Arquivo para cinema mudo

2592 Posters de Horror & Sci-Fi para Download

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Alguns meses atrás o poster da primeira sessão de cinema da história foi leiloado em Londres por 40 mil libras (mais ou menos 200 mil reais). Este primeiro poster (reprodução abaixo) foi desenhado por Henri Brispot para uma exibição especial dos primeiros curtas dos irmãos Lumière, em dezembro de 1895.

Originalmente criados para uso exclusivo dos cinemas, não demorou muito para que os posters logo virassem item de colecionadores, principalmente artes criadas para filmes exploitations, sempre com cartazes muito mais criativos do que os próprios filmes, e, também, as artes produzidas para a divulgação de produções de horror e ficção científica. Inclusive, o preço record já pago por um único cartaz pertence à sci-fi Metropolis (1926), de Fritz Lang, negociado por 690 mil dólares.

Inicialmente os posters eram feitos no tamanho dos cartazes usados para a divulgação dos shows de Vaudeville. Quem definiu o tamanho padrão foi Thomas Edison, com as medidas de 27″x41″, em folha única fixada nas fachadas e paredes dos cinemas.

Para comemorar os posters de cinema, upei um arquivo com 2.592 cartazes de cinema nos gêneros horror e Sci-Fi, a maioria com artes belíssimas e dignas de serem festejadas como pequenas obras-primas da criatividade humana.

Para fazer o download, clique em BAIXAR POSTERS.

Abaixo alguns posters que integram o arquivo disponibilizado para download:

 

 

Segundo de Chomón – Seleção de Filmes Produzidos entre 1902 e 1914 para Download

Posted in Cinema, download with tags , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 24, 2018 by canibuk

Entre 1901 e 1923, o espanhol Segundo de Chomón foi um dos grandes experimentadores nos primórdios do cinema, ao lado do igualmente genial Georges Méliès.

Segundo de Chomón

Chomón foi convencido a entrar no fabuloso mundo das produções cinematográficas graças aos esforços de sua esposa, a atriz Julienne Mathieu, que depois estrelou “El Hotel Electrico” (1908), um dos primeiros filmes à se utilizar de técnicas de Stop Motion.

O cineasta espanhol foi criador de várias técnicas cinematográficas, como o Pathéchrome, patenteado por Charles Pathé (seu patrão) e criou um equipamento que permitiu o primeiro Dolly Shot da história do cinema, no filme “Cabiria” (1914), de Giovanni Pastrone. Também foi um dos pioneiros na colorização dos filmes, algo que realizava frame à frame, diretamente sobre os negativos.

Tão importante quanto Méliès na criação de narrativas fantásticas e criação de efeitos visuais, também realizou avanços significativos na animação cinematográfica.

Les Tulipes

Faleceu dia 02 de maio de 1929, em Paris, França.

Collected Works 1902-1914, faça download clicando no diabo.

Download de Sellected Works 1902-1914

Assista aos curtas clicando nas imagens:

La Maison Ensorcelée

Le Scarabée d’or

Les Oeufs de Paques

A Cor que caiu do Espaço

Posted in Cinema, download, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 23, 2016 by canibuk

Em 2015 fui convidado para realizar um dos episódios do longa-metragem coletivo “13 Histórias Estranhas”. No mesmo dia comecei a pesquisar projetos abandonados do cinema mudo e me deparei com um projeto de curta que iria adaptar o conto “The Colour Out of Space” de H.P. Lovecraft no ano de 1928. O roteiro de tal projeto era escrito pelo próprio Lovecraft adaptando seu conto escrito no ano interior. Achei que seria uma boa tentar fazer uma versão baiestorfiana daquela ideia e assim comecei a pré-produção do episódio “A Cor que caiu do Espaço”.

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Como estava completamente sem dinheiro por aquelas épocas (por conta da produção de “Zombio 2: Chimarrão Zombies“), apresentei o projeto para minha amiga Shunna (que foi uma das investidoras de “Zombio 2”) e ela disponibilizou o dinheiro necessário para levantar a produção e pagar atores/técnicos envolvidos no projeto. Filmamos tudo em uma madrugada com uma equipe bem pequena (se não me falha memória, no set estavam comigo apenas Leyla Buk, Carli Bortolanza e os atores Coffin Souza, Elio Copini, Jessy Ferran e o Airton “Chibamar” Bratz) e depois editei com o E.B. Toniolli em mais uns dois dias de trabalhos no intuito de sujar as imagens (hoje me arrependo de não ter sujado ainda mais).

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Com “A Cor que caiu do Espaço” tentei realizar um mix entre cinema experimental, sci-fi e cinema marginal, que são três de minhas paixões. O resultado é este curtinha que vocês podem baixar aqui: A COR QUE CAIU DO ESPAÇO.

Quanto ao longa-metragem coletivo “13 Histórias Estranhas”, não faço ideia de quando será lançado oficialmente.

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Nazimova: A Salomé do Cinema Mudo

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , on outubro 14, 2011 by canibuk

Essa pequena introdução sobre os primórdios do cinema não se pretende definitiva, é somente um pequeno panorama de como as coisas funcionavam naquela época e não eram nenhum pouco diferentes do que são hoje em dia.

O cinema surgiu graças à invenção do cinematógrafo dos irmãos Lumière no finalzinho do século XIX. Em 28 de dezembro de 1895, em Paris (França), eles realizaram a primeira exibição pública com ingressos da história do cinema, exibindo uma série de 10 filmes com duração de, no máximo, um minuto cada (naquela época os rolos de filmes tinha somente 15 metros). O cinema como diversão das massas começou a se esboçar com as produções de George Méliès, um mágico ilusionista que realizou pequenos curtas já com o uso dos efeitos especiais e empolgantes histórias de aventura como o clássico “Le Voyage dans la Lune/Viagem à Lua” (1902); as produções do espanhol Segundo de Chomón que realizava aventuras cheias de trucagens visuais e coloridas (ele coloria seus filmes, quadro à quadro, com um pincel. Anos atrás baixei vários curtas dele pelo site UBU e achei suas produções bem superiores às produções de Méliès); e por último, mas não menos importante, as produções de Thomas Edison, que em 1910 produziu um pequeno clássico baseado no livro de Frankenstein de Mary Shelley (já postamos este filme de Thomas Edison aqui no Canibuk).

"La Casa Hechizada", 1906, de Segundo de Chomón.

Em seguida o diretor David W. Griffith, um dos pioneiros de Hollywood, e o russo Sergei M. Eisenstein, foram os grandes responsáveis pela construção dos longa-metragens, cujas fórmulas são usadas até nos dias de hoje. “The Birth of a Nation/O Nascimento de uma Nação” (1915) de Griffith e “Bronenosets Potyomkim/O Encouraçado Potemkim” (1925) de Eisenstein, servem até hoje como bases sólidas para a montagem dos filmes. Caminhando junto, na Alemanhã surgiu o estilo conhecido como Expressionismo que deu alguns clássicos do início da história do cinema, como “Das Cabinet des Dr. Caligari/O Gabinete do Dr. Caligari” (1919) de Robert Wiene, com seus cenários alucinantes, “Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens/Nosferatu” (1922) de F.W. Murnau (uma versão não autorizada do livro “Drácula” de Bram Stoker) e “Metropolis” (1927) de Fritz Lang, uma verdadeira obra-prima da sci-fi cinematográfica e da sétima arte. E em Paris, vários surrealistas experimentaram desconstruir filmes, criando lindas peças poéticas de surrealismo em movimento, como “Le Retour à la Raison” (1923) de Man Ray, “Le Ballet Mécanique” (1924) de Fernand Léger, “Entr’Acte” (1924) de René Clair, “Anémic Cinéma” (1926) de Marcel Duchamp, “La Coquille el le Clergyman” (1927) de Germaine Dulac e o clássico “Un Chien Andalou/Um Cão Andaluz” (1929) de Luis Buñuel com colaboração de Salvador Dali. Prá sorte dos tarados, o cinema é uma arte voyeur por excelência, e nesta mesma época já surgiram os primeiros filmes pornográficos. Várias coletâneas com pornôs que teriam sido rodados nos anos de 1920 foram lançadas aqui no Brasil em VHS/DVD. Uma busca rápida pela internet é possível ver vários destes filmes eróticos do tempo de nossas tataravós.

Com essa pequena introdução sobre os tempos do cinema mudo, Canibuk apresenta agora a lendária atriz Alla Nazimova, que merece ser redescoberta por uma nova geração de cinéfilos.

Rotulada pela crítica como “bizarra”, Alla Nazimova teve uma vida pessoal nada convencional  e uma carreira cinematográfica que, embora tenha sido única, não recebeu o apreço merecido naquela época.

Nazimova nasceu na Rússia em 1879, era a mais nova de três filhos, cresceu em meio à violência familiar, com um pai extremamente bruto, tendo uma vida instável. Com a separação dos pais, foi morar ainda criança com uma família na Suiça onde sofria abusos sexuais dos dois irmãos adotivos. Em meio aos abusos e vida conturbada foi descobrindo seus talentos musicais e aos sete anos começou a ter aulas de violino. Voltou logo pra Rússia e continuou tendo aulas, chegando a executar um concerto de Natal. Aos 15 anos decidiu ser atriz. Foi ajudada por um velho rico que conheceu nas ruas onde se prostituia e conseguia a renda pra poder pagar seus estudos.  Fez grandes peças de teatro e em  Nova York suas performances na Broadway recebiam grandes destaques e ela logo se tornaria a queridinha por aquelas bandas. Ainda nessa época, se tornou amante da Emma Goldman, a grande líder feminista e anarquista. Em breve, Emma a abandonaria por não conseguir mais suportar suas incontáveis relações com outras mulheres.

O primeiro convite pro cinema surgiu em 1915, onde ganhou um papel no “War Brides“, filme que trazia um apelo pacifista naquele período onde emergia a Primeira Guerra Mundial. Com o sucesso do filme assina  contrato de 13.000 dólares semanais com a MGM e várias regalias, como poder escolher diretor, roteirisa e ator principal dos filmes. Em três anos, estrelou onze filmes, entre eles “Revelation” (1918), onde faz uma prostituta, “Toys of Fate” (1918)  onde faz dois papéis: uma mulher que tenta suicídio após ser abandonada pelo pai de sua filha, e como a filha crescida empenhada em vingar a mãe, e “La Lanterne rouge” (1919) onde faz papel de duas irmãs capturadas numa rebelião.  Seus papéis que a apresentavam como uma mulher exótica, independente e devastada por sentimentos angustiantes e problemas pessoais  lhe garantiram uma fama considerável.  No auge da carreira, Nazimova provocava e animava ao mesmo tempo em que apavorava Hollywood com as grandiosas festas regadas a orgias e drogas que dava em sua mansão chamada de “Jardim de Alá“, festas que contavam sempre com a presença de várias de suas amantes, mulheres como a roteirista June Mathis, a cenógrafa Natacha Rambova e a cineasta Dorothy Arzner.

Mesmo com a fama no cinema, continuou a fazer teatro e em 1920 começou a produzir seus filmes, que foram um fracasso de bilheteria.  No mesmo ano, seu filme experimental “Afrodite” que trazia cenas de lesbianismo, foi perseguido por grupos religiosos e proibido, tendo seus rolos queimados. Também produziu, escreveu e dirigiu “Salomé” (1923), onde todo o elenco é homosexual e, como em todos os seus filmes, traz um erotismo gritante e teve uma reputação escandalosa. Nazimova também financiou todo o filme, que foi um fracasso de bilheteria e a deixou totalmente quebrada. Começou a ser perseguida e a sofrer na pele por ser o que era, mulher livre e homosexual,  iniciou-se uma série de rejeições para filmes, foi acusada de comunismo e chegou a tentar suicídio. Tentando fugir da perseguição que sofria, vendeu sua mansão e com a repressão ao lesbianismo que só crescia nos EUA, decidiu passar um tempo em Paris, onde  namorou a sobrinha de Oscar Wilde.

Salomé (1923)

Em 1940, já de volta aos Estados Unidos,  começa a fazer cinema outra vez e participa de filmes como “Escape” (1940), “Sangue e Areia” (1941) e “Since You Went Away” (1944), seu último filme, feito um ano antes de sua morte. Alla Nazimova morreu vítima de uma trombose coronária, em 1945, aos 66 anos, publicou neste mesmo ano uma biografia onde faz grandes revelações.  Não é a toa que essa grande atriz é pouco falada e conhecida pela nova geração, quase não se acha mais seus filmes por aí. Tendo mais de 20 filmes, menos de seis sobreviveram ao tempo e as perseguições sofridas.  É lamentável!

Nazimova quebrou todas as regras de uma época onde os grupos religiosos estavam em alta, sofreu todo o tipo de preconceito e teve um papel importantíssimo na introdução da idéia de emancipação feminina naquele período nos EUA. Um grande exemplo de liberdade e de como a sociedade persegue desde sempre aqueles que não vivem de acordo com o que é pregado como certo e moral.  Revoltante.