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Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Download!!!

Posted in Cinema, download, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 21, 2016 by canibuk

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“Arrombada – Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!!” (2007, 42 min.) escrito, fotografado, produzido e dirigido por Petter Baiestorf. Maquiagens gore de Carli Bortolanza. Edição de Gurcius Gewdner. Com: Ljana Carrion, Coffin Souza, PC, Gurcius Gewdner e Vinnie Bressan.

Inspirado pelo caso do Juiz Lalau escrevi o roteiro de “Arrombada” em uns 3 dias e chamei uma equipe extremamente reduzida para filmar tudo em 4 dias. Minha ideia era realizar um sexploitation, com muitas cenas de sexo quase explícito, que fosse uma crítica ao poder, mostrar um senador (que também era juiz de direito) se aproveitando da impunidade no Brasil para cometer os mais terríveis crimes, sempre ajudado por seus cães fiéis (um religioso e um profissional liberal, não incluí um militar no bando porque queria deixar a segurança completamente de fora do filme, sem mostrar absolutamente nenhum cão fardado). O filme está cada vez mais atual diante o cenário político – e social – brasileiro, apesar de minha abordagem com toques de humor nonsense em algumas partes do filme.

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As filmagens de “Arrombada” aconteceram no inverno de 2007 e foram extremamente rápidas e sem contratempos. O único problema mais grave que aconteceu durante as filmagens foi que nossa câmera parou de funcionar numa madrugada de externas por causa da umidade, fazendo-nos perder aquela madrugada de trabalhos já que tínhamos apenas uma câmera na produção. Sim, o filme foi feito com orçamento nenhum (acredito que gastamos, ao final de tudo, R$ 1.500,00 na produção). Durante as filmagens algo engraçado era ver a agonia de Coffin Souza com aquele bigodinho Adolf Hitler Stylle, ele estava visivelmente envergonhado de estar usando o bigode daquele jeito, tanto que quando encerramos as gravações a primeira coisa que fez foi ir no banheiro retirar o tal bigodinho da vergonha. Um de nossos passatempos durante as filmagens era convidar ele pra ir até no mercadinho da vila onde estávamos filmando (ele nunca foi junto, lógico).

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Vinnie Bressan, Gurcius, Souza (já sem o bigodinho da vergonha) e Ljana na bebedeira de encerramento das filmagens de “Arrombada”.

Por ser frio demais durante as filmagens, a equipe e elenco se aquecia bebendo vinho vagabundo. Acho que a equipe completa foi Carli Bortolanza, Ljana Carrion, Vinnie Bressan, Gurcius Gewdner, Coffin Souza, PC, Elio Copini, Claudio Baiestorf e eu. Como não rodamos making off desta produção posso estar esquecendo alguém.

cartazarrom“Arrombada” foi lançado em alguns cinemas de SC ainda em 2007, fazendo uma espécie de complemento ao longa-metragem “Mamilos em Chamas” do meu grande amigo Gurcius Gewdner, era uma sessão bastante única na história do cinema brasileiro e o público se divertia demais, nenhuma das sessões foi comportada. No lançamento de “Arrombada” botamos a banda de industrial harsh A Besta para animar o público antes e depois da sessão, também promovemos o re-lançamento de “Zombio” (1999) para essa ocasião e depois desmembramos o programa, com “Arrombada” fazendo sua bilheteria e “Zombio” tendo o re-lançamento à parte. Para as sessões na região de Palmitos/SC, mandei confeccionar um grande cartaz onde se lia “Filmado com meninas da região” e “Não ria!!! Sua irmã pode estar neste filme!!!”, claro que lotou as sessões de caras sedentos pelas garotas da região (Ljana era de Florianópolis, mas a magia do cinema exploitation deve ser mantida). Essas sessões de Palmitos realizamos, ainda, em clima de “proibição”, pessoal chegava meio que escondido nas sessões, tendo um gostinho de estar vivendo nos tempos da lei seca ou da censura militar brasileira. O público adora se sentir parte de algo secreto, é importante fazê-los acreditarem que estão participando de algo fora-da-lei. Claro que o que funcionava 10 anos atrás não quer dizer que ainda funcionará nos dias de hoje.

Para ler o roteiro de Arrombada.

Para baixar ARROMBADA – VOU MIJAR NA PORRA DO SEU TÚMULO!!!

Comprar DVD de Arrombada com extras e inúmeros curtas da Canibal Filmes de brinde, entre na loja MONDO CULT.

por Petter Baiestorf.

Veja o trailer de “Arrombada” aqui:

Algumas fotos de bastidores:

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Gurcius experimentando o olho arrombado.

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Preparando a carne para o churrasco dos poderosos.

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Baiestorf dirigindo Ljana e Souza.

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Ljana repensando a vida e passando frio.

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Ljana sendo maquiada por Carli Bortolanza.

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Repassando o roteiro.

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Elenco se diverte enquanto a equipe técnica prepara alguma tomada.

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Ljana e Souza.

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Baiestorf, Souza e PC.

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Elio Copini colocando as fraldas em Carli Bortolanza.

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Gurcius e Vinnie.

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Erros de gravação geram risadas intermináveis.

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Vinnie e Carli em seu momento Zatoichi.

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Carli Bortolanza preparando o sapato do senador.

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Como cegar um senador.

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Claudio Baiestorf, Ljana, Vinnie e Souza se aquecendo na madrugada fria.

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Repassando o roteiro na madrugada.

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Bortolanza empalando Vinnie.

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Mangueirinhas do chafariz anal.

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Ljana e Gurcius esperando a chamada pra filmar.

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O Chafariz anal de “Arrombada” funciona!!!

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Vinnie e Claudio Baiestorf.

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Roteiro de Arrombada – Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!!

Posted in Cinema, Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 23, 2012 by canibuk

um roteiro de Petter Baiestorf.

Em 2006 fiz dois longas, “A Curtição do Avacalho” (em breve publico o roteiro ilustrado com fotos aqui) e “O Monstro Legume do Espaço 2”; o primeiro uma experiência metalingüistica anárquica sobre as possibilidades de se fazer/pensar cinema independente no Brasil sem a necessidade de ser comercial. O segundo, a continuação de meu maior cult movie, “O Monstro Legume do Espaço” (produção de 1995), desta vez com ritmo mais moroso, tentando um estranho crossover entre os clichês dos filmes B’s com o drama rural de Ozualdo Candeias, quase ninguém gostou desta mistura, mas achei uma experiência bem válida e interessante.

Depois de dois filmes prá pouco público resolvi voltar a produzir (escrever e dirigir) um sexploitation cafajeste e concebi este roteiro chamado “Arrombada – Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!!” e, em 2007, reuni velhos parceiros (Coffin Souza, CB Rot, Gurcius Gewdner, PC, Claudio Baiestorf, Elio Copini), novos parceiros (Ljana Carrion e Vinnie Bressan) e filmamos em apenas quatro dias um pequeno média-metragem cheio de estupros, na melhor tradição dos filmes de vingança dos anos 70. “Arrombada” foi lançado em alguns cinemas aqui do Sul do Brasil em programa double feature com o longa-metragem “Mamilos em Chamas” (2007) de Gurcius Gewdner e fez razoável sucesso. Segue o roteiro original de “Arrombada” para os fãs do filme, há algumas cenas que não consegui filmar nos quatro dias de produção e improvisei mudanças. Canibuk também já publicou o roteiro ilustrado de “Vadias do Sexo Sangrento” (2008).

Seq. 01- Em frente à casa do Baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Câmara estática filmando algumas flores, Vômito contra a lente da filmadora.

Corte para Traficante vomitando (segurando uma garrafa de vinho na mão) em frente as flores do jardim da casa de campo do Juiz de direito.

Juiz (com um bigodinho imitando o bigode de Hitler) e seus comandados (um velho sentado numa cadeira com cobertor tapando as pernas, Padre com batina e cruz cristã, Médico engravatado) estão na frente da casa, perto do carro do traficante, esperando por ele.

Traficante limpa a boca com manga de sua jaqueta e vai até os classe-média.

TRAFICANTE: A menina está no porta-malas!!!

Médico e Padre retiram a menina desmaiada do porta-malas do carro e entram na casa com ela.

Close no rosto do velho sentado na cadeira sem esboçar reação alguma.

Ao lado do carro ficam o traficante e o Juiz…

Traficante bebe generosos goles de seu vinho… Câmera se aproxima do rosto do Juiz.

Seq. 02 – sala da casa de Baiestorf-cidade/Noite. (FLASHBACK).

Música:

Cenas:

Sentados em uma mesa estão o traficante e o Juiz de direito.

JUIZ: Você vai pegar 35 anos de pena por tráfico de drogas, vou fazer você apodrecer na cadeia…

TRAFICANTE: Não me diga!!!… Quanta grana compra minha liberdade???

JUIZ: Não precisa bancar o durão… Sou juiz de direito, fui eleito senador pela segunda vez, sou rico e branco… Dinheiro é algo que eu tenho aos montes… Mas penso em outra coisa prá livrar tua cara, se você estiver interessado em fazer um servicinho prá mim livro tua cara fácil fácil…

TRAFICANTE: Posso arranjar qualquer coisa!!!

JUIZ: E vai, vou dar uma festinha com alguns amigos no meu sítio e vou precisar de uma garota inocente… quero que você seqüestre uma garota e me entregue neste endereço (e entrega um cartão).

TRAFICANTE: Isso é fácil… E quando eu entregar a menina qualquer coisa entre mim e a justiça brasileira será destruído???

JUIZ: Claro, te entrego os processos quando você entregar a menina!!!

E os dois apertam as mãos selando o compromisso. Bebem seu uísque com um brilho nos olhos.

Seq. 03- Em frente à casa do Baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Câmera se afasta do traficante que limpava seus lábios novamente.

TRAFICANTE: O que vocês vão fazer com essa garota?

JUIZ: Você ainda não aprendeu que, levando-se em conta sua profissão, é melhor ficar calado??? (e sorri)

TRAFICANTE: E os meus processos, quero eles!!!

JUIZ: Segunda – feira pela manhã, no meu escritório!

TRAFICANTE: você ia me entregar aqui, hoje…

JUIZ: Eu sou um juiz de direito, senador eleito pela segunda vez, um homem letrado de palavra, um verdadeiro exemplo à sociedade brasileira… Você, um traficantezinho de merda, um vagabundo que não vele o que come, você está duvidando de minha palavra??

Traficante olha para o Juiz pensativo, bebe o resto da garrafa de vinho, entra no seu carro e sai fora.

Câmera em plano fechado no Juiz que sorri diabolicamente.

Seq. 04 – Créditos

Música: GG Allin.

Créditos iniciais com ELENCO, EQUIPE-TÉCNICA.

Seq. 05 – Sala da casa de baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Câmera realiza travelling passando pela mesa do nobre Juiz de direito eleito duas vezes senador (que estava vazia) indo até na sacada da sala do Juiz, que estava de costas prá filmadora conversando com alguém pelo seu celular.

JUIZ: Hum… Calma aí… Essas coisas acontecem (se vira de frente para a filmadora nessa hora revelando que estava usando um tapa-olho)… Não há nada com o que se preocupar, alguns hematomas, alguns olhos furados acabam sendo o preço por uma vida plena de emoções… (gargalha)… Deixa eu te falar uma coisa…

Corte seco aqui. (ou corte do áudio com a cena seguindo normal sem som, ver como fica melhor na edição final).

Seq. 06 – Estrada que vai ao cemitério da ilha/Dia.

Música:

Cenas:

Louquinho de fraldas, com uma bandeira rasgada salpicada de vermelho, correndo pela estrada, câmera estava acompanhando-o até enquadrar na casa do Juiz. Um zoom aproxima a casa vagarosamente… SOPREPOSIÇÃO DE IMAGENS.

Cenas sobrepostas da casa mais próxima com a câmera em travelling em direção a porta à dentro da casa….NOVA SOBREPOSIÇÃO DE IMAGENS.

Cenas sobrepostas agora com câmera subjetiva subindo as escadas até encontrar a menina amarrada na cama. CLOSE no rosto dela amordaçado. Ela acorda assustada.

Seq. 07 – Sótão da casa de baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Câmera fixa de cima para baixo filmando as escadas que dão pro sótão. Juiz sobre pelas escadas.

Padre e o médico já estavam lá com suas roupas de trabalho (um vestido de padre e o outro vestido de cirurgião médico). Cada um deles sentado em um sofá, meros espectadores da dor alheia. Voyers do sofrimento.

Juiz tira suas roupas (alternar ele se despindo com closes de pânico na menina e closes de prazer nos rostos de seus aliados) e se dirige até a cama da menina.

Senta-se ao lado dela.

Passa seus dedos pelo rosto dela (que estava amarrada, amordaçada e vestia um vestidinho bem curto), pelos seios, pelo sexo dela.

JUIZ: Se você for boazinha conosco nos seremos bonzinhos com você também!!!

E então o juiz estupra a garota mordendo-lhe com certa fúria pescoço, seios, orelhas, etc…

Amordaçada ela tenta gritar, se debate, quer fugir daquele tormento.

O Médico e o Padre se masturbam com a cena do estupro (o Padre fica lambendo uma bíblia que esfrega, as vezes, com volúpia em seu próprio rabo).

Terminar a cena com o Juiz saindo de cima da garota e se ajoelhando ao lado do rosto dela. Close no rosto de prazer dele (havia gozado). Close no rosto desesperado dela recebendo a ejaculação no rosto (Souza, pensar em algum produto comestível que pareça porra).

Seq. 08 – Sótão da casa de baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Juiz deita ao lado dela. Lambe a porra que escorria no rosto dela.

JUIZ: Vou te soltar e você vai dar prazer para todos nós!!!

Solta a mordaça, a garota grita.

GAROTA: Me soltem, me soltem…

Apanha do Juiz e fica calada quase chorando.

JUIZ: Não adianta gritar vagabunda, estamos isolados aqui nessa casa!!!

Desamarra-a e faz com que se ajoelhe no chão do quarto…

JUIZ: Você vai se engatinhar até ele e vai pedir prá chupar o pau dele!!! (diz apontando pro Padre).

O padre se babava excitado.

Ela leva um tapa na orelha.

JUIZ: Vamos vagabunda, vai até ele e pede prá chupar o pau dele!!!

A garota vai engatinhando até perto do Padre que estava sentado no sofá. Ela olha prá ele. Close nos outros dois fdp.

GAROTA: Posso chupa teu pau!!!

O padre, em um movimento cristão, abençoa a garota e ergue sua batina. Ela olha e coloca sua cabeça sob a batina.

Closes diversos de todas as personagens.

Em dado momento o padre grita de dor, a garota havia-o mordido.

O Juiz e o Médico arrancam a menina de dentro da batina do padre e surram ela com uma cinta que havia no quarto.

Câmera vai se afastando (saindo do sótão) enquanto a guria grita de dor e o som das cintadas se espalha pela casa.

Seq. 09 – Pátio da casa do baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Câmera acompanha o velho da casa levando uma bandeja com bebidas aos três tarados que estavam sentados ao ar livre em uma pequena mesinha. O velho serve as bebidas e sai de cena.

MÉDICO: Essa aí é a potranquinha mais selvagem que já pegamos… Vou chapar ela e aí vai ser mais fácil se divertir…

PADRE: Isso mesmo, essa vagabunda nem Jesus dobra…

Gargalham. Louquinho de fraldas passa correndo ao fundo com sua bandeira.

JUIZ: Mas sabem de uma coisa, eu gosto mais quando elas tornam as coisas mais difíceis prá nós, fica mais excitante, é uma desgarga a mais de adrenalina… Chape ela com algo que a deixe consciente, vamos virar essa menina do avesso e quero que ela sinta tudo…

Fechar a cena com o Juiz levando seu drink aos lábio e bebendo-o, corte quando ele começar a afastar o copo dos lábios.

Seq. 10 – Salão de festas do prédio apollo/Dia (anoitecendo)

Música

Cenas:

Close num copo de cerveja sendo colocado sobre a mesa.

Traficante numa mesa de bar (close fechado nele, ambientar o bar com sons de bar só no áudio) bebendo, angustiado…

O Traficante estava angustiado.

Algo o incomodava.

Câmera dá zoom (vagarosamente) no rosto dele.

Seq. 11 – Casa do souza/Dia (FLASHBACK)

Música:

Cenas:

Restos de drogas sobre uma mesa, câmera realiza um travelling da cozinha da casa até na sala, onde estavam o traficante e a garota.

Ela terminava de cheirar uma carreira.

GAROTA: Porra, tu é um cara legal, me deixa ficar cheirando sem cobrar nada… Tu é legal prá caralho!!!

(Close no traficante para inserção durante o diálogo dela)

Traficante larga sua cerveja e se atira sobre a garota jogando-a ao chão entre dois sofás, com violência fica socando a garota (seu rosto escondido atrás do sofá para disfarçar os golpes falsos)…

Depois que ela estava inconsciente o traficante fica sentado, olha-a, amarra suas mãos e bebe mais de sua cerveja.

Seq. 12 – Salão de festas do prédio apollo/Dia (anoitecendo)

Música:

Cenas:

Traficante na mesa de bar soca a mesa com o punho.

TRAFICANTE: Isso não ta certo… Vou buscar a guria e foda-se aquele Juiz filho da Puta!!!… Aquele viado nem me entregou as porras dos papéis do meu processo!!!

Levanta-se, bebe o resto da cerveja do copo e sai pela porta do bar.

Seq. 13 – Sótão da casa de baiestorf/Noite.

Música:

Cenas:

Close numa seringa expelindo o ar que havia ficado junto do líquido em seu interior.

O Médico injeta na garota o líquido da seringa.

A garota sente o efeito imediatamente, ficando mais leve e solta.

Juiz e o Padre estavam olhando.

Médico desamarra a garota que se levanta.

O Padre liga um som no aparelho de som.

O Juiz e o Padre já vão abraçando a garota, beijam-na, o Médico senta-se no sofá e fica olhando, ele curtia ficar olhando, era um voyer de marca maior.

O Juiz faz a garota se curvar contra a cama e ergue seu vestido, baixa a calcinha dela e a enraba. O Padre, somente de cuecas, se deita a frente dela e a obriga chupa-lo (todas as cenas simuladas, encontrar na hora os ângulos certos para deixar a cena erótica).

Alternar a cena da orgia com o Médico se masturbando (nessa hora revelar que o médico se masturbava olhando para a bunda de seus companheiros e não da menina, era um homosexual enrustido).

Simular uma dupla penetração, mordidas nos seios da garota, afagos nas nádegas dela, etc…

A garota chapada estava completamente a mercê dos caprichos dos amigos tarados.

Seq. 14 – Sótão da casa de baiestorf/Noite

Música:

Cenas:

Close nas roupas do padre no chão, sua mão pega a batina.

Plano geral do quarto, Padre colocando a batina, Juiz e a garota deitados na cama.

Câmera fixa sobre a cama mostrando a garota e o juiz de cima para baixo, ela somente de calcinhas, ele de cuecas.

O Médico e o Padre descem do sótão.

Juiz e garota deitados na cama.

JUIZ: Ta gostando, né vadia!!!

GAROTA (sorrindo maliciosamente): Claro que estou!!!

Ela se levanta após falar isso. Coloca seu vestido, seu salto alto e olha pro Juiz.

GAROTA: Deite no chão, vou fazer algo que você vai gostar!!!

JUIZ: Eu sabia que tu era uma vagabunda!!!

E após dizer isso ele se deita no chão.

Ela sobe sobre ele e começa a excita-lo usando seus pés calçados do sapato salto alto. O Juiz não se contendo de tesão enfia as mãos sob o vestido dela e puxa a calcinha para baixo, até na altura dos joelhos.

Ela acariciava o saco dele com os pés.

Ele beijava as pernas dela.

Ela sorri e num único golpe crava o salto alto de seu sapato no olho esquerdo (fazer o tapa-olho para o lado esquerdo do rosto) do Juiz, gritos de dor, sapato de salto alto cravado no olho do Juiz, sangue denso, mãos no rosto, expressões de dor dele, expressões de satisfação dela.

Ainda sobre o corpo do Juiz a garota se agacha um pouco. Close em seu rosto que faz força. Defecava sobre o rosto do juiz (fezes falsas com bastante líquido imitando o marrom fecal)…

O Juiz vomita com a merda em seu rosto e o salto alto ainda cravado no rosto.

A Garota recoloca suas calcinhas no lugar e corre até a janela e sobe nela.

Seq. 15 – parte externa da casa de baiestorf/Noite

Música: ORNETTE COLEMAN – “Free Jazz” (37’ toca direto este som até seqüência sinalizada onde para o som ou é trocado por outro som).

Cenas:

Garota caindo para o lado de fora da janela. Sai correndo em direção a segurança da escuridão noturna.

Seq. 16 – Sótão do baiestorf/Noite.

Música: ORNETTE COLEMAN – “free Jazz”.

Cenas:

Juiz levanta-se com cara cheia de merda e sapato cravado no olho, arranca-o fora. Seus amigos chegam correndo.

JUIZ: A vagabunda fugiu… Peguem-na!!!

Os dois saem correndo. O Juiz joga o sapato de salto alto no chão.

Seq. 17 – Estrada qualquer de interior/NOITE.

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

Carro do traficante para no acostamento de uma estradinha de chão nas proximidades da casa do Juiz.

O traficante pega seu revólver no porta-luvas e depois de conferir que estava carregado coloca na sua cintura.

Sai do carro e para na frente do carro que tinha as luzes ligadas.

Close em seu rosto.

TRAFICANTE: Até posso ficar preso pro resto da minha vida, mas vou salvar essa garota!!!

Sai caminhando em direção à escuridão.

Seq. 18 – Mato/Noite

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

Padre e o Médico no mato.

PADRE: Vai por ali, aquele caminho é iluminado por Deus todo poderoso, eu irei por aqui, que é igualmente iluminado.

E os dois se separam.

Seq. 19 – Mato/Noite.

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

O Traficante fica olhando a casa do juiz de longe.

Luzes da casa, tudo deserto e calmo pelo lado de fora.

Garota com um pedaço de pau chega por trás do Traficante e o acerta na cabeça.

O Traficante cai no chão com sangue denso respingando se sua cabeça.

A Garota tira as calças do Traficante e mete o pau no rabo dele.

Gritos de dor do Traficante.

A Garota sai dali rapidinho deixando o Traficante caído no chão com sangue vertendo do rabo, se debatendo com o pau no cú.

Seq. 20 – Mato/Noite

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

O Médico chega até no galpão que existia próximo a casa do Juiz e olha para os instrumentos rurais que havia ali.

Câmera rente ao chão mostrando o Médico ao fundo (em segundo plano) e em primeiro plano um toco com um machado cravado. O Médico caminha até o machado e o arranca do toco.

O Médico passa seus dedos no fio do machado, segura-o firme nas mãos fazendo grau com a arma improvissada.

Sai caminhando.

Seq. 21 – Mato/Noite.

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

Traficante ainda agonizando com o pau no rabo, deitado ao chão, sangue respingando.

Padre para perto dele, câmera rente ao chão para valorizar o sangue espirrando do rabo do Traficante, se ajoelha próximo ao corpo.

Faz o sinal da cruz para então, na seqüência, revistar os bolsos do traficante e roubar seu dinheiro, suas drogas e a arma.

O Padre empunha a arma e sai dali deixando o Traficante se debatendo com seu rabo espirrador de sangue.

Seq. 22 – Mato/Noite.

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

Médico com o machado em punho para perto da Câmera.

Corte para a Garota que entra correndo e o empurra contra uma árvore.

A cabeça do Médico bate contra a árvore espirrando sangue.

A Garota chuta-o com força.

O Médico acerta-a no estomago com o machado.

A Garota cambaleia para trás com suas vísceras saindo pelo estomago, segurando-as com as mãos.

Médico coloca as mãos na cabeça, sentia dor.

Garota derruba-o, médico cai de costas pro chão.

Garota pega uma pedra e o acerta na cabeça.

Sangue e miolos explodem.

Médico (com a cabeça real enterrada no chão com uma pedra sobre ela) fica agonizando. Muito sangue respingando para todos os lados, principalmente contra o corpo da garota que estava ofegante e com dor pós essa luta quase fatal.

A Garota sai dali cambaleante.

Seq. 23 – Mato/Noite.

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

Padre encontra o Médico ainda agonizando…

Câmera se aproxima do rosto do Padre que tem um devaneio.

Seq. 23-B (DEVANEIO SURREAL DO PADRE)

Música: SINGIN’IN THE RAIN

Cada vez jorra mais sangue do corpo do Médico, Médico dança na chuva de sangue que batia contra umas folhas prá ajudar a ficar mais denso.

Imitação tosca da cena do “Cantando na Chuva”.

RESTO da Seq. 23

Padre balança a cabeça saindo do transe, faz o sinal da cruz e revista os bolsos do Médico tirando dinheiro e outras coisas de valor.

Deixa-o caído no chão agonizando, com sangue espirrando dos ferimentos.

Câmera rente ao chão mostra sangue espirrando e o Padre se afastando.

Seq. 24 – Mato/Noite.

Música: ORNETTE COLEMAN – “free jazz”.

Cenas:

A Garota cambaleante, o traficante tentado se levantar com o pau no rabo, o Médico agonizante com cabeça arrebentada embaixo da pedra, velho terminando os reparos nos ferimentos do Juiz (que está de costas), Garota Cambaleante caminhando rumo a escuridão, traficante morrendo, Médico morrendo, Garota sumindo na escuridão, Câmera se aproximando do Juiz que se vira revelando um tapa olho improvissado pelo velho.

Seq. 25 – Loteamento/Dia

Música: MANDRIL – “Children of the Sun”

Cenas:

Abri cena com o Sol, câmera abaixa revelando a Garota cambaleando por um terreno deserto sem ninguém por perto.

Ela para e olha sem esperanças pro horizonte.

O Juiz vinha de uma lado.

Garota cansada, mãos no estomago arrebentado.

Padre vinha do outro lado.

Garota se agacha sem esperanças, sem forças, para fugir.

Pegam-na e a levantam, um de cada lado.

Filmar de longe (para mostrar que não havia ninguém por perto, deserto, idéia de deserto) o Juiz e o Padre levando-a em direção ao Mato que havia em frente.

Vão se afastando em direção ao mato.

Seq. 26 – ponte no mato/Dia.

Música:

Cenas:

Câmera na altura dos olhos da Garota, travelling se afastando revela que ela estava amarrada (na forma de uma pessoa crucificada) numa ponte sobre um pequeno riacho.

Juiz estava de joelhos abraçado às pernas da Garota.

JUIZ: Tu não devia ter fugido, porque tu fugiu querida?… Se você não tinha fugido tudo teria acabado bem, tu até teria ganhado um dinheiro, ia virar minha amante, iria viver como uma princesa… Eu sou o melhor Juiz de direito do Brasil, senador duas vezes eleito pelo voto direto do povo… Tu não devia ter fugido, porque querida? … Porque???

Enquanto O Juiz vai falando seu monólogo fica beijando as coxas dela, baixando a calcinha, beijando o sexo dela, acariciando-a.

Closes no padre olhando, na Garota em desespero com lágrimas escorrendo de seu rosto.

Câmera se afastando aos poucos da cena, deixando-os ali, como se abandonando a garota a sua própria sorte.

Seq. 27 – Pátio da casa de baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Louquinho de fraldas correndo com sua bandeira.

Velho sentado com cobertor cobrindo suas pernas. Sem expressão alguma.

Seq. 28 – Sótão da casa de baiestorf/Dia

Música:

Cenas:

Câmera subjetiva sobre as escadas em direção ao sótão. Revela a garota amarrada no chão (mãos contra os pés do sofá e pernas contra as pernas da cama), em estado de choque, sem esperança alguma de conseguir revidar.

Juiz com uma faca nas mãos faz uma operação no estomago dela para retirar seus órgãos internos (*coração de porco, rins, etc… comestíveis que são vendidos em mercados).

Conforme o Juiz retira os órgãos do interior da garota vai depositando-os numa pequena bacia que havia ao lado do corpo dela.

Depois de pronto essa operação de remoção dos órgãos comestíveis, o Juiz entrega a pequena bacia ao Padre que sai dali.

O Juiz fica pelado e estupra a Garota pela última vez usando o buraco que havia no estomago dela, se sujando com o sangue dela, com as vísceras.

Rasga o vestido dela para melhor acariciar os seios ficando cada vez mais posseso pelo tesão doentio que sentia pelas carnes mortas da Garota.

Goza animalescamente urrando.

Cai sobre ela por instantes desfalecido de prazer.

Close no rosto da garota morta com os olhos abertos, sem expressão alguma.

O Juiz se levanta e coloca suas roupas. Sai dali.

Câmera fica parada sobre o corpo da garota por algum tempo (tempinho para a reflexão do público que estará assistindo a cena no futuro).

Seq. 29 – Cozinha da casa de baiestorf/Dia.

Música:

Cenas:

Close na bacia ensangüentada, porém agora vazia.

Close numa panela onde os órgãos da Garota estava cozinhando.

Juiz retira a panela do fogo e serve o alimento para ele e o Padre.

Serve vinho para os dois.

Senta-se à mesa,

Come uma boa garfada sorvendo o gosto de tão peculiar alimento.

JUIZ: Estava pensando agora, quando eu me aposentar vou ir morar em Miami… (gole de vinho)… Minha mulher só faz compras em Miami então vai facilitar viver em alguma cobertura por lá mesmo…

PADRE: Tua mulher deve ser uma gastadeira terrível!!!

JUIZ: Eu incentivo ela a consumir sempre, enquanto consome não me enche o saco!!!

Os dois gargalham gostoso, bebem vinho, comem mais.

Seq. 30 – Sótão/Dia.

Música:

Cenas:

Padre está terminando de enrolar a garota numa lona preta.

Padre e Juiz erguem-na e a levam embora.

Saindo pela porta, vê-se ao fundo o Louquinho de fraldas passar correndo com sua bandeira.

Seq. 31 – Cascalho ao lado do Rio/Dia.

Música:

Cenas:

Em cena um buraco na areia entre meio ao mato, cai o corpo dela enrolado na lona preta dentro do buraco.

O Juiz e o Padre cobrem o corpo dela com terra.

Depois de enterrada o Juiz mija em cima do túmulo da garota.

O Padre faz sinal da cruz.

PADRE: Deus, receba essa boa garota no seu reino!!!

Os dois gargalham.

O Juiz pega uma garrafa de vinho e bebe do gargalo.

O Padre joga cisco sobre o Túmulo disfarçando-o para todo o sempre.

Fica ao lado do Juiz que lhe alcança a garrafa de vinho, o Padre bebe do gargalo, os dois gargalham.

Seq. 32 – Sala da casa de baiestorf no apollo/Dia.

Música:

Cenas:

REPETIR SEQÜÊNCIA 5 DESTA VEZ COMPLETA.

Câmera realiza travelling passando pela mesa do nobre Juiz de direito eleito duas vezes senador (que estava vazia) indo até na sacada da sala do Juiz, que estava de costas prá filmadora conversando com alguém pelo seu celular.

JUIZ: Hum… Calma aí… Essas coisas acontecem (se vira de frente para a filmadora nessa hora revelando que estava usando um tapa-olho)… Não há nada com o que se preocupar, alguns hematomas, alguns olhos furados acabam sendo o preço por uma vida plena de emoções… (gargalha)… Deixa eu te falar uma coisa… Estou com tudo pronto para uma nova festinha, desta vez encomendei um garoto de 13 anos… (gargalha)… Eu sabia que você ia gostar… Final da semana que vem, ok?

Corte seco.

Seq. 33 – Créditos finais.

Música:

Créditos: Todas as informações técnicas.

Musas da Boca: Aldine Müller

Posted in Arte e Cultura, Arte Erótica, Cinema, erótico with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 19, 2011 by canibuk

Filha de pai italiano e mãe portuguesa, Aldine Rodrigues Raspini nasceu em Portugal em 1953. Veio para o Brasil aos dois anos passando a morar com a família no Rio Grande do Sul, foi rainha da Festa da Uva de Caxias do Sul e trabalhou em Porto Alegre. Com 18 anos foi para São Paulo e se consagrou como modelo. Começou no cinema em 1974 pelas mãos do esperto Cláudio Cunha (que também estreava na direção). Graças ao seu rosto lindo, corpo perfeito e jeito expontâneo logo se transformou em um das rainhas da pornochanchada. Mesmo trabalhando na Boca do Lixo, sempre soube escolher seus trabalhos e foi requisitada por bons diretores, como Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khoury, John Doo, Ody Fraga ou Jean Garrett (José Antônio Nunes Gomes e Silva, 1947-1996), também nascido em Portugal e com quem ela foi casada no começo dos anos de 1980. Seu talento dramático, aliado a sua facilidade em tirar a roupa, a levou a aparecer em diversos filmes de cunho fantástico, o que lhe concederia o título de Scream Queen ou Femme Fatale nacional, se aqui se valorizasse o gênero. Seu filme “Boneca Cobiçada” (1981) entrou para a história pela primeira (embora rápida e enxertada) cena de sexo explícito liberada pela censura. Foi exatamente o advento dos filmes pornôs que a levaram a diminuir o ritmo de trabalho no cinema e a se dedicar a TV onde trabalhou em inúmeras novelas (argh!) e programas de humor (aarghhh!), principalmente na Globo (AARRGHHH!!!). A bela Aldine continua ativa no teatro, ministra cursos de interpretação e, no ano 2000 (com quase 50 anos e já sendo avó), apareceu peladinha na revista Sexy número 245, mostrando que continua ousada, dona de si e um dos grandes tesões nacionais!

por Coffin Souza.

Filmografia Básica:

1974- “O Clube das Infiéis” de Cláudio Cunha; 1976- “A Ilha das Cangaceiras Virgens” de Roberto Mauro, “Pesadelo Sexual de uma Virgem” de Roberto Mauro; 1977- “Paixão e Sombras” de Walter Hugo Khoury, “19 Mulheres e Um Homem” de David Cardoso, “Bem Dotado – O Homem de Itú” de José Miziara; 1978- “Ninfas Diabólicas” de John Doo, “O Estripador de Mulheres” de Juan Bajon, “Os Galhos do Casamento” de Sergio Segall, “A Força dos Sentidos” de Jean Garrett, “Império dos Sentidos” de Carlos Reichenbach; 1979- “Os Imorais” de Geraldo Vietri, “Nos Tempos da Vaselina” de José Miziara, “O Prisioneiro do Sexo” de Walter Hugo Khoury, “Colegiais e Lições de Sexo” de Juan Bajon, “A Mulher que Inventou o Amor” de Jean Garrett; 1980- “A Fêmea do Mar” de Ody Fraga, “Convite ao Prazer” de Walter Hugo Khoury, “O Fotográfo” de Jean Garrett, “Bacanal” de Antonio Meliande; 1981- “Boneca Cobiçada” de Raffaele Rossi; 1983- “Excitação Diabólica” de John Doo, “Shock” de Jair Correa, “Força Estranha” de Pedro Mawashe.