Arquivo para o doce avanço da faca

Psicofaca – O Maníaco das Facas

Posted in Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 27, 2012 by canibuk

“Psicofaca – O Maníaco das Facas” ( ? / 51 min.) de ?. Com: ?, ?, ? e ?.

Psicofaca1Recentemente minhas amigas Gisele Ferran e Iara Magalhães foram visitar a cidade de Iraí/RS, que faz divisa com Canibal City/SC, e encontraram com um videomaker (cujo nome desconheço e não consta nos créditos do filme) que produziu um vídeo quase que completamente sozinho. Foi assim que fiquei sabendo da existência de “Psicofaca”, um horror amador com alguns bons momentos. Seus primeiros 15 minutos são geniais, mostrando as andanças de um psicopata sem nada para fazer em busca de uma vítima numa estação balneária. Cheio de enquadramentos interessantes, este início consegue ser extremamente tétrico e perturbador, principalmente pela falta da trilha sonora que faz com que os sons da noite fiquem realçados. É de Psicofaca2dar agonia ver o psicopata entediado sem conseguir achar ninguém para matar (na ausência de humanos ele mata um inseto, remetendo ao cult “Cannibal Holocaust”). Mas, como na maioria dos filmes amadores, o autor comete o erro de colocar vítimas (atrizes e atores amadores demais até para os padrões do cinema amador) e é aí que “Psicofaca” perde a sua originalidade e fica igual aos milhares de outros filmes de fundo de quintal que são produzidos no Brasil. Como um Michael Meyers pobretão, o maníaco das facas vai matando, sem motivo algum, as várias pessoas que cruzam seu caminho: um pescador, uma menina que ele encontra num rodeio, um homem que estava mijando na capoeira, uma drogada (que injeta heroína misturada ao seu próprio sangue e após injetar a droga em seu corpo continua agindo da mesma maneira de antes) e assim por diante. Até que aparecem três maconheiros, auto-intitulados “os Mad Boys”, que caçam o psicopata em um final bem clichê/previsível. Fica parecendo uma tentativa do autor de fazer uma crítica social, mas nada funciona na sua narrativa mal editada e roteiro cheio de furos.

Psicofaca3

Mesmo sentindo falta de figurinos melhores, atores mais expressivos, iluminação e edição mais elaborados, achei “Psicofaca – O Maníaco das Facas” uma curiosa produção que merece ser conhecida, se encaixando perfeitamente no que ficou conhecido como “Cinema de Bordas“, um cinema instintivo feito por um autodidata que pode ser estudado/exibido pelo grupo de Bordas. Não tenho maiores informações sobre o realizador, mas assim que eu puder ir até Iraí vou tentar entrevistá-lo e coletarei mais informações sobre o “Psicofaca” (inclusive um endereço pelo qual seja possível encomendar o filme), que segue a tradição de um cinema povão, como aquele produzido por artistas como seu Manuelzinho, José Sawlo ou Simião Martiniano.

Por Petter Baiestorf.

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Catálogo Canibal Filmes 2012

Posted in Arte e Cultura, Camisetas, Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 20, 2012 by canibuk

CAMISAS

Canibal FilmesSomente na cor preta, tamanho M, G ou GG. Preço: R$ 30.00 – É a camisa oficial da mais antiga produtora independente brasileira, responsável por clássicos sangrentos (como “O Monstro Legume do Espaço” (1995), “Eles Comem Sua Carne” (1996), “Blerghhh!!!” (1996), “Zombio” (1999) e “Raiva” (2001), entre outros), histéricos (como “Super Chacrinha e seu amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha” (1997), “Gore Gore Gays” (1998), “Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos” (1998), entre outros), divertidos (como “Criaturas Hediondas” (1993), “Caquinha Superstar a Go-Go” (1996), “Cerveja Atômica” (2003), “Ninguém Deve Morrer” (2009), entre outros) e momentos da mais pura experimentação radical (como “Chapado” (1997), “Bondage 2 – Amarre-me Gordo Escroto” (1997), “Não há Encenação Hoje” (2002), “Palhaço Triste” (2005), “A Curtição do Avacalho” (2006) ou “Vadias do Sexo Sangrento” (2008), e mais inúmeros outros. É a produtora que deu ao Brasil o legado de filmes como “Vai Tomar no Orifício Pomposo” (2004), “Arrombada – Vou Mijar na Porra de Seu Túmulo!!!” (2007), “Que Buceta do Caralho, Pobre só se Fode!!!” (2007) e “O Doce Avanço da Faca” (2010). Ao comprar e andar vestido com a camisa oficial da Canibal Filmes, todos seus amigos saberão que você apoia e investe na produção de filmes independentes.

O Doce Avanço da FacaSomente na cor preta, tamanho M, G ou GG. Preço: R$ 25.00 – Essa é a camisa oficial, de tiragem limitada e que não voltará mais para nosso estoque, do média-metragem gore feminista “O Doce Avanço da Faca”. Neste pequeno filme Petter Baiestorf e sua equipe de dementes voltaram seus olhos ao controle que os evangélicos tentam impôr à vida de todos. É um dos filmes brasileiros mais censurados de todos os tempos (perde somente para outras obras da própria Canibal Filmes, como “Deus – O Matador de Sementinhas” (1997), “Gore Gore Gays” (1998), “Boi Bom” (1998) ou “Arrombada – Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!!” (2007), outras obras polêmicas dos Canibais do Sul do Brasil). Ao usar a camisa de “O Doce Avanço da Faca” você estará deixando bem claro que você não faz parte do rebanho, que você é um homem de espírito rebelde que clama pela liberdade individual, e livre arbítrio, de cada homem que vive neste planeta, com todos respeitando as diferenças e se fortalecendo com o apoio mútuo. Na foto ao lado Leyla Buk dá uma mostra de como as meninas podem costumizar suas camisas no conforto de seus próprios lares e deixar as camisas da Canibal Filmes ainda mais sexys.

Vadias do Sexo SangrentoSomente na cor preta, somente tamanho G. Preço: R$ 25.00 – Essa é a camisa comemorativa do clássico underground transgressor “Vadias do Sexo Sangrento”, filme de humor negro da Canibal Filmes onde o elenco inteiro interpreta nú a mais incrível sucessão de cenas de bom gosto do cinema brasileiro. Poucas peças dela no estoque e não será mais feita nenhuma. Se você ver alguém usando essa camisa vai saber na hora que é um dos poucos felizardos do mundo a ter essa magnífica camisa que atraí olhares por onde quer que passe, ou melhor, se você comprar agora uma das últimas peças será, com certeza, a pessoa mais descolada da festa, a pessoa cujo todos olhares serão direcionados e que chamará toda atenção. “Vadias do Sexo Sangrento” é um cult da Canibal Filmes que deixa todos molhadinhos!

ZombioSomente na cor preta, tamanho M, G ou GG. Preço: R$ 30.00 – “Zombio” (1999) é o primeiro filme autenticamente brasileiro a mostrar zumbis na tela, é um dos grandes clássicos sangrentos e alucinados do cinema brasileiro, é o filme de zumbi onde moscas perseguem a carne putrefacta dos zumbis e mostra o que seria a realidade fedida de um verdadeiro holocausto zumbi. “Zombio” se tornou uma peça cult na filmografia brasileira, um filme barato cheio de cenas hilárias (como o herói fazendo embaixadinhas com uma cabeça decepada) e que continua extremamente jovem e sempre conquistando novos fãs. É a camisa ideal para você comprar, vestir e sair por aí fazendo mais amigos! Vestindo uma camisa do filme “Zombio” todos saberão que você tem um senso de humor sádio, uma pessoa divertida capaz de rir das piadas mais politicamente incorretas,  uma pessoa que realmente vale a pena conhecer e se relacionar!

CanibukSomente na cor preta, tamanho M, G ou GG. Preço: R$ 30.00 – Essa é a camisa oficial do blog Canibuk que tem os leitores mais especiais do mundo. Canibuk foi criado por Petter Baiestorf e Leyla Buk em 2010 para a divulgação de cultura obscura e desde então se tornou uma marca da verdadeira cultura outsider, ponto de encontro de pensadores transgressores e leitores sedentos por informações do maravilhoso mundo da cultura independente. Canibuk está entrando no seu terceiro ano e criou essa linda camisa, com arte original de Leyla Buk, para que os leitores do blog possam passar a vestir a camisa do blog. A escolha de um punk prá ilustrar a camisa tem tudo haver com o blog que explora o faça você mesmo dos anos 1970 e 1980. Petter e Leyla, mesmo editando um blog, são eternos zineiros! Vista a camisa do Canibuk!!!

Accion MutanteSomente na cor preta, somente tamanho G. Preço: R$ 30.00 – Este filme não é uma produção da Canibal Filmes, mas é um dos filmes preferidos de Petter Baiestorf que, na falta de uma camisa oficial deste lindo filme, quis homenagear os 20 anos da produção de Álex de la Iglesia com uma camisa deste inacreditável clássico do cinema de humor negro. Foram feitas somente 10 peças desta camisa e assim que todas as peças serem vendidas não será mais colocada de volta ao estoque. Se você ainda não assistiu este filme saiba que está perdendo um dos maiores filmes de sci-fi gore do cinema mundial, é o filme que marca a estréia como diretor do genial Iglesia e trás participação de Santiago Segura em pequeno papel. Imperdível!!!

FILMES:

A Curtição do Avacalho (2006, 73 min.) de Petter Baiestorf. DVD simples – R$ 10.00.

Refilmagem livre de “O Incrível Homem Que Derreteu” (“The Incredible Melting Man“) transformada em história ateísta de histeria-pop com fundos de comédia anarquista na melhor tradição do cinema udigrudi brasileiro dos anos 60/70. Mais do que uma simples homenagem, “A Curtição do Avacalho” prova que é possível dar continuidade às experimentações do cinema Marginal adicionando um caldo gore-transgressor. O DVD ainda inclui os fantásticos extras: galeria de fotos da produção, roteiro, cenas deletadas, erros de gravação, trailer de produções independentes, o documentário “Baiestorf: Filmes de Sangueira e Mulher Pelada” (2004) de Christian Caselli e o mais genial menu-pegadinha de todos os tempos.

O Monstro Legume do Espaço (1995, 77 min.) de Petter Baiestorf. DVD simples. R$ 12.00.

Clássico do cinema underground brasileiro precursor de todas as produções do gênero que ganharam lançamento independente após “O Monstro Legume do Espaço” tomar de assalto a grande mídia nos anos 90 provando que era possível realizar o sonho do cinema com pouquíssimos recursos. Aqui um alienígena constituído de fibras vegetais chega ao planeta Terra e é aprisionado por um cientista. Com ajuda do coprofago Caquinha ele consegue escapar e promove um banho de sangue carregado de vísceras humanas. O DVD é um programa duplo que trás as duas primeiras partes de “O Monstro Legume do Espaço” (a original de 1995 e a segunda parte de 2006), com legendas em inglês, making off, erros de gravação, vídeo-clips, galerias de fotos e trailers de outras produções independentes.

Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!! (2007, 38 min.) de Petter Baiestorf. DVD simples. R$ 12.00.

Um traficante condenado é obrigado por um juiz de direito eleito senador duas vezes pelo voto popular à seqüestrar uma menina para saciar seus mais baixos instintos bestiais na companhia de seu médico particular punheteiro e seu padre amado. Muita putaria e violência no retorno de Baiestorf aos filmes de sexploitation carregados de críticas sociais. Masturbe-se e goze gostoso com este festival de estupros e o peculiar humor bizarro da Canibal Filmes. Por ser um média-metragem, o fantástico DVD de “Arrombada” ainda traz os curtas: “Que Buceta do caralho, Pobre só se Fode!!!” (2007, de Baiestorf), “Manifesto Canibal – O Filme” (2007, de Baiestorf e Souza), “O Nobre Deputado Sanguessuga” (2007, de Baiestorf), “Amigo Imaginário” (2007, de Baiestorf e Gurcius), “Dark Angel” (2007), “O Manjar dos Deuses” (2007, de Gustavo Insekto), “Apagogia” (2007, de Moacir Siso) e “Tudo Começou Quando Mamãe Conheceu Papai” (2007, de Gurcius Gewdner). Mais os maravilhosos extras com legendas em inglês, trailers, making offs, erros de gravação, entrevistas com Baiestorf, faixas de comentário em áudio com Baiestorf, Coffin Souza e Gurcius Gewdner e o documentário “Um Arrombado na Estrada”.

Zombio/Eles Comem Sua Carne (1999-1996, 45 min.-73 min.) de Petter Baiestorf. DVD simples. R$ 12.00.

Incrível double feature com dois clássicos do cinema gore brasileiro. “Zombio” é o primeiro filme com zumbis produzido no Brasil, conta a história de um casal de playboys ecologistas que vai namorar numa ilha deserta e encontra uma horda de zumbis canibais. “Eles Comem Sua Carne” mostra a hilária história de vida de um grupo de canibais anti-sistema que vive em harmonia devorando fiscais da prefeitura de Palmitos que vão cobrar o IPTU atrasado. Traz de extra os curtas “Zumbis do Espaço de Lá” (2008, de Larissa Anzoategui), “Colt Romero” (2008, de Cristian Verardi), o documentário “Andy – Chegando ao Zombio”, documentário “Revisitando o Set de Zombio 10 Anos Depois”, faixas de comentário em áudio, trailers, testes de FX e making off de Eles Comem Sua Carne.

Vadias do Sexo Sangrento (2008, 31 min.) de Petter Baiestorf. DVD duplo – R$ 17.00.

Como todo bom macho que pensa com a cabeça do pau, Russ começa a perseguir sua ex-namorada Mirza que o trocou por Tura, uma lésbica boa de língua e de bunda. Muita sangueira e sadismo na comédia romantica onde Baiestorf discute o relacionamento amoroso em nossa sociedade de forma quase adulta debochando dos clichês do gênero. “Vadias do Sexo Sangrento” é experimentalismo radical que dá seqüência as teorias do livro “Manifesto Canibal” (de Baiestorf e Coffin Souza), grande bíblia profana do cinema underground brasileiro. O DVD duplo traz ainda os curtas “Rottina” (2008, de Rodrigo Pedroso), “Palhaço Triste” (2005, de Baiestorf), “Dia de Ano” (2005, de Gurcius Gewdner), “Dominação Bizarra” (2004, de Zé Colmeia), o documentário “Vadias no Cinehorror 3”, legendas em inglês, dublagem em inglês, making off, erros de gravação, faixas de comentário em áudio de Baiestorf e Coffin Souza e entrevistas com Carli Bortolanza, Lane ABC, Ljana Carrion, Elio Copini, Everson Schütz, PC e Petter Baiestorf.

Triunvirato (2004, 55 min.) de Gurcius Gewdner – DVD simples – R$ 10.00

O dramático documentário sobre o processo de criação de Gurcius Gewdner como diretor e com o conjunto musical Os Legais. Mostrando as duras verdades da vida, causou comoção e ódio em todos os cantos do planeta onde foi exibido. Sinta o sabor da dor e da verdade neste documento chocante, revelador e repleto de suspense, que irá embelezar o vazio de sua vida. Um filme que ensina de maneira soberba a arte de ser picareta, as lições estão aqui, é só você destilar tudo, ruminar, aplicar na sua vida e ficar famoso. Extras: Legendas em inglês, galeria de fotos, trailers, jogo dos sete erros, making off, discografia de Os Legais e Os Legais em estúdio.

Mamilos em Chamas (2007, 80 min.) de Gurcius Gewdner – DVD simples – R$ 10.00

A saga do homem que trocou o ritmo alucinante da noite latejante pelas alegrias iluminadas do amor. Um filme que fará seu corpo e toda sua família explodir em prazer com as mais excitantes cenas de sexo e ação já gravadas no cinema brasileiro. É a emocionante história de um coelho perversamente dividido entre as delícias sem fim do prazer pulsante, a dura realidade do trabalho assalariado e a mais completa bestialidade, tudo isso em conflito com a descoberta do amor resplandecente. Poderá este homem aceitar o passado negro de sua amada e ajudá-la a recuperar seu pobre filho das mãos de malignos malfeitores? Erótico! Dramático! Místico! Relaxante! Romântico! Frenético! Assustador! Sem extras!

Confinópolis (2012, 15 min.) de Raphael Araújo. DVD simples. R$ 15.00

“Confinópolis” é um curta de Raphael Araújo com base em uma HQ dele mesmo que havia sido publicada na revista Prego anos atrás. A HQ virou um filme político de primeira grandeza, teorizando sobre um povo que se deixa governar por um tirano (que pode ser qualquer político, mesmo os políticos “bonzinhos”). Aqui vemos um lugar fictício onde as criaturas possuem uma fechadura no lugar do rosto e todos tem a esperança de que a salvação virá na figura de uma chave. Essa é a pequena deixa para que Araújo teorize sobre a manipulação política, sobre a televisão (um lindo flashback em animação – cortesia do artista Felipe Mecenas – explica como a sociedade ficou hipnotizada por milhares de caixas de luz hipnótica) e sobre como ações individuais podem fazer a diferença em uma sociedade. Quem fica em silêncio concorda com as atrocidades cometidas por políticos, religiosos, militares e imprensa, que sempre caminham de mãos dadas pelo jardim da tirania. Leia mais sobre este ótimo curta em “Confinópolis – A Terra dos Sem Chave“.

A Noite do Chupacabras (2011, 105 min.) de Rodrigo Aragão. DVD simples. R$ 20.00

A história de Douglas Silva (Joel Caetano), que retorna ao seu berço familiar no interior do Espírito santo, acompanhado de sua namorada grávida (Mayra Alarcón). Mas as coisas não estão bem para sua família, a morte de vários animais, reacende um antigo conflito com seus vizinhos agressivos e rivais, os Carvalho. Um rotineiro conflito de bar, quebra a trégua na guerra familiar e entre agressões, tiros e facadas, todos vão descobrir que um mal muito maior está entre eles: uma monstruosa e faminta criatura escondida na mata. Os Silva e os Carvalho, vão se matar e serem mortos pelo monstro, e ainda encontrar no caminho a figura mítica e também perigosa do “Velho-do-Saco” (Cristian Verardi). Douglas vai ter que provar a força que não se transformou em típico rapaz covarde da cidade grande e enfrentar a fúria do Chupacabras (Walderrama dos Santos) e do perigoso e demente Ivan Carvalho (Petter Baiestorf). Novamente como em “Mangue Negro” (2008), Rodrigo Aragão assume a direção, roteiro e efeitos especiais de maquiagem com extrema competência e grande parte do elenco também se divide em múltiplas funções técnicas, típico do cinema independente e de guerrilha. Um elenco afinado (e principalmente, escolhido “a dedo”), cenários naturais e muito bem fotografados e uma trilha sonora composta por grupos regionais como Vida seca, Pé do Lixo, Manguerê e Panela de Barro, que acompanha a trama de vingança, suspense e ação, sem cair no lugar comum de músicas eletrônicas, Rock pesado ou música Clássica de arquivo . A trama se desenvolve de forma natural, e para os impacientes com a demora da entrada do personagem-título em cena, a magnífica e original maquiagem “full-body” e a performance de Walderrama dos Santos enche os olhos e mostra que apesar da trama central ser focada na guerra interiorana entre famílias, este é sim , um filme de Monstro! Um monstro nacional (ou nacionalizado) e com todas as chances de ter uma carreira internacional, como aliás já está acontecendo: devagar, sorrateiro como um ataque de um Chupacabras! Leia mais sobre “A Noite do Chupacabras” aqui. Extras: Making of, galeria de fotos, trailers.

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Mostra do Filme Livre 2012

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 3, 2012 by canibuk

Começou no dia primeiro de março a décima primeira edição da Mostra do Filme Livre (sem medo de afirmar, atualmente é a mostra de cinema mais divertida do Brasil). A mostra conta com patrocínio do Banco do Brasil e nesta edição bateu recorde de inscrições com 801 filmes, dos quais 180 filmes foram selecionados para exibição junto de outros 50 títulos convidados, mostrando um panorama do que de mais ousado é produzido pelos cineastas independentes brasileiros (meu filme “O Doce Avanço da Faca” está entre estes filmes convidados). As exibições dos filmes já estão acontecendo no CCBB carioca (Rua Primeiro de Março, 66, centro – fone: 21-3808-2020).

Criada e organizada pelo produtor Guilherme Whitaker, a MFL existe desde 2002 e sempre destaca a exibição de longas, médias e curtas que fujam do lugar comum. Whitaker diz: “A mostra tem por característica exibir filmes atuais, de baixo custo e que em sua grande maioria não tiveram qualquer tipo de apoio estatal”.

Neste ano o grande homenageado da MFL é o cineasta baiano Edgar Navarro, que exibrá toda sua obra e, também, o ainda inédito “O Homem que Não Dormia”. O evento carioca (MFL deste ano acontece também em São Paulo e Brasília) traz também a sessão “Curta Rio” (só com filmes da cidade), “Oficinando” (filmes produzidos nas oficinas da MFL) e a famosa e imperdível sessão “Invisível” (já fui nesta sessão, em outra edição da mostra, e é diversão pura), que é composta de filmes rejeitados pela curadoria da mostra e que passarão pelo julgamento popular (cada pessoa do público recebe um apito e se realmente acha o filme exibido pavoroso pode apitar e gritar a vontade). A maior novidade deste ano será a “Cabine Livre”, onde diversos filmes em looping serão projetados. Outro destaque é que, entre os filmes selecionados, está o fantástico “Leonora” (2011) de minha amiga Eliane Lima que é o último trabalho do genial George Kuchar, que faz parte do elenco do curta e merece ser conferido. “Ivan” (2011) de Fernando Rick, que é um dos melhores curtas nacionais que vi nos últimos anos, também está entre os selecionados.

"Leonora".

Nesta edição da MFL a oficina de vídeo será ministrada por Petter Baiestorf (este seu escriba aqui do Canibuk) e Christian Caselli e tem um sugestivo nome: “Oficina do Fim do Mundo”.

SERVIÇO

11ª Mostra do Filme Livre – MFL 2012

Cinema I – 102 lugares (espaço especial para cadeirantes)

Cinema II – 50 lugares (espaço especial para cadeirantes)

Data – 1º a 22 de março

Entrada franca – Com distribuição de senhas 1h antes de cada sessão

Local – CCBB RJ – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro (21) 3808.2020

http://www.bb.com.br/cultura e http://www.twitter.com/ccbb_rj

Mais informações:

http://www.mostradofilmelivre.com/12/

http://www.facebook.com/mostradofilmelivre

O Doce Avanço da Faca foi Exibido Sem Censura em Vila Velha/ES

Posted in Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 14, 2011 by canibuk

Dia 27 de julho foi exibido em Vila Velha/ES, numa sessão organizada pelo Cine Clube Central, meus dois últimos filmes: “Ninguém Deve Morrer” (2009) e “O Doce Avanço da Faca” (2010).

Resolvi fazer este post porque um dia antes da exibição fiz um post aqui no blog onde eu falava sobre a escolha deles de não exibir “O Doce Avanço da Faca”, fato que acabou NÃO ocorrendo, o filme foi exibido SEM CORTES para os espectadores adultos. Todos os leitores do blog e pessoal da imprensa só noticiou a censura, mas ninguém, depois, se interessou em noticiar que o filme foi exibido sem cortes pelo Cine Clube Central, então aproveito o espaço aqui no Canibuk para desfazer esse mal entendido todo. O Cine Clube Central, em decisão acertada, resolveu exibir o filme sem cortes como inicialmente programado.

Junto da exibição dos filmes foi distribuído um zine/cartaz do evento com uma entrevista minha, aproveito a postagem desta errata (“O Doce Avanço do Faca” NÃO  foi censurado em Vila Velha/ES) para disponibilizar aqui a entrevista na íntegra (que por falta de espaço físico, foi publicado apenas uma parte dela no zine do Cine Clube Central). A entrevista foi realizada pelo organizador da sessão, Ariel Fonseca Lacruz.

Ariel Fonseca Lacruz: O que é o manifesto canibal e a estética Kanibaru Sinema?

Petter Baiestorf: Kanibaru Sinema não pretende ser uma escola estética, nem um movimento, muito menos um amontoado de regras que as pessoas devem seguir. Kanibaru Sinema (que pode ser usado qualquer outro nome) é uma pequena mostra que é possível fazer seus filmes, seus fanzines, suas músicas como o que você tem em mãos! E depois de feito é possível largar suas produções por aí para que as pessoas assistam elas e o debate está criado! O Kanibaru Sinema é uma declaração de guerra dos que nada tem e tudo fazem contra os que tudo tem e nada fazem! Só isso!

Ariel: O que te motiva a fazer filmes?

Baiestorf: Sou hiper ativo, tenho que estar sempre fazendo alguma coisa! E fazer filmes é sempre uma aventura, nenhuma produção é igual a outra! Quando vejo os noticiários de jornais e TV tenho idéia prá filmes o tempo todo, gosto de fazer filmes sobre padres, políticos, militares e vários outros tipos de caras que usam seus empregos prá tirar proveito próprio! Mesmo fazendo filmes exagerados, eles sempre tem um fundo crítico com relação à algum assunto social, religioso ou ideológico, não creio que dá prá abrir mão disso! Claro que como filmo rápido, geralmente filmo um média-metragem em apenas 5 dias, nem sempre consigo aprofundar essas críticas nos roteiros, mas sempre tento fazer isso! Outra coisa que me motiva a continuar fazendo filmes é a possibilidade infinita de narrativas que o cinema permite explorar, por isso tenho tantos filmes surreais, absurdos, que discutem as possibilidade do cinema como instrumento de transformação, como, por exemplo, o longa-metragem “A Curtição do Avacalho”, que fiz em 2006, ou uma série de filmes metalingüísticos que fiz, com destaque aos títulos “Não há Encenação Hoje” (2002), “Palhaço Triste” (2005), “Que Buceta do Caralho, Pobre só se Fode!!!” (2007), “Vadias do Sexo Sangrento” (2008) e “Ninguém deve Morrer” (2009) que são pertencente à uma série que estou fazendo e que discute as possibilidades narrativas e estéticas do cinema.

Ariel: Quem é a “classe média”?

Baiestorf: Todos os escolarizados, que sabem interpretar um texto, sabem que é possível melhorar nosso país, mas ficam sentados na frente da TV vegetando e sonhando em ir gastar seu dinheirinho de bosta nos USA ou na Europa!

Ariel: Filmes indigestos têm mercado? Como rola a distribuição e os circuitos de exibição?

Baiestorf: Tem muito espaço, pessoal curte prá caralho! Quem produz este tipo de filme sabe que há muita gente cansada dessas mega-produções dos grandes estúdios onde tudo é tão perfeitinho que soa falso demais! A vida não é perfeita, o humano não é perfeito! Muita gente se identifica com meus filmes imperfeitos!

Ariel: Desde o primeiro filme já se passaram dezoito anos e de lá pra cá você se tornou um ícone do cinema grind. Porém o ídolo é algo incompatível com o pensamento anárquico. Como é a sua relação com os fãs?

Baiestorf: Em 2012 a Canibal Filmes vai completar 20 anos. Abri a Canibal Filmes em 1992, passei boa parte daquele ano filmando um longa chamado “Lixo Cerebral de Outro Espaço” que não consegui finalizar por uma série de fatores. Já estou começando a preparar a Pré-produção de um novo longa-metragem em homenagem aos nossos 20 anos, vai ser sangrento, delirante, crítico, debochado e tudo que o pessoal que acompanha a Canibal Filmes nestes 20 anos curte, vai ser um presente ao pessoal que gosta de nossos filmes, com pênis pulsantes balançando na frente da câmera, vaginas apetitosas, com personagens escrotas, com violência exagerada e etc… Esse negócio de ídolo é coisa que as pessoas criam, eu sou apenas um cara que fica fazendo o que tem vontade! Quando estou em mostras converso com todo mundo de igual prá igual, aliás, tenho pavor de puxa saco, gosto de conversar de igual prá igual. Faço filmes toscos, não há menor possibilidade de eu me achar superior aos outros fazendo filmes vagabundos, nem faz parte do meu perfil isso!

Ariel: No seu processo de criação, a trilha sonora é fundamental. Fale sobre a relação da música com seus filmes.

Baiestorf: Antes de escrever um filme eu gosto de saber que sons vou usar na trilha sonora. As vezes não é possível ter a trilha sonora antes de escrever o roteiro, então procuro algumas bandas/sons na linha do que tenho em mente e filmo usando algo similar e aí, antes de editar o filme, tento achar os sons que se encaixem no clima que quero passar com cada cena. Prá mim a trilha sonora é 50% do filme, sem música eu não saberia fazer nenhum filme, não sei fazer filme sem som! Já fiz 2 musicais, “Caquinha Superstar a Go-Go” (1996, que é ruim demais) e “Ninguém deve Morrer” (2009) e pretendo fazer vários outros musicais na medida do possível, eu simplesmente adoro fazer musicais. Mas tem uma coisa, não curto fazer vídeo-clips, os que fiz foram prá bandas de amigos, vivo recusando ofertas prá dirigir clips porque simplesmente não gosto do formato, meu negócio é com filmes musicais escritos por mim, musical misturado ao gore permite a mente ir ao extremo dos delírios na narrativa e visual de um filme, gosto disso!!!

Ariel: O que rola nos bastidores?

Baiestorf: Gurizada vê aquele monte de atrizes peladas nos meus filmes, aquelas cenas de putaria e acha que as filmagens são umas festas, mas é justamente ao contrário. Como filmo rápido e tentando baratear a produção de todas as maneiras possíveis, sou extremamente centrado no que estou fazendo e exijo comprometimento completo com o filme de quem está trabalhando nele. Não gosto de gente conversando bobagens no set de filmagens, não gosto de gente bebendo ou chapando durante o trabalho. As filmagens são maçantes e cansativas, não é lugar prá bobo alegre punheteiro, por exemplo!

Ariel: O que acha de filmes de terror?

Baiestorf: Olha só, não gosto de filmes de horror! Vejo os filmes, vejo praticamente tudo que sai, mas dificilmente eu gosto de algo. Gosto mais de cinema autoral, estilo George Kuchar, Jack Smith, Dusan Makavejev, Alexando Jodorowsky, Koji Wakamatsu, Christoph Schlingensief, John Waters, Russ Meyer, entre outros desta linhagem! Cinema de horror é sempre conservador, quadradinho e são poucos os filmes com algo à dizer!

Ariel: Quais os cineastas mais te perturbaram, e por que?

Baiestorf: Desculpe-me, mas nenhum cineasta me perturba. Cinema é apenas um negócio, é como construir muros de pedra ou pontes de madeira! Tu faz e as outras pessoas usam!

Ariel: Comente o doce avanço da faca:

Baiestorf: “O Doce Avanço da Faca” é meu último filme, fiz ele em 2010 e por um pequeno probleminha de distribuição continua inédito, coisa que pretendo resolver em breve. É um média-metragem sobre fanáticos religiosos perseguindo pessoas que não compartilham dos mesmos ideais que eles. Escrevi este roteiro em uns dois dias, chamei meus colaboradores habituais e filmei em apenas cinco dias com orçamento extremamente baixo, custo final dele ficou pouco mais de mil reais! Tem encontrado seu público em exibições em cine clubes, mostras e festivais, pessoal têm discutido ele, mas é claro, tendo em mente que “O Doce Avanço da Faca” é um filme debochado, exagerado e que em momento nenhum se leva tão à sério assim.

Terceira Mostra de Cinema de Bordas

Posted in Arte e Cultura, Cinema with tags , , , , , , , , on abril 18, 2011 by canibuk

Quem é paulista não tem desculpas prá não aparecer na terceira Mostra de Cinema de Bordas que vai acontecer no Itaú Cultural entre os dias 19 e 24 de abril. A programação da mostra vai contar com uma prévia do “A Noite do Chupa Cabras” (2011) de Rodrigo Aragão, lançamentos do “A Paixão dos Mortos” (2011) de Coffin Souza e “Estranha” (2011) de Joel Caetano e vários outros filmes de obscuros realizadores brasileiros, como “A Gripe do Frango” (2008) de Seu Manoelzinho, “O Sacrifício – Noite Maldita do Vinil” (2007) de Rubens Melo, “Museu de Cera” (1988) de Pedro Daldegan, “O Lobisomem da Pedra Branca” (1983) de José Denísio Pereira, “A Maleta” (2010) de Rodrigo Brandão e “O Tormento de Matias” (1992-2011) de Sandro Debiazzi que conta com um grande elenco, incluíndo uma das curadoras da mostra, Bernadette Lyra e Felipe Guerra que também estará no debate comigo e Lúcio Reis no dia 21 de abril, parte do programa 4 que também exibirá os filmes “Extrema Unção” (2010) de Felipe Guerra e “O Doce Avanço da Faca” (2010) que filmei em apenas 4 dias no ano passado. Só achei engraçado “O Doce Avanço da Faca” (mesmo com 10 minutos de filme cortado) ainda ter pego censura 18 anos, assim como nosso inocente bate-papo que também ficou somente para os maiores. Prá quem curte debates, no dia 20 rola um com o Seu Manoelzinho. E durante o evento todo será realizado uma oficina com o Joel Caetano da Recurso Zero Produções, recomendo quem puder participar desta oficina que o faça, Joel é um cara bem criativo e tá sempre criando ótimos climas sem grana alguma. Sou fã dele!

Programação completa aqui: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1540

Local: Itaú Cultural – Sala Itaú Cultural

Endereço: Av. Paulista 149 (Paraíso), próximo à estação Brigadeiro do metro)

fone para informações: (11) 2168-1777

Abaixo Poster pintado pela artista plástica Leyla Buk para o meu filme “O Doce Avanço da Faca”, achei a arte tão fantástica que resolvi postar somente o quadro dela antes do poster/cartaz estar finalizado (em breve Gurcius Gewdner estará finalizando as letras do cartaz e já posto ele prontinho aqui).