Arquivo para filme de baixo orçamento

Midnight Movie Massacre

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 8, 2012 by canibuk

“Midnight Movie Massacre” (“Aconteceu à Meia-Noite”, 1988, 82 min.) de Mark Stock e Laurence Jacobs. Com: Robert Clarke, Ann Robinson, David Staffer e um bando de desconhecidos.

É noite de sábado numa pequena cidade americana dos anos 50 e todos vão para o cinema se divertir, paquerar e comer guloseimas. Neste cinema está sendo exibido a série “Space Patrol” que é produzida pela Republick (uma brincadeira com a Republic Pictures, inclusive com um urubu no lugar da águia original). Enquanto as pessoas se acomodam, na tela são exibidos trailers das próximas atrações: “Cat-Women of the Moon” (1953) de Arthur Hilton e “Devil Girl From Mars” (1954) de David McDonald (aqui rebatizado como “Sweater Girls From Mars” para uma piadinha com uma das personagens). Logo começa o filme dentro do filme com o tal “Space Patrol – Chapter 2 – Back From the Future”, onde um cientista inventa uma máquina do tempo e viaja ao passado para colocar seu plano maligno em prática. Assim um grupo de três cadetes precisam persegui-lo e deter seu plano viajando, também, para o passado. A máquina do tempo é uma espécie de disco-voador, operada por um cérebro, que viaja através do espaço sideral para voltar ao planeta Terra dos anos 50. Logo nossos heróis pousam numa pequena cidade e um casal de namorados e um voyeur (mais um menino de uma fazendo próxima) testemunham o pouso. Os viajantes do tempo roubam as roupas civis dos terraqüeos e logo vão para um cinema, onde está sendo exibido “Invaders From Mars” (1953) de William Cameron Menzies, pedir informações sobre Tonga, uma dançarina exótica, que seria a esposa do cientista louco. Neste meio tempo o menino que viu a máquina do tempo pousando, entra nela e conversa (como se fosse a coisa mais natural do universo) com o cérebro piloto que o manda com a missão de encontrar o comandante da missão e abortá-la. Traídos pela dançarina exótica todos os tripulantes da máquina do tempo são capturados pelo cientista louco que apresenta à todos a sua criação: Robôs ridículos operados por cérebros. O cientista ordena que seus engraçados robôs de latão matem o menino xereta (alguns dos ridículos robôs descobrindo e dançando ao som de rock’n’roll rendeu uma ótima cena) e no climax, onde o menino iria ser desmembrado por facões, o episódio chega ao fim e o narrador do seriado anuncia “Space Patrol – Chapter 3 – Up To Uranus” que será exibido na próxima semana. Será que o menino xereta escapará dos robôs ridículos?

Paralelo ao filme “Space Patrol” que é exibido pelo cinema, os espectadores aqui enfrentam um marciano violento que pousou atrás do cinema e quer comer o máximo de humanos possível. Quase ao mesmo tempo que pousou, o monstrengo do planeta vermelho já come um mendigo na rua, a vendedora de bilhetes e o gerente do cinema (que tem uma morte bem violenta e depois os restos de seu cadáver são molestados por uma criança de uns seis anos de idade que rouba seu olho e guarda-o em seu saco de bolinhas de gude e mergulha seu pirulito nas gosmas do monstro que ficaram ao redor do corpo desmembrado). Ao atacar a vendedora de doces do cinema finalmente podemos visualizar o ótimo design do alien, que é uma espécie de aranha espacial com tentáculos no lugar de braços, sua boca parece uma vagina dentadae seus olhos são também antenas. Em seguida o projecionista do filme é decepado e, quando o filme que estava sendo exibido termina, o monstro espacial ataca uma espectadora que ficou dormindo e que é salva por uma dona de casa de 135 quilos que come tudo que vê pela frente em uma referência explícita ao episódio 07 da primeira temporada do Monty Python e seu “Science Fiction Sketch”).

“Midnight Movie Massacre” (também conhecido como “Attack From Mars” ou “The Blob 2 – Le Retour du Monstre”, tentativa ridícula dos franceses de relaciona-lo ao “The Blob/A Bolha”) é um filme de baixo orçamento onde as coisas deram erradas. Originalmente Laurence Jacobs estava realizando o “Space Patrol”, mas ficou tão ruim que Mark Stock foi chamado ao projeto para transformar “Space Patrol” no filme exibido dentro de seu “Midnight Movie Massacre” e tentar fazer as coisas funcionarem. Já li muitas críticas negativas ao resultado final deste pequeno clássico da ruindade artística, mas gosto muito desta bela e sincera homenagem às sessões de cinema classe “Z” que rolavam pelo mundo inteiro antes de existir os cinemas de shopping que, na minha opinião, foram os responsáveis por destruir o cinema como eu curtia. Filmado em 1984, “Midnight Movie Massacre” só conseguiu distribuição em 1988.

Wade Williams, o produtor desta adorável tranqueira, é um milionário fanático por filmes de sci-fi que detém a maior biblioteca independente de filmes de ficção científica e distribuí seus títulos no mundo inteiro. Também, por anos, ajudava a manter revistas como “Starlog”, “Filmfax”, entre outras. Em 1964 dirigiu “Pussycat Pussycat”, um nudie movie relançado pela distribuidora Something Weird. Em 1969 escreveu, produziu e dirigiu “Terror From the Stars”, trasheira que o fez desistir de dirigir filmes (voltou a dirigir somente em 1992, quando comandou a produção de baixo orçamento “Detour”, uma homenagem ao cinema noir de hollywood dos anos 30/40). Em 1970 produziu o pseudo-documentário “The Helter Skelter Murders”, dirigido por Frank Howard, que explorava os assassinatos da Manson Family. Nos anos 80 foi o grande incentivador para que “Invaders From Mars” (1953) fosse refilmado com Tobe Hooper no comando da produção. Com roteiro de Dan O’Bannon, produção da Golan-Globus e efeitos das criaturas marcianas elaborados por Stan Winston, o remake foi extremamente mal nas bilheterias. Apaixonado por cinema fantástico, Wade Williams ainda deve aos fãs do gênero um filme bem produzido. “Midnight Movie Massacre” é divertido, mas temo que apenas trashmaníacos encontrem valor no filme.

Os diretores do filme, Laurence Jacobs e Mark Stock, pouco representam ao gênero. Jacobs ganha a vida como editor de TV (editava o “The Oprah Winfrey Show”, por exemplo), técnico de som (fez o som do clássico de horror “Tourist Trap” (1979) de David Schmoeller) e escritor. Antes de dirigir as cenas de “Space Patrol” que foram transformadas no filme assistido em “Midnight Movie Massacre”, ele havia dirigido apenas um curta-metragem chamado “Late Curtain” (1982), produção de 50 mil dólares filmada em preto e branco. Mark Stock nunca mais dirigiu filme nenhum após “Midnight Movie Massacre”. Em 1994 ele reapareceu criando o argumento do filme “Fleshstone/Instinto de Sedução” de Harry Hurwitz, thriller erótico na linha daquelas produções exibidas pelas TVs nas madrugadas. Nos anos 2000 retornou atuando em alguns filmes, como o drama familiar “Pure” (2004) de Dale Richard Howard e no curta-metragem “The Butler’s in Love” (2008), dirigido pelo ator David Arquette, onde faz o papel de um mágico.

Em “Space Patrol” temos a participação especial de dois atores cults, Robert Clarke e Ann Robinson. Clarke, nascido em 1920 e falecido em 2005, apareceu em muitos clássicos de sci-fi dos anos 50, delícias como “The Man From Planet X” (1951) de Edgar G. Ulmer, sobre um enigmático visitante espacial no planeta Terra; “Captive Women” (1952) de Stuart Gilmore, onde uma New York pós-apocalíptica é palco de batalhas de três tribos de mutantes; “The Astounding She-Monster” (1957) de Ronald V. Ashcroft, com uma bela e letal alien que caiu no planeta Terra; “The Incredible Petrified World” (1957) de Jerry Warren, sobre aventureiros descendo às profundezas do oceano e descobrindo redes de cavernas que levam à um novo mundo; “From the Earth to the Moon” (1958) de Byron Haskin, baseado em Jules Verne onde Clarke faz a narração e “The Hideous Sun Demon” (1959), dirigido pelo próprio ator em parceria com Tom Boutross, ficção sobre os efeitos trágicos da exposição à radiação. Clarke apareceu em inúmeras séries de TV como “The Lone Ranger”, “The Cisco Kid” e “Hawaii Five-O”. Trabalhou em outros filmes de Jerry Warren como “Terror of the Bloodhunters” (1962) e “Frankenstein Island” (1981). Em 2005, pouco antes de falecer, apareceu na comédia “The Naked Monster” de Wayne Berwick e Ted Newson, uma divertida homenagem aos filmes B, estrelado pela scream queen Brinke Stevens e com Ann Robinson reprisando seu papel de Sylvia Van Buren (aliás, o elenco de “The Naked Monster” é lindo, com figurinhas do cinema B como Forrest J. Ackerman, John Agar, Michelle Bauer, Bob Burns, Paul Marco, Linnea Quigley e muitos outros). Ann Robinson nasceu em 1935 e seu papel mais famoso é o de Sylvia Van Buren no clássico “The War of the Worlds” (1953) de Byron Haskin, onde pela primeira vez ela pode interpretar uma personagem principal. Trabalhou em várias séries de TV como “Rocky Jones, Space Ranger”, “Perry Mason” e “Peter Gunn”. Repetiu o papel de Sylvia Van Buren na fraca série de TV “War of the Worlds” nos anos 80 e em 2005 Steven Spielberg, ao refilmar “The War of the Worlds/Guerra dos Mundos”, lhe deu uma pequena participação especial como uma avó (mãe da personagem vivida por Tom Cruise).

“Midnight Movie Massacre” é um trash-movie esforçado que tenta divertir o espectador com suas piadas com o universo do cinema B. Aqui no Brasil foi lançado em VHS pela distribuidora FJ Lucas Vídeo com o título de “Aconteceu à Meia-Noite”. Outros 10 filmes que possuem o mesmo clima de diversão de “Midnight Movie Massacre” são: “Drive-In Massacre” (1977) de Stu Segall sobre assassinatos num drive-in; “Screamplay” (1985) de Rufus Butler Seder, sobre o louco mundo do cinema vagabundo estrelado por George Kuchar e distribuído pela Troma; “American Drive-In” (1985) de Krishna Shah, com jovens se divertindo com “Hard Rock Zombies” num drive-in; “Popcorn” (1991) de Mark Herrier, sobre uma marratona de filmes de horror num cinema fuleiro; “Matinee” (1993) de Joe Dante, inspirado em William Castle; “Ed Wood” (1994) de Tim Burton, cinebiografia sobre Edward D. Wood Jr. e sua gang de desajustados filmmakers; “Bikini Drive-In” (1995) de Fred Olen Ray, sobre um drive-in sendo re-inaugurado com as gostosas funcionárias vestindo bikinis, “Terror Firmer” (1999) de Lloyd Kaufman, delírio gore sobre o modo de vida Troma; “Cecil B. DeMented” (2000) de John Waters, sobre um grupo de cineastas transgressores realizando um filme e “Torremolinos 73/Da Cama para a Fama” (2003) de Pablo Berger, uma teoria de como seria um cineasta fã de Bergman filmando como Jesus Franco com uma super-8 e sua esposa pelada.

por Petter Baiestorf.

Assista “Midnight Movie Massacre” aqui:

Queen Kong

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 1, 2012 by canibuk

“Queen Kong” (ou “Queen Gorilla”, 1976, 87 min.) de Frank Agrama. Com: Robin Askwith, Rula Lenska e John Clive.

Na ânsia de lucrarem alguns poucos dólares, produtores de filmes exploitations sempre caçaram assuntos/temas em evidência para fazer de seus pequenos filmes baratos, grandes negócios lucrativos. Em 1976 o produtor Dino De Laurentiis lançou o remake de “King Kong” (1933) e Frank Agrama rapidamente lançou este hilário “Queen Kong” (que nunca foi lançado no Reino Unido devido a uma ação legal movida por De Laurentiis contra a imitação de Agrama), objeto de culto no Japão, onde o filme foi completamente redublado por comediantes japoneses para ficar ainda mais mongol. Aliás, os japoneses são tão fanáticos por King Kong que é da produção nipônica que vem “Wasei Kingu Kongu” (1933) de Torajiro Saito, um curta-metragem feito no mesmo ano do clássico de Cooper & Schoedsack e que hoje é considerado perdido (numa época foi sugerido que o filme se perdeu após os bombardeios atômicos de 1945, pronto, já deu prá entender porque USA quis tanto testar a bomba nuclear contra os japoneses); Ainda nos anos 30 os japoneses fizeram outro filme com o Kong, “Edo ni Arawareta Kingu Kongu: Henge no Maki/King Kong Appears in Edo” (1938) de Sôya Kumagai também foi produzido sem autorização da RKO Radio Pictures e mostra King Kong atacando no Japão medieval, hoje é considerado perdido também; Em 1962 a Toho Studios promoveu a luta do século em “Kingu Kongu tai Gojira/King Kong Vs. Godzilla”, dirigido pelo mestre Ishirô Honda, que também dirigiu “Kingu Kongu no Gyakushû/King Kong Escapes” (1967), onde Kong luta contra um robô gigante. Graças aos japoneses o grande macacão tarado se manteve sempre em evidência (os Shaw Brothers também contribuíram para o mito de Kong, saiba mais lendo o artigo “Evelyne e o King Hong Kong” de nosso colaborador Coffin Souza).

“Queen Kong” é uma paródia “cena por cena” do King Kong original, mas com todo o cinismo e sarcasmo dos anos 70. A produção do filme é bem pobre, as nativas da ilha de “Konga” usam um figurino colorido que parece roubado de alguma escola de samba aqui do Brasil, a fantasia da gorila é feia e desajeitada, o dinossauro com quem ela luta (foto acima) é um dos piores que já vi, as maquetes são grosseiras e os efeitos especiais mal elaborados; isso, combinado à interpretações canastronas e um roteiro cara de pau, transforma  o filme de Agrama numa grande curtição que nunca se leva a sério e tira proveito de suas próprias deficiências, enfim, um ótimo candidato para ser exibibido aos amigos acompanhado, lógico, de pizzas e caixas e mais caixas de cerveja.

Frank Agrama, o produtor/diretor por trás do filme, é um egípcio cheio de energia para empreitadas duvidosas (na Itália ele tem mais de dez processos correndo na justiça por fraudes fiscais). Em 1965 dirigiu “El Ainab el Murr” e tomou gosto pela coisa. Seus filmes seguintes não chegaram ao ocidente (leia-se Europa e USA) e fomos privados de títulos como “Toufan Bar Farase Petra” (1968) e “Bazy-E-Shance” (1968), filme onde se tornou, além de diretor, produtor de seus próprios projetos. Em 1972 escreveu, produziu e dirigiu o thriller “L’Amico del Padrino” em associação com produtores italianos, que foi estrelado por Erika Blanc (atriz do clássico cult “Operazione Paura/Kill, Baby, Kill!” (1966) de Mario Bava). Assim conseguiu chamar atenção na Europa e seu próximo filme, “Essabet el Nissae” (1973) foi estrelado por ninguém menos que o superstar turco Cüneyt Arkin (que foi ator em mais de 270 filmes, entre eles os clássicos “Kara Murat Ölüm Emri” (1974) de Natuk Baytan e “Dünyayi Kurtaran Adam” (1982) de Çetin Inanç, a versão turca de “Star Wars” que coloca o filme de George Lucas no chinelo). Seu filme mais popular como diretor é “Dawn of the Mummy” (1981), sobre modelos sendo atacadas por uma múmia com alguns ótimos momentos gore. Nos anos 80 Agrama passou apenas a produzir e ganhou certa fama com a série “Robotech”, que depois virou video game de sucesso.

O ator Robin Askwith, que em “Queen Kong” interpreta Ray Fay (trocadilho idiota com o nome de Fay Wray, estrela do Kong original), é um comediante inglês que geralmente fazia comédias sexuais como “Bless This House” (1972) de Gerald Thomas e “Cool It Carol!” (1972) de Pete Walker, ou filmes de horror como “Tower of Evil” (1972) de Jim O’Connolly, “The Flesh and Blood Show” (1972) também de Pete Walker ou seu filme mais famoso, o cult “Horror Hospital” (1973) dirigido pelo maluco Antony Balch. Em 1999 a editora Ebury Press lançou sua autobiografia “The Confessions of Robin Askwith”, infelizmente inédita no Brasil. John Clive, que também paga mico em “Queen Kong”, tem em sua filmografia grandes clássicos do cinema: “Yellow Submarine” (1968) de George Dunning, onde faz a voz de John; “The Italian Job” (1969) de Peter Collinson, onde ladrões ingleses planejam um assalto na Itália e “A Clockwork Orange/Laranja Mecânica” (1971) de Stanley Kubrick, um dos melhores filmes já produzidos pelo cinema mundial.

por Petter Baiestorf.

frame de “Wasei Kingu Kongu” (1933).

Dementia 13

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , on outubro 31, 2011 by canibuk

“Dementia 13” (1963, 75 min.) Produção de Roger Corman, escrito por Francis Ford Coppola e Al Locatelli (não creditado) e dirigido por Francis Ford Coppola com seqüências adicionais filmadas por Jack Hill e Monte Hellman.

Após ter trabalhado com Roger Corman no filme “The Young Racers” (1963), fazendo o som do filme, Francis Ford Coppola ganhou a chance de dirigir “Dementia 13” quando Corman percebeu que haviam sobrado 22 mil dólares do orçamento de “The Young Racers”. Roger Corman sugeriu ao Coppola ficar na Irlanda com uma pequena equipe para as filmagens de um “terror gótico psicológico”, imitação mais violenta de “Psycho” (1960) de Alfred Hitchcock. Coppola escreveu um argumento rápido em uma noite e no dia seguinte descreveu uma cena que deixou Roger Corman impressionado a ponto de liberar os 22 mil dólares para a produção (Coppola fez um investimento por conta própria de mais 20 mil dólares que Corman ficou sabendo bem depois).

Francis Ford Coppola foi deixado inteiramente a vontade para fazer o filme, sem interferência de nenhum tipo de Roger Corman, mas quando o filme foi finalizado Corman saiu da sala de exibição reclamando que o filme era curto demais e tinha pouca violência. Como Coppola não concordou com as alterações que Roger Corman queria, Jack Hill foi contratado para filmar seqüências adicionais (como a cena onde um caçador é decapitado pelo assassino) enquanto Monte Hellman dirigiu um prólogo que em nada tinha haver com o resto do filme.

“Dementia 13” foi lançado em 1963 como parte de um programa duplo (double feature) com o clássico “X: The Man With the X-Ray Eyes” (1963), dirigido pelo próprio Roger Corman (que na minha opinião é um cineasta muito mais divertido e esperto que o mala do Coppola). “Dementia 13” se encontra em domínio público e está disponível no youtube.