Arquivo para VHS

Annabel Chong’s Sordid Stories

Posted in Cinema, erótico, Putaria with tags , , , , , , , , , , , , on outubro 31, 2012 by canibuk

“Annabel Chong’s Sordid Stories” (1994, 78 min.) de John T. Bone. Com: Annabel Chong, Ron Jeremy, Tom Byron e Bunny Bleu.

A super-heroína Pink Stiletto (Annabel Chong) é chamada por seu chefe, o enigmático Burgerman, até o gabinete presidencial para sua nova missão: deter o vilão encapuzado conhecido como “The Beast” (Ron Jeremy) que inventou o terrível Lesbo Laser, uma arma com o poder de transformar todas as mulheres do mundo em sapatonas. Ele testa seu raio na esposa do vice-presidente e na top model Sunny Crawford. O motivo da Besta? Nenhuma mulher consegue suportar o seu pau monstruoso, e já que ele só pode se satisfazer com punhetas e gosta de ver garotas transando entre si, o vilão junta o útil ao prazeroso. Nossa heroína é testada em todos seus orifícios na própria mesa da Casa Branca e então misteriosamente raptada pela Dragon Bitch, auxiliar do vilão, e levada para seu covil onde é “torturada” pelos empregados de “The Beast” (todos com máscaras de políticos americanos e com roupas de monjes, incluindo um que a penetra com o narigão do Nixon!). Conseguirá nossa heroína se salvar de uma avalanche de porra? Morrerá ela de tanto gozar??… Sim!!! Com a providencial ajuda de suas colegas, as poderosas “Muffin Vixen Rangers”, elas dão uma surra de buceta nos bandidos e depois de muito sexo anal, gozo facial e duplas-penetrações, satisfazem os instintos reprimidos do louco vilão e salvam o mundo!!! Fim.

“Histórias Sórdidas Com Annabel Chong” (lançado em VHS no Brasil pela Royalti Vídeo), de John T. Bone, é um divertido pornô com história, ritmo e visual de quadrinhos (onde também foi lançado nos USA pela Carnal Comics), com direito até a balões com pensamentos das personagens (feitos de papel pendurados em fios de nylon propositalmente visiveis e com expressões importantes para entender a trama, como “Mmmmmm, Yes!”). Annabel Chong nasceu em Singapura, estudou em Londres e se mudou para a América para estudar artes. Depois de disputar com suas colegas de quarto prá ver quem trepava mais, posou nua e começou a fazer pornôs. Ficou famosa por trepar com 251 homens num vídeo do mesmo John T. Bone. O resto já é história, inclusive em quadrinhos!

por Coffin Souza.

Primitivista Cinema Canibal

Posted in Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on abril 26, 2012 by canibuk

Dando seqüência aos filmes hospedados no youtube/vimeo, foram disponibilizados mais 3 curtas meus e vários trailers de filmes ruins que fiz no passado (e vários curtas de Coffin Souza que entrevistarei em breve sobre suas experiências no Nordeste onde ele filmou cerca de seis horas de curtas experimentais lançados em 5 coletâneas em VHS). Entre os curtas online de agora, dois que eu gostei muito de filmar: “2000 Anos Para Isso?” (1996), que tem uma história de produção bem curiosa, e “Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica” (2003), um curta onde percebi que as vezes o improviso funciona melhor que os planos originais.

“Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica” (2003, 12 min.) de Petter Baiestorf. Com: Elio Copini e Coffin Souza. Filmado com ajuda técnica do trio Jorge Timm, CB Rot e Claudio Baiestorf.

Não lembro mais qual era a história que iríamos filmar naquele dia de dezembro de 2002 (vários roteiros de curtas eu escrevia em pedaços de papel e depois, na hora de filmar, ia moldando as idéias), mas quando nos dirigíamos para o set (aquele lamaçal visto no vídeo), CB Rot (ou Coffin Souza, não consigo lembrar direito) encontrou uma velha TV jogada no lixo e a pegou para algo futuro. Quando vi aquela TV no porta malas de um dos carros da produção, deu estalo na mente e a história toda para o “Primitivismo Kanibaru” surgiu. Elio Copini estava com bastante receio de entrar naquela lama com água podre (dava prá ver vermes e lombrigas boiando mortas entre a sujeira da água), mas como eu e CB Rot (na época meu assistente de direção) entramos naquela podridão com a filmadora e um rebatedor, Copini se sentiu na obrigação de fazer o mesmo. Em mais ou menos 3 horas de trabalhos conseguimos o material necessário para editar o curta. Coffin Souza foi improvissado no papel do primata (no estojo de maquiagens tinha uma dentadura velha de quando filmamos, vários anos antes, o longa “Caquinha Superstar a Go-Go” (1996) e essa dentadura deu um ótimo visual selvagem ao Souza), sujamos ele todo com lama e o colocamos entre uma vegetação espinhosa e ação!

Durante as filmagens Jorge Timm e Claudio Baiestorf ficaram bebericando uma garrafa de uisque vagabundo e logo estavam bebaços tropeçando em poças de lama. Acostumados com filmagens de guerrilha, gravamos o “Primitivismo Kanibaru” rápido e sem contra-tempo algum, apenas falei a frase que costumo dizer quando percebo o desconforto dos atores que trabalham comigo: “Tu confia em mim?… Sei o que estou fazendo, vai ficar foda!!!” e isso cria um clima de cumplicidade e o trabalho se torna mais intenso.  Claro que Copini e Souza estavam com o senso de humor meio prá baixo por causa do desconforto físico das filmagens, mas ambos tinham noção que as imagens gravadas estavam com uma qualidade bem boa (claro que este “bem boa” leva em consideração as imagens “bem boas” do Super VHS do final dos anos 90). Editei este curta em mais algumas poucas horas (não mais do que 4 horas, pois a maioria das imagens foram feitas de take único), na trilha sonora coloquei músicas das bandas MÚ (do desenhista Edgar S. Franco) e Los Activos que encaixaram perfeitamente e comecei a divulgá-lo em vários festivais de cinema aqui pelo Brasil. “Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica” nunca foi lançado em VHS, nem em DVD, mas continua sendo um de meus filmes mais populares.

“2000 Anos Para Isso?” (1996, 12 min.) de Petter Baiestorf. Com: E.B. Toniolli. Filmado com Coffin Souza, Marcos Braun e Claudio Baiestorf na equipe-técnica.

Este curta nem era para existir, todas as imagens dele foram produzidas para o longa-metragem “Eles Comem Sua Carne” (1996) que escrevi e dirigi (com produção do Souza) no começo daquele ano. As filmagens deste longa foram meio insanas, tínhamos uma equipe de 26 pessoas trabalhando num lugar isolado, cheio de aranhas, sem água potável e fazendo um calor absurdo que quase chegava aos 40 graus. Canibal 40 graus: Mas éramos jovens, loucos e completamente sem noção (foi neste longa que banhamos Marcos Braun – nesta época meu assistente de direção – com tinta vermelha para concreto e o cabelo dele ficou rosa, obrigando-o a raspar a cabeça quando teve que voltar ao seu emprego normal. Também nestas filmagens convenci o ator E.B. Tonioli a se banhar uma piscina com água podre para usar no longa-metragem “Caquinha Superstar a Go-Go” estava sendo filmado simultaneamente e, imprudentemente, embolotamos toda a pele de uma das atrizes com uma tinta tóxica que não testamos antes, coisas que nunca mais deixei repetir numa produção).

“2000 Anos Para Isso?” existe porque um espanhol convidou um curta da Canibal Filmes para seu festival de curtas gore que aconteceria na Espanha. Nesta época eu só tinha feito os longas “Criaturas Hediondas” (1993), “Criaturas Hediondas 2” (1994), “O Monstro Legume do Espaço” (1995), o média “Açougueiros” (1994) e o curta “Detritos” (1995), que não era gore. Ao invés de usar o bom senso e recusar o convite, peguei e montei este filminho com as cenas do “Eles Comem Sua Carne”, tentando dar um novo significado às imagens que, no fim das contas, passa praticamente a mesma mensagem que quando incorporadas no longa.

As filmagens destas cenas foram cansativas, o banheiro que usamos nas gravações era pequeno demais e não comportava o casal de atores e uma equipe-técnica. Pedi então para Braun e Claudio que removessem o teto do banheiro, o que possibilitou fazer vários takes do alto. Com uma equipe reduzida à 4 técnicos e os dois atores, enquanto fomos filmando as cenas em planos abertos, Coffin Souza ficou maquiando um porco morto depilado (que compramos num açougue) para usarmos para fazer os closes do cutelo penetrando na carne da garota e para os closes das tripas saindo da cavidade estomacal. Claro que devido ao calor intenso e ao tamanho reduzido daquele banheiro maldito, o cheiro das vísceras ficou insuportável, mas nada que assustasse o pessoal que já estava acostumado a filmar comigo. Até hoje este curta continua sendo exibido em algumas mostras, mesmo nunca tendo sido lançado em DVD. Em VHS ele foi lançado, fazia parte da coletânea de curtas “Festival Psicotrônico Vol. 1” (lançada em 1999).

“Vomitando Lesmas Lisérgicas” (1997) de Petter Baiestorf. Filmado com ajudatécnica de Marcos Braun.

Este curta só existe por um único motivo: Eu queria testar as possibilidades da íris de uma filmadora VHS com defeito que eu tinha e o desbotamento das cores que resultavam das cópias de VHS para VHS (este filme não é preto e branco, é colorido desbotado). Como não tinha história nenhuma para filmar, me improvisei de ator (Braun ficou segurando a filmadora para mim), fiquei caminhando de um lado pro outro, legendei a porra toda com um poema que eu tinha escrito chapado e… Porque não mostrar o resultado destas experiências para todo mundo que se interessar em vê-lo. “Vomitando Lesmas Lisérgicas” é um curta que eu nem lembrava que tinha feito e fiquei bem feliz quando mostrei ele para minha namorada (e companheira de Canibuk) Leyla Buk e ela me disse que adorou o curta.

Se você gostou desta postagem, veja também “Fragmentos do Nobre Deputado Fraude Tomando no Orifício Pomposo“, “Deus – O Matador de Sementinhas & Poesia Visceral“, “A Paixão dos Mortos“, “A Despedida de Susana – Olhos & Bocas“, “Criando Ninguém Deve Morrer” e “Encarnación Del Tinhoso“.

Memórias de Petter Baiestorf.

O Mingau da Vovó

Posted in Animações, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , on abril 20, 2012 by canibuk

“O Mingau da Vovó” (1999, menos de 2 min.) de Luciano Irrthum.

Não posso falar muito da sinópse deste curta para não estragar o prazer que é assistí-lo, mas posso dizer que o curta mostra um neto presenteando sua amada vovó com todo o amor caliente que as vovós merecem. Ou, também, o curtinha pode ser o “passo à passo” de como fazer o delicioso mingau que as vovós tanto adoram.

Para ler o resto da postagem, assista antes o curta:

“O Mingau da Vovó” foi realizado pelo desenhista mineiro Luciano Irrthum (que nos anos de 1990 foi um dos principais colaboradores no fanzine “Arghhh” que eu editava). Luciano estava numa vernissage bebendo vinho gratís adoidado com seu amigo Zé Armando, que lhe disse estar com uma idéia para um vídeo (que era somente um cara batendo punheta, nos moldes de “Deus – O Matador de Sementinhas“). Como por essa época Irrthum estava fazendo vários bonecos de stop motion para ilustrar um livro infantil, resolveu fazer um vídeo com essa técnica, partindo da idéia de Zé Armando.

Se armando de uma câmera de vídeo VHS, um tripé e sem roteiro, a história foi surgindo enquanto filmavam, como nos confidência Irrthum: “A vovó nem ia entrar no curta, mas eu tinha a boneca sobrando e resolvi usar também!”. Para fazer o gozo, Luciano usou shampoo e, com uma seringa ligada ao membro do querido netinho por uma mangueira de aquário, conseguiu um efeito jorrante de primeira. Para as filmagens Irrthum contou com a preciosa ajuda de Sílvia Amélia ajudando-o à construir os cenários, para a música/som, Luciano diz: “Um amigo meu toca cavaquinho, tomamos algumas cervejas e ele foi tocando Jimi Hendrix no cavaquinho e eu filmando este som, depois na edição o Leo Rocha arrumou tudo!”. Mais experimental, impossível.

Filmado em apenas uma tarde, “O Mingau da Vovó” chegou até a ser exibido na MTV por João Gordo. Também foi exibido no MUndo Mix, no Miami Gay Festival e em vários outros festivais nacionais. Em VHS foi colocado como bônus de luxo em alguns lançamentos da Canibal Filmes e em DVD está disponível como extra no “Mamilos em Chamas” de Gurcius Gewdner. Sobre a exibição na MTV, Irrthum nos conta: “Mandei pro João Gordo que exibiu na íntegra naquele programa dele que sempre passava algumas animações. No dia quem estava com ele no programa era o Edson Cordeiro, que fez uma cara de espanto muito engraçada ao final do curta, com João Gordo rolando de rir ao lado; gostei!”.

Atualmente Luciano Irrthum está preparando algumas animações gore em stop motion e assim que estiverem pronta falarei delas aqui no Canibuk.

Por Petter Baiestorf.