Arquivo para horror cinema

Jayme Cortez e o Finis Hominis

Posted in Posters with tags , , , , , , , on fevereiro 20, 2011 by canibuk

Encontrei na revista “O Grande Livro do Terror!” número 1 (que apesar do nome é uma revista em quadrinhos) da editora Argos, lançada em 1978, um importante depoimento do desenhista Jayme Cortez sobre a elaboração do cartaz do filme “Finis Hominis” (O Fim do Homem) de José Mojica Marins. Segue abaixo texto do próprio Jayme Cortez que na revista se chamava “O Cartaz no Filme de Terror”:

“A idéia para um cartaz de cinema é baseada no tema e no clima do filme. Geralmente o produtor fornece as melhores fotos de cena e uma sinópse da história onde o artista se inspira para criar o cartaz.

O caminho mais profissional e eficiente seria assistir ao copião do filme e criar uma proposição gráfica que despertasse o interesse do espectador e, como na maioria dos cartazes estrangeiros, principalmente dos filmes norte-americanos, produzir fotos especiais dentro das necessidades da criação, que nem sempre são atendidas com as fotos de cena.

O autor do cartaz, após um layout da composição dos elementos, dos efeitos da iluminação e da colocação dos letreiros, supervisionaria a produção das fotos  dentro das suas proposições, sugeridas no layout aprovado. Esse tipo de esquema não é difícil se a produção do filme, na sua fase final, ainda com todos os elementos em ação, produzisse as fotos especiais para o cartazista contratado.

Durante a produção das fotos, o autor dirige a composição dos modelos no clima da luz, construída para dar os efeitos estudados. Várias fotos são tiradas, com variações para uma seleção final. É necessária a colaboração técnica do diretor de fotografia, além da assistência da produção do filme. Todo o esquema de luz das figuras centrais é mudado para a foto do close do rosto.”

Nesta altura do texto Jayme Cortez começa a falar dos cartazes nacionais que ele fez pro “The Curse of the Cat People” (“Maldição do Sangue de Pantera”, 1944, dirigido por Gunther Von Fritsch e Robert Wise) e “Isle of the Dead” (“Ilha dos Mortos”, 1945, dirigido por Mark Robson), distribuidos aqui no Brasil, na época deste texto, pela Polifilmes. Achei melhor só transcrever o texto até na parte que continha referências ao cartaz do “Finis Hominis” do Mojica.

Abaixo uma seleção de fotos da produção do ensaio fotográfico que serviu de base para a feitura do cartaz (retirado da capinha do “Finis Hominis”, lançado em DVD pela distribuidora Cinemagia, que estavam com impressão melhor do na revista) e na seqüência o cartaz pronto em preto e branco e depois colorido.

The Little Shop Of Horrors”

Posted in Cinema with tags , , , , , , on fevereiro 4, 2011 by canibuk

Já que postamos artigo sobre Roger Corman, resolvemos postar também o seu clássico “The Little Shop of Horrors” (1960), uma comédia trash de baixo orçamento que mostra um tímido ajudante de floricultura criando uma planta carnívora que se alimenta de carne humana. O roteiro, escrito por Charles B. Griffith, é inspirado numa história de John Collier chamada “Green Thoughts” de 1932. Produzido com o título de “The Passionate People Eater”, foi filmado em dois dias e uma noite re-utilizando os cenários do filme anterior de Roger Corman com o ridículo orçamento de 30 mil dólares e os atores que Corman usava em quase todos seus filmes desta época como Jonathan Haze, Jackie Joseph, Mel Welles, Dick Miller (que depois sempre fez participações especiais nos filmes de Joe Dante) e o então jovem Jack Nicholson, que dão vida aos estranhos personagens alucinados do filme que tem um senso de humor negro genial. O filme virou cult movie após ser distribuido numa sessão dupla com o “Black Sunday” de Mario Bava. Em 1986 foi refilmado por Frank Oz no formato de um divertido e inventivo musical e depois ganhou até versão em quadrinhos. “The Little Shop Of Horrors” foi lançado aqui no Brasil em várias versões de DVD, a mais curiosa delas talvez seja o double feature que a distribuidora Spectra Nova fez dele com “Serial Moon” (filme de John Waters).