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Uma Hora Da Madrugada E Quase Tudo Bem

Posted in Literatura, Nossa Arte with tags , , , , , , , , , on abril 15, 2011 by canibuk

Uma magricela me chamou a atenção. Abanou esqueleticamente para mim e sorriu mostrando seus belos dentes. Dentes branquinhos e tal, se fosse um cavalo de raça seria vendida por milhões. Deslizei até ela e abracei-a na hora. Minha gordura esbelta recebeu os ossos com paixão. As cicatrizes na barriga dela, naquele momento, eram muito eróticas. Ajoelhei-me e as lambi com prazer, lambi também todas as juntas de seus ossos e beijei-lhe a vagina. Ela gozou e no momento de tão supremo orgasmo tocou uma alegre música para mim com seus ossos pontudos. Babando de prazer levitei transformando-me numa imensa bolha de sabão que, numa ironia do sádico destino, ao cair de volta aos ossos de meu amor, explodiu por completo, nunca mais existindo nem ao menos sendo lembrado pela ingrata magricela que nunca iria escrever um poema que diria:

Um copo sobre a mesa somente até esvair-se o conteúdo.

Fleuma ensandecida para corroer mendigos anti-sociais.

Gaze atada aos46 centímetrosdo fêmur fumegante.

Dois críticos frustrados em pé sobre uma vaquinha mimosa.

Urros invisíveis flutuando pelos céus desérticos aidéticos.

Correntes plásticas para matinês com pipoca e resfriado.

Três velhas beijando crianças rebeldes a força.

Desejos e angústias destilados para ébrios artistas punheteiros.

Carbúnculos envelhecidos atirados na vida dos legumes meio inteligentes.

Um, dois, três.

Um, dois, três.

Um, dois, três.

Gritaria desconstrutivista para hienas surrealistas.

Fraturistas dadaístas para melhor destruir as palavras.

Viajantes na decomposição mental da sociedade.

Sangrando pelos arredores da razão cubista.

Brigando com situacionistas ex-simbólicos.

Vegetando com os medíocres analfabetos sem a pinga santa,

Decido:

Vou desconstruir tudo e entregar aos adoradores das hienas cristãs.