Arquivo para eros

Necrofília Zine

Posted in Fanzines with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 21, 2012 by canibuk

“Necrofília” foi um fanzine de número único que editei em 1992. Resolvi resgatar aqui as HQs que haviam sido divulgadas nele. “Divirta-se, Sádico!” é um poeminha adolescente de autoria minha com arte de Renato Pereira Coelho; “O Deus Verme” é uma poesia de Augusto dos Anjos ilustrada por Itamar Pessoa; “Necrofagia” é uma HQ com texto e arte de Ero (me desculpem, mas passados 20 anos não lembro mais quem era Eros) e a tirinha cômica “I.M.L.” deAnderson. Divirta-se, Sádico!

Osugi Sakae: Eros + Massacre

Posted in Cinema, Literatura with tags , , , , , on setembro 29, 2010 by canibuk

Osugi Sakae foi um anarquista radical japonês, filho de um militar linha dura, aprendeu sozinho várias línguas (italiano, Esperanto, Russo, Francês, Inglês e Alemão) enquanto esteve preso e, graças a isso, foi tradutor de vários autores anarquistas ocidentais (principalmente Bakunin e Kropotkin) para o japonês em panfletos políticos que ele editava. Sakae pregava o amor livre, teve 3 mulheres ao mesmo tempo. Em 1923 ele, uma de suas mulheres e um sobrinho de seis anos de idade foram espancados por militares até a morte.

Apesar de ser pouco conhecido aqui no Brasil, foi lançado um livro e um filme inspirados na vida dele.

O livro se chama “Memórias de um Anarquista Japonês” (editora Conrad, 180 páginas) e foi escrito pelo próprio Osugi Sakae. Conta a infância dele, sua relação conturbada com seu pai, sua vida de desobediência na escola, até ser preso e com isso começar a militar no anarquismo e a desenvolver suas teorias de amor livre.

Já o filme se chama “Erosu Purasu Gyakusatsu” (“Eros + Massacre”, 1969, 210 min., Platina Filmes) com direção de Yoshishige Yoshida e é um clássico em preto e branco do cinema político. Com influências de Alain Resnais e Michelangelo Antonioni, Yoshida fez um filme que será melhor compreendido por quem já leu o livro autobiográfico de Sakae. Há cenas belíssimas, os atores fazem um trabalho fantástico e o simbolismo de algumas cenas é perfeito (como na cena envolvendo símbolos católicos, no começo dos anos 10, no Japão, ser católico era uma afronta radical aos costumes da sociedade e Sakae flertou com o catolicismo). O filme é mais centrado na sua relação amorosa com suas três mulheres do que em suas idéias políticas, mas mesmo assim mete o dedo nas feridas da sociedade japonesa (qualquer sociedade com líderes tem corrupção, sofrimento e povo faminto).

Em tempo, a qualidade do DVD lançado aqui no Brasil pela Platina Filmes é aceitável, recomendo uma busca por sites de venda de filmes (ou visitinha numa locadora) para assistir um bom filme político cheio de cenas criativas e uso genial do preto e branco.

http://www.imdb.com/title/tt0064296/