Arquivo para H.P. Lovecraft

A Cor que caiu do Espaço

Posted in Cinema, download, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 23, 2016 by canibuk

Em 2015 fui convidado para realizar um dos episódios do longa-metragem coletivo “13 Histórias Estranhas”. No mesmo dia comecei a pesquisar projetos abandonados do cinema mudo e me deparei com um projeto de curta que iria adaptar o conto “The Colour Out of Space” de H.P. Lovecraft no ano de 1928. O roteiro de tal projeto era escrito pelo próprio Lovecraft adaptando seu conto escrito no ano interior. Achei que seria uma boa tentar fazer uma versão baiestorfiana daquela ideia e assim comecei a pré-produção do episódio “A Cor que caiu do Espaço”.

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Como estava completamente sem dinheiro por aquelas épocas (por conta da produção de “Zombio 2: Chimarrão Zombies“), apresentei o projeto para minha amiga Shunna (que foi uma das investidoras de “Zombio 2”) e ela disponibilizou o dinheiro necessário para levantar a produção e pagar atores/técnicos envolvidos no projeto. Filmamos tudo em uma madrugada com uma equipe bem pequena (se não me falha memória, no set estavam comigo apenas Leyla Buk, Carli Bortolanza e os atores Coffin Souza, Elio Copini, Jessy Ferran e o Airton “Chibamar” Bratz) e depois editei com o E.B. Toniolli em mais uns dois dias de trabalhos no intuito de sujar as imagens (hoje me arrependo de não ter sujado ainda mais).

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Com “A Cor que caiu do Espaço” tentei realizar um mix entre cinema experimental, sci-fi e cinema marginal, que são três de minhas paixões. O resultado é este curtinha que vocês podem baixar aqui: A COR QUE CAIU DO ESPAÇO.

Quanto ao longa-metragem coletivo “13 Histórias Estranhas”, não faço ideia de quando será lançado oficialmente.

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Canecos de Cerveja

Posted in Literatura with tags , , , , , , , , , on maio 5, 2012 by canibuk

Venham para cá, meus amigos, com seus canecos de cerveja

E vamos beber ao dia antes que ele nos abandone

Abarrotem suas travessas com uma montanha de carne

Pois comer e beber é o que nos traz alívio

Então encham seus copos

Pois a vida vai passar logo

Quando estiverem mortos nunca vão poder brindar ao seu rei

Ou às suas garotas!

.

Anacreonte tinha um nariz vermelho, é o que dizem

Mas o que é um nariz vermelho se você é feliz e se diverte?

Que uma talhadeira me parta ao meio!

Prefiro ser vermelho enquanto estou aqui,

Do que branco como uma flor-de-lis – e morto daqui a meio ano!

Então Betty, minha garota,

Venha me dar um beijo

No inferno não há uma filha de hospedeiro assim!

.

O jovem Harry se aprumou como pôde

Logo vai perder a peruca e cair para baixo da mesa

Mas encham seus copos e passem eles adiante,

Melhor debaixo da mesa do que debaixo da terra!

Então divirtam-se e brinquem

E tomem um longo trago

Pois embaixo de dois metros de barro é mais difícil de rir!

.

O diabo me deixou torto! Mal consigo caminhar,

E maldito seja se consigo ficar de pé ou conversar!

Aqui, patrão, diga para Betty pegar uma cadeira

Eu vou demorar um pouco para chegar em casa,

Pois minha mulher não está lá!

Então me dê uma mão

Pois não consigo ficar de pé

Mas estou feliz enquanto seguir em cima da terra!

Poesia de H.P. Lovecraft, extraída de “A Tumba e Outras Histórias”, editora L&PM.