Arquivo para fevereiro, 2015

Entrei em Pânico no Youtube

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 23, 2015 by canibuk

Felipe M. Guerra escreveu me avisando que, diante da impossibilidade de realizar um lançamento em DVD/Blu-Ray (porque estes lançamentos não se pagam mais, eu mesmo parei de fazer lançamentos físicos porque vende pouquíssimo), resolveu colocar seu filme no youtube.

Na palavras do próprios Felipe:

“Em 2001, quando as duas únicas opções para fazer cinema no Brasil era ser filho de banqueiro ou aventurar-se no mundo encantando das câmeras VHS, eu fiz uma sátira aos filmes slasher chamada “Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-feira 13 do Verão Passado”, gravada em VHS e com “orçamento” de 250 reais. Na época a série “Pânico” fazia muito sucesso e tinha gerado um ‘revival’ desse tipo de produção, mas eram filmes muito ruins, sem sangue, sem mulher pelada, enfim, sem aqueles elementos que faziam os velhos “Sexta-feira 13” tão divertidos. E eu resolvi brincar com os clichês do subgênero, usando amigos como atores, sangue de suco de groselha e efeitos caseiros. Seja por causa do título gigante, seja por causa da curiosidade de uma produção de horror ter sido feita no interior do Rio Grande do Sul, o filme teve uma repercussão tremenda, bem mais do que merecia. Até hoje, acho que é um dos filmes independentes brasileiros mais conhecidos, mas menos vistos.

Entrei0
“Entrei em Pânico… Parte 2” surgiu de uma piada que não funcionou no final da Parte 1, quando os protagonistas fugiam de carro deixando o assassino vivo pra trás e diziam: “A gente volta na Parte 2 pra dar porrada nele”. Obviamente era só mais uma gozação, mas o final em aberto fez com que muita gente realmente me cobrasse pela Parte 2.
Em 2006 eu lancei um filme que gosto muito, uma comédia com toques de horror chamada “Canibais & Solidão”, que não teve repercussão nenhuma porque era mais comédia que terror. Inclusive não passou em festival nenhum na época. Aí eu resolvi fazer o “Entrei em Pânico… Parte 2” e dar ao público o que queria – sangue e tripas -, porque o primeiro filme teve reportagem na SET, no Fantástico e até numa revista espanhola de cinema fantástico, e eu queria tentar repetir esse “sucesso”.
O roteiro foi escrito em 2008, mas o filme só saiu em 2011. É por isso que os personagens vivem falando que o massacre do filme original aconteceu sete anos antes, e não dez. Acontece que no começo de 2009 eu me mudei para São Paulo, para fazer meu Mestrado, e voltava à minha cidade-natal (Carlos Barbosa, RS) somente de vez em quando, e era aí que filmávamos. Por isso que levei quase três anos para terminar o filme! Os atores e atrizes mudaram de peso e corte de cabelo umas 20 vezes durante as gravações, e a história do filme se passa apenas em alguns dias, mas ninguém nunca notou nada – e, se notou, não me disse.

Entrei1
Para a continuação, eu trouxe de volta vários personagens do original, inclusive um que morreu no primeiro filme (meu irmão Rodrigo, ressuscitado milagrosamente e com direito a uma piada ironizando esse tipo de absurdo em filmes). Minha ideia original era colocar todos os atores do primeiro filme neste, inclusive os que morreram, pois eles iriam aparecer como fantasmas que o personagem Goti enxergava devido ao trauma de ter sobrevivido ao massacre. Mas, durante o processo de filmagem, eu percebi que isso deixaria o filme muito longo e enrolado, e o original já era assim (demorava muito para a matança começar), então cortei toda essa ideia dos fantasmas.
Uma coisa que eu fiz questão de ter na Parte 2 eram efeitos especiais elaborados. No primeiro filme eu mesmo improvisei os efeitos sem nem saber como fazer direito, então neste eu paguei uma graninha para o Ricardo Ghiorzi, um técnico de efeitos especiais de Porto Alegre, me ajudar nesse departamento. Ele foi o responsável pela grande cena do filme, em que cinco jovens são mortos de uma vez só. Sempre achei engraçado esse negócio de, nos slashers, o assassino matar uma pessoa por vez, então fiz essa cena pensando num massacre coletivo mostrado no ótimo “Chamas da Morte” (The Burning, 1981). Levamos mais de seis horas para filmar uma cena que, editada, não chega a cinco minutos!

Entrei2
“Entrei em Pânico… Parte 2” custou quase 3 mil reais e deu bastante trabalho por causa do cronograma bizarro de filmagens. Eu só podia filmar quando voltava para minha cidadezinha, mas nem sempre os atores estavam disponíveis. Então tive que cortar ou alterar cenas inteiras para me adequar ao tempo e aos atores que tínhamos disponíveis em determinados momentos. Mas é um filme que a gente se divertiu muito fazendo. Inclusive, durante a gravação da última cena, eu fiz questão de tomar um banho de sangue falso atirado sobre mim pelos próprios atores.
Este foi meu filme de maior repercussão até agora. Não tanto quanto o primeiro, que chegou a revistas e ao horário nobre da Globo, mas somente porque os tempos são outros e hoje todo mundo está fazendo seu próprio filme, então isso deixou de ser notícia. Porém o filme circulou por praticamente todos os festivais de cinema fantástico e/ou independente do Brasil, e foi exibido em mostras na Argentina, em Porto Rico e no México, o mais perto que um filme meu chegou de Hollywood! Enfim, provavelmente foi meu filme mais VISTO, enquanto o primeiro as pessoas só conhecem de nome.

Entrei3
De 2011 para cá, fiquei remoendo a ideia de fazer um DVD duplo caprichado para o filme, pois tenho meia hora de cenas excluídas (incluindo umas mortes alternativas) e umas divertidas entrevistas com o elenco que fiz na época, além de making-of dos efeitos especiais. Mas o panorama do cinema independente mudou bastante de 2001, quando lancei a Parte 1, para agora. Lembro que vendi mais de 500 fitas do original, mas hoje ninguém quer mais saber de comprar filme independente, todo mundo só quer baixar ou ver de graça. Então resolvi jogar o filme no YouTube eu mesmo. O lado bom é que mais gente tem acesso ao meu trabalho. O lado ruim… Bem, eu nunca mais vou recuperar meus 3 mil, e assim fica cada vez mais difícil conseguir investir mais grana em futuras produções.

Entrei4
Uma coisa que “Entrei em Pânico… Parte 2” me ensinou é que certos preciosismos de diretor xarope e de estudante de cinema não fazem diferença alguma no produto final – em outras palavras, o espectador médio nem liga para isso. Por exemplo, eu me envolvi em algumas produções mais “profissionais” em que os diretores de fotografia ficavam duas horas só acertando a luz. Aqui, eu filmei tudo com luz natural ou pontos de luz simples (tipo abajures), e nunca ninguém criticou a “continuidade da luz” entre as cenas. Outra: o filme tem dois erros grosseiros de continuidade (na verdade tem um montão mas esses dois são grosseiros MESMO), e ninguém nunca percebeu. Um é a cadeira de rodas do personagem Goti: tivemos que usar dois modelos diferentes como se fosse a mesma, e elas são COMPLETAMENTE diferentes, mas ninguém notou. O segundo é a mão falsa que usamos nas cenas em que o Eliseu Demari é ferido na mão: o Ghiorzi fez a mão falsa TROCADA, e não havia mais tempo de refazer a correta, então usamos a trocada mesmo e passou batido! Assim, fica a dica para os técnicos chatos de cinema independente: dediquem-se mais à história e menos ao perfeccionismo, porque se umas barbeiragens como essas passaram batidas, não vai ser a sua iluminação 1,5% mais fraca ou o fio de cabelo fora de lugar no cenário que vão deixar seu filme uma merda!

Entrei5
Mas eu confesso que gostaria muito de fazer um “Entrei em Pânico… Parte 3″. Seria como fechar o ciclo, sabe? Porque cada filme da série foi feito num momento diferente da produção independente nacional: o primeiro em VHS no começo do século 21, o segundo em digital mini-DV dez anos depois, então agora eu queria fazer um terceiro e último em Full HD, porque hoje isso já é possível e dá uma cara mais profissional mesmo ao filme mais vagabundo feito em casa. Também seria uma homenagem ao próprio cinema independente, e eu gostaria de convidar artistas fodões tipo o Ghiorzi, o Kapel Furman e o Rodrigo Aragão para fazer uma cena de morte cada, sempre bem absurda e exagerada. Mas obviamente isso demanda tempo e dinheiro que eu não tenho. Mesmo assim, é algo que eu gostaria de fazer. Quem sabe daqui mais dez anos?”
Veja o filme aqui:

Histórias em Quadrinhos Curtas

Posted in Quadrinhos with tags , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 12, 2015 by canibuk

Por toda a década de 1980 fui um leitor voraz de quadrinhos. Como era criança/pré-adolescente, uma coisa que me chamava bastante atenção eram pequenas histórias em quadrinhos de no máximo 3 páginas. Resolvi digitalizar algumas para compartilhar com os leitores do Canibuk.

Calafrio era uma publicação da Editora D-Arte de Rodolfo Zalla e Eugênio Colonnese. Em seus primeiros números traziam uma série chamada “Mistérios do Mundo” onde, em apenas uma página, apresentava fatos curiosos. Digitalizei duas da “Calafrio” número 2 (1981).

Calafrio2

Calafrio2_O Gato PretoCalafrio2_A DespedidaOutro tipo de publicação comum na “Calafrio” eram alguns posters muito bacanas, como este publicado na “Calafrio” número 26 (1985), de Aloíso de Castro (fiz uma montagem rápida das duas páginas escaneadas).

Calafrio26

Calafrio26_montagemE, por herança das publicações da Editora Vecchi, a “Calafrio” sempre publicou material inspirado em nossa cultura, como essa linda quadrinização da música “Asa Branca”, de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (foi publicado em sua edição número 28 de 1985).

Calafrio28

Calafrio28_Asa Branca_1Calafrio28_Asa Branca_02Calafrio28_Asa Branca_3Em outras revistas do gênero também era tradição a publicação de HQs curtinhas, maioria das vezes para fechar o número de páginas mesmo. “Terror Negro” foi uma revista em quadrinhos que trazia trabalhos de horror ao mercado brasileiro dos anos de 1980. Foi editada pela Editorial Cunha Ltda. e costumava publicar pequenas histórias.

Terror Negro1Terror Negro1_A Profecia de MorteClaro que publicar HQs de poucas paginas não eram uma exclusividade das editoras brasileiras. Digitalizei também uma pequena historinha publicada em 1981 pela “Weird War Tales” número 104 (de 1981), uma revista editada pelo pessoal da DC Comics.

Weird War Tales104Weird War Tales104_Roll For Your Life_1Weird War Tales104_Roll For Your Life_2por Petter Baiestorf

Humanoides Tarados das Profundezas do Mar Azul

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 6, 2015 by canibuk

Humanoids From the Deep (“Criaturas das Profundezas”, 1980, 80 min.) de Barbara Peeters. Com: Vic Morrow, Doug McClure, Ann Turkel e Rob Bottin como uma das criaturas.
POSTER - HUMANOIDS FROM THE DEEP (2) - BELGIANNuma pequena comunidade de pescadores o trabalho vai mal, aparentemente os peixes estão todos sumindo. A esperança de emprego para os pescadores parece ser uma fábrica de conservas que está sendo construída na comunidade e que, sem que ninguém saiba, estão realizando experiências com hormônios de crescimento – o que faz com que algumas criaturas das profundezas do oceano evoluam e se tornem humanoides em busca de fêmeas humanas para a procriação. Levantando o problema ecológico temos um índio que luta contra o dono da fábrica, desviando a atenção das criaturas num primeiro instante, até que homens começam a serem mutilados e as mulheres estupradas. E claro que, por ser um filme de baixo orçamento que tenta lucrar com o sucesso de produções como “Jaws/Tubarão” (1975) de Steven Spielberg e “Piranha” (1978) de Joe Dante, “Humanoids” nos reserva um festival (assim como nos dois filmes citados) para as cenas finais onde as criaturas das profundezas realizam seu banquete/orgia em um divertido ataque em massa aos humanos, o que nos leva ao perturbador final do filme com ecos de chupação de “Alien” (1979) de Ridley Scott.
Humanoids1“Humanoids from the Deep” tem tudo que faz a alegria de um fã de filme vagabundo: monstros, cientistas, peitinhos, ataques brutais, cidadezinha isolada, história ágil, putaria, depravação, bestialismo e um monte de cenas memoráveis. Uma cortesia de Roger Corman, que não contente com as cenas de violência filmadas pela diretora Barbara Peeters (originalmente Corman queria que Joe Dante dirigisse), chamou James Sbardellati (que depois realizou a trasheira “Deathstalker” em 1983 e foi assistente de direção em filmes como “The Island of Dr. Moreau/A Ilha do Dr. Moreau” (1996), uma bagunça cinematográfica da dupla Richard Stanley/John Frankenheimer) para filmar os estupros de uma maneira mais brutal/explícita, fato que fez com que muitos dos atores e técnicos do filme passassem a odiar a produção. Aliás, notem como “Humanoids from the Deep” se parece com “The Horror of Party Beach” (1964) de Del Tenney.
humanoids-3Roger Corman foi o produtor executivo de “Humanoids” e para falar da carreira deste mestre do cinema moderno seria preciso um adendo que daria um segundo post. Corman iniciou sua carreira dirigindo filmes para a American International Pictures dos sócios James H. Nicholson e Samuel Z. Arkoff, que são os responsáveis pelos filmes mais divertidos da história do cinema. Do western “Five Guns West/Cinco Revólveres Mercenários” (1955) até “Roger Corman’s Frankenstein Unbound/Frankenstein – O Monstro das Trevas” (1990) foram 56 filmes dirigidos. Corman é um dos produtores mais espertos do cinema mundial, sendo o responsável por mais de 400 produções, de “Highway Dragnet/Consciência Culpada” (1954), de Nathan Juran, até os dias de hoje (sim, Corman continua na ativa, tanto que em 2014 esteve em Curitiba, à convite da produtora Diana Moro, ministrando uma master class), com produções como “CobraGator” (2015) de Jim Wynorski. Corman foi o responsável pela primeira chance de milhares de cineastas americanos, o início de carreira de gente como Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Ron Howard, Peter Bogdanovich, Paul Bartel, Jonathan Demme, Joe Dante, James Cameron, John Sayles, Monte Hellman, entre muitos outros, foram em produções de Roger Corman.
Humanoids-from-the-Deep-FrLC1Barbara Peeters, a diretora de “Humanoids”, começou na indústria cinematográfica fazendo de tudo um pouco. Foi atriz em “The Gun Runner” (1969) e supervisora de roteiro no biker movie “Angels Die Hard/Motoqueiros Selvagens” (1970), ambos de Richard Compton; gerente de produção em “Night Call Nurses” (1972) de Jonathan Kaplan, e até coordenadora de dublês em “Moving Violation” (1976) de Charles S. Dubin. Estreou na direção em 1970 com o drama exploitation “The Dark Side of Tomorrow”, co-dirigido por Jack Deerson. Foi contratada por Roger Corman para realizar filmes pela New World Picture, o que fez com que sua carreira ganhasse um novo gás. “Humanoids from the Deep” (1980) foi seu último trabalho para Corman, logo após ele encomendar cenas de estupro mais brutais para o filme, Peeters pediu para que seu nome fosse retirado dos créditos, como Corman ignorou o apelo ela se demitiu e passou a dirigir produções para a televisão. Na década de 1990 fundou sua própria produtora, Silver Foxx Films, e desde então passou a realizar comerciais de televisão. Uma pena, já que seus filmes para o cinema sempre eram bem curiosos.
POSTER - HUMANOIDS FROM THE DEEPRob Bottin, o gênio da maquiagem por trás do clássico “The Thing/O Enigma de Outro Mundo” (1982) de John Carpenter, foi o responsável pela criação dos humanóides tarados deste filme (outras de suas criações inesquecíveis foram os lobisomens de “The Howling/Grito de Horror” (1981) de Joe Dante; o policial robô de “Robocop/O Policial do Futuro” (1987) de Paul Verhoeven, e o design dos lagartos em “Fear and Loathing in Las Vegas/Medo e Delírio” (1998) de Terry Gilliam). Em “Humanoids” Bottin interpretou uma das criaturas e foi ajudado pelos assistentes de maquiagens Steve Johnson (que depois fez as maquiagens em produções como “Big Trouble in Little China/Os Aventureiros do Bairro Proibido” (1986) de John Carpenter e “Night of the Demons/A Noite dos Demônios” (1988) de Kevin Tenney), Shawn McEnrou (que trabalhou em filmes como “Night of the Creeps/A Noite dos Arrepios” (1986) de Fred Dekker e “The Texas Chainsaw Massacre 2/O Massacre da Serra-Elétrica 2” (1986) de Tobe Hooper) e Kenny Myers (que fez as maquiagens no trashão “Metalstorm” (1983) de Charles Band e na comédia “Return of the Living Dead 2/A Volta dos Mortos-Vivos 2” (1988) de Ken Wiederhorn). Os efeitos especiais foram do veterano Roger George (que começou lá em 1959 em “Invisible Invaders/Invasores Invisíveis”, de Edward L. Cahn, e na década de 1980 comandou a função em filmes importantes como “The Terminator/O Exterminador do Futuro” (1984) de James Cameron) com ajuda do jovem Chris Wallas que, depois, se tornou diretor em “The Fly/A Mosca 2” (1989).

humanoids2
Alguns dos técnicos que também trabalharam em “Humanoids” foram Jimmy T. Murakami, que dirigiu algumas cenas e, no mesmo ano, dirigiu o pequeno clássico “Battle Beyond the Stars/Mercenários das Galáxias”; Martin B. Cohen foi produtor/roteirista (ele foi diretor do biker movie “The Rebel Rousers” (1970), estrelado por Jack Nicholson, e produtor executivo do lixo Cult “Blood of Dracula’s Castle” (1969) do sempre ruim Al Adamson) ao lado de Hunt Lowry (que depois se tornou produtor dos filmes de comédia do amalucado trio David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker e, também, foi produtor executivo do Cult movie para jovens moderninhos “Donnie Darko” (2001) de Richard Kelly). Mark Goldblatt foi o editor (antes já havia montado o “Piranha” e depois montou “The Terminator”) e Gale Anne Hurd, que depois viria a se tornar uma das mais importantes produtoras das décadas de 1980/1990, foi assistente de produção neste pequeno clássico do Corman.
“Humanoids from the Deep”, que na Europa é conhecido pelo título “Monster” (não confundir com a produção de Kenneth Hartford, também de 1980), é uma exemplar sci-fi de horror típica de uma época em que o cinema tinha como obrigação ser despretensioso e muito eficiente na arte de, simplesmente, entreter o público.

por Petter Baiestorf para o livro “Arrepios Divertidos”.

veja o trailer de “Humanoids from the Deep” aqui: