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O Colorido Mondo da Canibal Filmes

Posted in Cinema, Posters, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 23, 2019 by canibuk

Por 20 dias fiquei fazendo novos posters para os filmes que realizei nestes últimos 30 anos. Aliás, muitos de meus curtas nem tinham posters. Acabei fazendo uns 150 novos posters (o que deu uma média de uns 7 novos por dia). Foi uma experiência fantástica. Os mais de 200 posters da Canibal Filmes estão disponíveis para download num link ao final dessa postagem (baixe, imprima e pendure na sua parede).

Então essa postagem é pra reunir todos estes novos posters (e os antigos) em apenas um lugar. Postei primeiro o poster antigo (quando havia), seguido do poster novo.

Pra dar uma incrementadinha, colo também link dos filmes que estão disponíveis na internet para download ou, pelo menos, dar uma assistida. O que não tem link é porque não disponibilizamos, ou porque ainda não está digitalizado ou porque, simplesmente, perdemos o filme com masters danificados pelo tempo.

Em tempo, se você é o marinheiro de primeira viagem nas minhas produções, preciso dizer que minha produções são SOVs – Shot On Video – (fui um dos pioneiros aqui do Brasil). Não sabe o que é SOV? Este link aqui irá ajuda-lo a saber mais sobre este subestilo de fazer cinema: Shot-on-Video e o Cinema Independente Brasileiro.

Você vai ser divertir com o histérico/alucinado mundo da Canibal Filmes, onde primamos mais pela quantidade do que a qualidade, como irão perceber no decorrer da experiência que é assistir essas obras perdidas no tempo-espaço neste milésimo de segundo do universo.

E se você gostar dessa postagem resgate/cinemateca, cole o link para seus amigos e conhecidos, a gente só sobrevive da ajuda no boca a boca.

Lixo Cerebral Vindo de Outro Espaço (1992, inacabado), de Petter Baiestorf.

Este foi minha primeira tentativa de fazer um filme. Era descaradamente inspirado no Plan 9 from Outer Space (1959), de Edward D. Wood Jr., um dos culpados por fazer eu querer elaborar roteiros cada vez mais sem sentido (o outro é o Jesus Franco). Até segunda ordem, os 20 minutos de copião deste filme, que nunca chegou a ser montado, está perdido.

Criaturas Hediondas (1993, 80 min.), de Petter Baiestorf.

Após a tentativa fracassada conheci um técnico de cinema chamado Walter Schilke (que trabalhou em filmes como A Dama do Lotação, Gaijin, vários filmes dos Trapalhões, etc) e, com apoio moral do cara, reunimos praticamente o mesmo pessoal do filme anterior e realizamos nosso primeiro longa. Este filme está salvo, mas não temos para download por enquanto. Mas você pode assistir o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=A8LMuo8MoR4

Criaturas Hediondas 2 (1994, 77 min.), de Petter Baiestorf.

Como todo mundo tinha se divertido adoidado fazendo o primeiro filme, nos pareceu extremamente óbvio pegar mais cervejas e ir fazer uma continuação do filme, explorando melhor as personagens de Dr. Rottenberg (E.B. Toniolli) e Igor (eu mesmo). Foi exibido na primeira HorrorCon, em 1995, de São Paulo. Você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/file/8354626gnuoxns9/Criaturas_Hediondas_2.avi/file

Açougueiros (1994-1995, 44 min.), de Petter Baiestorf.

Filmamos tudo em 36 horas, já editando na própria câmera (depois só acrescentamos a trilha sonora). Foi uma experiência experimental técnica em formato “filme de horror”. Você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/file/2fl7112g4mb4iuv/A%25C3%25A7ougueiros.avi/file

O Monstro Legume do Espaço (1995, 77 min.), de Petter Baiestorf.

Já nos sentido preparados para tentar fazer uma produção mais séria, escrevi o roteiro dessa sci-fi com um alien anarquista (que não saiu bem anarquista pelas inexperiências da vida) e filmamos tudo em 8 dias no Balneário de Ilha Redonda, com apoio de um Hotel (que serviu de locações e alojamento), um restaurante e toda a comunidade do local, que realmente se envolveu de cabeça no filme. Depois de pronto exibimos na HorrorCon 2 (1996), na TV Leopoldina e correu o país no formato VHS (na época vendeu mais de 1500 cópias, um número interessante para um grupo de produtores independentes). Luis Thunderbird queria exibir no seu Contos de Thunder, na MTV, mas não consigo me recordar se foi exibido. O filme continua sendo assistido, recentemente integrou a Mostra Sci-Fi da Caixa Cultural, que resgatou alguns clássicos da sci-fi brasileira e nosso SOV foi incluído por sua importância histórica. O filme pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=umaWVoNMQvI&t=908s

Detritos (1995, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Só neste instante que percebi que devíamos fazer curta-metragens. Então invadimos um centro de idosos numa madrugada, erguemos uma cruz e crucificamos o E. B. Toniolli numa hipotética segunda vinda de Cristo. Assista aqui: https://vimeo.com/220338415

2000 Anos Para Isso? (1996, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Já tínhamos filmado o longa Eles Comem Sua Carne, quando uns espanhóis que tinha gostado do Monstro Legume nos pediram um curta gore. Nem pensei duas vezes, montei este curta com cenas do ainda inédito longa e mandei pro festival deles. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/01igwhkl8ry4omk/2000_Anos_Para_Isso.avi/file

Eles Comem Sua Carne (1996, 73 min.), de Petter Baiestorf.

Durante 8 dias ficamos gravando um longa gore (que por mais de uma década permaneceu sendo o filme brasileiro com a maior quantidade de sangue e tripas) numa casa isolada na zona rural de Palmitos, Santa Catarina. Seu lançamento foi em São Paulo, com presença das personagens do filme caracterizadas atacando a plateia. O filme pode ser visto aqui: http://www.mediafire.com/file/qm3p5xczg6rak1e/ELES_COMEM_SUA_CARNE_1996__Canibal_FilmesTitle1.mp4/file?fbclid=IwAR1DZEN8lRSlNo_MVDb0JedvWKAqzMVIt9d4V3NefTULtjE06cDZtxVL6-w

E o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=LgjX4v-7-Jo&t=52s

Arachnoterror (1996, 11 min.), de Coffin Souza.

Num pequeno intervalo das filmagens do Eles Comem Sua Carne, Souza, Carli Bortolanza, Marcos Braun, Claudio Baiestorf (meu pai) e eu, fomos filmar essa aventura de sci-fi. Foi tudo filmado numa única noite. Este pode ser um dos que foram destruídos pela implacável ação do tempo, mas ainda estou tentando localizar uma cópia dele.

Speak English or Die – O Punheteiro Cósmico (1996, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Carli Bortolanza, Marcos Braun e eu estávamos entediados numa noite e filmamos essa sci-fi completamente idiota. Como não gosto de renegar as burradas que faço na vida, segue link para baixar: http://www.mediafire.com/file/jbfn549xb65wf94/Speak_English_or_Die_-_O_Punheteiro_C%25C3%25B3smico.avi/file

Caquinha Superstar A Go-Go (1996, 70 min.), de Petter Baiestorf.

O Monstro Legume do Espaço estava fazendo um sucesso danado e parte deste sucesso se dava por conta da personagem escatológica Caquinha, que se delicia com fezes humanas, sangue menstrual, morcegos mortos e outros quitutes repugnantes, então me pareceu óbvio fazer um filme solo com a personagem, tentando filmar tudo em apenas 2 dias (e filmamos tudo em 2 dias, só que a qualidade ficou uma merda, lógico!). O Caquinha original era interpretado pelo Leomar Wazlawick que recém havia se desligado do grupo, então o E. B. Toniolli topou interpretá-lo e fomos filmar cenas sangrentas num clima de zero graus, para desespero dos atores. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/c5y7k9mtx9zb9b9/Caquinha_Superstar_a_Go_Go.avi/file

O trailer do Caquinha tem a curiosidade de trazer personagens do filme Eles Comem Sua Carne, pois o gravamos durante as filmagens do longa. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=JtvjAJ40538

E aqui: https://www.youtube.com/watch?v=vP8QZUtP9p0

A trilha sonora deste filme foi composta pela banda Trap e pode ser baixada aqui: http://www.mediafire.com/file/b1jgr3rng569fzl/Caquinha_Superstar_a_Go_Go_Soundtrack_composto_pela_banda_Trap.rar/file

Satanikus (1996, 35 min.), de Coffin Souza.

Em Porto Alegre o Coffin Souza resolveu refilmar seu curta em super 8 Satanikus. Depois de pronto acabamos filmando ainda uma cena de introdução contendo nudez pra chamar atenção pro filme. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/sj8f5856nbp9mqd/Satanikus_%25281997%2529.avi/file

Você pode ver o Satanikus original, de 1982, gravado em Super 8, baixando aqui: http://www.mediafire.com/file/qw93m3391cxwc5w/Satanikus_%25281982%2529.avi/file

Blerghhh!!! (1996, 75 min.), de Petter Baiestorf.

Blerghhh!!! Foi uma tentative de fazer um exploitation de ação. E uma tentativa de deixar os filmes cada vez mais profissionais, mas era a década de 1990, não existia equipamento bom ao nosso alcance e os técnicos eram todos de longe. Os efeitos mecânicos deste filme são do Júlio Freitas. Tem uma cabeça decepada do Ricardo Spencer, que era sobra do filme Baile Perfumado. O resto das maquiagens gore são de Coffin Souza e Carli Bortolanza. Como na época não consegui editar este filme como eu desejava, remontei tudo em 2008 com colaboração do Gurcius Gewdner e é a versão que existe. Veja aqui: https://vimeo.com/242062739

Se gostar do filme, de coração (sei de um casal que se casou após assisti-lo juntos na época), baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/gcn7zq4i053s987/Blerghhh.avi/file

Bondage (1996, 69 min.), de Petter Baiestorf.

É cine-montagem com restos de filmes nossos e loops em super 8. O filme ainda existe, só não foi digitalizado ainda. O poster novo fiz usando uma ilustração da artista Leyla Buk.

Ácido (1996-1997, 2 min.), de Petter Baiestorf.

Durante as filmagens de Blerghhh!!! teve um dia que a Denise V., Souza e eu, ficamos de bobeira e gravamos a base do que veio a ser este curta. É vídeo arte abstrata. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

The Butterfly Over Sky-Brain (1992-1997, 15 min.), de Petter Baiestorf.

Em 1992 eu tinha feito uma experiência com o Leandro Dal Cero e Loures Jahnke de técnicos mais o E. B. Toniolli de ator, mas por algum motivo que não lembro, levei 5 anos para montar o curta (talvez eu não tinha gostado do material na época, mas realmente não lembro se este foi o motivo). É um drama “sério”. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/8cu5dq0vyau3sqp/The_Butterfly_Over_Sky-Brain.avi/file

Chapado (1997, 31 min.), de Petter Baiestorf, Coffin Souza e Marcos Braun.

A proposta quando elaboramos este média era uma só: Gravar somente quando estivéssemos bêbados ou chapados (meio que inspirados na escrita automática dos surrealistas) e foi o que fizemos. Como passamos uns 4 meses gravando essa joça sem roteiro, cooptando amigos bêbados que apareciam, reunimos muito material (as fitas originais se perderam, infelizmente) e, depois, ao editar, me inspirei no Chappaqua (1966), de Conrad Rooks, pra tentar fazer ter algum sentido. É nosso primeiro filme pra ser sentido, não entendido. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/ht6y53k561xnjtj/Chapado.avi/file

My Little Psycho (1997, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Nessa época a gente tinha um estúdio num porão podreira e, numa das noites que eu estava por lá sozinho sem nada pra fazer, resolvi filmar uma ideia estúpida fazendo tudo sozinho. Infelizmente este curta se perdeu. Mas era extremamente ruim.

Vomitando Lesmas Lisérgicas (1997, 8 min.), de Petter Baiestorf.

Inutilidade que gravei com ajuda do Marcos Braun e do Claudio Baiestorf, pra aprender a desbotar/saturar as cores no VHS. O resultado dessas experiências foram aplicadas no média Bondage 2, mas este curta só existiu por experiência técnica mesmo. Ele pode ser baixado aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BebRXLlCpV0

Bem, preciso pedir desculpas, mas este foi o momento que descobri que um blog tem limite de espaço disponível e o Canibuk acabou se ficar 100% cheio, não está mais me deixando anexar nada de imagens. Então essa é a última postagem que faço nele e deixo incompleta (como forma de protesto por ter limite de espaço). O blog irá permanecer no ar até que o wordpress resolva deleta-lo. Vai ficar como um museu virtual. Me conhecendo, daqui um tempo criarei outro blog, com outro nome, começando do zero com novo tipo de abordagem

Se você estava curtindo os posters, baixe aqui todos os que eu ia postar: http://www.mediafire.com/file/3q74i9nbb8zqzph/POSTER_CANIBAL_FILMES.rar/file

E continue a leitura. Peço desculpas por alguns comentários bem rápidos e superficiais, mas eu estava fazendo essa postagem na correria (se eu descobrir meios de liberar mais espaço, sem pagar por isso, irei finalizar essa postagem, no momento estou brocha…).

Bondage 2 (1997, 55 min.), de Petter Baiestorf.

As filmagens deste roteiro foram bem tensas, com o grupo brigando meio que o tempo inteiro. Também creditei, na época, uma de nossas atrizes como diretora e hoje ela renega tudo que fez conosco (por isso estou assumindo a paternidade deste filme tanto tempo depois, já que eu tinha dirigido ele mesmo na época). Mas agora, passados mais de 20 anos da produção, gosto bastante do resultado que alcançamos naqueles 5 dias de caos que foram as gravações. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/59k2vh9n159v59k/B%2And%2Ag%2A_2.avi/file

PVC (1997, 7 min.), de Petter Baiestorf e Cesar Souza.

Outro daqueles curtas abstratos que adoramos fazer, mesmo que saibamos q1ue ninguém quer ver. Por enquanto não foi localizado em nossos vastos arquivos desorganizados.

Gordo Enrolando (1997, 8 min.), de Jack Salls.

O diretor deste curta é outro que renega o passado conosco. Este curta foi filmado com ajuda do Carli Bortolanza e quando fomos gravar uma cena de explosão, chamuscou seriamente o ator principal. Não existe cópia.

Super Chacrinha e seu amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha (1997, 118 min.), de Petter Baiestorf.

Aconteceu tanta coisa durante as filmagens deste longa que não sei o que destacar. Passamos uns 6 meses filmando sem roteiro (o copião é gigantesco), inclusive gravamos uma invasão de Tor Johnson (Jorge Timm) no Festival de Gramado de 1997 e, no melhor sistema de guerrilha, acabamos com Ivan Cardoso, Lucia Rocha, Hugo Carvana, José Lewgoy e Marco Palmeira no filme. Me conta o Coffin Souza que o então desconhecido Rodrigo Santoro se ofereceu na época para ser maquiador em nossos filmes, mas eu não me recordo disso, podendo ser delírio etílico do Coffin. Este longa traz inúmeras cenas na cidade destruída de Ita, onde passamos alguns dias gravando nos escombros. É uma pena que não tivemos tempo hábil (leia-se, dinheiro) de voltar à cidade destruída para gravar uma sci-fi pós-apocalíptica. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/04qy03kj55w8xci/Super_Chacrinha_e_seu_Amigo_Ultra-Sh%2At_em_Crise_Vs._Deus_e_o_Diabo_na_Terra_de_Glauver_Rocha.avi/file

Como na época eu estava me divertindo horrores gravando cenas na forma de guerrilha, montei o trailer com imagens roubadas de um baile de debutantes que encontrei no antigo estúdio onde montávamos os filmes. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=FAxyrkOL9x0

Deus – O Matador de Sementinhas (1997, 4 min.), de Petter Baiestorf e Carli Bortolanza.

Nossa homenagem à estúpida ideia de deus. Baixe o curta aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

O Homem-Cu Comedor de Bolinhas Coloridas (1997, 16 min.), de Petter Baiestorf.

Carli Bortolanza e eu gravamos numa madrugada de tédio, inventando o roteiro na hora. São 16 minutos de um cara vomitando e rolando sobre um miasma de gosmas estomacais. Este curta ainda existe, só não consegui localizá-lo.

Quando os Deuses Choram Sobre a Ilha (1997, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Jorge Timm queria fazer um documentário sério sobre uma cheia do Rio Uruguai, mas Carli Bortolanza e eu, chapados de cogumelos, estragamos tudo delirando sem parar. Ficamos uns 4 dias na região completamente fora do ar, contratando ribeirinhos pra dar os depoimentos e filmando de modo irresponsável. O documentário ficou ruim por nossa culpa. Veja qqui: http://www.mediafire.com/file/b9ud97uj3ajdq57/Quando_os_deuses_choram_sobre_a_ilha_320x240.avi/file

Analconda Y Los Vampiros de Tiburón (1998, 20 min.), de Coffin Souza.

Filmado em Tubarão, SC. Não sei de muitas histórias de bastidores deste curta, só participei editando-o e depois fazendo a distribuição. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/qj4tgglpxyyvqca/Analconda_Y_Los_Vampiros_de_Tibur%25C3%25B3n.avi/file

Crise Existêncial (1998, 8 min.), de Petter Baiestorf.

Era pra ser, inicialmente, um drama sobre a falta de perspectivas dos jovens, mas acabou saindo isso aí. A dupla de jovens é interpretada pelo Carli Bortolanza e o Ronald Kojorowski, que na época a gente chamava de Beavis and Butt-Head. Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=y8KQAHFNYz0

Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City (1998, 96 min.), de Uzi Uschi.

Sim, este filme existe. É cine montagem com loops em super 8. Apesar de ter sido um dos montadores dele, não lembro de praticamente nada deste filme. Estou tentando localizar ele, até porque quero ver o que foi feito. Ele ainda existe, então é questão de tempo até ser resgatado e disponibilizado no colorido mundo da internet. PS- Espero não ser processado pelo John Landis por ter roubado o gorila do filme dele pro cartaz deste filme.

Gore Gore Gays (1998, 108 min.), de Petter Baiestorf.

Enquanto trabalhamos no curta Nocturnus, de Dennison Ramalho, começamos a gravar este longa, que ainda se chamava A Ninfeta Gore. Deu tanto problema gravando ele que não tenho como selecionar nenhuma história em especial (todas são divertidas e conto com detalhes sórdidos e picantes no livro ainda não lançado Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada). Segue ele pra doenload: https://www.mediafire.com/file/yx2renw0yp8982u/GxGxG_1998__Canibal_Filmes.mp4/file

A Despedida de Susana: Olhos & Bocas (1998, 6 min.), de Petter Baiestorf.

Curta experimental que fiz quando soube que uma de minhas melhores amigas iria se mudar pra São Paulo, fala das incertezas da vida. É um curta que gosto muito, tem um significado muito forte pra mim e, também, porque o Carlos Reichenbach elogiava bastante a sequencia final. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AlIqpUjq0qU&t=6s

Homenagem (1998, 7 min.), de Carli Bortolanza.

Não me lembro direito deste curta, mas foi uma diversão filmá-lo (fiz a fotografia e edição). Bortolanza bebia da fonte Andy Warhol e fez uma homenagem à cerveja, nosso líquido preferido, baseado numa poesia-ode que tinha escrito pra bebida maravilhosa. Não temos o curta digitalizado, mas estou na busca.

Boi Bom (1998, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Gravamos num abatedouro clandestino. Este boi usado no curta foi, depois da porquice toda, enviado pra um restaurante, onde os carnívoros se banquetearam. Me tornei vegetariano após essas filmagens. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

Chumbo (1998, 6 min.), de Petter Baiestorf.

Em 1998 o diretor sorocabano Cleiner Micceno veio até nosso estúdio montar uma série de curtas, então o aproveitamos e gravamos este pequeno filme ruim de dar dó. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HMw8tyuVZTc

O Vinicultor faz o Vinho e o Vinho faz o Poeta (1998, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Faz parte dos curtas perdidos. Acredito que quando achar este filme aqui, acharei junto uma leva de outros curtas considerados perdidos.

Fodendo meu Vitelo (1998, 5 min.), de Carli Bortolanza.

Faz parte dos curtas perdidos. Acredito que quando achar este filme aqui, acharei junto uma leva de outros curtas considerados perdidos.

Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos (1998, 80 min.), de Petter Baiestorf.

Nosso filme mais bizarro. As filmagens dele foram uma festança de vários meses fora do ar. Na época a gente tinha sido contratado por um produtor paulista pra rodar um pornô normal, na linha que a brasileirinha fazia logo depois, só que a gente misturou religião, anarquismo, críticas ao militarismo, política e surrealismo e deu num troço que era impossível conseguir distribuição naquela época. Graças ao tufo financeiro que levamos com este filme aqui que existe o Zombio. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/f6mcs9ssjc0cvzs/Sacanagens_Bestiais_dos_Arcanjos_F%25C3%25A1licos.avi/file

Zombio (1999, 45 min.), de Petter Baiestorf.

Caralho, até que enfim um filme bacana nessa interminável lista de ruindades. Zombio foi filmado em 5 dias de outubro de 1998 e é considerado , internacionalmente falando (é citado na edição original do livro Book of the Dead, de Jamie Russell), o primeiro filme de zumbis da história do cinema brasileiro. Só não é do cinema Latino porque os argentinos foram dois anos mais rápidos. Veja o filme aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HtiY3ZUcjSE&t=69s

E veja o trailer-making of aqui: https://www.youtube.com/watch?v=wr87SgzT-50&t=1s

E se você curte mesmo este filme, veja essa deitação de sarro que Coffin Souza eu gravamos 10 anos depois nas locações dele: https://www.youtube.com/watch?v=tbDGo5ZarII

Festival Psicotrônico Vol. 1 (1999, 112 min.), de Vários diretores.

Fita VHS que reunia 13 curtas da Canibal Filmes. Nunca digitalizado.

9.9 (nove.nove) (1999, 1minutos)de Petter Baiestorf.

Continuação zoeira do Crise Existencial, novamente com Beavis and Butt-Head no elenco. Desta vez a gente fez uma abordagem mais surrealista/nonsense. Foi extremamente divertido (e inebriante) filmar essa joça. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/7y2v39cn757mwo5/9.9_%2528nove.nove%2529.avi/file

Aventuras do Dr. Cinema na Terra do VHS Vagabundo (1999, 13 min.), de Petter Baiestorf e Coffin Souza.

Uma homenagem cretina ao ator David Camargo. Não temos mais cópia deste filme, mas ele está arquivado na Cinemateca de Porto Alegre, para assistir é só chegar no Capitólio e pedir.

Pornô (1999, 3 min.), de Petter Baiestorf e Coffin Souza.

Depois de filmar Zombio e constatar que horror adolescente faz sucesso, devíamos ter ficado gravando só bosta adolescente, mas resolvemos pegar milhares de metros de película em super 8 e fazer uma animação abstrata em película riscada, e lá ficamos nós uns 20 dias, 18 horas diárias (ou mais), riscando aquelas merdas de 8mm. Perdemos o rolinho em super 8 do filme, mas estamos em busca de um VHS onde filmamos o curta diretamente da parede onde foi projetado pela primeira vez.

Andy (1999, Inacabado), de Petter Baiestorf.

Este seria o primeiro longa onde Elio Copini seria alçado a condição de astro da Canibal Filmes, mas deu tudo errado e arquivamos o filme. O copião tem uns 15 minutos de cenas e um dia será montado misturado aos outros filmes inacabados.

Raiva (Rage-O-Rama, 2001, 70 min.), de Petter Baiestorf.

Em 2000 não há filmes porque estávamos falidos. De cabeça dura filmei este longa de ação, que é nossa única produção bem cuidada de 2000 até 2007. Este filme está digitalizado, salvo, só não está disponível na internet por enquanto. As filmagens dele duraram 6 meses e deu até pra explodir carro. Desculpem pelos posters contendo apenas a mesma imagem, mas não consegui encontrar os negativos com fotos da produção (que ainda eram feitas naquelas máquinas fotográficas com película). Se você ficou curioso, existem cenas dele nessa série o Canal Brasil aqui: https://www.youtube.com/watch?v=XiSl3sb0MTY&t=1s

Relembre da Carne (2001, 20 min.), de Coffin Souza.

Cyberpunk sem orçamento. Gravamos o curta com uma animada plateia de putas de rua nos assistindo. O curta é meia boca, mas os bastidores foram geniais. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/89juea6duxow1z0/Relembre_da_Carne.avi/file

Filme Caseiro Número Um (2001, 5 min.), de Petter Baiestorf.

Cine-Montagem que realizei sozinho numa madrugada de tédio. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AkjnFCSUoQ8&t=3s

Carniça (2001, 31 min.), de Ivan Pohl.

Ivan Pohl talvez seja o diretor mais alucinado e sem noção do SOV brasileiro. Este é seu primeiro média e é imbecil demais. Não participei das filmagens, só ajudei a distribuir o filme. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/ai0iydrfevna5bk/Carni%25C3%25A7a.avi/file

Não Há Encenação Hoje (2002, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Após ter bancado o Raiva com grana do meu bolso (que não teve lançamento depois, e em consequência, não teve renda nenhuma), eu estava completamente falido (igual estou desde 2016, sem previsão nenhuma de melhorar a situação financeira, por isso parei de fazer filmes e não lancei o livro de bastidores da Canibal Filmes) e passei a fazer curtas/médias bobos só pra encher a cara de cachaça com amigos. Não Há Encenação Hoje fala disso, da impossibilidade de filmar. Faz parte de uma série de filmes metalinguísticos que realizei. Ele pegou seleção no Cine Esquema Novo daquele ano, sei lá como, mas pegou. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/rreel1rmglyu9r5/N%25C3%25A3o_H%25C3%25A1_Encena%25C3%25A7%25C3%25A3o_Hoje_-_Vers%25C3%25A3o_Oficial.avi/file

Demências do Putrefacto (2002, 15 min.), de Petter Baiestorf.

Minha ópera gay experimental montada diretamente na câmera VHS que gravou tudo. Não me importo se ninguém gosta dele, o fiz com amigos e adoro ele. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/4i6327ni528wfnb/Dem%25C3%25AAncias_do_Putrefacto.avi/file

Mantenha-se Demente (2002, Inacabado), de Petter Baiestorf.

Foi minha tentativa de erguer uma produção ultra gore com inspiração nos exagerados filmes japoneses de tentáculos, só que faltou dinheiro e tudo desandou. As poucas sequencias gravadas viraram o curta Fragmentos de uma Vida.

Fragmentos de uma Vida (2002, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Com efeitos gore do Carli Bortolanza e o Jorge Timm roncando no sofá que havia no set. Baixe o curta aqui: http://www.mediafire.com/file/w0vrblo016s0wpd/Fragmentos_de_uma_Vida.mpg/file

Minimalismo Surreal Vol. 1 (2002, 120 min.), de Petter Baiestorf, Ivan Pohl e Coffin Souza.

Foi uma coletânea com seis curtas nossos, que você mesmo pode montar em casa baixando os curtas: Não Há Encenação Hoje, Filme Caseiro Número Um, Relembre da Carne, 9.9, Analconda Y Los Vampiros de Tiburón e Carniça.

Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica (2003, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Íamos gravar outro roteiro, mas aí, indo pro set, o Carli Bortolanza achou uma TV jogada num lixão e elaborei este roteiro enquanto filmávamos. Foi exibido na sessão em homenagem ao Carlos Reichenbach, quando de sua morte. Baixei aqui: http://www.mediafire.com/file/l4x89m55sv8c7g1/Primitivismo_Kanibaru_Na_Lama_da_Tecnologia_Cat%25C3%25B3dica.avi/file

Cerveja Atômica (2003, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Filme de zumbis bêbados com trilha sonora inteiramente composta pelas bandas Impetigo e Lymphatic Phlegm. O filme está salvo, somente não o colocamos para download.

Frade Fraude Vs. O Olho da Razão (2003, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Baseados em Nietzsche e Bakunin, Coffin e eu gravamos este curta com ajuda do Claudio Baiestorf e, depois de finalizado, nos mandamos para um bailão dançar polka. Incrivelmente essa bomba foi comprada pela TV Brasil. Veja a bomba aqui: https://www.youtube.com/watch?v=jyoR4SXpMo4

Trinta e Um de Março para Todos os Santos de Sessenta e Quatro (2003, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Com o surgimento dos Bolsominions filhos da puta, tenho vergonha de ter feito este curta e ser confundido com um destes bostinhas. Possivelmente meu pior filme, onde meu senso de humor estava meio estranho. Mas foi feito e tá aí. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=aGrMUuKFbhE&t=206s

Quadrantes (2004, 65 min.), de Coffin Souza.

Depois de uma sucessão de curtas pavorosos o mais sensato era fazer um… Longa pavosoro sem dinheiro nenhum. O roteiro original do Coffin Souza era genial, mas meio que estragou tudo gravar ele sem dinheiro algum e os atores amadores até para nossos padrões habituais. Jorge Timm faz o papel de Deus neste filme. O filme está salvo, apenas ainda não o colocamos para download. Mas veja o diretor falando sobre a produção aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xu3Wjv56VmA

Ópio do Povo (2004, 3 min.), de Petter Baiestorf.

Outro daqueles filmes abstratos de vídeo arte que você odeia. Não veja. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/3ch8c7dgmacmtb6/%25C3%2593pio_do_Povo.avi/file

Buscando la Película Perdida (2004, 9 min.), de Petter Baiestorf, Coffin Souza e E. B. Toniolli.

Neste momento já tínhamos lançado o livro Manifesto Canibal, onde incentivávamos o vandalismo. Baseado nisso pegamos o copião do curta Buscando la Fiesta, de E. B. Toniolli, e montamos sem a autorização dele, que, logicamente, odiou e ficou vários meses sem falar conosco. Desculpa amigão! Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BgePh2yJe3M&t=331s

Vai Tomar no Orifício Pomposo (2004, 14 min.), de Petter Baiestorf.

Inspirados pelo livro Hollywood, do Bukowski, escrevemos este roteiro sobre as amarguras de ser produtor de filme vagabundo no Brasil, já prevendo que o país iria encher de crentes malditos adoradores de dinheiro. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=dwkZ3NXNIAE&t=9s

Somos a Ralé (2004, 36 min.), de Coffin Souza.

Um documentário porra louca onde nossos atortes refletem sobre o caos que é filmar sem dinheiro conosco. Apesar de eu ter sido o entrevistador/montador do curta, não lembro de absolutamente nada. Está perdido, mas estou em busca dele tal qual se fosse uma arca sagrada (vai que o Monty Python tá dentro).

Olhando a Cor da Melodia de Baixo para Cima com a Cabeça Raspada Parada (2004, 7 min.), de Canibais Etílicos.

Tem um momento na vida que o homem para o que está fazendo e analisa seus feitos, é sua chance de modificar tudo que está fora dos eixos. Bem, quando gravamos este curta não foi meu momento de refletir sobre os lixos que eu estava realizando, estava numa onda “No Future” (tipo agora neste 2019 bolsonarista). Este curta é possivelmente a coisa mais inútil que já fizemos numa carreira de inutilidades. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/0ge9svuhbbdx0vr/Olhando_a_Cor_da_Melodia_de_Baixo_para_Cima_com_a_Cabe%25C3%25A7a_Raspada_Parada.avi/file

Poesia Visceral (2004, 4 min.), de Canibais Etílicos.

Você curte ver uma pessoa vomitando? Então aqui é seu lugar. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/8jg38plaxuc9z34/Poesia_Visceral.avi/file

Predadoras (2004, 21 min.), de Coffin Souza.

Um grupo de meninas devorando homens tarados. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/hh671fvhou6f4hk/Predadoras.avi/file

Duelando pelo Amor de Teresa (2004, 19 min.), de Petter Baiestorf.

Este curta até que teve uma produção um pouquinho mais bem cuidada, ainda mais se comparado diretamente com as imbecilidades que estávamos fazendo em ritmo alucinado naqueles dias do glorioso ano de 2004. Ele chegou a pegar seleção em alguns festivais e foi exibido na TV Educativa. Por algum motivo que desconheço, ele continua sem a opção download.

Por Quê?… Porquê Sou Brasileiro!!! (2004, 15 min.), de Ivan Pohl.

Ivan prevendo o Brasil de hoje. Impagável, com trilha sonora da banda do Gurcius Gewdner. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/20lum8kucdm7z8q/Porque_Porque_Sou_Brasileiro_Filme_Pol%25C3%25ADtico_Trailers.rar/file

Ora Bolas, Vá Comer um Cu!!! (2004, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Sim pessoal, eu sei que faz mal pra imagem do artista postar uma caralhada de bosta que ele fez, mas veja aqui mais uma: http://www.mediafire.com/file/f2vyok8psazebs5/Ora_Bolas%252C_V%25C3%25A1_Comer_um_Cu%2521%2521%2521.avi/file

Terceira Festa de Boas Vindas ao Meteoro Amigo que se Espatifará no Planeta Terra no Ano de 2019 (2004, 85 min.), de Zero Yoshi.

Naquele ano a gente promoveu uma scholock fest em homenagem ao meteoro que vai cair neste ano e o Zero filmou tudo. Teve muita gente pelada fazendo asneiras e os Urtigueiros (banda dadaísta) tocando. O filme está perdido até o momento, pois como não foi distribuído só existe o máster dele, que está sumido.

Mike Guilhotina (2004, 26 min.), de Ivan Pohl.

O grupo Coffin Souza, Elio Copini, Everson Schutz e Ivan Pohl havia criado uma produtora de filmes experimentais chamada N.A.V.E., que significa Núcleo Avançado de Vídeomakers experimentais de Palmitos, e estava filmando inúmeras experimentações com cores e formatos, que acabam comigo distribuindo. Este curta faz parte do pacote, mas se encontra sumido. Foi uma homenagem do Ivan ao seu cachorrinho de estimação.

Vi$cio (2004, 15 min.), de Carli Bortolanza.

Está perdido. Bortolanza quer refilmar em 2020.

Baiestorf: Filmes de Sangueira & Mulher Pelada (2004, 20 min.), de Christian Caselli.

Não é nosso, é um documentário que o Caselli realizou sobre nossa arte. Tô colando ele junto porque acho que é necessário uma pausa para que você compreenda as motivações de tanta bosta que fizemos até o momento. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RTbOCpNmH8A&t=89s

Palhaço Triste (2005, 32 min.), de Petter Baiestorf.

Este foi o momento que parei para refletir sobre minha existência, sobre minha carreira de filmes ruins e, então, munido de minhas ruminações, realizei meu filme mais comercial, onde abri mão de tudo o que acredito para entregar este quase blockbuster hollywoodiano. Veja aqui: https://vimeo.com/230641180

A Curtição do Avacalho (2006, 73 min.), de Petter Baiestorf.

Com as edições de Gurcius Gewdner, fui deixando os filmes mais dinâmicos do que as produções feitas em VHS na década de 1990. Este Curtição foi uma experimentação estilo Cinema Marginal, filmado em uns 3 meses. Concluímos a produção em apenas 5 pessoas. Adoro o resultado final alcançado com ele e faria tudo de novo. Só existe em DVD físico, não estando disponível na internet por enquanto. Veja este fragmento do longa: https://www.youtube.com/watch?v=R-49eSZtkoA

O Monstro Legume do Espaço 2 (2006, 61 min.), de Petter Baiestorf.

Um erro que cometi, apesar que gosto bastante deste roteiro. Ele só existe em mídia física até o momento.

Que Buceta do Caralho, Pobre Só Se Fode!!! (2007, 23 min.), de Petter Baiestorf.

Minha homenagem pessoal ao cineasta George Kuchar, que viu o filme e elogiou bastante. Em teoria ele está na internet, disponível, mas não o encontrei para linkar aqui. De todo modo você o encontra no material extra do DVD de Arrombada.

Manifesto Canibal – O Filme (2007, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Baseado no livro Manifesto Canibal, vociferamos frases sobre como produzir sem dinheiro. Foi um estrondoso sucesso quando de seu lançamento, sendo exibido em muitas universidades e coletivos anarquistas. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/wqditv8vrieww7u/Manifesto_Canibal.avi/file

Ou assista online aqui: https://vimeo.com/242441585

O Nobre Deputado Sanguessuga (2007, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Meu curta infantil político surrealista, pelo qual tenho grande carinho. O cara por debaixo da incomoda maquiagem de dedo é meu pai, que fez tudo muito animado, ele adorava gravar conosco (se você reparar nas fichas técnicas de todos os filme, quase sempre o Claudio Baiestorf está por lá – ele faleceu em 2009). Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=bGn2OQYDBH8

Quando Jesus Bate à Sua Porta (2006, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Curta produzido para uma oficina de vídeo que tem a curiosidade de trazer os músicos Daniel ETE (da banda Muzzarelas) e Célia Harumi (Grease), ele no elenco, ela na produção/edição. Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=VRCPUzqVkwg&t=411s

Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!! (2007, 39 min.), de Petter Baiestorf.

Um de meus filmes mais populares (perdendo para as séries Zombio, Monstro Legume e o Vadias do Sexo Sangrento), que gravamos em 5 dias e foi a primeira de minhas parcerias com a Ljana Carrion. Apesar do filme parecer meio tenso, foram gravações bem alegres, com um grupo de pessoas incríveis. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/1zdilw3di117s3b/Arrombada.avi/file

Vadias do Sexo Sangrento (2008, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Reunimos praticamente a mesma equipe do curta anterior e, com acréscimo da Lane ABC, realizamos este divertido e alto astral filme sobre o amor. Ele é uma paródia metalinguística às comédias românticas e foi meu set mais harmônico desde sempre. Toda a equipe passava a maior parte do tempo pelada, o que deixou o ambiente muito leve e divertido. Você pode baixar ele aqui: http://www.mediafire.com/file/l0vy11tr6elytrt/Vadias_do_Sexo_Sangrento.avi/file

Kanibaru Shocking Shorts (2008, 50 min.), de Petter Baiestorf.

Vários curtas em apenas um único link. Surpresa, nem eu lembro mais o que tem nessa fita: http://www.mediafire.com/file/8ee9pt6km5kmfpt/kaniraru_gore_shorts_VOL_1.mp4/file?fbclid=IwAR23B-I0sYYlT7XJbnz8n5JZ6If4ZubZV9H3lte1kOhSyk_iEj8bbdPKIME

Encarnación del Tinhoso (2009, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Uma homenagem ao cinema de horror indiano, numa tentativa de incluir todos seus excessos, de sonoplastia até zoons e enquadramentos. Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=y7nzCpKgqiM

Ninguém Deve Morrer (2009, 31 min.), de Petter Baiestorf.

Sempre tive a vontade de rodar um musical. Também sempre tive vontade de rodar um faroeste, então me pareceu uma boa ideia unir as duas vontades e criar um musical western em homenagem aos filmes feitos na Boca do Lixo. Essa produção reuniu o pessoal que habitualmente trabalhava comigo até uma caralhada de músicos, zineiros e organizadores de mostras. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/8m235oakqfo3fyq/Ningu%25C3%25A9m_Deve_Morrer.avi/file

Sangue Marginal (2009, 77 min.), de Marco Vaz.

Outra pausa para você entender nossas motivações ao fazer um filme. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AJpz7PbPeAM

O Doce Avanço da Faca (2010, 35 min.), de Petter Baiestorf.

Essa foi a primeira produção que realizei com a atriz Gisele Ferran. Incrivelmente, sabe-se lá o porque, não está disponível na internet e nem em mídia física. Que lástima, não? Mas fiquem com este delicioso fragmento do média: https://www.youtube.com/watch?v=BZ9l6neQc_k

A Paixão dos Mortos (2011, 8 min.), de Coffin Souza e Gisele Gerran.

Curta filmado como se fosse uma fotonovela. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=kX9ahDLlXto&t=200s

Zombio 2 – Chimarrão Zombies (2013, 83 min.), de Petter Baiestorf.

Meu Cidadão Kane. Único filme onde tive um orçamento minimamente decente (e era apenas meio terço do que eu realmente precisava). Só consegui finalizar este lona porque recebi ajuda de absolutamente todo mundo. As gravações foram durante 23 dias, mais 18 dias para montar tudo. Precisava de mais tempo pras duas coisas, mas tá feito e tá aí. Baixe aqui com legendas em inglês: http://www.mediafire.com/file/a62i2x43awdbz2x/Zombio_2_with_subtitles.mp4/file

Ou assista online aqui: https://vimeo.com/225099168

Filme Político (2013, 2 min.), de Petter Baiestorf.

Fazia parte do projeto Páscoa Sarnenta, mas só conseguimos concluir ele. Este projeto foi elaborado pelo Felipe M. Guerra, que consistia em gravar os bastidores de uma produção minha, mas inventei de filmar 4 curtas em 3 dias e deu tudo errado. Conto essa história com detalhes no livro inédito Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada (onde inclusive há uma hilária passagem sobre Gurcius Gewdner sendo o apoio para uma mesinha onde um casal de atores trepava).

As Fábulas Negras (2014), de Zé do Caixão, Rodrigo Aragão, Joel Caetano e Petter Baiestorf.

Neste ano não tive produção própria, apenas trabalhei nessa produção da Fábulas Negras. Assista meu episódio aqui: https://www.youtube.com/watch?v=KeeQ_aNatso&t=24s

13 Histórias Estranhas (2015), de Vários diretores.

E no ano seguinte fiquei envolvido neste aqui, A Cor que Caiu do Espaço, baseado em conto de Lovecraft, onde peguei o dinheiro da produção e dei pro pessoal que trabalhava comigo e filmei tudo sem dinheiro. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/9b96vot1sdt9t7u/A_Cor_Que_Caiu_do_Espa%25C3%25A7o_-_Master_com_Cr%25C3%25A9ditos.avi/file

Ou assista aqui: https://vimeo.com/223284510

Até Que… E Deu Merda (2017, 4 min.), de Carli Bortolanza.

Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/tbdrzpaflov0jdg/At%25C3%25A9_que…_e_deu_m%2Ard%2A%2521.avi/file

Baiestorf (2017, 20 min.), de Bruno Sant’Anna.

Última pausa para entender nossas motivações. Prometo que no próximo documentário sobre a Canibal Filmes vou desmentir tudo e mudar as referências e influências, só pra causar caos e desordem. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=7p0LAxjgEgs&t=46s

Ándale! (2017, 4 min.), de Petter Baiestorf.

Em 2015 eu havia aberto a loja Mondo Cult em Porto Alegre, mas deu tudo errado e tal empreendimento fodeu com minha vida financeira. Então, desde 2015, não estou mais conseguindo bancar meus filmes, ou seja, só estou conseguindo fazer pequenos filminhos com ajuda de velhos amigos. Este aqui rodamos sem dinheiro nenhum e acabou ganhando vários prêmios de melhor curta experimental. Veja aqui: https://vimeo.com/219401005

Beck 137 (2017, 11 min.), de Petter Baiestorf.

Curta realizado em Goiânia, com suporte da Mostra Crash, onde ministrei uma oficina sobre como fazer filmes sem orçamento com uso de celulares. O resultado ficou bem bacana, mas não tenho autorização para disponibilizar o curta aqui.

A Noiva do Turvo (2018, 4 min.), de Loures Jahnke.

Produzi este outro curta feito em celular com amigos das antigas e os filhos deles. Gosto do resultado lindão que ele ganhou e esse clima de pão caseiro que ele tem. Veja aqui: https://vimeo.com/256403432

A História Kaingang por Eles Mesmos (2018, 22 min.), de Petter Baiestorf.

Não é um documentário, é apenas um registro da tradição oral dos kófas kaingangs, onde eles resgatam a história da T.I. Guarita. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/e39rr2euw8542c5/Historia_Kaingang_por_eles_mesmos_-_Final_v3_-_com_legendas.mp4/file

Purgatório Axiomático (2019, 5 min.), de Fábio Ruffino.

Nem sei se eu podia compartilhar o filme aqui, mas é o primeiro filme onde assino a trilha sonora, compondo a música inteira. Depois dele assinei ainda a composição da trilha sonora de Brasil 2020, meu último curta. Baixe a trilha aqui: http://www.mediafire.com/file/dffnteluflffwrq/Demotape_Baiestorf_-_Experimenta%25C3%25A7%25C3%25A3o_do_Caos_C%25C3%25B3smico.rar/file

Brasil 2020 (2019, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Meu último e recém lançado curta. Baixe aqui e pirateie por favor: http://www.mediafire.com/file/kcn37zc94ymom23/Brasil_2020_-_Final_FullHD.mp4/file

E se você curtiu a trilha sonora que compus pro filme, baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/dpvc0s78494829g/Brazil_2020_-_Soundtrack.rar/file

Outros que fiz posters:

A Arte da Tortura (2015, 3 min.), de Carli Bortolanza.

Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/d9dw4ycdos38kd5/A-Arte-da-Tortura-Final.flv/file

E mais essa série de posters para filmes que tive que abandonar por problemas com orçamento ou que fiz posters fakes. Estes filmes não existem, mas me dê dinheiro e todos se tornarão realidade!

Se você curtiu os posters, baixe todos em alta qualidade aqui NESTE LINK.

por Petter Baiestorf

O Cu: Moleza com Sacanagem Total

Posted in Bizarro, Fanzines, Literatura, Quadrinhos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 8, 2018 by canibuk

Moleza com Sacanagem Total

I.

O deserto tentou me engolir. Pulei fora e rolei em direção de uma grande e úmida circunferência. Tal circunferência possuía um odor característico fácil de ser identificado. Sim, possuía odor de cu. Era um cu gigante logo abaixo de um imenso deserto de pele e não areia como os bobos imaginaram. Tudo estava claro agora, claro como uma trepada gostosa sobre a relva e eu sempre tive razão: O cu era uma circunferência, portanto, redondo. Beijo o cu gigante feliz porque sempre estive certo e os professores é que estavam errados. O belo cu é redondo !!! Re-don-do !!! Olhando diretamente para o buraco que havia no centro de tão enorme e poderoso cu, vejo uma luz no fim do reto. Fiquei deverás curioso, pensando cá com meus ovos, louco para saber o que poderia haver no fundo do cu, se é que cu tem fundo. Será que no fundo do cu haveriam criaturas monstruosas ? Vermezinhos falantes ? Lombriguinhas dançantes ? Bactérias fecais intelectualizadas pela Globo ? Realmente estou muito curioso…

II.

O amor caiu junto da sujeira e ficou sujo. Com um pequeno esforço consegui entrar no cu ciente que se não conseguir ver as criaturinhas do cu – Culenses ? – finalmente ei de saber o que é aquela luz que brilha no interior do cu.

III.

Caminhei sempre seguindo em direção a luz que brilhava no horizonte pomposo. Meus pés afundavam na merda amolecida a cada passo. Cansado sentei num caroço sangrento que havia na tripa grossa. Parecia ser o início de uma úlcera maligna. O sangue meio coagulado, meio líquido, molhou minha bunda. Ironia ou não do destino, mas o fato é que agora havia um cu dentro de um cu, ou seja, meu cu dentro daquele enorme cu solitário no deserto de pele. Melhor um cu dentro de um cu do que um cu com cu. Porém, para minha surpresa, o tal cu gigante possuía vários cuzinhos em seu interior. Suas paredes cheias de remelas e cascas fecais secas possuíam uma imensa galeria de cus de todos os tipos e variados cheiros. E para espanto geral, aqueles cuzinhos pequeninos falavam. Porra do caralho caralhudo, um cu gigante que tem vários cuzinhos e um cuzão dentro dele. Aliás, tem dentro dele um cuzão com seu próprio cu, perplexo, olhando descaradamente para a parede de cuzinhos falantes. Bem, aproveitarei a oportunidade e farei perguntas, como todo bom curioso deve se portar.

IV.

Sentado na úlcera pergunto aos cuzinhos do cu sobre a misteriosa luz que havia a nossa frente. Eles, sempre em coro – depois descobri que todos os cuzinhos faziam parte de um único cérebro pensante e todo poderoso – me respondem que aquela luz é o centro do Universo e que dali surgiu tudo já expurgado para dentro da humanidade. E completam ainda que todos são iguais perante a luz e aqueles que são diferentes são expurgados de volta a humanidade. Pensei: “Porra, eu sou diferente !!! Sou um cuzão humano com um cu e não um cu soberano com vários cuzinhos !”. Os cuzinhos gargalham debochando de mim. A luz, o centro de todo o Universo, faz um estrondo ensurdecedor e gases me carregam para fora do enorme cu que havia no deserto de pele. Enquanto vôo para fora do todo poderoso cu que rejeita os diferentes, fico pensando: “Bem que isso tudo poderia se chamar ‘O Centro Da Humanidade É Uma Luz Sem Forma Com Pequeninos Guardiões Que Falam Toda E Qualquer Língua’ !!!” e no chão caio, batendo minha cabeça no deserto, esfolando meu queixo. Finalmente sei de toda a verdade, mas acho que não irá adiantar nada pois certamente passarei por um profeta do caos enlouquecido e a esmo deverei vagar pela eternidade.

Texto de Petter Baiestorf.

Em 2000 o desenhista Reginaldo criou a HQ “O Cu“, inspirado no texto “Moleza com Sacanagem Total“, que editei no fanzine ARGHHH #29, e versava sobre o cidadão classe média brasileiro. Segue o resgate da HQ aqui:

Fascismo Verde Amarelo: O Mito do Silva

Posted in Cinema, Entrevista, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 26, 2018 by canibuk

Conheci o Fabiano Soares quando ministrei uma oficina de vídeo no Rio de Janeiro em 2012, parte da programação da Mostra do Filme Livre. Juntos bolamos o curta Perdigotos da Discórdia, que envolvia necrofilia e outras peripécias cremosas, como sexo pervertido com membros de plástico realistas que acabaram dando problemas com o Banco do Brasil, patrocinador da Mostra naquele ano. Tivemos que explicar um boquete que Gurcius fazia explicitamente no tal pinto de plástico que fazia as vezes do membro pulsante de Pablo Pablo. Logo em seguida ele dirigiu o ótimo curta O Terno do Zé, com integrantes da banda Gangrena Gasosa e o Carlo Mossy no elenco, e, também, foi diretor de segunda unidade do longa Desagradável, do diretor Fernando Rick. Depois dirigiu A Revolta do Boêmio, vídeo clip para a banda Uzômi, com Angelo Arede e Gurcius Gewdner nas personagens principais. Agora em 2018, ano literalmente tenebroso na vida política do Brasil, Fabiano retorna com O Mito do Silva, curta que sintetiza de maneira quase didática – e brutal – o que está rolando no país do Pau Brasil.

Segue uma entrevista com ele sobre O Mito do Silva e suas observações sobre este conturbado momento em que o povo brasileiro se entocou. E, também, link para assistir o primeiro corte de O Mito do Silva e sua filmografia completa:

Petter Baiestorf: O Mito do Silva é um retrato do Brasil atual, como foram as filmagens do curta, da concepção do roteiro até as filmagens? Alguma história curiosa das gravações?

Fabiano Soares: Eu tinha escrito em 2016 um texto sobre o assunto, o “Mito”, utilizando como base um político que tava se destacando pelas merdas que falava, mas que, naquele ano, parecia bastante exagerada a ideia de o cara se candidatar a presidente. Então, partindo desse prenúncio de distopia, eu convidei o cineasta Marcos Lamoreux, daqui do Rio, para me ajudar a transformar em roteiro, acrescentando ou retirando trechos que ele achasse necessários. O Marcos é um amigo, ativista, negro, artista em diversas áreas, e topou. Nessa transformação do texto em roteiro, além das transformações estruturais, recebi algumas aulas dele, desde pequenas mudanças lingüísticas para não ofender sem querer, a origens de palavras como “linchar”, que acabaram dando um conceito mais forte ao filme. Então um cara, o Marcelo Paes, que me deu aula, decidiu entrar como produtor cedendo a câmera e alguns acessórios, além de dar uma ajuda na parte de produção.

Nossa bandeira jamais será vermelha.

Como eu faço um cinema com amigos, alguns velhos amigos se juntaram em suas áreas, e foi assim que o Thor Weglinski veio ajudar na produção e na assistência de direção; o Caio Cesar Loures topou fazer o som direto; o Gabriel P. Almeida fez a arte; e o Ricardo Schmidt, a fotografia. Tudo gente que quem já viu algum filme meu, já conhece de créditos. Chamei a Fany Coelho, uma maquiadora de gore fodona daqui, que abraçou a ideia; e o Marcos Lamoreux foi essencial também para conseguir os figurantes. E teve o Juan, que deu uma ajuda no set quando pôde. Sem essa galera aí, eu estaria fodido, porque fiz mais um filme sem dinheiro, só convidando as pessoas e tentando mostrar o roteiro, pra ver se topavam; e porque a Luciana estava trabalhando na época, o Edgar com 5 meses quando eu comecei esse processo de roteirização, e achei que conseguiria facilmente cuidar dele, decupar o roteiro, ensaiar com atores, ter reuniões de equipe, e finalizar um livro que estou escrevendo, só porque eu estava de férias. Eu mal conseguia cagar sem ficar pensando nas minhas responsabilidades de pai, e tinha só a partir das dez da noite para resolver tudo em relação ao curta. A Luciana, a namorada com quem casei e tive um filho (porque acho brega escrever “esposa” ou “minha mulher”), aliás, não pôde participar tanto desse curta diretamente, mas o fez cuidando do Edgar quando chegava em casa, permitindo que me dedicasse ao curta nesses momentos, e fazendo a comida pra batalhão na diária que teria, segundo minhas contas, 40 pessoas. Ah, e sempre, mesmo torcendo o nariz para algumas ideias minhas, meus pais dão uma força: figuração, transporte, comida. Uma observação: sempre rola uma opção vegana de comida, geralmente uma caponata de berinjela feita pela minha mãe, já que tem uma galera vegana / vegetariana entre esse pessoal que topa participar dessas coisas que eu invento.

O Mito em sala de aula

Para escolher o ator, procurei um ator amador, amigo meu, o Moisés, cuja primeira pergunta que fiz foi: “O que você acha do “político X” (o Brandão do filme)?” Quando ele respondeu, dizendo que não estava entendendo morador de favela apoiando esse cara, decidi que seria ele. O Marcelo foi arrumar o cara pra fazer o político, e a primeira opção dele, um ator com visual meio milico, declinou por um motivo óbvio: ele era eleitor do cara. Segundo o Marcelo, foi a primeira vez que ele achava alguém do círculo de contatos dele demonstrando apoio ao cara, foi quando ele viu que aquela piada ruim poderia ser mais assustadora do que era. Estávamos em junho de 2018. E contei mais uma vez com a participação do ex-galã da Globo, agora doutor em filosofia e ator de produções menos ostentatórias, Marc Franken, um cara gente boníssima!

Cara, filme independente sempre tem perrengue, e esse não foi diferente. O drone, que tinha uma utilização estética para simular celular gravando de um prédio, zicou e ficamos sem. Os 30 figurantes que confirmaram para a cena de agressão ao Silva, só apareceram uns 10, 12; pessoal no Rio é daqueles “Vamos marcar, borá!”, e furam. Aí entraram meus pais, o namorado da Fany, quem estava de bobeira no set virou figurante. E muita gente parava para perguntar o que estava acontecendo, achando ser real o Moisés ensanguentado. Além dos contratempos de chuva, intervenção federal, que atrapalharam bastante o cronograma, teve também as desistências de equipe e figurantes no último segundo, que rolou bastante, mas nada que abalasse o andar da carruagem, só desesperava um pouquinho, até conseguir dar um jeito.

Figurantes

Ah, e de última hora, o Leo Miguel, que fez assistência de direção no dia mais complicado, a externa da agressão, ficou enrolado pra fazer a edição do filme, e aí outro Leo, o Miranda, que editou já muita coisa minha, assumiu o posto. E nisso, uma coincidência que achei doida demais: no primeiro corte, o Leo botou uma música clássica. Eu estava lendo O Selvagem da Ópera, do Rubem Fonseca, que fala sobre a vida do Carlos Gomes, e é uma base de roteiro para um filme sobre o maestro e compositor brasileiro, que enfrentou uns casos de racismo na Itália por ser negro e brasileiro. Quando ouvi a música – eu não conheço muito de música clássica, embora ouça muito no trabalho, não é algo que eu grave ou escute em casa –, perguntei “É Carlos Gomes?”, e o Leo me disse que não. Fiquei pensando “Que idiotice, só porque eu tô lendo um livro sobre o cara, tudo o que é música clássica vou achar que é ele…”; aí quando terminamos de ver o corte, a música, que ele tinha pego aleatoriamente no catálogo do Domínio Público, ele viu “Ah, é sim, Antônio Carlos Gomes!”. Achei bizarra a coincidência, e disse ao meu ceticismo: “É um sinal!” Melhor ouvir o universo e ficar com a trilha de Carlos Gomes! Lógico que o fato de não ter ninguém para compor uma trilha sonora em dois dias, de graça, ajuda bastante…

Baiestorf: Achei ele bem ilustrativo para aqueles que se negam em enxergar o que está acontecendo no país. Foi opcional essa narrativa tão didática? Porque?

Fabiano Soares: Pô, eu acho que eu faço sempre um cinema por diversão, é bem quadrado na estética, eu gasto minha piração com o texto. Eu não sou cineasta, né? Eu faço uns filmes, é diferente; é como se eu fosse um cara que faz paródias subversivas de uma novela mexicana, mas não falando de paixões desencontradas, mas de filhadaputice humana. Acho que meus filmes são tudo sobre o pior lado do ser humano, mostrar que deu tudo errado. Mas a didática não tem nada a ver com isso, é só de talvez eu ser um roteirista que quer ver aquela merda numa tela, e como ninguém em sã consciência vai querer fazer isso, acabo fazendo. Aí não tenho aquela intimidade com a linguagem cinematográfica a ponto de saber subverter e dar certo. Aí eu faço o meu feijãozinho com arroz, batata frita e bife, e taco um pouquinho de sangue pra dar um gosto. O foda é que eu gosto muito de uns filmes mais doidos, que brincam mais com a linguagem, mas não consigo fazer. Deve ser medo de entropia, do público comum não pescar sobre o que eu estou falando. Acho que me preocupo muito em explicar didaticamente pro público.  Vou tentar pensar mais nesse assunto.

Fabiano e Moisés em O Mito do Silva

Baiestorf: Alguma observação sobre os eleitores do “mito” Brandão? Sobre essa “cegueira” coletiva (ou mau caratismo mesmo)?

Fabiano Soares: Cara, andando na Uruguaiana, um mercado popular no centro do Rio, vi muito camelô vendendo camisas do cara que inspirou o personagem, vendido como o salvador da pátria, e só fiquei pensando: esse cara não entendeu que ele vai se foder com o discurso de ódio. Que ele é visto pela elite como um vagabundo, trambiqueiro, e no que puderem usar de força bruta contra eles, usarão. Será que vale esse lucro? É como se, na atual conjuntura, eu topasse fazer um vídeo para um político evangélico, que eu sei que vai foder com qualquer possibilidade de uso correto da máquina pública, que já é uma merda. Poderia ganhar um dinheiro, adiantar o meu lado, da maneira mais egoísta possível.

E cara, eu tô realmente ficando mal com esse assunto. Você precisa explicar o óbvio, e após toda uma didática infantil, bem explicadinha, na falta de argumentos, os cegos só mandam memes e “fora PT”. Mas eu nem tô falando do PT, ô caralha! E tem muita gente cega mesmo, que não foi criada para pensar, mas para reproduzir discursos, que acaba indo na onda. Mas óbvio que sempre existe aquele mau-caráter, que esperou na moita o momento em que poderia falar abertamente sobre seus preconceitos e incentivá-los, porque agora naturalizou-se isso, passou a ser apenas um ponto de vista, que deve ser respeitado. Porra, intolerância não é aceitável, e  não podemos ser tolerantes com intolerantes, sem medo de parecer incoerentes. Essa naturalização do machismo, da homofobia, do racismo, vindo de gente que deveria representar o povo, é assustadora. Fazendo uma analogia idiota, é como a música de um churrasco com gente dos mais diferentes gostos musicais: o cidadão pode chegar e colocar, sem medo ou vergonha, Maiara e Maraísa (e realmente pode, um espaço democrático em geral), outro coloca Molejo, outro entra no Melhor do Axé, e depois de você ouvir isso tudo, você decide colocar um som que você gosta, um Black Sabbath (para citar um exemplo até mainstream): será repreendido, porque naturalizou-se a ideia de que só pode tocar música “que todos vão gostar” – só esquecem que nem todos gostam das outras músicas. A mesma lógica vale para os assuntos cotidianos. A pessoa acha que pode puxar um papo com você falando sobre não gostar de “ver viado andando junto”, sem nem saber seu pensamento sobre isso, porque naturalizou-se o “ninguém gosta de homossexual, até tolera, mas não gosta”. Esquecem que os gays que gostam de andar juntos fazem parte da sociedade. E assim vão tentando excluir cada vez mais o que os incomoda, chamando de minorias, através da supressão da fala, impondo a opinião preconceituosa como se fosse o pensamento comum. E esse discurso vai sendo naturalizado pelo cidadão comum, que nem é mau-caráter, mas reproduz isso. É a favor de morte para bandido, mas esquece do filho que vende droga, do irmão que instala gato de luz, da vez em que subornou um guarda, etc.

Cidadão de Bens

Baiestorf: Você produziu o curta no RJ, que já é uma cidade que vive sob uma ditadura evangélica radical. Você pode falar sobre as transformações da vida cultural carioca nos últimos anos.

Fabiano Soares: Cara, a vida cultural sobrevive em pontos de resistência, centros culturais independentes de verbas do município. Aqui tem muita gente, muito grupo agitando suas correrias, então não tem do que reclamar. Mas do ponto de vista político… Bom, eu estou realmente preocupado com essas eleições presidenciais. Você vem lembrar do pastor que é prefeito do Rio. Bom, eu sou a favor de acabar com essa merda de misturar política e religião. Não dá certo. Você acredita em Deus, foda-se, vai pra porra da igreja e converse com seus amiguinhos, todo mundo com o mesmo amigo imaginário, e sejam felizes! Eu não me importo com a religião das pessoas, desde que não queiram fazer leis que têm como base crenças religiosas. Vou voltar a falar da merda da naturalização: pessoal acha normal falar “vai com Deus”, mas fica abismado se receber de volta um “Satã te ilumine”, “fica com Exu”. Então vai pra puta que o pariu com a sua crença se você não aceita a do outro. E essa contaminação evangélica que tem acontecido não só no Rio, como no Brasil, busca cada vez mais reger a vida de todos tomando como natural os ensinamentos cristãos, “porque a maioria pensa assim”. Eu já estou me preparando para comprar muita briga com professor acéfalo que for passar doutrina religiosa pro meu filho em escola. Uma coisa é ensino religioso, onde você vai falar da diversidade religiosa no mundo; outra é falar que uma religião é a certa, que deve-se seguir isso ou aquilo. E falei porra nenhuma da vida cultural no Rio. Cara, tem vida cultural, deve estar escoando muito dinheiro da prefeitura para igrejas, pecinha de igreja deve estar recebendo milhões, patrocinada pelo pastor do Rio, o prefeito da Universal, Crivella. Mantendo-se longe disso, tem uma galera boa movimentando arte de verdade. Tá, julgamento de valor meu, mas foda-se. Arte que questiona algo.

Fany maquiando em O Mito do Silva

Baiestorf: A personagem principal é um negro seduzido pelo discurso de “bandido bom é bandido morto”, quais suas observações sobre isso?

Fabiano Soares: Algumas pessoas não estão entendendo o que está acontecendo, esqueceram chacinas, apagaram da memória casos recentes de racismo. E é apenas para exemplificar: poderia ser misoginia, homofobia. Pessoas que são naturalmente privilegiadas apoiarem um cara como esse, eu não acho certo, mas é compreensível: não quer largar de ser mimado; o garotinho branco, rico, quer que continuem governando para ele, protegendo-o de qualquer risco que possa correr. Mas uma pessoa que encontra-se em um dos grupos atacados, concordar com ele, é masoquismo. Mas o ódio é apaixonante, né? Eu lembro que eu com 13, 14 anos, achava lindo tudo o que eu estava estudando e pregava violência: Hitler, Mussolini, Robespierre, Mao Tsé-Tung… Eu era um idiota e achava que ser revoltado era fazer apologia à violência, tinha que matar todo mundo. Felizmente me dei conta rápido que não era bem assim, mas possivelmente, em 99, 2000, eu seria um passador de vergonha na internet, compartilhando meme de “mimimi”, cheio das confusões identitárias de raça.

O Mito do Silva

Se você pega um lugar movimentado, pega dois atores, um loiro e um negro, e bota os dois para correr ao mesmo tempo, separados por alguns metros lateralmente, e um terceiro gritando “pega ladrão!”, eu não tenho dúvidas que a maior parte ia olhar e escolher o negro como o ladrão. E isso é uma construção social perversa, que fez, ao longo dos anos, vítimas da escravidão serem vistas como marginais da sociedade após libertadas. Construção social, mais uma vez, desculpa, sou chato mesmo, naturalizada. Então a pessoa vê um menino negro em um sinal (semáforo, farol, faroleiro, chame como quiser aquela merda de três luzes), e fecha a janela do carro, porque tem medo. Tem medo de um menino magro que tenta conseguir um trocado para comer, provavelmente. A mesma irracionalidade leva uma pessoa negra a concordar em dar mais poder à polícia militar, por exemplo, que no Rio de Janeiro metralhou com mais de cem tiros um carro com cinco meninos que tinham saído para dar uma volta. Meninos que não estavam armados, nem atropelaram alguém. Mas eram negros. O filho do Eike Batista atropelou e matou uma pessoa. A polícia não deu tiros no carro dele. Por que? Enfim, ter uma opinião isenta sobre racismo é estar do lado do opressor. O dia em que você perceber que você não é branco, ou que sua sobrinha, seu filho, ou quem quer que seja na sua família ou círculo de amizade, dançou exclusivamente por conta de um julgamento pela cor dele(a), acho que será tarde demais para entender.

Baiestorf: Acho a personagem do professor um tanto apática aos comentários de seus alunos em sala de aula, sem tomar uma posição mais firme, talvez um retrato fiel de como se comportaram os professores nos últimos anos. Como competir com as fakes news? Como os professores podem fazer a diferença numa época em que os alunos “fabricam” suas verdades?

Fabiano Soares: Eu sou um cara do “copo vazio”, sou derrotista mesmo. Desisto fácil, e não culpo a apatia de professores: como lutar quando o mundo está contra você? Como explicar o óbvio e não ficar puto quando for chamado de doutrinador? Se eu fosse professor já teria desistido. Mas façam o que eu digo, não façam o que eu faço. Professores fazem diferença ao sugerir leituras, ao mostrar ao aluno que as ideias dele podem e devem evoluir. Eu lembro de um professor de artes que eu tive, e em um passeio a um museu, tinha um quadro com dois homens se beijando, e ele foi falar do quadro, e eu falei Que viadagem! (nessa época aí, de 13 anos, eu quase um nazipardo desses… Por isso digo que adolescentes podem mudar muito, independente das merdas que falem. Mas burro velho eu não tenho paciência). Ele mandou na mesma hora “Viadagem por quê?”, e eu falei provavelmente um “Porque sim!”, esse argumento valiosíssimo nos dias de hoje. E ele mandou eu ver o quadro, meio que me desafiou, e eu me neguei, e ele falando pra eu olhar, e a turma vendo isso… Resolvi olhar. Era um quadro no qual o artista tinha duplicado a fotografia dele e simulava um beijo entre ele e ele mesmo. Aquilo me deu um baque, foi o primeiro, quando eu vi que eu era burro. E que eu não podia falar das coisas sem saber, sem ver do que eu tô falando. Esse professor nem sabe, mas ele provavelmente me ajudou a mudar o pensamento de certeza sobre tudo sem nem precisar ver o outro lado; e é nisso que os professores são essenciais, não em explicar a verdade absoluta, mas a ensinar os alunos a questionarem-se, a botar dúvidas no lugar de certezas. Isso muda vidas. É desanimador, por conta das fake news multiplicadas sem filtro, só com um botãozinho; mas é uma luta essencial pela humanidade. Que botem a pulga atrás da orelha sobre essas notícias de whatsapp nos alunos. Muitos poderão rir, mas vai ter um que vai duvidar de fake news, que vai duvidar de isenção jornalística nos grandes meios de comunicação. E só por esse, já vai ter valido a pena.

Reunião de equipe

Baiestorf: O papel da arte é ser resistência? O que tu acha dos artistas “isentões”, que não estão tomando posição neste momento tão crítico de nossa história?

Fabiano Soares: Porra, pergunta pra textão. Não, o papel da arte não é ser resistência. Mas o papel da arte que eu gosto, sim. Eu acho que a arte eleva seu potencial de ser relevante ao ser resistência, porque junta ao estético o conceito e a ideia de mudança social. Mas não sei se seria o papel da arte, se eu estaria usando muito o meu juízo de valores. No entanto, se não bota o dedo na ferida, se não cutuca, eu deixo para ser fruída por outros, tenho mais o que fazer. Artistas isentões não existem. Não se posiciona, está do lado do mais forte. Ouve falar que tem que bater em homossexual e não diz nada? Está apoiando. Tá vendo, se é artista, faz arte, mas se é isentão, provavelmente eu não me interesso pela arte que ele faz. Ou se me interesso, diminuo o apreço agora…

Baiestorf: Com o Supremo, com tudo?

Fabiano Soares: As pessoas estão cegas, surdas e loucas. Tá aí, né? Depois desse “acordão”, muito facilitado pelo posicionamento dos deputados e senadores, para passar o impeachment, fico realmente espantado com o número de deputados que o partideco do “Brandão” conseguiu eleger. Vários militares. O golpe virá, e o pior é que será pelas vias legais… Espero que seja apenas uma distopia, culpa do meu pessimismo constante. Assim como em 2016 o “Mito” era…

Fabiano Soares dirige O Mito do Silva

Baiestorf: Brasil, país de racistas enrustidos de antes a país de racistas assumidos (violentos) de agora? Para onde vamos?

Fabiano Soares: Ladeira abaixo. Todo o tipo de preconceito e discurso de ódio vindo à tona, e o pessoal achando que é zoação, é só mais um HUEHUEBR. Acho que tem uma galera descrente de eleição que tá votando pensando que é voto de protesto. Mas esse Macaco Tião é perigoso…

Baiestorf: O espaço é seu Fabiano.

Fabiano Soares: O espaço é nosso, e não deve ser cerceado. Independente de sofrer ou não racismo, homofobia, misoginia, tenhamos um pouco de empatia. Ninguém deve ter medo de andar nas ruas por achar que sua cor, seu credo, sua orientação sexual ou seu gênero o coloquem em um estado de risco. O mundo já está uma merda, o ser humano já é escroto por natureza, não precisa ser incitado a isso. Pensem, não tenham certezas, leiam, leiam, leiam. E ouçam. Não dá pra você viver tranqüilo em uma sociedade que elege religioso pra representar o povo. Principalmente esse câncer que é a bancada evangélica, um sintoma de uma sociedade doente que quer ser ovelha a todo momento. Por isso, defendo ser radical contra a mistura de política e religião (principalmente se for uma religião hegemônica, no nosso caso, cristã) assim como contra esse novo fascismo, que não por acaso vem ganhando forças sendo carregado em uma cama de “Deus acima de todos”. Eu tenho um filho para experimentar muita coisa na vida, e não pode ser calado por um governo que flerta abertamente com a ditadura, apoia torturador. Pensem nas crianças que vocês dizem gostar tanto. Tá ficando meio Zé do Caixão, né?

E se tudo der certo, “O Mito do Silva” será um episódio de um longa-metragem. Isso se eu não desanimar e desistir, porque vou te falar, tá foda… E sem isenção, dia 28 agora é 13 contra o fascismo! E ser humano deveria vir antes de ser anti-PT, portanto, não há desculpa.

Fany trabalhando

Filmografia Completa de Fabiano Soares:

2008 – O Dia do Folclore; 2009 – Acertos Errados; 2009 – Boneco de Pano; 2011 – SolidariedAIDS (co-direção); 2012 – O Terno do Zé; 2012 – Thrash Star; 2012 – Perdigotos da Discórdia (Co-direção); 2013 – Desagradável (diretor de 2ª Unidade); 2014 – Churrasco Misto (animação, co-direção); 2014 – Eu Aceito; 2015 – Primeiro Ato (co-direção); 2015 – Eleven Years (Videoclipe); 2015 – Olho Maldito (animação); 2015 – Par ou Ímpar (co-direção); 2015 – Vegetal (co-direção); 2016 – A Revolta do Boêmio (Videoclipe); 2016 – Paterno; 2016 – Sacrifício; 2018 – O Mito do Silva.

Assista aqui, também, estes outros trabalhos do diretor:

2009- Boneco de Pano

2012- Perdigotos da Discórdia

2012 – O Terno do Zé

2013 – Desagradável (diretor de segunda unidade)

2014- Eu Aceito

2015- Par ou Ímpar

https://vimeo.com/130901429

2016- A Revolta do Boêmio

2016- Paterno

 

A Noiva do Turvo

Posted in Cinema, Entrevista, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 9, 2018 by canibuk

A Noiva do Turvo é um curta-metragem produzido no início de 2018 utilizando-se de um celular enquanto festejávamos a passagem de ano. Orçamento zero para contar uma lenda do rio Turvo que, meses antes, Loures Jahnke e sua filha Isabela haviam resgatado para um trabalho escolar que virou um fanzine de contos. Você pode ler o conto A Noiva do Turvo clicando no coletivo literário Maldohorror.

Segue relato dos envolvidos nas gravações:

Petter Baiestorf: O curta A Noiva do Turvo, escrito e dirigido por Loures Jahnke e filmado com seus filhos: Lorenzo de cinco, Isabela de dez, Vinicius de doze e Morgana de vinte anos. Loures, Elisiane Rodrigues, Carli Bortolanza e eu nos divertimos muito durante essa experiência fantasmagórica sessão livre onde respeitamos o ritmo de trabalho das crianças. Não quer dizer que eu vá produzir filmes em celulares, mas abrem-se algumas possibilidades com este formato, principalmente com suas câmeras de alta definição.

Lorenzo, 5 anos, assistente de direção

Loures Jahnke: Exatamente um ano depois da filmagem de Ándale!, na virada de 2017 para 2018, Baiestorf e Bortolanza voltaram para o Baixo Azul, trazendo na bagagem mais de 300 latas de cerveja – sim, eles sempre são exagerados. Não tinham o Toniolli, nem o Élio e nem a filmadora, mas Baiestorf estava com um celular com câmera bacana. Alguns meses antes dessa visita, ajudei minha filha Isabela em um trabalho escolar sobre mitos e lendas locais, o que resultou em um pequeno conto que publiquei no Maldohorror. Eu tinha o argumento e 4 filhos; Peter tinha um celular e o Bortolanza. O produto? A Noiva do Turvo.

Morgana, A Noiva do Turvo

Carli Bortolanza: Loures nos apresentou um texto que ele havia ajudado uma das filhas a escrever para um trabalho escolar que virou um livro coletivo dos alunos que estudavam na mesma sala de aula da filha dele. Sugerindo “Nós podíamos filmar este texto da Isabela, não?”. E “de balde”, por que não? E o primeiro impacto após termos lido o texto foi, “Como não tem câmera, vamos filmar pelo celular!”, única opção e sem nenhuma objeção. A iluminação foi outro empecilho, mas Loures comentou que um vizinho tinha uma bateria com uma lâmpada que fora improvisado para ser usado como uma mochila nas costas, com direito a alças e tudo. A escolha de quem faria o pescador também foi engraçada: Pedi para ser escolhido, pois estava com um pouco de frio e ai ficaria com a roupa manga longa e não precisaria ficar carregando o peso da bateria.

Teste de iluminação durante as gravações com Carli sendo abduzido

E. B. Toniolli: A história é linda, pulsante e real. O Loures mostrou-se um bom diretor, mas que não chega aos pés do Loures escritor, que é formidável.

Loures Jahnke: Filmar A Noiva foi uma das coisas mais divertidas que já fiz. Meus filhos foram batizados na Canibal Filmes – não com groselha, mas com o “espírito da coisa” -, todos riram muito, sofreram – principalmente Morgana e Isabela – e se encantaram. Até a Elisiane, minha companheira, diz que se divertiu muito sendo a produtora do filme – ela pagou um pote de minâncora e um lápis de olho, total de custos.

Carli Bortolanza: Uma coisa que ficou bem marcante foi a empolgação das crianças em participar!

Petter Baiestorf: Para A Noiva não tínhamos uma câmera, somente meu celular. Como eu havia acabado de filmar Beck 137 em Goiânia, GO, com ele, sabia que dava pra fazer algo minimamente bacana. Também deu pra testar o uso de iluminação mínima em espaços abertos – boa parte do curta foi filmado numa plantação de soja que invadimos. De certo modo o uso da iluminação foi uma continuidade do que havia pensado para A Cor que Caiu do Espaço.

Loures Jahnke: Já tinha visto alguns trabalhos feitos com celular, mas A Noiva do Turvo foi para muito além das expectativas, considerando que a maioria das cenas foram noturnas, que a iluminação foi feita com um troço adaptado para caçar lebres tomado emprestado de um vizinho, que os áudios da narração e da trilha sonora  – brilhantemente composta pelo Vinicius, de 12 anos – foram todos gravados em celular e que o Bortolanza passou uma tarde toda catando lenha pra assar carne.

A Noiva se preparando para entrar em cena

Elio Copini: Quanto A Noiva, não participei das filmagens, assisti e gostei muito dele. Despertou uma inveja por não estar lá também.

Loures Jahnke: Toniolli acho que também se divertiu muito, um tempo depois, comigo e com o Baiestorf na casa dele num final de semana inteiro durante a edição do Noiva.

E. B. Toniolli: A Noiva do Turvo já chegou em minhas mãos filmado e só faltando a edição. Dessa vez tínhamos o Loures Jahnke como diretor e ele é uma pessoa muito inteligente, que sabe o que quer e sabe valorizar o trabalho em equipe, deixando todos participarem do processo de maneira ativa. Assim considero esse curta mais coletivo do que as obras naturais da Canibal Filmes, que são a visão do Baiestorf, basicamente.

Morgana e Carli em A Noiva do Turvo

Loures Jahnke: A Noiva do Turvo é quase um filme infantil, inocente, mas que explora um universo cultural muito vasto que são os causos, os mitos e lendas que preenchem o imaginário – e a vida! – das populações camponesas sertões afora.

E. B. Toniolli: Fiquei muito contente em editar o material filmado com celular. Considero que o cinema feito de celular é a evolução natural do processo: Não estamos reféns dos grandes estúdios, das câmeras caras e dos “profissionais” da arte. Cinema é para todos, não para uma elite intelectual que trata a todos como gado intelectual, onde quem não comunga de sua maneira bitolada de ver o mundo, é excluído.

fotos e entrevistas para o post por Petter Baiestorf.

Assista ao curta-metragem aqui:

CineBarca Trash em Xanxerê

Posted in Arte e Cultura, Cinema, Entrevista, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 4, 2018 by canibuk

Nessa quinta-feira, dia 06 de setembro, estarei na cidade de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, exibindo alguns de meus filmes no SOS Bar, em sessão organizada pelo fantástico coletivo ABarca.

No mês que a Canibal Filmes completa seus 27 anos de resistência underground no cinema brasileiro, nada melhor do que uma sessão realizada aqui no Oeste, local onde tudo começou em 1991. Na sessão que programamos com ABarca vamos exibir filmes de todas as épocas da Canibal (2000 Anos Para Isso? é de 1996, enquanto Ándale! é de 2017), junto de filmes escritos e dirigidos por outros integrantes de nosso grupo, como O Último Dia no Inferno (2017), de E.B. Toniolli, Até Que… E Deu Merda (2017), de Carli Bortolanza, e, A Noiva do Turvo (2018), de Loures Jahnke. Após a sessão deverá rolar um debate comigo, acompanhado de Loures Jahnke e os atores Elio Copini e PC.

Resolvi fazer uma divulgação diferente deste evento que exibirá meus filmes em Xanxerê, ao invés de ser entrevistado por eles para a divulgação, resolvi entrevistar a Eloisa Almeida, que faz parte do coletivo ABarca, e divulgar este projeto lindo que está rolando na cidade de Xanxerê desde 2016 e que acho que todos deveriam apoiar/prestigiar!

Petter Baiestorf: O que é o coletivo ABarca? Seus objetivos e quem faz parte?

Eloisa Almeida: Fundado em julho de 2016, o Coletivo Cultural Abarca foi instituído com o intuito de desenvolver projetos e atividades culturais na cidade de Xanxerê e região. O coletivo surgiu com o interesse de um grupo de amigos em aprender e produzir arte, com um viés social, e movimentar o cenário cultural na cidade. Tem como principal objetivo fomentar a cultura, e que ela seja acessível. Os eventos, ações, oficinas e atividades promovidas pelo coletivo são realizadas em espaços independentes e também com o intuito torná-los públicos, considerando que todo espaço é cultural. Hoje o coletivo conta com 16 membros e está aberto a quem tiver interesse e disponibilidade para participar das ações culturais, e aberto para novas experiências, participando de intervenções artísticas, desde apresentações de teatro, leitura dramática, cinema, poesia e outras formas de arte que estiverem ao alcance do nosso olhar.

Baiestorf: Conte sobre o projeto CineBarca Trash.

Eloisa: O CineBarca é um projeto do coletivo desde 2017, onde tem o objetivo de apresentar exibições cinematográficas em espaços públicos, procuramos valorizar a cena independente e trabalhos autorais da região para que também possam alcançar um maior público. O primeiro CineBarca teve como tema o Cinema Brasileiro em VHS, o qual foi realizado na Casa da Cultura Maria Rosa, em Xanxerê.

Neste ano, dando continuidade ao projeto com o tema Trash, o coletivo organizou quatro exibições, onde o SOS Bar nos abre as portas para o evento. O bar foi escolhido para o evento, justamente pela identificação do espaço com o tema, sendo considerado um ambiente underground que, além disso, se encaixa com o perfil do coletivo. No mês de agosto foram exibidos os filmes, todas as quintas-feiras a partir do dia 16, com seqüência de “Fome Animal” (Braindead), Evil Dead 1 e 2, e From Beyond. Os filmes foram escolhidos a partir do conhecimento que temos sobre o tema, considerando que se tivéssemos um conhecimento maior sobre esse tipo de trabalho regional, o intuito seria propor essas exibições locais. Para concluir as exibições do tema Trash, acontecerá no dia 06/09 um evento com a participação especial do cineasta Petter Baiestorf, o qual estará exibindo seus trabalhos e dando abertura a uma roda de conversa sobre o tema. O vídeo de abertura do projeto foi produzido pelos amigos do coletivo de forma independente, Murilo Salini e Jéssica Antunes.

Pretendemos dar continuidade ao CineBarca com outros temas seguintes, já estamos nos organizando para o próximo tema de “Futuro Distópico”, seguindo com a ideia de quatro exibições e na última, um evento especial, com a participação do nosso amigo Luis Kohl, apresentando seu trabalho musical autoral Antronic. Logo as datas serão divulgadas.

Em relação ao público, está sendo muito gratificante! Conseguimos atingir um público maior do que o esperado para o evento, e percebe que o nosso intuito em apresentar algo novo e despertar a curiosidade tem sido construtivo. Estamos com grandes expectativas para o dia 06/09, inclusive percebemos a ansiedade do público para este momento também.

Baiestorf: Como é o espaço para a cultura independente em Xanxerê?

Eloisa: Não temos um cenário muito bom para a cultura independente em Xanxerê, quando é pensado em formar um grupo cultural vemos que geralmente é procurado patrocínios ou apoio público. Talvez o interesse na cultura independente tenha relação além disso, com o interesse em não vincular diretamente essas instituições. Vê-se também que o público procura grupos prontos para participar ativamente, ao invés de formar um novo grupo.

Baiestorf: Acho extremamente interessante o intercâmbio cultural entre artista da região Oeste. Vocês tem planos de levar à Xanxerê mais cineastas aqui da região?

Eloisa: Temos um grande interesse em dar continuidade ao projeto, trazendo outros cineastas, porém há dificuldades em entrar em contato com essas pessoas, até pela questão financeira, considerando que somos um coletivo independente, para manter nossos projetos temos um caixa para contribuição dos membros e doações, e nem sempre temos um retorno positivo. Mas acreditamos que possa ser questão de organização e fazer acontecer.

Baiestorf: Num âmbito da cultura oficial/institucionalizada, como é o apoio da sociedade de Xanxerê? Minha pergunta é fazendo distinção entre cultura oficial e independente de modo proposital mesmo, visto o descaso com que a cultura é tratada no Brasil.

Eloisa: Vê-se que não apenas em Xanxerê, mas no Brasil, que a cultura institucionalizada recebe um menor apoio, comparando com a cultura oficial, a qual podemos chamar de popular. Mas acreditamos que a questão de ser uma cultura institucionalizada/independente já carrega esse interesse de não se tornar popular, de atingir as minorias e se manter no espaço underground. No caso do nosso coletivo, levamos em consideração isso também, o fato de não nos vincular à outras instituições as quais teriam interesses capitais através da arte, e o nosso interesse é realmente em propor a arte de uma forma livre e independente. Além disto, a sociedade conhece culturalmente daquilo que se tem acesso, e na maioria das vezes comercializado, pois é dessa forma que essas informações chegam a ela, através da grande massa, do que se é mais popular. Em Xanxerê, apesar disso existe um público considerável que aprecia a arte independente, e acreditamos que isso tem relação à esse público estar aberto para o novo, a formas diferentes de arte, e também o motivo pelo qual a grande parte dos xanxerenses não dar tanto apoio a cena independente, por estar acomodado com o que somente o seu meio social proporciona.

Baiestorf: Este Cinebarca acontece numa semana pesada à cultura/ciência/educação, em que o Museu Nacional foi literalmente reduzido às cinzas. O que você gostaria de falar sobre isso, sobre este descaso secular do brasileiro à cultura, ao saber, à ciência, à educação.

Eloisa: Acreditamos que existem maiores interesses por trás deste descaso, pois a cultura no Brasil sempre foi utilizada como um jogo político, embora existam vários meios de se introduzir a cultura para a sociedade, olhando por esse lado não é espantoso a realidade em que nos encontramos. O caso do Museu Nacional só nos mostra a importância que a cultura tem para o país. Sabemos que a única maneira de preservar a história do país é tendo acesso a ela. Talvez seja necessário para o brasileiro, e principalmente ao poder público, compreender que para se construir um futuro é preciso conhecer e reconhecer o passado, através dele se tem muitas respostas da situação que vivemos hoje, saber que a cultura é algo que vai sendo construído, que para existir o novo é preciso do velho como base para novas concepções.  É lamentável saber que a cultura no Brasil cada vez mais perde o seu valor, mas aí cabe a nós resistirmos e lutarmos por ela, pois a cultura faz parte da essência do homem.

Baiestorf: Pequenas ações, como o projeto A Barca, acabam sendo atos de resistência ao sucateamento da cultura no Brasil?

Eloisa: Quando se pergunta o que é arte, logo vemos que a sociedade vê e aceita aquilo que está dentro dos seus padrões. Conhecer e produzir arte, seja vindo de um sujeito ou coletivo, já por si é um ato de resistência, pois ele está propondo algo novo para o mundo, tudo o que é novo de início traz um certo estranhamento social, para os acomodados é difícil se abrir para o novo. Ser resistência é continuar movimentando a diversidade cultural, é fugir dos padrões sociais, e esse é nosso intuito como coletivo independente.

Baiestorf: O Espaço é seu Eloisa. Convide as pessoas para o Cinebarca dessa quinta-feira:

Eloisa: HEY ESQUISITO! Nesta quinta-feira 06/09 o bar mais underground do velho oeste abre as portas mais uma vez para o CineBarca Trash. Venha fazer parte da resistência da cultura independente, venha dar o seu apoio à cultura que se encontra oculta em nosso país. Teremos a participação especial do cineasta Petter Baiestorf exibindo seu trabalho cinematográfico independente e abrindo uma roda de conversa sobre o tema Trash. Levante do seu caixão e vá até o SOS bar, junte-se com os demais zumbis da sociedade nessa experiência trasheira que tem início às 21h, esperamos por você!

Programação do CineBarca deste dia 06 de setembro (início 21 horas):

A Noiva do Turvo (2018, 5’) de Loures Jahnke.

O Último Dia no Inverno (2017, 4’) de E.B. Toniolli.

Até Que… E Deu Merda (2017, 5’) de Carli Bortolanza.

Ándale! (2017, 4’) de Petter Baiestorf.

2000 Anos Para Isso? (1996, 12’) de Petter Baiestorf.

Primitivismo Kanibaru na Lama da tecnologia Catódica (2003, 12’) de Petter Baiestorf.

Zombio 2: Chimarrão Zombies (2013, 83’) de Petter Baiestorf.

Cartazes de Ándale!

Posted in Cinema, Posters, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , on novembro 11, 2017 by canibuk

“Ándale!” (2017, 4 min.) – Escrito e dirigido por Petter Baiestorf. Produção: Petter Baiestorf, Carli Bortolanza, E.B. Toniolli e Elio Copini. Produção Executiva: Carli Bortolanza. Direção de fotografia: Uzi Uschi. Edição: E.B. Toniolli. Com: Elio Copini.

Cartaz oficial:

Ándale_Poster1_Oficial

Cartaz Opcional:

Ándale_Poster2_Oficial

Posters & Capas de VHS da Canibal Filmes

Posted in Cinema, Manifesto Canibal, Posters, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 16, 2017 by canibuk

Infelizmente estou sem tempo algum para atualizar o blog. Mas nessa última semana estava selecionando material que irá fazer parte do livro “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada” e encontrei um material referente aos nossos lançamentos em VHS (que já estão disponíveis em DVD e que você pode comprar aqui na MONDO CULT):

Posters

1995- O Monstro Legume do Espaço

1996- Blerghhh1

1996- Blerghhh2

1996- Caquinha Superstar a Go-Go1

1996- Caquinha Superstar a Go-Go2

1996- Eles Comem Sua Carne1

1996- Eles Comem Sua Carne2

1996- Eles Comem Sua Carne3

1996- Eles Comem Sua Carne4_Folder

1996- Eles Comem Sua Carne4_Folder2

1997- Bondage 2 Amarre-me Gordo Escroto

1997- Chapado

1998- Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos2

1998-Gore Gore Gays

Lombada das VHS

Lombada VHS- O Monstro Legume do Espaço (1995)

Lombada VHS- Eles Comem Sua Carne (1996)

Lombada VHS- Blerghhh (1996)

Lombada VHS- Bondage 2 Amarre-me Gordo Escroto (1997)

Lombada VHS- Raiva (2001)

Capas de VHS da Canibal Filmes:

VHS- Blerghhh (1996)

VHS- Chapado-Bondage 2 (1997)

VHS- Bondage 2 Capa 2 (1997)

VHS Bondage parte 1 - Capa 2 (1996)

VHS- Bondage parte 1 (1996)

VHS- Caquinha Superstar a Go-Go (1996)

VHS- Eles Comem Sua Carne (1996)

VHS- Festival Psicotrônico Vol 1 (1999)

VHS- Minimalismo Surreal Vol 1 (2002)

VHS- O Monstro Legume do Espaço (1995)

VHS- Raiva (2001)

VHS- Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos

VHS- Zombio (1999)

Petter e poster GGG