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Viradão de Cinema Fantástico no Festival de Cinema de Vitória

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O cinema fantástico nacional está na moda e está ganhando visibilidade em inúmeras mostras de cinema que não tem tradição na exibição de produções neste gênero. Em 2014 já havia ganho a “Mostra Bendita” na Mostra de Cinema de Tiradentes com a exibição do longa “As Fábulas Negras” de José Mojica Marins, Rodrigo Aragão, Joel Caetano e Petter Baiestorf e a produção “Noite” de Paula Gaitán. Leia a história do Cinema Fantástico Brasileiro aqui no Canibuk.

Agora é a vez do Festival de Cinema de Vitória incluir em sua programação uma pequena mostra, intitulada “Viradão Novo Cinema de Horror“, na sua programação, atestando que finalmente os grandes festivais de cinema estão percebendo que o Cinema Fantástico brasileiro tem um grande apelo junto ao público.

No dia 19 de novembro, um sábado, com início à 01 hora da madrugada no Teatro Carlos Gomes, com previsão de acabar somente às 07 da manhã do mesmo sábado, o viradão promete uma divertida noitada aos cinéfilos que se aventurarem pelos domínios do gênero fantástico brasileiro. Acompanhe as novidades do Festival pelo site oficial: http://festivaldevitoria.com.br/23fv/

Os seguintes filmes estão programados no Viradão:

“13 Histórias Estranhas” (Ficção, 90′, SC, 2015), de Fernando Mantelli, Ricardo Ghiorzi, Cláudia Borba, Petter Baiestorf, Marcio Toson, Cesar Coffin Souza, Rafael Duarte, Taísa Ennes Marques, Gustavo Fogaça, Renato Souza, Leo Dias de los Muertos, Paulo Biscaia Filho, Felipe M. Guerra, Filipe Ferreira, Cristian Verardi. Filme coletânea. São 13 histórias curtas, onde o numeral é a base do roteiro.
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“A Casa de Cecília” (Ficção, 102′, RJ, 2015), de Clarissa Alpett. Cecília tem 14 anos e está sozinha em casa há duas semanas. Após dias intercalados de solidão e euforia, Lorena, uma adolescente misteriosa, surge em sua casa. Apesar da nova companhia, a casa parece ficar cada vez mais vazia e os eventos, cada vez mais peculiares.
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“Encontro Às Cegas” (Ficção, 10′, RJ, 2016), de Isabela Costa. Quando um vampiro cego, em pleno 2016, atrai suas vítimas por meio de aplicativos de celular, uma surpreendente chegada muda o rumo da noite.
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“O Diabo Mora Aqui” (Ficção, 80′, SP, 2015), de Dante Vescio e Rodrigo Gasparini. Jovens numa casa assombrada.
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“O Duplo” (Ficção, 25′, SP, 2012), de Juliana Rojas. Silvia é uma jovem professora em uma escola de ensino fundamental.  Certo dia, sua aula é interrompida quando um dos alunos vê um duplo da professora andando no outro lado da rua. Silvia tenta ignorar a aparição, mas este evento perturbador passa a impregnar seu cotidiano e alterar sua personalidade.
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“O Segredo da Família Urso” (Ficção, 20′ SC, 2014), de Cíntia Domitt Bittar. 1970, ditadura militar brasileira. Geórgia, uma menina de 8 anos, é proibida de entrar no porão de sua casa, onde costumava brincar. Longe dos olhos dos pais e da velha babá, Geórgia encontra a porta destrancada: há alguém lá dentro.
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Quem estiver em Vitória/ES nesta data, fica aqui a dica para aproveitar o viradão. O fantástico brasileiro é o gênero cinematográfico nacional que mais tem conseguido, por conta própria, espaço em importantes festivais pelo mundo. “Zombio 2” (Petter Baiestorf), “Mar Negro” (Rodrigo Aragão), “Cabrito” (Luciano de Azevedo), “Encosto” (Joel Caetano), “Bom Dia, Carlos!” (Gurcius Gewdner), “FantastiCozzi” (Felipe M. Guerra), “Nervo Craniano Zero” (Paulo Biscaia) são apenas alguns dos filmes brasileiros que tem sido exibidos em vários festivais importantes do gênero fantástico por todas as partes do mundo. E é muito bom ver o gênero sendo reconhecido, também, em festivais de cinema brasileiro.
Bom Viradão à todos e obrigado por prestigiarem o cinema fantástico nacional!
Assista o documentário que o Canal Brasil produziu sobre o cinema fantástico brasileiro:
https://www.youtube.com/watch?v=XiSl3sb0MTY

 

 

Maldito Seja Henry Jaepelt e outros lançamentos da Ugra Press

Posted in Arte e Cultura, Fanzines, Livro, Quadrinhos, revistas independentes brasileiras with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on janeiro 2, 2014 by canibuk

2_Henry JaepeltA Ugra Press é um projeto experimental que visa a produção e pesquisa da cultura underground, principalmente focada nos quadrinhos independentes. Neste final de 2013 seu editor, Douglas Utescher, realizou o lançamento de três livros imperdíveis, principalmente para o pessoal que viveu o underground brasileiro dos fanzines editados nos anos de 1990 (e são livros obrigatórios para quem nasceu pós 1990).

1_Henry Jaepelt“Maldito Seja Henry Jaepelt” é um livro-antologia de trabalhos do catarinense Jaepelt (leia-se “iapelt”). São 80 páginas contendo uma mega-entrevista (com perguntas elaboradas por Denilson Reis, Douglas Utescher, Márcio Sno e eu) onde ficamos por dentro dos pensamentos do Jaepelt, sempre coerente e inteligente, um dos mais criativos desenhistas da atualidade. O livro também traz uma introdução de Denilson Reis e ótima seleção de trabalhos que foram realizados por Henry entre os anos de 1993 e 2005, tudo criado com papel e uma caneta nanquim, o que pode assustar a nova geração de artistas que não consegue criar sem o uso de máquinas, como atesta Jaepelt na entrevista: “Frequentemente me perguntam o que uso para desenhar e ficam surpresos quando digo que uso o habitual lápis, papel e nanquim. Que programa? O que? Até parece que isso é algo vergonhoso ou atrasado, só que posso fazer isso em qualquer lugar, até com uma vela acessa, sem energia, baterias ou conexões com isso ou aquilo”.

Segue uma das HQs resgatadas no livro:

Lupita_1Lupita_2Lupita_3

1_Law Tissot“Maldito Seja Law Tissot” é outro livro desta maravilhosa série de publicações da Ugra Press que resgatam grandes autores dos quadrinhos alternativos brasileiros. Nas 80 páginas deste você vai se deleitar com as criações de Law Tissot, um arte-educador, videomaker e quadrinista na ativa desde 1984. Os quadrinhos de Tissot tem uma pegada cyberpunk e o livro reúne trabalhos que ele realizou entre 1990 e 1999. O livro tem prefácio de Fábio Zimbres e uma mega-entrevista conduzida por Douglas Utescher.

Segue uma das HQs resgatadas no livro:

Ceu Liquido_1Ceu Liquido_2Ceu Liquido_3Ceu Liquido_4

“3ADFZPA – Terceiro Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas” é, a exemplo do “QI” de Edgard Guimarães, uma ótima porta de entrada ao universo das publicações independentes. Neste terceiro volume há uma infinidade de endereços de editores especializados em publicações que fogem do trivial explorado pela imprensa oficial e editores medíocres das grandes editoras.

As publicações da Ugra Press podem ser adquiridas pelo site (clique aqui) e você ainda pode acompanhar as novidades deles pelo blog (clique aqui).

dicas de Petter Baiestorf.

1_Anuário de zines

Epílogo de Libelo Contra a Arte Moderna

Posted in Arte e Cultura, Literatura, Pinturas with tags , , , , , , , , , , , , , on dezembro 20, 2013 by canibuk

De toda a revolução moderna uma única idéia não envelheceu, e permanece tão viva que será o fundamento de um novo classicismo que se espera de forma iminente. Nenhum dos críticos ditirâmbicos da velha arte moderna ainda a assinalou. Trata-se nada menos que do famoso segundo a natureza de Paul Cézanne (Natureza é o nome que o pintos dá à física).

A Descontinuidade da Matéria

A descoberta mais transcendente de nossa época é a da física nuclear sobre a constituição da matéria. A matéria é descontínua e qualquer experiência válida na pintura moderna só pode e só deve partir de uma única idéia, tão concreta quanto significativa: a descontinuidade da matéria.

Essa descontinuidade é anunciada pela primeira vez na história da arte pelas pinceladas corpusculares de Vermeer e os toques de pincel no ar de Velazquez. Do mesmo modo, foi o impressionismo que inventou pela primeira vez a divisão da luz. Os confetes cromossomáticos de Seurat são o ato notarial da descontinuidade da matéria. A colisão sádica das complementares no perímetro – abaulado pelo movimento browniano – das maçãs de Cézanne não são senão as manifestações físicas do movimento da matéria descontínua.

No cubismo gris de Picasso, a fragmentação reintegradora da realidade é apenas um exemplo da vontade feroz dessa realidade para conservar um aspecto figurativo em plena descontinuidade da matéria. Os dilaceramentos viscerais do genial Boccioni são o anúncio antecipado do dinamismo supersônico e os apolos gloriosos da descontinuidade da matéria. “O Rei e a Rainha” de Duchamp podem ser atravessados por nós em velocidade por causa da descontinuidade da matéria. Os relógios de Dalí são moles porque são o produto masoquista da descontinuidade da matéria. Os sinais de Mathieu são os decretos régios da descontinuidade da matéria.

A efervescência dionisíaca está aí, mas toda essa heterogeneidade heróica nada valerá esteticamente enquanto não tiver sido encontrada a forma artística e clássica de uma cosmogonia apolínea.

Para que as forças vitalmente heterogêneas e antiacadêmicas da arte moderna não pereçam no ridículo anedótico do simples diletantismo experimental e narcísico, é preciso três coisas essenciais:

1) Talento e, de preferência, gênio (desde a Revolução Francesa, desenvolve-se uma viciosa tendência cretinizante que consiste em considerar que os gênios (excetuada sua obra) são em tudo criaturas mais ou menos semelhantes ao resto comum dos mortais. Essa crença é falsa. Afirmo por mim, que sou o gênio moderno por excelência).

2) Reaprender a pintar tão bem quanto Velazquez e, de preferência, como Vermeer.

3) Possuir uma cosmogonia monárquica e católica tão absoluta quanto possível e com tendências imperialistas.

É somente então que, nietzschianos às avessas, isto é, aspirando ao sublime, observaremos a olho nu, “segundo a natureza”, o arcanjo antiprotônico tão divinamente explodido que poderemos enfim mergulhar nossas mãos de pintor entre os cromossomos fissionados de sua substância rouxinolesca, para tocar com nossos dedos doloridos e inchados de sangue o tesouro descontínuo e desejado desde nossa própria juventude. E, acreditando como Soeringe que comandamos tudo por nossa vontade de potência em potência, sei que tocaremos então nossa própria divindade de pintores.

Lido, aprovado e assinado: Salvador Dalí.

do livro “Libelo Contra a Arte Moderna” de Salvador Dalí, editora L&PM.

Paul Cézanne

Paul Cézanne

Johannes Vermeer

Johannes Vermeer

Diego Velázquez

Diego Velázquez

George Seurat

George Seurat

Pablo Picasso

Pablo Picasso

Umberto Boccioni

Umberto Boccioni

Marcel Duchamp

Marcel Duchamp

Georges Mathieu

Georges Mathieu

Salvador Dalí

Salvador Dalí

Vigor Mortis

Posted in Arte e Cultura, Cinema, Literatura, Teatro with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on dezembro 16, 2013 by canibuk

Paulo Biscaia Filho e BaiestorfNo mês de novembro conheci o cineasta Paulo Biscaia Filho que me levou à Curitiba para a segunda edição do evento “Madrugada Sangrenta”, uma festa do cinema de horror que consiste em fazer jorrar sangue falso no público enquanto os filmes são exibidos na tela (nesta segunda edição do evento foram exibidos “Evil Dead 2” (1987) de Sam Raimi, “Nervo Craniano Zero” (2012) de Paulo Biscaia Filho e “Zombio 2: Chimarrão Zombies” (2013), meu último longa). E preciso dizer que o longa de Paulo me surpreendeu em todos os sentidos (tem um roteiro bem construido aliado à interpretações perfeitas, cenários e efeitos especiais ótimos e é, com certeza, um dos grandes momentos do horror nacional dos últimos anos).

Paulo Biscaia Filho é mestre em Artes pela Royal Holloway University of London e dá aulas de teatro e cinema na faculdade de Artes do Paraná. Na Companhia Vigor Mortis dirigiu montagens teatrais de peças Grand Guignol como “Morgue Story” (que virou filme em 2009), “Garotas Vampiras Nunca Bebem Vinho”, “Snuff Games”, “Graphic” e “Nervo Craniano Zero”. Atualmente ele está com a peça “Marlon Brandon, Whiskey, Zumbis e Outros Apocalipses” em cartaz. Humor negro delicioso, cultura pop e inventividade fazem o cardápio de sucesso de Paulo e sua Vigor Mortis.

Neste encontro com Paulo ganhei dois álbuns que quero indicar à todos:

Vigor Mortis ComicsO primeiro é “Vigor Mortis Comics”, um álbum de quadrinhos dementes que são imperdíveis. Contando com a ajuda dos quadrinistas José Aguiar e DW Ribatski, Biscaia nos legou um punhado de HQs hilárias, onde as personagens de suas peças teatrais ganham novas histórias carregadas de humor negro, cinismo e alguns toques picantes do bom e velho sexo (a demência sem sexo nunca é completa!). São oito histórias envolvendo zumbis, necrofilia, vampiros, putas e desajustados sociais com histórias cafajestes que nos deixam com aquele sorrisão de sadismo no rosto. Destaco duas HQs que gostei muito, “Oswald Apaixonado”, que tem um roteiro parecido com o filme-bomba “Warm Bodies/Meu Namorado é um Zumbi” (2013), só que aqui verdadeiramente mais sarcástico e com uma visão mais adulta (mesmo que essa visão mais adulta pareça ser de um eterno adolescente de 40 anos); e, “Corra Cataléptico, Corra”, perversa HQ que investiga os obscuros caminhos irracionais da mente humana. “Vigor Mortis Comics” é impecável.

O segundo álbum é “Palcos de Sangue” e traz os roteiros teatrais das peças “Morgue Story”, “Graphic” e “Nervo Craniano Zero”, além de uma inspiradora introdução ao maravilhoso mundo absurdo do teatro Grand Guignol. Não sou um ardoroso fã do teatro (sempre preferi cinema, quadrinhos e pinturas), mas foi uma boa experiência tomar contato com os roteiros destas peças, pois a partir do momento em que você toma contato com a construção de artes que não domina, passa também a respeitá-las ainda mais. “Palcos de Sangue” é item obrigatório para quem faz (ou pensa fazer) teatro.

Ambos os álbuns podem ser adquiridos no site http://www.vigormortis.com.br ou e-mail vigormortis@vigormortis.com.br

por Petter Baiestorf.

Palcos de Sangue

Aberto Catarse de Apoio ao Centro Cultural UDU

Posted in Anarquismo, Arte e Cultura, Entrevista with tags , , , , , , , , , , , , on agosto 30, 2013 by canibuk
Espaço UDU.

Espaço UDU.

“O Espaço Underground do Underground (UDU) é a materialização de uma ideia positiva de coletivos que buscam proporcionar encontros e trocas num ambiente receptivo e potencializador das criatividades locais ou de outras regiões.

Formado por 4 coletivos, Editora Intuitiva (ex-coletivo La Revancha), Camarão Filmes e Ideias Caóticas, Ethos Diálogos Visuais e pela gravadora Crimes pela Juventude. O espaço, além de ser uma sede coletiva, funcionará como centro cultural independente promovendo eventos variados e incentivando a produção, divulgação e circulação cultural independente.

Localizado no bairro de Bento Ferreira, próximo a Av. Vitória, o espaço precisa de reformas que estão acima de nossas condições financeiras, a ideia de fazer um crowdfound vem no encontro do espírito de comunidade em que nossas raízes culturais foram criadas, esbarramos em custos materiais que estão além da nossa capacidade faça-você-mesmo de resolver, mas que uma comunidade cooperativa pode facilmente resolver com pequenas contribuições.

Os valores aqui acumulados serão usados exclusivamente na compra de materiais para a reforma do Espaço UDU, localizado próximo a Av. Vitória, na rua João Balbi, ao lado do colégio Aristóbulo Barbosa Leão. A prioridade é o sistema de energia elétrica e toda a estrutura do telhado, itens básicos para a ocupação efetiva do espaço.”

Salas do Espaço UDU aguardando reforma.

Salas do Espaço UDU aguardando reforma.

Quem puder ser apoiador financeiro para as reformas deste espaço de cultura independente surgido em Vila Velha/ES, atesto aqui, a seriedade do projeto. Já tive o prazer de trabalhar com Alexandre Brunoro, da produtora Camarão Filmes & Ideias Caóticas, que foi maquiador no meu longa-metragem “Zombio 2: Chimarrão Zombies” (e que já havia falado muitas coisas boas sobre este espaço coletivo dedicado à cultura independente), um excelente profissional com quem espero trabalhar ainda em muitas oportunidades. Aliás, a produtora Camarão Filmes também nos emprestou seu equipamento de som para a captação dos diálogos de “Zombio 2”, tudo isso na camaradagem. Espaços assim, independentes da grana do estado ou municípios (para não haver politicagem) , deveriam surgir em todas as cidades brasileiras, dado sua importância. Você pode ajudá-los nas reformas apoiando-os via CATARSE DO ESPAÇO UDU (clique no link). Há inúmeros valores que você pode doar, de singelos R$ 15.00 até a importância mais substancial de R$ 1.000,00. Aliás, fica a dica para pessoal de Vila Velha/ES que tenha construtora, ou contato com alguém de construtoras, para que deem uma colaboração ao grupo que a cidade só tem a ganhar com o Espaço UDU. Apoiar espaços culturais é a melhor forma de você ajudar na educação do povo brasileiro.

Colabore na reforma do Espaço UDU.

Colabore na reforma do Espaço UDU.

“Todas as pessoas envolvidas com o projeto possuem um envolvimento e um histórico em produção cultural que vão desde de organização de shows, exposições, produção audiovisual, publicações, lançamento de discos e oficinas. Em sua maioria possuem formação ligadas ao campo das ciências humanas como Artes Visuais, Artes Plásticas, Design, História, Ciências Sociais e Filosofia. Abaixo segue uma pequena descrição de alguns grupos/coletivos que estão envolvidos com o Espaço UDU.”

Sua ajuda nas reformas do Espaço UDU fortalece o underground nacional.

Sua ajuda nas reformas do Espaço UDU ajuda a fortalecer o underground nacional.

Entrevista com o Raphael sobre o Espaço UDU:

Baiestorf: O que é o Espaço UDU?

Raphael Araújo: O espaço Underground do Underground (UDU) é a materialização de uma ideia positiva formada por 4 coletivos criativos – Editora Intuitiva (ex coletivo La Revancha), Camarão Filmes e Ideias Caóticas, Ethos Diálogos Visuais e pela gravadora Crimes Pela Juventude – um espaço que além de ser sede coletiva, funcionará como centro cultural independente promovendo eventos variados e incentivando a produção, divulgação e circulação cultural independente.

Trabalhando UDU

Baiestorf: O que vocês já tem de concreto para o funcionamento do Espaço UDU?

Raphael Araújo: O que temos de mais concreto, sem dúvida, são nossas produções individuais e coletivas. Nos últimos anos temos nos dedicado à diversas atividades criativas independentes como:  organizações de eventos como shows, exposições e oficinas, produção de vídeos, música, trabalhos de artes, design gráfico e publicações de zines, livros e textos. Estas produções são diretamente ligadas as vivências com o meio underground e principalmente com o punk. Este trazendo a filosofia do “faça você mesmo”, que é presente em tudo o que fazemos e nos impulsiona a colocar ideias criativas fora do campo das ideias.

Desde o ano passado foi criada uma revista/ fanzine virtual que se chama UDU. Funciona como um espaço virtual para divulgação e publicação de material independente, possuindo inúmeros colaboradores que vem de diversas partes do Brasil. Por enquanto ela é somente virtual, pois é um espaço acessível e gratuito. Mas já há uma mobilização para tentar uma edição impressa, levando a revista a ter uma distribuição mais efetiva. No início desse ano, começamos a articular, principalmente pela figura do Léo Prata, a ideia de ter um espaço físico (vide resposta da pergunta 1).

Este espaço possui algumas particularidades que o tornam mais acessível e potente como: área interna grande e bem distribuída, localização boa de fácil acesso, aluguel com preço abaixo do mercado (o prédio faz parte da casa do avô do Léo). Mas o prédio precisa de reforma para ser no mínimo habitável, pois ficou muitos anos fechado e abandonado.

Outro ponto digno de nota é que todos são graduados ou estudam na área de humanas como: artes, design, história, filosofia e ciências sociais.

Baiestorf: O pessoal envolvido na organização do espaço tem uma história bonita de comprometimento com a arte independente. O Espaço UDU estará direcionado principalmente a arte independente? Como funcionará tudo?

Raphael Araújo: Sim, o espaço UDU será direcionado principalmente para cultura autoral independente. A ideia do espaço é abrigar uma galeria de artes, dando todo o suporte ao artista. Ser um lugar para encontros, vivencias e trocas. Promovendo assim: lançamentos de livros, discos, filmes, workshops, palestras, sarais, intercambio com artistas e oficinas. Há uma preocupação na distribuição de materiais independentes e para isso planeja-se uma loja, que distribuirá material independente.  Tudo isso atuando em duas frentes: virtual – através de um site que ainda em planejamento e o real – espaço físico.

Trabalhando UDU1

Baiestorf: Como pessoal poderá colaborar e qual a importância desta colaboração? E o que ganhará com isso? (Já que muita gente só ajuda se ganhar algo).

Raphael Araújo: O pessoal, neste momento, pode colaborar efetuando uma doação em dinheiro pelo site do Catarse, rede de financiamento colaborativo coletivo, e/ou divulgando o projeto aos seus contatos.No site do projeto do Espaço UDU, no Catarse, há algumas cotas que variam de valor que vai desde R$ 15,00 à R$ 1.000,00. O pessoal que doa alguma quantia recebe em contrapartida, além de nossa gratidão, algum brinde que lá está descriminado. Por exemplo quem doa R$ 15,00 ganha um adesivo do espaço. Conforme esse valor vai subindo, os brindes também vão aumentando proporcionalmente em quantidade e valor agregado. Todos os produtos são feitos por pessoas que fazem parte do grupo UDU e vão de filmes, livros, trabalho de artes, máscaras e camisas.Esses são os ganhos diretos, que são trocados instantaneamente. Há ainda outros tipos de ganhos que poderão ser contabilizados no futuro, caso o projeto se realize. A UDU poderá ser um espaço que um dos colaboradores poderá utilizar para expor, para dar oficina, para lançar material, para realizar projetos, para vender seu trabalho, enfim, muitos outros retornos não palpáveis no momento.

Baiestorf: Trabalho com produção independente e sei o quanto é difícil bancar do próprio bolso essa vida de artista no Brasil e um espaço como este que vocês estão criando é importante para dar visibilidade à trabalhos que as vezes correm risco de ficarem engavetados. Como será a seleção dos artistas para exposições e shows? É aberto à artistas de qualquer parte do mundo? Espaço sem fronteiras, isso?

Raphael Araújo: A seleção dos artistas seguirá alguns critérios, mas estes ainda não foram discutidos em grupo. Há muitas variáveis aí. É obvio que trabalhos que demonstrarem qualidade, relevância, aplicabilidade e afinidade com a proposta do espaço terão preferência. Com certeza o espaço será aberto para receber pessoas variadas e de lugares diferentes. Um espaço sem fronteiras.

Os Envolvidos na Organização do Espaço:

A Camarão Filmes e Ideias Caóticas é sediada na cidade de Vila Velha surgiu em 2001 como um grupo despretensioso a fim de gravar os próprios filmes. De maneira precária, sem recursos digitais e contando apenas com uma câmera VHS fizemos alguns curtas como “O homem que caga sangue” e “Trash Master”. Após um longo período inativo o grupo voltou, em 2012, produzindo o curta “Confinópolis – a terra do sem-chave”, isso se deu à partir de projeto aprovado por lei de incentivo.

A Crimes Pela Juventude é um coletivo sediado na cidade de Vitória desde o ano de 2004 quando seus integrantes tinham uma média de idade de 15 anos. Interessada na produção cultural independente, atua de forma contínua nos mais diversas formas de expressão: organização de shows de bandas nacionais e internacionais, promoção de bandas locais, publicação de zines, produção e distribuição de discos.

Intuitiva é uma editora e distribuidora de Vitória, sua primeira publicação impressa foi com apoio de lei de incentivo, mas ultimamente encontra-se independente em busca de sua segunda publicação impressa.

A Ethos é um coletivo multimídia criado em 2011 no Espírito Santo atuando primeiramente nos meios audiovisuais para uma abordagem documental com ponto de vista artístico e etnográfico. Dentre as principais produções os documentários, “Além do mar que há entre lá e cá”.

Colabore!!!

Underground do Underground

Corroendo Pelas Beiradas

Posted in Arte e Cultura, Vídeo Independente with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on junho 18, 2013 by canibuk

Mais um protesto na avenida Paulista marcado para essa semana: Cineastas independentes ganham vitrine para seus filmes na mostra Cinema de Bordas que vai acontecer entre os dias de 20 a 23 de junho no Itaú Cultural (Av. Paulista 149), com a exibição de 28 produções que não contam com dinheiro público em seus orçamentos.

Zombio 2_Católicos ZumbisNo Brasil existem inúmeros cineastas independentes que não se utilizam do dinheiro público para produzirem seus filmes. Estes cineastas criaram seus próprios mecanismos de produção e distribuição e tentam evoluir de filme para filme. A produção do cinema independente é um ato político onde cineastas amadores e profissionais se negam a usar dinheiro público para empregar na realização de filmes populares. Os cineastas independentes tem o privilégio de dizer um grande não às possibilidades de trabalhar com as esmolas do governo e criar, dentro de suas próprias condições, obras que o povão entende e aplaude.

Entre os 28 filmes que serão exibidos está meu novo longa-metragem, “Zombio 2: Chimarrão Zombies”, produzido nun sistema de cooperativa que reuniu as produtoras Canibal Filmes, El Reno Fitas, Camarão Filmes e Idéias Caóticas, Bulhorgia Filmes, Sui Generis Filmes, Projeto Zumbilly, Necrófilos Produções, Fábulas Negras, Gosma e mais uns 50 colaboradores, cada um ajudando a fazer o muito com o pouco que podia ajudar.

A mostra Cinema de Bordas vai exibir o primeiro corte de “Zombio 2” (ainda falta mexer no som, efeitos sonoros, trilha sonora e cores do filme) no dia 23 de junho às 18 horas, no encerramento da mostra que prima por exibir o cinema mais autoral (e livre) produzido atualmente no Brasil.

Confira a programação aqui: Cinema de Bordas.

Petter Baiestorf.

Não deixa de acompanhar a mostra Cinema de Bordas

Não deixa de acompanhar a mostra Cinema de Bordas

Zombio 2_Américo Giallo

Zombio 2_Zumbis Podres em Festa 2

Personas e Antler Girls.

Posted in Arte e Cultura, Arte Erótica, Buk & Baiestorf, Ilustração, Nossa Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on novembro 14, 2012 by canibuk

Pintar e desenhar é, também, muito sobre minhas obsessões. Nos meus últimos esboços e quadros não pude fugir disso e tenho feito uma série de garotas galhadas, de selvagens que carregam um puta fardo na cabeça. Eu até diria que são atormentadas, embora elas jurem que não, mas, para mim, são únicas e fascinantes. Meio gente, meio bicho. A série é composta por ilustrações e pinturas – as pinturas se encaixam dentro de uma série-mãe chamada “Don’t Fit” que já tenho divulgado por aí.
Outra série de ilustrações que provavelmente não terá fim é a “Personas”, inspirada em Bergman e seus filmes, não só o “Persona”, mas vários deles. Filmes e autores teem me inspirado desde o começo e eu tenho uma verdadeira obsessão pelos filmes do Bergman, por sua visão, temáticas, me identifico com suas manias, então eu precisava extrair isso mais cedo ou mais tarde e fazer a minha homenagem. Como essas séries não tem um fim, fiquem ligados no meu site  e no facebook  para ver todas as novidades que forem surgindo, atualizo o tempo todo.

Aqui estão os primeiros esboços.

Antler Girls – nanquim sobre papel – 20x30cm – 2012

Antler Girl #1 –  Original à venda – com moldura – R$ 100,00, frete grátis para todo o Brasil. Para mais informações: bukleyla@gmail.com

Antler Girl #2 – Original à venda – com moldura – R$ 100,00, frete grátis para todo o Brasil. Para mais informações: bukleyla@gmail.com

Antler Girl #3 –  Original à venda – com moldura – R$ 100,00, frete grátis para todo o Brasil. Para mais informações: bukleyla@gmail.com

Antler Girl #4 –  Original à venda – com moldura – R$ 100,00, frete grátis para todo o Brasil. Para mais informações: bukleyla@gmail.com

Originais emoldurados à venda – R$ 100,00, frete grátis para todo o Brasil. Para mais informações: bukleyla@gmail.com

Personas (não estão à venda) – nanquim e acrílica sobre papel – 20x30cm – 2012

Há pouco tempo fiz outro blog, um pouco mais pessoal e onde falo mais sobre meus trabalhos e coisas que me inspiram. Atualizo sempre que dá. Me sigam por lá também: http://leylabuk.wordpress.com/