A Luta em Marcha

Não há cutelo que corte

Folhas à nova semente

Já que a acha do mais forte

Vai ruindo lentamente.

.

Soam os gritos de guerra

Do servo, branco ou preto,

Que bradam por toda a terra

O seu direito de veto.

.

O povo trabalhador

Não aceita a opressão

Marcha contra o opressor

Aos gritos de revolução.

.

A mulher escravizada

No mesmo pé de igualdade

Ergue na santa cruzada

O pendão da liberdade

.

Cavaleiros do futuro

Em destemidos corcéis

Vão desbravando o monturo

Desses destinos cruéis.

.

Destruir pra construir

É sua nobre missão

Como forças do porvir

Na guerra da redenção.

.

O estado e as camarilhas

Hão-de rolar pela terra

À luz de novas cartilhas

A razão da nossa guerra.

.

Pão, justiça, igualdade!

Jamais a lei do mais forte!

Pelo sol da liberdade

Contra o reinado da morte!…

.

poesia de Artur Modesto.

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