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O Colorido Mondo da Canibal Filmes

Posted in Cinema, Posters, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 23, 2019 by canibuk

Por 20 dias fiquei fazendo novos posters para os filmes que realizei nestes últimos 30 anos. Aliás, muitos de meus curtas nem tinham posters. Acabei fazendo uns 150 novos posters (o que deu uma média de uns 7 novos por dia). Foi uma experiência fantástica. Os mais de 200 posters da Canibal Filmes estão disponíveis para download num link ao final dessa postagem (baixe, imprima e pendure na sua parede).

Então essa postagem é pra reunir todos estes novos posters (e os antigos) em apenas um lugar. Postei primeiro o poster antigo (quando havia), seguido do poster novo.

Pra dar uma incrementadinha, colo também link dos filmes que estão disponíveis na internet para download ou, pelo menos, dar uma assistida. O que não tem link é porque não disponibilizamos, ou porque ainda não está digitalizado ou porque, simplesmente, perdemos o filme com masters danificados pelo tempo.

Em tempo, se você é o marinheiro de primeira viagem nas minhas produções, preciso dizer que minha produções são SOVs – Shot On Video – (fui um dos pioneiros aqui do Brasil). Não sabe o que é SOV? Este link aqui irá ajuda-lo a saber mais sobre este subestilo de fazer cinema: Shot-on-Video e o Cinema Independente Brasileiro.

Você vai ser divertir com o histérico/alucinado mundo da Canibal Filmes, onde primamos mais pela quantidade do que a qualidade, como irão perceber no decorrer da experiência que é assistir essas obras perdidas no tempo-espaço neste milésimo de segundo do universo.

E se você gostar dessa postagem resgate/cinemateca, cole o link para seus amigos e conhecidos, a gente só sobrevive da ajuda no boca a boca.

Lixo Cerebral Vindo de Outro Espaço (1992, inacabado), de Petter Baiestorf.

Este foi minha primeira tentativa de fazer um filme. Era descaradamente inspirado no Plan 9 from Outer Space (1959), de Edward D. Wood Jr., um dos culpados por fazer eu querer elaborar roteiros cada vez mais sem sentido (o outro é o Jesus Franco). Até segunda ordem, os 20 minutos de copião deste filme, que nunca chegou a ser montado, está perdido.

Criaturas Hediondas (1993, 80 min.), de Petter Baiestorf.

Após a tentativa fracassada conheci um técnico de cinema chamado Walter Schilke (que trabalhou em filmes como A Dama do Lotação, Gaijin, vários filmes dos Trapalhões, etc) e, com apoio moral do cara, reunimos praticamente o mesmo pessoal do filme anterior e realizamos nosso primeiro longa. Este filme está salvo, mas não temos para download por enquanto. Mas você pode assistir o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=A8LMuo8MoR4

Criaturas Hediondas 2 (1994, 77 min.), de Petter Baiestorf.

Como todo mundo tinha se divertido adoidado fazendo o primeiro filme, nos pareceu extremamente óbvio pegar mais cervejas e ir fazer uma continuação do filme, explorando melhor as personagens de Dr. Rottenberg (E.B. Toniolli) e Igor (eu mesmo). Foi exibido na primeira HorrorCon, em 1995, de São Paulo. Você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/file/8354626gnuoxns9/Criaturas_Hediondas_2.avi/file

Açougueiros (1994-1995, 44 min.), de Petter Baiestorf.

Filmamos tudo em 36 horas, já editando na própria câmera (depois só acrescentamos a trilha sonora). Foi uma experiência experimental técnica em formato “filme de horror”. Você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/file/2fl7112g4mb4iuv/A%25C3%25A7ougueiros.avi/file

O Monstro Legume do Espaço (1995, 77 min.), de Petter Baiestorf.

Já nos sentido preparados para tentar fazer uma produção mais séria, escrevi o roteiro dessa sci-fi com um alien anarquista (que não saiu bem anarquista pelas inexperiências da vida) e filmamos tudo em 8 dias no Balneário de Ilha Redonda, com apoio de um Hotel (que serviu de locações e alojamento), um restaurante e toda a comunidade do local, que realmente se envolveu de cabeça no filme. Depois de pronto exibimos na HorrorCon 2 (1996), na TV Leopoldina e correu o país no formato VHS (na época vendeu mais de 1500 cópias, um número interessante para um grupo de produtores independentes). Luis Thunderbird queria exibir no seu Contos de Thunder, na MTV, mas não consigo me recordar se foi exibido. O filme continua sendo assistido, recentemente integrou a Mostra Sci-Fi da Caixa Cultural, que resgatou alguns clássicos da sci-fi brasileira e nosso SOV foi incluído por sua importância histórica. O filme pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=umaWVoNMQvI&t=908s

Detritos (1995, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Só neste instante que percebi que devíamos fazer curta-metragens. Então invadimos um centro de idosos numa madrugada, erguemos uma cruz e crucificamos o E. B. Toniolli numa hipotética segunda vinda de Cristo. Assista aqui: https://vimeo.com/220338415

2000 Anos Para Isso? (1996, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Já tínhamos filmado o longa Eles Comem Sua Carne, quando uns espanhóis que tinha gostado do Monstro Legume nos pediram um curta gore. Nem pensei duas vezes, montei este curta com cenas do ainda inédito longa e mandei pro festival deles. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/01igwhkl8ry4omk/2000_Anos_Para_Isso.avi/file

Eles Comem Sua Carne (1996, 73 min.), de Petter Baiestorf.

Durante 8 dias ficamos gravando um longa gore (que por mais de uma década permaneceu sendo o filme brasileiro com a maior quantidade de sangue e tripas) numa casa isolada na zona rural de Palmitos, Santa Catarina. Seu lançamento foi em São Paulo, com presença das personagens do filme caracterizadas atacando a plateia. O filme pode ser visto aqui: http://www.mediafire.com/file/qm3p5xczg6rak1e/ELES_COMEM_SUA_CARNE_1996__Canibal_FilmesTitle1.mp4/file?fbclid=IwAR1DZEN8lRSlNo_MVDb0JedvWKAqzMVIt9d4V3NefTULtjE06cDZtxVL6-w

E o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=LgjX4v-7-Jo&t=52s

Arachnoterror (1996, 11 min.), de Coffin Souza.

Num pequeno intervalo das filmagens do Eles Comem Sua Carne, Souza, Carli Bortolanza, Marcos Braun, Claudio Baiestorf (meu pai) e eu, fomos filmar essa aventura de sci-fi. Foi tudo filmado numa única noite. Este pode ser um dos que foram destruídos pela implacável ação do tempo, mas ainda estou tentando localizar uma cópia dele.

Speak English or Die – O Punheteiro Cósmico (1996, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Carli Bortolanza, Marcos Braun e eu estávamos entediados numa noite e filmamos essa sci-fi completamente idiota. Como não gosto de renegar as burradas que faço na vida, segue link para baixar: http://www.mediafire.com/file/jbfn549xb65wf94/Speak_English_or_Die_-_O_Punheteiro_C%25C3%25B3smico.avi/file

Caquinha Superstar A Go-Go (1996, 70 min.), de Petter Baiestorf.

O Monstro Legume do Espaço estava fazendo um sucesso danado e parte deste sucesso se dava por conta da personagem escatológica Caquinha, que se delicia com fezes humanas, sangue menstrual, morcegos mortos e outros quitutes repugnantes, então me pareceu óbvio fazer um filme solo com a personagem, tentando filmar tudo em apenas 2 dias (e filmamos tudo em 2 dias, só que a qualidade ficou uma merda, lógico!). O Caquinha original era interpretado pelo Leomar Wazlawick que recém havia se desligado do grupo, então o E. B. Toniolli topou interpretá-lo e fomos filmar cenas sangrentas num clima de zero graus, para desespero dos atores. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/c5y7k9mtx9zb9b9/Caquinha_Superstar_a_Go_Go.avi/file

O trailer do Caquinha tem a curiosidade de trazer personagens do filme Eles Comem Sua Carne, pois o gravamos durante as filmagens do longa. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=JtvjAJ40538

E aqui: https://www.youtube.com/watch?v=vP8QZUtP9p0

A trilha sonora deste filme foi composta pela banda Trap e pode ser baixada aqui: http://www.mediafire.com/file/b1jgr3rng569fzl/Caquinha_Superstar_a_Go_Go_Soundtrack_composto_pela_banda_Trap.rar/file

Satanikus (1996, 35 min.), de Coffin Souza.

Em Porto Alegre o Coffin Souza resolveu refilmar seu curta em super 8 Satanikus. Depois de pronto acabamos filmando ainda uma cena de introdução contendo nudez pra chamar atenção pro filme. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/sj8f5856nbp9mqd/Satanikus_%25281997%2529.avi/file

Você pode ver o Satanikus original, de 1982, gravado em Super 8, baixando aqui: http://www.mediafire.com/file/qw93m3391cxwc5w/Satanikus_%25281982%2529.avi/file

Blerghhh!!! (1996, 75 min.), de Petter Baiestorf.

Blerghhh!!! Foi uma tentative de fazer um exploitation de ação. E uma tentativa de deixar os filmes cada vez mais profissionais, mas era a década de 1990, não existia equipamento bom ao nosso alcance e os técnicos eram todos de longe. Os efeitos mecânicos deste filme são do Júlio Freitas. Tem uma cabeça decepada do Ricardo Spencer, que era sobra do filme Baile Perfumado. O resto das maquiagens gore são de Coffin Souza e Carli Bortolanza. Como na época não consegui editar este filme como eu desejava, remontei tudo em 2008 com colaboração do Gurcius Gewdner e é a versão que existe. Veja aqui: https://vimeo.com/242062739

Se gostar do filme, de coração (sei de um casal que se casou após assisti-lo juntos na época), baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/gcn7zq4i053s987/Blerghhh.avi/file

Bondage (1996, 69 min.), de Petter Baiestorf.

É cine-montagem com restos de filmes nossos e loops em super 8. O filme ainda existe, só não foi digitalizado ainda. O poster novo fiz usando uma ilustração da artista Leyla Buk.

Ácido (1996-1997, 2 min.), de Petter Baiestorf.

Durante as filmagens de Blerghhh!!! teve um dia que a Denise V., Souza e eu, ficamos de bobeira e gravamos a base do que veio a ser este curta. É vídeo arte abstrata. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

The Butterfly Over Sky-Brain (1992-1997, 15 min.), de Petter Baiestorf.

Em 1992 eu tinha feito uma experiência com o Leandro Dal Cero e Loures Jahnke de técnicos mais o E. B. Toniolli de ator, mas por algum motivo que não lembro, levei 5 anos para montar o curta (talvez eu não tinha gostado do material na época, mas realmente não lembro se este foi o motivo). É um drama “sério”. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/8cu5dq0vyau3sqp/The_Butterfly_Over_Sky-Brain.avi/file

Chapado (1997, 31 min.), de Petter Baiestorf, Coffin Souza e Marcos Braun.

A proposta quando elaboramos este média era uma só: Gravar somente quando estivéssemos bêbados ou chapados (meio que inspirados na escrita automática dos surrealistas) e foi o que fizemos. Como passamos uns 4 meses gravando essa joça sem roteiro, cooptando amigos bêbados que apareciam, reunimos muito material (as fitas originais se perderam, infelizmente) e, depois, ao editar, me inspirei no Chappaqua (1966), de Conrad Rooks, pra tentar fazer ter algum sentido. É nosso primeiro filme pra ser sentido, não entendido. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/ht6y53k561xnjtj/Chapado.avi/file

My Little Psycho (1997, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Nessa época a gente tinha um estúdio num porão podreira e, numa das noites que eu estava por lá sozinho sem nada pra fazer, resolvi filmar uma ideia estúpida fazendo tudo sozinho. Infelizmente este curta se perdeu. Mas era extremamente ruim.

Vomitando Lesmas Lisérgicas (1997, 8 min.), de Petter Baiestorf.

Inutilidade que gravei com ajuda do Marcos Braun e do Claudio Baiestorf, pra aprender a desbotar/saturar as cores no VHS. O resultado dessas experiências foram aplicadas no média Bondage 2, mas este curta só existiu por experiência técnica mesmo. Ele pode ser baixado aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BebRXLlCpV0

Bem, preciso pedir desculpas, mas este foi o momento que descobri que um blog tem limite de espaço disponível e o Canibuk acabou se ficar 100% cheio, não está mais me deixando anexar nada de imagens. Então essa é a última postagem que faço nele e deixo incompleta (como forma de protesto por ter limite de espaço). O blog irá permanecer no ar até que o wordpress resolva deleta-lo. Vai ficar como um museu virtual. Me conhecendo, daqui um tempo criarei outro blog, com outro nome, começando do zero com novo tipo de abordagem

Se você estava curtindo os posters, baixe aqui todos os que eu ia postar: http://www.mediafire.com/file/3q74i9nbb8zqzph/POSTER_CANIBAL_FILMES.rar/file

E continue a leitura. Peço desculpas por alguns comentários bem rápidos e superficiais, mas eu estava fazendo essa postagem na correria (se eu descobrir meios de liberar mais espaço, sem pagar por isso, irei finalizar essa postagem, no momento estou brocha…).

Bondage 2 (1997, 55 min.), de Petter Baiestorf.

As filmagens deste roteiro foram bem tensas, com o grupo brigando meio que o tempo inteiro. Também creditei, na época, uma de nossas atrizes como diretora e hoje ela renega tudo que fez conosco (por isso estou assumindo a paternidade deste filme tanto tempo depois, já que eu tinha dirigido ele mesmo na época). Mas agora, passados mais de 20 anos da produção, gosto bastante do resultado que alcançamos naqueles 5 dias de caos que foram as gravações. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/59k2vh9n159v59k/B%2And%2Ag%2A_2.avi/file

PVC (1997, 7 min.), de Petter Baiestorf e Cesar Souza.

Outro daqueles curtas abstratos que adoramos fazer, mesmo que saibamos q1ue ninguém quer ver. Por enquanto não foi localizado em nossos vastos arquivos desorganizados.

Gordo Enrolando (1997, 8 min.), de Jack Salls.

O diretor deste curta é outro que renega o passado conosco. Este curta foi filmado com ajuda do Carli Bortolanza e quando fomos gravar uma cena de explosão, chamuscou seriamente o ator principal. Não existe cópia.

Super Chacrinha e seu amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha (1997, 118 min.), de Petter Baiestorf.

Aconteceu tanta coisa durante as filmagens deste longa que não sei o que destacar. Passamos uns 6 meses filmando sem roteiro (o copião é gigantesco), inclusive gravamos uma invasão de Tor Johnson (Jorge Timm) no Festival de Gramado de 1997 e, no melhor sistema de guerrilha, acabamos com Ivan Cardoso, Lucia Rocha, Hugo Carvana, José Lewgoy e Marco Palmeira no filme. Me conta o Coffin Souza que o então desconhecido Rodrigo Santoro se ofereceu na época para ser maquiador em nossos filmes, mas eu não me recordo disso, podendo ser delírio etílico do Coffin. Este longa traz inúmeras cenas na cidade destruída de Ita, onde passamos alguns dias gravando nos escombros. É uma pena que não tivemos tempo hábil (leia-se, dinheiro) de voltar à cidade destruída para gravar uma sci-fi pós-apocalíptica. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/04qy03kj55w8xci/Super_Chacrinha_e_seu_Amigo_Ultra-Sh%2At_em_Crise_Vs._Deus_e_o_Diabo_na_Terra_de_Glauver_Rocha.avi/file

Como na época eu estava me divertindo horrores gravando cenas na forma de guerrilha, montei o trailer com imagens roubadas de um baile de debutantes que encontrei no antigo estúdio onde montávamos os filmes. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=FAxyrkOL9x0

Deus – O Matador de Sementinhas (1997, 4 min.), de Petter Baiestorf e Carli Bortolanza.

Nossa homenagem à estúpida ideia de deus. Baixe o curta aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

O Homem-Cu Comedor de Bolinhas Coloridas (1997, 16 min.), de Petter Baiestorf.

Carli Bortolanza e eu gravamos numa madrugada de tédio, inventando o roteiro na hora. São 16 minutos de um cara vomitando e rolando sobre um miasma de gosmas estomacais. Este curta ainda existe, só não consegui localizá-lo.

Quando os Deuses Choram Sobre a Ilha (1997, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Jorge Timm queria fazer um documentário sério sobre uma cheia do Rio Uruguai, mas Carli Bortolanza e eu, chapados de cogumelos, estragamos tudo delirando sem parar. Ficamos uns 4 dias na região completamente fora do ar, contratando ribeirinhos pra dar os depoimentos e filmando de modo irresponsável. O documentário ficou ruim por nossa culpa. Veja qqui: http://www.mediafire.com/file/b9ud97uj3ajdq57/Quando_os_deuses_choram_sobre_a_ilha_320x240.avi/file

Analconda Y Los Vampiros de Tiburón (1998, 20 min.), de Coffin Souza.

Filmado em Tubarão, SC. Não sei de muitas histórias de bastidores deste curta, só participei editando-o e depois fazendo a distribuição. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/qj4tgglpxyyvqca/Analconda_Y_Los_Vampiros_de_Tibur%25C3%25B3n.avi/file

Crise Existêncial (1998, 8 min.), de Petter Baiestorf.

Era pra ser, inicialmente, um drama sobre a falta de perspectivas dos jovens, mas acabou saindo isso aí. A dupla de jovens é interpretada pelo Carli Bortolanza e o Ronald Kojorowski, que na época a gente chamava de Beavis and Butt-Head. Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=y8KQAHFNYz0

Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City (1998, 96 min.), de Uzi Uschi.

Sim, este filme existe. É cine montagem com loops em super 8. Apesar de ter sido um dos montadores dele, não lembro de praticamente nada deste filme. Estou tentando localizar ele, até porque quero ver o que foi feito. Ele ainda existe, então é questão de tempo até ser resgatado e disponibilizado no colorido mundo da internet. PS- Espero não ser processado pelo John Landis por ter roubado o gorila do filme dele pro cartaz deste filme.

Gore Gore Gays (1998, 108 min.), de Petter Baiestorf.

Enquanto trabalhamos no curta Nocturnus, de Dennison Ramalho, começamos a gravar este longa, que ainda se chamava A Ninfeta Gore. Deu tanto problema gravando ele que não tenho como selecionar nenhuma história em especial (todas são divertidas e conto com detalhes sórdidos e picantes no livro ainda não lançado Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada). Segue ele pra doenload: https://www.mediafire.com/file/yx2renw0yp8982u/GxGxG_1998__Canibal_Filmes.mp4/file

A Despedida de Susana: Olhos & Bocas (1998, 6 min.), de Petter Baiestorf.

Curta experimental que fiz quando soube que uma de minhas melhores amigas iria se mudar pra São Paulo, fala das incertezas da vida. É um curta que gosto muito, tem um significado muito forte pra mim e, também, porque o Carlos Reichenbach elogiava bastante a sequencia final. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AlIqpUjq0qU&t=6s

Homenagem (1998, 7 min.), de Carli Bortolanza.

Não me lembro direito deste curta, mas foi uma diversão filmá-lo (fiz a fotografia e edição). Bortolanza bebia da fonte Andy Warhol e fez uma homenagem à cerveja, nosso líquido preferido, baseado numa poesia-ode que tinha escrito pra bebida maravilhosa. Não temos o curta digitalizado, mas estou na busca.

Boi Bom (1998, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Gravamos num abatedouro clandestino. Este boi usado no curta foi, depois da porquice toda, enviado pra um restaurante, onde os carnívoros se banquetearam. Me tornei vegetariano após essas filmagens. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

Chumbo (1998, 6 min.), de Petter Baiestorf.

Em 1998 o diretor sorocabano Cleiner Micceno veio até nosso estúdio montar uma série de curtas, então o aproveitamos e gravamos este pequeno filme ruim de dar dó. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HMw8tyuVZTc

O Vinicultor faz o Vinho e o Vinho faz o Poeta (1998, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Faz parte dos curtas perdidos. Acredito que quando achar este filme aqui, acharei junto uma leva de outros curtas considerados perdidos.

Fodendo meu Vitelo (1998, 5 min.), de Carli Bortolanza.

Faz parte dos curtas perdidos. Acredito que quando achar este filme aqui, acharei junto uma leva de outros curtas considerados perdidos.

Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos (1998, 80 min.), de Petter Baiestorf.

Nosso filme mais bizarro. As filmagens dele foram uma festança de vários meses fora do ar. Na época a gente tinha sido contratado por um produtor paulista pra rodar um pornô normal, na linha que a brasileirinha fazia logo depois, só que a gente misturou religião, anarquismo, críticas ao militarismo, política e surrealismo e deu num troço que era impossível conseguir distribuição naquela época. Graças ao tufo financeiro que levamos com este filme aqui que existe o Zombio. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/f6mcs9ssjc0cvzs/Sacanagens_Bestiais_dos_Arcanjos_F%25C3%25A1licos.avi/file

Zombio (1999, 45 min.), de Petter Baiestorf.

Caralho, até que enfim um filme bacana nessa interminável lista de ruindades. Zombio foi filmado em 5 dias de outubro de 1998 e é considerado , internacionalmente falando (é citado na edição original do livro Book of the Dead, de Jamie Russell), o primeiro filme de zumbis da história do cinema brasileiro. Só não é do cinema Latino porque os argentinos foram dois anos mais rápidos. Veja o filme aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HtiY3ZUcjSE&t=69s

E veja o trailer-making of aqui: https://www.youtube.com/watch?v=wr87SgzT-50&t=1s

E se você curte mesmo este filme, veja essa deitação de sarro que Coffin Souza eu gravamos 10 anos depois nas locações dele: https://www.youtube.com/watch?v=tbDGo5ZarII

Festival Psicotrônico Vol. 1 (1999, 112 min.), de Vários diretores.

Fita VHS que reunia 13 curtas da Canibal Filmes. Nunca digitalizado.

9.9 (nove.nove) (1999, 1minutos)de Petter Baiestorf.

Continuação zoeira do Crise Existencial, novamente com Beavis and Butt-Head no elenco. Desta vez a gente fez uma abordagem mais surrealista/nonsense. Foi extremamente divertido (e inebriante) filmar essa joça. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/7y2v39cn757mwo5/9.9_%2528nove.nove%2529.avi/file

Aventuras do Dr. Cinema na Terra do VHS Vagabundo (1999, 13 min.), de Petter Baiestorf e Coffin Souza.

Uma homenagem cretina ao ator David Camargo. Não temos mais cópia deste filme, mas ele está arquivado na Cinemateca de Porto Alegre, para assistir é só chegar no Capitólio e pedir.

Pornô (1999, 3 min.), de Petter Baiestorf e Coffin Souza.

Depois de filmar Zombio e constatar que horror adolescente faz sucesso, devíamos ter ficado gravando só bosta adolescente, mas resolvemos pegar milhares de metros de película em super 8 e fazer uma animação abstrata em película riscada, e lá ficamos nós uns 20 dias, 18 horas diárias (ou mais), riscando aquelas merdas de 8mm. Perdemos o rolinho em super 8 do filme, mas estamos em busca de um VHS onde filmamos o curta diretamente da parede onde foi projetado pela primeira vez.

Andy (1999, Inacabado), de Petter Baiestorf.

Este seria o primeiro longa onde Elio Copini seria alçado a condição de astro da Canibal Filmes, mas deu tudo errado e arquivamos o filme. O copião tem uns 15 minutos de cenas e um dia será montado misturado aos outros filmes inacabados.

Raiva (Rage-O-Rama, 2001, 70 min.), de Petter Baiestorf.

Em 2000 não há filmes porque estávamos falidos. De cabeça dura filmei este longa de ação, que é nossa única produção bem cuidada de 2000 até 2007. Este filme está digitalizado, salvo, só não está disponível na internet por enquanto. As filmagens dele duraram 6 meses e deu até pra explodir carro. Desculpem pelos posters contendo apenas a mesma imagem, mas não consegui encontrar os negativos com fotos da produção (que ainda eram feitas naquelas máquinas fotográficas com película). Se você ficou curioso, existem cenas dele nessa série o Canal Brasil aqui: https://www.youtube.com/watch?v=XiSl3sb0MTY&t=1s

Relembre da Carne (2001, 20 min.), de Coffin Souza.

Cyberpunk sem orçamento. Gravamos o curta com uma animada plateia de putas de rua nos assistindo. O curta é meia boca, mas os bastidores foram geniais. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/89juea6duxow1z0/Relembre_da_Carne.avi/file

Filme Caseiro Número Um (2001, 5 min.), de Petter Baiestorf.

Cine-Montagem que realizei sozinho numa madrugada de tédio. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AkjnFCSUoQ8&t=3s

Carniça (2001, 31 min.), de Ivan Pohl.

Ivan Pohl talvez seja o diretor mais alucinado e sem noção do SOV brasileiro. Este é seu primeiro média e é imbecil demais. Não participei das filmagens, só ajudei a distribuir o filme. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/ai0iydrfevna5bk/Carni%25C3%25A7a.avi/file

Não Há Encenação Hoje (2002, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Após ter bancado o Raiva com grana do meu bolso (que não teve lançamento depois, e em consequência, não teve renda nenhuma), eu estava completamente falido (igual estou desde 2016, sem previsão nenhuma de melhorar a situação financeira, por isso parei de fazer filmes e não lancei o livro de bastidores da Canibal Filmes) e passei a fazer curtas/médias bobos só pra encher a cara de cachaça com amigos. Não Há Encenação Hoje fala disso, da impossibilidade de filmar. Faz parte de uma série de filmes metalinguísticos que realizei. Ele pegou seleção no Cine Esquema Novo daquele ano, sei lá como, mas pegou. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/rreel1rmglyu9r5/N%25C3%25A3o_H%25C3%25A1_Encena%25C3%25A7%25C3%25A3o_Hoje_-_Vers%25C3%25A3o_Oficial.avi/file

Demências do Putrefacto (2002, 15 min.), de Petter Baiestorf.

Minha ópera gay experimental montada diretamente na câmera VHS que gravou tudo. Não me importo se ninguém gosta dele, o fiz com amigos e adoro ele. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/4i6327ni528wfnb/Dem%25C3%25AAncias_do_Putrefacto.avi/file

Mantenha-se Demente (2002, Inacabado), de Petter Baiestorf.

Foi minha tentativa de erguer uma produção ultra gore com inspiração nos exagerados filmes japoneses de tentáculos, só que faltou dinheiro e tudo desandou. As poucas sequencias gravadas viraram o curta Fragmentos de uma Vida.

Fragmentos de uma Vida (2002, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Com efeitos gore do Carli Bortolanza e o Jorge Timm roncando no sofá que havia no set. Baixe o curta aqui: http://www.mediafire.com/file/w0vrblo016s0wpd/Fragmentos_de_uma_Vida.mpg/file

Minimalismo Surreal Vol. 1 (2002, 120 min.), de Petter Baiestorf, Ivan Pohl e Coffin Souza.

Foi uma coletânea com seis curtas nossos, que você mesmo pode montar em casa baixando os curtas: Não Há Encenação Hoje, Filme Caseiro Número Um, Relembre da Carne, 9.9, Analconda Y Los Vampiros de Tiburón e Carniça.

Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica (2003, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Íamos gravar outro roteiro, mas aí, indo pro set, o Carli Bortolanza achou uma TV jogada num lixão e elaborei este roteiro enquanto filmávamos. Foi exibido na sessão em homenagem ao Carlos Reichenbach, quando de sua morte. Baixei aqui: http://www.mediafire.com/file/l4x89m55sv8c7g1/Primitivismo_Kanibaru_Na_Lama_da_Tecnologia_Cat%25C3%25B3dica.avi/file

Cerveja Atômica (2003, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Filme de zumbis bêbados com trilha sonora inteiramente composta pelas bandas Impetigo e Lymphatic Phlegm. O filme está salvo, somente não o colocamos para download.

Frade Fraude Vs. O Olho da Razão (2003, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Baseados em Nietzsche e Bakunin, Coffin e eu gravamos este curta com ajuda do Claudio Baiestorf e, depois de finalizado, nos mandamos para um bailão dançar polka. Incrivelmente essa bomba foi comprada pela TV Brasil. Veja a bomba aqui: https://www.youtube.com/watch?v=jyoR4SXpMo4

Trinta e Um de Março para Todos os Santos de Sessenta e Quatro (2003, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Com o surgimento dos Bolsominions filhos da puta, tenho vergonha de ter feito este curta e ser confundido com um destes bostinhas. Possivelmente meu pior filme, onde meu senso de humor estava meio estranho. Mas foi feito e tá aí. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=aGrMUuKFbhE&t=206s

Quadrantes (2004, 65 min.), de Coffin Souza.

Depois de uma sucessão de curtas pavorosos o mais sensato era fazer um… Longa pavosoro sem dinheiro nenhum. O roteiro original do Coffin Souza era genial, mas meio que estragou tudo gravar ele sem dinheiro algum e os atores amadores até para nossos padrões habituais. Jorge Timm faz o papel de Deus neste filme. O filme está salvo, apenas ainda não o colocamos para download. Mas veja o diretor falando sobre a produção aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xu3Wjv56VmA

Ópio do Povo (2004, 3 min.), de Petter Baiestorf.

Outro daqueles filmes abstratos de vídeo arte que você odeia. Não veja. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/3ch8c7dgmacmtb6/%25C3%2593pio_do_Povo.avi/file

Buscando la Película Perdida (2004, 9 min.), de Petter Baiestorf, Coffin Souza e E. B. Toniolli.

Neste momento já tínhamos lançado o livro Manifesto Canibal, onde incentivávamos o vandalismo. Baseado nisso pegamos o copião do curta Buscando la Fiesta, de E. B. Toniolli, e montamos sem a autorização dele, que, logicamente, odiou e ficou vários meses sem falar conosco. Desculpa amigão! Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BgePh2yJe3M&t=331s

Vai Tomar no Orifício Pomposo (2004, 14 min.), de Petter Baiestorf.

Inspirados pelo livro Hollywood, do Bukowski, escrevemos este roteiro sobre as amarguras de ser produtor de filme vagabundo no Brasil, já prevendo que o país iria encher de crentes malditos adoradores de dinheiro. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=dwkZ3NXNIAE&t=9s

Somos a Ralé (2004, 36 min.), de Coffin Souza.

Um documentário porra louca onde nossos atortes refletem sobre o caos que é filmar sem dinheiro conosco. Apesar de eu ter sido o entrevistador/montador do curta, não lembro de absolutamente nada. Está perdido, mas estou em busca dele tal qual se fosse uma arca sagrada (vai que o Monty Python tá dentro).

Olhando a Cor da Melodia de Baixo para Cima com a Cabeça Raspada Parada (2004, 7 min.), de Canibais Etílicos.

Tem um momento na vida que o homem para o que está fazendo e analisa seus feitos, é sua chance de modificar tudo que está fora dos eixos. Bem, quando gravamos este curta não foi meu momento de refletir sobre os lixos que eu estava realizando, estava numa onda “No Future” (tipo agora neste 2019 bolsonarista). Este curta é possivelmente a coisa mais inútil que já fizemos numa carreira de inutilidades. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/0ge9svuhbbdx0vr/Olhando_a_Cor_da_Melodia_de_Baixo_para_Cima_com_a_Cabe%25C3%25A7a_Raspada_Parada.avi/file

Poesia Visceral (2004, 4 min.), de Canibais Etílicos.

Você curte ver uma pessoa vomitando? Então aqui é seu lugar. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/8jg38plaxuc9z34/Poesia_Visceral.avi/file

Predadoras (2004, 21 min.), de Coffin Souza.

Um grupo de meninas devorando homens tarados. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/hh671fvhou6f4hk/Predadoras.avi/file

Duelando pelo Amor de Teresa (2004, 19 min.), de Petter Baiestorf.

Este curta até que teve uma produção um pouquinho mais bem cuidada, ainda mais se comparado diretamente com as imbecilidades que estávamos fazendo em ritmo alucinado naqueles dias do glorioso ano de 2004. Ele chegou a pegar seleção em alguns festivais e foi exibido na TV Educativa. Por algum motivo que desconheço, ele continua sem a opção download.

Por Quê?… Porquê Sou Brasileiro!!! (2004, 15 min.), de Ivan Pohl.

Ivan prevendo o Brasil de hoje. Impagável, com trilha sonora da banda do Gurcius Gewdner. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/20lum8kucdm7z8q/Porque_Porque_Sou_Brasileiro_Filme_Pol%25C3%25ADtico_Trailers.rar/file

Ora Bolas, Vá Comer um Cu!!! (2004, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Sim pessoal, eu sei que faz mal pra imagem do artista postar uma caralhada de bosta que ele fez, mas veja aqui mais uma: http://www.mediafire.com/file/f2vyok8psazebs5/Ora_Bolas%252C_V%25C3%25A1_Comer_um_Cu%2521%2521%2521.avi/file

Terceira Festa de Boas Vindas ao Meteoro Amigo que se Espatifará no Planeta Terra no Ano de 2019 (2004, 85 min.), de Zero Yoshi.

Naquele ano a gente promoveu uma scholock fest em homenagem ao meteoro que vai cair neste ano e o Zero filmou tudo. Teve muita gente pelada fazendo asneiras e os Urtigueiros (banda dadaísta) tocando. O filme está perdido até o momento, pois como não foi distribuído só existe o máster dele, que está sumido.

Mike Guilhotina (2004, 26 min.), de Ivan Pohl.

O grupo Coffin Souza, Elio Copini, Everson Schutz e Ivan Pohl havia criado uma produtora de filmes experimentais chamada N.A.V.E., que significa Núcleo Avançado de Vídeomakers experimentais de Palmitos, e estava filmando inúmeras experimentações com cores e formatos, que acabam comigo distribuindo. Este curta faz parte do pacote, mas se encontra sumido. Foi uma homenagem do Ivan ao seu cachorrinho de estimação.

Vi$cio (2004, 15 min.), de Carli Bortolanza.

Está perdido. Bortolanza quer refilmar em 2020.

Baiestorf: Filmes de Sangueira & Mulher Pelada (2004, 20 min.), de Christian Caselli.

Não é nosso, é um documentário que o Caselli realizou sobre nossa arte. Tô colando ele junto porque acho que é necessário uma pausa para que você compreenda as motivações de tanta bosta que fizemos até o momento. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RTbOCpNmH8A&t=89s

Palhaço Triste (2005, 32 min.), de Petter Baiestorf.

Este foi o momento que parei para refletir sobre minha existência, sobre minha carreira de filmes ruins e, então, munido de minhas ruminações, realizei meu filme mais comercial, onde abri mão de tudo o que acredito para entregar este quase blockbuster hollywoodiano. Veja aqui: https://vimeo.com/230641180

A Curtição do Avacalho (2006, 73 min.), de Petter Baiestorf.

Com as edições de Gurcius Gewdner, fui deixando os filmes mais dinâmicos do que as produções feitas em VHS na década de 1990. Este Curtição foi uma experimentação estilo Cinema Marginal, filmado em uns 3 meses. Concluímos a produção em apenas 5 pessoas. Adoro o resultado final alcançado com ele e faria tudo de novo. Só existe em DVD físico, não estando disponível na internet por enquanto. Veja este fragmento do longa: https://www.youtube.com/watch?v=R-49eSZtkoA

O Monstro Legume do Espaço 2 (2006, 61 min.), de Petter Baiestorf.

Um erro que cometi, apesar que gosto bastante deste roteiro. Ele só existe em mídia física até o momento.

Que Buceta do Caralho, Pobre Só Se Fode!!! (2007, 23 min.), de Petter Baiestorf.

Minha homenagem pessoal ao cineasta George Kuchar, que viu o filme e elogiou bastante. Em teoria ele está na internet, disponível, mas não o encontrei para linkar aqui. De todo modo você o encontra no material extra do DVD de Arrombada.

Manifesto Canibal – O Filme (2007, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Baseado no livro Manifesto Canibal, vociferamos frases sobre como produzir sem dinheiro. Foi um estrondoso sucesso quando de seu lançamento, sendo exibido em muitas universidades e coletivos anarquistas. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/wqditv8vrieww7u/Manifesto_Canibal.avi/file

Ou assista online aqui: https://vimeo.com/242441585

O Nobre Deputado Sanguessuga (2007, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Meu curta infantil político surrealista, pelo qual tenho grande carinho. O cara por debaixo da incomoda maquiagem de dedo é meu pai, que fez tudo muito animado, ele adorava gravar conosco (se você reparar nas fichas técnicas de todos os filme, quase sempre o Claudio Baiestorf está por lá – ele faleceu em 2009). Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=bGn2OQYDBH8

Quando Jesus Bate à Sua Porta (2006, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Curta produzido para uma oficina de vídeo que tem a curiosidade de trazer os músicos Daniel ETE (da banda Muzzarelas) e Célia Harumi (Grease), ele no elenco, ela na produção/edição. Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=VRCPUzqVkwg&t=411s

Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!! (2007, 39 min.), de Petter Baiestorf.

Um de meus filmes mais populares (perdendo para as séries Zombio, Monstro Legume e o Vadias do Sexo Sangrento), que gravamos em 5 dias e foi a primeira de minhas parcerias com a Ljana Carrion. Apesar do filme parecer meio tenso, foram gravações bem alegres, com um grupo de pessoas incríveis. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/1zdilw3di117s3b/Arrombada.avi/file

Vadias do Sexo Sangrento (2008, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Reunimos praticamente a mesma equipe do curta anterior e, com acréscimo da Lane ABC, realizamos este divertido e alto astral filme sobre o amor. Ele é uma paródia metalinguística às comédias românticas e foi meu set mais harmônico desde sempre. Toda a equipe passava a maior parte do tempo pelada, o que deixou o ambiente muito leve e divertido. Você pode baixar ele aqui: http://www.mediafire.com/file/l0vy11tr6elytrt/Vadias_do_Sexo_Sangrento.avi/file

Kanibaru Shocking Shorts (2008, 50 min.), de Petter Baiestorf.

Vários curtas em apenas um único link. Surpresa, nem eu lembro mais o que tem nessa fita: http://www.mediafire.com/file/8ee9pt6km5kmfpt/kaniraru_gore_shorts_VOL_1.mp4/file?fbclid=IwAR23B-I0sYYlT7XJbnz8n5JZ6If4ZubZV9H3lte1kOhSyk_iEj8bbdPKIME

Encarnación del Tinhoso (2009, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Uma homenagem ao cinema de horror indiano, numa tentativa de incluir todos seus excessos, de sonoplastia até zoons e enquadramentos. Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=y7nzCpKgqiM

Ninguém Deve Morrer (2009, 31 min.), de Petter Baiestorf.

Sempre tive a vontade de rodar um musical. Também sempre tive vontade de rodar um faroeste, então me pareceu uma boa ideia unir as duas vontades e criar um musical western em homenagem aos filmes feitos na Boca do Lixo. Essa produção reuniu o pessoal que habitualmente trabalhava comigo até uma caralhada de músicos, zineiros e organizadores de mostras. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/8m235oakqfo3fyq/Ningu%25C3%25A9m_Deve_Morrer.avi/file

Sangue Marginal (2009, 77 min.), de Marco Vaz.

Outra pausa para você entender nossas motivações ao fazer um filme. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AJpz7PbPeAM

O Doce Avanço da Faca (2010, 35 min.), de Petter Baiestorf.

Essa foi a primeira produção que realizei com a atriz Gisele Ferran. Incrivelmente, sabe-se lá o porque, não está disponível na internet e nem em mídia física. Que lástima, não? Mas fiquem com este delicioso fragmento do média: https://www.youtube.com/watch?v=BZ9l6neQc_k

A Paixão dos Mortos (2011, 8 min.), de Coffin Souza e Gisele Gerran.

Curta filmado como se fosse uma fotonovela. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=kX9ahDLlXto&t=200s

Zombio 2 – Chimarrão Zombies (2013, 83 min.), de Petter Baiestorf.

Meu Cidadão Kane. Único filme onde tive um orçamento minimamente decente (e era apenas meio terço do que eu realmente precisava). Só consegui finalizar este lona porque recebi ajuda de absolutamente todo mundo. As gravações foram durante 23 dias, mais 18 dias para montar tudo. Precisava de mais tempo pras duas coisas, mas tá feito e tá aí. Baixe aqui com legendas em inglês: http://www.mediafire.com/file/a62i2x43awdbz2x/Zombio_2_with_subtitles.mp4/file

Ou assista online aqui: https://vimeo.com/225099168

Filme Político (2013, 2 min.), de Petter Baiestorf.

Fazia parte do projeto Páscoa Sarnenta, mas só conseguimos concluir ele. Este projeto foi elaborado pelo Felipe M. Guerra, que consistia em gravar os bastidores de uma produção minha, mas inventei de filmar 4 curtas em 3 dias e deu tudo errado. Conto essa história com detalhes no livro inédito Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada (onde inclusive há uma hilária passagem sobre Gurcius Gewdner sendo o apoio para uma mesinha onde um casal de atores trepava).

As Fábulas Negras (2014), de Zé do Caixão, Rodrigo Aragão, Joel Caetano e Petter Baiestorf.

Neste ano não tive produção própria, apenas trabalhei nessa produção da Fábulas Negras. Assista meu episódio aqui: https://www.youtube.com/watch?v=KeeQ_aNatso&t=24s

13 Histórias Estranhas (2015), de Vários diretores.

E no ano seguinte fiquei envolvido neste aqui, A Cor que Caiu do Espaço, baseado em conto de Lovecraft, onde peguei o dinheiro da produção e dei pro pessoal que trabalhava comigo e filmei tudo sem dinheiro. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/9b96vot1sdt9t7u/A_Cor_Que_Caiu_do_Espa%25C3%25A7o_-_Master_com_Cr%25C3%25A9ditos.avi/file

Ou assista aqui: https://vimeo.com/223284510

Até Que… E Deu Merda (2017, 4 min.), de Carli Bortolanza.

Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/tbdrzpaflov0jdg/At%25C3%25A9_que…_e_deu_m%2Ard%2A%2521.avi/file

Baiestorf (2017, 20 min.), de Bruno Sant’Anna.

Última pausa para entender nossas motivações. Prometo que no próximo documentário sobre a Canibal Filmes vou desmentir tudo e mudar as referências e influências, só pra causar caos e desordem. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=7p0LAxjgEgs&t=46s

Ándale! (2017, 4 min.), de Petter Baiestorf.

Em 2015 eu havia aberto a loja Mondo Cult em Porto Alegre, mas deu tudo errado e tal empreendimento fodeu com minha vida financeira. Então, desde 2015, não estou mais conseguindo bancar meus filmes, ou seja, só estou conseguindo fazer pequenos filminhos com ajuda de velhos amigos. Este aqui rodamos sem dinheiro nenhum e acabou ganhando vários prêmios de melhor curta experimental. Veja aqui: https://vimeo.com/219401005

Beck 137 (2017, 11 min.), de Petter Baiestorf.

Curta realizado em Goiânia, com suporte da Mostra Crash, onde ministrei uma oficina sobre como fazer filmes sem orçamento com uso de celulares. O resultado ficou bem bacana, mas não tenho autorização para disponibilizar o curta aqui.

A Noiva do Turvo (2018, 4 min.), de Loures Jahnke.

Produzi este outro curta feito em celular com amigos das antigas e os filhos deles. Gosto do resultado lindão que ele ganhou e esse clima de pão caseiro que ele tem. Veja aqui: https://vimeo.com/256403432

A História Kaingang por Eles Mesmos (2018, 22 min.), de Petter Baiestorf.

Não é um documentário, é apenas um registro da tradição oral dos kófas kaingangs, onde eles resgatam a história da T.I. Guarita. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/e39rr2euw8542c5/Historia_Kaingang_por_eles_mesmos_-_Final_v3_-_com_legendas.mp4/file

Purgatório Axiomático (2019, 5 min.), de Fábio Ruffino.

Nem sei se eu podia compartilhar o filme aqui, mas é o primeiro filme onde assino a trilha sonora, compondo a música inteira. Depois dele assinei ainda a composição da trilha sonora de Brasil 2020, meu último curta. Baixe a trilha aqui: http://www.mediafire.com/file/dffnteluflffwrq/Demotape_Baiestorf_-_Experimenta%25C3%25A7%25C3%25A3o_do_Caos_C%25C3%25B3smico.rar/file

Brasil 2020 (2019, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Meu último e recém lançado curta. Baixe aqui e pirateie por favor: http://www.mediafire.com/file/kcn37zc94ymom23/Brasil_2020_-_Final_FullHD.mp4/file

E se você curtiu a trilha sonora que compus pro filme, baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/dpvc0s78494829g/Brazil_2020_-_Soundtrack.rar/file

Outros que fiz posters:

A Arte da Tortura (2015, 3 min.), de Carli Bortolanza.

Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/d9dw4ycdos38kd5/A-Arte-da-Tortura-Final.flv/file

E mais essa série de posters para filmes que tive que abandonar por problemas com orçamento ou que fiz posters fakes. Estes filmes não existem, mas me dê dinheiro e todos se tornarão realidade!

Se você curtiu os posters, baixe todos em alta qualidade aqui NESTE LINK.

por Petter Baiestorf

Chapado

Posted in Cinema, download, Manifesto Canibal, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 12, 2016 by canibuk

Chapado (1997, 30 min.) Escrito, Produzido, Estrelado e Dirigido por Petter Baiestorf, Coffin Souza e Marcos Braun. Também estrelando: Jorge Timm no papel de Tor Johnson.

Sinópse: Três michês resolvem se trancar dentro de um filme e ficam se utilizando de todo tipo de drogas em loop toda vez que algum cinéfilo voyeur insiste em ficar tentando entender suas desventuras com as drogas e cinema.

chapado20 anos atrás, em meados de 1996, Coffin Souza e Marcos Braun se reuniram comigo para elaborarmos um roteiro sem começo, meio e fim que simplesmente mostrasse um grupo de amigos se chapando sem qualquer tipo de moralismo ou explicações. Então, ao invés de escrevermos um roteiro, ficamos sentindo as drogas e o álcool durante um mês e registrando sem nos preocuparmos com a narrativa e com o público. A ideia era deixar correr e, depois, ver no que ia dar.

Por motivos mais do que óbvios, não lembro direito das filmagens. Sei que ficamos uns 6 meses nesta experiência lisérgica colhendo material para montar um filme e experimentando sentimentos diversos. Filmamos no Oeste de Santa Catarina, interiorzão do RS e acabamos realizando algumas cenas em Porto Alegre.

digitalizar0027Mas as filmagens tiveram vários momentos divertidos. Antes de começar a experiência fomos até numa festa tradicional da região Oeste e vimos uma iluminação dando sopa num stand de uma concessionária de carros e resolvemos roubar pela curtição de fazer algo errado. E lá fomos Braun e eu completamente grogues de uísque roubar  a luz, só que saímos correndo com ela sem perceber que ainda estava plugada numa tomada, fazendo o maior estardalhaço, com seguranças correndo atrás de nós e o Jorge Timm bêbado com o carro, onde iríamos entrar, em zigue e zague na nossa frente. Depois que iniciamos as filmagens, quase fui atropelado ao filmar sobre a ponte do Rio Uruguai, na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A cena em questão não estava sendo gravada ainda, mas depois simulamos novamente para ter o momento no filme (essa cena simulada está no filme). Neste mesmo dia também me pendurei numa escada enferrujada – e quase soltando – que havia no meio da ponte.

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Como queríamos uma cena de impacto no filme, resolvemos invadir um cemitério e cavar uma tumba por lá (vazia, lógico, não somos tão retardados assim). Só que chegando no cemitério avistamos uma cruz gigante e então acabamos realizando uma performance festiva nesta cruz gigante – cena que está no filme – que diz muito sobre o que achamos que qualquer tipo de religião faz com o povo. Assim que terminamos de filmar essa cena apareceu um cortejo fúnebre no cemitério, foi engraçado a gente saindo de fininho com pás, enxadões e o ator se vestindo. Talvez tenhamos traumatizado aquela família que só queria enterrar um ente querido. Em tempo: Os créditos de “Chapado” foram inseridos na metade do filme, então para ver essa cena da cruz é só continuar assistindo o filme pós os créditos finais.

“Chapado” nunca foi oficialmente exibido em lugar nenhum, sabemos que não é um filme para qualquer audiência. Mas foi feito e adquiriu vida própria, então volta e meia alguém que viu ele nos tempos do VHS (ele era comercializado numa fita junto do “Bondage 2 – Amarre-me, Gordo Escroto!!!“) me comenta que curte ficar sentindo o filme enquanto fuma um. Em DVD ele faz parte do DVD “Festival Psicotrônico Vol. 1”.

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Se você quiser conhecer o filme, pode baixar clicando no nome do filme: CHAPADO. Claro que é bem possível que você venha a odiar essa produção e achar que perdeu meia hora de sua vida (caso seja um destes fãs de cinemão de Hollywood). É só um filme pra ser sentido, como se fosse uma vídeo poesia das mais feias e cretinas – porque poetas, necessariamente, não tem a obrigação de serem bonzinhos e compreensivos.

Falta de lembranças de Petter Baiestorf.

Dei sequencia a essas experiências em 2005 com o filme “Palhaço Triste” que você pode assistir online:

Chiquitas Rosas na Cauda do Cometa

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The Pink Chiquitas (1987, 83 min.) de Anthony Currie. Com: Frank Stallone, Bruce Pirrie, Elizabeth Edwards e Claudia Udy.

pink-chiquitas-1987A década de 1980 foi um celeiro mundial de cinema nonsense com senso de humor cretino, legando para a eternidade inúmeros filmes idiotas impossíveis de serem levados a sério, como este “The Pink Chiquitas”. Aqui um meteoro rosa caí na pequena cidade de Beamsville onde Tony Mareda (Frank Stallone), o maior detetive particular do mundo, está sendo perseguido por mafiosos. Durante um tiroteio no drive-in local (que exibia o filme falso “Zombie Beach Party 3”) acabam encontrando o meteoro rosa que transforma as mulheres em ninfomaníacas. Tony Mareda, com ajuda de alguns bobos locais, começa a investigar os estranhos acontecimentos que envolvem as pacatas mulheres da cidade, agora transformadas em doidas varridas independentes que matam homens durante o sexo. Organizadas sob a liderança da bibliotecária Mary Ann (Elizabeth Edwards), vestidas com roupas rosas, armadas até os dentes (incluindo um tanque de guerra com camuflagem rosa), as novas fêmeas da cidade pretendem tornar todos os homens em verdadeiros zumbis sem energia nem vontade própria. Quando Tony Mareda é capturado pelas ninfomaníacas é escolhido pelo meteoro rosa para ser o reprodutor de uma nova raça, até que um de seus parceiros descobre que o meteoro pode ser combatido com… água! Pura bobagem oitentista imperdível!!!

the-pink-chiquitas2“The Pink Chiquitas” é o único longa do canadense Anthony Currie, curta-metragista que escreveu e dirigiu “These Foolish Things” (1977), “Sentimental Fool” (1978) e “Productivity and Performance By Alex K.” (1984), todos eles estrelados por seu amigo Bruce Pirrie. Como a maioria das produções canadenses, o filme se disfarça de norte-americano e traz Frank Stallone, irmão de Sylvester, completamente a vontade com sua simpática canastrice. Frank nasceu em New York no ano de 1950 e se tornou ator e compositor. O início de sua carreira foi como cantor de jazz e conseguiu emplacar um sucesso, “Far From Over”, música que está na trilha sonora de “Staying Alive/Os Embalos de Sábado Continuam” (1983), genial (talvez eu seja o único que acha isso) continuação de “Saturday Night Fever/Os Embalos de Sábado À Noite” (1977) dirigido por Sylvester onde, além da música, aparece fazendo um pequeno papel como guitarrista de uma banda. Tendo feito pequenos papéis nos filmes do irmão (está na série “Rocky” e em “Paradise Alley/A Taberna do Inferno”), “The Pink Chiquitas” foi sua estreia num papel principal e revelou que Frank leva muito jeito para a comédia. Em seguida Frank trabalhou em “Barfly” (1987), de Barbet Schroeder, filme escrito por Charles Bukowski; “Fear/Momentos de Terror” (1988), ação de Robert A. Ferretti e, então, começou a ser chamado para inúmeros filmes B como o horror “Masque of the Red death” (1989), de Alan Birkinshaw, com roteiro baseado em conto de Edgar Allan Poe; “The Roller Blade Seven/Patinadores do Futuro” (1991) e sua continuação “Returno f the Roller Blade Seven” (1992), ambos do divertido diretor Donald G. Jackson; o terror “Night Claws” (2013), de David A. Prior, até a comédia musical “Zero Dark Dirty” (2013) de Lex Lvovsky e Joe Walser. Nos últimos anos Frank Stallone tem aceitado papéis em vários curtas-metragens, como “ChupaCobra” (2013) de Ricky Lloyd George.

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Frank Stallone

O responsável pela trilha sonora de “The Pink Chiquitas” foi Paul Zaza, veterano compositor do cinema canadense que compôs para quase 100 filmes, incluindo aí várias produções de Bob Clark e filmes ultra divertidos como “Prom Night/A Morte Convida Para Dançar” (1980), horror de Paul Lynch; “My Bloody Valentine/Dia dos Namorados Macabro” (1981), de George Mihalka; “The Brain/O Cérebro” (1988), alucinada produção de Ed Hunt sobre um programa religioso de auto-ajuda que enlouquece a audiência; e “Flesh Gordon Meets the Cosmic Cheerleaders” (1990) de Howard Ziehm, continuação do clássico erótico “Flesh Gordon” de 1974.

the-pink-chiquitas“The Pink Chiquitas” tem um climão de farsa típico da década de 1980, muitas cenas do filme parecem saídas de uma história em quadrinhos da revista MAD, como quando Tony Mareda está pescando e é puxado por um peixe e sai esquiando no lago com duas tábuas do píer grudadas em seus pés fazendo as vezes de Sky aquático ou quando o gay da cidade tenta se passar por uma chiquita e o meteoro rosa detecta-o como homem. É uma pena que o diretor Anthony Currie não tenha conseguido rodar mais comédias nesta linha. “The Pink Chiquitas” vai agradar em cheio aos fãs de filmes como “Midnight Movie Massacre/Aconteceu à Meia-Noite” (1988) e “Lobster Man From Mars/O Fim do Planeta Marte” (1989).

Infelizmente continua inédito (e pouco conhecido) no Brasil.

Por Petter Baiestorf para seu livro “Arrepios Divertidos”.

Assista “The Pink Chiquitas” aqui:

As Dançarinas Fogosas da Boate Infernal na Ilha das Aranhas Gigantes

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“Ein Toter Hing Im Netz” (“Horrors of Spider Island”, 1960, 75 min.) de Fritz Böttger. Com: Helga Franck, Helga Neuner, Harald Maresch e grande elenco de bichos peludos peçonhentos.

A história deste pequeno clássico da tranqueira cinematográfica é das mais vagabundas possíveis: Um grupo de dançarinas de uma boate de New York voa para Singapura onde vão se apresentar num inferninho local. Ao sobrevoar o Oceano Pacífico o avião pega fogo e cai (salvando-se apenas as dançarinas e Gary, o dono da boate). Após alguns dias desidratando num bote salva-vidas, o grupo avista uma ilha. Explorando o terreno eles descobrem água fresca e, também, um estranho martelo que lhes dá esperança de que a ilha seja habitada. Logo em seguida avistam uma cabana e a alegria contagia o grupo de beldades que poderiam estar mais semi-nuas, mas ao abrir a porta se deparam com um homem morto pendurado numa teia de aranha gigante. Lendo o diário as dançarinas descobrem que o morto era um professor que estava procurando urânio (com seu martelo?) e percebem que há comida na cabana para cerca de um mês. Gary resolve explorar o resto da ilha sozinho e é picado por uma inacreditável aranha gigante, se tornando um bestial homem-aranha e, seguindo seus instintos mais primitivos, mata uma das dançarinas. Um mês depois dois homens chegam a ilha com suprimentos para o professor e dão de cara com as meninas que explicam tudo aos heróis e, tendo que esperar o navio voltar no dia seguinte para pegá-los, resolvem comemorar a última noite com uma festa. Nada mais natural, lógico!

Não se iluda com o título do filme, a aranha que pica Gary transformando-o numa besta-fera mistura entre homem e aranha, não aparece nem três minutos na produção (mas sua aparição é motivo de risos involuntários) e Gary, depois de transformado em homem-aranha, não se parece com uma aranha, lembrando mais um lobisomem depilado do que qualquer outra coisa. Aliás, o título original, que significa “Um Cadáver Pendurado na Teia”, tem mais haver com o roteiro. A pobreza da produção é gritante, mera desculpa para colocar lindas atrizes com poucas roupas numa ilha deserta, mas como trashmaníacos não estão atrás de tratados intelectuais filmados, “Ein Toter Hing Im Netz” cumpre bem sua função de divertir, com diálogos ridículos espirituosos onde as mal dirigidas atrizes nunca tem a reação de pânico que a história exige. O filme foi lançado duas vezes nos USA, a primeira em 1962 com o título “It’s Hot in Paradise” e uma segunda vez em 1965 com o título modificado para “Horrors of Spider Island”. Quando lançado em vídeo ganhou o nome de “Girls of Spider Island”.

“Horrors of Spider Island” é dirigido pelo roteirista Fritz Böttger (1902-1981) que se mostra completamente amador e sem criatividade no comando da produção (em 1953 ele tinha assinado outros dois filmes como diretor, “Die Junggesellenfalle” e “Auf Der Grünen Wiese”, que não consegui assistí-los). Como roteirista assinou mais de 35 filmes, principalmente comédias leves e musicais jovens como “Liebe, Jazz und Übermut” (1957) de Erik Ode e “Hula-Hopp, Conny” (1959) de Heinz Paul. Em 1963 passou a escrever roteiros para filmes produzidos pela TV alemã. O filme foi produzido pela dupla Gaston Hakim e Wolf C. Hartwig, ambos especializados em nudie-movies e sexploitation de baixo orçamento e gosto duvidoso. Hakim produziu lindezas como “The Naked Venus” (1959), drama erótico dirigido por Edgar G. Ulmer e “Her Bikini Never Got Wet” (1962), tão vagabundo que não tem nem diretor creditado. Em 1964 se aventurou na direção com “A French Honeymoon”, uma comédia erótica das mais estúpidas possíveis. Hartwig teve carreira repleta de êxitos finaceiros, como “Die Nackte und Der Satan/The Head” (1959) de Victor Trivas, sobre um cientista que inventa um soro capaz de manter a cabeça de um cão viva e, depois de sua morte, é obrigado a ajudar sua enfermeira corcunda numa bizarra experiência; “The Bellboy and the Playgirls” (1962) de Fritz Umgelter, com cenas adicionais escritas e dirigidas por um jovem Francis Ford Coppola; a série sexploitation “Schulmädchen-Report”, que teve 13 filmes entre 1970 e 1980; e o clássico de guerra “Cross of Iron/Cruz de Ferro” (1977) de Sam Peckinpah. A direção de fotografia de “Horrors os Spider Island” é do veterano Georg Krause (1901-1986) que, entre outros, assinou a fotografia de “Paths of Glory/Glória Feita de Sangue” (1957) de Stanley Kubrick. Os efeitos pavorosos desta simpática bomba cinematográfica são de autoria do maquiador Irmgard Forster, sempre incompetente que, em 1968, trabalhou em “Necronomicon – Geträumte Sünden/Succubus”, do genial Jesus Franco.

“Ein Toter Hing Im Netz” conquista por seus defeitos. Coffin Souza me enviou o poster de cinema brasileiro de “Horrors of Spider Island”, que aqui no Brasil de chamou “Um Homem na Rêde”. No próximo post publicaremos a versão dele em fotonovela lançada no Brasil pela revista “Ultra Ciência” (número 6) com o título de “A Ilha do Terror“.

por Petter Baiestorf.

Assista “Horrors of Spider Island” aqui:

La Mujer Murcielago e a Criatura Anfíbia Humana

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“La Mujer Murcielago” (1968, 80 min.) de René Cardona. Com: Maura Monti, Roberto Cañedo, Héctor Godoy e Jorge Mondragón.

Cinco atletas aparecem misteriosamente assassinados e um agente especial é chamado para resolver o caso, antes mesmo dele fazer qualquer coisa, já avisa: “A única pessoa que pode resolver isso é a Mujer Murcielago!”. E logo a Mujer Murcielago em pessoa chega em Acapulco para ajudar o agente a resolver o mistério. Seu uniforme é um achado, usa um diminuto bikini com capa, luvas e máscara de morcego (que lembra muito o visual da mulher-gato). Logo ficamos sabendo que o responsável pelas mortes é o Dr. Eric Williams, um cientista louco que tem até um assistente demente chamado… Igor!!! A dupla está matando os atletas para extrair a glândula pineal e assim criar a criatura anfíbia humana (essa dupla rende os momentos mais divertidos com seus exageros canastrões). Durante a investigação os agentes ficam encantados com a beleza da Mujer Murcielago e seus ousados (para a época) decotes. Logo, sem ajuda de ninguém, ela entra escondida no iate do Dr. Williams e fica sabendo dos planos dele. Seguindo a lógica do cinema mexicano a Mujer Murcielago escapa do iate e vai treinar luta livre ao invés de resolver o problema e assim passa a ser perseguida pelos capangas do Dr. (que passam a usar aquelas máscaras de ladrões de quadrinhos) que são incumbidos de descobrir a identidade dela para aí, somente então, matá-la (não seria mais fácil só matar ela?). Paralelo a essa confusão toda, Dr. Eric Williams e Igor conseguem criar a criatura anfíbia humana (um monstro aquático vermelho inspirado no Monstro da Lagoa Negra) que é controlado por um zumbido e enviado para capturar a Mujer Murcielago que serviria perfeitamente para ser a fêmea da criatura (diante do sucesso de sua criação, Dr. Williams começa a delirar sobre a criação de um exército destas criaturas para dominar todos os Oceanos e dominar o mundo, HAUAHAUAAHAU – risadas de dominar o mundo!). Com o primeiro ataque da criatura falhando, o Dr. manda um de seus assistentes colocar um transmissor na capa da Mujer Murcielago e a criatura anfíbia humana é enviada outra vez para raptá-la durante a noite, o que rende uma das mais legais lutas do filme, com a Mujer Murcielago derrotando a criatura vestindo uma camisola transparente curtinha, ficando com um visual extremamente sexy. Com mais essa falhada magistral da criatura (que aparentemente não serve prá nada), Dr. Eric Williams muda de estratégia e resolve raptar o agente e o capitão da polícia para que a Mujer Murcielago venha ao sei iate resgatá-los (numa interessante inversão do clichê “mocinho salva mocinha”). No finalzinho do filme há uma piada com a coragem da Mujer Murcielago: depois de enfrentar cientistas loucos, capangas malvados, monstros vermelhos e resolver tudo no braço, ela fica histérica ao ver um rato na sua casa e salta nos braços do agente que salvou horas antes. Hilário!!!

Assim como num filme do lutador mascarado Santo, a Mujer Murcielago faz tudo usando máscara (apenas o agente sabe sua identidade). Essa sexy heroína ganhou vida sendo interpretada pela gostosa atriz Maura Monti, uma italiana que se mudou para a Venezuela aos 5 anos de idade e se tornou modelo. Das passarelas para o cinema foi rápido e estrelou vários filmes ótimos como “El Planeta de las Mujeres Invasoras” (1966) de Alfredo B. Crevenna, “La Muerte en Bikini” (1967) de Arturo Martínez, “Santo contra la Invasión de los Marcianos” (1967) também de Crevenna, “S.O.S. Conspiracion Bikini” (1967) de René Cardona Jr., “Muñecas Peligrosas” (1967) de Rafael Baledón, “Las Vampiras” (1969) de Federico Curiel e o clássico “The Incredible Invasion” (também conhecido como “Alien Terror” e que se chamou “Invasão Sinistra” aqui no Brasil, 1971) de José Luis González de León (com as cenas americanas dirigidas por Jack Hill e as mexicanas por Juan Ibáñez), filme vagabundérrimo que se destaca por ter Boris Karloff em fim de carreira no elenco. Nos anos da década de 1970 Maura Monti desiste do cinema (por causa das cenas de nudez) e passa a interpretar em produções da TV mexicana.

A espetacular trilha sonora de “La Mujer Murcielago” foi interpretada por Leo Acosta y su Conjunto de Jazz, o que deixou o filme com um ritmo alucinante. René Cardona, o diretor, é também ator no clássico “El Baron del Terror” (1962) de Chano Urueta, pai do diretor René Cardona Jr. e dirigiu 145 longa-metragens, se tornando uma referência do cinema popular mexicano. Já o produtor de “La Mujer Murcielago” é Guillermo Calderón que foi o responsável por inúmeros filmes de lutadores mascarados e outras temáticas exploitation/populares, como produções explorando rock’n’roll, westerns, filmes de horror, dramas adolescentes e romances bregas envolventes. Vários filmes de René Cardona, como “Santa Claus” (1959), “Las Luchadoras contra la Momia” (1964) e “La Horripilante Bestia Humana” (1969), foram produzidas por Calderón. E o roteirista Alfredo Salazar é irmão do ator, produtor e diretor Abel Salazar (“El Baron del Terror”), dirigiu 10 longas (entre eles “Bikinis y Rock” de 1972 e “Herencia Diabólica” de 1994) e roteirizou outros 63 filmes. O make-up do filme é de Margarita Ortega e o monstro (não dou certeza porque não consegui confirmar a informação) parece que foi elaborado por Alfonso Bárcenas.

“La Mujer Murcielago” é uma mistura de Santo e 007 com muita ação, cenários kitsch com cores berrantes (na melhor tradição festiva mexicana), história absurda cheia de furos que dão o charme classe Z necessário para tornar essa produção uma peça rara do incrivelmente colorido cinema psychotrônico made in México.

por Petter Baiestorf.