Arquivo para michel garcia

Guernica Revisitada

Posted in Literatura with tags , , , , , , on maio 29, 2012 by canibuk

Anêmicos

tons pastéis

Marrons

brotam os perfis

(esquálidos)

Escuras

fendas abertas

(bocas)

.

– Um grito que não se calou –

.

Guernica

chaga exposta

sem cura

nem retoques

.

“Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é loucura… se é verdade

Tanto horror perante os céus!”

.

Guernica

alegoria

simbologia/expressionismo

barroco-surreal?

.

Nem Deus

Só o diabo

na tela sem sol.

poesia de Iracema M. Régis (poema classificado em primeiro lugar no Concurso Mapa Cultural Paulista, 2005; Seleção de colaborações para o folheto poético “Urtiga”, 2005).

Ilustração de Michel, 2004.

Arghhh e seus Quadrinhos

Posted in Fanzines, Quadrinhos with tags , , , , , , , , , , , on janeiro 3, 2012 by canibuk

Como primeiro post do ano resolvi resgatar aqui no Canibuk mais algumas histórias em quadrinhos que editei nos anos 90 no meu extinto zine “Arghhh”.

Insônia, escrita e desenhada por Luciano Irrthum, foi originalmente publicada no “Arghhh # 5”.

Pupilas, escrita e desenhada por Michel Garcia, foi originalmente publicada no “Arghhh # 8”.

Sábado de Aleluia – Malhação de Judas, escrito e desenhada por Márcio Kurt, foi originalmente publicada no “Arghhh # 14”.

A Frágil Arte da Existência, escrito e desenhada por Eduardo Manzano, foi originalmente publicada no “Arghhh # 23”.

Último Momento de Amor em Família – HQ

Posted in Fanzines, Nossa Arte, Quadrinhos with tags , , , , on dezembro 19, 2010 by canibuk

Quando eu tava digitalizando as Histórias em Quadrinhos que publiquei no fanzine “Arghhh” nos anos 90, encontrei essa HQ inédita que seria publicada no número 32 que nunca chegou a ser lançado. “Último Momento de Amor em Família” é um texto que escrevi uns anos atrás e Michel Garcia transformou nesta HQ que posto agora:

1/2 Café

Posted in Anarquismo, Fanzines, Nossa Arte with tags , , , , on novembro 7, 2010 by canibuk

Tava terminando de digitar uns quadrinhos agora na madrugada e descobri por acaso este folheto poético que editei em parceria com o desenhista Michel Garcia (não sei em que ano foi isso, mas é possível que tenha sido em 2004). Pelo que me lembro este folheto poético foi a última coisa que editei em papel e acabou nem tendo distribuição porque tava todo mundo desanimadão nesta época (tudo que é zineiro de papel tinha sumido e os zines de papel começavam a entrar em extinção). Tem um endereço e fone meu ali no folheto, não adianta enviar cartas (nem ligar) prá esses contatos porque eles não estão mais valendo.

E, neste folheto poético, descobri um poema que escrevi por essa época que não lembrava mais, segue ele:

ENCHEU A CARA

e saiu por aí pintando frases de protesto pelos muros da cidade. Estava indignado com a situação do Brasil e muito mais indignado com as pessoas que não se indignavam e saiam por aí detonando políticos, padres, burgueses e outros seres desprezíveis.

Encheu a cara

e saiu por aí batendo boca com os milicos, guardiões dos ricos e famosos.

Encheu a cara,

ainda bem,

assim não sentiu tanta dor quando apanhou de cecete da guarda municipal…

de baiestorf.