Arquivo de bunda

Promoção Canibal Filmes

Posted in Arte Erótica, Cinema, erótico, Fetiche, humor negro, Manifesto Canibal, Nossa Arte, Putaria, Roteiro, Sex Symbol, Surrealismo, Uncategorized, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 2, 2017 by canibuk
Todo este mês de fevereiro de 2017 a Canibal Filmes estará entregando DVDs com frete grátis para todo o Brazil (para pedidos de no mínimo 03 peças). É uma ótima oportunidade para completar sua coleção de DVDs físicos (cheios de material extra) da produtora brasileira mais anárquica, sexy e selvagem, em atividade à mais de duas décadas. Se você quiser aproveitar o frete grátis entre em contato pelo e-mail baiestorf@yahoo.com.br (pagamento via depósito bancário).
Experimente e surpreenda-se!!!
 
Estão disponíveis para essa promoção os seguintes DVD:
DVD 1 – Vadias do Sexo Sangrento (2 DVDs cheio de curtas e material extra, legendas em inglês) “Vadias do Sexo Sangrento” é um filme erótico como nunca antes feito no Brasil – R$ 25,00
vadias-do-sexo-sangrento_qualidade-menor
DVD 2 – Zombio/Eles Comem Sua Carne (e muito material extra, legendas em inglês) “Zombio” é considerado o primeiro filme de zumbis brasileiro. “Eles Comem Sua Carne” é o filme mais sangrento realizado no Brasil no século XX. São dois cult imperdíveis no mesmo DVD – R$ 20,00

copia-de-zombio_grande

DVD 3 – Zombio 2: Chimarrão Zombies (e muito material extra, com legendas em inglês e espanhol) “Zombio 2: Chimarrão Zombies” é uma continuação superior à sua primeira parte, com muito sexo e cenas sangrentas acompanhamos as desventuras de um grupo de humanos egoístas em meio ao holocausto zumbi. “Zombio 2” foi selecionado em mais de 80 festivais de cinema fantástico ao redor do mundo, incluindo o Festival de Sitges, um dos mais conceituados do planeta – R$ 20,00
zombio-2
DVD 4 – Arrombada – Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!! (e muito material extra, legendas em inglês) “Arrombada” conta a história de um senador brasileiro que estupra meninas em festinhas regadas à drogas e bebidas em seu sítio isolado, muita putaria e sangue nesta história de arrepiar – R$ 20,00
arrombada_10-reais-5-reais-despesas-postais
DVD 5 – O Monstro Legume do Espaço parte 1 e parte 2 (e muito material extra, legendas em inflês) “O Monstro Legume do Espaço” foi o primeiro filme independente brasileiro com distribuição em todo o território brasileiro, é um cult do cinema nacional que conta com requintes de crueldade a história do alien filosófico aprisionado e torturado por humanos. No mesmo DVD a continuação deste clássico em filme mais sério sobre preconceito racial – R$ 20,00
o-monstro-legume-do-espaco_10-reais-5-reais-despesas-postais
DVD 6 – A Curtição do Avacalho (e muito material extra, incluíndo o documentário “Baiestorf: Filmes de Sangueira e Mulher Pelada” de KZL que conta toda a história sórdida do diretor Petter Baiestorf – R$ 20,00
copia-de-a_curticao_do_avacalho_capa_menor
DVD 7 – Mamilos em Chamas (Um dos longas mais agressivos da história do cinema brasileiro, inteiramente filmado com coelhos mortos reais, é uma história romântica escatológica única em toda a cinematografia nacional) – R$ 20,00
mamilos-em-chamas_frente
DVD 8 – O Triunvirato (cheio de material extra) é a história de Gurcius Gewdner, uma lenda do underground brasileiro em narrativa completamente insana – R$ 20,00
triunvirato_frente
DVD 9 – Festival Psychotronic Vol. 1 (com 12 filmes e o ensandecido trailer de “Zombio 2”: “Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos” (longa pornô-gore ultrajante, talvez o filme mais insano já feito no Brasil, um filme com a espetacular cena de um militar sendo enrabado por velas acessas) + “Caquinha Superstar A Go-Go” (longa erótico com cenas de necrofília, sadismo, estupros e críticas sociais) + “Chapado”(média-metragem com um homens sendo enrabado por uma cruz gigante e muita chapação sem limites) + “Açougueiros” (média-metragem de horror) + “Boi Bom” (curta insano que mostra as maldades carnívoras que os homens podem fazer para não passarem fome) + “Deus – O Matador de Sementinhas” (curta demente sobre Deus) + “Criaturas Hediondas 2” (longa-metragem de sci-fi do início dos anos 90, um dos primeiros produzido no Brasil no sistema SOV) + “Ácido” (um curta que revela a demência de uma boa viagem de LSD) + “A Despedida de Susana: Olhos e Bocas” (curta experimental com movimentos de câmera elogiados pelo lendário diretor Carlos Reichenbach) + “Fragmentos de uma Vida” (curta ultra-gore, extremamente surreal e sangrento) + “Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catótica” (curta sujão, com clima primitivista nunca antes visto na história do cinema brasileiro) + “Super Chacrinha e seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha” (longa-metragem experimental sobre alianças coorporativas, uma contundente crítica à corrupção brasileira) – R$ 20,00
dvd9_festival-psychotronic-vol-1

 

Querendo algum outro filme produzido pela Canibal Filmes (como o provocativo “Gore Gore Gays”, ou o longa gore “Raiva” ou o longa erótico “Bondage 2 – Amarre-me, Gordo Escroto!” ou ainda os médias “Blerghhh!!!”, “Cerveja Atômica”, “O Doce Avanço da Faca” ou outros, entre em contato conosco pelo e-mail baiestorf@yahoo.com.br e daremos um jeito de você consegui-los!
Se você quer encomendar apenas um título da Canibal Filmes, clique em nossa loja virtual MONDO CULT, onde é possível encomendar já com as despesas postais incluídas no preço final.
Escreva para a gente (baiestorf@yahoo.com.br) e se divirta conhecendo as produções mais insanas realizadas no Brasil!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Snuff – Vítimas do Prazer

Posted in Cinema, Literatura with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 26, 2017 by canibuk

snuff-livro-claudio-cunha

I – A Ideia

A linda moça banha-se alegremente no lago perdido na natureza, extasiando-se.

Do “triller” estacionado à beira da água, sai um rapaz, provavelmente seu companheiro de passeio, descascando uma laranja, aparentemente tranquilo.

A moça, da água, convida-o, brejeira, para partilhar. Ele solta a fruta, coloca a faca entre os dentes, como um Tarzan, e mergulha a seu encontro.

Felizes, riem.

Ele, com a faca.

Como numa brincadeira, a Lâmina da arma corta a alça do sutiã do biquini, fazendo saltar dois lindos e insinuantes seios.

Estranheza.

Uma transfiguração corre a expressão do moço. Tara?

A moça parece não entender. Procura fugir da água e do companheiro.

Perseguição.

Alcança.

Inicia-se uma tentativa de estupro.

A faca.

Ela grita para ser acudida. Não ouve eco.

Lábios e língua do rapaz correm desesperados pelos seios e corpo da moça, em resfôlegos.

A expressão dela diz que nunca antes tinha visto seu companheiro agir daquela forma. Desespero grande.

A expressão dele diz que não tem intenções de se acalmar. Os olhos fulminam, e a boca baba, excitada.

A faca.

As forças da menina querem ceder, mas não podem. Não podem… não podem… não podem…

Ele já a tem sob completo domínio.

A faca da laranja, ergue-se na mão do homem, e desce, implacável, ferindo um dos lindos e insinuantes seios da infeliz.

Um grito louco de dor, e a expressão de pavor.

As dores do ferimento são muitas. Insuportáveis.

Novo pedido de ajuda, agora só com os olhos. Forças faltam para a fala.

Novo golpe fez alongar a mancha de sangue que cobre o corpo feminino. Os olhos estalados,a  boca agora inerte, os últimos suspiros.

Doz rapaz. o estranho rir de quem está possuído.

Num estertor, a moça desfalece definitivamente.

Morre.

pagina-inicial-snuff-claudio-cunha

Michael caminha vagarosamente e desliga o projetor de filmes em 16mm, depois de ver correr na tela a palavra “the end”.

No outro canto da sala, visivelmente deprimido com o que acaba de ver, Bob, em silêncio. Respira e força um sorriso.

“Incrível! Nunca vi tanto realismo! Confesso que a cena me tocou as estruturas! Acho que nunca vi uma morte tão bem feita, em cinema!”

Michael, voltando o filme para o carretel que projetara.

“Então, gostou…pois vamos repetir essa cena no nosso trabalho…”

“Vamos precisar escolher a dedo, uma atriz!”

“Engano seu, meu caro Bob… Qualquer garota pode interpretar tão bem quanto esta que vimos. Aliás, nem esta era atriz…”

“Não?… Então, como? !…”

“Simples, amigo: a cena foi real. Ela morreu mesmo!”

Bob engoliu em seco. Conhecia muito bem o colega e sabia quando ele brincava e quando falava sério. Dificilmente se enganava. Seus olhos arregalaram, temerosos.

“Quer dizer que isto que vimos aconteceu de verdade?”

“Lógico!”

“E que no filme que vamos fazer, haverá uma cena como esta?… ou seja… alguém vai morrer de verdade?”

“Muito feliz, a sua dedução!”

Bob saltou da cadeira, automaticamente. Chegou-se à Michael, não querendo acreditar no que ouvia.

“Você está louco rapaz?”

“São ordens de Mr. Lorne…”

De verdade, Bob sentia vontade de esganar o cinismo do amigo. Mas era sensato, e sabia que uma ordem de Mr. Lorne não era para ser discutida, e sim cumprida. Mas queria se convencer de que aquilo era uma das raras brincadeiras de Michael. Uma interpretação muito bem feita.

A possibilidade era remota, mas tentou uma investigação:

“Onde é que você arranjou esta droga?”

“Isso eu não sei. Mas, se quer algumas informações, aqui vão: a intenção dos produtores disso aí que você viu, era filmar um estupro real, pra valer. Para isso, como sempre contrataram uma equipe mínima, e o ator arrumou uma virgem, uma menina com pretensões de fazer carreira em cinema. A cena foi ensaiada de uma forma, mas o ator havia recebido instruções para, na hora “H”, assaltá-la sexualmente. Foi dado algo para estimulá-lo. Mas a moça, assustada com a fúria do ator, reagiu violentamente, como você mesmo viu!”

“Incrível…”

“Ele havia sido pago para violentá-la de qualquer maneira. Pretendiam registrar tudo…”

Bob estava perplexo. A seriedade com que Michael discorria, começava a querer convencê-lo.

“Aí, aconteceu o imprevisto: os técnicos, contagiados pelo clima, estavam mais alucinados que o próprio ator. Tanto assim, que não perceberam que a faca de efeito havia sido trocada por uma real. Você viu o resultado…”

“Que absurdo!” caiu no sofá como se tivesse um enorme peso no corpo. Michael, inalterado:

“Foi um acidente que deu certo!”

“Ma como deu certo?”

“Quando o filme veio parar em nossas mãos, lá em Nova Iorque, não sabíamos que era real. Tentamos colocar no mercado clandestino. O sucesso foi absoluto. Nunca se pagou tão alto por uma cópia.”

“Mais que os filmes pornográficos?”

“Os filmes pornográficos se tornaram brincadeirinha de criança perto deste. Chegamos a fazer projeções especiais, cobrando mil dólares por cabeça. Lotamos o cinema.”

Bob está cada vez mais confuso.

“Mas este filme foi um acidente. Não pode ser refeito!”

pagina-final-snuff-claudio-cunha

A ideia de Bob era dissuadi-lo de tal ideia. Parecia que Michael estava hipnotizado pela possibilidade de repetir o sensacionalismo, deixando os próprios sentimentos de lado. Mas parecia cada vez mais distante pode convencê-lo do contrário.

“Mr. Lorne quer repetir o sucesso!”

Explodindo:

“Michael, isso é um crime!”

O sorriso cínico e inalterado do amigo aumentou a perplexidade de Bob.

“E a pornografia? Também não é um crime?”

Tentando contornar:

“É diferente, Michael. Os filmes pornográficos são feitos para casais entediados, ou pessoas solitárias. Gente que precisa de estímulo para o ato mais importante da vida. No fundo, sua função é até benéfica. Os médicos mesmos aconselham…”

“Isso é conversa fiada, Bob. Uma coisa não desculpa a outra.”

É, não havia mesmo jeito. Bob pensou um pouco, tentando desemaranhar a confusão que se instalara em sua cabeça. Meio minuto depois, tomou a decisão:

“Está certo. Mas eu não me meto neste negócio!”

Michael acabou de servir-se de um uísque no barzinho, e já voltou ao amigo. Mantendo o mesmo sangue frio. Antes do primeiro fole:

“Você já está metido em nossos negócios até o pescoço! Eu estou aqui para realizar um filme deste tipo, e é o que vou, ou melhor, vamos fazer!”

 

fim do primeiro capítulo de “Snuff – Vítimas do Prazer” de Claudio Cunha (editora MEK, editor Minami Keizi, 120 páginas, meados dos anos 80).

Veja o filme aqui:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boca do Lixo Style: Download do Sexo Sangrento

Posted in download, erótico, Manifesto Canibal, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 22, 2016 by canibuk

vadias-do-sexo-sangrento_qualidade-menor

“Vadias do Sexo Sangrento” (2008, 30 min.) escrito, fotografado, produzido e dirigido por Petter Baiestorf. Maquiagens gore de Carli Bortolanza. Edição de Gurcius Gewdner. Com: Ljana Carrion, Lane ABC, Coffin Souza, PC, Jorge Timm e Petter Baiestorf.

lane-abc-chainsaw-em-vadias-do-sexo-sangrentoAo elaborar o “Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!!” (2007), já pensei numa espécie de trilogia da carne, que se seguiu com este “Vadias do Sexo Sangrento” (2008) e “O Doce Avanço da Faca” (2010). Todos com duração de média-metragens para, num futuro próximo, relançá-los como um longa em episódios intitulado “Gorechanchada – A Delícia Sangrenta dos Trópicos”. Inclusive neste ano de 2016 realizei uma exibição deste projeto “Gorechanchada” no Cinebancários de Porto Alegre com grande participação de público, como todos que ali estavam já conheciam os filmes rolou aquele climão de algazarra que tanto faz com que as sessões Canibal Filmes sejam a diversão que são.

ljana-carrion-coffin-souza-em-vadias-do-sexo-sangrento“Vadias” foi filmado no início do inverno de 2008 em 4 dias de filmagens e um orçamento de R$ 5.000,00. Reuni praticamente a mesma equipe de “Arrombada” (que já estava afinada) acrescida de Lane ABC e Jorge Timm (que não estava no elenco do filme anterior por estar em Tocantins). Com um roteiro melhor em mãos, cheio de metalinguagem (tentando avançar nas ideias que estava desenvolvendo na época em produções como “Palhaço Triste” (2005) e “A Curtição do Avacalho” de 2006) e pouca abertura para improvisações, fomos pro Rancho Baiestorf rodar um filme que deveria parecer improvisado do início ao fim (gosto da leveza que o clima de improvisação dá numa produção).

vadias-do-sexo-sangrentoNão lembro de nenhum contra tempo nas filmagens de “Vadias”. Foi um daqueles raros casos em que tudo deu certo e não tivemos problemas. Filmávamos apenas durante o dia (acho que apenas duas ou três seqüências que foram filmadas à noite) e ao anoitecer rolava um jantar regado à muita bebida, o que deixava a equipe e elenco bem descontraídos. O frio ainda não estava castigando, o que foi essencial para manter o bom humor do elenco que passava 90% do tempo pelado pelo set. Amo filmar com equipe reduzida, 12 pessoas no set (incluindo elenco) é o que considero o ideal, bem diferente de “Zombio 2” onde tivemos 72 pessoas trabalhando sem parar durante 23 dias.

ljana-baiestorf-e-coffin-em-vadias-do-sexo-sangrentoO lançamento do filme rolou num esquema muito parecido com o que já havíamos feito com o “Arrombada” e o relançamento de “Zombio” (1999). Desta vez resgatamos e re-editamos o policial gore “Blerghhh!!!” (1996) para relançar e completar o programa das exibições. Logo nos primeiros meses computamos 5 mil espectadores para o filme (em salas alternativas, cineclubes e mostras independentes) e as vendas do DVD duplo do filme foram de quase mil cópias. Possibilitou a produção de “Ninguém Deve Morrer” (2009) e a parte final da trilogia, “O Doce Avanço da Faca” (2010).

Todas as histórias de filmagens de “Vadias” irei contar no livro de bastidores que estou elaborando. Aguardem!!!

Para ler o roteiro de Vadias do Sexo Sangrento.

Para baixar VADIAS DO SEXO SANGRENTO.

Comprar DVD duplo de “Vadias do Sexo Sangrento” com extras e inúmeros curtas da Canibal Filmes de brinde, entre na loja MONDO CULT.

por Petter Baiestorf.

Fotos de bastidores de Vadias:

vadias_sexo_sangrento-013

Lane ABC e Ljana Carrion.

vadias_sexo_sangrento-038

Filmagens tão animadas que todos dançavam o tempo inteiro.

vadias_sexo_sangrento-051

Sangue cor de rosa.

vadias_sexo_sangrento-056

Bortolanza preparando o elenco.

vadias_sexo_sangrento-058

Ljana Carrion.

vadias_sexo_sangrento-074

Lane ABC, Ljana, Bortolanza e Jorge Timm.

vadias_sexo_sangrento-075

Lane, Ljana e Bortolanza.

vadias_sexo_sangrento-076

Jorge Timm.

vadias_sexo_sangrento-077

Lane e Ljana.

vadias_sexo_sangrento-079

Tapando as vergonhas.

vadias_sexo_sangrento-083

Souza e Ljana prontos para filmar.

vadias_sexo_sangrento-097

PC sendo preparado por Bortolanza para a massagem anal.

vadias_sexo_sangrento-093

PC tento prazeres incontroláveis com a massagem anal.

vadias_sexo_sangrento-104

Claudio Baiestorf cuidando das motosserras.

vadias_sexo_sangrento-109

Lane e Souza in Brazilian Chainsaw Massacre.

vadias_sexo_sangrento-157

Eu olhando pro pinto de Souza.

vadias_sexo_sangrento-161

Bortolanza, PC e Jorge Timm: Equipe dos sonhos delirantes.

vadias_sexo_sangrento-168

“Me dê uma expressão de horror!”

vadias_sexo_sangrento-171

Carli Bortolanza.

vadias_sexo_sangrento-192

Souza olhando pro pinto de PC.

vadias_sexo_sangrento-196

Elio Copini, Souza e Timm fiscalizando o orifício pomposo de PC.

vadias_sexo_sangrento-227

Jorge Timm pronto para receber Lane ABC em seu interior.

vadias_sexo_sangrento-244

Lane ABC autografando a barriga de Jorge Timm.

vadias_sexo_sangrento-248

Eu subindo numa árvore para tomadas aéreas.

vadias_sexo_sangrento-257

Eu tentando descobrir ângulos.

cine-horror-4

evil-matinee

vivisick_rj

 

Kiss me Quick!

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 14, 2016 by canibuk

kiss2

Kiss Me Quick! (1964, 66 min.) de Peter Perry Jr. Com: Max Gardens, Frank A. Coe, Jackie De Witt, Claudia Banks, Althea Currier e Pat Hall.

Kiss me Quick5.jpgEste nudie cutie clássico sintetiza tudo que o fã de filmes obscuros busca: é alucinado, é nonsense, é bobo e, por isso mesmo, é diversão despretensiosa o tempo todo (algo em voga naqueles anos de 1960 com lindezas do porte de “Nude on the Moon” (1961) de Doris Wishman ou “House on Bare Mountain” (1962) de Robert Lee Frost). Neste “Kiss Me Quick!” temos um tiquinho de história que é mero pretexto para que lindas garotas terráqueas fiquem peladas. Sterilox (Frank A. Coe) é o assexuado embaixador de um distante planeta que chega à Terra em busca de fêmeas para reprodução e cai nas mãos de um cientista louco (Max Gardens) que faz um tratamento no alienígena frígido com deliciosas robôs sexys que dançam sem parar ao redor do estranho visitante espacial acompanhadas do Drácula e do Monstro de Frankenstein (entre as garotas peladas está Althea Currier que trabalhou com Russ Meyer no Clássico “Lorna”, produção do mesmo ano).

kiss-me-quick3

novak

Harry H. Novak

A fama de “Kiss Me Quick!” veio da distribuição certeira que o lendário (recém entrando no mercado de distribuição) Harry H. Novak conseguiu para o filme nos drive-ins e pulgueiros exibidores (as grindhouses originais). Novak, que havia iniciado sua carreira trabalhando no escritório do estúdio da RKO e sabia da importância de um bom título chamativo para o sucesso de uma obra exploitation, pegou o “Dr. Breedlove or How I Learned to Stop Worrying and Love” (que tentava capitalizar no “Dr, Strangelove” (1963) de Stanley Kubrick) e mudou seu título para “Kiss Me Quick!” para aproveitar o sucesso do recém lançado “Kiss Me, Stupid/Beija-me, Idiota” (1964) de Billy Wilder e, assim, lotou as salas que exibiam a vagabundagem de Perry Jr. Novak, sempre com bons contatos no mundo do cinema, foi o responsável direto pelo sucesso no circuito exibidor americano de obras como “The Agony of Love” (1965) de William Rotsler, com Pat Barrington no elenco; “My Body Hungers” (1967) de Joe Sarno e “Fandango” (1969) de John Hayes. Também foi o produtor de inúmeros roughies que marcaram época, porém, antes de entrar de cabeça no sexploitation explorou outros temas. “Mondo Mod” (1967) de Peter Perry Jr., por exemplo, se tornou obra de culto por trazer os primeiros vislumbres do surf e subculturas bikers do kiss1sul da Califórnia. Outros sucessos produzidos por Novak foram “The Toy Box” (1971) de Ronald Víctor Garcia, sobre algumas pessoas participantes de uma festa bizarra; “The Pig Keeper’s Daughter” (1972) de Bethel Buckalew; “Please Don’t Eat My Mother!” (1973) de Carl Monson, sátira pornô tardia para o clássico “The Little Shop of Horrors/A Pequena Loja dos Horrores” (1960) de Roger Corman e “Wham! Bam! Thank You, Spaceman!” (1975) de William A. Levey, diversão sobre dois aliens que vem ao planeta Terra com a missão de engravidar o maior número possível de terráqueas. Novak, quando necessário, chegou a dirigir partes de suas produções. Quando “A Scream in the Streets” (1973) de Carl Monson empacou, ele mesmo dirigiu algumas cenas enquanto Dwayne Avery e Bethel Buckalew filmavam o resto. E na década de 1980, usando o pseudônimo de H. Hershey, dirigiu em parceria com Joe Sherman, kiss3dois pornôs: “Inspirations” (1983) e “Moments of Love” (1984), ambos estrelados pelo lendário Ron Jeremy. Para saber mais sobre este magnífico homem do cinema americano veja os documentários “Sultan of Sexploitation, King of camp” (1999), produção da distribuidora Blue Underground, e o obrigatório “Schlock! The Secret History of American Movies” (2001) de Ray Greene que, além de Novak, traz artistas como Vampira, Samuel Z. Arkoff, Dick Miller, Roger Corman, Forrest J. Ackerman, David F. Friedman, Doris Wishman, H. G. Lewis, Russ Meyer, Gene Corman, entre muitos outros, falando sobre a época de ouro do cinema americano.

Saiba mais sobre o exploitation americano assistindo o documentário abaixo:

 

kiss-me-quick4Como curiosidade “Kiss Me Quick!” traz Frank A. Coe atuando, que depois do filme se especializou em efeitos sonoros de produções classe Z (trabalhou com Ray Dennis Steckler em “Lemon Grove Kids Meets the Monsters” de 1965 e “Blood Shack”, de 1971) e pornôs (“SexWorld”, 1978, de Anthony Spinelli, teve o som feito por ele). E o diretor de fotografia László Kovács, que aprendeu tudo que sabia em produções vagabundas do porte de “Kiss Me Quick!”, passou para o primeiro time de Hollywood após trabalhar em “Easy Rider/Sem Destino” (1969) de Dennis Hopper e assinou a fotografia de filmes como “Ghost Busters/Os Caça-Fantasmas” (1984) de Ivan Reitman; “Free Willy 2” (1995) de Dwight H. Little e “Miss Congeniality/Miss Simpatia” (2000) de Donald Petrie, bomba estrelada pela sebosa Sandra Bullock. Kovács é mais um exemplo de que a criatividade e talento estão nas produções bagaceiras e os grandes estúdios estão apenas aguardando o momento certo para apagar a criatividade destes geniais técnicos. Azar de quem cai nas garras de Hollywood.

Por Petter Baiestorf.

Veja o trailer de Kiss me Quick! aqui:

kiss-me-quick2

kiss-me-quick1

 

Viagem ao Céu da Boca

Posted in Cinema, erótico, Putaria with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 10, 2016 by canibuk

Viagem Ao Céu da Boca (1981, 82 min.) de Roberto Mauro. Com: Bianca Blonde, Eduardo Black, Angela Leclery, Eliane Gomes e Leovegildo Cordeiro.

viagem-ao-ceu-da-boca1Cada vez mais atual, “Viagem ao Céu da Boca” é um pornô com crítica social produzido no final da ditadura militar brasileira. Na história um bandidinho pé de chinelo (Eduardo Black) invade a mansão de uma ninfomaníaca (Bianca Blonde) que exige que a violente. Não muito a vontade com a milionária tarada o bandido se engraça pela travesti Paula (Angela Leclery) que estava visitando a mansão e a tortura com requintes de crueldade e a cumplicidade da ricaça. Não satisfeito com a sessão sadomasoquista que aplicou no travesti ainda estupra uma ninfetinha (Eliane Gomes, claramente uma mulher de uns 20 anos no papel de menininha de 13) desvirginando-a de modo grosseiro. Neste momento o travesti volta como uma espécie de pomba-gira do além das macumbas cinematográficas e dá um nó no pênis do bandido que desperta de seu sonho dentro de uma prisão e é torturado pela policia.

roberto-mauroCom uma produção simples e barata, mas muito eficiente em criar um climão de pesadelo sexual, “Viagem ao Céu da Boca” tem direção do veterano Roberto Mauro. Nascido no Rio de Janeiro em 1940 (e falecido em 2004), entrou nos negócios cinematográficos em 1972 realizando o documentário “Sai Dessa, Exu!” e seu primeiro longa de ficção, “As Mulheres Amam por Conveniência”, uma comédia estrelada pelo ator global Tony Vieira, Wanda Kosmo e os diretores Clery Cunha e Cláudio Cunha. Na onda do sucesso de “The Godfather/O Poderoso Chefão” (1972), de Francis Ford Coppola, produziu “O Poderoso Machão” (1974), comédia escrita por Cláudio Cunha. Dono de um senso de humor cretino, realizou todo tipo de filmes, mas sempre misturados a comédia que era sua paixão. “As Mulheres Sempre Querem Mais” (1974), escrito pelo também diretor Luiz Castellini (do horror Cult “A Reencarnação do Sexo”, 1982) e “As Cangaceiras Eróticas” (1974), zoeira com o cangaço estrelado pelas beldades Helena Ramos e Matilde Mastrangi, foram sucesso e definiram seu estilo de fazer cinema lucrativo no Brasil. Outros filmes de Roberto Mauro foram delícias como “O Incrível Seguro de Castidade” (1975); “Pesadelo Sexual de um Virgem” (1976); “A Ilha das Cangaceiras Eróticas” (1976), continuação de seu sucesso de 1974, muito mais retardado e nonsense do que o primeiro e trazendo no elenco Aldine Muller, Carlos Imperial, Wilza Carla e Índio Paraguaio; “Desejo Violento” (1978), suspense policial escrito pelos diretores Ozualdo Candeias e Luiz Castellini; “A Praia do Pecado” (1978), outro policial (que tem argumento de Carlos Reichenbach); “Eu Compro Essa Virgem” (1979), comédia com roteiro de Ody Fraga; “Taradas no Cio” (1983); “Etéia, A Extraterrestre em sua Aventura no Rio” (1983), uma comédia arriada com Zezé Macedo e o pornô “Solar das Taras Proibidas” (1984), lançado na selvagem década de 1980 que foi quando nosso cinema mais produziu verdadeiros clássicos da escatologia e do mau gosto.

Bianca Blonde

Bianca Blonde

O blog “Estranho Encontro” conta que Bianca Blonde e Eduardo Black não se sentiam atraídos um pelo outro e suas cenas eram difíceis de serem filmadas devido a implicância que nutriam um pelo outro. Também conta que o travesti Angela Leclery foi escolhido numa sessão de testes que reuniu a mais “fina flor do submundo carioca” e foi selecionado tanto por suas capacidades ativas quanto passivas. Este mesmo blog entrevistou José Louzeiro, roteirista de “Viagem ao Céu da Boca”, que nutre um ódio todo especial pelo filme e seu diretor: “Não fiz o roteiro, nem sei quem fez. Era pra ter sido baseado no meu conto. Aí fui ver, já estava na fase de edição, e fiquei horrorizado. Disse pra tirar meu nome daquela imundície, ele (Roberto Mauro) jurou que ia tirar e não tirou. Era mal pagador, não me pagou um tostão, e o pior é que ele queria fazer outro filme. Roberto Mauro foi um cineasta de triste memória, uma vergonha para a classe!”.

Independente das discórdias entre os responsáveis pela produção de “Viagem ao Céu da Boca”, é um filme bem interessante que merece ser (re)descoberto por uma nova geração de cinéfilos antes que se perca na (falta de) memória cultural do povo brasileiro. Em tempo: Vale ressaltar a genialidade do título “Viagem ao Céu da Boca”. Seria o céu da boca todo povoado de bandidos, travestis, ninfomaníacas em uma suruba eterna?… Quero acreditar que sim e quero ir prá lá!!!

Por Petter Baiestorf para seu livro “Arrepios Divertidos”.

viagem-ao-ceu-da-boca2

El Pantano de los Cuervos

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 13, 2016 by canibuk

swampoftheravens3

El Pantano de los Cuervos (“The Swamp of the Ravens”, 1974, 83 min.) de Manuel Caño. Com: Ramiro Oliveros, Marcia Bichette e Fernando Sancho.

el-pantano-de-los-cuervosEssa co-produção entre os países Espanha/Equador me impressionou de uma maneira bastante positiva. A muitos anos que ouvia sobre essa produção e a imaginava um daqueles filmecos apenas divertidos. Mas não, além de divertido, “El Pantano de los Cuervos” é sujão, pesado e muito eficiente no seu clima de desespero ao contar a história de um médico que dá as costas para a ética profissional da medicina e realiza experiências nada convencionais para provar que a morte é uma evolução do ser humano. Como toda boa produção exploitation o filme tenta agradar várias parcelas do público apresentando pequenas doses de deficientes físicos reais, nudez feminina, uma autopsia real (no Equador, pelo visto, é possível comprar um cadáver real para fins cinematográficos), zumbis no pântano dos corvos (que são urubus e não corvos), médicos loucos, necrofilia (mas não espere nada tão explícito quanto no alemão “Nekromantik”) e uma belíssima canção brega cantada num cabaré que fala sobre o amor a um manequim fazem deste filme um item obrigatório na coleção de qualquer cinéfilo fã de bons delírios psychotrônicos.

el-pantano-de-los-cuervos_frameManuel Caño, que assina “El Pantano de los Cuervos” com o pseudônimo Michael Cannon, havia realizado alguns dramas em parceria com Silvio F. Balbuena (“Siempre em mi Recuerdo”, 1962, e “Sonría, Por Favor”, 1964) antes de conhecer Umberto Lenzi e seu roteiro para a aventura “Tarzán em La Gruta Del Oro/Zan, O Novo Rei das Selvas” que contava a história de um prestativo Tarzan ajudando belas amazonas (com destaque à bela Kitty Swan no papel da rainha amazona) em sua luta contra gangsters que queriam roubar o ouro sagrado da tribo de beldades. O pequeno sucesso comercial desta aventura foi o suficiente para que Caño e o roteirista Santiago Moncada repetissem a dose com “Tarzán y El Arco Iris” (1972), outra aventura de Tarzan, desta vez com Peter Lee Lawrence – habitual pistoleiro em westerns – no elenco. Mas os anos de 1970 estavam a pleno vapor e o cinema de horror era barato de se produzir e com distribuição/público garantidos. Com isso em mente a dupla Caño-Moncada realizou a dobradinha “El Pantano de los Cuervos” e “Vodú Sangriento” (1974), este último uma chupação de “The Mummy/A Múmia” (1932) de Karl Freund onde um poderoso sacerdote vodu do Caribe (interpretado pelo ator Aldo Sambrell que, também, esteve no elenco dos clássicos “Per um Pugno di Dollari/Por um Punhado de Dólares” e “Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/Três Homens em Conflito”, ambos de Sergio Leone) revive num transatlântico de luxo e decapita várias pessoas. Sem muito sucesso no horror, Caño realiza ainda a comédia “A Mí Qué me Importa Que Explote Miami” (1976) e os obscuros “Perro de Alambre” (1980) e “Carta a Nadie” (1984), filmes que ficaram restritos ao mercado espanhol.

frameSantiago Moncada nasceu em 1928 em Madrid. Foi roteirista, dramaturgo e, durantes anos, presidente da Sociedad General de Autores y Editores da Espanha. Foi autor de mais de 50 obras para o teatro e uma infinidade de roteiros para o cinema espanhol. Entre seus maiores sucessos estão filmes como “Il Rosso Segno Della Follia/O Alerta Vermelho da Loucura” (1970) de Mario Bava; “La Última Señora Anderson/A Quarta Vítima” (1970) de Eugenio Martín; “Tutti i Colori Del Buio” (1972) de Sergio Martino que trazia uma história de Moncada roteirizada por Ernesto Gastaldi; o incrivelmente genial “Condenados a Vivir/Cut-Throats Nine” (1972), western sobre a cobiça humana dirigido por Joaquín Luis Romero Marchent; “Il Bianco Il Giallo Il Nero/O Último Samurai do Oeste” (1975) de Sergio Corbucci, spaghetti western em ritmo de comédia estrelado pelo trio Giuliano Gemma – Tomas Milian – Eli Wallach; sem contar os delirantes trashes “La Esclava Blanca” (1985); “Juego Sucio em Casablanca” (1985) e “Las Últimas de Filipinas” (1986), todos com direção do mestre Jesus Franco e seu estilo “um novo filme a cada semana”.

“El Pantano de los Cuervos” continua inédito em DVD no Brasil. Nos USA saiu em Double feature com “The Thirsty Dead” (1974) de Terry Becker.

Por Petter Baiestorf para seu livro “Arrepios Divertidos”.

Assista “El Pantano de los Cuervos” aqui:

swamp-of-the-ravens

el_pantano_de_los_cuervos

A Orgia das Graciosas Strippers Mortas

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 2, 2016 by canibuk

Orgy of the Dead (1965, 92 min.) de Stephen C. Apostolof. Roteiro de Edward D. Wood Jr. (baseado em sua novela “Orgy of the Dead”). Com: Criswell, Pat Barrington, Fawn Silver, Rene De Beau e Nadejda Klein.

orgy-of-the-deadCom uma trama praticamente inexistente “Orgy of the Dead” tenta contar a história de um casal (Pat Barrington, que no ano seguinte estaria no elenco de “Mondo Topless”, e William Bates) que, ao discutir sobre o quanto uma visita noturna a um cemitério pode ser inspiradora, se acidenta e acaba num cemitério (que é o mesmo de “Night of the Ghouls” de Ed Wood) onde encontra o todo poderoso “Imperador” (Criswell, impagável como sempre) que os aprisiona e convoca deliciosas almas penadas do além para números de dança hilários com strippers indígenas, mulheres gatos, múmia, lobisomem fajuto e toda uma fauna de curiosas personagens que dão a ideia de que o inferno é o melhor lugar do mundo.

black-ghoul-drunk

Fawn Silver e Criswell

Com este ponto de partida infantiloide “Orgy of the Dead” é uma grande brincadeira cinéfila involuntária com Edward D. Wood Jr. (aqui roteirista e faz tudo da produção) exercitando-se (sem querer) na metalinguagem. “Orgy” remete diretamente ao seu filme “Night of the Ghouls” (1958), um inacreditável horror sobrenatural com Criswell “interpretando” o mesmo papel. Para se ter uma ideia da precariedade de “Night of the Ghouls” basta contar que o filme foi filmado em 1958 e só lançado em 1983. Ed Wood, após filmar “Night” não tinha como pagar a conta no laboratório que revelou o filme, então os negativos ficaram apreendidos nos arquivos do laboratório até que em 1983 – depois que Wood e Criswell já estavam mortos, fazendo-me pensar que, talvez, eles nunca tenham nem assistido ao copião do filme -, quando o empresário Wade Williams pagou a conta, montou e lançou o filme que já era considerado obra perdida (à título de curiosidade, Wade foi diretor de “Terror From the Stars” (1969) e produtor associado em pérolas como “Invaders From Mars/Invasores de Marte” (1986) de Tobe Hooper e “Midnight Movie Massacre/Aconteceu à Meia Noite” (1988) da dupla Laurence Jacobs e Mark Stock). Ainda no campo da metalinguagem, o papel da personagem “Black Ghoul” foi escrito para ser interpretado pela Maila Nurmi (a Vampira de “Plan 9 From Outer Space”, que infelizmente se recusou a filmar) e acabou sendo feita pela atriz Fawn Silver, que depois esteve no elenco dos filmes “Unkissed Bride” (1966) de Jack H. Harris (isso mesmo, o produtor do Cult “The Blob/A Bolha Assassina” (1958) dirigido por Irvin S. Yeaworth) e do bagunçado “Terror in the Jungle” (1968), realização que teve três diretores (Andrew Janczak, Tom DeSimone e Alex Graton), cada um deles filmando um pedaço do filme.

 

Independente de “Orgy of the Dead” ser bom ou ruim (ele está muito além deste irrisório detalhe), é o grande marco na transição do Ed Wood da fase sci-fi/horror para o Ed Wood da pornografia. “Orgy” ainda não é pornô (nem erótico ele consegue ser), mas já não era mais uma tentativa de ser um filme de horror, flertando explicitamente com o subgênero Nudie Cutie em que qualquer mínimo enredo era mera desculpa para explorar as carnes femininas.

stephen-a-apostolov

Stephen C. Apostolof

O diretor de “Orgy” é Stephen C. Apostolof, que geralmente assinava com o pseudônimo AC Stephen, um especialista em sexploitations que pertenceu aos pioneiros do cinema adulto americano. Apostolof nasceu na Bulgária e durante a segunda guerra mundial fugiu para os USA. Seu primeiro emprego em solo americano foi como arquivista no estúdio 20th Century-Fox. Em 1957 se meteu na produção do filme “Journey to Freedon”, de Robert C. Dertano, onde conheceu o gigante Tor Johnson que trabalhava como ator e o apresentou ao Ed Wood. No início da década de 1960 Apostolof assistiu ao Nudie Cutie “The Immoral Mrs. Teas” (1959) de Russ Meyer e soube o que queria fazer de sua vida. E assim acabou produzindo/dirigindo quase 20 produções cheias da boa e sadia putaria que alegra nossa vida, vários destes filmes com roteiros escritos por seu amigo Ed Wood (além do “Orgy”, Wood também assina os roteiros de “Drop Out Wife” (1972), “The Class Reunion” (1972), “The Snow Bunnies” (1972), “The Cocktail Hostesses” (1973), “Five Loose Women” (1974, este lançado no Brasil com o título “As Fugitivas”) e “The Beach Bunnies” (1976), todos produzidos/dirigidos pelo búlgaro tarado). A parceria com Apostolof foi uma sobrevida na decadente carreira de Ed Wood, se iniciou em 1965 com este “Orgy of the Dead” e durou até 1978, ano de sua morte, com Apostolof garantindo uns poucos dólares para Wood nesta terrível fase e meio que repetindo o que o próprio Ed Wood havia feito por Bela Lugosi uma década antes. Em 2012 foi lançado um divertido documentário, “Dad Made Dirty Movies” de Jordan Todorov, sobre a  hilária e muito curiosa carreira de Apostolov.

criswell-predicts

O elenco de “Orgy” é encabeçado por Jeron Criswell King, o lendário “The Amazing Criswell”, que foi um vidente americano famoso por suas previsões sempre imprecisas. Filho de uma família dona de funerária, Criswell possuía um caixão no lugar da tradicional cama porque achava mais confortável dormir ali (aliás, o caixão de Criswell aparece no pornô “Necromania” (1971) de Ed Wood). Também foi locutor de rádio e amigo de celebridades decadentes como Korla Pandit e Mae West, sendo que a pobre Mae usava Criswell como seu conselheiro espiritual. Em março de 1963 ele previu que John F. Kennedy não concorreria à reeleição em 1964 porque algo iria acontecer com ele em novembro de 1963. Picareta ou não, o fato é que Kennedy foi assassinado em novembro de 1963. Em seu livro “Criswell Predict from Now to the Year 2000!” (à venda na Amazon por cerca de 10 dólares), previu que a cidade de Denver seria atingida por um raio espacial e todo o metal se transformaria em borracha. Neste mesmo livro também previa que seríamos todos canibais no futuro e que o fim do mundo aconteceria em 1999. Criswell apareceu em três filmes, o clássico “Plan 9 from Outer Space”, o cômico “Night of the Ghouls”, ambos de Ed Wood, e “Orgy of the Dead” em que, contam seus colegas de produção, filmou todas as suas cenas em estado de pileque constante acompanhado de seu velho amigo, e companheiro de copo, Ed Wood.

 

Paperback Background

Livro

“Orgy of the Dead” foi realizado por uma turma de técnicos que são uma espécie de “dream Team” do melhor do pior. A trilha sonora (conforme indica o site IMDB) é do compositor Jaime Mendoza-Nava (que não está creditado no filme), responsável por musicar inúmeras produções de “fundo de quintal”. A fotografia é de Robert Caramico, em início de carreira, que depois fotografou lixos imperdíveis como “The Black Klansman” (1966) de Ted V. Mikels, “Psychedelic Sexualis” (1966) de Albert Zugsmith, “Octaman” (1971) de Harry Essex, “The Doberman Gang” (1972) de Byron Chudnow, do clássico cult “Blackenstein” (1973) de William A. Levey, entre tantos outros. Caramico ainda foi diretor do pornô satânico “Sex Ritual of the Occult” (1970) que é um filme inútil que gosto bastante. O assistente de Caramico foi Robert Maxwell (que depois virou diretor de fotografia do clássico “The Astro-Zombies” (1968) de Ted V. Mikels e do fabuloso “Sweet Sweetback’s Baadasssss Song” (1971) de Melvin Van Peebles. O som de “Orgy” foi feito por Dale Knight que tinha em seu currículo trabalhos em vários filmes de Ed Wood (“Jail Bait”, “Bride of the Monster” e “Plan 9” tiveram o som feito por ele) e em produções como “The Astounding She-Monster” (1957) de Ronald V. Ashcroft e “The Cape Canaveral Monsters” (1960), outro delírio do diretor Phil Tucker, o grande responsável pelo genial “Robot Monster” (1953). E a edição ficou a cargo do diretor/produtor Don Davis que comandou o trabalho em filmes como o dramático “For Love and Money” (1967), também com roteiro de Ed Wood, e “Swamp Girl” (1971), sobre uma loirinha que é abandonada num pântano (curiosidade: Don Davis aparece atuando no papel de um Bêbado em “Plan 9”). Ainda sobre a equipe de “Orgy of the Dead”, diz a lenda que os diretores de segunda unidade , não creditados no filme, foram Edward D. Wood Jr. e Ted V. Mikels, mas duvido que tão capenga produção tenha tido uma equipe de segunda unidade.

orgy-of-the-dead1De certo modo a explosão do mercado de cinema adulto no final dos anos de 1970, aliado a popularização dos aparelhos de VHS que permitiam ao público ver putaria explícita no conforto do lar, foram os responsáveis por sepultar a carreira de toda uma geração de produtores/diretores independentes como Apostolof (e até gênios como Russ Meyer). Depois de “Ice Hot”, filme que lançou em 1978, Apostolof nunca mais conseguiu investidores para seus filmes eróticos (que preferiam a segurança financeira de investir no cinema hardcore). Como Apostolof detinha os direitos autorais de todos os seus filmes se dedicou a lançá-los no, então, crescente mercado de vídeo doméstico se tornando o distribuidor de seus agradáveis e bem humorados lixos cinematográficos (Russ Meyer, Ted V. Mikels, David Friedman, e outros, fizeram a mesma coisa).

Escrito por Petter Baiestorf para seu livro “Arrepios Divertidos”.

Assista “Orgy of the Dead” aqui: