Arquivo para fantasy art

Arte fantástica de H.R. Giger

Posted in Arte e Cultura, Arte Erótica, Bizarro with tags , , , , , , , , on maio 8, 2011 by canibuk

Fundamental para a natureza de seu trabalho é sua estética biomecânica, uma dialética entre homem e máquina, o que representa um universo ao mesmo tempo perturbador e sublime.“,  Site Oficial H.R Giger.

H.R. Giger é um artista suiço conhecido e admirado pelos seus trabalhos com formas  biomecânicas executadas com perfeição.  Muitos o conhecem apenas como  o criador do alienígena do filme “Alien” (filme americano de 1979 dirigido por Ridley Scott),  sua obra mais famosa e que lhe rendeu um oscar (seu livro mais famoso “Necronomicon” de 1977 foi a principal inspiração para o primeiro filme da série Alien), mas H.R Giger é muito mais que isso.

Sua obra mais famosa, Alienígina criado para a série "Alien".

Com grandes obras que passeiam por diversas áreas e criações artísticas, ele se divide entre os talentos de pintor, escultor, desing de comunicação e arquiteto de interiores. Sua arte, classificada por ele mesmo como surrealista/realista fantástica, é  mórbida e futurista. São formas monstruosas e ao mesmo tempo sensuais e eróticas, de um realismo inquietante e extraordinário.

Giger, já na infância, começou a mostrar interesse pelo sexo e pelo obscuro do ser humano, temas constantes em suas obras. “Desde muito cedo me senti atraído pelo sexo oposto. Os locais que mais me interessavam eram os mais escuros. Por isso, logo que deixaram me vestir sozinho, comecei a usar o preto. O local mais escuro da casa era debaixo da mesa, num porão pequeno e sem janelas, que me servia de quarto de brincar.“, diz o artista.

Aos dezoito anos, e como não conseguia boas notas, foi  mandado para um trabalho não-remunerado em uma associação de arquitetos, o que foi importantíssimo em seu gosto para o desenho, teve aí sua primeira oportunidade de trabalhar como desenhista.

A partir de 1964,  ano em que cursava escola de artes,  começou a ter seus primeiros trabalhos publicados em revistas e jornais. Estudos concluídos, Giger começa a trabalhar como designer de móveis de escritório, mesma época em que casa com a atriz Li Tobler, musa inspiradora de vários de seus quadros. Logo começa a produzir desenhos maiores e faz sua primeira exposição individual.

Em 1979, após muitas exposições e de  uma tentativa frustrada de Alexandro Jodorowski em adaptar o livro “Dune” para o cinema, onde o Giger seria contratado para trabalhar como designer, dando vida aos cenários e criaturas, foi que seu trabalho começou a ser reconhecido pelo grande público, graças àquela famosa criação, já citada antes, para o filme Alien.

"Palácio de Harkonnen" esboço de Giger para o filme de Jodorowsky.

Outra obra para o filme do Jodorowsky.

Em 1998, inaugurou na Suiça, seu próprio museu no castelo de St. Germain onde abriga suas esculturas, desenhos, quadros, móveis e outros tipos de arte de sua autoria. O museu abriga também artes de outros artistas de sua coleção privada, coleção enriquecida com nomes como Salvador Dalí e Joe Colleman.  O museu também aloja sua residência e um bar fabuloso, onde em quatro anos de obras intensas, o Giger se empenhou pessoalmente para que tudo ficasse exatamente do jeito que ele projetou, cada milímetro, cada detalhe! O bar foi reproduzido como uma enorme caverna mórbida e como um interior monstruoso e fossilizado de algum animal pré-histórico, com ossos e vértebras, que, como mostram as imagens, parecem ser de um realismo surpreendente e rico! Pouca coisa, né?! Lugar que, de passagem pela Suiça, vale a pena conhecer e sentar pra tomar uma cerveja, mórbida cerveja!

H.R. Giger – Erotomechanics Art:


Eu venho tendo sempre os mesmos sonhos, e são pesadelos. Eles são terríveis. Mas eu descobri que quando faço desenhos sobre eles, os sonhos vão embora. Eu me sinto muito melhor. É uma espécie de auto-psicanálise“,  H.R. GIGER, o gênio!

H.R Giger – The Official Website.


Beksinski

Posted in Arte e Cultura, Bizarro with tags , , , , , , on fevereiro 24, 2011 by canibuk

Zdzisław Beksiński foi um pintor, fotógrafo e escultor polonês de arte fantástica. Quando jovem estudou arquitetura, mas o que lhe atraia mesmo era a pintura, a escultura e a fotografia. Começou fazendo esculturas  e produziu inúmeras fotografias obscuras com características da arte gótica e barroca. Mais tarde dedicou-se à pintura surrealista, tendo em 1964 todas as suas obras vendidas numa exposição feita em Vasorvia, fato que o fez mergulhar ainda mais na pintura, produzindo sem parar e tornando-se a principal figura contemporanêa da arte polonesa. Em 1980 adotou o gênero “Fantasy Art” e foi nesta época onde teve sua fase mais produtiva e criou suas obras mais surrealistas e obscuras.

Beksiński acreditava que suas obras não eram bem interpretadas, dizia que muitas delas eram otimistas e bem humoradas, embora ele tenha deixado algumas obras sem título e nem mesmo conseguisse explicar o significado de algumas delas. Em 1977 ele queimou uma seleção de quadros explicando depois que algumas dessas obras  ou era muito pessoal ou não era satisfatória e ele não queria mostrá-las as pessoas.

Beksinski ficou viúvo em 1998 e um ano mais tarde, seu filho cometeu suicídio, tendo seu corpo descoberto pelo próprio Beksinski. Talvez por isso sua arte foi se tornando cada vez mais fantasmagórica, apocalíptica e sombria.

No final da vida o artista se dedicou a arte digital, trabalhando com fotografias e foto-manipulação.

Aos 75 anos de idade, em fevereiro de 2005, Beksiński foi  assassinado à facadas por um estudante de 19 anos.

Fonte: Official Website (O site do cara é excelente, vale a pena dar uma olhada): http://www.beksinski.pl/