Arquivo para itamar pessoa

Necrofília Zine

Posted in Fanzines with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 21, 2012 by canibuk

“Necrofília” foi um fanzine de número único que editei em 1992. Resolvi resgatar aqui as HQs que haviam sido divulgadas nele. “Divirta-se, Sádico!” é um poeminha adolescente de autoria minha com arte de Renato Pereira Coelho; “O Deus Verme” é uma poesia de Augusto dos Anjos ilustrada por Itamar Pessoa; “Necrofagia” é uma HQ com texto e arte de Ero (me desculpem, mas passados 20 anos não lembro mais quem era Eros) e a tirinha cômica “I.M.L.” deAnderson. Divirta-se, Sádico!

Proteína

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , , on maio 3, 2011 by canibuk

Segue uma HQ que o Itamar Pessoa realizou em 1994 e que publiquei originalmente no fanzine “Arghhh” número 21.

Demências em Fanzines

Posted in Fanzines, Nossa Arte with tags , , , , , , , on janeiro 23, 2011 by canibuk

Nos anos 90, logo que comecei a editar fanzines – na falta de roteiristas para as HQs -, bolei vários roteirinhos de uma página onde exercitava meu senso de humor bizarro. Na época eu lia muitos autores simbolistas franceses e dá prá sentir muita influência deles nos textos, foi bom prá exercitar.

Seguem 7 dessas HQs que foram publicadas nos primeiros fanzines que editei:

As HQs foram publicadas pela primeira vez nos seguintes fanzines: “Necrofília” (com desenho de RPC) no Necrofília’zine, “Prazer” (com desenho de RPC) no Arghhh número 2, “Véu” (com desenho de Itamar Pessoa) no Arghhh número 3, “Pai Podre” (com desenho de Gerson Mendes) no Arghhh número 4, “Modernismo” (com desenho de Henry Jaepelt) no Arghhh número 5, “Sinfonia Gástrica” (com desenho de RPC) no Arghhh número 5 e “Gastrorréia” (com desenho de RPC) no Arghhh número 7.

Entrevista com Augusto dos Anjos

Posted in Entrevista, Literatura with tags , , , , , on novembro 4, 2010 by canibuk

Uma das raríssimas entrevistas concedidas pelo poeta simbolista Augusto dos Anjos que achei interessante disponibilizar na net como documento histórico de nossa literatura. Entrevista cedida à Dr. Licínio Santos em 1912 (em 1914 Dr. Licínio Santos publicou seu livro “A Loucura dos Intelectuais”, com teorias contrárias as de Max Nordau).

1- O que pode adiantar sobre sua infância?

Augusto: Desde a mais tenra idade eu me entreguei exclusivamente aos estudos, relegando por completo tudo quanto concerne ao desenvolvimento, numa atmosfera de rigorosíssima moralidade, da chamada vida física.

2- Quais os autores que mais o impressionaram?

Augusto: Shakespeare e Edgar Allan Poe.

3- Como faz o seu trabalho intelectual?

Augusto: Durante o dia, quase sempre andando no meio de toda azáfama ambiente ou a noite deitado. Conservo de memória tudo quanto produzo. São muito poucas vezes que me sento à mesa para produzir.

4- O que sente de anormal quando está produzindo?

Augusto: Uma série indescritível de fenômenos nervosos, acompanhados muitas vezes de uma vontade de chorar.

5- Em que idade começou a produzir?

Augusto: Se não me falha o poder da reminiscência, presumo, comecei a produzir muito antes dos nove anos.

6- Quais os trabalhos que deu a luz até a presente data?

Augusto: Um livro de versos, “Eu”.

7- Sofre de insônia, cefaléia ou amnésia?

Augusto: Até esta data não sofro de amnésia. Tenho insônia raras vezes, mas a cefalalgia persegue-me constantemente.

8- Tem continuado os sonhos fantásticos?

Augusto: Quanto a sonhos fantásticos, é também muito raramente que os tenho.

9- Faz uso excessivo de algum excitante intelectual?

Augusto: Sou contra os excessos, o que não me impede de abusar um pouco do café.

Abaixo o poema “O Deus Verme” escrito por Augusto dos Anjos e ilustrado pelo desenhista Itamar Pessoa, originalmente publicado no fanzine “Necrofília”, número único, que editei em 1992.

E abaixo o poema “Imortal Poeta da Morte” escrito por Denilson L. Hermes e ilustrado pelo desenhista Reno, originalmente publicado no fanzine “Arghhh” número 5.

E, por último, uma adaptação do desenhista Caique para o poema “As Cismas do Destino” de Augusto dos Anjos, originalmente publicado no fanzine “Arghhh” número 22.