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Robur – Master of the World

Posted in Cinema, Fotonovela with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 9, 2012 by canibuk

“Master of the World” (“Robur – O Conquistador do Mundo”, 1961, 102 min.) de William Witney. Com: Vincent Price, Charles Bronson, Mary Webster e Henry Hull. Roteiro de Richard Matheson, baseado em Jules Verne.

Vi este clássico quando criança na TV Globo, no início dos anos de 1980, e nunca mais consegui revê-lo. Mas é um filme tão divertido que ficou na cabeça até os dias de hoje, 30 anos depois. A história é a seguinte: Capitão Robur (Vincent Price) tem um navio voador e, após uma erupção vulcânica (causada pelo próprio Robur), traz para sua máquina voadora o agente Strock (Charles Bronson), Prudent (Henry Hull), sua filha (Mary Webster) e o noivo desta (David Frankham). Engraçado como nesta época as produções sempre traziam a filha de algum professor, ou doutor, com seu noivo sempre a tira colo. No navio o grupo descobre que Robur pretende usar seu poder militar superior para forçar a paz mundial em todo o globo terrestre, na linha do que queria o alien Klaatu no clássico “The Day The Earth Stood Still/O Dia em Que a Terra Parou” (1951) de Robert Wise. Mas Robur é um fanático religioso e essa gente não tem nada de bom na cabeça, então o agente Strock, que trabalha para o governo americano, fará de tudo para deter o megalomaníaco Robur.

“Master of the World” foi uma tentativa da American International Picture de lucrar em cima do sucesso do filme “Around the World in 80 Days/Volta ao Mundo em 80 Dias” (1956) de Michael Anderson, também baseado na literatura de Jules Verne. Assim a A.I.P. pediu para o roteirista Richard Matheson uma aventura apartir dos romances “Robur-le-Conquérant/Robur the Conqueror/Robur, O Conquistador” (1986) e sua continuação “Maître du Monde/Master of the World/Mestre do Mundo” (1904). Com William Witney (1915-2002) no comando da produção, “Master of The World” ganhou em qualidade técnica. Witney foi o responsável por mais de 140 realizações para cinema e televisão. Dirigiu vários filmes do Zorro no início de sua carreira. Em 1940 dirigiu “Drums of Fu Manchu/Os Tambores de Fu Manchu” e “Mysterious Doctor Satan”, onde apresentava mais um cientista maluco que queria dominar o mundo. Em 1956 comandou seis episódios da série de TV “The Adventures of Dr. Fu Manchu”. Em 1964 dirigiu o episódio “Final Escape” da série “The Alfred Hitchcock Hour” onde, com roteiro de John Resko baseado em história de Randall Hood, contava a macabra tentativa de fuga de um presidiário e trazia um final digno das melhores HQs da E.C. Comics. No ano seguinte dirigiu “The Girls on the Beach”, sobre as garotas da alpha beta na praia, numa clara tentativa de lucrar com o sucesso dos filmes de praia da A.I.P. estrelados pelo casal Frankie Avalon e Annette Funicello. Na década de 1960 seus filmes de 20 anos antes foram re-editados e re-lançados com novos títulos para exibição na TV americana, como “Mysterious Doctor Satan” que passou a se chamar “Dr. Satan’s Robot”. Em 1982 dirigiu seu último filme, “Showdown at Eagle Gap”, um western que foi ambientado pós guerra civil americana.

Em “Master of the World” a parceria Price-Bronson está genial, à exemplo do clássico “House of Wax/Museu de Cera” (1953) de André De Toth. Infelizmente o filme foi lançado no Brasil apenas em cinemas e televisão, com as distribuidoras de filmes em VHS/DVD/Blu-Ray ignorando-o por completo. Como curiosidade: Em 1964 a editora Ediex lançou uma versão do filme em fotonovela como o título de “O Dono do Mundo” na “Cosmos Aventuras” número 18. Digitalizei todas as páginas desta pequena raridade e publico aqui no Canibuk.

por Petter Baiestorf.

Leia aqui a fotonovela de “Master of the World”:

Desejo de Matar

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , on outubro 19, 2011 by canibuk

“Desejo de Matar” (“Death Wish”, 1974, 93 min.) de Michael Winner, baseado no livro homônimo de Brian Garfield. Com: Charles Bronson, Vincent Gardenia, Hope Lange e Jeff Goldblum.

Paul Kersey (Charles Bronson em papel originalmente oferecido ao Steve McQueen) é um arquiteto pacifista que mora em New York e que começa a rever seus valores quando sua esposa é morta e sua filha estuprada por 3 marginais (entre os vagabundos vemos o ator Jeff Goldblum em sua estréia no cinema). Após perceber que a polícia não fará nada para investigar a morte de sua esposa e o estupro de sua filha (que ficou traumatizada com a violência sexual onde foi obrigada a fazer uma felação, modalidade sexual considerada nojenta pela extrema direita branca cristã), Paul Kersey viaja ao Arizona (para um trabalho para um rico fazendeiro branco de extrema direita) onde Kersey percebe que quase toda a população anda armada e a criminalidade é mínima. Lá Paul Kersey assiste um show de velho oeste numa cidade cinematográfica, o que o faz indagar sobre os pioneiros dos USA (brancos cristãos escravocratas), que se defendiam usando armas e, ao ganhar de presente um revólver dado pelo rico fazendeiro, volta para New York onde se transforma num vigilante e começa sua caçada aos vagabundos, matando todo e qualquer bandido que cruzar seu caminho (mas é engraçado perceber que Paul Kersey mata muito mais negros do que brancos).

Clássico do gênero policial, temos Charles Bronson perfeito (e muito a vontade) no papel do vigilante Paul Kersey (que era o nome real de um dos figurantes do filme, que emprestou o nome com a condição de aparecer em cenas sempre que possível), a direção segura de Michael Winner, responsável por filmaços como “Chato’s Land/Renegado Impiedoso” (1972, também estrelado por Charles Bronson), “The Mechanic/Assassino a Preço Fixo” (1972, também com Bronson), “The Stone Killer” (1973, outro estrelado por Bronson), “The Sentinel/A Sentinela dos Malditos” (1977), “The Big Sleep/A Arte de Matar” (1978), entre outros.

“Desejo de Matar” foi produzido por Dino de Laurentiis (as continuações foram produzidas pela dupla de picaretas Golan-Globus da The Cannon Group Inc., responsáveis pelos filmes do Chuck Norris nos anos de 1980, o que explica Paul Kersey ter se tornado uma espécie de Braddock urbano nas seqüências do filme original), distribuido pela Paramount Pictures e, na época do lançamento, recebeu várias críticas negativas por seu tema polêmico e por defender tão abertamente os vigilantes, iniciando uma série de discussões sobre o tema na sociedade americana (e até justificando/preparando terreno para produções posteriores, como “Taxi Driver” de Martin Scorsese).

Com a Cannon Group assumindo o controle do título, 4 seqüências foram produzidas: “Desejo de Matar 2/Death Wish 2” (1982, de Michael Winner) que é uma espécie de repeteco da história do primeiro; “Desejo de Matar 3/Death Wish 3” (1985, de Michael Winner) onde Kersey vira o Braddock urbano, promovendo uma verdadeira guerra civil em plena New York; “Desejo de Matar 4: Operação Crackdown/Death Wish 4: The Crackdown” (1987, de J. Lee Thompson, especialista em dirigir continuações, tendo em seu currículo filmes como “Conquest of the Planet of the Apes/Conquista do Planeta dos Macacos”, 1972 e “Battle for the Planet of the Apes/A Batalha do Planeta dos Macacos”, 1973) onde Kersey enfrenta traficantes e a culpa pelas crianças da classe-média branca cristã estarem usando cocaína, segundo o filme, não é das famílias e sim dos traficantes e “Desejo de Matar 5: A Face da Morte/Death Wish 5: The Faces of Death” (1994, de Allan A. Goldstein) o mais fraco de toda a série. As continuações do “Death Wish” original tem em destaque o exagero (uma hilária característica das produções Cannon Group) com  Charles Bronson despachando vagabundos pro inferno usando metralhadoras, bombas e até lança-mísseis.

A distribuidora Spectra Nova lançou no Brasil um box contendo os 5 filmes da série (a qualidade é meia-boca, não tem extras, mas o baixo valor cobrado pelo box faz valer a pena para uma revisão nos filmes da série).

Trailers dos filmes: