Arquivo para queimem padres pedófilos

Autobiografia de uma Pulga

Posted in Cinema, Literatura with tags , , , , , , on agosto 6, 2011 by canibuk

“Autobiografia de uma Pulga” (230 páginas, editora Hedra), texto atribuído ao advogado Stanislas de Rhodes (que na época, 1885, lançou o livro de forma anônima porque, ou os censores o capavam, ou, a santa igreja mandava-o prá fogueira), conta a história de Bella, uma garota de 14 anos que é iniciada na vida sexual pelo Padre de  sua paróquia e depois é colocada à serviço de todos os freis/padres/bispos e demais filhos da puta da Igreja. Texto bem humorado sobre pedofilia da igreja, desejos carnais dos servos do senhor (e da classe aristocrática, já que fala de incesto também, pai com filha, tio com sobrinha e por aí vai), e como funcionava o pavoroso mundinho dessas criaturas de mente pequena que são os tais representantes de “Deus na Terra”.

Em tempos que a igreja quer tomar força no mundo com ações que remetem às cruzadas da Idade Média, “Autobiografia de uma Pulga”, com suas duplas penetrações santas, suas investidas anais milagrosas e esporradas beatificadas merece um lugar de destaque nas estantes dos pervertidos!!!

Em tempo: Como nos dias de hoje, os pedófilos religiosos do livro não são punidos!!! É, trabalhar em nome de Deus garante a impunidade!

O filme, “Autobiography of a Flea” (1976, 92 minutos) de Sharon McNight, estrelado por Jean Jennings, John Holmes, Paul Thomas, Annette Haven, Joanna Hilden e John Leslie, é bem fiel ao livro (o final, se não me falha a memória, que é diferente – vi este filme uns 20 anos atrás) e teve a sorte de ser produzido numa época que os produtores pornôs ainda faziam filmes críticos e se arriscavam misturando pornográfia com religião!!!

Fica a dica dessas duas belezinhas, principalmente aos cristãos que ainda acham que o Padre (pode trocar aqui por pastor, guia espiritual ou qualquer outros desses charlatões) das missas de domingo é um homem santo e acima de qualquer suspeita.

O Combate aos Padres

Posted in Anarquismo, Literatura with tags , , , on novembro 15, 2010 by canibuk

A Expressão anarquista anticlerical:

a) luta contra os padres, para mostrar as contradições de suas vidas com as doutrinas que professam; o sacerdócio como profissão, tendo o interesse material como base;

b) luta contra a influência política da Igreja pela ação direta e pela propaganda extraparlamentar;

c) denúncia do poder econômico da Igreja, da Igreja como empresa, como auxiliar de exploração capitalista, como fator do crumirismo.

Esse é o anticlericalismo dos anarquistas.

A maior influência dos anarquistas se deu nos países latinos, onde a presença do catolicismo era mais forte. O choque entre duas concepções tão antagônicas foi inevitável. O radicalismo dos discursos anticlericais cresceu conforme foi aumentando o tom irado dos padres. Toda ocasião era aproveitada para repudiar o cristianismo e os membros do clero. Bakunin, no artigo O Estado: alienação e natureza, assim como em outras ocasiões, destacou a necessidade de se combater a Igreja Católica:

Todos os Estados onde os povos ainda podem respirar, são, do ponto de vista ideal do Estado, incompletos, como são todas as Igrejas em comparação com a Igreja Católica.

Ante a ameaça do inferno pregada pelos padres a todos aqueles que se desviassem do reto caminho de Cristo, os anarquistas apontavam que entre a vida levada pelas exploradas classes trabalhadoras e o local da penação bíblica a diferença era, talvez, apenas de grau.

A religião era compreendida pelos anarquistas

como um conjunto de preceitos, que estabelece a dependência do pobre ao rico, do trabalhador ao capitalista, do povo ao governo, ao Estado, que santifica a dependência do escravo ao tirano.

O conceito da Igreja nunca foi dos mais altos.

Ora, a Igreja é capitalista, proprietária, açambarcadora: logo, os interesses dela são contrários, opostos e adversos aos interesses dos trabalhadores.

O clero era sempre atacado com ferocidade.

o Clero Católico é uma vasta associação religiosa-política-social, cujos fins se afastam da civilização contemporânea, cujos membros, pela característica de seus modos de vida, afastando-se da realidade constituem uma ameaça constante ao progresso e à civilização, à moral e aos bons costumes.

Ou ainda:

Os clérigos, esses instrumentos cegos dos ricos, esses parasitas que somente servem para embrutecer ao povo, conservando-o no maior obscurantismo, dizem a seus ouvintes: Filhos! Trabalhai, sofrei, respeitai aos nossos patrões, aos poderosos, porque quanto mais sofreis na terra tanto mais gozarás no céu!

Os papas, como chefes máximos da Igreja, eram acusados de serem a cabeça da serpente. A mudança do herdeiro do trono de São Pedro, em 1903, mereceu comentários ácidos na imprensa anarquista, com os redatores ironizando o papa falecido e não vendo a menor possibilidade de mudança com o novo sumo pontífice.

Morreu o Papa Leão XIII. A mentira convencional e a hipocrisia interesseira traçam neste momento encomiásticas necrologias do velho inútil que expirou no Vaticano, em dias da semana que hoje se finda. Durante 25 anos Joaquim Pecci ocupou o sólio pontifício e neste longo reinado nada fez do que mentir àqueles que esperavam ouvir de sua boca a suprema verdade!

O novo papa foi saudado da seguinte forma:

Artigo: Pio X

“Annuntio vobis gaudium

Magnun, habemos papa”

Será Pio X sodomita, ladrão, incestuoso, envenador como Pio VI, ou hipócrita como Pio IX?

Dará ele a palavra de ordem por uma nova noite de São Bartolomeu, como Pio V, ou morrerá depois de alguns meses de pontificado, vítima de veneno, como Pio III?

Quem sabe?

Mas, bom ou mau que seja este novo vigário de Cristo, nada nós devemos esperar dele pelo bem.

O Espírito Santo, o divino malaquias das eleições… não fluminenses, mas apostólicas, não escolheu ao acaso no seio do seu conclave.

Ou ele, Pio X, é um tolo, destinado a ser polichinelo dos RR. PP. da C.D.G., ou é um grandíssimo farsante que mostro-se longamente humilde como Xisto V, e depois, chegando ao fim almejado, manifestou-se aquele que é geralmente um padre.

Mas mesmo que ele fosse um fenômeno, um evento da velha estampa, um cristão austero e convicto… nada aproveitaria a humanidade de tudo isso. O cristianismo é a religião da renúncia, o culto da cobardia.

A Bíblia era considerada

literatura de dominadores, destinada a celebrar os tiranos e suas leis e a ensinar o povo a resignação e a obidiência; a Bíblia expõe o mecanismo da escravidão em termos claros, quase cândidos – à luz da hipocrisia democrática moderna.

Apesar de um tom muitas vezes profético e irado, é inegável que a sátira e o sarcasmo ferino também eram componentes importantes no discurso libertário. A burguesia e seus acólitos não cansavam de repetir que a agitação operária era promovida por militantes estrangeiros, verdadeiros indivíduos anti-sociais que procuravam introduzir no país ideologias violentas e totalmente importadas. O anticlericalismo era acusado de afrontar a mentalidade do povo brasileiro, que possuía sangue católico nas veias e era totalmente avesso a essas excentricidades perigosas e atéias. Os anarquistas, como bons internacionalistas que eram, gozavam da retórica nacional-ufanistas dos seus opositores. Não esqueciam de lembrar que esses distintos cidadãos, que se apresentavam como verdadeiros vestais das tradições patrióticas, eram totalmente submissos ao imperialismo. Ao responderem as objeções de que valores libertários eram estrangeirismos, lembravam de maneira corrosiva que o cristianismo não era nativo da América e que o número de padres estrangeiros aumentava rapidamente no Brasil no início do século XX.

escrito por Eduardo Valladares (trecho do livro “Anarquismo & Anticlericalismo”).

A Divina Comédia

Posted in Anarquismo, Literatura with tags , , , , , on novembro 5, 2010 by canibuk

A DC Comics fez um grande estardalhaço (e talvez tenha feito um grande negócio) com a morte e a ressureição do Super-Homem, o super-herói por excelência. Houve quem propusesse paralelos cristãos. E você se lembra de todos aqueles pseudo-Super-Homens? E o super-herói das antigas da Marvel Comics, o papa João Paulo II, cujas credenciais cristãs são explícitas e impecáveis? Ele vai, naturalmente, ser canonizado (considere o milagre de livrar a Polônia do comunismo), mas isso levará anos – o Vaticano é a burocracia mais antiga do mundo -, embora seu processo deva ser acelerado como ele acelerou o da Madre Teresa. O fechamento das publicações não espera. E A ATENÇÃO DOS LEITORES DE GIBIS DE SUPER-HERÓIS TEM ALCANCE LIMITADO.

Enquanto a Igreja Católica, lenta e laboriosamente, falsifica milagres para atribuí-los ao Pontífice Polonês, sugiro que a Marvel Comics, que já tem uma certa fatia do mercado papal, se torne pró-papa desde já. Depois do drama do Super-homem, mais detalhadamente descrito no Livro do Apocalipse, uma falange de antipapas se erguerá contra o pecado, cada um dizendo ser o verdadeiro J2P2. O primeiro já apareceu, prevendo “um breve reinado”, e, a julgar pela sua aparência, ele também já está morto. Isso vai render alguns números de ação teologicamente emocionante.

E aí o Papa Polonês se levantará de seu túmulo, como Jesus, só que mais bem vestido. As sandálias do Pescador, hoje em dia, são da Gucci. Ele tem um guarda-roupa que mataria uma diva de inveja. Revigorado por seu descanso no outro mundo – que também fez maravilhas pelo homem dos milagres, Jesus Cristo – o Papa Que Nunca Morre vai retomar sua cruzada contra mulheres (as que não são freiras), gays (a menos que eles sejam padres pedófilos), humanistas, cientistas, radicais, ateus, maçons (a menos que eles sejam da Propaganda Due), etc.

Um super-herói precisa de supervilões, como o Estado precisa de criminosos. O Vingador Mascarado (bem, na verdade ele só usa um chapeuzinho) jamais terá falta deles. O Prelado Polonês tem a singular autorização (porque usa as sandálias de são Pedro, pescador de homens) para fabricar novas categorias de pecadores à medida que as velhas vão sendo usadas. Se a fonte de bruxas secou, é só demonizar o Planejamento Familiar. Pesquisa de células-tronco: nanogenocídio. Nenhuma Criança Deixada Para Trás e nenhuma criança sem a devida atenção do Pai na parte de trás.

O Super-homem existe – sem contar sua curta e repousante soneca no túmulo – há 67 anos. Por que o Papa Polonês – que em breve será confirmado como possuidor de poderes santos e sobrenaturais – da mesma forma, depois de uma curta e repousante soneca no túmulo, não andaria sobre a Terra novamente, castigando os profanos, sendo ainda campeão dos fracos e oprimidos, bem como dos padres pedófilos, dos terroristas antiaborto, das isenções fiscais e dos bingos na igreja?

escrito por Bob Black (em 2005, logo após Bento XVI ser escolhido o novo papa, faz parte do livro “Groucho-Marxismo”, lançado no Brasil pela Editora Conrad).