Arquivo para cinema de garagem

Storyboard de uma cena de Zombio 2: Chimarrão Zombies

Posted in Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 21, 2012 by canibuk

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos leitores do Canibuk pela falta de atualizações (colaborações de qualidade são bem vindas e serão publicadas), mas como todos sabem estou trabalhando na pré-produção do meu novo longa-metragem e o tempo livre pro blog tem sido nulo. Acho que após abril (que é quando quero editar o filme com o Gurcius Gewdner) tudo voltará ao normal aqui. Mesmo assim, em breve, publicarei pequenos artigos sobre filmes independentes (filmes como “Psicofaca – O Maníaco das Facas”, filmado em Iraí/RS, “Punhos em Ação” e “No Rastro da Gang”, de José Sawlo, cineasta de Queimadas/PB) e algumas HQs, como “Transação Macabra”, a pedidos).

Chibamar Bronx.

Chibamar Bronx.

A pré-produção do “Zombio 2: Chimarrão Zombies” segue com Coffin Souza elaborando os efeitos de maquiagens gores (nas filmagens contaremos com o maquiador Alexandre Brunoro, do “Confinópolis“, nos ajudando), Leyla Buk desenhando os figurinos e storyboard de algumas seqüências do filme e eu, Gisele Ferran e Elio Copini correndo atrás de outros detalhes.

Yoko.

Yoko.

A produção de “Zombio 2” é um pouco maior do que dos meus filmes anteriores, estou atrás de dinheiro que nos ajude a fazer este filme com maiores cuidados, se você tem interesse em nos ajudar, leia “Como Investir no Zombio 2” e entre em contato comigo no e-mail baiestorf@yahoo.com.br

Klaus.

Klaus.

As possibilidades de se fazer um filme ultra gore, divertido e cheio de referências a cultura underground são infinitas e “Zombio 2” vai seguir nesta linha! Para o elenco já temos confirmado Airton Bratz repetindo o papel do detetive Chibamar Bronx, Miyuki Tachibana no papel da viúva negra Yoko, Coffin Souza no papel do mendigo debochado Klaus, Elio Copini no papel do faconeiro Américo Giallo e Gisele Ferran no papel da sexy Nilda Furacão. Como diretor de fotografia teremos o genial Leo Pyrata que já fez inúmeros filmes de arte lindos. E o filme contará ainda com inúmeras participações especiais que vou divulgando em postagens futuras.

Nilda Furacão.

Nilda Furacão.

Segue o storyboard da seqüência 24 desenhado pela Leyla Buk, ansioso por começar as filmagens de mais este pequeno filme de guerrilha repleto de vísceras, humor cafajeste e nudez gratuita para as comemorações de 20 anos de produções da Canibal Filmes.

Por Petter Baiestorf.
Ilustrações e Storyboard de Leyla Buk.

Seq. 24_1

Seq. 24_2

Seq. 24_3

Seq. 24_4

Cinema de Bordas 3

Posted in Cinema, Literatura, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 19, 2012 by canibuk

“Cinema de Bordas 3” (2012, 245 páginas, Editora A Lápis), coletânea de textos sobre cinema independente organizada por Gelson Santana.

“Este livro não pergunta nem explica. Apenas se debruça sobre temas e filmes capazes de dar uma amostragem do que consideramos cinema de bordas. Foi com essas palavras que encerramos a introdução de Cinema de Bordas, publicado em 2006, que reuniu artigos de estudiosos, apaixonados por um tipo específico de cinema periférico, produzido em cidades interioranas ou lugares distantes dos grandes centros produtivos, quase invisível e espalhado por todo o país. Pois hoje, seis anos depois e mais a publicação, em 2008, da coletânea Cinema de Bordas 2, esse pensamento de mobilidade, fluidez e leveza é o mesmo que serve de guia a este outro livro, Cinema de Bordas 3“, nos diz o organizador Gelson Santana na introdução do novo livro que versa sobre o cinema independente brasileiro, que há várias décadas anda a margem do cinema nacional mantido com o dinheiro de seu imposto.

Este terceiro volume traz os seguintes artigos: “Cinema de Bordas, Manual do Usuário” de Alfredo Suppia, um estudo do fenômeno audiovisual popular; “A Visibilidade Bruta nos Filmes de Seu Manoelzinho” de Bernadette Lyra, sobre o cinema realizado por Seu manoelzinho em VHS numa pequena cidadezinha do ES; “A Saga Épica da Cristo Filmes” de Carlos Primati, uma introdução aos filmes realizados por David Rangel que já produzia, de modo a usar um curioso sistema de som, desde 1964; “Rambú da Amazônia” de Gelson Santana, versando sobre o “Rambo” brasileiro; “O Cinema de Bordas, A Estética Trash e o Paracinema” de Laura Cánepa, dando uma geral sobre a produção independente; “Horror à Mineira” de Lúcio Reis, uma interessante introdução aos filmes de horror produzidos na cidade mineira de Pedralva de 12 mil habitantes; “Zumbificando o Réquiem” de Luiz Vadico, punhetagem sobre o “Mangue Negro” (assista o filme que é maravilhoso, este artigo pode te deixar sem vontade de assisti-lo); “Um Olhar Impressionista Sobre Afonso Brazza” de Maria Magno; “Para Além dos Gêneros : Humor e Amor em Filmes de Bordas” de Rosana Soares, com algumas informações sobre alguns filmes do Simião Martiniano; “Imagens e Sons da CUICA” de Zuleika Bueno, sobre a Companhia Ubiratanense Independente de Cinema Amador.

Descontando o teor acadêmico dos textos, “Cinema de Bordas 3” é imperdível como fonte de material para pesquisadores e cinéfilos interessados na cena independente brasileira. Os melhores textos (mais informativos, diretos e soltos) são os de autoria de Carlos Primati (não por acaso jornalista) e Lucio Reis (não por acaso fanzineiro) que informam, divertem e acrescentam detalhes relevantes sobre os cineastas abordados por eles. Cinema de bordas, cinema de garagem, cinema caseiro, paracinema, cinema independente, não importa como são chamados estes fantásticos filmes que transgridem a ordem pré-estabelecida pelo simples fato de existirem, o importante é existir mais livros sobre o tema, mais realizadores produzindo, mais mostras/festivais e outros canais de distribuição/visualização deste cinema independente que não depende de nada para continuar existindo. Como diz Santana: “(esperamos) que Cinema de Bordas 3 sirva para despertar outras iniciativas que somem conosco no resgate de toda essa produção periférica, muitas vezes perdida, escondida e quase invisível, mas tão vital e tão necessária aos estudos de cinema em nosso país.”

Em tempo: A capa deste terceiro volume traz a figura emblemática de Jorge Timm, uma justa homenagem ao ator que faleceu no dia 18 de junho passado e que desde 1995 embelezava o cinema independente com sua gargalhada carismática e talento ímpar.

Para conseguir um exemplar de “Cinema de Bordas 3” (minha sugestão é você comprar todos os volumes do livro) entre em contato com Bernadette Lyra via seu facebook.

por Petter Baiestorf.

Cinema de Garagem – Panorama da Produção Brasileira Independente do Novo Século

Posted in Cinema, Literatura, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 12, 2012 by canibuk

“Cinema de Garagem – Panorama da Produção Brasileira Independente do Novo Século” (280 páginas, Caixa Cultural), coletânea de textos sobre a produção independente brasileira organizada pela dupla Marcelo Ikeda e Dellani Lima.

O cinema independente brasileiro, nos últimos 10 anos, voltou com força total por conta da facilidade de produção por meios digitais (filmadoras e computadores estão cada vez mais acessíveis).  Novos realizadores estão surgindo em todos os cantos do Brasil, pequenas cidadezinhas começam a se tornar polos de cinema, festivais e mostras são organizadas em capitais e cidades de médio porte do território brasileiro, na net os produtores encontram um local onde escoar sua produção tendo contato direto com um público informado e até alguns livros de teoria cinematográfica, como a série de livros do “Cinema de Bordas” ou este “Cinema de Garagem”, surgem, ainda que timidamente, aqui e ali.

Este “Cinema de Garagem” é um livro-catálogo lançado junto da Mostra de Cinema de Garagem que a Caixa Cultural do Rio de Janeiro realizou, em parceria com a WSET, entre julho e agosto de 2012 com a exibição de 25 longas e uma incrível quantidade de curtas sem nunca repetir os realizadores (de modo que foi possível exibir trabalhos de inúmeros diretores). O livro é uma coletânea de textos escritos por realizadores, críticos e cinéfilos que possuem afinidade com o cinema independente brasileiro e versa sobre os seguintes assuntos: “Cinema Contemporâneo e Artes Plásticas” de Ana Moravi; “Economia de Gestos: Uma Política da Intimidade” de Arthur Tuoto, sobre as possibilidades da câmera; “Minha Memória, Senhor, é como um Depósito de Lixo” de Bruno de Andrade, crítico de cinema aqui de Santa Catarina que versa sobre a crítica e seu olhar ao “novíssimo cinema” (rótulos bestas, nossa crítica é mais perdida que os próprios realizadores); “Mosaico em Construção: Breve Panorama da Nova Produção Audiovisual Cearense” de Camila Vieira; “Filmes de uma Nota Só” da pesquisadora Carla Maia, considerações sobre os filmes “Vida” (2008) de Paula Gaitán e “A Casa de Sandro” (2009) de Gustavo Beck; “Gregarismo e Teatralidade” de Carlos Alberto Mattos sobre a relação entre o cinema independente de agora e o cinema independente brasileiro do passado; “Cinema Inclassificável, Urgente e Afetivo” do realizador Dellani Lima, sobre as formas de produzir/distribuir cinema; “Lições do Fracasso” do professor Denilson Lopes, texto extremamente sóbrio sobre o novo cinema independente brasileiro que coloca no papel o que penso deste novo modo de produzir: Ainda é cedo demais para qualquer tipo de conclusões; “O Cinema Pernambucano Entre Gerações” de Rodrigo Almeida e Fernando Mendonça; “O Nevoeiro”, onde Marcelo Ikeda dá um panorama geral do que está sendo produzido no Brasil; “O Trânsito Intenso nas Garagens de Minas Gerais” de Marcelo Miranda, sobre o cinema mineiro e, fechando o livro, o texto Manifesto Canibal de minha autoria onde teorizei, em 2002, sobre as possibilidades de se fazer filmes independentes com produção caseira e que algumas pessoas levaram a sério (mas prefiro pensar que ninguém me leva a sério porque assim me mantenho jovial).

“Cinema de Garagem” foi organizado por dois realizadores (que juntos já haviam lançado o livro “Cinema de Garagem: Um Inventário Afetivo Sobre o Jovem Cinema Brasileiro do Século XXI“), o que faz com que a abordagem do assunto no livro não seja acadêmica xarope (nada pior do que ler textos acadêmicos sobre cinema). Dellani Lima nasceu em Campina Grande/PB e formou-se em dramaturgia e realização de cinema no Ceará, mas foi em Belo Horizonte/MG que vimos seu cinema vigoroso surgir em grande estilo. Clique em “Dellani Lima e a Arte de Experimentar Sensações” e assista os longas-metragens dele (tive o prazer de ser ator no longa “O Sonho Segue Sua Boca” que Dellani dirigiu em 2008 e pretendo repetir a parceria num futuro próximo). Marcelo Ikeda trabalhou na Ancine entre 2002 e 2010 e já realizou diversos curtas-metragens como “O Posto” (2005) e “Carta de um Jovem Suicida” (2008). É curador da Mostra do Filme Livre, professor de cinema e mantêm o blog Cinecasulofilia.

“Cinema de Garagem” tem sua venda proibida (por ter sido bancado pela Caixa Cultural), não sei como os interessados podem conseguir um exemplar, mas adianto aqui que é um livro imperdível para qualquer cinéfilo ou historiador do cinema independente brasileiro. Estamos, ainda, no comecinho de algo. Para onde iremos ninguém tem como prever. Eu, na qualidade de cinéfilo, espero apenas que bons filmes continuem sendo produzidos e mais canais exibidores sejam criados. O resto é teoria prá passar o tempo enquanto se espera o horário do voo!!!

por Petter Baiestorf.

Estado de Sítio

Posted in Cinema, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 27, 2012 by canibuk

“Estado de Sítio” (2011, 91 min.) de André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Flávio C. Von Sperling, João Toledo, Leonardo Amaral, Leo Pyrata, Maurílio Martins e Samuel Marotta. Com: Ana Lavigne, Juliana Abreu, Tamira Montavani, Luana Baeta e os diretores.

Em 2010, um OVNI tomou de assalto o circuito dos festivais brasileiros, ganhando uma inesperada recepção: o cearense “Estrada Para Ythaca”. Esse filme apontou para a viabilidade de um novo processo de produção: um filme de ficção realizado de forma coletiva por quatro autores, organizando-se em todas as funções de realização, sem hierarquia previamente definida, feito “na raça”, sem nenhum recurso público. Para além desse modo de produção, “Ythaca” acabou sendo visto sobretudo como uma espécie de um manifesto de uma geração, uma terna odisséia em culto à amizade, em ver o cinema essencialmente como vocação, e não como profissão. Esse espírito parece ter contagiado um grupo de autores curiosos de Belo Horizonte, que já vinham percorrendo os festivais no Brasil primeiro como críticos, escrevendo para o site da Filmes Polvo, e depois como realizadores, fazendo curtas inventivos, com grana própria. De um lado, “Estado de Sítio” dá continuidade a um caminho desse grupo (em torno da crítica da Filmes Polvo, e de duas produtoras informais, a Filmes de Plástico e a Sorvete Filmes). De outro, pode ser entendido como uma espécie de busca por novos rumos do cinema mineiro, contrapondo-se ao cinema de grande rigor visual e de refinamento plástico, sintetizado nos filmes da Teia. Em geral, são filmes radicais, descontínuos, com uma ironia cáustica, um certo escracho. Todos esses elementos estão nesse primeiro longa de oito diretores. É como se enquanto “Ythaca” é um road movie pelo interior do Ceará na busca dos rastros de um amigo morto, “Estado de Sítio” na verdade fosse um road movie dentro de uma colônia de férias em busca de nada mais que um passatempo. A ingenuidade e a superficialidade desse encontro expressam, de forma bastante clara, a beleza e as limitações do processo desse grupo. É como se “Estado de Sítio” avançasse por um flanco que “Ythaca” abriu mas que o filme posterior do coletivo cearense, “Os Monstros”, mostrou que na verdade não era exatamente esse. De qualquer modo, o encanto de “Estado de Sítio” é a possibilidade de estar juntos: um filme sobre a leveza da aventura de con-viver. Além disso, “Estado de Sítio” é um filme de juventude: não só sobre jovens, mas essencialmente uma forma jovem de encenar. Esse tom inconseqüente e debochado é no entanto retratado através de uma mise-en-scène sóbria, com planos longos, vários deles com uma câmera parada que explora a profundidade de campo, mostrando a movimentação dos diversos atores-autores ao longo do quadro como se fosse um imenso tableaux. Refinamento de uma encenação que aponta pouco para si mas que deixa transbordar esse esfuziante sentimento de uma alegria pouco presente no cinema contemporâneo brasileiro. Elegância no meio da fuleragem.

por Marcelo Ikeda.

Veja “Estado de Sítio” aqui:

Entrevista com Leo Pyrata:

Petter Baiestorf: Dê uma geral do cinema mineiro atual:

Leo Pyrata: Acho muito complexo falar do cinema mineiro principalmente por ser o estado que tem mais municípios. De modo que eu me sinto desautorizado a comentar num recorte tão grande porque vira e mexe você descobre filmes surgindo dos mais diferentes lugares. Acho que posso falar um pouco sobre o que eu vejo com mais proximidade. Em Belo Horizonte existe uma certa tradição numa aproximação do cinema com artes plásticas pelo pessoal da videoarte e mais recentemente nos últimos dez anos, um estreitamento com o documentário também. Evidente que existem outras linhas e caminhos  escolhidos, mas o ponto de partida pra entender essa tradição da experimentação de BH passa por esse hidridismo. Não vou citar muitos nomes nessa resposta pois sei que provavelmente esqueceria alguém  e também porque a tendência é que invariavelmente se transformaria a resposta  numa lista gigantesca. Não deixarei de frisar que teve um filme que eu tenho como marco pra mim em todos os aspectos. “Fantasmas” de André Novais Oliveira.

Baiestorf: Como surgiu a idéia de produzir um longa com direção coletiva?

Pyrata: Eu já tinha passado por experiência parecida com os curtas da 30conto filmes. Tive a idéia de fazer isso numa duração maior depois de assistir o “Estrada para Ythaca”.

Baiestorf: As filmagens de “Estado de Sítio” foram tranqüilas? Conte como foi construir um filme livre onde as idéias iam surgindo de maneira coletiva. Ouve muitas discussões ou brigas para a defesa de pontos de vista diferentes?

Pyrata: Antes de chegar no filme propriamente dito  eu preciso dizer que a idéia era antes de mais nada uma vivência de passar 5, 6 dias respirando e fazendo cinema  sem muitas amarras e abolindo qualquer sinal de hierarquia. Eu cheguei com o argumento e ficamos trabalhando sobre as situações que aconteceriam  e escrevendo anotações sobre os personagens ao longo de dois meses nos botecos de BH. Teve uma briga sim, mas acho que veio mais do estresse e da frustração de não conseguir iluminar um ambiente como queríamos e na busca de soluções possíveis para isso rolou um embate mais enérgico. A real é que quando esta todo mundo  pensando plano, captando som e atuando não existe muito espaço pra egos gigantes. E essa turma foi pensada por afinidade, amizade e muitos já tinham trabalhado juntos em outros filmes. Fora a cinefilia compartilhada nas cervejas pós sessões do cine Humberto Mauro.

Baiestorf: “Estado de Sítio” está sendo considerado como um exemplar do “Cinema de Garagem”. Você não acha que estes rótulos todos (como cinema de garagem, cinema de bordas, cinema alternativo, cinema marginal, etc…) não limitam o interesse do público em conhecer as obras? Tenho bastante medo de que estes rótulos estéticos limitem a criatividade/liberdade dos jovens cineastas brasileiros.

Pyrata: Creio que os rótulos fazem parte da necessidade do jornalismo cultural pra dar conta de informar o público quando existe alguma movimentação anormal e dissonante  com aquilo que as pessoas estão acostumadas, tanto em questão de forma, conteúdo quanto no que diz respeito as formas de produção e distribuição também. Eu acho que um rótulo, assim como um premio, só consegue limitar um artista se ele se sente satisfeito com aquilo. Mas ai a culpa não está no rótulo ou no premio, mas no artista que acha que está num porto seguro, numa torre de marfim. Eu acho que a sua filmografia mesmo prova que quando o artista quer ninguém consegue rotular ele. Filmes lindamente dispares entre si: “Que Buceta do Caralho, Pobre só se Fode!!!”, “Palhaço Triste”, “Ninguem Deve Morrer”, “A Curtição do Avacalho”, “Arrombada”, “Super Chacrinha…”, “Zombio”, mostram que quando o artista não se acomoda numa zona de conforto e se propõe a enfrentar novos desafios e novas questões não existe rotulo que o amordace.

Baiestorf: Qual é o público de “Estado de Sítio”? Existe um cinema anarquista brasileiro?

Pyrata: Cara, sinceramente eu não sei. Num primeiro momento posso dizer que era quem ia nos festivais ver filmes. Mas a primeira exibição dele em BH no Indie tinha um publico muito maior de amigos que propriamente pessoas que freqüentam festivais e estamos chegando a incrível marca de 1000 exibições em uma semana do filme inteiro no youtube. Não chegamos ainda pois  falta que mais 145 caboclos vejam o filme até amanhã e claro que a gente não tem certeza que todo mundo que viu até agora viu inteiro  mas o mesmo vale pra exibição no cinema. Ninguém que faz filme tem controle se o público viu tudo, se não cochilou na sessão etc, etc. Mas pra forçar as pessoas a verem no youtube a gente tem postado no facebook que se rolarem 1000 views na primeira semana a gente sobe o final alternativo do filme e assim vamos divulgando. Claro que não vamos acabar com todo o material de extras nessa brincadeira porque senão ficamos sem ter o que vender depois no DVD.

Baiestorf: Como está sendo a distribuição do filme? Algo no sentido de ser lançado em DVD ou em algum canal de TV? Como o público pode fazer para ter o filme em casa?

Pyrata:Existia a idéia de fazer um DVD autorado cheio de extras pra vender mas isso por enquanto está em modo de espera por conta dos outros projetos que estão rolando. Por hora as pessoas podem ver no youtube e baixar usando os softwares apropriados. Em breve pinta um torrent com isso e algum dos extras, mas o DVD completão, Canibal style, com faixa de comentários e tal só sai depois de finalizarmos outros projetos que já estão no processo.

Baiestorf: O cinema Marginal brasileiro foi uma das inspirações para a composição de “Estado de Sítio”? Qual foi o orçamento do filme e as filmagens foram em quantos dias?

Pyrata: O cinema marginal é uma referencia muito forte e gostamos que ele tenha surgido de uma forma orgânica no filme sem parecer que fomos na botique cinema marginal e inserimos meia dúzia de acessórios. O próprio lance de poucas locações vem daquele lance dos primeiros filmes do Bressane. O filme foi produzido em 7 dias, montado em seis meses e teve um custo final de cinco mil reais com a cópia em hdcam e o trabalho de tratamento e correção dos nossos vacilos no som  feitos lindamente pelo Bernardo Uzeda. O custo principal do filme foi com comida, bebidas e gasolina. Usamos a minha câmera e outra igual da faculdade que também forneceu todo material de iluminação pro filme.

Baiestorf: “Estado de Sítio” chegou a ser exibido em alguma mostra que visa um público não intelectualizado? Se foi, qual a reação deste público?

Pyrata: Uma vez o Samuel exibiu o filme num desses ônibus de viagens que tem aparelho de DVD numa viagem dele pra Juiz de Fora. Parece que o povo gostou bastante.

Baiestorf: Há planos para novos longas com direção/roteiros coletivos?

Pyrata: Estamos finalizando o “Os anjicos e a Semana Santa” do Leo Amaral e do Samuel Marotta, que é o primeiro longa da produtora EL Reno Fitas que formamos depois do “Estado de Sítio”. Mês que vem começa a filmagem de outro longa chamado “Jubileu” dirigido pelos dois também e lá pra abril eu e o Flavio C Von Sperling devemos dirigir um Terrir inspirado em Russ Meyer pra zoar com aquele filme bundão de rave do sócio daquele cara que faz filme enaltecendo policia fascista.

Baiestorf: Como fazer para que o cinema volte a ser uma arma política que influencie o cidadão comum a pensar por si próprio? Aliás, como chegar até a mente de um povo imbecilizado pelo cinema comercial de Hollywood, um povo que não tem a mínima idéia de que o cinema brasileiro está produzindo grandes obras subterrâneas?

Pyrata: Eu acho que a arma está antes de tudo no caráter subversivo do humor porque ele aproxima e desarma as pessoas do preconceito. E com ele a gente consegue chegar em questões importantes usando um viés não tão amargo. E principalmente porque o nosso cinemão mesmo anda fazendo um humor tão merda tipo cilada.com/e ai comeu? que nossas piadas e gags acabam soando ainda melhores. É isso e usar a internet pra divulgar os filmes pra não ficar preso apenas no espaço dos festivais de cinema.

A Noite do Chupacabras

Posted in Cinema, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , on março 22, 2012 by canibuk

“A Noite do Chupacabras” (2011, 104 min.) de Rodrigo Aragão. Com: Walderrama dos Santos, Joel Caetano, Petter Baiestorf, Cristian Verardi e Mayra Alarcón.

“CHUPACABRAS”: Um caso raro de uma lenda sobre um monstro moderno. Foi a partir de 1995 que estranhas histórias sobre uma criatura monstruosa que atacava e devorava animais começaram a aparecer em Porto Rico e a imprensa faminta por bizarrices divulgou com avidez. Logo histórias populares similares começaram a aparecer no México, depois Estados Unidos e em vários países da América do Sul, incluindo o Brasil.

Porto Alegre, sul do Brasil. Uma noite muito fria de uma sexta-feira de junho de 2011. Sessão de abertura do festival Fantaspoa. Première internacional do segundo longa metragem de Rodrigo “Mangue Negro” Aragão: “A Noite do Chupacabras”. Sessão lotada aberta ao público. Todos atentos a história de Douglas Silva (Joel Caetano), que retorna ao seu berço familiar no interior do Espírito santo, acompanhado de sua namorada grávida (Mayra Alarcón). Mas as coisas não estão bem para sua família, a morte de vários animais, reacende um antigo conflito com seus vizinhos agressivos e rivais, os Carvalho. Um rotineiro conflito de bar, quebra a trégua na guerra familiar e entre agressões, tiros e facadas, todos vão descobrir que um mal muito maior está entre eles: uma monstruosa e faminta criatura escondida na mata. Os Silva e os Carvalho, vão se matar e serem mortos pelo monstro, e ainda encontrar no caminho a figura mítica e também perigosa do “Velho-do-Saco” (Cristian Verardi). Douglas vai ter que provar a força que não se transformou em típico rapaz covarde da cidade grande e enfrentar a fúria do Chupacabras (Walderrama dos Santos) e do perigoso e demente Ivan Carvalho (Petter Baiestorf). Novamente como em “Mangue Negro” (2008), Rodrigo Aragão assume a direção, roteiro e efeitos especiais de maquiagem com extrema competência e grande parte do elenco também se divide em múltiplas funções técnicas, típico do cinema independente e de guerrilha. Um elenco afinado (e principalmente, escolhido “a dedo”), cenários naturais e muito bem fotografados e uma trilha sonora composta por grupos regionais como Vida seca, Pé do Lixo, Manguerê e Panela de Barro, que acompanha a trama de vingança, suspense e ação, sem cair no lugar comum de músicas eletrônicas, Rock pesado ou música Clássica de arquivo . A trama se desenvolve de forma natural, e para os impacientes com a demora da entrada do personagem-título em cena, a magnífica e original maquiagem “full-body” e a performance de Walderrama dos Santos enche os olhos e mostra que apesar da trama central ser focada na guerra interiorana entre famílias, este é sim , um filme de Monstro! Um monstro nacional (ou nacionalizado) e com todas as chances de ter uma carreira internacional, como aliás já está acontecendo: devagar, sorrateiro como um ataque de um Chupacabras!

Fim da sessão no inverno Gaúcho. O público aplaude em pé o filme e o elenco presente. A produção ainda não estava acabada, faltando ajustes na montagem e som, mas o impacto foi bastante positivo. Depois de conhecer pessoalmente o Aragão, Mayra, Walderrama, Joel e outros comparsas e de conversarmos e “bebemorármos” juntos, fica difícil escrever com isenção, até porque eu já era” fã-de-carteirinha” do longa anterior da produtora Fábulas Negras e a muito ansiava por um verdadeiro e bem feito filme-de-monstro brasileiro. Conhecida minha longa associação com Petter Baiestorf, fica parecendo puxação-de-saco dizer que ele rouba a cena no filme… o público reconheceu isto no final da sessão… méritos para o Aragão pela escalação e direção dos atores (destaque também para o sempre bom Marcos Koncá, para Cristian Verardi como o Velho-do-saco comedor de fígado e o Agnaldo de Foca Magalhães). Para quem cresceu somente conhecendo Monstros gringos e japoneses, e para toda uma nova geração só acostumada com insípidos monstros digitais, uma noite com o Chupacabras é como uma revelação, uma… fábula negra!

escrito por Coffin Souza.

Kanibaru Sinema

Posted in Anarquismo, Cinema, Livro, Manifesto Canibal with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on fevereiro 22, 2012 by canibuk

(ou métodos para fazer filmes sem dinheiro).

Você não precisa ser mais um capacho do sistema se agora já pode ser um messias do caos com a missão de destruir os valores sagrados do cinema milionário que estão implantando no Brasil!

O fazedor de filmes alucinados, que não está contente com os rumos do cinema brasileiro, lhes dá aqui algumas dicas básicas de como produzir sua obra sem utilizar-se do tal dinheiro:

FIGURINOS: Pegue-os nas campanhas de arrecadação de roupas para pobres (de preferência às campanhas de inverno, quando as roupas são melhores). Peça roupas velhas aos parentes e amigos. Roube uniformes militares nos quartéis (os recrutas costumam negociar apetrechos militares por um precinho bem camarada). Faça seus figurinos exclusivos utilizando-se de lixo, como plástico, latas, restos de tecido, cascas de árvores, lonas, etc. Outra opção ótima é colocar seus atores interpretando pelados.

CENÁRIOS/LOCAÇÕES: Ache coisas velhas no lixo/ferros-velhos e crie artefatos futuristas. Utilize a casa dos amigos. Consiga um porão úmido abandonado e dê vida ao mundo que habita seu cérebro. Filme em locais públicos, como ruas, calçadas, matas, praias, esterqueiras, praças, reservas florestais, botecos, casas destruídas/abandonadas, desertos, prédios públicos, parques de diversão, shoppings, puteiros, desfiles patrióticos, cemitérios, etc (mas se você gostar de alguma propriedade privada, você pode invadir e quando a polícia chegar diga que achou que o local era público ou inicie uma discussão com a polícia dizendo que “Toda Propriedade é um Roubo!”, ser preso ajuda na divulgação de sua obra!).

ILUMINAÇÃO: Filme durante o dia aproveitando a luz solar que é de graça. Se necessitar de cenas internas e/ou noturnas, ilumine com luz normal. Você ainda pode utilizar-se de liquinhos, tochas, velas, luzes de carro, etc… O importante é criar uma fotografia diferente/estranha. Outra saída é pedir iluminações profissionais emprestadas aos amigos cineastas que possuem equipamento, encha o saco deles, geralmente eles emprestarão o material para que você pare de encher.

PESSOAL/ELENCO: Utilize seus amigos e freaks em geral. Punks, putas, aleijados reais e mendigos sempre são uma ótima opção, mas guarde uma parte de seu minguado orçamento para pagar a eles um cachê, mesmo que simbólico. Certifique-se antes de que seus atores improvissados e amigos tenham idéias ideológicas parecidas com as suas, caso contrário eles acabam atrapalhando mais do que ajudam (mas mesmo assim você pode utilizá-los como figurantes).

EQUIPE-TÉCNICA: Faça você mesmo tudo, assim o filme sai do jeito que você quer. Se você precisar de ajuda chame estudantes de cinema que precisam estagiar, são ótimos profissionais que trabalham de graça!

ROTEIRO: Crie sempre histórias originais com críticas sociais, mesmo que suas histórias sejam um tanto excêntricas. Lembre-se sempre que a Igreja, O Governo/Estado, os militares, os religiosos em geral, a classe-média boçal, etc, estão aí para serem esculhambados sem dó nem piedade. Importante, às vezes a criação de um roteiro coletivo, com idéias de todo elenco, pode ser inspirador para interpretações mais viscerais, primitivas e raivosas.

EQUIPAMENTOS: Utilize qualquer tipo de câmera. Se você não tiver uma, arranje emprestado. Nos dias de hoje as câmeras de vídeo são mais comuns do que pessoas de boa índole, então é fácil conseguir uma. Para editar seu filme há várias opções que não envolvem dinheiro, as placas de vídeo estão cada vez mais baratas e acessíveis e os programas de edição por computador podem ser baixados via versões piratas. Provavelmente você tem algum amigo que edita vídeozinhos para postar no youtube, use este potencial dele e torne-o seu sócio. Outra opção é editar na câmera de vídeo mesmo. Se você filmar em VHS pode editar seu filme com a utilização de dois vídeo cassetes, mas essa técnica já está ultrapassada. Sua mensagem é o que importa, qualidade é coisa de cara reprimido!!!

ORÇAMENTO: Produza com o que você tiver a disposição. Poupe seu salário, faça vaquinha entre seus amigos, venda rifas, faça programas sexuais, seja criativo e se surpreenda. Falta de dinheiro nunca foi empecilho na vida artística dos gênios!!!

MAQUIAGENS: Faça seus make-ups se utilizando de alimentos, comida é uma ótima fonte de maquiagem amadora barata. Melado com anilina vermelha vira sangue denso e grosso, farinha e água deformam qualquer rosto e vísceras reais dão uma ótima imagem de choque. Uma opção viável é descobrir produções que finalizaram suas filmagens e ficar pedindo para que o maquiador lhes dê seu lixo, com criatividade você consegue disfarçar essas maquiagens já usadas e reutilizá-las no seu filme como se fossem inéditas.

TRILHA SONORA: Dê preferência a bandas e músicos ainda não cooptados pelo mercado capitalista. Discos velhos podem conter músicas maravilhosas completamente esquecidas. Pegue um instrumento e grave ruídos estranhos com ele e encaixe no seu filme. Músicas estranhas, regionais, experimentais e não comerciais (como gore grind, industrial harsh, noise ou a banda Os Legais) sempre dão um clima ótimo!

DIVULGAÇÃO: Pode e deve ser feita através de fanzines, flyers, revistas e jornais undergrounds e independentes. Use a internet para fazer com que seu filme pareça uma produção maior do que realmente é criando notícias relacionadas às exibições que seu filme tiver. Divulgue tudo sempre e crie seu próprio star system, as pessoas comuns adoram endeusar qualquer coisa mesmo!

DISTRIBUIÇÃO: A distribuição de cópias em DVD (ou qualquer outra sigla que venha a ser criada no futuro) pode ser feita utilizando-se dos serviços dos correios. Coloque o filme para download, acredite, não vai atrapalhar em nada suas vendas e ainda ajudará a divulgar seu trabalho. Coloque-o no youtube (mesmo que seja um vídeo somente para maiores, você vai ser censurado e depois poderá ficar divulgando este fato, é bom prá sua auto-promoção). Você também pode realizar exibições em botecos e shows alternativos de todo o Brasil. Exibições com shows de bandas locais undergrounds é ótimo porque garante público para seus primeiros filmes, já que toda e qualquer banda tem seus fãs que comparecem em qualquer coisa que elas façam.

FESTIVAIS: Cada produtor de filmes pode optar por produzir seu próprio festival de filmes, sempre não competitivos (a competição é um vício da sociedade capitalista que deve ser evitado sempre que possível!), fazendo assim um intercâmbio de produções amadoras/undergrounds/experimentais. Outra opção é a união de vários produtores independentes na realização de mostras não competitivas em paralelo aos grandes festivais de cinema, utilizando locais próximos d’onde acontece as babações d’ovos entre os poderosos e atraindo a atenção da imprensa especializada para seu pequeno festival de filmes paralelo. Não se esqueça que os festivais de “cinema oficial” estão por aí para serem invadidos e avacalhados.

LEMBRETE FINAL: Mas lembre-se sempre que não ter equipamento não é desculpa para fazer filmes bobos e/ou ruins, com o mínimo de recursos você pode fazer bons filmes vagabundos com uma produção miseravelmente bem cuidada e original.

escrito por Petter Baiestorf.

junho de 2002.

José Mojica Marins apóia e aprova o "Manifesto Canibal".

Download de Produções Canibal Filmes

Posted in Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 19, 2012 by canibuk

Ontem teve uma megamobilização de net contra o projeto de lei SOPA que acabou sendo barrada pelo Obama. Não vou me adentrar aqui em discusões sobre a lei, nem sobre censura, nem nada! Só sei que qualquer meio de controle, qualquer tipo de proibição, qualquer método de fiscalização das informações me assusta (sou daqueles que pensa que a maioria dos problemas podem ser resolvidos com educação de qualidade, aprender a interpretar um texto te ajuda em muito na vida, estudar história para conhecer o futuro, etc…). Sou produtor de filmes independentes, pouco da minha produção está disponível na internet para download, mas devido a esse projeto de lei sem noção, resolvi divulgar alguns links de filmes que estão na net e podem ser baixados gratuitamente (tenho todos estes filmes em DVDs colecionáveis, se alguém quiser eles com capinha escreva para baiestorf@yahoo.com.br solicitando informações).

Segue links de alguns filmes que estão disponíveis na net para download:

Zombio (1999) – escrevi e dirigi este média-metragem em 1998, ele foi produzido pelo Coffin Souza em nossa última parceria pela Canibal-Mabuse Produções. Aqui contamos a história de um casal que vai namorar numa ilha e acabam descobrindo zumbis carniceiros. “Zombio” acabou sendo considerado o primeiro filme brasileiro com zumbis (não concordo com este título, já que em 1996 produzi/escrevi/dirigi o “Blerghhh!!!” onde já explorava a temática zumbi). Leia mais sobre isso AQUI.

DOWNLOAD de ZOMBIO

Fragmentos de uma Vida (2002) – Este curta-metragem nem era prá existir! Em 2000 escrevi o longa-metragem “Mantenha-se Demente” que comecei a filmar e não consegui concluir por falta de dinheiro. As cenas vistas neste curta foram filmadas para fazer parte do longa abortado e, como sou contra desperdiçar material, resolvi transformar num curta-metragem que acabou fazendo considerável “sucesso” em mostras de botecos e shows de grind. Em cena temos a oportunidade de acompanhar o Loures Jahnke (que fez o papel do Monstro Legume em 1995) e o PC desmembrando a Juliana (que trabalhou conosco em apenas este filme).

DOWNLOAD de FRAGMENTOS DE UMA VIDA

O Monstro Legume do Espaço 2 (2006) – Após eu ter filmado o longa-metragem porra-louca “A Curtição do Avacalho” (também de 2006) a grana em caixa na Canibal Filmes era praticamente nenhuma, mas a gente tem problemas e mesmo assim resolvemos fazer a continuação do “O Monstro Legume do Espaço” (1995). Sem dinheiro, com meia dúzia de amigos me ajudando, filmando no mais completo improvisso, finalizamos uma verdadeira porcaria completa. Aqui, um veterinário (Elio Copini) encontra o Monstro Legume (desta vez interpretado pelo Everson Schütz) ferido e o ajuda, assim a amizade entre Monstro Legume e o humano bonzinho desperta a fúria de um bando de colonos do Oeste Catarinense preconceituosos. Mesmo sendo ruim que dói, está na programação da Retrospectiva Canibal Filmes 20 Anos.

DOWNLOAD de O MONSTRO LEGUME DO ESPAÇO 2

Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!! (2007) – Esse média-metragem marca a volta da Canibal Filmes na produção de sexploitations. Escrevi este filme em 3 dias, chamei a Ljana Carrion para ser a atriz (parceria que continuamos com “Vadias do Sexo Sangrento” e “Ninguém Deve Morrer”), filmamos tudo em 4 dias com PC, Coffin Souza, Gurcius Gewdner e Vinnie Bressan, foi divertido demais a produção deste pequeno exercício de humor negro. Agora meu amigo Osvaldo Neto colocou o média prá download em comemoração ao SOPA.

DOWNLOAD do trailer de ARROMBADA

DOWNLOAD de ARROMBADA

Vadias do Sexo Sangrento (2008) – Este é o média-metragem onde mais me diverti filmando, não tive nenhum problema de produção, o orçamento era mais alto do que costumo ter na mão, não precisei mudar nenhuma cena do filme e os 5 dias de filmagens foram extremamente calmos. Tenho que agradecer aqui, publicamente, pela grande ajuda de Coffin Souza, Ljana Carrion, Lane ABC, PC, Jorge Timm, Elio Copini, Gurcius Gewdner, CB Rot e meu pai Claudio Baiestorf que deram duro para que o filme ficasse essa diversão toda. Aqui no filme duas lésbicas são perseguidas pelo ex-namorado de uma delas e acabam cruzando o caminho do psicótico Esquisito.

DOWNLOAD de VADIAS DO SEXO SANGRENTO