Nos últimos anos da década de 1980 a editora Abril lançou uma revista em quadrinhos que imitava a clássica “Heavy Metal” intitulada “Aventura & Ficção”, achei a número 20 (de novembro de 1989) perdida aqui em casa e resolvi digitalizar essa HQ do desenhista Salvador (com colaboração de Elaine) chamada “Travessia” que eu sempre achei muito interessante e profunda sobre as pequenas coisas que o homem não consegue explicar.
Travessia
Postado em Quadrinhos com as tags autores nacionais de quadrinhos, aventura e ficção, coisas pequenas grandes mistérios, mistérios e fé, quadrinhos anos 80, quadrinhos brasileiros, quadrinhos de sci-fi, quadrinhos nacionais, salvador em junho 2, 2012 por canibukQueen Kong
Postado em Cinema com as tags a clockwork orange, bomba nuclear, cüneyt arkin, cult movie, dino de laurentiis, edo ni araweta kingu kongu: henge no maki, eurotrash, exploitation, filme de baixo orçamento, frank agrama, ishiro honda, john clive, king kong, kingu kongu tai gojira, konga, low buget, maquetes mal feitas, queen kong, robin askwith, sôya kumagai, selvas de papelão, shaw brothers, toho studios, torajiro saito, trash, trash-movie, wasei kingu kongu em junho 1, 2012 por canibuk“Queen Kong” (ou “Queen Gorilla”, 1976, 87 min.) de Frank Agrama. Com: Robin Askwith, Rula Lenska e John Clive.
Na ânsia de lucrarem alguns poucos dólares, produtores de filmes exploitations sempre caçaram assuntos/temas em evidência para fazer de seus pequenos filmes baratos, grandes negócios lucrativos. Em 1976 o produtor Dino De Laurentiis lançou o remake de “King Kong” (1933) e Frank Agrama rapidamente lançou este hilário “Queen Kong” (que nunca foi lançado no Reino Unido devido a uma ação legal movida por De Laurentiis contra a imitação de Agrama), objeto de culto no Japão, onde o filme foi completamente redublado por comediantes japoneses para ficar ainda mais mongol. Aliás, os japoneses são tão fanáticos por King Kong que é da produção nipônica que vem “Wasei Kingu Kongu” (1933) de Torajiro Saito, um curta-metragem feito no mesmo ano do clássico de Cooper & Schoedsack e que hoje é considerado perdido (numa época foi sugerido que o filme se perdeu após os bombardeios atômicos de 1945, pronto, já deu prá entender porque USA quis tanto testar a bomba nuclear contra os japoneses); Ainda nos anos 30 os japoneses fizeram outro filme com o Kong, “Edo ni Arawareta Kingu Kongu: Henge no Maki/King Kong Appears in Edo” (1938) de
Sôya Kumagai também foi produzido sem autorização da RKO Radio Pictures e mostra King Kong atacando no Japão medieval, hoje é considerado perdido também; Em 1962 a Toho Studios promoveu a luta do século em “Kingu Kongu tai Gojira/King Kong Vs. Godzilla”, dirigido pelo mestre Ishirô Honda, que também dirigiu “Kingu Kongu no Gyakushû/King Kong Escapes” (1967), onde Kong luta contra um robô gigante. Graças aos japoneses o grande macacão tarado se manteve sempre em evidência (os Shaw Brothers também contribuíram para o mito de Kong, saiba mais lendo o artigo “Evelyne e o King Hong Kong” de nosso colaborador Coffin Souza).
“Queen Kong” é uma paródia “cena por cena” do King Kong original, mas com todo o cinismo e sarcasmo dos anos 70. A produção do filme é bem pobre, as nativas da ilha de “Konga” usam um figurino colorido que parece roubado de alguma escola de samba aqui do Brasil, a fantasia da gorila é feia e desajeitada, o dinossauro com quem ela luta (foto acima) é um dos piores que já vi, as maquetes são grosseiras e os efeitos especiais mal elaborados; isso, combinado à interpretações canastronas e um roteiro cara de pau, transforma o filme de Agrama numa grande curtição que nunca se leva a sério e tira proveito de suas próprias deficiências, enfim, um ótimo candidato para ser exibibido aos amigos acompanhado, lógico, de pizzas e caixas e mais caixas de cerveja.
Frank Agrama, o produtor/diretor por trás do filme, é um egípcio cheio de energia para empreitadas duvidosas (na Itália ele tem mais de dez processos correndo na justiça por fraudes fiscais). Em 1965 dirigiu “El Ainab el Murr” e tomou gosto pela coisa. Seus filmes seguintes não chegaram ao ocidente (leia-se Europa e USA) e fomos privados de títulos como “Toufan Bar Farase Petra” (1968) e “Bazy-E-Shance” (1968), filme onde se tornou, além de diretor, produtor de seus próprios projetos. Em 1972 escreveu, produziu e dirigiu o thriller “L’Amico del Padrino” em associação com produtores italianos, que foi estrelado por Erika Blanc (atriz do clássico cult “Operazione Paura/Kill, Baby, Kill!” (1966) de Mario Bava). Assim conseguiu chamar atenção na Europa e seu próximo filme, “Essabet el Nissae” (1973) foi estrelado por ninguém menos que o superstar turco Cüneyt Arkin (que foi ator em mais de 270 filmes, entre eles os clássicos “Kara Murat Ölüm Emri” (1974) de Natuk Baytan e “Dünyayi Kurtaran Adam” (1982) de Çetin Inanç, a versão turca de “Star Wars” que coloca o filme de George Lucas no chinelo). Seu filme mais popular como diretor é “Dawn of the Mummy” (1981), sobre modelos sendo atacadas por uma múmia com alguns ótimos momentos gore. Nos anos 80 Agrama passou apenas a produzir e ganhou certa fama com a série “Robotech”, que depois virou video game de sucesso.
O ator Robin Askwith, que em “Queen Kong” interpreta Ray Fay (trocadilho idiota com o nome de Fay Wray, estrela do Kong original), é um comediante inglês que geralmente fazia comédias sexuais como “Bless This House” (1972) de Gerald Thomas e “Cool It Carol!” (1972) de Pete Walker, ou filmes de horror como “Tower of Evil” (1972) de Jim O’Connolly, “The Flesh and Blood Show” (1972) também de Pete Walker ou seu filme mais famoso, o cult “Horror Hospital” (1973) dirigido pelo maluco Antony Balch. Em 1999 a editora Ebury Press lançou sua autobiografia “The Confessions of Robin Askwith”, infelizmente inédita no Brasil. John Clive, que também paga mico em “Queen Kong”, tem em sua filmografia grandes clássicos do cinema: “Yellow Submarine” (1968) de George Dunning, onde faz a voz de John; “The Italian Job” (1969) de Peter Collinson, onde ladrões ingleses planejam um assalto na Itália e “A Clockwork Orange/Laranja Mecânica” (1971) de Stanley Kubrick, um dos melhores filmes já produzidos pelo cinema mundial.
por Petter Baiestorf.
William Seabrook e as Delícias da Culinária Canibal
Postado em Bizarro, canibalismo com as tags a ilha da magia, alcoolismo, alesiter crowley, arroz, asylum, áfrica, bela lugosi, bondage, cadáver apetitoso, comendo carne humana, culinária canibal, drogas pesadas, explorador, fantasias gastronòmicas, fantasias sexuais, guere, haiti, historiador de bizarrices humanas, le retour à la raison, marjorie muir worthington, o gosto da carne humana, o livro da lei, pansexual, receita de carne humana agridoce, sadomasoquismo, sádico sexual, sexo bizarro, sexo pervertido, surrealismo, the book of the dead, the book of the law, the magic island, the new york times, the strange world os willie seabrook, verdun, white zombie, william seabrook, witchcraft, zumbis, zumbis haitianos em maio 31, 2012 por canibuk
William Seabrook Buehler, nascido dia 22 de fevereiro de 1884 em Westminster, Maryland, foi um jornalista explorador obcecado por descobrir (e relatar) culturas desconhecidas para o público branco médio dos USA numa época em que a informação dependia de jornalistas corajosos e criativos (diferente dos dias atuais em que essa profissão foi dominada por jovens preguiçosos/acomodados que fazem o que seu dono manda). Dado à aventuras, em 1915 se juntou ao exército francês na Primeira Guerra Mundial e, no ano seguinte durante a batalha de Verdun, foi intoxicado por gás alemão. Quando voltou aos Estados Unidos, cheio de cicatrizes e histórias, conseguiu emprego no jornal The New York Times e começou a viajar pelo mundo em busca de histórias de culturas desconhecidas.
Fascinado por ocultismo e satanismo, Seabrook passou uma semana com o charlatão Aleister Crowley no outono de 1919. Crowley vinha de uma família rica e na falta do que fazer espantava o tédio criando textinhos esotéricos para impressionar ricos como ele próprio. Em 1904 ele “recebeu” de “entidades espirituais” o livro “The Book of the Law” (“O Livro da Lei”, muito plagiado por Paulo Coelho e Raul Seixas nos anos 70). Também era pansexual e experimentador de qualquer tipo de drogas naturais ou sintéticas e a farra com Seabrook deve ter sido ótima, já que nosso explorador também era chegado numa boa festa com putaria e drogas. O fato é que este encontro entre duas personalidades tão originais rendeu o livro “Witchcraft: Its Power in the World Today”, onde Seabrook narra este encontro.
Logo se interessou pelas práticas do vodu haitiano e viajou para lá a fim de realizar suas próprias experiências. Jamie Russell em seu livro “The Book of the Dead” (Editora Barba Negra) nos conta que Seabrook foi apresentado aos zumbis haitianos por um fazendeiro local e logo reparou que estes zumbis são “frutos da crença religiosa que domina a ilha, símbolo poderoso do medo, da desgraça e perdição”. Essa viagem resultou no livro “The Magic Island” (“A Ilha da Magia”, 1929, nada a ver com a ilha de Florianópolis, também conhecida como a Ilha da Magia, lógico!) onde o pesquisador descreve os zumbis como “um cadáver humano sem alma, ainda morto, mas tirado do túmulo e mantido por feitiçaria com um semblante mecânico de vida – é um corpo que se faz andar e agir e mexer como se estivesse vivo”. O público americano foi ao delírio, na época, com os relatos emocionates e tétricos desta aventura de Seabrook. Este livro é o responsável por introduzir o conceito “zumbi” na cultura popular e serviu de inspiração para o roteiro de “White Zombie/Zumbi Branco” (1932) de Victor Halperin, estrelado por Bela Lugosi e com momentos bem divertidos.
Cada vez mais sedento por novas aventuras, se recusou a escrever sobre canibalismo até que conseguisse provar ele mesmo a carne humana. Durante uma viagem pela África Ocidental conviveu com uma tribo conhecida como Guere onde pediu ao chefe que gosto tinha a carne humana e, diante de sua insatisfação ao ouvir a descrição do chefe tribal, saiu de lá com a certeza de que experimentaria ele próprio o gosto da carne humana. Pouco tempo depois subornou um servente de um hospital de Paris para que lhe conseguisse um quilo de carne humana, logo em seguida deu entrada o cadáver de um operário que havia sido atropelado e Seabrook conseguiu sua preciosa iguaria. Correu para o apartamento de um amigo e convenceu a cozinheira da casa a assar, grelhar e cozinhar aquele estranho tipo de carne de “bode selvagem” (nome que usou para a cozinheira) que até então ninguém havia comido. Enquanto experimentava a carne humana fez minuciosas anotações onde a comparava com carne de porco e sentiu a necessidade de mais tempero. Escreveu: “Carne leve, boa, sem gosto bem definido. Não muito duro ou pegajoso, uma carne agradável e de excelente paladar!”. Fica a dica!
Man Ray, fotografo e diretor de vários curtas surrealistas como o clássico “Le Retour à La Raison” (1923), relatou que Seabrook pediu para que ele cuidasse seu apartamento uma tarde. Ao chegar lá o fotografo encontrou uma garota nua acorrentada ao pilar da escadaria com um cadeado e instruções para não ser desamarrada pois estava recebendo muito bem por aquele serviço. Seabrook era um sádico sexual dado a cultivar práticas de sexo bizarro gostoso. Diz a lenda que circula em torno de sua figura, que quando viajava uma de suas malas estava sempre cheia de chicotes e correntes para satisfazer suas fantasias sexuais.
No final de 1933 foi internado na instituição mental de Westchester County para tratamento de alcoolismo, onde permaneceu internado durante quase seis meses e, em 1935, publicou “Asylum”, livro onde relatou suas experiências no hospício e que acabou se tornando um best seller. Ainda em 1935 se casou com Marjorie Muir Worthington, uma escritora com mais de 15 livros publicados, incluíndo “The Strange World of Willie Seabrook” (1966). O casamento durou somente até 1941 por culpa do alcoolismo de William e seu comportamento cada vez mais sádico nas diversões sexuais do casal. Em 1961 foi produzido o telefilme “Witchcraft” de Harold Young, com inspirações nos estudos ocultistas de William, filme este que infelizmente ainda não consegui assistir.
Em 1945, no dia 20 de setembro, cometeu suicídio por overdose de drogas. No final da vida costumava afirmar que “não havia visto nada que não têm uma explicação racional e científica”. Em tempos que o cinema americano se encontra tão sem idéias, seria lindo ver uma produção bem feita sobre a vida de Seabrook e suas descobertas macabras.
Receita de Carne Humana Agridoce
Ingredientes:
600 g de carne humana cortada em cubinhos de 2cm
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 ovo
1/2 xícara (chá) de açúcar
1/2 xícara (chá) de vinagre
1/3 xícara (chá) de suco de abacaxi
1/4 xícara (chá) de catchup
1 colher (chá) de molho de soja
2 colheres (sopa) de maizena
2 colheres (sopa) de água
1 xícara (chá) de pedacinhos de abacaxi em calda, escorrido
1 pimentão verde cortado em pedaços de 1cm
Óleo para fritar
Sal e pimenta-do-reino a gosto.
Modo de Preparo:
Misture a farinha e o sal. Passe a carne humana no ovo batido e depois na mistura de farinha, até que os pedaços estejam bem cobertos. Frite a carne numa frigideira em bastante óleo quente por 6 a 8 minutos, ou até que fique bem dourada. Retire, escorra e reserve mantendo quente. Em uma panela funda, misture o açucar, o vinagre, o suco de abacaxi, o catchup e o molho de soja e pimenta-do-reino, se desejar. Leve ao fogo e deixe levantar fervura. Misture a maizena com água e adicione ao molho, mexendo sempre. Continue cozinhando até que o molho engrosse. Reserve. Junte ao molho a carne humana quente, os cubinhos de abacaxi e os pedaços de pimentão. Esquente outra vez, mexendo sem parar, por cinco minutos. Sirva enquanto quente, acompanhado de arroz.
* IMPORTANTE: Como Seabrook nos ensinou, não faça este prato em casa, faça-o na casa de algum amigo sem nada falar. Como sou vegetariano não testei este prato.
The Werewolf of Washington
Postado em Cinema com as tags atom age vampire, clássico da ruindade, cult movie, dean stockwell, diversão peluda, grave of the vampire, lobisomem, maquiagens toscas, milton moses ginsberg, nixon, o lobisomem de washington, política externa americana, sátira política, stephen a. miller, the last platoon, the werewolf of washington, trash-movie, washington, watergate, white house, zombie brigade em maio 30, 2012 por canibuk“The Werewolf of Washington” (“O Lobisomem de Washington”, 1973, 90 min.) de Milton Moses Ginsberg. Com: Dead Stockwell, Katalin Kallay e Biff McGuire.
Todos que acompanham diariamente o Canibuk sabem de minha paixão por filmes trash (sou um defensor e divulgador do “gênero”), eis que finalmente tirei tempo para assistir “The Werewolf of Washington”, simplesmente um dos piores filmes que já vi, no patamar de produções pavorosas como “Zombie Brigade/A Terrível Noite do Espanto” (1986) de Carmelo Musca e Barrie Pattison ou “The Lost Platoon/Pelotão Vampiro” (1991) de David A. Prior. A história do lobisomem de Washington começa (mal iluminado) na Hungria onde nosso jornalista herói (Dean Stockwell) é atacado por um lobisomem que lhe passa a maldição dos peludos. De volta aos USA descobrimos que o jornalista é assessor de imprensa do presidente americano. Apartir daí o roteiro vai ficando cada vez mais cômico, mostrando o lobisomem letrado atacando desafetos do presidente em cenas do mais completo absurdo, como quando estripa a esposa bêbada de um senador que foi embora de uma festa na Casa Branca caminhando (ora bolas, que esposa de senador iria embora caminhando e, ainda por cima, sozinha?). Aliás, cenas ridículas em tom de comédia pastelão dão o rumo desta ruindade cinematográfica: Numa cena o lobisomem pega carona no teto do carro de sua vítima; noutra cenas os dedos do lobisomem incham dentro dos buracos de uma bola de boliche e ele não consegue se livrar da bola nem com ajuda do presidente da nação mais poderosa da Terra; pouco depois, na sala de reuniões da Casa
Branca, o jornalista começa a se transformar diante de militares e políticos e sai correndo da sala sem que ninguém perceba o que está acontecendo; nums das correrias do lobisomem ele encontra um cientista anão que claramente mantêm um projeto secreto com monstros no porão da Casa Branca (percebam os pés do Frankenstein em cena); o jornalista amarrado numa cadeira com inúmeras correntes cadeadas enquanto fala com a filha do presidente, sua paquera, é genial e sua transformação fajuta dentro do helicóptero presidencial (o que leva o filme à um final ótimo) é um grande momento da sétima arte que somente a cabeça de jerico de cineastas bagaceiros poderiam conceber.
Essa diversão em forma de película foi realizada por Milton Moses Ginsberg, novaioquino de 1943, cujo primeiro trabalho de direção foi o cult “Coming Apart” (1969), drama estrelado por Rip Torn no papel do psiquiatra que filma seus encontros com as mulheres que o visitam. “The Werewolf of Washington” meio que sepultou sua carreira de diretor por conta da ruindade técnica do filme, apenas em 1999 ele voltou à direção com “The City Below the Line”, seguido pelo também curta “The Haloed Bird” (2001) e “Kron” (2011), um média-metragem. A biografia de Ginsberg diz que ele se retirou da indústria cinematográfica após ter sido diagnosticado de um linfoma em 1975, mas sua carreira como montador de filmes como montador de filmes que seguiu em paralelo à doença me fazem pensar que seu Lobisomem de Washington teve alguma coisa haver com o afastamento. Uma pena, já que seu filme de lobisomem é uma curiosa sátira política que brincava com a era Nixon, com o fascismo policial dos anos 70 anti-hippies e o escândalo Watergate.
Dead Stockwell foi ator mirim em filmes como “The Green Years” (1946) de Victor Saville, “The Boy With Green Hair/O Menino dos Cabelos Verdes” (1948) de Joseph Losey e “The Secret Garden/O Jardim Secreto” (1949) com direção de Fred M. Wilcox, responsável também pela direção do clássico sci-fi “Forbidden Planet/O Planeta Proibido” (1956). No início dos anos 60 desistiu da carreira e se tornou hippie. Nos anos 80 trabalhou em alguns cults como “Paris, Texas” (1984) de Wim Wenders e “Blue Velvet (1986) de David Lynch. O Produtor associado de “The Werewolf of Washington” é Stephen A. Miller, que anos depois escreveu (em parceria com John Beaird) o clássico slasher “My Bloody Valentine/Dia dos Namorados Macabro” (1981) de George Mihalka.
Aqui no Brasil “The Werewolf of Washington” foi lançado em DVD pela distribuidora/editora digital Showtime com “Seddok, L’Erede di Satana/Atom Age Vampire/O Vampiro da Era Atômica” (1960) de Anton Giulio Majano e “Grave of the Vampire/O Túmulo do Vampiro” (1974) de John Hayes no mesmo DVD. A qualidade dos filmes é péssima, mas o valor de R$ 7.90 que paguei pelo DVD compensa.
por Petter Baiestorf.
Assista este clássico bagaceiro agora:
Alguns momentos hilários de “The Werewolf of Washington”:
Guernica Revisitada
Postado em Literatura com as tags guernica, guernica revisitada, guerra, iracema m. régis, mapa cultural paulista, michel garcia, poesia política em maio 29, 2012 por canibukAnêmicos
tons pastéis
Marrons
brotam os perfis
(esquálidos)
Escuras
fendas abertas
(bocas)
.
- Um grito que não se calou -
.
Guernica
chaga exposta
sem cura
nem retoques
.
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura… se é verdade
Tanto horror perante os céus!”
.
Guernica
alegoria
simbologia/expressionismo
barroco-surreal?
.
Nem Deus
Só o diabo
na tela sem sol.
poesia de Iracema M. Régis (poema classificado em primeiro lugar no Concurso Mapa Cultural Paulista, 2005; Seleção de colaborações para o folheto poético “Urtiga”, 2005).
Ilustração de Michel, 2004.
















































