Arquivo para março, 2013

Crowfunding para Finalização do Curta-Metragem O Estripador da Rua Augusta

Posted in Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 26, 2013 by canibuk

Assim como Fernando Rick fez para realizar seu documentário sobre a banda Gangrena Gasosa e eu estou fazendo para produzir meu longa-metragem “Zombio 2: Chimarrão Zombies“, Felipe Guerra e Geisla Fernandes estão agora em busca de investidores/apoiadores para a finalização do curta-metragem “O Estripador da Rua Augusta”, estrelado pela Monica Mattos. Este apoio financeiro dos fãs do cinema de horror é extremamente importante para que a qualidade dos projetos nacionais aumentem e continuem sendo produções independentes sem o apoio estatal. Não adianta muito os fãs de horror ficarem reclamando que os produtores de filmes nacionais não sabem fazer filmes de horror se o apoio financeiro não vir. Uma coisa é certa, este aumento de qualidade não vai vir de editais do governo, se vier é certeza que virá dos fãs.

Geisla e Felipe dirigindo

Abaixo reproduzo o release de “O Estripador da Rua Augusta”:

Nos Estados Unidos, várias belas estrelas de filmes pornográficos dividiram suas atenções entre o cinema adulto e as produções de horror. Alguns exemplos famosos: Marilyn Chambers, atriz do clássico pornô “Atrás da Porta Verde”, estrelou o terror “Enraivecida – Na Fúria do Sexo”, do consagrado diretor David Cronenberg; a musa Traci Lords deixou o cinema X-Rated para fazer o horror classe B “Vampiro das Estrelas”; mais recentemente, a estrela pornô da nova geração Jenna Jameson estrelou “Zombie Strippers”, cujo divertido título é auto-explicativo.

Este fenômeno agora chega ao Brasil. Monica Mattos, a maior estrela do cinema adulto nacional, aposentou-se dos filmes pornôs para transformar-se em estrela do cinema de horror independente.

Monica MattosA linda paulista de 29 anos, que garante ter feito mais de 300 filmes pornográficos, foi a única brasileira a ganhar o AVN Award nos Estados Unidos (prêmio considerado “o Oscar do Cinema Pornô”), em 2008, pela melhor performance de uma atriz estrangeira em filme adulto. Fã de terror desde pequena, a transição dos gemidos para os gritos foi natural.

“Sempre gostei de filmes de horror, desde criança, e nunca tive medo e nem pesadelos por conta disso. Pelo contrário, eu me divirto muito! Lembro que quando era criança eu juntava a turminha da escola pra assistir filmes, e sempre escolhia os de terror. O mais divertido era ver todo mundo morrendo de medo enquanto eu achava tudo engraçado”, contou Monica, que acabaria se tornando uma atriz do gênero que tanto gosta: “Eu nunca imaginei que um dia seria atriz em filmes de horror, mas quando surgiu o primeiro convite achei o máximo!”.

Ela já estrelou três curtas do gênero: “Zombeach” (2011), de Newton Uzeda; “Driller Killer” (2011), de Rodrigo Freire, e “Red Hookers” (2012), de Larissa Pajaro Chogui. Mas é o seu mais novo trabalho que pretende ser o mais ousado e ambicioso da ex-musa pornô: “O Estripador da Rua Augusta”, uma história de horror e humor negro não-pornográfica, mas repleta de sensualidade.

Escrito e dirigido por Felipe M. Guerra e Geisla Fernandes, o curta-metragem “O Estripador da Rua Augusta” traz Monica Mattos no papel de uma sedutora vampira com séculos de existência que usa a famosa Rua Augusta, em São Paulo, e a profissão de prostituta como fachadas para conseguir alimento fácil nas agitadas e selvagens noites paulistanas. Isso até que seu caminho se cruza com o de outro monstro que ataca no mesmo endereço, o Estripador do título – um serial killer que está matando prostitutas na região, interpretado pelo jovem ator de teatro e cinema Henrique Zanoni.

O curta-metragem é a primeira associação entre o diretor gaúcho Felipe e a diretora paulistana Geisla. Ambos já são nomes reconhecidos no circuito independente: Felipe começou a fazer produções caseiras em VHS em 1995 e já viu seus trabalhos de baixíssimo orçamento, como “Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-feira 13 do Verão Passado”, chegarem a renomados festivais de cinema nacionais e internacionais, enquanto Geisla, que graduou-se na Academia Internacional de Cinema de São Paulo, teve seu mais recente trabalho, o curta de zumbis “Necrochorume”, exibido em festival temático na Colômbia.

Autor do argumento e co-autor do roteiro de “O Estripador da Rua Augusta”, Felipe explica como surgiu a ideia de convidar Monica Mattos para estrelar o curta: “Depois de ler o roteiro pronto, percebi que a Monica era a única atriz que eu enxergava no papel. O curta é uma resposta mais sangrenta e sensual a esses filmes de vampiros infanto-juvenis que estão na moda, então ela se encaixou perfeitamente na proposta, e está fantástica em todos os sentidos!”.

Kapel maquiando e Monica Mattos detalheGeisla fala com entusiasmo sobre o projeto: “É uma ficção permeada de humor negro e apelo sexual. Uma experiência que tenciona surpreender o espectador. A trama é corajosa e inventiva, pois construímos dois universos distantes – o da heroína e o do vilão -, e os colocamos em paralelo na narrativa, até culminar no ponto onde se chocam, criando uma atmosfera absurda e exótica que envolve e atiça”.

Para tirar “O Estripador da Rua Augusta” do papel, os realizadores juntaram uma equipe pequena e competente, onde o grande destaque é o técnico de efeitos especiais André Kapel Furman. Um dos mais famosos profissionais da área do cinema brasileiro, ele tem trabalho reconhecido em longas-metragens como “Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins, “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia, e “Reflexões de um Liquidificador”, de André Klotzel.

A própria estrela está bastante entusiasmada com as filmagens: “Eu sempre gostei de filmes de vampiros e adorei a história do curta, essa mistura de sedução com terror acho bem interessante. A parte mais legal foi passar pela maquiagem de efeitos. Alguns me impressionaram muito, e agora todo filme que vejo eu fico tentando imaginar como foram feitos os efeitos”, afirmou Monica.

As filmagens estão sendo realizadas em São Paulo, num apartamento no centro da cidade e, claro, na Rua Augusta. Atualmente, a produção encontra-se na reta final, com previsão de lançamento do curta ainda em 2013 e a promessa de transformar Monica Mattos também em estrela do horror independente brasileiro.

E, considerando a performance da moça em “O Estripador da Rua Augusta”, não será nada difícil que esta promessa se concretize.”

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Além do release, também reproduzo aqui as intenções dos diretores com o projeto:

“Qual é nossa causa?

Queremos finalizar nosso novo curta-metragem, “O Estripador da Rua Augusta”, com qualidade e respeito a todos que investiram seu tempo e seu talento neste projeto completamente independente – uma divertida história de horror e humor negro que provavelmente ficaria perdida nos labirintos burocráticos do mundo dos editais e leis de incentivo à cultura.

Do que trata o projeto?

Escrito e dirigido por Felipe M. Guerra e Geisla Fernandes, o curta-metragem “O Estripador da Rua Augusta” traz Monica Mattos no papel de uma sedutora vampira com séculos de existência que usa a famosa Rua Augusta, em São Paulo, e a profissão de prostituta como fachadas para conseguir alimento fácil nas agitadas e selvagens noites paulistanas. Isso até que seu caminho se cruza com o de outro monstro que ataca no mesmo endereço, o Estripador do título – um serial killer que está matando prostitutas na região, interpretado pelo ator  Henrique Zanoni.

Nos Estados Unidos, várias belas estrelas de filmes pornográficos dividiram suas atenções entre o cinema adulto e as produções de horror, como Marilyn Chambers, que fez o clássico pornô “Atrás da Porta Verde” e depois estrelou o terror “Enraivecida – Na Fúria do Sexo”, do consagrado diretor David Cronenberg, ou as musas Traci Lords, Jenna Jameson e Sasha Grey. Este fenômeno agora se repete no Brasil, onde Monica Mattos, a maior estrela do cinema adulto nacional, aposentou-se dos filmes pornôs e tenta reinventar-se como estrela do cinema de horror independente.

Quem somos?

O_Estripador_da_Rua_Augusta__2Esta é a primeira associação entre o diretor gaúcho Felipe M. Guerra e a diretora paulistana Geisla Fernandes, ambos nomes reconhecidos no circuito independente brasileiro e até internacional.

Felipe começou a fazer produções caseiras em VHS em 1995 e já dirigiu cinco longas-metragens, além de diversos curtas, todos trabalhos de baixíssimo orçamento. Algumas de suas obras, como a sátira “Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-feira 13 do Verão Passado”, chegaram a renomados festivais de cinema do Brasil e também da Argentina, Colômbia e Porto Rico. Em 2009, co-dirigiu o vídeo musical “David Blyth’s Damn Laser Vampires” ao lado do cineasta cult da Nova Zelândia responsável por filmes como “Guerra para a Morte” (1984) e “Programada para Morrer” (1990).

Geisla, que graduou-se na Academia Internacional de Cinema de São Paulo, produz, dirige e escreve. Entre suas obras estão os curtas “A Carne” (2007), “Na Privacidade do Número Ímpar” (2009), “López El Lobo” (2009), ” Água Doce” (2010) e “Desalmados – Um filme de humor negro romântico” (2011). Seu mais recente trabalho, o curta de terror ambiental “Necrochorume”, foi exibido em diversos festivais temáticos.

“O Estripador da Rua Augusta” tem uma equipe pequena e competente, onde o grande destaque é o técnico de efeitos especiais André Kapel Furman. Um dos mais famosos profissionais da área do cinema brasileiro, ele tem trabalho reconhecido em longas-metragens como “Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins, “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia, e “Reflexões de um Liquidificador”, de André Klotzel.

Onde será investido o dinheiro arrecadado?

Com o valor recebido, faremos o merecido pagamento do elenco, cobriremos nossos custos de produção (alimentação da equipe, transporte, objetos de cena que precisaram ser adquiridos, material para maquiagem de efeitos, aluguel de locação) e investiremos na finalização de imagem, na mixagem e na masterização do curta. Também usaremos parte do dinheiro para bancar a confecção dos brindes que serão oferecidos como recompensa para quem colaborar com nosso projeto. Num país em que muitos cineastas usam dinheiro do Governo, via editais e leis de incentivo à cultura, para fazer filmes que ninguém vai ver, acreditamos que é mais digno contar com a colaboração dos verdadeiros fãs de cinema independente (e cinema fantástico) para concluir nosso humilde curta-metragem. Além disso, sempre fomos incentivados a melhorar nossas produções, investindo mais nelas e deixando de lado o improviso. Portanto, esta é a sua chance de colaborar para que consigamos fazer nosso trabalho mais sério e profissional!

Em que pé está o processo?

As gravações do curta ocorreram no final de 2012 e no início de 2013, num total de 4 diárias. O filme está parcialmente filmado, faltando apenas 10% de cenas – ou seja, uma diária. E toda a etapa de pós-produção, que será realmente trabalhosa.

Como a realização do curta foi financiada?

O_Estripador_da_Rua_Augusta__3Acreditando no potencial e no resultado do nosso trabalho, nós financiamos toda a produção do próprio bolso, contando com o apoio e compreensão da equipe, já que boa parte dos atores e técnicos trabalhou de graça esperando pelo futuro sucesso do projeto de crowdfunding para ganhar um cachê simbólico. Sempre produzimos os nossos próprios filmes,  às vezes em sem nenhum retorno financeiro. Dessa vez, por se tratar de uma produção mais ambiciosa e repleta de nomes conhecidos, os custos foram mais altos e esperamos pelo menos poder cobri-los com o total arrecadado no Catarse.

Quais são as recompensas?

Disponibilizamos recompensas bem variadas, algumas relacionadas ao filme, outras que efetivamente fizeram parte dele, incluindo objetos de cena utilizados pelos personagens. Nosso objetivo é o de assegurar que o colaborador que participar com qualquer quantia passe a fazer parte da nossa pequena equipe, ajudando esse projeto a tornar-se realidade. Contribuições estrangeiras serão bem-vindas. Os valores em dólares são maiores do que os que pedimos em moeda brasileira, para bancar o envio das recompensas via encomenda internacional.”

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Para ajudar na finalização deste projeto, visite a página deles no Catarse:

http://catarse.me/pt/estripador

Download de fotos em alta resolução:

http://www.4shared.com/folder/ki-59dg6

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FICHA TÉCNICA:

“O Estripador da Rua Augusta” (2013, Brasil)

Direção e roteiro: Felipe M. Guerra e Geisla Fernandes

Elenco: Monica Mattos e Henrique Zanoni

Direção de fotografia: Vinícius Bock

Assistente de fotografia e som: Eduardo Luderer

Direção de arte: Elise Miyasaki

Produção: Daniela Monteiro, Elise Miyasaki, Felipe Guerra e Geisla Fernandes

Maquiagem de efeitos: André Kapel Furman

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Na Páscoa

Posted in Literatura with tags , , , , , , , , , , , , , , , on março 21, 2013 by canibuk

Decidi não viajar, esperando até a última hora que alguém cancelasse a páscoa, pra eu ter alguma coisa pra fazer.

Eu sei que parece extremamente estúpido da minha parte, mas no meu coração, eu tinha esperança.

Tive esperança até dormir.

Acordei na sexta-feira e antes mesmo da urina matinal, fui ver na internet se alguém tinha cancelado a páscoa, mas nada.

Esperança burra. Esse sentimento de derrota no meu coração. Mas que coração burro! Ninguém cancela a páscoa!

Sabe por que o mundo não tem mais ateus? Por que religião é uma mentira tão grande, uma merda tão grande, que quando você se dá conta disso, não quer adimitir que era burro. Pra não ter que adimitir, continua insistindo no erro até acreditar de coração que aquele absurdo todo é verdade. Pura covardia.

Tive uma ideia duplamente foda: queria punir meu coração e insultar a páscoa.

Saí de casa sem tomar banho. Peguei a roupa mais no fundo do cesto de roupa suja e vesti. Peguei uma nota grande na carteira e segurei na mão com força. Saí de casa determinado.

Ah, como eu queria punir meu coração e insultar a páscoa! Ah, e eu tive uma ideia!

Com a mão que eu não estava segurando o dinheiro, peguei o primeiro pedaço de bacon que achei.

Paguei com a nota grande, e o caixa, emburrado por trabalhar na sexta-feira de feriado, me olhou de cara feia.

Pra facilitar o troco e completar a ironia, peguei um ovo de páscoa médio. Diminuiu o troco, pelo menos.

Em casa, decidi tirar a roupa. A roupa toda. De volta pro cesto de roupa suja, sua roupa suja! Seu lugar é lá. O meu é na cozinha com meu bacon de páscoa…

Bacon de páscoa! Rá!

Toma essa, coração! Vou obstruir seus caminhos! Toma essa, páscoa! Eu vou comer BACON na páscoa!

E tô eu na cozinha. Pelado e com um bacon na mão. Fatiei o bacon todo e botei na frigideira.

Acendi o fogo com um palito. Meu fogão tem acendedor, mas eu queria acender com o palito, porra! Nada de energia elétrica. Nada de barulhinho do acendedor. Palito de fósforo.

E lá tô eu, nu, na cozinha, e o bacon começa a fritar. E começa a espirrar gordura quente em mim. Eu começo a dançar com aquelas gotículas de gordura quente me queimando.

Mas eu não tô dançando metaforicamente, não! Eu tô dançando de fato.

Saio de perto pra não queimar nada importante.

Decidi abrir o ovo de chocolate. Tirei aquele monte de plástico barulhento, amassei até virar uma bolinha e mirei na lata de lixo.

Joguei a bolinha com TODA minha força. A lata tava fechada, e eu sabia. Eu só queria arremessar alguma coisa. Pronto, arremessei. A bola de plástico amassado ricocheteou no fogão e foi parar atrás da geladeira.

Maravilha.

Eu decidi esmagar o ovo de páscoa com o punho. Fechei o punho e mandei ver. Quebrou o ovo todo. Eu não queria o ovo, só queria facilitar a merda do troco.

O bacon já tava douradinho, desliguei a panela e botei uma fatia, quente, mas quente MESMO, na boca. No que fui mastigando, fui puxando o bacon pra dentro da boca.

Botei as outras fatias num prato. Deixei a gordura na frigideira.

Botei o ovo de páscoa num prato e derramei a gordura do bacon nos ovos de páscoa.

A gordura quente começou a derreter o chocolate. Decidi amassar tudo junto. Fiz isso até tudo virar uma só bolota de chocolate com traços de bacon.

Enfiei tudo na boca, de uma vez só. Muito gostoso, fiquei chupando chocolate com bacon. Decidi sentar pra focar toda minha atenção no paladar.

Provavelmente, nunca mais na minha vida eu faria isso de novo. Tinha que sentir bem o momento.

Nunca mais eu vou sentir esse gosto de novo. Talvez no natal eu faça alguma coisa mais bizarra. Mas não esse gosto.

Então lá estava eu, pelado, sentado com a bunda num banco gelado, com gordura espirrada no meu corpo, chupando uma bolota de chocolate ao leite com bacon.

Toma essa, coração! Toma essa, páscoa!

Depois de uns 2 minutos, aquela sensação de novidade passou. Mordi a bolota de chocolate ao leite com bacon pra acabar mais rápido.

Engoli uns nacos grandes, já tava sem paciência.

Ainda tinham 5 fatias de bacon sobrando. Peguei todas e levei pro quarto.

Num impulso ou num surto de aleatoriedade totalmente sem sentido, botei 2 fatias de bacon dentro da fronha do meu travesseiro.

Comi as outras 3.

Deitei no travesseiro com cheiro de bacon enquanto mastigava meus 3 bacons restantes.

Deitei pelado, mas logo me enrolei num lençol fino que tinha em cima da cama. Todo enrolado. Só a cabeça de fora.

Deitei de bruços, de um jeito que meu nariz ficasse bem em cima do travesseiro.

Um cheiro mágico de bacon. Travesseiro de bacon.

Decidi morder o travesseiro. Decidi rasgar o travesseiro com os dentes. Sem usar as mãos pra dar apoio.

Eu enrolado no lençol parecia uma lesma nervosa mordendo o travesseiro. Demorou uns 10 minutos pra eu conseguir cortar a fronha e chegar no bacon.

Comi uma das fatias de bacon, a outra tava despedaçada demais.

Pra acabar com os pedacinhos despedaçados de bacon, decidi grudar com saliva na língua e comer.

Demorei mais uns 2 ou 3 minutos pra catar tudo.

Acabado o bacon, me desenrolei do lençol, levantei, pelado, e botei minha cabeça na parede.

Chorei uns 3 ou 4 minutos. Decidi lavar roupa. E a roupa de cama. Botei tudo na máquina e botei na lavagem mais demorada que tinha. Entupi de sabão em pó e amaciante.

Decidi limpar toda a cozinha também. Quando eu terminei, tava impecável.

Tomei um banho. vesti uma roupa confortável, troquei a roupa de cama e liguei pra minha família pra desejar feliz páscoa.

Deitei na cama e dormi. Toda hora que eu acordava e ainda era sexta-feira, eu fechava os olhos outra vez. Nem todas as vezes eu conseguia dormir. Mas não abri os olhos pra nada.

Passei o sábado fazendo palavras cruzadas e o domingo ouvindo música.

Eu nunca imaginei que ía dizer isso na minha vida, mas PUTA QUE PARIU, como eu AMO segunda-feira!

escrito por Douglas Domingues.

(Douglas também é ator no longa-metragem “Zombio 2: Chimarrão Zombies” que será lançado em maio de 2013).

Douglas Domingues

Kamikaze

Posted in Literatura with tags , , , , , , , , on março 13, 2013 by canibuk

Como explicar que

enquanto observava sua cicatriz

pensava no quanto a deixava ainda mais bela

assim como seu jeito oriental

contido

o jeito que abaixava a cabeça quando passava na minha frente

o corpo arcado

o ar submisso

encenando uma dor

um incômodo

(a maneira com que fazia

com que me confundisse com ela mesma

sempre a maior das armadilhas femininas – eu caio só de lembrar)

artifícios

que destilavam o veneno

e o menosprezo

que ornariam sua ausência

distante de mim

agora muito mais do que

quando éramos estranhos

viro um peixe

branco lixo do ocidente

fisgado

e deixado pra morrer

no seu aquário.

poesia de Rodrigo P. Martins.

ilustração de Maxon Crumb.

Maxon Crumb sininho girl

Ajude a Patrocinar o Segundo Bloco de Filmagens de Zombio 2

Posted in Cinema, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on março 5, 2013 by canibuk

ZOMBIO-2-PEntre os dias 06 e 19 de fevereiro estivemos filmando o longa-metragem gore “Zombio 2”. Este filme está sendo produzido por uma cooperativa informal formada pela Canibal Filmes (Coffin Souza, Leyla Buk, Elio Copini, Airton Bratz, Gisele Ferran, Paulo Cesar Rhoden, Minuano, Douglas Domingues, Adriano Trindade, Carli Bortolanza, E.B. Toniolli, André Luiz, Alan Cassol, Loures Jahnke, Taiz Ferran, Ivandro Godoy, Raimundo Lago, Marisa, Blob, Líbera Oliveira, Marcel Mars, Charles Knaak, Christian F. Schäfer, Juliana Seffrin, Cristian Verardi, Rafael Picolotto), El Reno Fitas (Leo Pyrata, Flávio C. Von Sperling, Sanzio Machado e Gabriel Zumbi), Camarão Filmes & Idéias Caóticas (Alexandre Brunoro e Raphael Araújo) e Bulhorgia Produções (Gurcius Gewdner), que conta com o apoio financeiro das empresas Globalville (escola de inglês), Visual Serigrafia, Hotel Brasil, Shunna e Fábulas Negras Produções Artísticas do maquiador Rodrigo Aragão e investidores particulares (fãs do cinema de horror) que ajudaram com pequenas quantias de dinheiro, como Elio Copini, Mauro Mackedanz, Awildgarden, Diógenes Carvalho, Rubens Mello, Família Ferran, Diogo Cunha, Adnilson Rafael Telles e André Bozzetto Jr. e ainda apoio com material de cenas e serviços da Necrófilos Produções Artísticas (Felipe Guerra) e Projeto Zombilly (Andye Iore).

45747_152951241529669_2091844507_n“Zombio 2” é uma produção que foi crescendo muito e foi se tornando bastante cara para os padrões do atual cinema realmente independente do Brasil. E é uma produção difícil com muito trabalho ainda pela frente. O plano original era ter finalizado a produção no primeiro bloco, mas não conseguimos por conta do clima chuvoso (simplesmente chovia todos os dias e enfrentamos duas tempestades bem violentas), tivemos problema com falta de água potável na locação (algo impensável em se tratando de Ilha redonda, estância hidromineral onde filmamos, mas que aconteceu e nos fez perder praticamente um dia de filmagens indo atrás dos responsáveis pela rede de água do município de Palmitos) e chegamos a filmar 36 horas seguidas sem pausas para descanso algum (sem comer nem dormir por puro amor ao cinema feito com culhões) na tentativa de recuperar algum tempo perdido. Assim, devido a inúmeros probleminhas, um segundo bloco se faz necessário.

Neste segundo bloco teremos que filmar completamente sem dinheiro porque nossos recursos financeiros já se esgotaram. Não há dinheiro nem para a comida do pessoal que está trabalhando nesta produção (ficamos devendo ainda R$ 500,00 para o restaurante que alimentou a equipe no primeiro bloco, depois de ter pago uma parcela de R$ 1.500,00). Alimentar uma equipe que muitas vezes ultrapassou o número de 40 pessoas no Set não é nada fácil, acreditem!

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Para este segundo bloco de filmagens de “Zombio 2” (com mais dez dias filmando é certeza que terminaremos o filme) ainda estamos aceitando doações. Se você quer/puder nos ajudar com qualquer quantia escreva para o e-mail baiestorf@yahoo.com.br para maiores informações sobre como nos ajudar a concluir este filme que está ficando muito divertido e com uma qualidade técnica bem superior aos nossos antigos filmes. Empresas podem comprar espaço publicitário (o nome de seu negócio irá aparecer no início do filme como apoiador) e pessoas físicas que ajudarem com pouco serão relacionadas nos créditos como apoiadores financeiros do filme.

Uma coisa é certa: Finalizar este longa-metragem é uma questão de honra para todos os envolvidos no projeto e, com ou sem comida, vamos dar um jeito de terminar este projeto coletivo e apresentar o filme concluído durante o FantasPoa no início de maio próximo na cidade de Porto Alegre/RS).

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escrito por Petter Baiestorf.

Abaixo confira algumas fotos do primeiro bloco de “Zombio 2”, o resultado final está ficando lindo e queremos entregar aos fãs dos filmes gore um filme muito divertido. Ajude-nos a tornar “Zombio 2” uma realidade!!!

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