Escravo

Derrame à mim teus encantos,
se fores capaz de me erguer com gemidos
como um mercúrio sujo de sêmen boca a baixo.

Do quente vivo das angústias que me queimam entre as pernas,
meus gritos…
música falsa daqueles que me deixaram na miséria da carne…

Tenha humanidade onde me falha o animal…

Cruze suas presas nas minhas.

Urine em mim como oxigênio nocivo mata gafanhotos de fogo,
como ozônio queima nuvem, destrói chuva…

Me tire dos conventos de minhas vergonhas e invejas.

Deixar tua voz moribunda com arranhões,
que com profundidade absurda,
atinjam teu inferno e despertem teu diabo calado
para fazer par com meu gritante demônio insaciável,
é a meta sonâmbula do que masturba o inconsciente…
o impossível.

Minha libido-mulher esfola as coxas buscando o alívio incestuoso
da proibição de tal feito…

O pecado encharcado deixa os soldados rasos corados, mas
tu meu tenente eu promovo a escravo.

(Iza grunge)

2 Respostas to “Escravo”

  1. Iza grunge Says:

    Valeu lindos. Adorei a imagem, muito foda!

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