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Boca do Lixo Style: Download do Sexo Sangrento

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“Vadias do Sexo Sangrento” (2008, 30 min.) escrito, fotografado, produzido e dirigido por Petter Baiestorf. Maquiagens gore de Carli Bortolanza. Edição de Gurcius Gewdner. Com: Ljana Carrion, Lane ABC, Coffin Souza, PC, Jorge Timm e Petter Baiestorf.

lane-abc-chainsaw-em-vadias-do-sexo-sangrentoAo elaborar o “Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!!” (2007), já pensei numa espécie de trilogia da carne, que se seguiu com este “Vadias do Sexo Sangrento” (2008) e “O Doce Avanço da Faca” (2010). Todos com duração de média-metragens para, num futuro próximo, relançá-los como um longa em episódios intitulado “Gorechanchada – A Delícia Sangrenta dos Trópicos”. Inclusive neste ano de 2016 realizei uma exibição deste projeto “Gorechanchada” no Cinebancários de Porto Alegre com grande participação de público, como todos que ali estavam já conheciam os filmes rolou aquele climão de algazarra que tanto faz com que as sessões Canibal Filmes sejam a diversão que são.

ljana-carrion-coffin-souza-em-vadias-do-sexo-sangrento“Vadias” foi filmado no início do inverno de 2008 em 4 dias de filmagens e um orçamento de R$ 5.000,00. Reuni praticamente a mesma equipe de “Arrombada” (que já estava afinada) acrescida de Lane ABC e Jorge Timm (que não estava no elenco do filme anterior por estar em Tocantins). Com um roteiro melhor em mãos, cheio de metalinguagem (tentando avançar nas ideias que estava desenvolvendo na época em produções como “Palhaço Triste” (2005) e “A Curtição do Avacalho” de 2006) e pouca abertura para improvisações, fomos pro Rancho Baiestorf rodar um filme que deveria parecer improvisado do início ao fim (gosto da leveza que o clima de improvisação dá numa produção).

vadias-do-sexo-sangrentoNão lembro de nenhum contra tempo nas filmagens de “Vadias”. Foi um daqueles raros casos em que tudo deu certo e não tivemos problemas. Filmávamos apenas durante o dia (acho que apenas duas ou três seqüências que foram filmadas à noite) e ao anoitecer rolava um jantar regado à muita bebida, o que deixava a equipe e elenco bem descontraídos. O frio ainda não estava castigando, o que foi essencial para manter o bom humor do elenco que passava 90% do tempo pelado pelo set. Amo filmar com equipe reduzida, 12 pessoas no set (incluindo elenco) é o que considero o ideal, bem diferente de “Zombio 2” onde tivemos 72 pessoas trabalhando sem parar durante 23 dias.

ljana-baiestorf-e-coffin-em-vadias-do-sexo-sangrentoO lançamento do filme rolou num esquema muito parecido com o que já havíamos feito com o “Arrombada” e o relançamento de “Zombio” (1999). Desta vez resgatamos e re-editamos o policial gore “Blerghhh!!!” (1996) para relançar e completar o programa das exibições. Logo nos primeiros meses computamos 5 mil espectadores para o filme (em salas alternativas, cineclubes e mostras independentes) e as vendas do DVD duplo do filme foram de quase mil cópias. Possibilitou a produção de “Ninguém Deve Morrer” (2009) e a parte final da trilogia, “O Doce Avanço da Faca” (2010).

Todas as histórias de filmagens de “Vadias” irei contar no livro de bastidores que estou elaborando. Aguardem!!!

Para ler o roteiro de Vadias do Sexo Sangrento.

Para baixar VADIAS DO SEXO SANGRENTO.

Comprar DVD duplo de “Vadias do Sexo Sangrento” com extras e inúmeros curtas da Canibal Filmes de brinde, entre na loja MONDO CULT.

por Petter Baiestorf.

Fotos de bastidores de Vadias:

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Lane ABC e Ljana Carrion.

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Filmagens tão animadas que todos dançavam o tempo inteiro.

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Sangue cor de rosa.

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Bortolanza preparando o elenco.

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Ljana Carrion.

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Lane ABC, Ljana, Bortolanza e Jorge Timm.

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Lane, Ljana e Bortolanza.

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Jorge Timm.

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Lane e Ljana.

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Tapando as vergonhas.

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Souza e Ljana prontos para filmar.

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PC sendo preparado por Bortolanza para a massagem anal.

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PC tento prazeres incontroláveis com a massagem anal.

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Claudio Baiestorf cuidando das motosserras.

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Lane e Souza in Brazilian Chainsaw Massacre.

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Eu olhando pro pinto de Souza.

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Bortolanza, PC e Jorge Timm: Equipe dos sonhos delirantes.

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“Me dê uma expressão de horror!”

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Carli Bortolanza.

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Souza olhando pro pinto de PC.

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Elio Copini, Souza e Timm fiscalizando o orifício pomposo de PC.

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Jorge Timm pronto para receber Lane ABC em seu interior.

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Lane ABC autografando a barriga de Jorge Timm.

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Eu subindo numa árvore para tomadas aéreas.

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Eu tentando descobrir ângulos.

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Chapado

Posted in Cinema, download, Manifesto Canibal, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on outubro 12, 2016 by canibuk

Chapado (1997, 30 min.) Escrito, Produzido, Estrelado e Dirigido por Petter Baiestorf, Coffin Souza e Marcos Braun. Também estrelando: Jorge Timm no papel de Tor Johnson.

Sinópse: Três michês resolvem se trancar dentro de um filme e ficam se utilizando de todo tipo de drogas em loop toda vez que algum cinéfilo voyeur insiste em ficar tentando entender suas desventuras com as drogas e cinema.

chapado20 anos atrás, em meados de 1996, Coffin Souza e Marcos Braun se reuniram comigo para elaborarmos um roteiro sem começo, meio e fim que simplesmente mostrasse um grupo de amigos se chapando sem qualquer tipo de moralismo ou explicações. Então, ao invés de escrevermos um roteiro, ficamos sentindo as drogas e o álcool durante um mês e registrando sem nos preocuparmos com a narrativa e com o público. A ideia era deixar correr e, depois, ver no que ia dar.

Por motivos mais do que óbvios, não lembro direito das filmagens. Sei que ficamos uns 6 meses nesta experiência lisérgica colhendo material para montar um filme e experimentando sentimentos diversos. Filmamos no Oeste de Santa Catarina, interiorzão do RS e acabamos realizando algumas cenas em Porto Alegre.

digitalizar0027Mas as filmagens tiveram vários momentos divertidos. Antes de começar a experiência fomos até numa festa tradicional da região Oeste e vimos uma iluminação dando sopa num stand de uma concessionária de carros e resolvemos roubar pela curtição de fazer algo errado. E lá fomos Braun e eu completamente grogues de uísque roubar  a luz, só que saímos correndo com ela sem perceber que ainda estava plugada numa tomada, fazendo o maior estardalhaço, com seguranças correndo atrás de nós e o Jorge Timm bêbado com o carro, onde iríamos entrar, em zigue e zague na nossa frente. Depois que iniciamos as filmagens, quase fui atropelado ao filmar sobre a ponte do Rio Uruguai, na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A cena em questão não estava sendo gravada ainda, mas depois simulamos novamente para ter o momento no filme (essa cena simulada está no filme). Neste mesmo dia também me pendurei numa escada enferrujada – e quase soltando – que havia no meio da ponte.

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Como queríamos uma cena de impacto no filme, resolvemos invadir um cemitério e cavar uma tumba por lá (vazia, lógico, não somos tão retardados assim). Só que chegando no cemitério avistamos uma cruz gigante e então acabamos realizando uma performance festiva nesta cruz gigante – cena que está no filme – que diz muito sobre o que achamos que qualquer tipo de religião faz com o povo. Assim que terminamos de filmar essa cena apareceu um cortejo fúnebre no cemitério, foi engraçado a gente saindo de fininho com pás, enxadões e o ator se vestindo. Talvez tenhamos traumatizado aquela família que só queria enterrar um ente querido. Em tempo: Os créditos de “Chapado” foram inseridos na metade do filme, então para ver essa cena da cruz é só continuar assistindo o filme pós os créditos finais.

“Chapado” nunca foi oficialmente exibido em lugar nenhum, sabemos que não é um filme para qualquer audiência. Mas foi feito e adquiriu vida própria, então volta e meia alguém que viu ele nos tempos do VHS (ele era comercializado numa fita junto do “Bondage 2 – Amarre-me, Gordo Escroto!!!“) me comenta que curte ficar sentindo o filme enquanto fuma um. Em DVD ele faz parte do DVD “Festival Psicotrônico Vol. 1”.

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Se você quiser conhecer o filme, pode baixar clicando no nome do filme: CHAPADO. Claro que é bem possível que você venha a odiar essa produção e achar que perdeu meia hora de sua vida (caso seja um destes fãs de cinemão de Hollywood). É só um filme pra ser sentido, como se fosse uma vídeo poesia das mais feias e cretinas – porque poetas, necessariamente, não tem a obrigação de serem bonzinhos e compreensivos.

Falta de lembranças de Petter Baiestorf.

Dei sequencia a essas experiências em 2005 com o filme “Palhaço Triste” que você pode assistir online:

Super Chacrinha e seu amigo Ultra-Shit em crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha

Posted in Cinema, download, Fan Film, Manifesto Canibal, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 24, 2016 by canibuk

Dando prosseguimento aos filmes que estou colocando para download, segue hoje a produção “Super Chacrinha e seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha” (1997, 118 min.).

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“Super Chacrinha…” foi uma pausa nos filmes extremos que eu vinha fazendo naquela época. Não tem ligação nenhuma com os goremovies anteriores que tinha feito – como “O Monstro Legume do Espaço” (1995), “Eles Comem Sua Carne” (1996) ou “Blerghhh!!!” (1996) – , nem com os posteriores que foram ainda mais radicais ao misturar gore com pornografia – como “Deus – O Matador de Sementinhas” (1997), “Boi Bom” (1998), “Gore Gore Gays” (1998) ou “Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos” (1998).

“Super Chacrinha…” tem forte inspiração do filme “Abismu” (1977) do Rogério Sganzerla, entre outras produções experimentais (a citar algumas: “Matou a Família e Foi ao Cinema” (1970) de Júlio Bressane, “Cabeças Cortadas” (1970) de Glauber Rocha, “Meteorango Kid: O Herói Intergalático” (1969) de André Luiz de Oliveira e “Bang Bang” (1971) de Andrea Tonacci). Não ficou tão bacana quanto estes clássicos que o inspiraram, lógico,mas é um filme que gostei muito de realizar. Acredito que os envolvidos na produção se divertiram muito mais do que o público vá se divertir. Impossível saber quem pode gostar deste filme (já tive espectador me confidenciando que adorou cada momento do filme e espectador versando sobre o quanto é medíocre).

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As filmagens aconteceram em 4 meses durante o ano de 1997, com um roteiro que eu ia elaborando a cada dia durante a produção. Funcionava mais ou menos assim: Eu chegava num cenário com a equipe e bolava as cenas na hora. Inicialmente o filme teria 4 horas, mas quando estava editando, com ajuda de Carli Bortolanza, optamos por deixá-lo com a metade da duração originalmente planejada. O filme é uma espécie de road-movie marginal, foi filmado em uns 12 municípios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, incluindo a cidade de Gramado onde acontecia o vigésimo quinto Festival de Gramado e, em sistema de guerrilha completo, entramos nas comemorações com nossas câmeras e filmamos algumas pontas de globais pro filme (não lembro de cabeça, mas acho que aparecem no filme, além do Ivan Cardoso, Marcos Palmeiras, Hugo Carvana, José Lewgoy e a mãe de Glauber Rocha). Todo o dinheiro arrecadado com bilheterias dos meus filmes anteriores sumiu realizando o “Super Chacrinha…”. Foi divertido para quem integrou a equipe desta produção (se não me falha a memória, Jorge Timm, Claudio Baiestorf, Carli Bortolanza, E.B. Toniolli e José Salles foram as pessoas que me acompanharam durante toda a produção).

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Para baixar o filme e assisti-lo é só clicar no nome dele: SUPER CHACRINHA E SEU AMIGO ULTRA-SHIT EM CRISE VS. DEUS E O DIABO NA TERRA DE GLAUBER ROCHA.

abaixo vídeo com Ivan Cardoso durante o Festival de Gramado de 1997 (essa entrevista foi realizada enquanto estávamos filmando o “Super Chacrinha…”).

Pink Narcissus

Posted in Arte Erótica, Cinema, erótico with tags , , , , , , , , , , , , , on setembro 18, 2014 by canibuk

Pink Narcissus (1971, 64 min.) de James Bidgood. Com: Don Brooks, Bobby Kendall e Charles Ludlam.

Nesta obra-prima do baixo orçamento um garoto de programa fantasia diversas situações homoeróticas onde ele se torna a personagem principal de um mundo bem particular.
Pink Narcissus1“Pink Narcissus” é o filme obscuro por excelência, vejamos: Filmado em super 8 entre os anos de 1963 e 1970 (incríveis sete anos de produção), em sistema completamente fora da lei dentro de um loft (incluindo as cenas externas do filme) que ficava na cidade de Manhattan, conseguiu burlar a polícia novaiorquina e realizar primorosas cenas com reluzentes closes de nádegas masculinas, genitálias avantajadas e músculos bem definidos que povoam os sonhos mais molhados da comunidade gay mundial (enrustidos, “Pink Narcissus” é o sonho de consumo de vocês, não percam tempo com o medo e se deliciem com este clássico). Depois de finalizada a edição o filme foi liberado sem que seu diretor, James Bidgood, tivesse concordado com seu lançamento, motivo que o fez assinar a produção como “anônimo” (além da direção, Bidgood fez ainda o roteiro, direção de fotografia, direção de arte e produção). Inclusive, durante muitos anos pensou-se que Andy Warhol fosse o responsável pelo filme (embora tanto Warhol quanto outros diretores gays do quilate de Jack Smith, Kanneth Anger ou os irmãos Kuchar nunca tivessem tanto capricho visual em suas obras, coisa que “Pink Narcissus” deixa transbordar em cada frame), até que na década de 1990 o escritor Bruce Benderson (fã confesso do filme) foi atrás de pistas sobre os realizadores de “Pink Narcissus” e revelou, via um livro chamado “James Bidgood” (lançado pela Taschen), a verdadeira história por trás do filme maldito.

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James Bidgood nasceu em 1933 na cidade de Madison, Wisconsin. Ao se mudar para New York se tornou artista multí-midia com interesse maior em música, fotografia e drag performances. Após “Pink Narcissus” apareceu em mais meia dúzia de filmes (a maioria documentários sobre sua arte) com destaque para a produção “Keep The Lights On/Deixe a Luz Acesa” (2012) de Ira Sachs, drama sobre um cineasta gay que se relaciona com um advogado enrustido onde Bidgood representa a si próprio.
Pink Narcissus 3Martin Jay Sadoff, o editor de “Pink Narcissus” (e motivo de Bidgood ter retirado seu nome dos créditos), seguiu carreira no cinema norte-americano. Em 1979 foi editor de efeitos visuais na super-produção “Meteor/Meteoro”, de Ronald Neame, estrelado por atores do primeiro escalão de Hollywood como Sean Connery, Natalie Wood e Henry Fonda. Nos anos 80 montou filmes como “Graduation Day/Dia de Formatura” (1981) de Herb Freed (que trazia Linnea Quigley no elenco) e “Friday the 13th part VII: The New Blood/Sexta-Feira 13 parte 7 – A Matança Continua” (1988) de John Carl Buechler; foi supervisor de 3D em filmes como “Friday the 13th part III/Sexta-Feira 13 parte 3” (1982) de Steve Miner e “Spacehunter: Adventures in the Forbidden Zone/Caçador do Espaço – Aventuras na Zona Proibida” (1983) de Lamont Johnson e ainda dirigiu o documentário “The Last of the Gladiators” (1988), sobre o lendário Evel Knievel.
Pink Narcissus4Gary Goch, o diretor musical responsável pela ótima trilha sonora do filme, veio de produções classe Z. Foi maquiador e ator no sleazy “Shanty Tramp” (1967) de Joseph P. Mawra (o diretor responsável pela série sexploitation “Olga” do produtor George Weiss, o mesmo que produziu o lendário “Glen or Glenda?” de Edward D. Wood Jr.), câmera em “The Female Bunch/Um Punhado de Fêmeas” (1971) de Al Adamson e, após “Pink Narcissus”, virou pau pra toda obra da dupla de hippies malucos Bob Clark e Alan Ormsby. Para o primeiro foi editor/produtor do clássico classe Z “Children Shouldn’t Play With Dead Things” (1973); fez o som em “Deathdream” (1972) e foi produtor associado em “Porky’s” (1982), “Porky’s 2” (1983), “A Christmas Story” (1983), “Turk 182!” (1985) e “It Runs in the Family” (1994). Para o segundo fez o som de “Deranged” (1974) e produziu o divertido “Popcorn/O Pesadelo Está de Volta” (1991), comédia de humor negro dirigida por Mark Herrier (e Ormsby não creditado).
Fato curioso: O assistente financeiro de “Pink Narcissus” (não creditado no filme) foi o ator Bill Graham, falecido em 1991. Grahan é mais conhecido por integrar o elenco de filmes como “Muscle Beach Party/Quanto Mais Músculos Melhor” (1964) de William Asher, da série de filmes de praia estralados pela dupla Frankie Avalon e Annette Funicello; “Apocalypse Now” (1979) de Francis Ford Coppola, clássico de guerra que dispensa apresentações; e “The Doors” (1991) de Oliver Stone.
“Pink Narcissus” foi lançado em DVD pela distribuidora Cult Classic.

escrito por Petter Baiestorf para seu livro “Arrepios Divertidos”.

Veja o trailer de “Pink Narcissus” aqui:

Storyboard de uma cena de Zombio 2: Chimarrão Zombies

Posted in Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 21, 2012 by canibuk

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos leitores do Canibuk pela falta de atualizações (colaborações de qualidade são bem vindas e serão publicadas), mas como todos sabem estou trabalhando na pré-produção do meu novo longa-metragem e o tempo livre pro blog tem sido nulo. Acho que após abril (que é quando quero editar o filme com o Gurcius Gewdner) tudo voltará ao normal aqui. Mesmo assim, em breve, publicarei pequenos artigos sobre filmes independentes (filmes como “Psicofaca – O Maníaco das Facas”, filmado em Iraí/RS, “Punhos em Ação” e “No Rastro da Gang”, de José Sawlo, cineasta de Queimadas/PB) e algumas HQs, como “Transação Macabra”, a pedidos).

Chibamar Bronx.

Chibamar Bronx.

A pré-produção do “Zombio 2: Chimarrão Zombies” segue com Coffin Souza elaborando os efeitos de maquiagens gores (nas filmagens contaremos com o maquiador Alexandre Brunoro, do “Confinópolis“, nos ajudando), Leyla Buk desenhando os figurinos e storyboard de algumas seqüências do filme e eu, Gisele Ferran e Elio Copini correndo atrás de outros detalhes.

Yoko.

Yoko.

A produção de “Zombio 2” é um pouco maior do que dos meus filmes anteriores, estou atrás de dinheiro que nos ajude a fazer este filme com maiores cuidados, se você tem interesse em nos ajudar, leia “Como Investir no Zombio 2” e entre em contato comigo no e-mail baiestorf@yahoo.com.br

Klaus.

Klaus.

As possibilidades de se fazer um filme ultra gore, divertido e cheio de referências a cultura underground são infinitas e “Zombio 2” vai seguir nesta linha! Para o elenco já temos confirmado Airton Bratz repetindo o papel do detetive Chibamar Bronx, Miyuki Tachibana no papel da viúva negra Yoko, Coffin Souza no papel do mendigo debochado Klaus, Elio Copini no papel do faconeiro Américo Giallo e Gisele Ferran no papel da sexy Nilda Furacão. Como diretor de fotografia teremos o genial Leo Pyrata que já fez inúmeros filmes de arte lindos. E o filme contará ainda com inúmeras participações especiais que vou divulgando em postagens futuras.

Nilda Furacão.

Nilda Furacão.

Segue o storyboard da seqüência 24 desenhado pela Leyla Buk, ansioso por começar as filmagens de mais este pequeno filme de guerrilha repleto de vísceras, humor cafajeste e nudez gratuita para as comemorações de 20 anos de produções da Canibal Filmes.

Por Petter Baiestorf.
Ilustrações e Storyboard de Leyla Buk.

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Seq. 24_2

Seq. 24_3

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Any Day Now

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“Any Day Now” (2012, 5 min.) de Ismael A. Schonhorst.

Essa delícia de curta demente (como todos os vídeos independente deveriam ser) conta a história de um jovem que acorda após noitada de bebedeira e se depara, ao lado de sua cama, com Gurcius Gewdners. Milhares de Gurcius estão em sua vida, dois em seu quarto, um casal de Gurcius na sala, Gurcius na cozinha, Gurcius e mais Gurcius saindo pela culatra, como num pesadelo ao som de Os Legais, banda de Gurcius Gewdner!!! Assim o jovem re-encontra seu orgasmo interior desmaiando de prazer após o gozo alucinadamente ardente.

Com uma produção simples, mas bem realizada, Ismael Schonhorst conseguiu criar um universo caótico que lembra em muito os filmes e shows de Gurcius Gewdner, realizando uma bela homenagem ao ícone catarinense que atualmente vive como travesti no Rio de Janeiro. O diretor Ismael, em importante depoimento ao Canibuk, fala sobre a produção do curta “Any Day Now”: “Uma madrugada de pesadelo e uma conversa com o superstar GurciusGewdner. Disso saiu a ideia para o primeiro videoclipe do disco d´Os Legais feito em parceriaInterzone-virtualesca com maior maestro de todos os tempos, o genial BURT BACHARACH. Videoclipe que acabou se desdobrando e hoje não sabe se é propaganda de álbum picareta, curta metragem chapado de sorvete estrelado, ou se é apenas uma alucinação que tende a ser esquecida em breve pelo consciente dos que experimentarem o prazer calcificante destes 5 minutos de amor e cuspe; Retorno meu ao mundo da direção cinematográfica, que estava afastado desde 3 fracassos sucessivos de finalizar curtas, resolvi que queria fazer neste trabalho algo que pudesse ser escrito em todas as categorias de festivais pelo mundo à’for’a-ll. Sem preconceitos. O que está ali é para chegar às mentes e permitir uma livre interpretação, tanto se for visto como um vídeo d’Os Legais, quanto se for visto como um curta metragem baseado no pensamento da violência-sexual de J.G. Ballard e na idéia de psique-decomposta de Emil Cioran, como assim é na verdade dentro da mente do diretor, ou seja, da minha mesma. A própria gravação do curta foi uma decomposição. Originalmente éramos para ter 20 pessoas dançando freneticamente, uma orgia de animais, batidas de carro reais, e um casal de verdureiros. Acabou que o casal desapareceu quando soube que não iriam aparecer em tela, os carros reais custavam muito caro, os animais acharam que a orgia era no IBAMA e foram parar no local errado, e as 20 pessoas que prometeram que apareceriam no clipe (inclusive uma gostosa que seria minha homenagem à Canibal Filmes no vídeo) desistiram, ou inventaram desculpas (dimensões paralelas, etc…), ou tiveram que ir em algum enterro de algum parente que morreu no dia da gravação. Fazer cinema sem dinheiro e sem drogas para os atores no Brasil dá nisso. Mas não desisti, e resolvi reconstruir a ideia, mudar os planos planejados (cof! cof!), e fazer como dava. E deu! Eis aqui o clipe finalizado (em um PC vagabundo; outro problema que tive foi o meu computador pifar no dia da edição), distribuído, sem censura, sem cortes, sem a gostosa, mas com uma gostosa banha de nosso ator sensual número 2 que, acreditem, foi contratado para pousar nu na próxima edição da Z Magazine. Depois dizem que as bordas não servem de vitrines culturais! Novos projetos estão sendo fermentados na Cachorro Bandido Produções. Um primeiro trabalho chamado Ruído Branco, também pseudo-filosófico-tecnocrata-apocalíptico, está em nosso canal do YouTube e circulando o país todo em festivais, eventos médicos, e feirinhas infantis. Sigam o canal para receberem as futuras atualizações. Divulguem entre seus amiguinhos. Se masturbem ao som de Os Legais. E salvem o mundo das cáries.”

“Any Day Now” é cinema demente como somente os catarinenses, com seu senso de humor retardado, conseguem produzir! Masturbe-se gostoso por Gurcius Gewdner!

Você pode assistir na integra o curta-metragem (que na minha opinião não é vídeo-clip) aqui:

E não perca também o curta-metragem “A Vida e a Morte da Reencarnação de Gurcius Gewdner” clicando neste link.

Mostra do Filme Livre 2012

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 3, 2012 by canibuk

Começou no dia primeiro de março a décima primeira edição da Mostra do Filme Livre (sem medo de afirmar, atualmente é a mostra de cinema mais divertida do Brasil). A mostra conta com patrocínio do Banco do Brasil e nesta edição bateu recorde de inscrições com 801 filmes, dos quais 180 filmes foram selecionados para exibição junto de outros 50 títulos convidados, mostrando um panorama do que de mais ousado é produzido pelos cineastas independentes brasileiros (meu filme “O Doce Avanço da Faca” está entre estes filmes convidados). As exibições dos filmes já estão acontecendo no CCBB carioca (Rua Primeiro de Março, 66, centro – fone: 21-3808-2020).

Criada e organizada pelo produtor Guilherme Whitaker, a MFL existe desde 2002 e sempre destaca a exibição de longas, médias e curtas que fujam do lugar comum. Whitaker diz: “A mostra tem por característica exibir filmes atuais, de baixo custo e que em sua grande maioria não tiveram qualquer tipo de apoio estatal”.

Neste ano o grande homenageado da MFL é o cineasta baiano Edgar Navarro, que exibrá toda sua obra e, também, o ainda inédito “O Homem que Não Dormia”. O evento carioca (MFL deste ano acontece também em São Paulo e Brasília) traz também a sessão “Curta Rio” (só com filmes da cidade), “Oficinando” (filmes produzidos nas oficinas da MFL) e a famosa e imperdível sessão “Invisível” (já fui nesta sessão, em outra edição da mostra, e é diversão pura), que é composta de filmes rejeitados pela curadoria da mostra e que passarão pelo julgamento popular (cada pessoa do público recebe um apito e se realmente acha o filme exibido pavoroso pode apitar e gritar a vontade). A maior novidade deste ano será a “Cabine Livre”, onde diversos filmes em looping serão projetados. Outro destaque é que, entre os filmes selecionados, está o fantástico “Leonora” (2011) de minha amiga Eliane Lima que é o último trabalho do genial George Kuchar, que faz parte do elenco do curta e merece ser conferido. “Ivan” (2011) de Fernando Rick, que é um dos melhores curtas nacionais que vi nos últimos anos, também está entre os selecionados.

"Leonora".

Nesta edição da MFL a oficina de vídeo será ministrada por Petter Baiestorf (este seu escriba aqui do Canibuk) e Christian Caselli e tem um sugestivo nome: “Oficina do Fim do Mundo”.

SERVIÇO

11ª Mostra do Filme Livre – MFL 2012

Cinema I – 102 lugares (espaço especial para cadeirantes)

Cinema II – 50 lugares (espaço especial para cadeirantes)

Data – 1º a 22 de março

Entrada franca – Com distribuição de senhas 1h antes de cada sessão

Local – CCBB RJ – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro (21) 3808.2020

http://www.bb.com.br/cultura e http://www.twitter.com/ccbb_rj

Mais informações:

http://www.mostradofilmelivre.com/12/

http://www.facebook.com/mostradofilmelivre