Arquivo para ruggero deodato

2592 Posters de Horror & Sci-Fi para Download

Posted in Arte e Cultura, Cinema, download, Ilustração, Posters with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 28, 2018 by canibuk

Alguns meses atrás o poster da primeira sessão de cinema da história foi leiloado em Londres por 40 mil libras (mais ou menos 200 mil reais). Este primeiro poster (reprodução abaixo) foi desenhado por Henri Brispot para uma exibição especial dos primeiros curtas dos irmãos Lumière, em dezembro de 1895.

Originalmente criados para uso exclusivo dos cinemas, não demorou muito para que os posters logo virassem item de colecionadores, principalmente artes criadas para filmes exploitations, sempre com cartazes muito mais criativos do que os próprios filmes, e, também, as artes produzidas para a divulgação de produções de horror e ficção científica. Inclusive, o preço record já pago por um único cartaz pertence à sci-fi Metropolis (1926), de Fritz Lang, negociado por 690 mil dólares.

Inicialmente os posters eram feitos no tamanho dos cartazes usados para a divulgação dos shows de Vaudeville. Quem definiu o tamanho padrão foi Thomas Edison, com as medidas de 27″x41″, em folha única fixada nas fachadas e paredes dos cinemas.

Para comemorar os posters de cinema, upei um arquivo com 2.592 cartazes de cinema nos gêneros horror e Sci-Fi, a maioria com artes belíssimas e dignas de serem festejadas como pequenas obras-primas da criatividade humana.

Para fazer o download, clique em BAIXAR POSTERS.

Abaixo alguns posters que integram o arquivo disponibilizado para download:

 

 

La Montagna del Dio Cannibale

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on agosto 1, 2012 by canibuk

“La Montagna del Dio Cannibale” (1978, 103 min.) de Sergio Martino. Com: Ursula Andress, Stacy Keach, Claudio Cassinelli e Franco Fantasia.

“A Montanha dos Canibais” começa com Susan Stevenson (Ursula Andress) tentando encontrar, com ajuda de seu irmão (Antonio Marsina) e do professor Edward Foster (Stacy Keach), seu marido nas selvas da Nova Guiné. Como acreditam que o marido de Susan desapareceu numa montanha amaldiçoada, que ainda abrigaria uma tribo de canibais selvagens, eles só podem contar com a ajuda de outro explorador, Manolo (Claudio Cassinelli), para tentar chegar até a terrível montanha. Enfrentando sucuris, jacarés, tarantulas, cobras, pernilongos, plantas venenosas e outras armadilhas mortais da selva, o grupo chega até a missão do padre Moses (Franco Fantasia, sempre inspirado) onde atrapalham a paz do dia-a-dia da comunidade religiosa comandada pelo padre. São os instintos carnais do homem civilizado batendo de frente com os instintos primitivos de índios domesticados pela mão do cristianismo branco que vê pecado em tudo. Logo o grupo precisa deixar a comunidade religiosa e chega à montanha onde são capturados pelo índios canibais. Finalmente ficamos sabendo que a montanha é constituida de urânio que Ursula Andress deseja mais ardentemente do que seu marido (agora um cadáver com um contador Geiger batendo no lugar de seu coração e adorado pelos selvagens como se fosse um Deus). Manolo é torturado e Susan despida e preparada para ser a Deusa viva da tribo, enquanto os outros viram o ingrediente principal do banquete de sangue para a Deusa branca da montanha dos canibais.

Com uma produção de baixo orçamento, mas bem cuidada, “La Montagna del Dio Cannibale” é mais violento do que “Il Paese del Sesso Selvagio/Man From Deep River/Mundo Canibal” (1972, Ocean Pictures em DVD) de Umberto Lenzi, mas bem comportado se comparado aos sádicos filmes de Ruggero Deodato de mesmo tema como “Ultimo Mondo Cannibale/O Último Mundo dos Canibais” (1977, Omni Vídeo em VHS) ou “Cannibal Holocaust” (1980, Platina Filmes em DVD). É engraçado ver uma atriz com fama, como era o caso de Ursula Andress, no elenco deste filme. Ela fica pelada boa parte das cenas, faz sexo e é vítima de todo tipo de abusos físicos típicos de uma produção italiana deste período. “A Montanha dos Canibais” foi roteirizado pelo diretor Martino e Cesare Frugoni (entre outros trabalhos, ajudou nos roteiros de filmaços como “Cani Arrabbiati” (1974) de Mario Bava; “I Guerrieri Dell’Anno 2072/New Gladiators” (1984) de Lucio Fulci ou “Inferno in Direta/Cut and Run” (1985) de Ruggero Deodato), sempre confrontando o civilizado com o primitivo.

Sergio Martino (1938) nasceu em Roma, Itália. É neto do cineasta Gennaro Righelli (que tem o mérito de ter dirigido o primeiro filme sonoro do cinema italiano, “La Canzone Dell”Amore”, em 1930). Começou realizando documentários no final de 1960. Em 1970 dirigiu o western “Arizona si Scatenò… E li Fuori Tutti/O Retorno de Arizona Colt”, estrelado pelo brasileiro Anthony Steffen. Logo se especializou na produção de Giallos, a maioria escritos pelo roteirista Ernesto Gastaldi e estrelados por sua cunhada Edwige Fenech (que era casada com seu irmão Luciano, também produtor deste “A Montanha dos canibais”), dos quais destaco o maravilhoso “I Corpi Presentano Tracce di Violenza Carnale/Torso” (1973, Continental em DVD). Antes da realização de seu filme de canibais, voltou a realizar um western de destaque: “Mannaja/A Man Called Blade” (1977). Em 1979 escalou a gostosa Barbara Bach para levar alguns sustos no maravilhoso “L’Isola Degli Uomini Pesce/Island of the Fishmen”. No rastro do sucesso de “Escape from New York” (1981, Universal Home Video em DVD) de John Carpenter, realizou a sci-fi de ação “2019 – Dopo la Caduta di New York” (1983), estrelado por George Eastman. Com o cinema italiano entrando em falência, Martino migrou para a televisão onde produz até hoje. A título de curiosidade, para o lançamento de “La Montagna del Dio Cannibale” seu irmão usou o pseudônimo de Darryl F. Zanuch, a picaretagem do cinema italiano tem muito que ensinar ao cinema bom-moço brasileiro.

Nunca fui fã da atriz Ursula Andress (1936), mas neste filme ela está fantástica como a megera branca querendo roubar as riquezas naturais dos povos primatas. Andress é suiça e virou sex symbol depois de ser a primeira Bond girl em “Dr. No/007 Contra o Satânico Dr. No” (1962) de Terence Young. Daí em diante apareceu em inúmeros filmes de Hollywood como “Fun in Acapulco/Seresteiro de Acapulco” (1963) de Richard Thorpe, estrelado por Elvis Presley; “4 for Texas/Os Quatro Heróis do Texas” (1963) de Robert Aldrich, com a lindíssima Anita Ekberg e a dupla de conquistadores baratos Frank Sinatra e Dean Martin; “She” (1965) de Robert Day, uma interessante fantasia sobre uma cidade perdida com produção da Hammer e Peter Cushing batendo ponto no elenco; “What’s New Pussycat/O Que é que Há, Gatinha?” (1965) de Clive Donner com roteiro de Woody Allen e Peter Sellers no elenco; “Soleil Rouge/Sol Vermelho” (1971) de Terence Young, com Charles Bronson e Toshirô Mifune e “Africa Express” (1976) de Michele Lupo até que, acredito eu, deve ter perdido alguma aposta com os irmãos Martino e acabado em “La Montagna del Dio Cannibale”. Depois disso sua carreira de atriz não trouxe nada de relevante (só uma aparição meia boca no engraçado “Clash of the Titans/Fúria de Titãs” (1981) de Desmond Davis, com efeitos de stop motion do mestre Ray Harryhausen.

Já o ator Stacy Keach (1941) saiu do set de “La Montagna del Dio Cannibale” diretamente para o set de “Up in Smoke/Queimando Tudo” (1978) de Lou Adler com a dupla Cheech Marin e Tommy Chong (ele também dá as caras em “Nice Dreams/Altos Sonhos de Cheech e Chong” (1981) de Tommy Chong). Keach apareceu em muito filme bom, como “The Long Riders/Cavalgada dos Proscritos” (1980) de Walter Hill no papel do vilão boa praça Frank James; “Roadgames/Enigma na Estrada” (1981) de Richard Franklin; “Body Bags/Trilogia do Terror” (1993, London Films em DVD) e “Escape From L.A./Fuga de Los Angeles” (1996, Paramount Home Video em DVD), ambos de John Carpenter. Outro ator que merece destaque é Franco Fantasia (1924-2002), que participou de mais de 130 filmes (em “La Montagna del Dio Cannibale” ele, além de atuar, também foi assistente de direção), inúmeras produções que viraram cults nos dias de hoje, como os clássicos “Space Men/Assignment: Outer Space” (1960) de Antonio Margheriti; “Un Dollaro Bucato/O Dólar Furado” (1965) de Giorgio Ferroni; “Justine de Sade” (1972) de Claude Pierson; “Zombie 2” (1979, London Films em DVD); “Mangiati Vivi!/Os Vivos Serão Devorados” (1980) de Umberto Lenzi e “Vendetta del Futuro/Keruak – O Exterminador de Aço” (1986) também de Sergio Martino, em participação não-creditada.

Em tempo, a trilha sonora de “La Montagna del Dio Cannibale” é assinada por Guido e Maurizio de Angelis, os irmãos responsáveis por soundtracks sensacionais para filmaços como “… Continuavano a Chiamarlo Trinità/Trinity Ainda é Meu Nome” (1971, New Line Video em DVD) de Enzo Barboni, estrelado pela genial dupla Bud Spencer e Terence Hill; “Valdez – Il Mezzosangue/Chino” (1973, Studio T Home Video em DVD) de John Sturges e Duilio Coleti, estrelado por Charles Bronson; “Zorro/A Marca do Zorro” (1975) de Duccio Tessari; “Keoma” (1976, USA Filmes em DVD) de Enzo G. Castellari, com Franco Nero; “Killer Fish/O Peixe Assassino” (1979, Abril Video em VHS) de Antonio Margheriti; “Alien 2 – Sulla Terra” (1980) de Ciro Ippolito e “Banana Joe” (1982, Paris Filmes em DVD) de Steno, comédia sobre a burocracia do estado genialmente estrelada por Bud Spencer em grande forma. A dupla trabalhou compondo trilhas para praticamente todos os grandes diretores italianos dos anos 70/80, que iam de Umberto Lenzi, passando por gente como Ruggero Deodato, Sergio Corbucci, Bruno Corbucci, Marino Girolami, Sergio Sollima, até Michele Lupo.

“La Montagna del Dio Cannibale” foi lançado em DVD no Brasil pela Cult Classic em cópia com alguns minutos  a mais de Ursula Andress pelada do que a cópia em VHS da distribuidora Pole Vídeo que circulava por aqui antes. Não é o melhor filme do ciclo de filmes de canibais italianos, mas mesmo assim garante momentos de diversão. Obrigatório!

por Petter Baiestorf.

Assista “La Montagna del Dio Cannibale” aqui:

“La Montagna del Dio Cannibale” pelo mundo:

Trilha Sonora do Cannibal Holocaust

Posted in Soundtracks with tags , , on novembro 23, 2010 by canibuk

No final da década de 70, início dos anos 80, os italianos produziram uma série de filmes de Canibais que se passavam nas florestas amazônicas, um dos melhores filmes desta safra é o “Cannibal Holocaust” de Ruggero Deodato (que também havia feito “Ultimo Mondo Cannibale”, homenageado anos depois pela maravilhosa banda Impetigo). Riz Ortoloni conseguiu compor uma trilha sonora que reforça o clima de pânico/deboche que o filme quer passar com seu roteiro que mostra cineastas brancos barbarizando povos índigenas para depois revelar ao mundo os povos primitivos como bestas selvagens em falsos documentários. Mais atual impossível!!!

Segue a trilha sonora do filme “Cannibal Holocaust” para download:

Cannibal Holocaust’s Soundtrack