Arquivo para ilustradora

Canibuk Apresenta: A Arte de Thais Rizzolli

Posted in Arte e Cultura, Entrevista, Ilustração, Pinturas with tags , , , , , , , , , , , , , , , on março 19, 2018 by canibuk

Thais Rizzolli, 21 anos, é natural de Concórdia/SC, atualmente residindo em Chapecó/SC onde estuda publicidade. Chapecó é uma cidadezinha catarinense que tem uma gama de artistas independentes bem interessantes e, não faço ideia de quando, ainda pretendo me debruçar sobre a produção underground alternativa da cidade para registrar a riqueza de estilos.

Thais, além de ser ilustradora, pinta com tinta a óleo, flertando com surrealismo, temáticas ocultistas e inspirada pela música como forma de libertação do seu “eu” interior, responsável pela criação de suas obras.

Conheça mais de Thais e suas obras soturnas lendo a entrevista abaixo, assistindo ao ótimo vídeo-entrevista “Thais Rizzolli” e curtindo/comprando seus trabalhos.

Thais Rizzolli

Entrevista com Thais Rizzolli:

Petter Baiestorf: Gostaria que você contasse como começou seu interesse pela arte e, também, sobre seus primeiros trabalhos.

Thais Rizzolli: Desde muito pequena, foi uma coisa que a minha mãe sempre me incentivou. Ela me dava muitos materiais, como lápis, canetas, cadernos, argila. Para que eu deixasse minha imaginação trabalhar. Mas a coisa que me deixava mais curiosa, era quando ela se trancava numa despensa pra pintar panos de pratos. Eu ficava maluca pra ver ela pintar, mas ela não me deixava por conta dos níveis tóxicos do material.

Baiestorf: Sua arte sofre influências de quais artistas e escolas estéticas. Fale o que te atraí neles, se quiser falar sobre os porquês seria muito interessante.

Thais: Eu sofro uma influência muito forte do surrealismo, eu acho fantástico o trabalho estético que o Dalí realizou. A forma fascinante como trabalhava com arte, estética e ciência.  Das mais lindas pinturas pré-rafaelitas de mulheres em meio à natureza, a destruição do padrão estético, a destruição da figura. O que é beleza? Eu sofro influência muito direta do ocultismo. Os anos 60, 70… Música, muita música. Do velho Black Sabbath, Doors, a Unlce Acid… A galera que ta aqui, agora, fazendo uma sonzeira brasuca e com várias influências iguais as minhas, Macaco Bong, Monstro Amigo, Ruínas de Sade. O próprio Ars Moriendee que fez a arte deles, o Victor Bezerra.  Um outro amigo meu lá de Porto Alegre, o Leo Dias de Los Muertos, baíta escultor.

Inédito (em desenvolvimento).

Baiestorf: Com sua arte você está aberta a todo tipo de trabalho ou gostaria de se especializar somente em uma área?

Thais: Eu pinto o que eu sinto. Geralmente eu faço as coisas pra mim. Quando eu to desenhando é um momento único e de estudo pra mim, cada coisa que eu faço é diferente. Me modifica como pessoa, foi pensada e inserida em um espaço -tempo de vida minha. É a materialização do meu eu.

Baiestorf: Conte sobre suas exposições e como produtores poderiam levá-la para suas cidades/estados.

Thais: Na minha primeira exposição eu fiquei muito envergonhada. Era algo novo pra mim e realmente é se mostrar “pro mundo”, “pras pessoas”. Dê um momento intimo desenhando em casa, coisas da tua cabeça, à rua, com as pessoas olhando os teus trabalhos e interagindo contigo. É muito louco.

Baiestorf: Como é realizar trabalhos artísticos aqui no Brasil? Há reconhecimento? Oportunidades?

Thais: As pessoas gostam de arte. Mas, não tem a valorização devida. Geralmente é um perrengue. Principalmente pro pessoal do meio mais underground, muita coisa ainda assusta as pessoas. Elas não estão preparadas para receber aquilo, aquele tipo de comunicação. Mas esse choque pra mim é o mais gostoso, é realmente confrontar a pessoa, tirar ela do comodismo.

Baiestorf: Você está com trabalhos em finalização? Poderia falar sobre eles e como o público poderá acompanhá-los?

Thais: Eu to desenvolvendo um material junto com uns amigos. Estamos trabalhando no álbum de estréia da banda deles, Kosmische Ritual.

Baiestorf: E seus projetos? É possível sabermos um pouquinho deles?

Thais: Eu pretendo continuar no ramo da ilustração e pintura. Mas meu coração pende muito pra tatuagem, quem sabe um dia, vocês vão me ver tatuando ainda.

Baiestorf: Geralmente a arte no Brasil é produzida de forma independente e é difícil conseguir se manter. O que você gostaria de observar sobre isso.

Thais: Por mais difícil que seja, meus amigos, vamos continuar produzindo. Só assim, batendo na tecla que a gente vai conseguir transformar a cultura em que estamos inseridos.

Baiestorf: O espaço é seu para as considerações finais:

Thais: Eu queria agradecer ao Petter e a toda a galera que apóia e a valoriza o meio underground e a cena autoral.

Contatos de Thais Rizzolli:

E-mail: thaisrzzll@gmail.com

Celular: 55 49 999204454

Artes de Thais Rizzolli:

Canibuk Apresenta: A Arte de Kell Candido

Posted in Arte e Cultura, Entrevista, Ilustração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 5, 2018 by canibuk

Kell Candido, 31 anos, residente em Sumaré/SP, é ateia, fã de Black Metal, leitora de literatura de horror e possuidora de um traço que explora a Dark Art. O que destoa, talvez, seja sua paixão pelo time colorado – Internacional – do Rio Grande do Sul.

Kell também desenha aliens espetaculares e foi por conta de seus aliens – sou um apaixonado pela temática sci-fi e ufologia – que comecei a segui-la nas redes sociais a fim de acompanhar a evolução de seus trabalhos. Aliás, acredito que Kell seria uma capista fantástica para bandas de Black Metal, Heavy Metal e afins do gênero.

Apesar de não ser uma profissional das artes, acho o trabalho dela interessante, tanto que a convidei para essa série de entrevistas com artistas gráficas que admiro. E não sou somente eu que admiro os trabalhos de Kell, ultimamente ela usa “marca d’água” em suas ilustrações porque costumeiramente tem seus trabalhos roubados. Pessoal que rouba ilustrações, uma dica, valorize o trabalho dos artistas pagando o justo por suas criações.

Conheça um pouco mais de Kell Candido e seu trabalho na entrevista abaixo:

Kell Candido

Petter Baiestorf: Gostaria que você contasse como começou seu interesse pela arte e, também, sobre seus primeiros trabalhos.

Kell Candido: Desde muito pequena eu sempre “desenhei”. Sempre lia livros de terror/ horror e botava no papel o que eu sempre imaginava sobre as estórias que lia. Sempre tive a imaginação um tanto fértil. Meus primeiros desenhos foram por volta dos meus 7, 8 anos de idade. Hoje eu nem lembro mais quais foram os primeiros.

Baiestorf: Sua arte sofre influências de quais artistas e escolas estéticas. Fale o que te atraí neles, se quiser falar sobre os porquês seria muito interessante.

Kell: Eu não tenho um artista preferido. Quando descubro algum que faz mais ou menos o mesmo tipo de arte obscura, eu passo a seguir nas redes sociais. Hoje em dia eu sigo mais tatuadores gringos que fazem blackworks. Quanto mais sombria e sem cor for a arte do sujeito, mais me agrada.

Baiestorf: Com sua arte você está aberta a todo tipo de trabalho ou gostaria de se especializar somente em uma área? Porque?

Kell: Meu interesse é na dark art. Desde que me entendo por gente, na verdade. É claro que ás vezes eu dou uma variada, coloco cores em algumas coisas. Já pintei livros de colorir (aliás, foi com eles que “aprendi a colorir com lápis de cor”), mas se você prestar atenção, até nos livros de colorir “fofinhos” eu vou colocar algum elemento do mal.

Baiestorf: Conte sobre suas exposições e como produtores poderiam levá-la para suas cidades/estados.

Kell: Nunca expus minha arte. Mas seria interessante um dia eu ter uma coleção legal de aliens, demônios, olhos (minha fixação), e sei lá que outros espectros saírem da minha mente, e poder mostrar.

Baiestorf: Como é realizar trabalhos artísticos aqui no Brasil? Há reconhecimento? Oportunidades?

Kell: Não existe reconhecimento. Você viver de arte aqui no Brasil, com exceção de alguns que ralaram muito, é querer morrer de fome. As pessoas raramente dão valor no seu trampo, a maioria das pessoas pedem desenhos de graça como se o material de desenho brotasse lindamente do chão. Não é assim. O material é caro, e o tempo do artista também tem que ser muito valorizado. Arte é sentimento. Eu desenho apenas por prazer, muito raro presentear algum amigo querido com minha arte, porque não são todos que conseguem enxergar além do ato de rabiscar numa folha de papel.

Baiestorf: Você está com trabalhos em finalização? Poderia falar sobre eles e como o público poderá acompanhá-los?

Kell: Eu estou sempre com algum desenho em progresso. Ás vezes no meio do trampo a inspiração some e eu guardo pra continuar depois.
Podem me acompanhar pelo meu deviantart: www.kellcandido.deviantart.com ou pelo meu instagram @kellcandido.

Baiestorf: E seus projetos? É possível sabermos um pouquinho deles?

Kell: No momento estou apenas trabalhando e estudando, então estou com o tempo bem apertado pros meus projetinhos. Mas de vez em quando eu apareço com algum olho ou ET recém saído da minha imaginação doentia.

Baiestorf: Geralmente a arte no Brasil é produzida de forma independente e é difícil conseguir se manter. O que você gostaria de observar sobre isso.

Kell: Conheço alguns artistas que hoje conseguem se manter, mas depois de anos de muita dificuldade. Admiro quem arrisca e tenta a duras penas viver de arte. Mas também tenho pena pela arte no geral ter pouca atenção no país. País sem cultura e educação é isso, Petter: a massa só consome lixo. E o artista sempre sendo visto como vagabundo.

Baiestorf: O espaço é seu para as considerações finais:

Kell: Eu quero agradecer á você por esse reconhecimento e carinho. Fiquei muito feliz pelo convite e espero que a galera curta minhas rabisqueiras.
Quero agradecer á todos que me incentivam, que gostam do meu trabalho.
Não sou profissa, o que faço é porque gosto e me faz bem rabiscar.
Bom 2018 á todos 😊

Contatos com Kell Candido:

https://kellcandido.deviantart.com

instagram: @kellcandido

Artes de Kell Candido: