Dia de Poesia

 

O Pássaro

O Pássaro vôou em busca de alimento.

No infinito avistou um cadáver

não tão fresco

e sobre ele pousou!

O olho-morto transformou-se

em apetitoso manjar

e a fome do emplumado saciou!

O Escritor

Escrevendo, bebendo,

Criando, chapando…

Minhas úlceras se perdem pela vida!

Maria Bernenta Vs. O Anjo de Muletas

Garanhões unidimensionais

com unhas cravadas nas costas

fazem amor na pocilga,

seus pênis se entrelaçam

e seus rostos se tornam um,

apenas um,

um no eterno momento do gozo,

gozo anatomicamente perfeito,

fundido ao momento sublime,

às gotas de suor,

pai suor,

suor responsável pela atração carnal

de dois garanhões unidimensionais.

Tocando Sinos Derretidos

Não há mais nada para escrever.

Não há mais nada para cantar.

Não há mais nada para amar.

Não há mais nada para criar.

Não há mais nada do que reclamar.

Não há mais nada para odiar.

Não há mais nada para se fazer.

Não há mais nada para se orgulhar.

Poesias de Petter Baiestorf (escritas em algum momento dos anos 90 do século XX, ilustradas com desenho de Luciano Irrthum e capas de RPC baseadas em descrições de Baiestorf).

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