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Eddy – O Colecionador de Bucetas Dissecadas

Posted in canibalismo, Serial Killer with tags , , , , , on março 7, 2011 by canibuk

Edward Gein é meu psicopata de extimação, seus crimes foram tão absurdos que já fazem parte do folclore americano, foi o psicopata que deu origem à clássicos do cinema como “The Psycho” (1960, Alfred Hitchcock), “The Texas Chainsaw Massacre” (1974, Tobe Hooper), “Deranged – The Confessions of a Necrophile” (1974, Jeff Gillen e Alan Ormsby) e até meu média-metragem “Vadias do Sexo Sangrento” (2008). Então, aplausos ensandecidos ao fenomenal Ed Gein, ou simplesmente, para os mais íntimos, Eddy!!!

No dia 16 de Novembro de 1957, o sherif de Planfield, Wisconsin, foi até a granja de Gein para fazer-lhe algumas perguntas relacionadas ao desaparecimento de Bernice Worden, a proprietária de uma tenda de frutos do mar onde populares viram, dias antes, várias vezes a camionete de Ed Gein estacionada.

Eddy era o único membro vivo do clã Gein. Sua mãe, uma mulher possessiva e extremamente cristã, doutrinadora e moralmente rígida na educação de seus filhos, havia morrido já há 12 anos, perturbada mentalmente com a morte de seu outro filho, um ano antes. Henry, o irmão morto de Eddy, havia falecido asfixiado enquanto queimava ratos vivos com seu adorável irmão. Na época ninguém deu tanta importância ao fato ocorrido.

O pequeno povoado ficou apavorado, anos mais tarde, com as várias pessoas que sumiam sem deixar vestígios. Eddy, então um solteirão de 51 anos, não se importava com os acontecimentos, preferia dar mais atenção as suas amigas de terceira idade, suas únicas amizades. Assim, Eddy vivia recluso em sua granja, só indo até o povoado para comprar mantimentos na tenda da senhora Worden e visitar suas velhinhas. Era considerado pelos habitantes de Planfield um homem tímido, amável com as crianças e pouco amigo de bares e diversões. Para o sheriff mongol, Ed era somente a última pessoa que viu Worden viva.

As 8 horas da noite do dia em que o sheriff visitou Eddy, vários agentes com suas enfraquecidas lanternas, entram num galpão da granja Gein. A luz fraca ilumina algo pendurado em ganchos de açougue. Era o corpo mutilado de uma mulher, agora indiscritível, com um grande talho da vagina até o pescoço, decepada e desprovida de suas vísceras. Isso era o que sobrará da pacata senhora Worden. Mas o horror ainda estava por vir. Na casa de Eddy encontraram o coração da vítima em uma panela sobre a mesa da cozinha, junto da parte superior de um crânio utilizado como prato e, finalmente, a cabeça da amável senhora dentro de uma bolsa plástica, com as unhas dos polegares atadas nas orelhas.

Ao amanhecer, entre uma e outra crise de vômito, os agentes foram fazendo novas descobertas, ainda mais chocantes do que as feitas durante a noite. Acharam utensilios domésticos forrados com pele humana, crânios utilizados como remate dos pés da cama e inúmeros outros artefatos feitos com ossos humanos. Também encontraram, colecionadas em caixas de sapatos, 8 vaginas dissecadas (exceto a última aquisição, que ainda era uma buceta fresquinha), inclusive uma delas pintada da cor prateada, mais quatro narizes, vários pares de lábios e um sortido jogo de recortes de peles faciais. Coladas na parede, havia ainda quatro máscaras arrancadas diretamente do crânio e postas para secar. Outros cinco crânios se encontravam dissecados, com os cabelos cuidadosamente penteados e os lábios pintados. Curiosos mesmo, eram os chinelos de Eddy usar dentro de casa enquanto descansava: Feitos de couro humano. Também possuía um avental confeccionado da pele tirada do torso de uma mulher, uma sórdida coleção de ossos esculpidos, membros genitais e peitos femininos dos mais variados tamanhos.

A sociedade americana escandalizou-se ainda mais com as posteriores confissões de Eddy, que relatou como fazia suas visitas aos cemitérios e profanava as tumbas para conseguir novos apetrechos para sua coleção bizarra, embora jurou que nunca chegou a praticar necrofília. “Fediam muito!”, declarou na ocasião. Também costumava dançar nas noites de lua cheia vestindo apenas as máscaras que confeccionava com a pele das vítimas e à comer a carne de algumas delas, cozida, lógico! Mas o mais incrível, principalmente para a população de Planfield, veio com a revelação de que os bolinhos de carne que as vezes ele vendia no povoado, eram feitos com carne humana. Várias foram as pessoas internadas no hospital com problemas estomacais ou crises nervosas.

As autoridades decidiram que Eddy não era uma pessoa normal, não estando em condições de ser julgado por um júri. Foi internado em vários centros psiquiatrícos, onde sempre era tido como paciente modelo. Eddy faleceu, de causas naturais, em junho de 1984.