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Astaroth: A Mulher Esquecida, A Identidade Negada, O Filme Independente!

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Acabei de assistir o longa Astaroth, de Larissa Anzoategui, que acompanho desde o início da carreira e admiro bastante suas produções independentes. Com inspiração nas produções de Heavy Metal Horror da década de 1980, Larissa e sua equipe criaram um pequeno clássico do Metal Horror, com direito à musa Monica Mattos no papel da demônia sexy que vem em busca de corpos humanos.

Larissa Anzoategui

Larissa lançou o longa numa edição em DVD caprichada e aproveitei o lançamento para entrevistá-la sobre Astaroth e indicar aos leitores do blog a compra para incrementar suas coleções com um SOV muito bem produzido pelo cinema independente brasileiro.

Petter Baiestorf: Como surgiu a ideia para a produção de Astaroth?

Larissa Anzoategui: Surgiu primeiro a ideia de produzir um longa no mesmo esquema independente que fizemos os nossos curtas. O Ramiro tinha um argumento e desenvolveu o roteiro para o que seria o nosso longa, o nome era Embrião Maldito. Fomos atrás das locações, convidamos alguns amigos para atuar, enfim, demos inicio à pré-produção e no meio desse processo sentimos que não iríamos conseguir algumas coisas e resolvemos mudar de plano. Para parte da equipe não se dispersar e perder o ânimo, o Ramiro em pouquíssimos dias escreveu o roteiro do Astaroth e corremos atrás da nova pré-produção.

Baiestorf: Percebe-se uma inspiração oitentista nele, quais foram os filmes que te influenciaram?

Larissa Anzoategui: Nossa equipe (eu, Ramiro Giroldo, Pedro Rosa e Renato Batarce) cresceu assistindo as produções oitentistas, inclusive aquelas que iam direto para a locadora. Quando resolvemos fazer um longa, a primeira coisa definida era: inspiração nos filmes da década de 80. Acho que essa inspiração já aparece em todos os nossos filmes. De uma maneira geral posso citar alguns diretores/produtores que são grandes influências para mim: Stuart Gordon, Brian Yuzna, Frank Henenlotter, John Carpenter, Lloyd Kaufman, Charles Band, David DeCoteau. Têm alguns filmes específicos também: Night of the Demons, A Volta dos Mortos Vivos, Natal Sangrento, A Hora do Pesadelo, Evil Dead, A Hora do Espanto, Phantasm. Mas a inspiração para o Astaroth foram os Heavy Metal Horror. Alguns dos que mais me marcaram: Hard Rock Zombies, Black Roses, Trick or Treat, The Gate. Também pensei nos filmes de ação, de artes marciais, como o Ninja III.

Baiestorf: O roteiro, escrito por Ramiro Giroldo, apresenta uma versão de Astaroth. Quais foram as fontes para a criação da história e personagens? Você poderia falar sobre Astaroth?

Larissa Anzoategui: Vou deixar essa aqui para o próprio Ramiro: “A entidade Astaroth vem, como é mencionado no filme, da divindade ‘pagã’ Astarte, que era feminina. Na Idade Média, a Igreja Católica e seus demonologistas transformaram essa figura em um demônio masculino. Achei isso curioso e tentei fazer a Astaroth essa mulher que foi esquecida, que teve sua identidade negada. Ela tenta voltar, nada contente com esse nosso mundo. Mas procurei deixar isso de fundo, priorizando a história que queria contar.”

Roteiro

Baiestorf:  O trio de atrizes principais está fantástico. Fale um pouco sobre Jacqueline Takara, que está perfeita no papel, Ju Calaf e a Monica Mattos.

Larissa Anzoategui: Essas três mulheres são a encarnação desse conceito tão usado nas redes sociais : mulherão da  porra. Donas de si, inteligentes, talentosas. Levam o trabalho a sério e no que puderem contribuir para que a produção fique o melhor possível, contribuem. A Ju esteve presente desde a primeira empreitada da Astaroth Produções (antes chamada Vade Retro Produções), o curta Limerence. Desde sempre foi muito parceira, estava na equipe como atriz, mas no que precisasse ela ajudava. Inclusive fez altos rangos maravilhosos em todos os filmes que participou.Ela é comprometida com o trabalho, atua muito bem, ajuda a levantar o astral no set. Só não está nas produções mais recentes por ter ido embora do Brasil.

Ju

A Jacque e a Monica entraram nas nossas vidas com o Red Hookers. E já foram mostrando também grande comprometimento. No primeiro dia de gravação a Jacqueline teve uma aula rápida de pole dance, o que foi suficiente para fazer a cena dançando como se fosse especialista em dança exótica. Foi surpreendente! Para o Astaroth ela encarou algumas aulas de Ninjtsu. A Monica também é super comprometida e tem a melhor noção de continuidade do Planeta Terra! Crio junto com elas, explico o que penso das personagens, elas dão o ponto de vista que formaram e a gente vai moldando.

Jacque

Baiestorf: Com a Monica você já havia trabalhado em Red Hookers, como é tê-la nas produções?

Larissa Anzoategui: É ótimo! Sempre foi muito tranquilo, apesar de ser tudo o que é – talentosa, poderosa, linda, inteligente, uma atriz premiada- ela é super de boa. Está sempre com as falas decoradas e tem bastante paciência com nosso esquema independente de produção. A considero uma ótima atriz. Hoje ela está trabalhando como tatuadora. É assim, determinada. Quer fazer, faz: acho que não tem algo impossível pra ela.

Monica

Veja o Making Off aqui:

Baiestorf: O Renato Batarce está muito divertido no papel do gordinho tímido. Vocês trabalham juntos há um bom tempo, como iniciou essa parceria?

Larissa Anzoategui: Conheci o Renato em São Paulo, em algum evento ligado ao terror, e a gente se reencontrava nas mostras e festivais que envolviam o gênero.  Fizemos o curso do Lloyd Kaufman How to make your own damn movie e acho que foi lá que começou essa conversa de produzir alguma coisa. Eu e o Pedro já estávamos há um tempo tentando desenvolver algum roteiro viável, meio na dica Robert Rodrigues: a gente vê o que tem disponível e pensa no que dá para filmar com aquilo. Nesse período eu li um texto da escritora Paula Febbe e já fui pedindo permissão para adaptar, ela foi mais generosa ainda e escreveu o roteiro de Limerence, indicou a atriz (Ju Calaf), participou da pré-produção e fez até uma ponta atuando. Com esse roteiro em mãos reuni o Pedro, o Renato, o Fábio Moreira e também o Magnum Borini. Gravamos em dois finais de semana e a partir daí o Renato quase sempre esteve presente nas produções, mas atrás das câmeras. Quando o convidei para fazer o Josias, a primeira resposta foi um “não sei” muito puxado para o “não”. Depois mudou de ideia, ainda bem! Ninguém seria melhor do que ele.

O gordinho tímido

Baiestorf: Eu gostaria de destacar o trabalho de maquiagens do filme, principalmente a caracterização da demônia Astaroth. Como foi este processo?

Larissa Anzoategui: São dois os responsáveis pela concepção da demônia: Daniel Shaman, designer. Ele criou a imagem da nossa Astaroth, fez os desenhos, a concepção final. Quem deu vida a essas ideias foi o Fritz Hyde. Os dois já tinham trabalhado com a gente no Red Hookers. Na hora de gravar mudamos um detalhe: a demônia teria um rabo, mas não ficou funcionou muito bem e aí desistimos dessa ideia.

Fritz & Criatura

Baiestorf: Outro destaque é a trilha sonora. Achei a escolha das bandas bastante interessante, principalmente porque reforçaram em muito o climão de Heavy Metal and Horror anos 80. Apresente as bandas da trilha e seus contatos.

Larissa Anzoategui: Vou começar com as bandas locais (Campo Grande –MS):

Hollywood Cowboys –Este ano estão comemorando 10 anos de formação, tocam hard rock. Começaram com covers e depois passaram a apresentar composições próprias. Em 2014 abriram o show do ex-vocalista do Iron Maiden, BlazeBailey.

https://www.facebook.com/HollywoodCowboysOfficial/

Labore Lunae – Atualmente estão dando um tempo, mas, se procurar no YouTube, tem vários vídeos da banda. Foram mais ou menos 15 anos se dedicando ao death/doom. Também começaram com covers e logo passaram a compor as músicas do repertório. Chegaram a gravar um álbum que está disponível online neste link: https://www.youtube.com/watch?v=bViNRxEL0SQ&t=630s

https://www.facebook.com/LaboreLunae/

Shadows Legacy: Fundada em 2016, a proposta do caras é tocar heavy metal tradicional. Também abriram para o Blaze Bailey, inclusive o vocalista faz participação em uma das faixas do disco  “You’re Going Straight To Hell”. Este mês lançam o segundo álbum chamado “Lost Humanity”. Gravamos já três videoclipes para eles.

https://www.facebook.com/shadowslegacy/

http://www.metalmedia.com.br/shadowslegacy/index.php

A trilha original foi composta pelo Aldo Carmine, um cara genial e muito sensível para criar o clima que o filme pedia. Ele é um grande fã de metal, inclusive teve várias bandas, mas compõe em qualquer estilo. Digo isso porque já escutei outras trilhas em que ele trabalhou.

Contato do Aldo: https://www.facebook.com/anubishomestudio/

Outra banda que colaborou com a trilha sonora foi o Disorder of Rage, de death/thrash. Com 18 anos de existência, a banda tem ep, cd e colaborações nas trilhas de outros filmes independentes como Era dos Mortos e Vadias do Sexo Sangrento.

https://disorderofrage.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/disorderofrage/

Destaco também a inglesa Demon, banda clássica ainda em atividade com verdadeiro espírito underground. Formada em 1979, é um dos maiores nomes da New Wave of British Heavy Metal.

http://the-demon.com/

https://www.facebook.com/DemonBandOfficial/

Filmando Astaroth

Baiestorf: Também gostei muito do trabalho de som do filme. Gostaria de acrescentar algo sobre a captação, edição de som e efeitos sonoros de Astaroth?

Larissa Anzoategui: Muitas pessoas captaram o som nas gravações. Em torno de 5 pessoas diferentes, até o Batata (Renato) entrou nessa. Mas os dois principais responsáveis foram o Fábio Moreira de Carvalho e o Leonardo Copetti. A tarefa de costurar tudo, mixar e criar os efeitos sonoros ficaram também para o Leo. Maior trabalheira! Ele criou sons cortando/esmagando frutas e legumes, entre outros truques. Pensou em cada detalhe. Eu tinha uma lista de sons que estavam faltando e ele conseguiu “enxergar” vários outros.

Filmando Astaroth

Baiestorf: Quero histórias de bastidores:

Larissa Anzoategui: As gravações aconteceram em Sampa e em Campo Grande (MS), então ou eu e Ramiro íamos até São Paulo, ou o povo vinha em peso pra cá. Todas as gravações aconteceram em finais de semana espalhados, e muitos imprevistos aconteceram. O roteiro foi sendo adaptado para resolver tudo o que acontecia entre uma gravação e outra. Mas foi tudo bastante divertido, no final das contas, e todos saíram bastante satisfeitos com a experiência.

Equipe de Astaroth

Baiestorf: Como está sendo a carreira do filme por festivais e mostras?

Larissa Anzoategui: Está rolando. Até agora o filme foi selecionado, entre mostras e festivais, para ser exibido em 10 eventos, quatro deles internacionais.

Baiestorf: Fora do Brasil existe uma cena muito boa, e que valoriza as produções, para os SOVs de Horror. Como está sendo a divulgação/distribuição de seu filme fora do Brasil?

Larissa Anzoategui: Festivais e agora lançamos tanto o Astaroth quanto os outros filmes no VOD do Vimeo (https://vimeo.com/user14899326/vod_pages). O retorno está vindo de fora, a maioria do pessoal que aluga é dos Estados Unidos, Noruega e Alemanha. Os caras assistem um filme e já vão alugando os outros. Acho que é um bom sinal.

Larissa Anzoategui

Baiestorf: Preciso destacar a ótima edição em DVD de Astaroth. Quando recebi minha cópia fiquei bastante empolgado, pois é bom demais ter o filme em mídia física na coleção. Diga como foi elaborada essa edição e, também, como os leitores do Canibuk podem comprá-lo para suas coleções.

Larissa Anzoategui: A parte mais difícil na produção do DVD foi encontrar um lugar que fizesse as cópias no tal esquema prensado. Tive dor de cabeça com algumas cópias do Red Hookers que foi apenas duplicado, em um lugar profissional e tudo o mais, mesmo assim deu problema. Enfim, além de exigir que fossem DVDs prensados e dual layer para que todo o material ficasse bonitão na tela, também corremos atrás de um designer (parceiro costumeiro Daniel Shaman/Bermudas estúdio) para criar a arte da capa, da bolacha e dos menus. Falando assim, até parece que foi tudo fácil, mas demorou vários meses. Depois de ter a arte pronta, ter achado uma empresa que iria fazer as cópias, tive um perrengue com o programa de edição, não conseguia exportar um arquivo decente, no formato para DVD. Enfim, quem salvou minha vida foi uma mina que também trabalha com audiovisual aqui de Campo Grande, a Catia Santos. Obrigada, Catia!

Para adquirir o DVD: https://astarothproducoes.com.br/pt/loja/dvds/dvd-astaroth/

Caso o frete assuste (estou pesquisando um meio de adicionar uma opção mais viável) pode entrar em contato comigo e comprar por depósito bancário. Consigo enviar com um frete mais camarada. E-mail: larissa.anzo@gmail.com

Um dos demônios de Astaroth

Baiestorf: Como está a produção/edição de seu novo filme, Domina Nocturna?Pode contar um pouco dos bastidores e previsão de lançamento?

Larissa Anzoategui: Tem um primeiro corte e muitos detalhes para mexer ainda. Era para ser um curta chamado Pallidus Domina. Chamamos um amigo (Joni Lima) para montar o cenário na sala de casa, que ficou tão legal que inspirou o Ramiro a escrever outras três histórias. Quando a gente viu o projeto de curtinha virou um longa de antologia e até eu acabei atuando. Esse filme tem um clima expressionista, não há diálogos, a ação fica por conta da expressão corporal e do som (trilha, efeitos sonoros). Não vejo a hora de vê-lo finalizado, o que provavelmente  vai acontecer em algum mês de 2021.

Monica sendo transformada em Astaroth

Baiestorf: Projetos?

Larissa Anzoategui: Além do Domina Nocturna, temos outros filmes em pós-produção. No começo deste ano rolou um acampamento produtivo aqui em casa. Formamos uma equipe com pessoas daqui, de São Paulo, do Rio e de Brasília. A maioria era o pessoal que trabalhou no Astaroth, a novidade no elenco foi a multi talentosa Larissa Maxine. Em duas semanas gravamos um longa e quatro curtas. Um dos curtas está finalizado rodando os festivais: A Janela da Outra. Pretendo lançar mais um dos curtas ano que vem e o longa Abissal, em 2020. Outro projeto é lançar um DVD com os curtas: Limerence, Red Hookers e A Janela da Outra.

Ninja Girl

Baiestorf: Seus filmes são produções independentes, sem uso de dinheiro público. Como você vê as políticas para a cultura brasileira, que irão aniquilar a produção, anunciadas pelo novo governo que deverá assumir o país em 2019?

Larissa Anzoategui: Estou preocupada com os rumos que a arte e a cultura podem tomar.Talvez este governo venha ser o ápice da atitude conservadora que a gente viu aparecer no Queermuseu. Soma-se a isso a perspectiva de acabar com os fomentos e a possibilidade de censura. Boom! Será que vai tudo pelos ares? Eu sei que muita gente produz com a grana de editais, o que está certo. É um trabalho danado fazer uma produção artística! Fico revoltada com pessoas que chamam artista de vagabundo. Mas acho que a gente vai ter que dar nossos pulos para não deixar a produção morrer. Vai ter que ser produção como uma forma de resistência.

Astaroth

Baiestorf: Você é diretora de filmes de horror. Ou seja, mulher e aborda assuntos considerados satânicos pelos evangélicos. Está sofrendo algum tipo de preconceito com sua obra?

Larissa Anzoategui: Às vezes os jornais locais fazem uma nota, ou matéria sobre os filmes da Astaroth Produções. Em uma dessas, li uns comentários bem de fanático religioso, dizendo que o filme é do capeta, que só Jesus salva. Eu nem me senti ofendida, dei risada. Só que no fundo dá um certo desespero constatar a falta de conhecimento das pessoas. Parece que a Idade Média permanece. Os líderes religiosos se aproveitam dessa falta de conhecimento, ao invés de mostrar as possibilidades de interpretação da bíblia, falam só do que acham que é o certo ou do que querem convencer seus seguidores. Eu sou cristã, mas não vou em igreja nenhuma, não dá, não bate minhas ideias. Só pra começar: faz muito sentido pra mim as pessoas escolherem ser ateias. Acho que desviei o assunto… Quanto ao machismo, provavelmente tem gente que acha algum defeito nos filmes ou julgam qualquer certa incapacidade por eu ser mulher. Nunca vieram me falar nada, só que eu não duvido. O mundo é machista e ponto.O que já aconteceu foi outra mulher dizer que meu filme, no caso, o Red Hookers, é machista. Já falaram que meu olhar ali é masculino por sexualizar as mulheres. Sei lá, não posso colocar a arte em uma caixinha e dizer: – Não, esse filme é isso e só!- as pessoas trazem as reflexões e vivências delas. Mas posso me defender. Minhas influências cinematográficas são cheias de peitos femininos e eu considero o corpo da mulher algo muito poderoso, um poder que vai além dessa ideia de só objetificação. Confesso que esses comentários sobre o Red Hookers me fizeram ficar pensando nessa questão do nu e filmes de terror. Tanto que agora estou desenvolvendo uma pesquisa num programa de mestrado sobre o assunto.

Larissa conferindo a fotografia

Baiestorf: Obrigado pela entrevista Larissa e, também, por ter feito um filme tão divertido. O Espaço é seu para considerações finais:

Larissa Anzoategui: Eu que agradeço a oportunidade! Agradeço pelo apoio desde que fiz aquela bagaceira de Zumbis do Espaço de Lá. Vou deixar aqui alguns links para quem quiser saber mais sobre a Astaroth Produções, como o endereço do nosso site. Lá tem informações sobre os filmes, ensaios fotográficos lindíssimos e produtos à venda para a gente pegar essa grana e transformar em novos filmes.

https://www.facebook.com/astarothprod/

https://astarothproducoes.com.br

Invoque Astaroth

Crowfunding para Finalização do Curta-Metragem O Estripador da Rua Augusta

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Assim como Fernando Rick fez para realizar seu documentário sobre a banda Gangrena Gasosa e eu estou fazendo para produzir meu longa-metragem “Zombio 2: Chimarrão Zombies“, Felipe Guerra e Geisla Fernandes estão agora em busca de investidores/apoiadores para a finalização do curta-metragem “O Estripador da Rua Augusta”, estrelado pela Monica Mattos. Este apoio financeiro dos fãs do cinema de horror é extremamente importante para que a qualidade dos projetos nacionais aumentem e continuem sendo produções independentes sem o apoio estatal. Não adianta muito os fãs de horror ficarem reclamando que os produtores de filmes nacionais não sabem fazer filmes de horror se o apoio financeiro não vir. Uma coisa é certa, este aumento de qualidade não vai vir de editais do governo, se vier é certeza que virá dos fãs.

Geisla e Felipe dirigindo

Abaixo reproduzo o release de “O Estripador da Rua Augusta”:

Nos Estados Unidos, várias belas estrelas de filmes pornográficos dividiram suas atenções entre o cinema adulto e as produções de horror. Alguns exemplos famosos: Marilyn Chambers, atriz do clássico pornô “Atrás da Porta Verde”, estrelou o terror “Enraivecida – Na Fúria do Sexo”, do consagrado diretor David Cronenberg; a musa Traci Lords deixou o cinema X-Rated para fazer o horror classe B “Vampiro das Estrelas”; mais recentemente, a estrela pornô da nova geração Jenna Jameson estrelou “Zombie Strippers”, cujo divertido título é auto-explicativo.

Este fenômeno agora chega ao Brasil. Monica Mattos, a maior estrela do cinema adulto nacional, aposentou-se dos filmes pornôs para transformar-se em estrela do cinema de horror independente.

Monica MattosA linda paulista de 29 anos, que garante ter feito mais de 300 filmes pornográficos, foi a única brasileira a ganhar o AVN Award nos Estados Unidos (prêmio considerado “o Oscar do Cinema Pornô”), em 2008, pela melhor performance de uma atriz estrangeira em filme adulto. Fã de terror desde pequena, a transição dos gemidos para os gritos foi natural.

“Sempre gostei de filmes de horror, desde criança, e nunca tive medo e nem pesadelos por conta disso. Pelo contrário, eu me divirto muito! Lembro que quando era criança eu juntava a turminha da escola pra assistir filmes, e sempre escolhia os de terror. O mais divertido era ver todo mundo morrendo de medo enquanto eu achava tudo engraçado”, contou Monica, que acabaria se tornando uma atriz do gênero que tanto gosta: “Eu nunca imaginei que um dia seria atriz em filmes de horror, mas quando surgiu o primeiro convite achei o máximo!”.

Ela já estrelou três curtas do gênero: “Zombeach” (2011), de Newton Uzeda; “Driller Killer” (2011), de Rodrigo Freire, e “Red Hookers” (2012), de Larissa Pajaro Chogui. Mas é o seu mais novo trabalho que pretende ser o mais ousado e ambicioso da ex-musa pornô: “O Estripador da Rua Augusta”, uma história de horror e humor negro não-pornográfica, mas repleta de sensualidade.

Escrito e dirigido por Felipe M. Guerra e Geisla Fernandes, o curta-metragem “O Estripador da Rua Augusta” traz Monica Mattos no papel de uma sedutora vampira com séculos de existência que usa a famosa Rua Augusta, em São Paulo, e a profissão de prostituta como fachadas para conseguir alimento fácil nas agitadas e selvagens noites paulistanas. Isso até que seu caminho se cruza com o de outro monstro que ataca no mesmo endereço, o Estripador do título – um serial killer que está matando prostitutas na região, interpretado pelo jovem ator de teatro e cinema Henrique Zanoni.

O curta-metragem é a primeira associação entre o diretor gaúcho Felipe e a diretora paulistana Geisla. Ambos já são nomes reconhecidos no circuito independente: Felipe começou a fazer produções caseiras em VHS em 1995 e já viu seus trabalhos de baixíssimo orçamento, como “Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-feira 13 do Verão Passado”, chegarem a renomados festivais de cinema nacionais e internacionais, enquanto Geisla, que graduou-se na Academia Internacional de Cinema de São Paulo, teve seu mais recente trabalho, o curta de zumbis “Necrochorume”, exibido em festival temático na Colômbia.

Autor do argumento e co-autor do roteiro de “O Estripador da Rua Augusta”, Felipe explica como surgiu a ideia de convidar Monica Mattos para estrelar o curta: “Depois de ler o roteiro pronto, percebi que a Monica era a única atriz que eu enxergava no papel. O curta é uma resposta mais sangrenta e sensual a esses filmes de vampiros infanto-juvenis que estão na moda, então ela se encaixou perfeitamente na proposta, e está fantástica em todos os sentidos!”.

Kapel maquiando e Monica Mattos detalheGeisla fala com entusiasmo sobre o projeto: “É uma ficção permeada de humor negro e apelo sexual. Uma experiência que tenciona surpreender o espectador. A trama é corajosa e inventiva, pois construímos dois universos distantes – o da heroína e o do vilão -, e os colocamos em paralelo na narrativa, até culminar no ponto onde se chocam, criando uma atmosfera absurda e exótica que envolve e atiça”.

Para tirar “O Estripador da Rua Augusta” do papel, os realizadores juntaram uma equipe pequena e competente, onde o grande destaque é o técnico de efeitos especiais André Kapel Furman. Um dos mais famosos profissionais da área do cinema brasileiro, ele tem trabalho reconhecido em longas-metragens como “Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins, “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia, e “Reflexões de um Liquidificador”, de André Klotzel.

A própria estrela está bastante entusiasmada com as filmagens: “Eu sempre gostei de filmes de vampiros e adorei a história do curta, essa mistura de sedução com terror acho bem interessante. A parte mais legal foi passar pela maquiagem de efeitos. Alguns me impressionaram muito, e agora todo filme que vejo eu fico tentando imaginar como foram feitos os efeitos”, afirmou Monica.

As filmagens estão sendo realizadas em São Paulo, num apartamento no centro da cidade e, claro, na Rua Augusta. Atualmente, a produção encontra-se na reta final, com previsão de lançamento do curta ainda em 2013 e a promessa de transformar Monica Mattos também em estrela do horror independente brasileiro.

E, considerando a performance da moça em “O Estripador da Rua Augusta”, não será nada difícil que esta promessa se concretize.”

O_Estripador_da_Rua_Augusta__1

Além do release, também reproduzo aqui as intenções dos diretores com o projeto:

“Qual é nossa causa?

Queremos finalizar nosso novo curta-metragem, “O Estripador da Rua Augusta”, com qualidade e respeito a todos que investiram seu tempo e seu talento neste projeto completamente independente – uma divertida história de horror e humor negro que provavelmente ficaria perdida nos labirintos burocráticos do mundo dos editais e leis de incentivo à cultura.

Do que trata o projeto?

Escrito e dirigido por Felipe M. Guerra e Geisla Fernandes, o curta-metragem “O Estripador da Rua Augusta” traz Monica Mattos no papel de uma sedutora vampira com séculos de existência que usa a famosa Rua Augusta, em São Paulo, e a profissão de prostituta como fachadas para conseguir alimento fácil nas agitadas e selvagens noites paulistanas. Isso até que seu caminho se cruza com o de outro monstro que ataca no mesmo endereço, o Estripador do título – um serial killer que está matando prostitutas na região, interpretado pelo ator  Henrique Zanoni.

Nos Estados Unidos, várias belas estrelas de filmes pornográficos dividiram suas atenções entre o cinema adulto e as produções de horror, como Marilyn Chambers, que fez o clássico pornô “Atrás da Porta Verde” e depois estrelou o terror “Enraivecida – Na Fúria do Sexo”, do consagrado diretor David Cronenberg, ou as musas Traci Lords, Jenna Jameson e Sasha Grey. Este fenômeno agora se repete no Brasil, onde Monica Mattos, a maior estrela do cinema adulto nacional, aposentou-se dos filmes pornôs e tenta reinventar-se como estrela do cinema de horror independente.

Quem somos?

O_Estripador_da_Rua_Augusta__2Esta é a primeira associação entre o diretor gaúcho Felipe M. Guerra e a diretora paulistana Geisla Fernandes, ambos nomes reconhecidos no circuito independente brasileiro e até internacional.

Felipe começou a fazer produções caseiras em VHS em 1995 e já dirigiu cinco longas-metragens, além de diversos curtas, todos trabalhos de baixíssimo orçamento. Algumas de suas obras, como a sátira “Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-feira 13 do Verão Passado”, chegaram a renomados festivais de cinema do Brasil e também da Argentina, Colômbia e Porto Rico. Em 2009, co-dirigiu o vídeo musical “David Blyth’s Damn Laser Vampires” ao lado do cineasta cult da Nova Zelândia responsável por filmes como “Guerra para a Morte” (1984) e “Programada para Morrer” (1990).

Geisla, que graduou-se na Academia Internacional de Cinema de São Paulo, produz, dirige e escreve. Entre suas obras estão os curtas “A Carne” (2007), “Na Privacidade do Número Ímpar” (2009), “López El Lobo” (2009), ” Água Doce” (2010) e “Desalmados – Um filme de humor negro romântico” (2011). Seu mais recente trabalho, o curta de terror ambiental “Necrochorume”, foi exibido em diversos festivais temáticos.

“O Estripador da Rua Augusta” tem uma equipe pequena e competente, onde o grande destaque é o técnico de efeitos especiais André Kapel Furman. Um dos mais famosos profissionais da área do cinema brasileiro, ele tem trabalho reconhecido em longas-metragens como “Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins, “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia, e “Reflexões de um Liquidificador”, de André Klotzel.

Onde será investido o dinheiro arrecadado?

Com o valor recebido, faremos o merecido pagamento do elenco, cobriremos nossos custos de produção (alimentação da equipe, transporte, objetos de cena que precisaram ser adquiridos, material para maquiagem de efeitos, aluguel de locação) e investiremos na finalização de imagem, na mixagem e na masterização do curta. Também usaremos parte do dinheiro para bancar a confecção dos brindes que serão oferecidos como recompensa para quem colaborar com nosso projeto. Num país em que muitos cineastas usam dinheiro do Governo, via editais e leis de incentivo à cultura, para fazer filmes que ninguém vai ver, acreditamos que é mais digno contar com a colaboração dos verdadeiros fãs de cinema independente (e cinema fantástico) para concluir nosso humilde curta-metragem. Além disso, sempre fomos incentivados a melhorar nossas produções, investindo mais nelas e deixando de lado o improviso. Portanto, esta é a sua chance de colaborar para que consigamos fazer nosso trabalho mais sério e profissional!

Em que pé está o processo?

As gravações do curta ocorreram no final de 2012 e no início de 2013, num total de 4 diárias. O filme está parcialmente filmado, faltando apenas 10% de cenas – ou seja, uma diária. E toda a etapa de pós-produção, que será realmente trabalhosa.

Como a realização do curta foi financiada?

O_Estripador_da_Rua_Augusta__3Acreditando no potencial e no resultado do nosso trabalho, nós financiamos toda a produção do próprio bolso, contando com o apoio e compreensão da equipe, já que boa parte dos atores e técnicos trabalhou de graça esperando pelo futuro sucesso do projeto de crowdfunding para ganhar um cachê simbólico. Sempre produzimos os nossos próprios filmes,  às vezes em sem nenhum retorno financeiro. Dessa vez, por se tratar de uma produção mais ambiciosa e repleta de nomes conhecidos, os custos foram mais altos e esperamos pelo menos poder cobri-los com o total arrecadado no Catarse.

Quais são as recompensas?

Disponibilizamos recompensas bem variadas, algumas relacionadas ao filme, outras que efetivamente fizeram parte dele, incluindo objetos de cena utilizados pelos personagens. Nosso objetivo é o de assegurar que o colaborador que participar com qualquer quantia passe a fazer parte da nossa pequena equipe, ajudando esse projeto a tornar-se realidade. Contribuições estrangeiras serão bem-vindas. Os valores em dólares são maiores do que os que pedimos em moeda brasileira, para bancar o envio das recompensas via encomenda internacional.”

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Para ajudar na finalização deste projeto, visite a página deles no Catarse:

http://catarse.me/pt/estripador

Download de fotos em alta resolução:

http://www.4shared.com/folder/ki-59dg6

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FICHA TÉCNICA:

“O Estripador da Rua Augusta” (2013, Brasil)

Direção e roteiro: Felipe M. Guerra e Geisla Fernandes

Elenco: Monica Mattos e Henrique Zanoni

Direção de fotografia: Vinícius Bock

Assistente de fotografia e som: Eduardo Luderer

Direção de arte: Elise Miyasaki

Produção: Daniela Monteiro, Elise Miyasaki, Felipe Guerra e Geisla Fernandes

Maquiagem de efeitos: André Kapel Furman

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