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O Colorido Mondo da Canibal Filmes

Posted in Cinema, Posters, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 23, 2019 by canibuk

Por 20 dias fiquei fazendo novos posters para os filmes que realizei nestes últimos 30 anos. Aliás, muitos de meus curtas nem tinham posters. Acabei fazendo uns 150 novos posters (o que deu uma média de uns 7 novos por dia). Foi uma experiência fantástica. Os mais de 200 posters da Canibal Filmes estão disponíveis para download num link ao final dessa postagem (baixe, imprima e pendure na sua parede).

Então essa postagem é pra reunir todos estes novos posters (e os antigos) em apenas um lugar. Postei primeiro o poster antigo (quando havia), seguido do poster novo.

Pra dar uma incrementadinha, colo também link dos filmes que estão disponíveis na internet para download ou, pelo menos, dar uma assistida. O que não tem link é porque não disponibilizamos, ou porque ainda não está digitalizado ou porque, simplesmente, perdemos o filme com masters danificados pelo tempo.

Em tempo, se você é o marinheiro de primeira viagem nas minhas produções, preciso dizer que minha produções são SOVs – Shot On Video – (fui um dos pioneiros aqui do Brasil). Não sabe o que é SOV? Este link aqui irá ajuda-lo a saber mais sobre este subestilo de fazer cinema: Shot-on-Video e o Cinema Independente Brasileiro.

Você vai ser divertir com o histérico/alucinado mundo da Canibal Filmes, onde primamos mais pela quantidade do que a qualidade, como irão perceber no decorrer da experiência que é assistir essas obras perdidas no tempo-espaço neste milésimo de segundo do universo.

E se você gostar dessa postagem resgate/cinemateca, cole o link para seus amigos e conhecidos, a gente só sobrevive da ajuda no boca a boca.

Lixo Cerebral Vindo de Outro Espaço (1992, inacabado), de Petter Baiestorf.

Este foi minha primeira tentativa de fazer um filme. Era descaradamente inspirado no Plan 9 from Outer Space (1959), de Edward D. Wood Jr., um dos culpados por fazer eu querer elaborar roteiros cada vez mais sem sentido (o outro é o Jesus Franco). Até segunda ordem, os 20 minutos de copião deste filme, que nunca chegou a ser montado, está perdido.

Criaturas Hediondas (1993, 80 min.), de Petter Baiestorf.

Após a tentativa fracassada conheci um técnico de cinema chamado Walter Schilke (que trabalhou em filmes como A Dama do Lotação, Gaijin, vários filmes dos Trapalhões, etc) e, com apoio moral do cara, reunimos praticamente o mesmo pessoal do filme anterior e realizamos nosso primeiro longa. Este filme está salvo, mas não temos para download por enquanto. Mas você pode assistir o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=A8LMuo8MoR4

Criaturas Hediondas 2 (1994, 77 min.), de Petter Baiestorf.

Como todo mundo tinha se divertido adoidado fazendo o primeiro filme, nos pareceu extremamente óbvio pegar mais cervejas e ir fazer uma continuação do filme, explorando melhor as personagens de Dr. Rottenberg (E.B. Toniolli) e Igor (eu mesmo). Foi exibido na primeira HorrorCon, em 1995, de São Paulo. Você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/file/8354626gnuoxns9/Criaturas_Hediondas_2.avi/file

Açougueiros (1994-1995, 44 min.), de Petter Baiestorf.

Filmamos tudo em 36 horas, já editando na própria câmera (depois só acrescentamos a trilha sonora). Foi uma experiência experimental técnica em formato “filme de horror”. Você pode baixar aqui: http://www.mediafire.com/file/2fl7112g4mb4iuv/A%25C3%25A7ougueiros.avi/file

O Monstro Legume do Espaço (1995, 77 min.), de Petter Baiestorf.

Já nos sentido preparados para tentar fazer uma produção mais séria, escrevi o roteiro dessa sci-fi com um alien anarquista (que não saiu bem anarquista pelas inexperiências da vida) e filmamos tudo em 8 dias no Balneário de Ilha Redonda, com apoio de um Hotel (que serviu de locações e alojamento), um restaurante e toda a comunidade do local, que realmente se envolveu de cabeça no filme. Depois de pronto exibimos na HorrorCon 2 (1996), na TV Leopoldina e correu o país no formato VHS (na época vendeu mais de 1500 cópias, um número interessante para um grupo de produtores independentes). Luis Thunderbird queria exibir no seu Contos de Thunder, na MTV, mas não consigo me recordar se foi exibido. O filme continua sendo assistido, recentemente integrou a Mostra Sci-Fi da Caixa Cultural, que resgatou alguns clássicos da sci-fi brasileira e nosso SOV foi incluído por sua importância histórica. O filme pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=umaWVoNMQvI&t=908s

Detritos (1995, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Só neste instante que percebi que devíamos fazer curta-metragens. Então invadimos um centro de idosos numa madrugada, erguemos uma cruz e crucificamos o E. B. Toniolli numa hipotética segunda vinda de Cristo. Assista aqui: https://vimeo.com/220338415

2000 Anos Para Isso? (1996, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Já tínhamos filmado o longa Eles Comem Sua Carne, quando uns espanhóis que tinha gostado do Monstro Legume nos pediram um curta gore. Nem pensei duas vezes, montei este curta com cenas do ainda inédito longa e mandei pro festival deles. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/01igwhkl8ry4omk/2000_Anos_Para_Isso.avi/file

Eles Comem Sua Carne (1996, 73 min.), de Petter Baiestorf.

Durante 8 dias ficamos gravando um longa gore (que por mais de uma década permaneceu sendo o filme brasileiro com a maior quantidade de sangue e tripas) numa casa isolada na zona rural de Palmitos, Santa Catarina. Seu lançamento foi em São Paulo, com presença das personagens do filme caracterizadas atacando a plateia. O filme pode ser visto aqui: http://www.mediafire.com/file/qm3p5xczg6rak1e/ELES_COMEM_SUA_CARNE_1996__Canibal_FilmesTitle1.mp4/file?fbclid=IwAR1DZEN8lRSlNo_MVDb0JedvWKAqzMVIt9d4V3NefTULtjE06cDZtxVL6-w

E o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=LgjX4v-7-Jo&t=52s

Arachnoterror (1996, 11 min.), de Coffin Souza.

Num pequeno intervalo das filmagens do Eles Comem Sua Carne, Souza, Carli Bortolanza, Marcos Braun, Claudio Baiestorf (meu pai) e eu, fomos filmar essa aventura de sci-fi. Foi tudo filmado numa única noite. Este pode ser um dos que foram destruídos pela implacável ação do tempo, mas ainda estou tentando localizar uma cópia dele.

Speak English or Die – O Punheteiro Cósmico (1996, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Carli Bortolanza, Marcos Braun e eu estávamos entediados numa noite e filmamos essa sci-fi completamente idiota. Como não gosto de renegar as burradas que faço na vida, segue link para baixar: http://www.mediafire.com/file/jbfn549xb65wf94/Speak_English_or_Die_-_O_Punheteiro_C%25C3%25B3smico.avi/file

Caquinha Superstar A Go-Go (1996, 70 min.), de Petter Baiestorf.

O Monstro Legume do Espaço estava fazendo um sucesso danado e parte deste sucesso se dava por conta da personagem escatológica Caquinha, que se delicia com fezes humanas, sangue menstrual, morcegos mortos e outros quitutes repugnantes, então me pareceu óbvio fazer um filme solo com a personagem, tentando filmar tudo em apenas 2 dias (e filmamos tudo em 2 dias, só que a qualidade ficou uma merda, lógico!). O Caquinha original era interpretado pelo Leomar Wazlawick que recém havia se desligado do grupo, então o E. B. Toniolli topou interpretá-lo e fomos filmar cenas sangrentas num clima de zero graus, para desespero dos atores. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/c5y7k9mtx9zb9b9/Caquinha_Superstar_a_Go_Go.avi/file

O trailer do Caquinha tem a curiosidade de trazer personagens do filme Eles Comem Sua Carne, pois o gravamos durante as filmagens do longa. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=JtvjAJ40538

E aqui: https://www.youtube.com/watch?v=vP8QZUtP9p0

A trilha sonora deste filme foi composta pela banda Trap e pode ser baixada aqui: http://www.mediafire.com/file/b1jgr3rng569fzl/Caquinha_Superstar_a_Go_Go_Soundtrack_composto_pela_banda_Trap.rar/file

Satanikus (1996, 35 min.), de Coffin Souza.

Em Porto Alegre o Coffin Souza resolveu refilmar seu curta em super 8 Satanikus. Depois de pronto acabamos filmando ainda uma cena de introdução contendo nudez pra chamar atenção pro filme. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/sj8f5856nbp9mqd/Satanikus_%25281997%2529.avi/file

Você pode ver o Satanikus original, de 1982, gravado em Super 8, baixando aqui: http://www.mediafire.com/file/qw93m3391cxwc5w/Satanikus_%25281982%2529.avi/file

Blerghhh!!! (1996, 75 min.), de Petter Baiestorf.

Blerghhh!!! Foi uma tentative de fazer um exploitation de ação. E uma tentativa de deixar os filmes cada vez mais profissionais, mas era a década de 1990, não existia equipamento bom ao nosso alcance e os técnicos eram todos de longe. Os efeitos mecânicos deste filme são do Júlio Freitas. Tem uma cabeça decepada do Ricardo Spencer, que era sobra do filme Baile Perfumado. O resto das maquiagens gore são de Coffin Souza e Carli Bortolanza. Como na época não consegui editar este filme como eu desejava, remontei tudo em 2008 com colaboração do Gurcius Gewdner e é a versão que existe. Veja aqui: https://vimeo.com/242062739

Se gostar do filme, de coração (sei de um casal que se casou após assisti-lo juntos na época), baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/gcn7zq4i053s987/Blerghhh.avi/file

Bondage (1996, 69 min.), de Petter Baiestorf.

É cine-montagem com restos de filmes nossos e loops em super 8. O filme ainda existe, só não foi digitalizado ainda. O poster novo fiz usando uma ilustração da artista Leyla Buk.

Ácido (1996-1997, 2 min.), de Petter Baiestorf.

Durante as filmagens de Blerghhh!!! teve um dia que a Denise V., Souza e eu, ficamos de bobeira e gravamos a base do que veio a ser este curta. É vídeo arte abstrata. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

The Butterfly Over Sky-Brain (1992-1997, 15 min.), de Petter Baiestorf.

Em 1992 eu tinha feito uma experiência com o Leandro Dal Cero e Loures Jahnke de técnicos mais o E. B. Toniolli de ator, mas por algum motivo que não lembro, levei 5 anos para montar o curta (talvez eu não tinha gostado do material na época, mas realmente não lembro se este foi o motivo). É um drama “sério”. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/8cu5dq0vyau3sqp/The_Butterfly_Over_Sky-Brain.avi/file

Chapado (1997, 31 min.), de Petter Baiestorf, Coffin Souza e Marcos Braun.

A proposta quando elaboramos este média era uma só: Gravar somente quando estivéssemos bêbados ou chapados (meio que inspirados na escrita automática dos surrealistas) e foi o que fizemos. Como passamos uns 4 meses gravando essa joça sem roteiro, cooptando amigos bêbados que apareciam, reunimos muito material (as fitas originais se perderam, infelizmente) e, depois, ao editar, me inspirei no Chappaqua (1966), de Conrad Rooks, pra tentar fazer ter algum sentido. É nosso primeiro filme pra ser sentido, não entendido. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/ht6y53k561xnjtj/Chapado.avi/file

My Little Psycho (1997, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Nessa época a gente tinha um estúdio num porão podreira e, numa das noites que eu estava por lá sozinho sem nada pra fazer, resolvi filmar uma ideia estúpida fazendo tudo sozinho. Infelizmente este curta se perdeu. Mas era extremamente ruim.

Vomitando Lesmas Lisérgicas (1997, 8 min.), de Petter Baiestorf.

Inutilidade que gravei com ajuda do Marcos Braun e do Claudio Baiestorf, pra aprender a desbotar/saturar as cores no VHS. O resultado dessas experiências foram aplicadas no média Bondage 2, mas este curta só existiu por experiência técnica mesmo. Ele pode ser baixado aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BebRXLlCpV0

Bem, preciso pedir desculpas, mas este foi o momento que descobri que um blog tem limite de espaço disponível e o Canibuk acabou se ficar 100% cheio, não está mais me deixando anexar nada de imagens. Então essa é a última postagem que faço nele e deixo incompleta (como forma de protesto por ter limite de espaço). O blog irá permanecer no ar até que o wordpress resolva deleta-lo. Vai ficar como um museu virtual. Me conhecendo, daqui um tempo criarei outro blog, com outro nome, começando do zero com novo tipo de abordagem

Se você estava curtindo os posters, baixe aqui todos os que eu ia postar: http://www.mediafire.com/file/3q74i9nbb8zqzph/POSTER_CANIBAL_FILMES.rar/file

E continue a leitura. Peço desculpas por alguns comentários bem rápidos e superficiais, mas eu estava fazendo essa postagem na correria (se eu descobrir meios de liberar mais espaço, sem pagar por isso, irei finalizar essa postagem, no momento estou brocha…).

Bondage 2 (1997, 55 min.), de Petter Baiestorf.

As filmagens deste roteiro foram bem tensas, com o grupo brigando meio que o tempo inteiro. Também creditei, na época, uma de nossas atrizes como diretora e hoje ela renega tudo que fez conosco (por isso estou assumindo a paternidade deste filme tanto tempo depois, já que eu tinha dirigido ele mesmo na época). Mas agora, passados mais de 20 anos da produção, gosto bastante do resultado que alcançamos naqueles 5 dias de caos que foram as gravações. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/59k2vh9n159v59k/B%2And%2Ag%2A_2.avi/file

PVC (1997, 7 min.), de Petter Baiestorf e Cesar Souza.

Outro daqueles curtas abstratos que adoramos fazer, mesmo que saibamos q1ue ninguém quer ver. Por enquanto não foi localizado em nossos vastos arquivos desorganizados.

Gordo Enrolando (1997, 8 min.), de Jack Salls.

O diretor deste curta é outro que renega o passado conosco. Este curta foi filmado com ajuda do Carli Bortolanza e quando fomos gravar uma cena de explosão, chamuscou seriamente o ator principal. Não existe cópia.

Super Chacrinha e seu amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha (1997, 118 min.), de Petter Baiestorf.

Aconteceu tanta coisa durante as filmagens deste longa que não sei o que destacar. Passamos uns 6 meses filmando sem roteiro (o copião é gigantesco), inclusive gravamos uma invasão de Tor Johnson (Jorge Timm) no Festival de Gramado de 1997 e, no melhor sistema de guerrilha, acabamos com Ivan Cardoso, Lucia Rocha, Hugo Carvana, José Lewgoy e Marco Palmeira no filme. Me conta o Coffin Souza que o então desconhecido Rodrigo Santoro se ofereceu na época para ser maquiador em nossos filmes, mas eu não me recordo disso, podendo ser delírio etílico do Coffin. Este longa traz inúmeras cenas na cidade destruída de Ita, onde passamos alguns dias gravando nos escombros. É uma pena que não tivemos tempo hábil (leia-se, dinheiro) de voltar à cidade destruída para gravar uma sci-fi pós-apocalíptica. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/04qy03kj55w8xci/Super_Chacrinha_e_seu_Amigo_Ultra-Sh%2At_em_Crise_Vs._Deus_e_o_Diabo_na_Terra_de_Glauver_Rocha.avi/file

Como na época eu estava me divertindo horrores gravando cenas na forma de guerrilha, montei o trailer com imagens roubadas de um baile de debutantes que encontrei no antigo estúdio onde montávamos os filmes. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=FAxyrkOL9x0

Deus – O Matador de Sementinhas (1997, 4 min.), de Petter Baiestorf e Carli Bortolanza.

Nossa homenagem à estúpida ideia de deus. Baixe o curta aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

O Homem-Cu Comedor de Bolinhas Coloridas (1997, 16 min.), de Petter Baiestorf.

Carli Bortolanza e eu gravamos numa madrugada de tédio, inventando o roteiro na hora. São 16 minutos de um cara vomitando e rolando sobre um miasma de gosmas estomacais. Este curta ainda existe, só não consegui localizá-lo.

Quando os Deuses Choram Sobre a Ilha (1997, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Jorge Timm queria fazer um documentário sério sobre uma cheia do Rio Uruguai, mas Carli Bortolanza e eu, chapados de cogumelos, estragamos tudo delirando sem parar. Ficamos uns 4 dias na região completamente fora do ar, contratando ribeirinhos pra dar os depoimentos e filmando de modo irresponsável. O documentário ficou ruim por nossa culpa. Veja qqui: http://www.mediafire.com/file/b9ud97uj3ajdq57/Quando_os_deuses_choram_sobre_a_ilha_320x240.avi/file

Analconda Y Los Vampiros de Tiburón (1998, 20 min.), de Coffin Souza.

Filmado em Tubarão, SC. Não sei de muitas histórias de bastidores deste curta, só participei editando-o e depois fazendo a distribuição. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/qj4tgglpxyyvqca/Analconda_Y_Los_Vampiros_de_Tibur%25C3%25B3n.avi/file

Crise Existêncial (1998, 8 min.), de Petter Baiestorf.

Era pra ser, inicialmente, um drama sobre a falta de perspectivas dos jovens, mas acabou saindo isso aí. A dupla de jovens é interpretada pelo Carli Bortolanza e o Ronald Kojorowski, que na época a gente chamava de Beavis and Butt-Head. Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=y8KQAHFNYz0

Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City (1998, 96 min.), de Uzi Uschi.

Sim, este filme existe. É cine montagem com loops em super 8. Apesar de ter sido um dos montadores dele, não lembro de praticamente nada deste filme. Estou tentando localizar ele, até porque quero ver o que foi feito. Ele ainda existe, então é questão de tempo até ser resgatado e disponibilizado no colorido mundo da internet. PS- Espero não ser processado pelo John Landis por ter roubado o gorila do filme dele pro cartaz deste filme.

Gore Gore Gays (1998, 108 min.), de Petter Baiestorf.

Enquanto trabalhamos no curta Nocturnus, de Dennison Ramalho, começamos a gravar este longa, que ainda se chamava A Ninfeta Gore. Deu tanto problema gravando ele que não tenho como selecionar nenhuma história em especial (todas são divertidas e conto com detalhes sórdidos e picantes no livro ainda não lançado Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada). Segue ele pra doenload: https://www.mediafire.com/file/yx2renw0yp8982u/GxGxG_1998__Canibal_Filmes.mp4/file

A Despedida de Susana: Olhos & Bocas (1998, 6 min.), de Petter Baiestorf.

Curta experimental que fiz quando soube que uma de minhas melhores amigas iria se mudar pra São Paulo, fala das incertezas da vida. É um curta que gosto muito, tem um significado muito forte pra mim e, também, porque o Carlos Reichenbach elogiava bastante a sequencia final. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AlIqpUjq0qU&t=6s

Homenagem (1998, 7 min.), de Carli Bortolanza.

Não me lembro direito deste curta, mas foi uma diversão filmá-lo (fiz a fotografia e edição). Bortolanza bebia da fonte Andy Warhol e fez uma homenagem à cerveja, nosso líquido preferido, baseado numa poesia-ode que tinha escrito pra bebida maravilhosa. Não temos o curta digitalizado, mas estou na busca.

Boi Bom (1998, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Gravamos num abatedouro clandestino. Este boi usado no curta foi, depois da porquice toda, enviado pra um restaurante, onde os carnívoros se banquetearam. Me tornei vegetariano após essas filmagens. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/rrok2yldl8ca4rc/Acido_BoiBom_Deus.rar/file

Chumbo (1998, 6 min.), de Petter Baiestorf.

Em 1998 o diretor sorocabano Cleiner Micceno veio até nosso estúdio montar uma série de curtas, então o aproveitamos e gravamos este pequeno filme ruim de dar dó. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HMw8tyuVZTc

O Vinicultor faz o Vinho e o Vinho faz o Poeta (1998, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Faz parte dos curtas perdidos. Acredito que quando achar este filme aqui, acharei junto uma leva de outros curtas considerados perdidos.

Fodendo meu Vitelo (1998, 5 min.), de Carli Bortolanza.

Faz parte dos curtas perdidos. Acredito que quando achar este filme aqui, acharei junto uma leva de outros curtas considerados perdidos.

Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos (1998, 80 min.), de Petter Baiestorf.

Nosso filme mais bizarro. As filmagens dele foram uma festança de vários meses fora do ar. Na época a gente tinha sido contratado por um produtor paulista pra rodar um pornô normal, na linha que a brasileirinha fazia logo depois, só que a gente misturou religião, anarquismo, críticas ao militarismo, política e surrealismo e deu num troço que era impossível conseguir distribuição naquela época. Graças ao tufo financeiro que levamos com este filme aqui que existe o Zombio. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/f6mcs9ssjc0cvzs/Sacanagens_Bestiais_dos_Arcanjos_F%25C3%25A1licos.avi/file

Zombio (1999, 45 min.), de Petter Baiestorf.

Caralho, até que enfim um filme bacana nessa interminável lista de ruindades. Zombio foi filmado em 5 dias de outubro de 1998 e é considerado , internacionalmente falando (é citado na edição original do livro Book of the Dead, de Jamie Russell), o primeiro filme de zumbis da história do cinema brasileiro. Só não é do cinema Latino porque os argentinos foram dois anos mais rápidos. Veja o filme aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HtiY3ZUcjSE&t=69s

E veja o trailer-making of aqui: https://www.youtube.com/watch?v=wr87SgzT-50&t=1s

E se você curte mesmo este filme, veja essa deitação de sarro que Coffin Souza eu gravamos 10 anos depois nas locações dele: https://www.youtube.com/watch?v=tbDGo5ZarII

Festival Psicotrônico Vol. 1 (1999, 112 min.), de Vários diretores.

Fita VHS que reunia 13 curtas da Canibal Filmes. Nunca digitalizado.

9.9 (nove.nove) (1999, 1minutos)de Petter Baiestorf.

Continuação zoeira do Crise Existencial, novamente com Beavis and Butt-Head no elenco. Desta vez a gente fez uma abordagem mais surrealista/nonsense. Foi extremamente divertido (e inebriante) filmar essa joça. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/7y2v39cn757mwo5/9.9_%2528nove.nove%2529.avi/file

Aventuras do Dr. Cinema na Terra do VHS Vagabundo (1999, 13 min.), de Petter Baiestorf e Coffin Souza.

Uma homenagem cretina ao ator David Camargo. Não temos mais cópia deste filme, mas ele está arquivado na Cinemateca de Porto Alegre, para assistir é só chegar no Capitólio e pedir.

Pornô (1999, 3 min.), de Petter Baiestorf e Coffin Souza.

Depois de filmar Zombio e constatar que horror adolescente faz sucesso, devíamos ter ficado gravando só bosta adolescente, mas resolvemos pegar milhares de metros de película em super 8 e fazer uma animação abstrata em película riscada, e lá ficamos nós uns 20 dias, 18 horas diárias (ou mais), riscando aquelas merdas de 8mm. Perdemos o rolinho em super 8 do filme, mas estamos em busca de um VHS onde filmamos o curta diretamente da parede onde foi projetado pela primeira vez.

Andy (1999, Inacabado), de Petter Baiestorf.

Este seria o primeiro longa onde Elio Copini seria alçado a condição de astro da Canibal Filmes, mas deu tudo errado e arquivamos o filme. O copião tem uns 15 minutos de cenas e um dia será montado misturado aos outros filmes inacabados.

Raiva (Rage-O-Rama, 2001, 70 min.), de Petter Baiestorf.

Em 2000 não há filmes porque estávamos falidos. De cabeça dura filmei este longa de ação, que é nossa única produção bem cuidada de 2000 até 2007. Este filme está digitalizado, salvo, só não está disponível na internet por enquanto. As filmagens dele duraram 6 meses e deu até pra explodir carro. Desculpem pelos posters contendo apenas a mesma imagem, mas não consegui encontrar os negativos com fotos da produção (que ainda eram feitas naquelas máquinas fotográficas com película). Se você ficou curioso, existem cenas dele nessa série o Canal Brasil aqui: https://www.youtube.com/watch?v=XiSl3sb0MTY&t=1s

Relembre da Carne (2001, 20 min.), de Coffin Souza.

Cyberpunk sem orçamento. Gravamos o curta com uma animada plateia de putas de rua nos assistindo. O curta é meia boca, mas os bastidores foram geniais. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/89juea6duxow1z0/Relembre_da_Carne.avi/file

Filme Caseiro Número Um (2001, 5 min.), de Petter Baiestorf.

Cine-Montagem que realizei sozinho numa madrugada de tédio. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AkjnFCSUoQ8&t=3s

Carniça (2001, 31 min.), de Ivan Pohl.

Ivan Pohl talvez seja o diretor mais alucinado e sem noção do SOV brasileiro. Este é seu primeiro média e é imbecil demais. Não participei das filmagens, só ajudei a distribuir o filme. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/ai0iydrfevna5bk/Carni%25C3%25A7a.avi/file

Não Há Encenação Hoje (2002, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Após ter bancado o Raiva com grana do meu bolso (que não teve lançamento depois, e em consequência, não teve renda nenhuma), eu estava completamente falido (igual estou desde 2016, sem previsão nenhuma de melhorar a situação financeira, por isso parei de fazer filmes e não lancei o livro de bastidores da Canibal Filmes) e passei a fazer curtas/médias bobos só pra encher a cara de cachaça com amigos. Não Há Encenação Hoje fala disso, da impossibilidade de filmar. Faz parte de uma série de filmes metalinguísticos que realizei. Ele pegou seleção no Cine Esquema Novo daquele ano, sei lá como, mas pegou. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/rreel1rmglyu9r5/N%25C3%25A3o_H%25C3%25A1_Encena%25C3%25A7%25C3%25A3o_Hoje_-_Vers%25C3%25A3o_Oficial.avi/file

Demências do Putrefacto (2002, 15 min.), de Petter Baiestorf.

Minha ópera gay experimental montada diretamente na câmera VHS que gravou tudo. Não me importo se ninguém gosta dele, o fiz com amigos e adoro ele. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/4i6327ni528wfnb/Dem%25C3%25AAncias_do_Putrefacto.avi/file

Mantenha-se Demente (2002, Inacabado), de Petter Baiestorf.

Foi minha tentativa de erguer uma produção ultra gore com inspiração nos exagerados filmes japoneses de tentáculos, só que faltou dinheiro e tudo desandou. As poucas sequencias gravadas viraram o curta Fragmentos de uma Vida.

Fragmentos de uma Vida (2002, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Com efeitos gore do Carli Bortolanza e o Jorge Timm roncando no sofá que havia no set. Baixe o curta aqui: http://www.mediafire.com/file/w0vrblo016s0wpd/Fragmentos_de_uma_Vida.mpg/file

Minimalismo Surreal Vol. 1 (2002, 120 min.), de Petter Baiestorf, Ivan Pohl e Coffin Souza.

Foi uma coletânea com seis curtas nossos, que você mesmo pode montar em casa baixando os curtas: Não Há Encenação Hoje, Filme Caseiro Número Um, Relembre da Carne, 9.9, Analconda Y Los Vampiros de Tiburón e Carniça.

Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica (2003, 12 min.), de Petter Baiestorf.

Íamos gravar outro roteiro, mas aí, indo pro set, o Carli Bortolanza achou uma TV jogada num lixão e elaborei este roteiro enquanto filmávamos. Foi exibido na sessão em homenagem ao Carlos Reichenbach, quando de sua morte. Baixei aqui: http://www.mediafire.com/file/l4x89m55sv8c7g1/Primitivismo_Kanibaru_Na_Lama_da_Tecnologia_Cat%25C3%25B3dica.avi/file

Cerveja Atômica (2003, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Filme de zumbis bêbados com trilha sonora inteiramente composta pelas bandas Impetigo e Lymphatic Phlegm. O filme está salvo, somente não o colocamos para download.

Frade Fraude Vs. O Olho da Razão (2003, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Baseados em Nietzsche e Bakunin, Coffin e eu gravamos este curta com ajuda do Claudio Baiestorf e, depois de finalizado, nos mandamos para um bailão dançar polka. Incrivelmente essa bomba foi comprada pela TV Brasil. Veja a bomba aqui: https://www.youtube.com/watch?v=jyoR4SXpMo4

Trinta e Um de Março para Todos os Santos de Sessenta e Quatro (2003, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Com o surgimento dos Bolsominions filhos da puta, tenho vergonha de ter feito este curta e ser confundido com um destes bostinhas. Possivelmente meu pior filme, onde meu senso de humor estava meio estranho. Mas foi feito e tá aí. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=aGrMUuKFbhE&t=206s

Quadrantes (2004, 65 min.), de Coffin Souza.

Depois de uma sucessão de curtas pavorosos o mais sensato era fazer um… Longa pavosoro sem dinheiro nenhum. O roteiro original do Coffin Souza era genial, mas meio que estragou tudo gravar ele sem dinheiro algum e os atores amadores até para nossos padrões habituais. Jorge Timm faz o papel de Deus neste filme. O filme está salvo, apenas ainda não o colocamos para download. Mas veja o diretor falando sobre a produção aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xu3Wjv56VmA

Ópio do Povo (2004, 3 min.), de Petter Baiestorf.

Outro daqueles filmes abstratos de vídeo arte que você odeia. Não veja. Veja aqui: http://www.mediafire.com/file/3ch8c7dgmacmtb6/%25C3%2593pio_do_Povo.avi/file

Buscando la Película Perdida (2004, 9 min.), de Petter Baiestorf, Coffin Souza e E. B. Toniolli.

Neste momento já tínhamos lançado o livro Manifesto Canibal, onde incentivávamos o vandalismo. Baseado nisso pegamos o copião do curta Buscando la Fiesta, de E. B. Toniolli, e montamos sem a autorização dele, que, logicamente, odiou e ficou vários meses sem falar conosco. Desculpa amigão! Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BgePh2yJe3M&t=331s

Vai Tomar no Orifício Pomposo (2004, 14 min.), de Petter Baiestorf.

Inspirados pelo livro Hollywood, do Bukowski, escrevemos este roteiro sobre as amarguras de ser produtor de filme vagabundo no Brasil, já prevendo que o país iria encher de crentes malditos adoradores de dinheiro. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=dwkZ3NXNIAE&t=9s

Somos a Ralé (2004, 36 min.), de Coffin Souza.

Um documentário porra louca onde nossos atortes refletem sobre o caos que é filmar sem dinheiro conosco. Apesar de eu ter sido o entrevistador/montador do curta, não lembro de absolutamente nada. Está perdido, mas estou em busca dele tal qual se fosse uma arca sagrada (vai que o Monty Python tá dentro).

Olhando a Cor da Melodia de Baixo para Cima com a Cabeça Raspada Parada (2004, 7 min.), de Canibais Etílicos.

Tem um momento na vida que o homem para o que está fazendo e analisa seus feitos, é sua chance de modificar tudo que está fora dos eixos. Bem, quando gravamos este curta não foi meu momento de refletir sobre os lixos que eu estava realizando, estava numa onda “No Future” (tipo agora neste 2019 bolsonarista). Este curta é possivelmente a coisa mais inútil que já fizemos numa carreira de inutilidades. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/0ge9svuhbbdx0vr/Olhando_a_Cor_da_Melodia_de_Baixo_para_Cima_com_a_Cabe%25C3%25A7a_Raspada_Parada.avi/file

Poesia Visceral (2004, 4 min.), de Canibais Etílicos.

Você curte ver uma pessoa vomitando? Então aqui é seu lugar. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/8jg38plaxuc9z34/Poesia_Visceral.avi/file

Predadoras (2004, 21 min.), de Coffin Souza.

Um grupo de meninas devorando homens tarados. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/hh671fvhou6f4hk/Predadoras.avi/file

Duelando pelo Amor de Teresa (2004, 19 min.), de Petter Baiestorf.

Este curta até que teve uma produção um pouquinho mais bem cuidada, ainda mais se comparado diretamente com as imbecilidades que estávamos fazendo em ritmo alucinado naqueles dias do glorioso ano de 2004. Ele chegou a pegar seleção em alguns festivais e foi exibido na TV Educativa. Por algum motivo que desconheço, ele continua sem a opção download.

Por Quê?… Porquê Sou Brasileiro!!! (2004, 15 min.), de Ivan Pohl.

Ivan prevendo o Brasil de hoje. Impagável, com trilha sonora da banda do Gurcius Gewdner. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/20lum8kucdm7z8q/Porque_Porque_Sou_Brasileiro_Filme_Pol%25C3%25ADtico_Trailers.rar/file

Ora Bolas, Vá Comer um Cu!!! (2004, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Sim pessoal, eu sei que faz mal pra imagem do artista postar uma caralhada de bosta que ele fez, mas veja aqui mais uma: http://www.mediafire.com/file/f2vyok8psazebs5/Ora_Bolas%252C_V%25C3%25A1_Comer_um_Cu%2521%2521%2521.avi/file

Terceira Festa de Boas Vindas ao Meteoro Amigo que se Espatifará no Planeta Terra no Ano de 2019 (2004, 85 min.), de Zero Yoshi.

Naquele ano a gente promoveu uma scholock fest em homenagem ao meteoro que vai cair neste ano e o Zero filmou tudo. Teve muita gente pelada fazendo asneiras e os Urtigueiros (banda dadaísta) tocando. O filme está perdido até o momento, pois como não foi distribuído só existe o máster dele, que está sumido.

Mike Guilhotina (2004, 26 min.), de Ivan Pohl.

O grupo Coffin Souza, Elio Copini, Everson Schutz e Ivan Pohl havia criado uma produtora de filmes experimentais chamada N.A.V.E., que significa Núcleo Avançado de Vídeomakers experimentais de Palmitos, e estava filmando inúmeras experimentações com cores e formatos, que acabam comigo distribuindo. Este curta faz parte do pacote, mas se encontra sumido. Foi uma homenagem do Ivan ao seu cachorrinho de estimação.

Vi$cio (2004, 15 min.), de Carli Bortolanza.

Está perdido. Bortolanza quer refilmar em 2020.

Baiestorf: Filmes de Sangueira & Mulher Pelada (2004, 20 min.), de Christian Caselli.

Não é nosso, é um documentário que o Caselli realizou sobre nossa arte. Tô colando ele junto porque acho que é necessário uma pausa para que você compreenda as motivações de tanta bosta que fizemos até o momento. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RTbOCpNmH8A&t=89s

Palhaço Triste (2005, 32 min.), de Petter Baiestorf.

Este foi o momento que parei para refletir sobre minha existência, sobre minha carreira de filmes ruins e, então, munido de minhas ruminações, realizei meu filme mais comercial, onde abri mão de tudo o que acredito para entregar este quase blockbuster hollywoodiano. Veja aqui: https://vimeo.com/230641180

A Curtição do Avacalho (2006, 73 min.), de Petter Baiestorf.

Com as edições de Gurcius Gewdner, fui deixando os filmes mais dinâmicos do que as produções feitas em VHS na década de 1990. Este Curtição foi uma experimentação estilo Cinema Marginal, filmado em uns 3 meses. Concluímos a produção em apenas 5 pessoas. Adoro o resultado final alcançado com ele e faria tudo de novo. Só existe em DVD físico, não estando disponível na internet por enquanto. Veja este fragmento do longa: https://www.youtube.com/watch?v=R-49eSZtkoA

O Monstro Legume do Espaço 2 (2006, 61 min.), de Petter Baiestorf.

Um erro que cometi, apesar que gosto bastante deste roteiro. Ele só existe em mídia física até o momento.

Que Buceta do Caralho, Pobre Só Se Fode!!! (2007, 23 min.), de Petter Baiestorf.

Minha homenagem pessoal ao cineasta George Kuchar, que viu o filme e elogiou bastante. Em teoria ele está na internet, disponível, mas não o encontrei para linkar aqui. De todo modo você o encontra no material extra do DVD de Arrombada.

Manifesto Canibal – O Filme (2007, 9 min.), de Petter Baiestorf.

Baseado no livro Manifesto Canibal, vociferamos frases sobre como produzir sem dinheiro. Foi um estrondoso sucesso quando de seu lançamento, sendo exibido em muitas universidades e coletivos anarquistas. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/wqditv8vrieww7u/Manifesto_Canibal.avi/file

Ou assista online aqui: https://vimeo.com/242441585

O Nobre Deputado Sanguessuga (2007, 13 min.), de Petter Baiestorf.

Meu curta infantil político surrealista, pelo qual tenho grande carinho. O cara por debaixo da incomoda maquiagem de dedo é meu pai, que fez tudo muito animado, ele adorava gravar conosco (se você reparar nas fichas técnicas de todos os filme, quase sempre o Claudio Baiestorf está por lá – ele faleceu em 2009). Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=bGn2OQYDBH8

Quando Jesus Bate à Sua Porta (2006, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Curta produzido para uma oficina de vídeo que tem a curiosidade de trazer os músicos Daniel ETE (da banda Muzzarelas) e Célia Harumi (Grease), ele no elenco, ela na produção/edição. Veja o curta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=VRCPUzqVkwg&t=411s

Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!! (2007, 39 min.), de Petter Baiestorf.

Um de meus filmes mais populares (perdendo para as séries Zombio, Monstro Legume e o Vadias do Sexo Sangrento), que gravamos em 5 dias e foi a primeira de minhas parcerias com a Ljana Carrion. Apesar do filme parecer meio tenso, foram gravações bem alegres, com um grupo de pessoas incríveis. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/1zdilw3di117s3b/Arrombada.avi/file

Vadias do Sexo Sangrento (2008, 30 min.), de Petter Baiestorf.

Reunimos praticamente a mesma equipe do curta anterior e, com acréscimo da Lane ABC, realizamos este divertido e alto astral filme sobre o amor. Ele é uma paródia metalinguística às comédias românticas e foi meu set mais harmônico desde sempre. Toda a equipe passava a maior parte do tempo pelada, o que deixou o ambiente muito leve e divertido. Você pode baixar ele aqui: http://www.mediafire.com/file/l0vy11tr6elytrt/Vadias_do_Sexo_Sangrento.avi/file

Kanibaru Shocking Shorts (2008, 50 min.), de Petter Baiestorf.

Vários curtas em apenas um único link. Surpresa, nem eu lembro mais o que tem nessa fita: http://www.mediafire.com/file/8ee9pt6km5kmfpt/kaniraru_gore_shorts_VOL_1.mp4/file?fbclid=IwAR23B-I0sYYlT7XJbnz8n5JZ6If4ZubZV9H3lte1kOhSyk_iEj8bbdPKIME

Encarnación del Tinhoso (2009, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Uma homenagem ao cinema de horror indiano, numa tentativa de incluir todos seus excessos, de sonoplastia até zoons e enquadramentos. Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=y7nzCpKgqiM

Ninguém Deve Morrer (2009, 31 min.), de Petter Baiestorf.

Sempre tive a vontade de rodar um musical. Também sempre tive vontade de rodar um faroeste, então me pareceu uma boa ideia unir as duas vontades e criar um musical western em homenagem aos filmes feitos na Boca do Lixo. Essa produção reuniu o pessoal que habitualmente trabalhava comigo até uma caralhada de músicos, zineiros e organizadores de mostras. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/8m235oakqfo3fyq/Ningu%25C3%25A9m_Deve_Morrer.avi/file

Sangue Marginal (2009, 77 min.), de Marco Vaz.

Outra pausa para você entender nossas motivações ao fazer um filme. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AJpz7PbPeAM

O Doce Avanço da Faca (2010, 35 min.), de Petter Baiestorf.

Essa foi a primeira produção que realizei com a atriz Gisele Ferran. Incrivelmente, sabe-se lá o porque, não está disponível na internet e nem em mídia física. Que lástima, não? Mas fiquem com este delicioso fragmento do média: https://www.youtube.com/watch?v=BZ9l6neQc_k

A Paixão dos Mortos (2011, 8 min.), de Coffin Souza e Gisele Gerran.

Curta filmado como se fosse uma fotonovela. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=kX9ahDLlXto&t=200s

Zombio 2 – Chimarrão Zombies (2013, 83 min.), de Petter Baiestorf.

Meu Cidadão Kane. Único filme onde tive um orçamento minimamente decente (e era apenas meio terço do que eu realmente precisava). Só consegui finalizar este lona porque recebi ajuda de absolutamente todo mundo. As gravações foram durante 23 dias, mais 18 dias para montar tudo. Precisava de mais tempo pras duas coisas, mas tá feito e tá aí. Baixe aqui com legendas em inglês: http://www.mediafire.com/file/a62i2x43awdbz2x/Zombio_2_with_subtitles.mp4/file

Ou assista online aqui: https://vimeo.com/225099168

Filme Político (2013, 2 min.), de Petter Baiestorf.

Fazia parte do projeto Páscoa Sarnenta, mas só conseguimos concluir ele. Este projeto foi elaborado pelo Felipe M. Guerra, que consistia em gravar os bastidores de uma produção minha, mas inventei de filmar 4 curtas em 3 dias e deu tudo errado. Conto essa história com detalhes no livro inédito Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada (onde inclusive há uma hilária passagem sobre Gurcius Gewdner sendo o apoio para uma mesinha onde um casal de atores trepava).

As Fábulas Negras (2014), de Zé do Caixão, Rodrigo Aragão, Joel Caetano e Petter Baiestorf.

Neste ano não tive produção própria, apenas trabalhei nessa produção da Fábulas Negras. Assista meu episódio aqui: https://www.youtube.com/watch?v=KeeQ_aNatso&t=24s

13 Histórias Estranhas (2015), de Vários diretores.

E no ano seguinte fiquei envolvido neste aqui, A Cor que Caiu do Espaço, baseado em conto de Lovecraft, onde peguei o dinheiro da produção e dei pro pessoal que trabalhava comigo e filmei tudo sem dinheiro. Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/9b96vot1sdt9t7u/A_Cor_Que_Caiu_do_Espa%25C3%25A7o_-_Master_com_Cr%25C3%25A9ditos.avi/file

Ou assista aqui: https://vimeo.com/223284510

Até Que… E Deu Merda (2017, 4 min.), de Carli Bortolanza.

Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/tbdrzpaflov0jdg/At%25C3%25A9_que…_e_deu_m%2Ard%2A%2521.avi/file

Baiestorf (2017, 20 min.), de Bruno Sant’Anna.

Última pausa para entender nossas motivações. Prometo que no próximo documentário sobre a Canibal Filmes vou desmentir tudo e mudar as referências e influências, só pra causar caos e desordem. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=7p0LAxjgEgs&t=46s

Ándale! (2017, 4 min.), de Petter Baiestorf.

Em 2015 eu havia aberto a loja Mondo Cult em Porto Alegre, mas deu tudo errado e tal empreendimento fodeu com minha vida financeira. Então, desde 2015, não estou mais conseguindo bancar meus filmes, ou seja, só estou conseguindo fazer pequenos filminhos com ajuda de velhos amigos. Este aqui rodamos sem dinheiro nenhum e acabou ganhando vários prêmios de melhor curta experimental. Veja aqui: https://vimeo.com/219401005

Beck 137 (2017, 11 min.), de Petter Baiestorf.

Curta realizado em Goiânia, com suporte da Mostra Crash, onde ministrei uma oficina sobre como fazer filmes sem orçamento com uso de celulares. O resultado ficou bem bacana, mas não tenho autorização para disponibilizar o curta aqui.

A Noiva do Turvo (2018, 4 min.), de Loures Jahnke.

Produzi este outro curta feito em celular com amigos das antigas e os filhos deles. Gosto do resultado lindão que ele ganhou e esse clima de pão caseiro que ele tem. Veja aqui: https://vimeo.com/256403432

A História Kaingang por Eles Mesmos (2018, 22 min.), de Petter Baiestorf.

Não é um documentário, é apenas um registro da tradição oral dos kófas kaingangs, onde eles resgatam a história da T.I. Guarita. Baixe o filme aqui: http://www.mediafire.com/file/e39rr2euw8542c5/Historia_Kaingang_por_eles_mesmos_-_Final_v3_-_com_legendas.mp4/file

Purgatório Axiomático (2019, 5 min.), de Fábio Ruffino.

Nem sei se eu podia compartilhar o filme aqui, mas é o primeiro filme onde assino a trilha sonora, compondo a música inteira. Depois dele assinei ainda a composição da trilha sonora de Brasil 2020, meu último curta. Baixe a trilha aqui: http://www.mediafire.com/file/dffnteluflffwrq/Demotape_Baiestorf_-_Experimenta%25C3%25A7%25C3%25A3o_do_Caos_C%25C3%25B3smico.rar/file

Brasil 2020 (2019, 7 min.), de Petter Baiestorf.

Meu último e recém lançado curta. Baixe aqui e pirateie por favor: http://www.mediafire.com/file/kcn37zc94ymom23/Brasil_2020_-_Final_FullHD.mp4/file

E se você curtiu a trilha sonora que compus pro filme, baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/dpvc0s78494829g/Brazil_2020_-_Soundtrack.rar/file

Outros que fiz posters:

A Arte da Tortura (2015, 3 min.), de Carli Bortolanza.

Baixe aqui: http://www.mediafire.com/file/d9dw4ycdos38kd5/A-Arte-da-Tortura-Final.flv/file

E mais essa série de posters para filmes que tive que abandonar por problemas com orçamento ou que fiz posters fakes. Estes filmes não existem, mas me dê dinheiro e todos se tornarão realidade!

Se você curtiu os posters, baixe todos em alta qualidade aqui NESTE LINK.

por Petter Baiestorf

Naked Things Session Vol. 1

Posted in download, Música with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 19, 2019 by canibuk

Naked Things Session Vol. 1 é composto de 5 EPs gravados no ano de 2019 e lançados pelo meu selo Petter Baiestorf, no Bandcamp. O estilo musical dos EPs variam entre dark ambient, space music e industrial com pegada mais eletrônica.

NAKED THINGS SESSION VOL. 1 – BAIXE CLICANDO AQUI

EP 1 – +8Gy – “Incubo sulla città contaminata” (2019, 28 minutos).

Altri Otto Gy é um projeto de Dark Ambient de inspiração no filme “Incubo sulla città contaminata” (Nightmare City, 1980), de Umberto Lenzi, tentando transformar algumas situações do filme em ondas sonoras. Contém seis músicas:

01 – Radiazioni nucleari (04′:29″)

02 – Contaminazione (05′:10″)

03 – Altri otto Gy (05′:41″)

04 – Città dei morti viventi (03′:40″)

05 – Dannato esercito (06′:07″)

06 – Sterminatore di innocenti (03′:48″)

EP 2 – Baiestorf – “Frankenstein Bipolar” (2019, 34 minutos).

O EP “Frankenstein Bipolar” é Space Music Eletrônica, conta com três músicas inéditas e uma regravação da música “Rio 80 Tiros”, que eu tinha lançado no EP anterior que você pode baixar aqui: RIO 80 TIROS. Contém quatro músicas:

01 – Frankenstein Bipolar (14′:00″)

02 – Spaceship 90-Cyr (05′:45″)

03 – Nebulosa Zghk3-c (10′:37″)

04 – Rio 80 Tiros (04′:45″)

EP 3 – Hal9000 – “Aliens” (2019, 14 minutos).

Space Music com uma pegada de industrial. O disco anterior, “Scape Odyssey” (2018), pode ser ouvido aqui: BAIXAR.

Este novo EP contém quatro músicas, quase um ensaio-experimentação para as possibilidades de músicas que poderão ser criadas para a trilha sonora do curta “Meu Amigo Barnabé“, assim como a experimentação da Robby Robot, “Forbidden Planet“. Ouça ROBBY ROBOT AQUI. O EP contém as músicas:

01 – Reator (04′:52″)

02 – Alien em Movimentação Estranha (03′:25″)

03 – Buraco Negro Sistemático (03′:22″)

04 – Dobra Espacial (02′:37″)

EP 4 – Jurassick Aliens – “Sci-fi Vision” (2019, 16 minutos).

Este EP da Jurassick Aliens dá sequencia aos discos “A. I. 3W11 Zyrgon“, do Satellite, e “Voyage to the End of the Infinite Universe“, do Spacepongo. Ouça SATELLITE AQUI. Ouça SPACEPONGO AQUI. Contém as músicas:

01 – Delícia do Espaço (03′:29″)

02 – Narcissus Moonflower (06′:42″)

03 – Banquete Cósmico (04′:30″)

04 – Tradicionalismo na Dobra Temporal (01′:47″)

EP 5 – Zaphyr Zy – “Numa Fria” (2019, 15 minutos).

Zaphyr Zy foi um EP ensaio para o disco do Pistola Édipo, “Viril Homem do Oeste“, que você pode ouvir clicando no nome PISTOLA ÉDIPO. Este EP é um eletrônico com momento de industrial harsh, incluindo a música “Busão” que foi gravada ao vivo na rodoviária de Porto Alegre, para o desespero dos transeuntes que por lá estavam. Contém cinco músicas:

01 – Numa Fria (00′:45″)

02 – No Green Card (05′:12″)

03 – Busão (03′:56″)

04 – Deadman (03′:27″)

05 – Aventura no Ranho (02′:30″)

 

FAÇA DOWNLOAD DE NAKED THINGS SESSION VOL. 1 CLICANDO AQUI

Iara – A Sereia do Pantanal

Posted in Literatura with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 24, 2019 by canibuk

Reza a lenda que foi mais ou menos pra lá dos cafundós do Pantanal que você encontrou Iara, a sereia das lendas indígenas que te assombravam quando criança.

No dia em que seu marido lhe falou sobre o plano de assaltar aquele casal de fazendeiros ricaços, seu sexto sentido de mulher grávida, lhe fez coçar as orelhas. Você sabia que devia seguir sua intuição e não ir junto, afinal estava grávida de sete meses de seu primeiro filhinho. Somente isso seria motivo mais do que suficiente para que ficasse naquele grande e caro apartamento, que possuíam graças aos roubos e seqüestros.

Você sabe que seu marido a teria deixado ficar no apartamento, mas sua ganância foi maior do que a coceirinha que você sentia atrás da orelha. Na verdade, você era viciada na adrenalina dos assaltos, na sensação de poder que o empunhar de uma arma lhe proporcionava, e queria estar lá, junto, tocando o terror naquelas pobres vítimas.

E você pensava ainda que aquele casal de ricaços idosos não tinha nada que guardar tanto dinheiro em casa. Que colocassem num banco, porra! Ou que pagassem pela segurança do dinheiro, não é mesmo? Fosse o que fosse, você queria aquele dinheiro todo pra si porque queria continuar bancando sua vida de luxo e de mordomias mil.

Você se sentia especialmente poderosa na noite em que foram assaltar os velhos. Você, seu filho de sete meses se remexendo animado em seu útero, seu marido com um sexy olhar de assassino carrasco e João, o informante paspalhão que cantou tudo sobre o casal de sovinas ricaços. O informante que vocês já haviam decidido matar após estarem com o dinheiro, afinal, agora você trazia mais uma boca para alimentar e dinheiro nunca é demais.

Vocês quatro estacionaram o carro perto da fazenda, se armaram até os dentes e calmamente seguiram sob o luar até a casa grande onde os velhos viviam sós. Sozinhos e abarrotados de dinheiro e joias, muito dinheiro e muitas joias, coisa de velhos que não confiam nos outros para guardar suas riquezas.

Era muito fácil, não?

Era só entrar na casa, atirar nos velhos e procurar com toda a calma do mundo o local onde guardavam o dinheiro e as joias. Tinha tudo para ser moleza demais, não?

Como adivinhariam que, no momento de render o casal, já dentro da casa, aqueles velhos filhos da puta estariam limpando suas armas? Como adivinhariam que o velho estaria com uma doze nas mãos e a velha, com uma espingarda de caça, como se estivessem esperando os assaltantes?

Você mal assimilou qual era o objeto que o velho carregava nas mãos quando ouviu o estampido do tiro que arrancou a cabeça de seu marido, fazendo com que toda a parede atrás dele se salpicasse de carne moída triturada e esmigalhada.

Você ficou ali, parada, surpresa, vendo seu marido sem cabeça em espasmos, tombando ao chão. E, antes que pensasse em reagir, ouviu o tiro da espingarda de caça que lhe atorou o braço esquerdo fora a fora, deixando-o meio pendurado em seu corpo.

A dor que você sentia era intensa, mas quando você viu João se mandar correndo escuridão adentro, você sacou que, mesmo com seu braço dependurado junto ao corpo, mesmo com seu filho agitado dentro de sua barriga lhe chutando nervoso como quem pede para que faça a coisa certa, você também precisava se mandar dali.

E você se mandou.

Com forças sabe-se lá d’onde conseguidas, você ignorou a dor e correu em direção ao carro, mas já era tarde, agora você o via se afastar já longe, pois João era só “rodas pra que te quero” para salvar apenas seu próprio rabo.

Confusa, sem saber muito bem o que fazer, você correu o máximo que pôde para dentro dos banhados do Pantanal que circundavam a fazenda dos velhos.

E você correu por um bom tempo pântano adentro. Correu e correu muito, até não aguentar mais e desmaiar sobre seu braço dependurado por um mix retorcido de carne e ossos.

Você já não sentia mais seu filho chutando sua barriga, alucinadamente, como se pedisse sua atenção. Você simplesmente não tinha mais forças para aguentar aquela dor toda e só queria desmaiar em paz e que, de agora em diante, fosse o que o diabo tivesse lhe reservado.

Assim, você não percebeu quando aquela velha senhora centenária, completamente enrugada e de lento andar, encontrou seu corpo todo fodido e o arrastou até o casebre construído sobre palafitas num rio qualquer do pantanal.

Você não despertou de seu desmaio enquanto a velha limpou seus ferimentos com um paninho úmido. Também não acordou quando a idosa retirou toda sua roupa e ficou, por um longo tempo, contemplando sua barriga de grávida. Barriga essa que fazia a senhora do pântano abrir um tenro sorriso em seu rosto carcomido pelo tempo.

Você não acordou quando a velha imobilizou com cipós suas pernas e seu braço ainda inteiro. O outro braço, inútil, não foi necessário imobilizar.

Você só acordou quando sentiu o facão empunhado pela velha senhora lhe rasgar a barriga. Aí sim, de um único suspiro, você recobrou a consciência sentindo as mãos da velha entrando em seu útero e arrancando de seu interior quentinho seu inocente filho.

Você tentou se livrar dos cipós, mas a dor lhe impossibilitava de ter as forças necessárias para se desvencilhar das amarras bem apertadas, no estilo indígena do Pantanal.

Urrando de dor, você viu quando a velha se afastou vagarosamente carregando seu filho banhado de seus líquidos gotejantes. Você sentiu o cordão umbilical se esticar até se romper por completo.

Sem forças nem para morrer, você viu quando a velha largou seu filho prematuramente nascido sobre a mesa da simplória cozinha do casebre. Seu filho que se remexia desesperado tentando chorar ou, simplesmente, gritar, sabendo que você o meteu naquela furada.

Você ainda viu a velha começar a preparar o que parecia ser uma refeição. Viu quando ela picou uma cebola inteira, acompanhada de três dentes de alho, salsinha a gosto mais cebolinha verde, para dar o gostinho da felicidade. Você a viu pegar quatro batatas e cortar em rodelas, logo antes de triturar cinco tomates num moedor de carne manual. Pelo jeito, a velha senhora adorava um molho bem grossinho. Manjericão, folhas de louro e um punhado de coentro também foram reservados para o delicioso prato que você via tomar forma diante de seus últimos minutos de vida.

Você ainda pensou, naquele instante, que, se tivesse ficado no conforto de seu grande e caro apartamento, poderia ter proporcionado segurança ao seu pequenino rebento ainda não assado. Mas, “e se” é algo que não existe. O que foi feito é o que foi feito. E ali estavam vocês, tu e teu filho, a mercê de uma cozinheira de tão rebuscado paladar. Você nos últimos suspiros e ele pronto para entrar na panela.

Seus pensamentos voltaram-se ao momento presente, quando você viu a velha senhora colocar banha de porco numa bandeja. Não muito, lógico, somente o suficiente para não deixar as carnes de seu filho grudarem no utensílio doméstico.

Você ficou completamente aterrorizada quando viu seu filho ser colocado na bandeja junto das batatas picadas. Você gritava de pavor enquanto a velha acrescentava os temperos e seu filho chorava indefeso, tomando o cheiro e o gosto de tão deliciosas especiarias.

Você ainda viu quando a senhora abriu a pequena portinha de seu forno de barro já pré-aquecido e enfiou seu filho lá dentro, fazendo com que a choradeira da criança logo se acabasse após alguns gritinhos mais agudos de dor. Ser assado vivo em tão tenra idade não é mole não, mamãe!

Você viu! Você viu! Você viu tudo, querida mamãe!

O silêncio desolador que você sentiu naquele momento lhe amorteceu os sentidos. Embora você soubesse que deveria sentir toda a dor do mundo – e ainda ser merecedora dessa dor – você nada sentiu quando a velha serrou seu crânio com um velho serrote sem fio.

Você apenas morreu em silêncio, aterrorizada, olhando cegamente para o forno de barro onde seu filho agora assava para compor o mais fantástico dos pratos macabros.

Morta, você nada mais sentiu quando a velha retirou de sua casca sem vida seus miolos ainda fresquinhos. Você nada sentiu quando ela passou sua massa cinzenta no moedor de carne e nada viu quando ela misturou aos tomates moídos que seriam cozidos com muito alho, cebola e uma pitadinha de manjericão com coentro.

Seu corpo morto não viu quando a velha senhora retirou seu filho assado do forno de barro e acrescentou o molho de miolos à gordura de porco que borbulhava na bandeja, deixando as carnes de seu filho crocantes, mas, ainda assim, macias.

Você não viu quando o tétrico prato ficou pronto e a velha o salpicou com muita salsinha e cebolinha verde.

Não viu quando ela cheirou o prato alegrando-se com o aroma indescritível de tão rara iguaria.

Você ali, morta, não viu o prazer magnânimo que a velha sentiu em suas papilas gustativas a cada grande naco da carne bem temperada de seu filho assado, que ela devorava com apetite voraz. A velha parecia estar a vida toda sem comer. E talvez até estivesse.

Você não viu a velha comer todo o seu filho, limpando até o último pequeno ossinho nem bem formado e lambendo os dedos engordurados para então, somente então, dar-se por saciada.

Ali, morta, você nem sequer imaginou que seu filho, e seus miolos, fossem ingredientes de um satânico ritual de uma milenar lenda do Pantanal, parte de um banquete de rejuvenescimento da sereia Iara, a bruxa canibal dos rios brasileiros.

Se você tivesse agüentado viva mais alguns minutinhos, teria visto que após o banquete a velha senhora sofreria uma sanguinolenta metamorfose, em que suas flácidas carnes de idosa centenária amoleceriam fazendo que, de seu interior gosmento, uma nova Iara belíssima, com rabo de sereia e tudo, saísse lá de dentro tal como uma borboleta deixa seu casulo, voltando a ser uma encantadora mulher-peixe, que voltaria a nadar nos rios, hipnotizando ribeirinhos e devorando solitários pescadores que se aventuram pelas alucinantes noites do Pantanal.

Escrito por Petter Baiestorf.

ilustração de Marcel Bartholo.

Fevereiro de 2018.

Compre ainda hoje o livro Narrativas do Medo Vol. 2 (clique na capa do livro)

Experimentação do Caos Cósmico (demo-tape para download)

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Não sou músico, o que não me impede de retirar alguns dos ruídos que dançam na minha cabeça para compartilhar com você. Não sou músico, o que não me impede de parir um terceiro disco inspirado no meu guru musical, Gurcius Gewdner, que afirma: “Não saber tocar nenhum instrumento não é desculpa para não fazer!”.

Essa experimentação do caos cósmico também bebe da liberdade com que Jesus Franco fazia músicas, com seu free jazz realmente livre. O minimalismo das melodias de John Carpenter também me incentivaram na busca dos ruídos cósmicos do theremin e da sujeira do sintetizador.

Gravei essa demo-tape sem pretensão nenhuma. São testes iniciais de uma mente barulhenta que está usando estes instrumentos a 24 horas e, naquela hiper-atividade dos sem-noção, quis registrar as primeiras sonoridades arrancadas  dos desarranjos hiper nucleares espaciais.

Ouça no escuro, usando fones de ouvido, no volume máximo.

DOWNLOAD

BAIESTORF – EXPERIMENTAÇÃO DO CAOS CÓSMICO (Demo-tape)

Músicas:

1- Experiência da Desconstrução Cósmica – Você assistiu o filme Dark Star? Lembra do surfista espacial que desliza rumo ao cosmos infinito sobre os escombros da espaçonave? Pois bem, este som fala de uma canção cósmica que este surfista estelar ouve no infinito, só que aqui a imaginei com as notas batidas de forma invertida no vácuo do espaço gelado.

2- Experiência Espacial Plano 2 – Tentei compartilhar a melodia que ouço quando cavalgo a baleia espacial, seguida de corais de golfinhos, nos mais tenros rincões interestelares do passado imemorial.

3- Experiência Carvão Termo-Nuclear – Ontem teve um momento em que parei dentro de um milésimo. Sentei no milésimo e quis ficar olhando as notas do silêncio barulhento. O treco é que o chão do milésimo ondula, hora pra dentro, hora pra fora. Este ondular é mais intenso pra fora, diminuindo ao re-entrar. Musiquei este milésimo aqui.

4- Experiência Espacial Plano 4 – Às vezes o espaço-tempo tem coordenadas tão relativas restritas que o fundo do espaço faz uma dobra que dá nas fossas abissais do oceano terrestre onde vivem as sereias. Nesta faixa fiz uma reflexão na linguagem delas, que é um dialeto do baleionês.

5- Experiência Caótica do Plasma EspectralO free jazz que o Jesus Franco compôs para o seu filme Vampyros Lesbos serviu de inspiração para a composição dessa canção. Digamos assim que é uma volta aos prazeres profanos terrestres. Existe duas falhas nessa canção que não são falhas.

Baiestorf Experimentação do Caos Cósmico

Novembro de 2018

57 minutos.

Capa: Tsuneo Sanda (1991).

Theremin e Sintetizador: Petter Baiestorf.

Todas as desconstruções decompostas por Petter Baiestorf.

 

Você também pode gostar dos discos abaixo (ou não):

U – “Involução no Terceiro Planeta”

Baiestorf – “Abdução”

Baiestorf – “Stupid Stupid”

Baiestorf – “Zero”

Baiestorf – “Criaturas da Lua”

2592 Posters de Horror & Sci-Fi para Download

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Alguns meses atrás o poster da primeira sessão de cinema da história foi leiloado em Londres por 40 mil libras (mais ou menos 200 mil reais). Este primeiro poster (reprodução abaixo) foi desenhado por Henri Brispot para uma exibição especial dos primeiros curtas dos irmãos Lumière, em dezembro de 1895.

Originalmente criados para uso exclusivo dos cinemas, não demorou muito para que os posters logo virassem item de colecionadores, principalmente artes criadas para filmes exploitations, sempre com cartazes muito mais criativos do que os próprios filmes, e, também, as artes produzidas para a divulgação de produções de horror e ficção científica. Inclusive, o preço record já pago por um único cartaz pertence à sci-fi Metropolis (1926), de Fritz Lang, negociado por 690 mil dólares.

Inicialmente os posters eram feitos no tamanho dos cartazes usados para a divulgação dos shows de Vaudeville. Quem definiu o tamanho padrão foi Thomas Edison, com as medidas de 27″x41″, em folha única fixada nas fachadas e paredes dos cinemas.

Para comemorar os posters de cinema, upei um arquivo com 2.592 cartazes de cinema nos gêneros horror e Sci-Fi, a maioria com artes belíssimas e dignas de serem festejadas como pequenas obras-primas da criatividade humana.

Para fazer o download, clique em BAIXAR POSTERS.

Abaixo alguns posters que integram o arquivo disponibilizado para download:

 

 

Segundo de Chomón – Seleção de Filmes Produzidos entre 1902 e 1914 para Download

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Entre 1901 e 1923, o espanhol Segundo de Chomón foi um dos grandes experimentadores nos primórdios do cinema, ao lado do igualmente genial Georges Méliès.

Segundo de Chomón

Chomón foi convencido a entrar no fabuloso mundo das produções cinematográficas graças aos esforços de sua esposa, a atriz Julienne Mathieu, que depois estrelou “El Hotel Electrico” (1908), um dos primeiros filmes à se utilizar de técnicas de Stop Motion.

O cineasta espanhol foi criador de várias técnicas cinematográficas, como o Pathéchrome, patenteado por Charles Pathé (seu patrão) e criou um equipamento que permitiu o primeiro Dolly Shot da história do cinema, no filme “Cabiria” (1914), de Giovanni Pastrone. Também foi um dos pioneiros na colorização dos filmes, algo que realizava frame à frame, diretamente sobre os negativos.

Tão importante quanto Méliès na criação de narrativas fantásticas e criação de efeitos visuais, também realizou avanços significativos na animação cinematográfica.

Les Tulipes

Faleceu dia 02 de maio de 1929, em Paris, França.

Collected Works 1902-1914, faça download clicando no diabo.

Download de Sellected Works 1902-1914

Assista aos curtas clicando nas imagens:

La Maison Ensorcelée

Le Scarabée d’or

Les Oeufs de Paques

Maldohorror – O Coletivo do Pavor

Posted in Entrevista, Literatura with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on setembro 17, 2018 by canibuk

Maldohorror é um coletivo de escritores do gênero fantástico que foi criado em 2016 pela dupla E.B. Toniolli e Carli Bortolanza, habituais colaboradores na Canibal Filmes.

O coletivo conta com quase 50 colaboradores fixos, postando uma obra inédita em seu site a cada dois dias. Em tempos tão individualistas como se tornou o mundo pós-redes sociais, dá gosto ver um trabalho coletivo de apoio mútuo como este. Para falar mais sobre o coletivo, entrevistamos a dupla de idealizadores do projeto.

Para conhecer o coletivo Maldohorror, clique na figura abaixo:

Canibuk: Conte como surgiu o Maldohorror.

E.B. Toniolli: O Maldohorror surgiu da necessidade de termos um lugar onde divulgar nossos contos e poesias e fazer experimentações. Por nós, entenda-se por mim, Peter Baiestorf e Carli Bortolanza, amigos de longa data e parceiros em produções cinematográficas. Pensamos num formato diferente, onde publicaríamos 1 obra por dia, sempre a meia-noite. A idéia é atrair outros escritores e assim criando uma comunidade, um coletivo, onde os escritores se apóiam e dessa união esperasse o surgimento de livros, e-books e produtos diversos.

Carli Bortolanza: Estava estudando numa cidade vizinha e ia uma vez por semana de ônibus pra lá, e como o Toniolli mora perto da rodoviária, passava lá e ficávamos umas 4 horas jogando conversa fora, jantávamos e ai depois pegava o ônibus, e nessas conversas, o Toniolli veio um dia com uma a idéia de criar um site para publicar nossos escritos, não lembro bem qual era o nome, mas fomos conversando daqui e dali e nisso surgiu o título Maldohorror, em homenagem ao Isidore Ducasse. Fomos conversar com o Baiestorf que também “comprou” a idéia e ai surgiu o coletivo, mas no começo éramos só em três, e todo dia um texto estava no ar, ai convida daqui e dali, e começa a surgiu o quarto, o quinto, dando um alívio, pois foi uma tarefa árdua, manter todos os dias um texto no ar em poucos escritores.

Canibuk: O que é o Maldohorror? Qual o objetivo com este coletivo literário?

Toniolli: Maldohorror é inspirado no célebre personagem Maldoror, do excelente escritor, Isidore Ducasse, vulgo Conde de Lautréamont (escritor maldito uruguaio/francês no final do século XIX). A idéia foi fazer um trocadilho e aproveitar e inserir o termo Horror, que muito define e identifica os 3 primeiros membros do coletivo e, também, norteia a maioria dos escritores que fazem parte. Maldohorror nasceu com o objetivo principal de apoiar escritores, desde iniciantes até profissionais, desde poetas líricos até desvairados sexuais e dessa mistura emergir um cenário rico para nossos leitores.

Bortolanza: De início, acho que era a pra termos onde mostrar nossos trabalhos, mas não só nós, nós enquanto pessoas que escrevem e não tem onde publicar, e com o site, buscar encontrar essas pessoas como nós que temos muitos textos nas gavetas de casa e unirmos para demonstrar que mesmo no mundo dos sonhos, ninguém está sozinho.

Canibuk: Como fazer parte do coletivo?

Bortolanza: É muito fácil, basta escrever sobre fantasia ou textos malditos, que criticam as religiões, as políticas e esse sistema pobre em que vivemos. Com pelo menos 5 textos nesse estilo, encaminhar para o e-mail contato@maldohorror.com.br e alguém do grupo vai receber e encaminhar para um dos membros que é responsável pelas novas aprovações.

Toniolli: Temos uma comissão, que troca de tempos em tempos, que analisa as obras e aprova a entrada ou responde com críticas positivas para a melhoria das obras. Temos uma posição forte contra qualquer tipo de racismo, sexismo, etc, por que consideramos que a cultura serve pra unir e construir uma sociedade melhor

Canibuk: Como funciona o site? As obras inéditas são lançadas de quanto em quanto tempo?

Toniolli: Hoje, as publicações no Maldohorror são feitas de 2 em 2 dias, através de ciclos. Por ciclo entenda-se repassar todas as obras de nossos autores em ordem alfabética inversa. Os autores enviam suas obras para o editor, atualmente o Carli Bortolanza, que analisa e repassa para uma equipe de revisores. Em seguidas as obras são enviadas para a equipe de publicação, que faz a postagem no site e a divulgação nas redes sociais. Dessa forma vamos executando as atividades de forma coletiva, que é a essência do Maldohorror.

Bortolanza: No começo do site era lançados um texto por dia, todos os dias, embora tenhamos muitos escritores hoje, os textos estão sendo lançados a cada dois dias, para que cada um dos autores possa escrever com mais calma e cada vez melhor e também ter um tempo maior para estar divulgando.

para ler o conto coletivo, basta clicar na imagem abaixo:

Canibuk: Maldohorror funciona como um laboratório aos escritores?

Toniolli: Na minha maneira de ver, sim! Todos os envolvidos estão ligados a arte e arte é experimentação e nada melhor do que uma ferramenta online para testar e já receber feedbacks.

Bortolanza: Alguns escritores já são profissionais, digo, escrevem muito bem e muito, com livros publicados. Mas também tem autores que suas primeiras publicações foram no Maldohorror, e que nesse convívio de escritores, nos grupos sociais, estão se aperfeiçoando, pois no coletivo, um ajuda o outro e não só na escrita, mas também em parcerias. Tive participação em duas coletânea , uma de poesias “Sociedade dos poetas vivos” e outra de contos “O Mundo fantástico de R.F. Lucchetti” lançado esse ano na Bienal em SP, pela editora Coerência, organizado pela Camila, que está no grupo  e me convidou. Outras pessoas do grupo também foram convidadas, assim como surge convite para outras participações aqui e ali, pra esse ou pra aquele participante do grupo. Uma forma de “quem é visto é lembrado”. Também alguns que acabaram se conhecendo pessoalmente.

Canibuk: Quais os e-books lançados pelo Maldohorror e como comprar?

Bortolanza: Lançamos três até agora, um de contos e um de poesias que foram publicados no site, e um terceiro com obras inéditas, sobre final de ano e que esses dias inclusive, em comemoração aos 2 anos do lançamento do site, disponibilizamos os 3 de forma gratuita. Mas podem acessar: Entrando no site da amazona: https://www.amazon.com.br/ só digitar Maldohorror que aparecerá os 03 livros, a 1,99 cada.

Canibuk: E o livro físico? Planos?

Toniolli: Pra 2019 estará saindo o livro físico. Está sob organização de Petter Baiestorf e vai ser lançado em março de 2019. Estamos na fase de seleção do pessoal, orçamentos, etc…

Bortolanza: Desde o início, a idéia era publicar um livro físico por ano, e em cada espelho do livro uma letra do Maldohorror, para que quando o projeto termina-se (projeto inicial é de 11 anos) teríamos 11 livros na estante e que pudéssemos ler a palavra inteira. Mas as mudanças são necessárias e até pelo fato de sempre estarmos em movimento, e não sermos uma coisa fechada. A idéia é publicar o primeiro livro físico no primeiro semestre do ano que vem, e depois pensaremos, como será feito os demais, mas certamente não será só um. Inclusive pessoalmente estou pensando daqui a 9 anos, fazer um meu, com todos os meus textos publicados no site, em ordem de publicação (já tenho esse controle e que até agora, foram 62 textos publicados) como uma forma de registrar fisicamente o projeto.

Canibuk: Como tem sido a recepção do público para com o coletivo?

Toniolli: Temos uma recepção boa com o público. Não temos a intenção de provocar uma nova onda transformadora da cultura brasileira, mas sim servir de canal para a divulgação das obras dos autores. Como a totalidade de nossos escritores escrevem temáticas malditas ou fantásticas, temos um público bastante fiel, apesar de restrito.

Bortolanza: A primeira maravilha é que estamos espalhados por quase todo o Brasil, e talvez o que falta é compartilharmos essas receptividades entre o grupo, comigo, está sendo muito bom, uns me mandam e-mail, mensagens pelo watts, me encontram e me pedem, como “inventam isso”, ou “me deu nojo” “não dormi a noite”. Assim como já fui também convidado pra falar do Maldohorror em sala de aula na universidade, em evento do Sesc (grande parceiro da artes independentes em Chapecó – SC). No trabalho volta e meia um colega diz, “Hó, o cara do bebê que sobe em árvore!”, referindo-se ao texto “Assim Nasce o Cantos dos Tubarões de Ducasse“.

Canibuk: Que observações gostariam de fazer sobre o cenário da literatura fantástica no Brasil?

Toniolli: Nossa barreira inicial é a concorrência com grandes nomes da literatura brasileira e mundial. É o mesmo que acontece com a música: bandas novas concorrem com nomes já consagrados. Mas esse é o cenário é a persistência sempre dá resultados.

Bortolanza: Ao mesmo tempo em que vejo uma expansão, vejo também uma “limitação”. Muitos, embora tenham um ótimo domínio da escrita, parece que falta criatividade para escrever, li algumas coletâneas e é um e outro texto que se destaca, na grande maioria, se descobre todo o enredo já no começo. Teve um em especial, que achei que era o mesmo texto escrito por vários autores, sem nada de novo, parodiando, sexta feira 13 parte 01, 02, 03… Acho que o que falta é o transbordar, viajar, pegar uma bacia com letras e espalhar no ventilador. E pela qualidade dos escritores, sei que todos podem colocar uma nave espacial no meio do nada ou um mostro que se tele transporta e entra em cena surpreendendo o leitor.

Se você está gostando dessa entrevista, entre na página do Maldohorror no facebook e acompanhe as novidades:

Canibuk: É possível um autor seguir carreira literária no Brasil de hoje?

Toniolli: Sim. Com persistência, investimento e, principalmente, obras com identidade e criatividade. Ajuda muito se a pessoa for comunicativa e, novamente, persistente.

Bortolanza: Seguir sim, afinal há muitos espaços para expor os trabalhos, porém se manter financeiramente eu acredito que ainda não há possibilidades, mas está no caminho certo.

para comprar clique na figura abaixo:

Canibuk: Quem são os autores do coletivo? Gostaria de destacar alguns trabalhos solos de membros do grupo para que os leitores do Canibuk pudessem correr atrás?

Bortolanza: Pra fãs de filmes, tem 06 escritores, além do próprio Baiestorf, que já trabalharam em algum momento nas produções da Canibal Filmes, Eu, E.B. Toniolli, Loures Jahnke, Leomar Waslawick, Alan Cassol e César Souza (espero não ter esquecido alguém). E acredito que muitos outros não estão só ligados a literatura, mas em outras áreas culturais, música, dança… Gostaria de deixar evidenciado, apenas que o conjunto da obra é maravilhoso, se acompanhar o site, dois meses apenas, se enxaguará com textos bons, uns maravilhosos, outros surpreendentes, outros que te deixaram perdidos, outros tão corriqueiros que fará você, ao passar pelas ruas, se deparar com cenas parecidas e lembra-se do desfeche que o autor criou, outras ainda tão cruéis/ perturbadoras que gostaria de não ter lido ou lhe deixá-los-á com brilhos nos olhos de felicidades.

Toniolli: Não gostaria de citar nenhum autor especificamente por que temos quase 50 escritores e todos tem uma maneira de escrever, temáticas próprias. Temos escritores em níveis diferentes: alguns mais viscerais, com uma escrita coloquial e outros estudiosos da língua e que a tratam uma argila a ser moldada. Acho que cada escritor merece uma lida com atenção.

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Canibuk: Qual a importância do Maldohorror dentro do cenário literário nacional?

Bortolanza: Acredito que seja uma porta de entrada e uma maneira de estar no meio de escritores e poder respirar literatura. Também uma maneira de poder crescer na arte de escrever e trocar experiências e amadurecer cada vez mais, evitando os erros que outrem já realizaram.

Toniolli: Eu vejo o Maldohorror como um coletivo de fomento de obras e de experimentações. Nosso editor está sempre cobrando novas obras dos autores e isso acaba incentivando a produção. Fizemos alguns testes com obras compostas coletivamente e esses experimentos são uma oportunidade ímpar de aprendizado e interação. Vale salientar que temos uma comunidade ativa, conversamos, trocamos idéias, fomentamos outros projetos solos dos autores, divulgação de música, cinema e dessa forma vamos criando um cenário e propenso a ebulição de novos projetos.

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Canibuk: Considerações finais:

Toniolli: Obrigado pelo espaço. Fico muito feliz pelo apoio que você dá pras ações e projetos undergound e é disso que precisamos: união. Separados somos fracos e podemos fazer poucos, mas unidos em prol de uma ideal em comum podemos alcançar resultados extraordinário. E é muito legal acessar o site e ver que em 2 anos temos mais de 800 obras pros nossos leitores curtirem. E tem muita coisa que vai surpreender aos leitores do Canibuk. Estamos de página abertas esperando vocês.

Bortolanza: Tem muitos textos que é só adaptar e o roteiro de um filme está pronto, ou um novo enredo nos holofotes do palco teatral ou na sinfonia das guitarras e dos contra baixos.

Clique na imagem abaixo e vá para o Maldohorror: