga estrutura da família patriarcal, que encontrou sua expressão material moderna no carro dirigido pelo pai de família, com projeto incluindo esposa e dois filhos, foi há muito tempo recuperada no direcionamento da venda de carros às mulheres e aos jovens (e aos que querem ser jovens).

Assim o carro tornou-se não somente central à acumulação de capital nos últimos cinqüenta anos, mas também um meio vital de consolidação do compromisso de classe que tornou tal acumulação possível. A promessa de liberdade física e de mobilidade oferecida pelo carro levou à desmobilização política da classe trabalhadora.

Ned Ludd, livro “Apocalipse Motorizado” (Ed. Conrad).

Canibuk defende o aumento de impostos na gasolina e nas vendas de automóveis/caminhões e que esses impostos sejam usados para a construção de ciclovias e no barateamento das bicicletas. Também defendemos a isenção do imposto aos produtos da cesta básica e defendemos Saúde e Educação gratuíta à todos durante a vida inteira.