Arquivo para janeiro, 2012

A Noite dos Malditos

Posted in Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 21, 2012 by canibuk

Dia 03 de fevereiro o SESI de Maceió, Alagoas, vai trazer uma programação de primeira para quem curte cinema gore e música fora dos padrões convencionais.

A Programação:

22h

Abertura com a banda Necronomicon (som hard-prog).

22h30

Double feature Canibal Filmes com “Zombio” (1999, 45′, Petter Baiestorf) e “O Doce Avanço da Faca” (2010, 35′, Petter Baiestorf).

Após a exibição dos dois filmes, mesa de debate comigo (Baiestorf). Leyla Buk, que fez as ilustrações eróticas pro filme “O Doce Avanço da Faca”, estará me acompanhando nesta mostra.

00h30

Banda Imprensa Anônima (som experimental com influências literárias).

01h

Exibição de “A Noite do Chupacabras” (2011, 106′) de Rodrigo Aragão, novo longa-metragem da Fábulas Negras estrelado por Joel Caetano (Douglas, o mocinho), Walderrama dos Santos (Chupacabras, a besta sangüinária), Cristian Verardi (Velho do Saco, o comedor) e eu (Ivan Carvalho, o vilão alucinado) no elenco.

Classificação Indicativa: 18 anos.

Ingressos: R$ 6.00 (meia) e R$ 12.00 (inteira).

Quanto ao Canibuk, informo nossos leitores e amigos que Leyla e eu estaremos em nova lua de mel, voltaremos a postar material no blog depois do dia 10 de fevereiro de 2012. Até mais Canibuqueiros!!!

Alguma Coisa

Posted in Literatura with tags , , , on janeiro 20, 2012 by canibuk

estou sem fósforos.

as molas de meu sofá

estouraram.

roubaram minha maleta.

roubaram minha tela a óleo de

dois olhos rosados.

meu carro quebrou.

lesmas escalam as paredes de meu banheiro.

meu coração está partido.

mas as ações tiveram um dia de alta

no mercado.

de Charles Bukowski.

 

Download de Produções Canibal Filmes

Posted in Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 19, 2012 by canibuk

Ontem teve uma megamobilização de net contra o projeto de lei SOPA que acabou sendo barrada pelo Obama. Não vou me adentrar aqui em discusões sobre a lei, nem sobre censura, nem nada! Só sei que qualquer meio de controle, qualquer tipo de proibição, qualquer método de fiscalização das informações me assusta (sou daqueles que pensa que a maioria dos problemas podem ser resolvidos com educação de qualidade, aprender a interpretar um texto te ajuda em muito na vida, estudar história para conhecer o futuro, etc…). Sou produtor de filmes independentes, pouco da minha produção está disponível na internet para download, mas devido a esse projeto de lei sem noção, resolvi divulgar alguns links de filmes que estão na net e podem ser baixados gratuitamente (tenho todos estes filmes em DVDs colecionáveis, se alguém quiser eles com capinha escreva para baiestorf@yahoo.com.br solicitando informações).

Segue links de alguns filmes que estão disponíveis na net para download:

Zombio (1999) – escrevi e dirigi este média-metragem em 1998, ele foi produzido pelo Coffin Souza em nossa última parceria pela Canibal-Mabuse Produções. Aqui contamos a história de um casal que vai namorar numa ilha e acabam descobrindo zumbis carniceiros. “Zombio” acabou sendo considerado o primeiro filme brasileiro com zumbis (não concordo com este título, já que em 1996 produzi/escrevi/dirigi o “Blerghhh!!!” onde já explorava a temática zumbi). Leia mais sobre isso AQUI.

DOWNLOAD de ZOMBIO

Fragmentos de uma Vida (2002) – Este curta-metragem nem era prá existir! Em 2000 escrevi o longa-metragem “Mantenha-se Demente” que comecei a filmar e não consegui concluir por falta de dinheiro. As cenas vistas neste curta foram filmadas para fazer parte do longa abortado e, como sou contra desperdiçar material, resolvi transformar num curta-metragem que acabou fazendo considerável “sucesso” em mostras de botecos e shows de grind. Em cena temos a oportunidade de acompanhar o Loures Jahnke (que fez o papel do Monstro Legume em 1995) e o PC desmembrando a Juliana (que trabalhou conosco em apenas este filme).

DOWNLOAD de FRAGMENTOS DE UMA VIDA

O Monstro Legume do Espaço 2 (2006) – Após eu ter filmado o longa-metragem porra-louca “A Curtição do Avacalho” (também de 2006) a grana em caixa na Canibal Filmes era praticamente nenhuma, mas a gente tem problemas e mesmo assim resolvemos fazer a continuação do “O Monstro Legume do Espaço” (1995). Sem dinheiro, com meia dúzia de amigos me ajudando, filmando no mais completo improvisso, finalizamos uma verdadeira porcaria completa. Aqui, um veterinário (Elio Copini) encontra o Monstro Legume (desta vez interpretado pelo Everson Schütz) ferido e o ajuda, assim a amizade entre Monstro Legume e o humano bonzinho desperta a fúria de um bando de colonos do Oeste Catarinense preconceituosos. Mesmo sendo ruim que dói, está na programação da Retrospectiva Canibal Filmes 20 Anos.

DOWNLOAD de O MONSTRO LEGUME DO ESPAÇO 2

Arrombada – Vou Mijar na Porra do seu Túmulo!!! (2007) – Esse média-metragem marca a volta da Canibal Filmes na produção de sexploitations. Escrevi este filme em 3 dias, chamei a Ljana Carrion para ser a atriz (parceria que continuamos com “Vadias do Sexo Sangrento” e “Ninguém Deve Morrer”), filmamos tudo em 4 dias com PC, Coffin Souza, Gurcius Gewdner e Vinnie Bressan, foi divertido demais a produção deste pequeno exercício de humor negro. Agora meu amigo Osvaldo Neto colocou o média prá download em comemoração ao SOPA.

DOWNLOAD do trailer de ARROMBADA

DOWNLOAD de ARROMBADA

Vadias do Sexo Sangrento (2008) – Este é o média-metragem onde mais me diverti filmando, não tive nenhum problema de produção, o orçamento era mais alto do que costumo ter na mão, não precisei mudar nenhuma cena do filme e os 5 dias de filmagens foram extremamente calmos. Tenho que agradecer aqui, publicamente, pela grande ajuda de Coffin Souza, Ljana Carrion, Lane ABC, PC, Jorge Timm, Elio Copini, Gurcius Gewdner, CB Rot e meu pai Claudio Baiestorf que deram duro para que o filme ficasse essa diversão toda. Aqui no filme duas lésbicas são perseguidas pelo ex-namorado de uma delas e acabam cruzando o caminho do psicótico Esquisito.

DOWNLOAD de VADIAS DO SEXO SANGRENTO

A Milhões de Quilômetros da Terra

Posted in Fotonovela, Museu Coffin Souza with tags , , , , , , , , , on janeiro 18, 2012 by canibuk

Nas décadas de 1950, 60 e 70 as fotonovelas eram extremamente populares, algumas delas eram montadas com frames de filmes, como essa “A Milhões de Quilômetros da Terra” que foi publicada aqui no Brasil pela “Cosmos Aventura” (número 9), baseada no filme “20 Million Miles to Earth” (1957) de Nathan Juran, com efeitos de stop motion do mestre Ray Harryhausen. Canibuk, através do “Museu Coffin Souza”, disponibiliza agora (digitalizada) essa fotonovela para as novas gerações se divertirem com essa arte (quase) extinta. Estamos com mais umas 20 fotonovelas de filmes (todos clássicos sci-fi ou de horror) para digitalizar (mas não digitalizarei mais nenhuma na íntegra porque são revistas antigas demais e a capa desta “A Milhões de Quilômetros da Terra” soltou os grampos enquanto eu realizava o trabalho de digitalização, as próximas vou digitalizar apenas as capas e algumas páginas internas mais empolgantes).

Como Viajar de Graça Fazendo Filmes Baratos

Posted in Anarquismo, Arte e Cultura, Nossa Arte, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 17, 2012 by canibuk

Comecei a fazer filmes no ano de 1992, primeiro como uma forma de me divertir com amigos e, logo em seguida, descobri que fazer filmes independentes, mesmo sem grana nenhuma, é uma ótima maneira de convencer as pessoas a te pagarem por viagens. Foi assim que conheci, praticamente de graça, o Brasil inteiro (para minha frustração, ainda não conheço a região norte de nosso país).

Você gostaria de viajar de graça, mas não possuí nem câmera para realizar seu pequeno filme?

Bem, não vejo isso como um empecilho, pois sabemos que hoje bons filmes podem ser feitos sem câmeras. Minha sugestão é você utilizar uma câmera fotográfica digital (pode ser de celular ou aquelas máquinas fotográficas bem baratinhas, tanto faz a definição das imagens) ou um scanner. Tanto com a máquina fotográfica quanto com o scanner, você poderá capturar as imagens e transformá-las em filme usando qualquer programa de edição em computadores (e, hoje em dia, qualquer pessoa possuí um computador a disposição). Mas, se por ventura, você não tiver nada dessas coisas das quais falo aqui, é bom exercitar sua lábia de produtor e convencer as pessoas sobre a necessidade nobre delas te ajudarem a produzir seu filme.

Apesar de que, hoje em dia, se você olhar ao seu redor, vai encontrar com muita facilidade câmeras dos mais variados estilos e qualidade a sua disposição: Câmeras de celular, WEB CAM, câmeras de máquinas fotográficas, câmeras de segurança, etc. Por exemplo, para ilustrar minha linha de raciocínio, você pode construir seu filme combinando todos esses instrumentos que citei aqui, são notas esperando pelo arranjo harmônico. Você pode ter a disposição o computador de seu melhor amigo (que vai ter um scanner acoplado, se não tiver, use o scanner de uma lan house, porra!), com um programa de edição pirata que você baixou da NET. Você pode combinar animação de imagens (capturadas via máquina fotográfica ou scanner) com cenas filmadas através de câmeras de celular, com takes retirados das câmeras de segurança da padaria de seu bairro (o padeiro, além de emprestar as câmeras de segurança para as filmagens necessárias, se bem conversado, ainda poderá patrocinar a alimentação de sua equipe, voltamos ao quesito “fazer filmes sem grana pede que você exercite sua lábia”) e alguma seqüência envolvendo imagens de web cam ou pequenos takes com câmeras fotográficas na função filmar. Seu papel como realizador é ser criativo o suficiente para transformar essa bagunça toda proposta aqui em estética (como parte da lábia de produtor, depois que seu filme estiver finalizado, você precisa ainda criar alguma teoria que justifique a importância de sua obra e crie uma expectativa nos produtores de mostras e festivais de que sua presença palestrando vai engrandecer o evento, isso garante a sua viagem de graça, com passagens aéreas, estadia em hotel bonitão, alimentação e pessoas te pagando bebidas, é uma delícia!).

Agora, sou contra fazer um filme que não diga nada. A falta de dinheiro, equipamentos, condições para realizar seu filme não impede que você tenha idéias, seu cérebro, sua criatividade, sua capacidade de criação, são seus instrumentos mais importantes. Na hora de criar você tudo pode, não há limites. E você pode discutir qualquer assunto, qualquer temática, pois qualquer assunto por você abordado terá seus defensores e seus detratores também. A delícia do mundo está nas diferenças. Você precisa se assegurar que seu projeto pareça único e que sua presença na cidade que você escolheu conhecer de graça seja estritamente necessária.

Em 2005, por exemplo, fiz um filme chamado “Palhaço Triste”, que chamei de autobiografia para dar uma polpa no troço todo, fazer com que um filme vazio ficasse parecendo algo importante. Filmei ele com três amigos me ajudando nas filmagens (dei alguma bebida em troca da ajuda), usei uma filmadora super-VHS velha que tinha em casa e editei as imagens com outro amigo me ajudando. O resultado foi um arthouse sobre as frustrações de um cineasta impossibilitado de realizar seus projetos, tudo isso embalado com um efeito digital (que nem sei o nome) que deixou as imagens com um clima de pesadelo surrealista lisérgico. Não me custou nenhum centavo (editei o “Palhaço Triste” em Florianópolis, a 650 km da minha casa, com minhas passagens bancadas pelo governo de Santa Catarina que, naquela semana, havia me contratado para participar de um debate sobre a produção de filmes independentes) e logo que ficou pronto este filme me proporcionou alguns dias de descanso em Belo Horizonte/MG, onde ele foi exibido em clima de festa num festival de cinema, ganhei bebidas, fiquei num hotel maravilhoso, revi amigos mineiros de longa data e ainda participei como ator no longa-metragem “O Sonho Segue sua Boca” do genial cineasta underground Dellani Lima.

Produza seu filme, as possibilidades de tudo dar certo e ser uma experiência positiva são grandes. Estou torcendo por seu filme e, espero, te encontrar viajando de graça na minha próxima viagem gratuita. Longa vida aos filmes sem grana!

escrito por Petter Baiestorf.

Sujeira em Lamaçais Cinematográficos

Posted in Literatura, Nossa Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 16, 2012 by canibuk

A caixinha de leite caiu vazia no chão recoberto por larvas fecais. Duas ninfetas olhavam para as formas coloridas que se movimentavam de modo retangular na escuridão. Sujeira, o sujeito guru dos andróginos grelhados, fumava seu baseado olhando para as mocinhas. Bicos de seios excitados pela dança das cores, com mamilos durinhos que agradavam ao Sujeira, eterno perdido que tentava encontrar seu tão aguardado Eu Individual para deixa-lo batendo um papo com sua alma. Teria, talvez, neste momento, se aproximado do ideal procurado. Cogumelos do Sol Clandestino e cartelas de ácido, reunidos para sua alma atravessar o enorme muro e encontrar o Eu. Ninfetas lésbicas se esfregavam agora ao ritmo das formas coloridas. Sujeira, o guru de negro sentava todas as tardes sobre colinas do Sol e com as chamas ultra-violetas deixava-se viajar aos gritos mudos que surgiam das entranhas do padre que nunca sorriu, traficante malicioso que usava seu confessionário para entregar suas encomendas. Os drogadinhos cristãos adoraram a novidade. Ninfetas se contorciam, Sujeira babava e o padre ficava milionário com a classe-média desiludida. Vaginas conversavam soltando suspiros de histeria cósmica. Cores vivas dançavam na escuridão, pairavam sobre o gelo abissal e Sujeira flutuava na complexidade dos seios durinhos, esculpidos com amor e carinho. Sujeira agora era celestial, iluminado, ser vivo vibrante, amigo das delicias do padre traficante, profundo conhecedor dos mistérios individuais, explorador da própria alma, mistérios que o acompanhavam desde o quebrar dos ovos de onde as ninfetas nasceram enroladas em meleca espectral especial.

Unhas cravadas nas costas !!!

Garanhões unidimensionais fazem amor na pocilga.

Seus pênis se entrelaçam e seus rostos se tornam um,

Apenas um,

No eterno momento do gozo,

Gozo anatomicamente perfeito !!!

escrito por Petter Baiestorf.

The Beast with a Million Eyes

Posted in Cinema with tags , , , , , , , , , , on janeiro 15, 2012 by canibuk

The Beast with a Million Eyes (“A Besta com Um Milhão de Olhos”, 78 min.) de David Kramarsky. Roteiro de Tom Filer. Efeitos Especiais de Paul Blaisdell. Com: Paul Birch, Lorna Thayer, Dona Cole, Richard Sargeant, Leonard Tarver e Bruce Whitmore na voz da Besta com um milhão de olhos.

Na introdução do filme a criatura alienígena anuncia (através da potente voz de Bruce Whitmore) que “Eu preciso da Terra. De milhões de anos-luz, eu me aproximo de seu planeta. Logo, minha espaçonave aterrisará na Terra. Eu preciso de seu mundo. Eu me alimento de medo, vivo do ódio humano. Eu, uma mente poderosa, sem carne e sangue, quero seu planeta. Primeiro, o impensável, os pássaros do ar, os animais da floresta, então o mais fraco dos homens estará sob meu controle. Eles serão meus ouvidos, meus olhos, até que seu mundo me pertença. E porque posso ver seus atos mais íntimos, vocês me conhecerão como A Besta com um milhão de olhos”. E logo uma família desestruturada emocionalmente, que vive numa fazenda isolada, está sendo atacada por cachorros, pássaros e vacas. Como é regra nos filmes vagabundos do período, logo o fazendeiro (Paul Birch) descobre que os animais estão sendo controlados por uma força alienígena e que quer se apoderar também de suas mentes e se unem (como uma típica família americana: pai, mãe, filha e namorada da filha) para com amor vencer o alien. O diálogo final do filme é uma pérola; após ver uma águia voando, o fanzendeiro quer matá-lo com seu rifle, ao que é impedido por sua mulher, que diz:

Carol Kelley (Lorna Thayer): “Eu me pergunto de onde teria vindo. E Allan, tem mais uma coisa. O que matou aquela criatura na nave?”

Allan Kelley (Paul Birch): “De onde aquela águia veio? Porque os homens tem alma?”

Carol Kelley: “Se eu pudesse responder isso, eu seria mais do que humano!”

Este filme de baixíssimo orçamento é um drama familiar misturado com sci-fi do período. “The Beast With a Million Eyes” é ruim, tão ruim que eu simplesmente não conseguia desligar a TV, sempre esperando o próximo diálogo ridículo, o próximo furo de roteiro, mais interpretações amadoras do elenco. É um filme na melhor tradição do clássico “Robot Monster” de Phil Tucker ou de filmes do Roger Corman (aliás, reza a lenda que este filme teria sido co-produzido por Roger Corman e Samuel Z. Arkoff e co-dirigido por Lou Place – apesar de no IMDB a co-direção estar creditada ao Roger Corman – mas como “The Beast with a Million Eyes” foi distribuido pela America Releasing Corporation, que depois virou a America International Pictures, acredito que a confusão com a autoria do filme pode ter começado aí).

David Kramarsky, o diretor, dirigiu apenas este “The Beast with a Million Eyes”, mas durante os anos de 1950 produziu outros 4 títulos (“The Oklahoma Woman” (1956) de Roger Corman; “Gunslinger” (1956) de Roger Corman, “Dino” (1957) de Thomas Carr, estrelado por Sal Mineo e “The Cry Baby Killer” (1958) de Jus Addiss, estrelado pelo então jovem Jack Nicholson). Depois destes filmes Kramarsky sumiu da indústria cinematográfica. O roteirista Tom Filer foi outro que percebeu que cinema não era seu forte, após essa maravilhosa tranqueira escreveu somente mais um filme, “The Space Children” (1958) de Jack Arnold e fez o papel de “Otis” no western clássico “Ride in the Whirlwind” (1965), dirigido por Monte Hellman e escrito e estrelado por Jack Nicholson. O responsável pela construção da criatura alienígena foi Paul Blaisdell em sua estréia na função, que aqui colocou uma meia na mão, jogou latéx em cima, moldou a cara do monstro alienígena e filmou. Blaisdell fez poucos trabalhos mas deixou sua marca no departamento dos efeitos especiais tendo trabalhado em filmes que se tornaram clássicos do gênero, como “Day the World Ended” (1955), “It Conquered the World” (1956) e “Not of This Earth” (1957), os três de Roger Corman; “Invasion of the Saucer Man” (1957) e “It! – The Terror from Beyond Space” (1958), ambos de Edward L. Cahn e “Teenagers from Space” (1959) de Tom Graeff. Nada como se envolver com os amigos certos.

Um fato curioso é que este “The Beast with a Million Eyes” poderia ter sido o “The Birds” (1963, de Alfred Hitchcock) dos anos 50, pois muitas das situações vistas filmadas sem talento algum nesta produção, se repetiram depois (extremamente bem executadas) comandadas pelo mestre Hitchcock. Kramarsky não é Hitchcock!!! Outra curiosidade é que este clássico vagabundo foi homenageado pelo pessoal do “Futurama” em 2008, que realizou o divertido longa “Futurama: The Beast with a Billion Backs”, já lançado em DVD aqui no Brasil com o lindo nome de “A Besta de um Bilhão de Traseiros”.

por Petter Baiestorf.

O filme pode ser visto via youtube: