20 Million Miles to Earth

“20 Million Miles to Earth” (“A 20 Milhões de Milhas da Terra”, 1957, 82 minutos) de Nathan Juran. Animação de stop motion de Ray Harryhausen. Com: William Hopper e Joan Taylor.

Incrível como nos dias de hoje os estúdios de cinema gastam mais de 100 milhões de dólares numa produção repleta de clichês (qualquer mega-produção atual, pode escolher a melhor de todas) e essa nova produção não vai chegar nem à altura das frieiras dos pés deste clássico da sci-fi, “20 Million Miles to Earth”, que conta a históriada primeira expedição interplanetária que, após ter explorado Vênus com sucesso, cai no Mediterrâneo (pertinho da Sicília, Itália) e dois tripulantes são salvos por pescadores. Um dos tripulantes sobrevive e precisa localizar o espécime que eles haviam trazido de Vênus, Ymir (que ainda na qualidade de ovo é encontrado por um esperto moleque), uma espécie de réptil venusiano que rapidamente cresce, se tornando um ameaçador gigante que é perseguido pelo exército americano (com ajudinha do atrapalhado exército italiano).

O grande responsável pela personalidade (e criação) da criatura venusiana Ymir (nome pelo qual a criatura não é chamada nenhuma vez durante o filme porque os produtores achavam que “Ymir” poderia ser confundido com a palavra árabe “emir”) é o animador de stop motion Ray Harryhausen, que se inspirou no “King Kong” original (1933), com efeitos de animação de Willis H. O’Brien, para dar vida ao simpático réptil de vênus. Impossível não torcer o tempo todo pelo monstrengo que, acuado pelos terráqueos, é muito mais humano e cheio de sentimento do que os militares que aparecem no filme (claro que militar é treinado para ser desumano sempre).

(Cartaz cortesia do Museu Coffin Souza).

As filmagens de “20 Million Miles to Earth” (filmado com o título provisório de “The Giant Ymir” e depois lançado também com o título “The Beast From Space”) aconteceram em Roma, Itália, porque Harryhausen queria férias por lá. Harryhausen também queria rodar a produção em cores, mas o baixo orçamento não permitiu e o filme foi feito com negativos em preto e branco. Em 2007 o próprio Ray Harryhausen foi o consultor de cores na restauração/colorização do clássico “20 Million Miles to Earth” magnificamente feita pela empresa Legend Films e que já foi lançada, em DVD duplo, aqui no Brasil pela Sony Pictures. No disco 1 tem a versão original em preto e branco e a versão colorizada (onde finalmente vemos Ymir verde) e faixa de comentários em áudio; já no disco 2 são vários extras: “Relembrando 20 Milhões de Milhas da Terra”, “O Processo de Colorização”, entrevista com a atriz Joan Taylor, livro 20 Milhões de Milhas daTerra, galerias de imagens com fotos de arte, produção e do trabalho de Harryhausen e uma entrevista onde o mala do Tim Burton baba o ovo do gênio Ray Harryhausen. O DVD já foi lançado vários anos atrás, comprei o meu naquela época, mas acho que ainda é possível encontrá-lo (junto de “20 Million Miles to Earth”, foram também lançados aqui no Brasil “It Came from Beneath the Sea/O Monstro do Mar Revolto” e “Earth Vs. Flying Saucers/A Invasão dos Discos Voadores”, ambos com efeitos de animação de Harryhausen e em edições duplas cheias de extras).

Nathan Juran, o diretor do filme, foi um expert do cinema de sci-fi e fantasia americano, com vários clássicos na manga, como: “The Brain from Planet Arous” (1957), “Attack of the 50 Foot Woman” (1958), “The 7th Voyage of Sinbad” (1958), “Jack the Giant Killer” (1962), “First Man in the Moon” (1964), entre vários outros (incluíndo muitos episódios de séries de TV, como “Voyage to the Bottom of the Sea”, “The Time Tunnel” e “Lost in Space”).

4 Respostas to “20 Million Miles to Earth”

  1. […] From Beneath The Sea/O Monstro do Mar Revolto” (1955, disponível em DVD no Brasil), “20 Million Miles to Earth/A 20 Milhões de Milhas da Terra” (1957, disponível em DVD no Brasil, veja também a fotonovela do filme, “A Milhões […]

  2. […] baratos, grandes negócios lucrativos. Em 1976 o produtor Dino De Laurentiis lançou o remake de “King Kong” (1933) e Frank Agrama rapidamente lançou este hilário “Queen Kong” (que nunca foi lançado […]

  3. […] (1956), entre outros, se tornou assistente de diretores como Guy Hamilton, Michael Anderson, Nathan Juran e Nicholas Ray. Sua primeira direção de um longa foi com a comédia “Despedida de […]

  4. […] do livro “O Médico e o Monstro”, “The Brain from Planet Arous” (1957) de Nathan Juran, sobre o cérebro de um criminoso do planeta Arous que assume o corpo de um cientista terráqueo; […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: