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Mirindas Asesinas

Posted in Cinema, download with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 27, 2016 by canibuk

Mirindas Asesinas (1991, 11 min.) de Alex de la Iglesia.

Em seu curta de estreia Alex de la Iglesia já exercita seu peculiar senso de humor doentio. Aqui um psicótico (Álex Angulo, sempre genial) não consegue entender porque estão cobrando por uma Mirinda (um refrigerante de laranja que também era produzido no Brasil até o início dos anos 90) e mata o bodegueiro, obrigando um cliente do bar a substituí-lo.

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É interessante perceber vários elementos que depois acompanharam a carreira de Alex de la Iglesia, como a construção do absurdo das situações que geralmente tem conclusões hilárias. Já neste seu curta de estreia vemos atores e técnicos que lhe acompanharam nos filmes seguintes, como Álex Angulo (1953-2014) que esteve presente nos longas “Accion Mutante” (1993), “El Dia de la Bestia” (1995) e “Muertos de Risa” (1999); Ramón Barea presente em “Accion Mutante” e “800 Balas” (2002) e o c0-roteirista Jorge Guerricaechevarría que também escreveu para Iglesia praticamente todos seus, sempre ótimos, roteiros. A Parceria Iglesia-Guerricaechevarría é uma das mais felizes e criativas do cinema atual. Aliás, já está em pós-produção “El Bar”, com lançamento previsto para 2017, a nova comédia doente da dupla.

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Em “Mirindas Asesinas”, a título de curiosidade, Alex de la Iglesia também é o diretor de arte, repetindo a função que ele havia desempenhado de modo brilhante no curta “Mama” (1988) de Pablo Berger, diretor do excepcional longa “Torremolinos 73” (2003), lançado no Brasil com o ridículo título de “Da Cama para a Fama”.

Baixe “MIRINDAS ASESINAS” clicando no título do curta.

Veja outros curtas de Alex de la Iglesia aqui:

“Hitler Está Vivo” (2006)

“El Código” (2006):

Pequeno trecho de “Mama” (1988) de Pablo Berger:

Screamin’Jay Hawkins

Posted in Música with tags , , , , , , , , , , , on novembro 12, 2011 by canibuk

Jalacy Hawkins nasceu dia 18 de julho de 1929 em Cleveland, Ohio, USA, mais conhecido por ter se tornado Screamin’Jay Hawkins, o primeiro shock rocker performático da história da música. Com o sonho de se tornar cantor de ópera, Hawkins estudou piano clássico desde criança, tendo servido o exército americano como entertainer na Segunda Guerra Mundial, onde foi até feito prisioneiro pelos inimigos (ele contava uma história onde dizia que para fugir do cativeiro, explodiu a cabeça do comandate inimigo com uma granada de mão), Hawkins também era um ótimo lutador, tendo sido campeão no Alaska em 1949.

Como seu sonho de virar cantor de ópera não se realizava, Hawkins tocou em várias bandas até virar cantor solo e gravar sua canção de maior sucesso, “I Put a Spell on You” (1956), numa incrível sessão que mudou sua carreira para sempre: com a banda inteira bêbaça durante as gravações da música, Hawkins gritou, grunhiu, berrou e vociferou barulhos em completa sintônia com o resto da banda, criando um clássico musical que ele teve que re-aprender a cantar depois ouvindo as gravações (nada mal para uma música que inicialmente seria uma refinada baladinha).

Foi após ter criado essa canção que o disc jockey Alan Freed ofereceu 300 dólares para Hawkins sair de um caixão no palco, coisa que Hawkins aceitou criando uma personagem que possuia elementos voodoos, como sua piteira-crânio e cobras de borracha, se tornando aos poucos em Screamin’Jay Hawkins. Com este visual, criou outras canções inusitadas, como “Orange Colored Sky”, “Feast of the Mau Mau” e a engraçada e irreverente “Constipation Blues” (que anos depois ele chegou a cantar sentado num vaso sanitário).

Após seu enorme sucesso inicial, Hawkins meio que caiu no esquecimento, fazendo mais sucesso na Europa do que em seu país natal. No cinema Screamin’Jay dá as caras num punhado de filmes, como “Americana Hot Wax” (1978) de Floyd Mutrux, “Mystery Train” (1989) de Jim Jarmusch, “A Rage in Harlem” (1991) de Bill Duke, no clássico “Perdita Durango” (1997) de Alex de la Iglesia, “Peut-Être” (1999) de Cédric Klapisch e no documentário “Screamin’Jay Hawkins: A Put a Spell on Me” (2001) de Nicholas Triandafyllidis.

Em 12 de fevereiro de 2000 Hawkins faleceu após uma cirurgia para tratar um aneurisma, deixando (um número estimado) 55 filhos no momento de sua morte (número que se tornou “talvez 75 filhos”, após investigações).

Pesquise mais sobre este maravilhoso músico, ache seus discos e filmes e comprove o quanto ele foi um artista extremamente original e divertido.

Assista Screamin’Jay Hawkins aqui: