Os Bons Tempos da Dureza Literária

Algumas noites atrás eu falava com a Leyla sobre o ato de bater uma saborosa punheta, quando me lembrei como eram as noites de punhetas (todas as noites e dias, pois sempre é hora e lugar para uma punheta), antes de existir Internet, quando tínhamos que ir atrás de quadrinhos pornográficos, livros eróticos, ou torcer para alguma estação de TV programar um filme com peitinhos e buceta aparecendo (de longe, com pentelhos escuros, que alimentavam os sonhos adolescentes) ou, ainda, apelar prá imaginação e, como um Mr. Teas espinhento, imaginar as mulheres que tu viu durante o dia peladinhas. CACETE UP,  fricciona, fricciona, fricciona, aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!

No meu tempo de adolescência (e nem sou tão velho assim), muitas vezes, cara batia punheta lendo livro (isso mesmo, livros, aquelas coisas de papel e letrinhas e idéias e ideologias com inúmeras páginas), pegava o livro erótico (quantos mais pornográfico e sujo melhor), segurava ele com uma mão e com a outra mão livre, mexia no pau: Cabecinha do pau ficava lubrificada e tu deslizando suavemente seus dedos sobre ela enquanto a mente viajava nas linhas de putaria do livro. Bons tempos onde até batendo punheta você estava exercitando o hábito da leitura (na época não existia essa facilidade de baixar filme pornô em alguns minutos no computador, que eram aparelhos inexistentes, aliás, nem os aparelhos de VHS eram tão populares assim e prá pegar pornô em vídeo-locadora tu tinha que, antes, convencer um adulto a pegar para você – era mais fácil comer uma amiguinha da mesma idade do que ver um pornô).

Naquela época, com 14 ou 15 anos, lembro que eu e amigos quando bebíamos juntos, um dos papos mais recorrentes era este: “Não seria maravilhoso se tívessemos aqui na cidade uma biblioteca com todos os livros, todos os discos, todos os filmes do mundo?”… Porra, na época nem sonhávamos que aquele papo viria a se tornar realidade com a criação da internet. Mas hoje vejo que toda essa informação disponível não significa nada. Antigamente cara conseguia um disco por mês, um livro, algumas revistas de HQ, via vários filmes com cortes na TV e assimilava as coisas, as idéias, bem ao contrário dos dias de hoje em que os jovens tem no HD todos os discos, todos os livros, todos os filmes, tudo, tudo, TUDO e simplesmente nem assistem. Hoje o quente é dizer: “Tenho toda a discografia da banda X no meu HD, só não ouvi ainda!”. Tá, vai se foder piralho!

Mas voltando às delícias da punheta, depois deste papo com a Leyla (que me inspira sempre), lembrei de um livro chamado “Swing – Sexo Sem Limites” (130 páginas, editora Top-Livros), assinado por Eurico Félix, que li quando tinha uns 12 prá 13 anos e era um dos meus preferidos. Reproduzo aqui algumas passagens do “Swing” para você conhecer e, se possível, bater uma punhetinha gostosa aqui na frente do computador:

“(…)

Descansou o copo no canto do bar e de um único gesto tirou o vestido, mostrando-se inteiramente despida. Colocou os braços para trás, ao longo do corpo, cruzando as mãos à altura das nádegas. Com isso, empinou os seios. De pés juntos, curvou um pouco para frente o joelho esquerdo, sorrindo. Ted verteu na garganta um gole maior, dando graças aos céus por ter uma mulher tão sensual, apetitosa. Levantou-se e a abraçou. Em seguida, levou-a para o quarto, onde também se despiu. Lea estava excitada só de vê-lo apontando para ela. Mas Ted não veio de imediato. Controlou seus impulsos e primeiro visitou o banheiro, onde deu uma bela cagada. Ao voltar, todo cagado, pois a pressa era acentuada e o fez esquecer-se do detalhe, Lea estava se retorcendo na cama, amarfanhando os lencóis. Ted perdeu de vez o controle ao vê-la com a mão brincando dentro de si mesma. Esmagou-a sob seu peso e substituiu os dedos dela pelos dele, para ir no fundo, no âmago da sua quentura, buscar o início para o delírio que chegava nele e passava a ela em descargas elétricas que quase em seguida começaram a resultar em tremores e convulsões incontidas.”

(…)

“- Para, para! – Mas Julius continuava. Seu rosto bateu contra a areia, o corpo todo ia arriar, quando Julius chegou ao seu orgasmo final, forte e impetuoso. Mas, quando o fazia, descuidou-se e soltou o corpo de Rebeca. Com isso a mulher foi à areia, mole. Os fortes esguichos quentes do esperma de Julius, então, foram se alojar, gosmentos, nas suas costas. Ficou quieta, a mulher-fêmea satisfeita, por quase 10 minutos com o esperma a escorrer pelas costas até seu pescoço. Depois, foi ao riacho, onde lavou-se, tirando lenta e prazeirosamente o esperma ressequido das costas. De Julius, nem sinal. Melhor. Vestiu o short e a blusa, já quase secos. Quando sentiu as pernas bem firmes, dirigiu-se à casa.”

(…)

“Lea do seu quarto foi onde supunha encontrar Ted. Lá estava, isto sim, o Gordo, deitado, olhos fechados, braços e pernas abertos, uma figura cômica. Procurando não fazer ruído, Lea chegou perto da cama. Gordo abriu os olhos e ficou admirado, com a reação instantânea do seu membro. Se antes, no rio, a vira nua e não sentiu desejo, agora a situação era outra. Lea estava ali, na sua frente, sorrindo, os seios apontando para seu rosto. E agora ele podia trepar com ela. Agora podia beijá-la, acariciar suas formas. A mão dela agarrou seu pênis e deu pequenos apertões. Lea subiu sobre ele, para fazer sumir dentro dela o pênis rijo. Então, a abraçou com força, unindo os lábios aos delas, macios e quentes, quase tão quentes quanto a sensação que sua vagina lhe dava.”

(…)

Moral do post: Não tenha tudo, mas conheça a fundo tudo que você tem!

escrito por Petter Baiestorf. Ilustrações de Leyla Buk (originalmente feitas para o filme “O Doce Avanço da Faca”, 2010).

Uma resposta to “Os Bons Tempos da Dureza Literária”

  1. Ja bati punheta lendo Clive Barker, a parte da orgia dos atores fantasmas naquele romance dele sobre hollywood , que agora esqueci o nome.

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