Archive for the Pinturas Category

Epílogo de Libelo Contra a Arte Moderna

Posted in Arte e Cultura, Literatura, Pinturas with tags , , , , , , , , , , , , , on dezembro 20, 2013 by canibuk

De toda a revolução moderna uma única idéia não envelheceu, e permanece tão viva que será o fundamento de um novo classicismo que se espera de forma iminente. Nenhum dos críticos ditirâmbicos da velha arte moderna ainda a assinalou. Trata-se nada menos que do famoso segundo a natureza de Paul Cézanne (Natureza é o nome que o pintos dá à física).

A Descontinuidade da Matéria

A descoberta mais transcendente de nossa época é a da física nuclear sobre a constituição da matéria. A matéria é descontínua e qualquer experiência válida na pintura moderna só pode e só deve partir de uma única idéia, tão concreta quanto significativa: a descontinuidade da matéria.

Essa descontinuidade é anunciada pela primeira vez na história da arte pelas pinceladas corpusculares de Vermeer e os toques de pincel no ar de Velazquez. Do mesmo modo, foi o impressionismo que inventou pela primeira vez a divisão da luz. Os confetes cromossomáticos de Seurat são o ato notarial da descontinuidade da matéria. A colisão sádica das complementares no perímetro – abaulado pelo movimento browniano – das maçãs de Cézanne não são senão as manifestações físicas do movimento da matéria descontínua.

No cubismo gris de Picasso, a fragmentação reintegradora da realidade é apenas um exemplo da vontade feroz dessa realidade para conservar um aspecto figurativo em plena descontinuidade da matéria. Os dilaceramentos viscerais do genial Boccioni são o anúncio antecipado do dinamismo supersônico e os apolos gloriosos da descontinuidade da matéria. “O Rei e a Rainha” de Duchamp podem ser atravessados por nós em velocidade por causa da descontinuidade da matéria. Os relógios de Dalí são moles porque são o produto masoquista da descontinuidade da matéria. Os sinais de Mathieu são os decretos régios da descontinuidade da matéria.

A efervescência dionisíaca está aí, mas toda essa heterogeneidade heróica nada valerá esteticamente enquanto não tiver sido encontrada a forma artística e clássica de uma cosmogonia apolínea.

Para que as forças vitalmente heterogêneas e antiacadêmicas da arte moderna não pereçam no ridículo anedótico do simples diletantismo experimental e narcísico, é preciso três coisas essenciais:

1) Talento e, de preferência, gênio (desde a Revolução Francesa, desenvolve-se uma viciosa tendência cretinizante que consiste em considerar que os gênios (excetuada sua obra) são em tudo criaturas mais ou menos semelhantes ao resto comum dos mortais. Essa crença é falsa. Afirmo por mim, que sou o gênio moderno por excelência).

2) Reaprender a pintar tão bem quanto Velazquez e, de preferência, como Vermeer.

3) Possuir uma cosmogonia monárquica e católica tão absoluta quanto possível e com tendências imperialistas.

É somente então que, nietzschianos às avessas, isto é, aspirando ao sublime, observaremos a olho nu, “segundo a natureza”, o arcanjo antiprotônico tão divinamente explodido que poderemos enfim mergulhar nossas mãos de pintor entre os cromossomos fissionados de sua substância rouxinolesca, para tocar com nossos dedos doloridos e inchados de sangue o tesouro descontínuo e desejado desde nossa própria juventude. E, acreditando como Soeringe que comandamos tudo por nossa vontade de potência em potência, sei que tocaremos então nossa própria divindade de pintores.

Lido, aprovado e assinado: Salvador Dalí.

do livro “Libelo Contra a Arte Moderna” de Salvador Dalí, editora L&PM.

Paul Cézanne

Paul Cézanne

Johannes Vermeer

Johannes Vermeer

Diego Velázquez

Diego Velázquez

George Seurat

George Seurat

Pablo Picasso

Pablo Picasso

Umberto Boccioni

Umberto Boccioni

Marcel Duchamp

Marcel Duchamp

Georges Mathieu

Georges Mathieu

Salvador Dalí

Salvador Dalí

Site Oficial dos Trabalhos de Leyla Buk

Posted in Arte e Cultura, Ilustração, Nossa Arte, Pinturas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 22, 2012 by canibuk

Essa semana, mais precisamente hoje, estréia o site de Leyla Buk onde todos poderão acompanhar as novidades da arte de Leyla e pesquisar trabalhos antigos. O site é uma espécie de portfólio, local onde Leyla está compartilhando com o público experiências e experimentos numa série de estudos, agora pintando com tinta a óleo, onde está aprendendo muito ainda. Como nos conta Leyla em seu blog, “Quando comecei a pintar, há cerca de três anos, a tinta acrílica me pareceu a melhor opção. Pra um começo, pra quem só queria experimentar, era perfeito.Só que há um ano comecei a flertar com a tinta a óleo, uma tinta que seca mais lentamente me dando oportunidade de trabalhar melhor efeitos e detalhes.” Para ler mais sobre o processo de criação de Leyla acompanhe o Blog Leyla Buk.

Leyla Buk, para quem não sabe, é minha cara metade, minha melhor amiga, companheira no amor e aqui no Canibuk e de quem eu sinto muito orgulho. A arte de Leyla sempre me surpreende, está sempre em constante evolução! Leyla é uma artista autodidata, acho fantástico sua busca por conhecimentos, sempre experimentando técnicas, pesquisando e testando qualquer teoria na prática. Sua pintura – e ilustrações – sempre é inspirada em assuntos profundamente pessoais, as meninas de Leyla são um reflexo de si mesma, elas expressam seus sentimentos mais profundos. Paixão, curiosidade e intensidade são suas palavras de ordem.

O site de Leyla Buk traz galerias com pinturas, ilustrações, desenhos e esboços; milhares de fotos com o processo de criação de sua arte em seu estúdio de trabalho. Sempre que novos trabalhos dela forem disponibilizados você poderá acompanhar, agora, pelo site clicando aqui: Site Oficial de Leyla Buk. Se você gostou dos trabalhos dela, curta a página Leyla Buk Artwork no facebook, outro local onde as novidades estãoi sempre sendo postadas.

dica de Petter Baiestorf.

Veja alguns trabalhos de Leyla Buk aqui (para ver mais visualize o site):

Ambivalence

Barbara – Wild and Emotional

Extravagance

My Body

A Faca

From the Eye #2

Exposição de FonzoSquizzo

Posted in Arte e Cultura, Pinturas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 23, 2012 by canibuk

Dia 15/05/2012 iniciou-se a primeira exposição individual do artista capixaba FonzoSquizzo em São Paulo, além de artista plástico Fonzo é conhecido por ser ator de filmes de terror, roteirista e escritor e principalmente como músico, há 2 décadas à frente da banda de freak rock Cannibal Clown (que só lançam músicas avulsas na internet desde o ep “The Freakest of the Freaks” (2000), o último lançamento físico da banda desde o debut álbum “Freaks Hits” (1998), depois desta época apenas compilações online como a coletânea “Dark Carnival” (2005), e este ano chegaram a compor música inédita com a formação clássica, “Dead Stars”, que deveria sair em uma coletânea de bandas a ser lançada nos EUA.

Inquieto, Fonzo participou ainda de outros projetos musicais como Orla Sônica, Golconda, Very Idiot People, Teoria do Cão e atualmente enquanto o Cannibal Clown está em um hiato artístico, junto com outros dois guitarristas de sua banda do coração e outros dois integrantes (ambos envolvidos com filmes de terror) acaba de montar o Kill The Mimes, com os guitarristas El Chackal, Mr.Sade, o técnico de efeitos especiais Alexandre Brunoro (que trabalhou nos filmes “A Noite do Chupa Cabras” e “Confinópolis”, além de também ser baixista da fantástica banda de grindcoresplattergore I Shit on Your Face) e, na batera, ninguém menos que o conhecido ator de filmes de terror Walderrama dos Santos. O primeiro single do “K.T.M. (I’m a Pitbull)” sai independente em breve.

Como escritor é autor de alguns roteiros, em andamento, colunista de sites como Espírito Rock, Intervenções Urbanas, Omelete Marginal, Overmusica e Musica Real.

Juntamente com o Cannibal Clown produziu a trilha sonora do espetáculo de horror interativo “Mausoleum”, trabalhou nos filmes do diretor Rodrigo Aragão “Mangue Negro” e “A Noite do Chupa Cabras”, e no curta de Raphael Araújo “Confinópolis”, dirigiu o seu próprio curta intitulado “Gentileza”, com participação de Joel Caetano (cultuado ator e diretor de filmes de horror paulista), Walderrama dos Santos, e com apoio técnico de Dani Bezerra, Mari Zani, Danilo Baia e Christian Verardi.

Fundador do movimento “Cinema Maloqueiro”, está gravando um documentário no Espírito Santo todo filmado com um celular Nokia 9000 e outro documentário com o videomaker Marcelo Castanheira provisoriamente intitulado “A Loja”.

Depois de desenhar HQs pra revista “Almanaque Gótico” a convite dos amigos Fábio Turbay e Fabrício Saadi Pagani e de fazer diversos projetos pessoais, iniciou trabalhos com shapes de sk8 e pranchas de surf, sendo convidado a customizar longs para o blog do amigo Alexandre Guerra, não demorou pra que os trabalhos ficassem conhecidos na internet, sendo convidado para participar de exposições como a “Brumas Negras” no ES, vindo em seguida o convite para participar do Projeto “O Crime do Teishuko” (o maior cartoon colaborativo do mundo) e em outubro passado foi chamado para desenhar ao vivo na Pixelshow, uma das maiores feiras de arte e design do mundo, por fim recém pintou o Giant Toy Art de São Paulo, transformando-o em um Zumbi e fez sua primeira exposição individual na Livraria HQMIX.

A Exposição de FonzoSquizzo vai até dia 26 de Maio na livraria HQMIX (rua Tinhorão 124, Vila Boim, Higienópolis, São Paulo/SP, em frente a FAAP), sempre das 9 da manhã às 22 da noite, até sábado agora. Contatos com o artista via e-mail: fonzosquizzo@gmail.com.

dica de Ramona de Ramones.

My Body

Posted in Nossa Arte, Pinturas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 4, 2012 by canibuk

50X70, acrílica e lápis aquarelável sobre tela.

Finalmente terminada, pelo menos nesse momento. Se ela continuar comigo por muito tempo eu acabo fazendo pequenos ajustes. Terminei esta tela ontem. Ela abre uma série de estudos que comecei a fazer de um estilo mais sujo, algo que imaginei ser mais fácil (não que eu estivesse buscando este caminho, gosto de desafios), mas percebi que não é tão fácil como parece enquanto executava esse aí.  A maioria das pinturas que começo passam por mudanças incríveis até  a finalização. As garotas vão criando personalidades próprias e os caminhos vão aparecendo naturalmente. Essa começou assim:

Abandonei essa tela por uns dois meses mais ou menos enquanto  não sentia o momento certo de terminá-la. Comecei a achar que ela não ia andar, que eu não ia conseguir achar o que queria exatamente. Mas sempre é algo extravagante que falta e geralmente tenho que fazer alguma mudança drástica pra que eu volte a gostar da peça de novo. Quando retornei, ela pedia um cabelo bagunçado e extravagante e a aberração de um crânio incrustado na pele. Também senti a necessidade de deixar a pintura menos limpa, de “lamber” menos as pinceladas, deixar um resultado mais cru e sujo, o que casou bem  minha necessidade de exercitar o estilo com a personalidade dela. É difícil conseguir alguns efeitos com a tinta acrílica, pois a secagem é muito rápida, mas facilita quando não precisamos misturar tanto camadas e mais camadas pra conseguir resultados mais realistas. Apesar de já usar acrílica há algum tempo, pretendo trabalhar com óleo em breve. É uma das minhas metas pra logo menos.

Pra tatuagem usei lápis preto aquarelável. O lápis dá uma sutileza maior aos traços e pra detalhes como tattoos numa pintura tenho achado perfeito.

Detalhe da tattoo – uma referência à cena do filme “O Sétimo Selo” de Bergman, jogando xadrez com a morte. Um dos meus filmes preferidos.

Já estou trabalhando em outras telas que darão seguimento a uma nova série, são estudos, exercícios de estilo que em breve divulgarei por aqui e em todas as outras páginas. Para saber mais detalhes e preços e ver outras telas disponíveis, visite Leyla Buk PaintIngs

Para acompanhar as atualizações dos meus trabalhos, siga minha página no facebook: Leyla Buk Artwork